Como aliviar uma dor no joelho: 11 passos (com imagens)

Cerca de um terço dos americanos relatam sofrer de dores nos joelhos em algum momento da vida. Entre 15% e 20% dos homens são afetados pelo problema, enquanto entre mulheres, a incidência é um pouco mais alta, girando em torno de 20% ou mais.

Incrível.club resolveu investigar o assunto; afinal, o seu problema é o nosso problema. Encontramos alguns exercícios e alongamentos ótimos para os joelhos, que servem para fortalecer essa parte do corpo e fazer com que você se sinta melhor.

Os treinos recomendados foram testados, mas é melhor consultar seu médico antes de coloca-los em prática, sobretudo se tiver histórico de dores ou cirurgia nessa articulação ou na perna.

Nossa dica é que você comece lentamente e vá aumentando o número de repetições com o passar do tempo.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Não queremos que você machuque os joelhos, e um dos motivos mais comuns por trás das dores nessa articulação é fazer exercícios incorretamente. Você pode se aquecer pedalando por 5 minutos na bicicleta ergométrica. Depois, faça alguns exercícios para bombear o sangue no corpo, como flexões na parede e alongamentos, que reduzem o risco de lesões.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Passos:

  1. Deite de costas no solo.
  2. Mantenha os pés planos no solo e flexione um dos joelhos, enquanto mantém a outra perna reta.
  3. Levante a perna reta até a altura do joelho dobrado.
  4. Repita 10 vezes esse exercício e faça uma série de 3 com ambos os joelhos.
  5. Parece fácil? Tente fazer o movimento sem flexionar o joelho e aumente o ângulo da perna, como mostrado na imagem. Faça lentamente para obter melhores resultados.
  6. Alguns médicos aconselham fazer esse exercício depois de uma cirurgia no joelho para fortalecer a articulação.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Passos:

  1. Deite de costas no chão.
  2. Flexione os joelhos enquanto mantém ambos os braços paralelos ao corpo.
  3. Levante o quadril enquanto mantém os pés no solo, deixando as mãos na posição mostrada na imagem acima.
  4. Mantenha a posição durante alguns segundos, repita 10 vezes e faça 3 séries de exercícios.
  5. Esse treino não é bom apenas para os isquiotibiais, mas também para glúteos e quadril. Ele serve para ajudar a restabelecer o movimento do joelho e evitar lesões adicionais.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Passos:

  1. Fique de pé, coluna reta.
  2. Dê um passo para a frente com a perna direita, mantendo a esquerda na mesma posição. Flexione o joelho direito, com a parte superior do corpo ereta. Mantenha ambas as mãos paralelas ao corpo.
  3. Permaneça nessa posição.
  4. Volte à posição inicial e repita com a perna esquerda.
  5. Repita o exercício 10 vezes, fazendo 3 séries com cada perna se for principiante.
  6. Se quiser um desafio a mais, segure halteres leves com ambas as mãos ao fazer o exercício. Mas se estiver começando, é melhor fazer sem carga adicional. Com a prática, você poderá aumentar o peso dia a dia.
  7. Esse exercício atua nos músculos do quadril e das coxas. Durante o avanço, o glúteo máximo trabalha o ACL (ligação dos joelhos entre coxas e pés), fortalecendo-o.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Passo:

  1. De pé, encoste as costas numa parede.
  2. Lentamente, flexione os joelhos enquanto mantém as costas e a pélvis apoiadas na parede.
  3. Abaixe todo o corpo ao máximo que puder, sem fazer excesso de pressão sobre os joelhos.
  4. Mantenha a posição por 5 a 10 segundos, repetindo quantas vezes o corpo aguentar.
  5. Os abdutores são um dos grupos musculares mais importantes para trabalhar em casos de reabilitação do joelho.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Passos:

  1. Fique parado, com o corpo reto.
  2. Lentamente, levante os calcanhares o máximo que puder. Depois, baixe-os vagarosamente.
  3. Faça 3 séries de 10 a 15 repetições.
  4. Você pode aumentar a intensidade do exercício realizando-o numa superfície mais alta, como um degrau, ou então fazendo o movimento com uma perna de cada vez.
  5. O fortalecimento dos músculos isquiotibiais e quadríceps ajuda os joelhos reduzindo os impactos recebidos por eles.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Passos:

  1. Você precisará de um step (ou um degrau).
  2. Coloque um dos pés no step.
  3. Mantenha o corpo reto enquanto flexiona um joelho, deixando o pé oposto no solo.
  4. É preciso pisar no step com a pélvis reta, alternando os passos.
  5. Repita entre 10 e 20 vezes.
  6. Sabemos que isso poderia ser fácil, pois estamos acostumados a subir escadas. Nesse caso, você pode aumentar o número de repetições para deixar o exercício mais intenso.
  7. O treino ajuda a fortalecer os quadríceps e os músculos do quadril. O movimento simula aquele que seu joelho faz diariamente, então servirá para que sinta menos cansaço ao realizar suas tarefas cotidianas.

