Como aliviar o ingurgitamento mamário (com imagens)

Como Aliviar o Ingurgitamento Mamário (com Imagens)

Esse post foi especialmente escrito para as futuras mamães, para ajudá-las a entender um processo bastante comum no ato de amamentar mas que, se não for bem conduzido, pode levar a problemas sérios na produção de leite.

Estou me referindo  do ingurgitamento mamário, que é um acúmulo de leite nas mamas, o qual pode ser normal e totalmente aceitável dentro do processo de amamentação (ingurgitamento fisiológico) ou tornar-se um problema, caso o ingurgitamento fisiológico não seja bem “tratado” (nesse caso, torna-se ingurgitamento patológico) e levar a complicações mais severas, como a mastite, por exemplo.

E para falar sobre esse assunto eu convidei a consultora em aleitamento materno Gabriela Giacheta, uma colaboradora já conhecida aqui do blog. No post de hoje, além de explicar direitinho a diferença entre esses dois tipos de ingurgitamentos, a Gabriela ainda dá dicas de como evitar e tratar o problema.

Com vocês, os esclarecimentos da Gabriela sobre esse assunto. Boa leitura!

Como Aliviar o Ingurgitamento Mamário (com Imagens)Photo Credit: c r z via Compfight cc

  • O ingurgitamento mamário 
  • Por Gabriela Giacheta
  • Antes de entrarmos na questão do ingurgitamento mamário, acho importante falar um pouquinho sobre um processo anterior, que se chama apojadura.

Por volta do segundo ou terceiro dia após o nascimento do bebê os níveis hormonais (estrogênio e progesterona) já reduziram em quantidade significativa na circulação sanguínea e inicia-se a produção efetiva de leite. É quando ocorre a descida do leite ou apojadura.

 A apojadura caracteriza-se por um aumento no volume e na temperatura das mamas, que podem ficar dolorosas e sensíveis num primeiro momento.

Mas isso é absolutamente normal e, com o tempo, a produção de leite se estabelece, fazendo as mamas voltarem ao seu “estado” habitual.

Entretanto, em alguns casos, a produção do leite torna-se maior que o consumo do bebê (por motivos como pega incorreta, por exemplo, ele não consegue extrair o leite como deveria) e aí o leite acaba acumulando-se no peito e causando o processo que conhecemos por ingurgitamento mamário. Não são todas as mulheres que passam por problemas de ingurgitamento mamário e isso, de forma alguma, significa que ela não tem uma boa produção de leite. Apenas, há outros fatores que fazem com que o seu peito não fique com excesso de leite (pega correta é um deles).

No ingurgitamento mamário há três componentes básicos: congestão/aumento da vascularização, acúmulo de leite e edema (que é consequência da congestão) e obstrução da drenagem do sistema linfático.

 Se não ocorrer o alívio da congestão, que nada mais é que a retirada do excesso de leite, a produção de leite é interrompida e o leite acumulado é reabsorvido.

É importante ressaltar que todo esse leite acumulado sofre um processo de transformação dentro do próprio seio, o que altera sua consistência e o mesmo fica viscoso o que origina o termo “leite empedrado”.

O ingurgitamento mamário fisiológico é discreto e representa um sinal positivo de que o leite está “descendo” e não precisa de nenhum tipo de intervenção. Nesses casos, a dica é amamentar em livre demanda, sem horários pré-determinados, e realizando as massagens nas mamas toda vez antes de amamentar, aliviando a tensão da região areolar.

Já no ingurgitamento mamário patológico ocorre uma distensão tecidual excessiva, gerando um grande desconforto, às vezes acompanhado de febre e mal-estar. A mama apresenta-se aumentada de tamanho, dolorosa, com áreas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes.

Os mamilos ficam achatados (a mama aumenta muito de volume e o mamilo “diminui”, já que se volta para dentro) o que dificulta a pega do bebê e o leite, na maioria das vezes, não flui facilmente.

Geralmente ocorre com mais frequência em torno do terceiro ao quinto dia após o parto e associa-se a um ou mais dos seguintes fatores:

  • Início tardio da amamentação (e aqui estou falando da primeira mamada do bebê ainda no ambiente hospitalar que deve acontecer na primeira hora de vida);
  • Mamadas infrequentes, restrição da duração e frequência das mamadas;
  • Problemas de posicionamento durante a mamada, pega incorreta, uso de complementos, intermediários, bicos artificiais e sucção ineficaz do bebê.