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Passos:

  1. Comece de pé, com o corpo ereto.
  2. Abra as pernas e mantenha-as separadas, com um espaço confortável entre elas.
  3. Flexione o joelho esquerdo e tente ficar de cócoras o máximo que puder (desde que não afete as articulações), mantendo o outro pé plano sobre o solo e sem alterar a distância entre as pernas.
  4. Mantenha a posição por um momento e use os mesmos grupos musculares para mudar de lado.
  5. Repita com ambas as pernas e continue o exercício, sentindo os músculos contraídos.
  6. Movimentos em múltiplas direções podem ajudar os joelhos. Foi por isso que sugerimos mais de um tipo de exercício desse estilo em nosso post.

10 Passos para preparar seu joelho para as trilhas

O trekking é uma modalidade entre os esportes de aventura que tem ganho cada vez mais adeptos no mundo. A palavra “Trek” significa migrar. Possivelmente uma herança da colonização inglesa no mundo, principalmente África e América do Norte por volta do século XIX, onde os “trekkers” viajavam meses em suas carruagens a boi, ou mesmo a pé.

Os Trekkers carregavam todos os seus pertences de um lado para outro, muito parecido com os nômades do oriente.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Com o interesse crescente em atividades como o ecoturismo e o desenvolvimento tecnológico de calçados, roupas, bastões de caminhada ultra-leves e mochilas de hidratação, o trekking (ou hiking) é uma das atividades ao ar livre mais seguras, e que pode ser praticada por qualquer pessoa saudável, em qualquer idade. Para aqueles que não praticam atividade física regularmente, o melhor caminho é se exercitar em caminhadas mais curtas, em praias ou parques nacionais. Os praticantes do trekking aliam o prazer em contemplar a natureza com os benefícios da atividade física, tentando fugir do stress do dia-a-dia.

Assim como em outros esportes, o trekking não é isento de lesões, e os joelhos, se não bem cuidados, são frequentemente acometidos. Por se tratar de uma atividade aeróbica cíclica, pode levar às chamadas lesões por esforço repetitivo.

Seguem abaixo algumas dicas baseadas na avaliação pré-participativa que adoto em minha rotina de médico do esporte.

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Ergo-espirometria

1. Realize uma ergo-espirometria

De uma maneira simples, o teste serve para determinar a sua aptidão cardio-respiratória e ajuda na prevenção de exageros e consequente sobrecarga articular.

2. Realize uma avaliação biomecânica

Parâmetros como o alinhamento dos joelhos, especialmente os joelhos em “X” (genu valgum), tipos de pisada e força dos estabilizadores dos quadris estão ligados estatisticamente a diversos tipos de lesão como a condromalacia, tendinite e atrito do trato ileotibial nos joelhos. Outro exame importante na avaliação pré-esportiva é o teste isocinético, pois determina desequilíbrios musculares e pode avaliar os tornozelos, joelhos e quadris.

3. Fortaleça o joelho

O joelho atua como o principal dissipador de energia cinética no esporte. Ou seja, qualquer impacto ou força de explosão passa por esta articulação. A falta de preparo muscular pode não dissipar corretamente e causar sobrecarga com lesões a cartilagens, tendões e à membrana.

O ganho do músculo anterior (quadríceps) da coxa é crucial para o preparo ao esporte, idealmente em uma academia sob a supervisão de um educador físico, evitando-se angulações e posturas lesivas.

4. Fortaleça o quadril

A musculatura do quadril vem cada vez mais ganhando atenção em traumatologia esportiva. Acredita-se que os músculos glúteo médio e mínimo, principais estabilizadores do quadril, quando fortes e de rápida contração, evitam que o joelho “caia para dentro” , fazendo com que a pessoa adote a postura que chamamos de “valgo dinâmico”, muito comum em mulheres.