O ingurgitamento pode ficar restrito à aréola, ao corpo da mama ou se estender a ambos. Quando há ingurgitamento areolar, o bebê pode ter dificuldade na pega, o que impede o esvaziamento adequado da mama, piorando o ingurgitamento e a dor.

Sobre o tratamento:

  • Se a aréola estiver tensa, massagear e ordenhar manualmente (atenção na técnica para não se machucar) um pouco de leite antes da mamada, para que ela fique macia o suficiente para o bebê abocanhar a mamar adequadamente;
  • Amamentar com frequência, em livre demanda e sempre que você sentir necessidade;
  • Fazer massagens delicadas nas mamas – importantes na fluidificação do leite viscoso e no estímulo do reflexo de ejeção do leite;
  • Fazer uso de medicação, mas apenas se prescritas pelo ginecologista ou pediatra;
  • Usar suporte para as mamas, como sutiã com alças largas e firmes, para alívio da dor e manutenção dos ductos em posição anatômica (atenção para sutiãs apertados que comprimem as mamas. Esses devem ser evitados);
  • Usar compressas mornas para ajudar na liberação do leite, que não pode exceder o tempo de vinte minutos. Para isso procure a orientação de um profissional, visto que se não utilizada de maneira adequada pode piorar o quadro de ingurgitamento;
  • Usar compressas frias após as mornas e/ou nos intervalos das mamadas para diminuir o edema, a vascularização e a dor.
  1. No próximo texto irei abordar sobre mastite, que é uma consequência das fissuras mamilares e do ingurgitamento mamário não tratados de maneira adequada.
  2. Confira também:

Como Aliviar o Ingurgitamento Mamário (com Imagens)

Gabriela Giacheta 28 anos, mãe do Miguel, de 2 anos, é enfermeira especializada em obstetrícia e gerontologia, Consultora em Aleitamento Materno e Doula Pós-Parto pelo GAMA (Grupo Apoio Maternidade Ativa).  Ela também é responsável pela página Descobridores de Mundo, na qual compartilha muita informação bacana sobre maternidade ativa e vale à pena ser acompanhada.

Causas do ingurgitamento mamário e como prevenir

O ingurgitamento mamário é uma condição caracterizada pelo acúmulo de leite nas mamas, causando dor e aumento do volume das mamas. O leite acumulado sofre uma transformação molecular, ficando mais viscoso, o que dificulta a sua saída, recebendo o nome de leite empedrado. Veja como solucionar o leite empedrado.

O ingurgitamento mamário pode acontecer em qualquer fase da amamentação, mas acontece com mais frequência nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Normalmente isso acontece devido à técnica incorreta de amamentação, uso de suplementos ou sucção ineficaz do bebê.

O tratamento normalmente é feito por meio de massagens e compressas frias ou quente com o objetivo de aliviar os sintomas do inchaço das mamas e promover a fluidez e, consequentemente, a liberação do leite.

Como Aliviar o Ingurgitamento Mamário (com Imagens)

Principais sintomas

Os principais sintomas do ingurgitamento mamário são:

  • Mamas muito cheias de leite, ficando muito duras;
  • Aumento do volume das mamas;
  • Presença de áreas avermelhadas e brilhantes;
  • Mamilos ficam achatados;
  • Desconforto ou sensação de dor nas mamas;
  • Pode haver extravasamento de leite pelas mamas;
  • Pode haver febre.

O fato dos mamilos ficarem achatados dificulta que o bebê pegue os mamilos, dificultando, assim, a amamentação. Por isso, é recomendado que antes de amamentar a mulher retire um pouco de leite com as mãos ou com uma bombinha de leite antes de oferecer a mama ao bebê.

Causas do ingurgitamento mamário

O ingurgitamento mamário é uma condição frequente no período inicial da amamentação e pode acontecer devido ao atraso do início da amamentação, técnica incorreta, sucção do bebê ineficaz, mamadas pouco frequentes e uso de suplementos, pois podem aumentar a produção de leite.

O leite se torna empedrado porque no início do período de amamentação, a produção e liberação de leite ainda não está totalmente regulada, o que recebe o nome de “auto-regulação da fisiologia da lactação”.

Assim, a produção excessiva de leite se acumula no interior dos ductos mamários alterando a fluidez natural do leite, ficando mais viscoso e tornando ainda mais difícil a sua passagem pelos canais de leite para fora da mama.

É importante detectar e tratar o ingurgitamento rapidamente para que não afete a produção de leite e a situação não se torne ainda mais dolorosa para a mulher.