5. Não exagere no trilha

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Volume e intensidade exagerados e aplicados de maneira súbita nos joelhos podem ser o “estopim” de uma lesão, principalmente se os tecidos do joelho já estão sobrecarregados. Estudos têm demonstrado que, dentre as demais articulações, o joelho trabalha muito próximo aos seus limites fisiológicos e a dor ou inchaço (popular água no joelho) após uma trilha muito puxada pode ser um sinal de que uma lesão se instalou.

6. Mantenha o peso controlado

Para se ter uma ideia,  durante uma descida de uma trilha, a cada passo a pessoa dá, duas a quatro vezes seu peso corporal é transmitida através da articulação do joelho. Assim, quanto mais você pesa, mais difícil é o impacto em seu joelho.

Estudos mostram que, ao se perder 10 kg de peso, reduz-se em ate 20% da dor nos joelhos.

7. Melhore o equilíbrio

O treinamento direcionado a esta modalidade esportiva, quando aliado a exercícios de pilates, são indicados na prevenção de lesões nos joelhos por melhoraram a propriocepção, que é a transferência de informação neurológica a partir uma parte do corpo para o cérebro e de volta novamente. A função de proprioceptores é a de melhorar nas articulações dos membros inferiores.

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8. Use e abuse dos bastões

Os bastões de caminhada, também conhecidos como trekking poles ou sticks, tem se tornado populares no trekking.

Dentre suas vantagens, pode-se citar manutenção do equilíbrio durante a trilha, pois ao se ter quatro apoios para caminhar, minimizamos a possibilidade de entorses dos joelhos e de quedas.

Nas subidas, serve como apoio para o impulso e, nas descidas, reduz a sobrecarga dos joelhos. O desenvolvimento da industria da aventura levou a criação de materiais muito leves e ultra-resistentes como os de fibra de carbono.

9. Ganhe de performance lentamente

Se você planeja realizar uma grande travessia, como o circuito 360 graus de Torres del Paine no Chile, por exemplo, peça para um treinador experiente um planejamento de treino com aumentos gradativos de volume e intensidade do treino. Particularmente, sou a favor do treino obedecendo a especificidade de cada esporte. Portanto, idealmente, treine outdoor. Não acredite que a função uphill da esteira de uma academia vá preparar seu joelho 100% para a trilha.

10. Nunca vá sozinho!

Guias experientes podem te sugerir uma trilha ideal para o seu preparo físico, determinando ritmo seguro e pausas. Trilhas mal planejadas e mal executadas podem causar sobrecargas, entorses e contusões nos joelhos.

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Infiltração no joelho: o que é, para que serve e como é feita

A infiltração consiste em aplicar uma injeção com medicamentos corticóides, anestésicos ou ácido hialurônico para tratar lesões, inflamações ou reduzir a dor. Este procedimento é feito, na maioria das vezes, em articulações como joelho, coluna, quadril, ombro ou pé, apesar de também poder ser feito em músculos ou tendões. 

  • O objetivo da infiltração é tratar a doença no local onde ocorre a lesão ou inflamação, principalmente nos casos mais graves ou quando não houve melhora com outros tratamentos em comprimido ou tópicos, sendo muito utilizada no tratamento da artrose, além de também ajudar a recuperar tendinites, epicondilites ou contusões que acontecem pela práticas de esportes, por exemplo. 
  • Quem faz a infiltração nas articulações é o médico.
  • Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

Apesar de poderem ser feitas em diversos locais do corpo, como músculos e tendões, as infiltrações dentro das articulações são as mais comuns.

Elas podem ser feitas com tipos de medicamentos diferentes, que são escolhidos pelo médico de acordo com o objetivo principal, que pode ser reduzir a dor, diminuir a inflamação ou aumentar a quantidade de líquido sinovial, que é um líquido que atua como uma espécie de lubrificante dentro das juntas.

Desta forma, além de aliviar a dor, as infiltrações são úteis para combater a progressão do desgaste articular, diminuir o inchaço e melhorar a funcionalidade da articulação, permitindo uma melhor qualidade de vida.

Alguns medicamentos que podem ser usados para infiltrações são:

1. Anestésicos

Os anestésicos costumam ser aplicados em caso de dor severa ou crônica e, geralmente, promovem o alívio da dor logo após a sua aplicação. Devido ao efeito imediato e passageiro, os anestésicos costumam ser utilizados para confirmar que a origem da dor é mesmo dentro da articulação, para definir melhor o tratamento ou programar cirurgias, por exemplo. 