Como Aliviar o Ingurgitamento Mamário (com Imagens)

O que fazer 

Em caso de ingurgitamento mamário, a mulher pode adotar algumas estratégias como:

  • Retirar o excesso de leite com as mãos ou com uma bombinha de tirar leite até que a mama fique mais fácil para o bebê pegar;
  • Colocar o bebê para mamar assim que ele consiga abocanhar a mama corretamente, ou seja, não retardar o início da amamentação;
  • Amamentar com frequência;
  • Pode-se usar Paracetamol ou Ibuprofeno para diminuir a dor e o inchaço da mama;
  • Aplicar compressas frias logo após o bebê terminar de mamar para diminuir a inflamação da mama;
  • Aplicar compressas mornas na mama para ajudar na liberação do leite e aumentar sua fluidez.
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Além disso, é indicado fazer massagens leves na mama para aumentar a fluidez do leite e estimular sua ejeção. Veja outras opções caseiras para tratar o ingurgitamento mamário.

Como prevenir

Algumas formas de prevenção do ingurgitamento mamário são:

  • Iniciar a amamentação o mais rápido possível;
  • Amamentar sempre que o bebê quiser ou no máximo a cada 3 horas;
  • Evitar o uso de suplementos alimentares como a Silimarina, por exemplo, pois aumenta a produção de leite materno.

Além disso, deve-se certificar de que o bebê esteja esvaziando completamente a mama após cada mamada. Dessa forma, o risco de ocorrer ingurgitamento mamário se torna mínima e, assim, a amamentação passa a ser benéfica tanto para a mulher quanto para o bebê. Veja quais são os benefícios da amamentação.

O que é ingurgitamento mamário?

Algumas mães sofrem de ingurgitamento mamário quando o leite começa a “descer”, poucos dias após o parto. Normalmente é temporário e fácil de tratar. Leia mais para saber como.

Como Aliviar o Ingurgitamento Mamário (com Imagens)

Quando você começa a amamentar o bebê, seus seios produzem colostro em pequenas quantidades, que aumentam de forma gradual nos primeiros dias. Mas, após dois a quatro dias, começam a produzir quantidades muito maiores – uma mudança conhecida como “descida” do leite.1

Um dos sinais de que o leite está descendo é quando os seios ficam mais cheios e firmes. Esse inchaço não é provocado apenas pela maior quantidade de leite, mas também pelo maior fluxo de sangue e líquido linfático no tecido mamário.2

Para a maioria das mães, se o bebê estiver amamentando bem e com frequência, a sensação de peso passa sem problemas. Mas algumas produzem mais leite do que seus seios suportam, o que provoca a sensação desconfortável de empedramento e mamas muito cheias – uma condição denominada ingurgitamento. Embora seja geralmente temporária, pode causar muita dor nas 24 a 48 horas que costuma durar.

O ingurgitamento pode ocorrer em um ou ambos os seios.

Pode provocar latejamento e inchaço, às vezes se estendendo até a axila, e sensação de muito calor e encaroçamento devido à intensa atividade que ocorre no interior dos seios.

Você poderá notar outros sintomas de ingurgitamento mamário, como a pele dos seios brilhante e esticada, e os mamilos endurecidos e planos. O ingurgitamento pode até aumentar sua temperatura corporal para 37,5 a 38,3 °C.3

Além de ser doloroso, o ingurgitamento mamário pode causar dificuldades na amamentação – que podem, por sua vez, agravar o problema.

Seu bebê pode ter dificuldade de pegar a mama se seus mamilos forem mais planos e o tecido mamário mais duro, o que pode provocar dor nos mamilos. Além disso, se o bebê não pegar bem a mama, é provável que ele não consiga drená-la bem.

Isso significa que, se não for tratado, o ingurgitamento pode provocar obstrução dos ductos mamários, mastite e redução na produção de leite.

Geralmente, o ingurgitamento acontece porque o bebê não está mamando com frequência suficiente (pelo menos oito vezes a cada 24 horas).

Isso pode acontecer com qualquer mãe, mas é mais comum nas que se submeteram a mamoplastia de aumento ou outra cirurgia dos seios.

2 A pressão de um sutiã inadequado ou roupa apertada pode agravar o desconforto, podendo levar à obstrução dos ductos mamários e possivelmente à mastite.

O ingurgitamento mamário pode ocorrer tanto com mulheres que não amamentam ou não podem amamentar, como com as que amamentam normalmente.

As alterações hormonais que se seguem ao parto e à expulsão da placenta provocam aumento da produção de leite, e ocorrem com ou sem a amamentação.

O ingurgitamento também pode ocorrer se você reduzir o número de mamadas de repente, talvez por seu bebê estar doente, dormindo mais, começando a ingerir alimentos sólidos ou indo para a creche.

O tratamento mais eficaz para o ingurgitamento mamário é um bebê faminto! Você deve tentar esvaziar os seios o máximo e com a maior frequência possível, para ajudar a manter o fluxo de leite. Por isso amamente por livre demanda, entre oito e 12 vezes a cada 24 horas.

Mantenha o bebê em contato pele a pele com seu peito o maior tempo possível durante o dia e quando estiver acordada à noite.

Assim, ele pode sentir o aroma tentador do seu leite e ter acesso fácil aos seus seios, e é mais provável que você consiga perceber os primeiros sinais de fome e possa garantir que ele mame com frequência. Deixe-o mamar o quanto quiser de um seio antes de oferecer o outro.

Também vale bem a pena pedir que um consultor em aleitamento materno ou especialista em amamentação verifique a posição e a forma como seu bebê pega a mama, para ter certeza de que ele está mamando com eficiência e drenando bem seus seios. As dicas abaixo também podem ajudar a aliviar os sintomas.

Dicas para aliviar o ingurgitamento2

  • Amamente pelo menos oito vezes a cada 24 horas.
  • Verifique se seu bebê pega bem a mama.
  • Tente amamentar em posições diferentes.
  • Massageie seus seios suavemente enquanto amamenta, para ajudar a drenar bem o leite.
  • Extraia um pouco de leite, à mão ou com um extrator de leite, antes de amamentar, para ajudar a amolecer o mamilo e facilitar a pega.
  • Se seus seios ainda estiverem muito firmes e cheios após a mamada, extraia novamente até se sentir confortável.
  • Se o bebê não conseguir mamar, substitua as mamadas no peito por extrações. Extraia leite até sentir os seios bem macios – no mínimo oito vezes a cada 24 horas.
  • Experimente o “amaciamento por pressão inversa”, uma técnica que permite retirar o excesso de fluidos da mama. Um consultor em aleitamento materno ou especialista em amamentação pode mostrar a você como fazê-lo.
  • Se você tiver vazamento de leite, tome um banho quente ou aplique uma flanela quente e úmida antes de amamentar. Ou faça uma extração para aliviar os seios e ajudar o leite a fluir. Faça isso por poucos minutos, pois muito calor pode agravar o inchaço.
  • Se não houver vazamento, aplique uma compressa fria, almofada de gel resfriada ou mesmo um pacote de ervilha congelada, embrulhado em um pano, por dez minutos após a mamada. Com isso você diminui o inchaço e alivia a dor. 
  • Coloque folhas de couve limpas dentro do sutiã. Sim, é verdade! Muitas mães acreditam que as folhas ajudam a reduzir o inchaço e o desconforto, e há evidências cientificas que sustentam esse fato.4
  • Tome analgésicos com ação anti-inflamatória. Paracetamol e ibuprofeno podem ser tomados durante a amamentação, embora o ibuprofeno seja contraindicado para mães asmáticas. Consulte sempre um profissional de saúde e siga as indicações do fabricante e do farmacêutico. Geralmente, é melhor evitar a aspirina. Para saber mais sobre que medicamentos usar durante a amamentação, leia Amamentar enquanto está doente.
  • Use um sutiã de amamentação adequado e evite armações. Ou talvez você prefira nem usar sutiã.
  • Não pule mamadas nem pare de amamentar de repente, para não agravar o ingurgitamento.

Consulte um médico se você tiver febre5 em torno de 38 °C ou mais, ou se o bebê não conseguir mamar devido ao ingurgitamento.

E, por fim, tente ter paciência. Seu corpo ainda está se acostumando a produzir leite e alimentar o bebê. O ingurgitamento deve desaparecer logo, à medida que ambos se adaptarem à amamentação.

Dicas para prevenir e aliviar o ingurgitamento

Logo nos primeiros dias e depois em qualquer momento da amamentação a dor do ingurgitamento ou famoso leite empedrado, se faz presente, é preciso atender prontamente aos sinais para prevenir a progressão de um quadro de mastites. Veja a seguir orientações para tratar o ingurgitamento assim que detectado.

O ingurgitamento do seio é a distensão tecidual excessiva, causando grande desconforto, às vezes pode vir acompanhado de febre e mal-estar.

A mama encontra-se aumentada de tamanho, dolorida, pode ter áreas difusas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes.