2. Corticóides

Os corticóides são potentes anti-inflamatórios e podem ser aplicados sozinhos ou em conjunto com um anestésico, como objetivo de combater a dor e a inflamação dentro de uma articulação.

 Uma infiltração com corticóide costuma ser realizada a cada 3 meses não sendo recomendado fazer aplicações excessivas no mesmo local, pois isto pode aumentar o risco de efeitos colaterais e ser prejudicial.

Alguns dos principais corticóides utilizados na infiltração de articulações Metilprednisolona, Triancinolona, Betametasona ou Dexametasona, por exemplo, e seu efeito na articulação dura entre dias a semanas. 

3. Ácido hialurônico

O ácido hialurônico é um componente do líquido sinovial, que é o lubrificante natural que existe dentro das articulações, entretanto, em certas doenças degenerativas, como a osteoartrose, pode haver uma perda desta lubrificação, o que é responsável por grande parte dos sintomas. 

Neste casos, o médico pode injetar esse ácido dentro da articulação, numa técnica chamada de viscosuplementação, que é capaz de criar uma película protetora que atrasa a progressão do desgaste e alivia a dor.

Geralmente, o tratamento consiste em 1 aplicação por semana, durante 3 a 5 semanas, e, apesar do efeito não ser imediato, sendo iniciado gradualmente cerca de 48h após o procedimento, seus resultados são muito mais duradouros, podendo permanecer por vários meses. Veja os efeitos, as contraindicações e o preço das injeções de ácido hialurônico.

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)

O procedimento de uma infiltração é relativamente simples mas só deve ser realizado por um médico com experiência, no consultório médico, sendo necessária a desinfecção da pele e uso de materiais estéreis.

Inicialmente, é feita uma anestesia local e em seguida é aplicado o medicamento, que pode ser feito com ajuda de um exame de ultrassom ou radiografia, para determinar exatamente o local. O procedimento completo de uma infiltração articular dura de 2 a 5 minutos e embora provoque alguma dor, esta é ligeira e suportável.

Após o procedimento, a recuperação completa deve surgir em 1 a 2 semanas. Quem pratica atividade física não deve voltar aos treinos na primeira semana e, se for difícil caminhar sem mancar, o médico pode sugerir o uso de muletas para não prejudicar a coluna, nem o outro joelho.

Além disso, de preferência, após a infiltração a pessoa deve continuar realizando fisioterapia, hidroterapia e reforço muscular para fortalecer os músculos, melhorar a movimentação das articulações afetadas, diminuir a dor, aumentar a elasticidade e diminuir a progressão da artrose, evitando assim a colocação de uma prótese.

Efeitos colaterais

Após a aplicação na injeção dentro da articulação é comum haver um pouco de inchaço e dor e por isso é recomendado ficar de repouso para deixar o medicamento atuar. O risco de infecção também existe, mas é muito baixo.

Este procedimento deve ser evitado por pessoas que utilizam remédios anticoagulantes, que têm doenças que prejudicam a coagulação do sangue para não haver risco de sangramentos, ou por grávidas e mulheres em amamentação.

Também não deve ser realizado em pessoas com alergia ou que apresentam alguma infecção da região.

Além disso, deve ser usado com cautela em atletas, pois o corticóide e o anestésico podem ser detectados em exames de sangue e estão na lista dos medicamentos proibidos.

Podemos recompor a cartilagem do joelho com células-tronco da própria pessoa?

Como Aliviar uma Dor no Joelho: 11 Passos (com Imagens)Células vistas em microscopia de fluorescência, marcadas com o kit Live and Dead. Células vivas ficam verdes e células mortas ficam vermelhas. Fonte:www.thermofisher.com

A UNICAMP está bastante adiantada nas pesquisas de tratamento da cartilagem do joelho com células-tronco. Os estudos que precisavam ser feitos em laboratório e em animais de teste já foram concluídos, tendo sido publicados em importantes revistas científicas internacionais e até reconhecidos com premiações em congressos no Brasil e no Canadá. Com isso, já é possível começar a preparar o caminho para a realização de estudos em pessoas que sofrem com dor crônica na articulação e não conseguem melhorar com os tratamentos existentes.