Os mamilos ficam achatados, dificultando a pega do bebê, e o leite muitas vezes não flui com facilidade. Esse é o famoso “empedramento” do seio.  

Geralmente está associado à mamadas pouco freqüentes, restrição da duração e freqüência das mamadas, uso de suplementos (medicamentos ou homeopatias para aumentar o leite)  e sucção ineficaz do bebê.

O ingurgitamento pode ficar restrito à aréola (areolar) ou ao corpo da mama (periférico) ou pode acometer ambos.

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Quando há ingurgitamento areolar, a criança pode ter dificuldade na pega, impedindo o esvaziamento adequado da mama, o que piora o ingurgitamento e a dor.

O ideal é prevenir o ingurgitamento mamário com mamadas frequentes, em livre demanda, deixando o bebê mamar ao seio até este ficar bem flácido. O que comumente se chama de “esvaziar o seio” .

Entre as medidas preventivas do ingurgitamento se incluem também o uso de sutiã adequado, a massagem e ordenha manual de alívio e o autoexame regular.

 Uma vez instalado o ingurgitamento, recomendam-se as seguintes medidas:

Medidas para tratar o ingurgitamento mamário

  • Se a aréola estiver tensa, ordenhar manualmente um pouco de leite antes da mamada, para que ela fique macia o suficiente para o bebê abocanhar a mama adequadamente;
  • Amamentar com freqüência, em livre demanda;  fazer massagens delicadas nas mamas é importante na fluidificação do leite viscoso e no estímulo do reflexo de ejeção do leite. Coloque o queixo do bebê dirigido para a região mais dolorida, isto ajudará drenar o leite dessa região com maior eficiência.
  • Massagem na região dolorida com seus dedos, realizando movimentos circulares e dirigidos ao centro do seio, a aréola, use esse movimentos antes, durante e depois das mamadas. Se sente que um novo caroço se está formando no intervalo entre mamadas não hesite em massagear e ordenhar
  • Usar analgésicos sistêmicos/anti inflamatórios (consulte seu médico) para auxiliar também na redução da inflamação e do edema.
  • Usar suporte para as mamas ininterruptamente. Um sutiã de tamanho adequado com alças largas e firmes, para alívio da dor e manutenção dos ductos em posição anatômica. Atenção com os sutiã de amamentação! Alguns modelos perdem o suporte facilmente, apesar das alças largas o tecido é de alta elasticidade ou baixa resistência. Adicionalmente podem pressionar o seio na borda da abertura (que usualmente é menos flexível) causando ou piorando o empedramento. Uso de Top esportivo pode ajudar melhorar o suporte para os seios.
  • Se o bebê não sugar, a mama deve ser ordenhada manualmente de preferência, o uso da bomba de sucção deve ser restrito para não super estimular ainda mais a mama.
  • O esvaziamento da mama é essencial para dar alívio, diminuir a pressão mecânica nos alvéolos, aliviar o obstáculo à drenagem da linfa e edema, diminuir o risco de comprometimento da produção do leite e, sobretudo, da ocorrência de mastite.
  • A compressa fria local provoca vasoconstrição temporária e, conseqüentemente, reduz o fluxo sanguíneo, com consequente redução do edema, aumento da drenagem linfática e menor produção do leite. O uso da compressa fria após as mamadas, várias vezes ao dia,  é uma medida fácil e eficiente para regularizar a produção do leite materno em casos de hiperlactação ou ingurgitamento frequente. A compressa gelada não devem ser utilizadas por mais de 15  minutos, excesso de frio local aumenta a circulação sanguínea e em consequência pode apresentar efeito rebote.
  • No caso de apresentar febre alta e mal estar geral, não hesite em procurar pronto atendimento. Pode ser sinal que o ingurgitamento progrediu para uma mastite e será preciso tratamento com antibióticos.
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  • Texto de Zioneth Garcia
  • Referências

Elsa R. J. Giugliani. Problemas comuns na lactação e seu manejo. J. Pediatr. (Rio J.) vol.80 no.5 suppl. Porto Alegre Nov. 2004
http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572004000700006

Ingurgitamento mamário. Ingurgitamento mamário: leite empedrado

Apesar do nome estranho e aparentemente desconhecido por grande parte das mulheres, o ingurgitamento mamário é muito comum na fase da amamentação. Conhecido também como “leite empedrado”, essa situação é frequente logo após o nascimento do bebê, normalmente entre o 2º e 5º dia depois do nascimento.

→ O que causa essa condição?

O ingurgitamento mamário surge em decorrência da retenção e acúmulo de leite nas mamas. Esse leite acumulado torna-se mais viscoso que o normal, por isso o nome de leite empedrado. Essa situação frequentemente é acompanhada de dor nas mamas, que podem também ficar quentes, vermelhas, tensas e com pele brilhante.

→ Classificação do ingurgitamento mamário

O ingurgitamento pode ser fisiológico ou patológico. No primeiro caso, normalmente há saída do leite, diferentemente do tipo patológico, que inclusive pode causar febre e mal-estar.

O ingurgitamento pode ser classificado, de acordo com o local da mama acometido, em lobular, lobar, ampolar, glandular obstrutivo e glandular não obstrutivo. No tipo lobular, um ou mais lóbulos estão cheios de leite, sendo assim, a dor pode ser sentida em pontos espalhados da mama.

No tipo lobar, a dor é sentida na região da aréola até a base da mama. No ingurgitamento ampolar, a dor é na região da aréola e ocorre edema. Já no ingurgitamento glandular, a dor é sentida em toda a mama, uma vez que todos os lobos estão cheios de leite.

Nesse caso, pode ocorrer a ejeção do leite normalmente (não obstrutivo) ou não (obstrutivo).

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Para a prevenção dessa condição, recomenda-se que a amamentação seja feita sempre que o bebê quiser e de maneira correta, pois o ingurgitamento é consequência da produção exagerada de leite, início tardio da amamentação, espaço longo de tempo entre uma mamada e outra e a sucção ineficaz da criança.

→ Há tratamento para o caso?

O tratamento do ingurgitamento inclui a ordenha manual, o aumento da frequência das mamadas, massagens delicadas no local das mamas, uso de anti-inflamatórios e analgésicos, além do uso frequente de sutiãs para aumentar a sustentação. É muito importante o esvaziamento da mama através da ordenha, uma vez que o procedimento ajuda a diminuir a dor da mãe e as chances de ocorrer mastite.

Lembre-se de que o ingurgitamento mamário é uma condição normalmente temporária, com sintomas que acabam em poucos dias. Sendo assim, não há motivo para pânico.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Amamentação – Mama Ingurgitada

Ingurgitamento Mamário

Ocorre normalmente entre o segundo e o quinto dia após o parto, podem sentir a mama dura, inchada e quente, e por vezes um pouco vermelha. Isso é um sinal positivo, pois significa que o leite está “a descer” ou “a subir”.

Os primeiros dias

Nos primeiros dias após o parto, a mama contínua macia e mole produzindo o colostro, o primeiro leite

Dentro de aproximadamente 72 horas, podem notar diferenças nas vossas mamas. Ficando mais cheias, firmes, quentes e provavelmente mais sensíveis à medida que a produção de leite aumenta e o colostro começa a mudar para leite maduro. O termo usado para referir esta alteração no volume e na firmeza do peito é ingurgitamento fisiológico.

Algumas mulheres sentem algum desconforto no peito. Outras mal notam a existência de alterações. O desconforto ligeiro a moderado é comum e normal. Geralmente, esta situação dura cerca de 18 a 24 horas. Contudo, cada mulher é diferente, por isso, o ingurgitamento fisiológico pode durar períodos de tempo mais longos ou mais curtos.

Quando ocorrerá a descida do leite materno?

Com o tempo, a vossa irá ajustar-se, produzindo exatamente a quantidade certa de leite para o vosso bebé. Em casos de ingurgitamento com dor extrema ou prolongada, o melhor é procurar ajuda com alguém da área do aleitamento ou um profissional de saúde.

O bebé vai ajudar-vos a controlar o ingurgitamento retirando leite com frequência. Isto significa que devem amamentar, pelo menos, 8-12 vezes a cada 24 horas. Se o bebé não agarrar corretamente a mama ou se não mamar frequentemente, as mamas podem ficar demasiado cheias.

Em casos mais difíceis podem extrair o leite para aliviar o ingurgitamento.

Quando a mama está muito cheia de leite, a sua elasticidade e a dos mamilos fica reduzida, o que pode tornar complicado para o bebé agarrar a mama e dar origem a mamilos doridos.

O ingurgitamento fisiológico deverá desaparecer em quatro a cinco dias. Se permanecer, consultem um profissional de saúde para ajudar. Continuem a amamentar com frequência e sem restrições. O ingurgitamento não significa que estejam a produzir demasiado leite e é importante que o bebé retire leite com frequência para evitar problemas.