Desde 2008, uma equipe de pesquisadores da UNICAMP vem trabalhando com células-tronco encontradas na gordura da própria pessoa, conhecidas pela sigla em inglês AT-MSCs, que significa Adipose Tissue – Mesenchymal Stem Cells.

Ao contrário das células-tronco retiradas da medula óssea, que são as mais utilizadas em pesquisa porque foram descobertas primeiro, as da gordura (AT-MSCs) são muito mais numerosas, duram muito mais tempo no laboratório sem envelhecer e ainda por cima são mais fáceis de ser obtidas, por que o corpo humano tem uma quantidade enorme de gordura embaixo da pele. Dá para retirar com uma agulha e anestesia local. Já a punção da medula óssea é um procedimento muito mais doloroso.

Outra vantagem é que ao usarmos as células da própria pessoa (isso se chama autóloga), não ocorrem problemas de rejeição nem de transmissão de doenças.

As células-tronco de embriões envolvem problemas éticos muito graves, o que não ocorre com as AT-MSCs da própria pessoa. Nas próximas postagens, vou detalhar um pouco sobre este assunto, já que tenho a honra de participar deste grupo de pesquisadores.

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Também vamos ter entrevistas com alguns deles e notícias sobre os próximos passos da pesquisa.

Saiba mais:

researchgate.net/Alessandro_Zorzi

Dor no joelho? Conheça as principais causas do problema e como tratar

Muita gente acredita que dor no joelho é queixa de quem está envelhecendo. De fato, ossos, articulações e músculos sofrem mudanças naturais com a passagem do tempo, e esses processos podem mesmo levar a dor.

Mas não é só velho que sofre com esse tipo de incômodo. Só nos Estados Unidos, 18 milhões de pessoas (um pouco mais do que a população da cidade de São Paulo), jovens ou não, procuram ajuda médica para solucionar o problema.

O joelho faz parte do sistema musculoesquelético e é considerado a maior articulação do corpo. Ele é formado por cartilagens e ligamentos, além de quatro ossos: fêmur (na coxa), tíbia (na parte da frente da perna), fíbula (na parte de dentro do joelho) e patela (parte da frente do joelho).

Imagine uma alavanca, que precisa de lubrificação e amortecimento para funcionar direito. O joelho é exatamente assim e tem até uma espécie de almofada de cartilagem (o menisco) com a função de reduzir o atrito da estrutura.

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Os tipos de dor

O funcionamento do joelho pode ser alterado na presença de lesão, desgaste ou doença. É aí que a dor aparece. Ela pode ser de dois tipos:

  • Traumática, decorrente de queda ou batida durante atividade física;
  • Degenerativas, como a artrose.

A articulação pode doer devido a processos inflamatórios, incluídas as doenças autoimunes, como artrite reumatoide, espondiloartrite e lúpus. Além dessas situações, desgaste por uso excessivo da articulação, desalinhamento dos joelhos e sobrepeso entram na lista de causas de desconforto.

Sintomas associados

Embora a dor seja o principal sinal de que há algo errado no joelho, ela pode vir acompanhada de inchaço, calor, dificuldade para se mover e até febre baixa (quando houver inflamação).

Podem ocorrer, ainda, ruídos tipo estalo ou rangido na região ao se movimentar.

Quanto à dor, especificamente, pode ter intensidades diferentes, atacar em um ou mais pontos, piorar depois de muito tempo na mesma posição ou pela manhã (a chamada rigidez matinal).

Quando procurar ajuda

Marque uma consulta com um clínico geral, um ortopedista ou um reumatologista quando qualquer um dos sintomas descritos persistir ou começar a atrapalhar as atividades do dia a dia.

As principais causas

No consultório médico, as queixas mais comuns são dor na parte anterior (frente) do joelho, decorrentes de lesões durante a prática de esportes, quedas e pancadas, além das tendinites.

Outro problema que se repete é a lesão do ligamento anterior cruzado, também conhecida como “lesão do atleta”.

No Centro de Cirurgia e Joelho do Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia do Ministério da Saúde, lesões nos ligamentos e meniscos correspondem a 40% do volume de atendimento.

Como é feito o diagnóstico

A investigação da causa da dor começa com exame clínico e físico — o médico vai querer conhecer seu estilo de vida e hábitos e observar no corpo algo que indique a origem da dor, como desalinhamentos posturais. Só depois, se for o caso, deve solicitar exames de imagem para uma avaliação mais precisa.