 Sinais de ingurgitamento mamário

Normalmente, a mama apresenta-se inchada, dorida e sensível, com vermelhidão, pele brilhante e edema espalhado. Os sintomas ocorrem, geralmente, a nível bilateral e são generalizados. Pode ocorrer um ligeiro aumento da temperatura corporal entre os 37,5ºC e os 38ºC.

Como resolver o ingurgitamento mamário

 Em conjunto com aconselhamento por parte de um profissional de saúde, o plano pode incluir:

  • Aquecer a mama com compressas/toalhas mornas antes de amamentar pode ajudar a estimular o fluxo de leite, através da vasodilatação
  • Arrefecer a mama ingurgitada com compressas frias ou um saco de ervilhas congeladas frias pode ajudar a aliviar a dor, ter atenção se colocarem as ervilhas proteger com um pano
  • Antes de posicionar o bebé para mamar, podem aplicar a técnica de pressão reversa de amolecimento. Esta técnica utiliza uma ligeira pressão/massagem positiva para tornar a região da aréola mais mole, tendo por objetivo deslocar temporariamente algum inchaço, para trás e para cima na direção do interior da mama, para melhorar o posicionamento do bebé ao agarrar a mama durante o ingurgitamento
  • Em caso de zonas sensíveis na mama, as mães devem posicionar o bebé durante a amamentação para que o queixo do bebé aponte na direção da zona sensível
  • Se o bloqueio não desaparecer ao fim de 24-48 horas, ou se apresentar sintomas semelhantes aos da gripe ou de deterioração, a mãe deve consultar um médico porque canais de leite bloqueados podem levar a uma mastite
  • Outras técnicas, tais como a massagem têm demonstrado que, em alguns casos, ajudam no alívio da dor.
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 Nesta situação podem alternar as posições em que colocam o vosso bebé para amamentar.

MASTITE – Infecção da mama durante o aleitamento –

A mastite puerperal, também chamada de mastite lactacional ou mastite da amamentação, é uma inflamação das glândulas mamárias que ocorre em mulheres em fase de aleitamento materno e cursa com vermelhidão nos seios, dor, calafrios e febre alta.

De 10 a 20% das mulheres desenvolvem pelo menos um episódio de mastite durante o período de amamentação. Na maioria dos casos, a inflamação ocorre nos três primeiros meses de aleitamento, mas nada impede que ela possa ocorrer em fases posteriores.

As mastites são causadas por diversos microrganismos, sendo a bactéria Staphylococcus aureus o agente mais comum, responsável por mais da metade dos casos.

Causas

O principal fator de risco para a mastite puerperal é a estase láctea, ou seja, a permanência de leite represado em um dos ductos mamários por prolongado tempo.

A estase do leite pode ocorrer por alguma obstrução de um dos ductos da mama ou por um incompleto esvaziamento dos seios pelo bebê durante a amamentação.

Outro fator importante são as fissuras do mamilo, que favorecem a invasão de bactérias da pele para dentro do tecido mamário.

Em resumo, a mastite da amamentação ocorre basicamente quando uma bactéria presente na pele ou na boca do bebê consegue alcançar uma região da mama em que há estase de leite.

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente com os sintomas, assista a esse curto vídeo, que resume as principais informações sobre a mastite lactacional.

Fatores de risco

A inflamação geralmente ocorre no contexto dos seguintes problemas, que tipicamente resultam em ingurgitamento da mama ou má drenagem do leite:

  • Bloqueio parcial do duto de leite, provocando redução da drenagem e estagnação.
  • Frequente pressão sobre as mamas, como, por exemplo, uso sutiã apertado ou cinto de segurança do carro.
  • Produção excessiva de leite.
  • Mamadas infrequentes (esvaziamento infrequente do seio).
  • Escoriação ou rachaduras no mamilo.
  • Interrupção precoce do aleitamento materno.
  • Estresse materno ou fadiga excessiva.
  • Desnutrição materna

O melhor modo de prevenir a mastite do puerpério é através da correta técnica de amamentação, com adequada pega do bebê, visando um eficaz esvaziamento da mama a cada mamada e evitando a ocorrência de lesões nos mamilos que servem de porta de entrada para a invasão de bactérias.

Sintomas

A mastite puerperal apresenta como principais sinais e sintomas o endurecimento em um ponto da mama (chamado popularmente de leite empedrado), vermelhidão local, dor, cansaço, calafrios e febre, geralmente acima de 38ºC. Ao toque, a área da mama acometida costuma estar endurecida, com aumento de temperatura e dolorosa. A mastite da amamentação costuma acometer apenas um dos seios, sendo rara a infecção bilateral ao mesmo tempo.