No caso de lesão no ligamento cruzado, por exemplo, em 95% das situações basta o exame clínico para identificar. Nos outros 5%, em que a conclusão imediata é impossível, o especialista pede uma ressonância.  

Os médicos, aliás, destacam que fazer vários exames não é determinante e, às vezes, nem necessário para o diagnóstico. Uma radiografia ou ressonância magnética ajuda, mas são complementos e, muitas vezes, dispensáveis. O principal é a escuta da história do paciente (anamnese) e o exame físico.

Outras análises que o médico pode pedir são exames de sangue (para descobrir algum processo inflamatório ou anticorpos), densitometria óssea, tomografia computadorizada e ultrassom.

As lesões mais comuns

No ligamento cruzado anterior (lesão do atleta): é a principal causa de dor no joelho e está diretamente ligada a traumas durante a atividade física.

Localizado na parte interior do joelho, esse ligamento forma um X com outro ligamento situado na parte posterior (o cruzado posterior). Juntos, eles controlam a atividade da articulação.

A lesão pode levar ao rompimento do menisco e, com o tempo, se não tratado, pode evoluir para artrose. As mulheres são as principais vítimas.

– No menisco: temos duas dessas cartilagens amortecedoras em cada joelho –um menisco é chamado medial (mais interno) e o outro é lateral. O medial é, quase sempre, o mais atingido.

Essas lesões geralmente têm a ver com rotações realizadas em esportes de impacto e são o principal problema sofrido por pessoas sedentárias e atletas de fim de semana, que não têm musculatura preparada para absorver impactos, e resolvem correr ou jogar futebol, por exemplo, mesmo sem o condicionamento adequado.

– No ligamento colateral medial: este ligamento dá suporte à parte de dentro da articulação e sua função é equilibrar a força do movimento de torção para fora. Uma ação brusca com rotação para fora –como é comum no futebol — pode levar à lesão.

– Tendinites: os tendões são “cordões” que têm a função de ligar músculos, ossos e articulações e, quando inflamados – o que tem a ver principalmente com excessos ou erros na atividade física – causam dor.

A tendinite da pata de ganso (na parte interna do joelho) ocorre, por exemplo, por excesso de corrida ou posturas de ioga que exigem mais dessa articulação.

A tendinite patelar surge da repetição de saltos – tem o apelido de joelho de saltador.

– Artrose ou artrite degenerativa: afeta a cartilagem e os tecidos do joelho. O processo de inflamação leva à dor, rigidez e perda da mobilidade.

– Artrite reumatoide: doença autoimune (faz o organismo atacar os próprios tecidos) que afeta não apenas a articulação dos joelhos como as de mãos e pés também. Dor e inchaço são os principais sintomas. Pode surgir em qualquer idade, sendo que as mulheres são mais atingidas.

– Síndrome da dor patelofemoral (joelho do corredor): quando a patela não consegue distribuir a força de forma equilibrada em determinado movimento, a cartilagem é forçada de um lado só. Excesso de exercício, sobrepeso e desgaste da cartilagem explicam o problema. A dor aparece ao redor ou atrás do joelho e dificulta subir e descer escada, pular e correr.

Tratamentos possíveis

Uma vez definida a causa da dor no joelho, o que se segue é o início do tratamento. O mais comum é que seja à base de medicamentos, fisioterapia e orientações para a prática de exercícios e mudanças de hábitos. Cirurgia costuma ser uma opção apenas quando não houver resposta satisfatória a essas abordagens.

Medicamentos mais usados

– Analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais (não corticoides): podem ser utilizados por via oral, injetável ou adesivo cutâneo.

– Medicamentos injetáveis (infiltrações): combinam anestésicos e corticoides (drogas com ação anti-inflamatória e supressora do sistema de defesa do corpo) para alívio da dor.

Porém, o corticoide, se usado com constância, pode levar ao desgaste da cartilagem do joelho.

Esses fármacos são usados hoje só em situações específicas, como última alternativa quando não é possível operar.

– Biológicos e sintéticos: os primeiros são produzidos a partir de células vivas; os outros, substâncias químicas (como metrotrexato, sulfassalazina, leflunomida, antimaláricos).

Ambos podem ser indicados para artrite.

Nos últimos 20 anos as opções aumentaram e a diferença entre eles é que atuam ora impedindo o ataque ao sistema de defesa do corpo, ora modificando o curso da doença.

– Suplementos: a condroitina e a glicosamina trazem alívio para quem apresenta desgastes na cartilagem. Embora os estudos científicos não sejam conclusivos sobre esse benefício, o fato é que o paciente sempre relata uma melhora.

– Ácido hialurônico: na última década, a substância tem sido utilizada como lubrificante injetável na articulação, reduzindo o atrito e, com isso, a dor. Mas o efeito é temporário porque o ácido hialurônico é naturalmente reabsorvido pelo organismo.

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Cirurgias possíveis

Quando o tratamento conservador não trouxer alívio para a dor no joelho, a cirurgia pode servir para tratar ou corrigir o desgaste de qualquer parte da articulação. É possível até substituí-la, total ou parcialmente, por uma prótese. Pacientes que não têm convênio podem ter acesso aos procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conheça a seguir as intervenções mais comuns:

Artroscopia Indicação: geralmente pacientes jovens e pessoas sem doença avançada nas cartilagens.

É uma cirurgia minimamente invasiva feita com artroscópio, instrumento que permite ver o interior da articulação, para recolher amostras e restaurar tecidos e cartilagens. Duração estimada: 1 hora.

Tempo de internação: alta no mesmo dia ou no seguinte à operação.Recuperação: de 2 a 20 dias ou até voltar a andar.Riscos: infecção ou fissuras da cartilagem podem ocorrer, mas são raras.

Reconstrução do cruzado anteriorIndicação: quem rompeu o ligamento, normalmente durante jogo de futebol ou outra prática esportiva, mesmo que o acidente tenha ocorrido há bastante tempo. “A intervenção pode ser feita quando há instabilidade ou alteração na anatomia do joelho”, explica o cirurgião Alexandre Stivanin.

 Duração estimada: 1 hora.Tempo de internação: alta no mesmo dia ou no dia seguinteRecuperação: de 10 a 20 dias para voltar a andar; 6 meses para praticar esportes de impacto. Após a cirurgia o paciente já é liberado para reabilitação.Riscos: infecção e fibrose (reconstrução ruim do tecido), o que compromete a mobilidade do joelho.

OsteotomiaIndicação: paciente com até 60 anos que apresente artrose. Para quem sofreu degeneração que afetou o eixo da perna, por exemplo, a cirurgia pode devolver o alinhamento do membro.

Duração estimada: 2 horas.Tempo de internação: 1 dia.Recuperação: após 6 semanas já é possível pisar no chão; em 3 meses dá para retomar as atividades do dia a dia.

Riscos: trombose e fibrose (e perda de mobilidade), mas raramente.

Prótese totalIndicação: pessoas com mais de 65 anos, com artrose ou artrite avançada. A prótese é feita de plástico e metal, posicionada de modo a ter apoio de músculos e ligamentos e, assim, permitir a movimentação normal.

Duração estimada: 2 horas.Tempo de internação: 3 dias.Recuperação: no dia seguinte ao procedimento o paciente já pode mover a perna e caminhar com auxílio de fisioterapeuta. O restabelecimento total pode demorar até 6 meses.

Riscos: infecção, raramente.

Prótese parcial Indicação: quando apenas um dos lados ou parte da articulação sofreu desgaste excessivo ou se danificou devido a acidente.Duração estimada: 2 horas.Tempo de internação: 1 dia.Recuperação: no dia seguinte o paciente pode andar com ajuda de fisioterapeuta.Riscos: infecção, mas é raro.

Tratamentos tradicionais, alternativos e complementares

Cada vez mais gente adota técnicas da medicina complementar e integrativa para aliviar a dor. Nesse caso, é importante que seu médico saiba, afinal, sabe-se que algumas práticas não só não têm eficácia contra o desconforto, como podem piorar o problema instalado.

Por outro lado, práticas como acupuntura e meditação já se mostraram benéficas como tratamento para a dor.

Uma coisa é certa: quando o paciente é educado sobre procedimentos não médicos capazes de aliviar a dor, ele tende a seguir o protocolo corretamente e, com isso, reduzir o consumo de analgésicos.

Essa é a descoberta de um estudo recente conduzido por pesquisadores do Departamento de Anestesiologia Perioperatória e Medicina da Dor da Universidade Stanford, na Califórnia (EUA), e publicado em setembro deste ano no periódico Patient Education and  Counseling.

As terapias mais eficientes de apoio ao tratamento para dor no joelho são:

Fisioterapia  

É a primeira aliada dos médicos no tratamento não cirúrgico e tem a finalidade de reduzir a inflamação e a dor no joelho e, com isso, reabilitar o paciente. A prática geralmente abrange o uso de laser, ultrassom, ondas curtas e neuroestimulação elétrica através da pele.

Cinesioterapia

Tão logo o médico autorize, pode-se iniciar essa terapia com movimentos, que utiliza elásticos com diferentes níveis de resistência, além de acessórios conhecidos na academia, como halteres e tornozeleiras, para trabalhar força.

Acupuntura

A associação da técnica milenar à reabilitação favorece e agiliza a recuperação e o alívio da dor. Já existem evidências mostrando o efeito analgésico da acupuntura, mas é fundamental que as sessões sejam realizadas por profissionais com formação sólida na área.

Psicoterapia 

Os especialistas concordam que a dor no joelho normalmente tem um componente psicológico que merece atenção. Entre adolescentes e mulheres, por exemplo, existiria uma relação com a dor na parte da frente do joelho, que não tem causa aparente.

Os médicos chamam esse fenômeno de distrofia simpático-reflexa, que, geralmente, apresenta um quadro psíquico por trás. A depressão pode ser porta de entrada para doenças inflamatórias e autoimunes. A perda de um parente ou do emprego, por exemplo, pode ter relação com a dor.

Por isso é tão importante o cuidado integral.

Acompanhamento nutricional

A importância da manutenção do peso por meio de uma dieta saudável, equilibrada e personalizada é unanimidade entre os médicos a fim de evitar problemas no joelho e mesmo durante algum tratamento.

Cardápios restritivos, como os que banem a lactose, por exemplo, são contraindicados.

Isso porque, muitas vezes, o leite é a única fonte de cálcio que o paciente consome, e cortá-lo da alimentação poderia agravar a perda óssea e prejudicar a estrutura do joelho.

O que esperar para o futuro

A grande novidade no tratamento da dor no joelho é o uso de células-tronco. O processo consiste na retirada de fragmentos da cartilagem do joelho do paciente, que depois são levados ao laboratório para multiplicação das células cartilaginosas. Após três ou quatro semanas, o tecido é implantado na lesão.

Segredos médicos para prevenir e controlar a dor

– Fuja da automedicação: tomar remédio por conta própria atrasa diagnósticos precisos. E quanto mais cedo se souber a causa da dor, maiores as chances de resolvê-la. Se junto com dor houver inchaço ou rigidez, principalmente pela manhã, vá ao médico.

– Enfrente a dor: se ela for persistente, o melhor é marcar uma consulta com o ortopedista em vez de camuflá-la com analgésicos e anti-inflamatórios.

– Faça os exercícios certos: um fisioterapeuta ou educador físico pode ajudar a descobrir quais movimentos evitar e quais incluir no treino para fortalecer os músculos ao redor do joelho e prevenir dores.

– Respeite a articulação: tome cuidado com movimentos de parada brusca e corridas em declive, que sobrecarregam a articulação, principalmente a parte da frente da patela. Isso vale para qualquer joelho: com ou sem dor.

– Evite atividades repetitivas: pular corda, subir e descer escadas e fazer agachamento são exercícios a serem feitos com moderação para quem tem joelho com limitação.

– Pedale certo: ajuste a altura do selim da bicicleta de modo que as pernas não fiquem totalmente estendidas nem flexionadas demais ao pedalar.

– Adapte os exercícios: pense emsubstituir atividades de alto impacto, como futebol, corrida, além de exercícios de musculação que exigem muito dos joelhos, por modalidades menos agressivas com essa articulação. Converse com seu médico e com seu treinador sobre alternativas.

Fontes: Moisés Cohen, professor titular e chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp, presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo (ISAKOS) e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte (SP); Alexandre Stivanin, especialista em cirurgia do joelho pela Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e membro do corpo clínico do Hospital Samaritano (SP); Licia Maria Henrique da Mota, presidente da comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR); Paulo Eduardo Ramos, especialista em acupuntura pelo Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) e responsável pelo Ambulatório de Medicina Tradicional Chinesa do Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares da Unifesp; Naasson Cavanellas, chefe de Centro de Cirurgia e Joelho do Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia do Ministério da Saúde. Com dados do Ministério da Saúde, Cleveland Clinic e Manual Merck.

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