O quadro costuma começar de forma branda, primeiro com o endurecimento de uma região da mama, indicando estase do leite neste sítio. A partir daí, podem surgir dor e uma pequena vermelhidão local.

O esvaziamento adequado da mama neste momento é importante para evitar a progressão da inflamação.

Se a estase se mantiver, pode haver infecção do local, surgindo, então, os sintomas de febre alta, calafrios e prostração.

Se não tratada corretamente, a mastite da amamentação pode evoluir com a formação de abscessos, tornando-se um quadro grave com risco de sepse e necessidade de internação hospitalar. Se houver sinais de inflamação da mama, procure o seu ginecologista ou o pediatra do seu filho para que o tratamento adequado possa ser iniciado precocemente.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico de mastite é simples e pode ser feito baseado apenas nas manifestações clínicas. Exames laboratoriais raramente são necessários.

Nos casos mais graves, porém, a cultura do leite materno pode ser útil para orientar a seleção de antibióticos, principalmente se o tratamento antibioterápico inicial não tiver sido eficaz.

Exames de imagem podem ser necessário se a mastite lactacional não apresentar sinais de melhora após cerca de 48 a 72 horas de antibióticos. O ultra-som é o método mais simples e eficaz para identificar a existência de um abscesso mamário.

Tratamento

Devido ao desconforto, à prostração e à dor, e também por acreditarem que o leite da mama inflamada está contaminado e fará mal ao bebê, muitas mulheres suspendem precocemente o aleitamento materno.

Esse procedimento está errado! A suspensão do aleitamento favorece ainda mais o ingurgitamento da mama e a proliferação das bactérias. O esvaziamento mamário frequente é essencial para o sucesso do tratamento.

Em relação à segurança do bebê, não há com que se preocupar. O leite materno é muito rico em anticorpos e substâncias antibacterianas. Além disso, a acidez do estômago do bebê se encarrega de destruir as bactérias e toxinas que venham a ser ingeridas. Portanto, o aleitamento durante a mastite puerperal não só é permitido, como é plenamente indicado.

Se o bebê estiver inquieto durante a mamada no seio acometido, pode ser por alguma demora na descida do leite devido à obstrução. Não tome isso como um sinal de que o leite está fazendo mal ao bebê. Mantenha o aleitamento e drene o restante do leite com um bomba, caso necessário, após o final da amamentação.

Nos casos mais brandos, apenas o esvaziamento correto da mama pode ser suficiente para o controle da mastite.

Porém, quando há febre alta, mal-estar ou prostração, o uso de antibióticos costuma ser necessário. Os mais usados são as penicilinas e cefalosporinas, como dicloxacilina, cefalexina ou cefradina.

O tratamento costuma ser prescrito por 7 a 14 dias, de acordo com a gravidade da infecção.

As classes de antibióticos sugeridas acima são consideradas seguras durante a amamentação, já que as quantidades eliminadas no leite são mínimas e não causam prejuízo ao bebê.

Após a resolução do quadro, é preciso rever as técnicas de aleitamento para minimizar as chances de um novo episódio de mastite.

O que fazer para aliviar a dor da mastite?

A dor da mastite pode ser controlada com analgésicos comuns, tipo paracetamol, ou anti-infamatórios, como o ibuprofeno. Ambos fármacos também atuam contra a febre e são seguros para o bebê.

Medidas que facilitam a drenagem do leite também ajudam a controlar a dor. Alguns exemplos são massagens nos locais mais endurecidos, compressas ou banhos quentes. O correto posicionamento do bebê e a pega do mamilo são importantes, não só para garantir a correta descida do leite, mas também para reduzir a dor na hora da mamada.

Prevenção

Quem já teve uma mastite puerperal tem maior risco de tê-la novamente. Algumas dicas ajudam a reduzir a chance de novo episódio:

  • Deixe seu bebê esvaziar completamente um seio antes de trocar para o outro durante a mamada.
  • Faça rodízio entre as mamas. Se o bebê mais cedo mamou na esquerda, na próxima mamada comece pela direita.
  • Certifique-se de que seu bebê se encaixe corretamente durante as mamadas.
  • Se houver sinais de leite empedrado, faça massagens, aplique compressa quente e garanta que o bebê consegue esvaziar esse seio.
  • Se você fuma, pare.

Alguns estudos sugerem que no caso das mulheres grávidas que tiveram mastite lactacional no puerpério anterior, a administração do probiótico Lactobacillus ao final da gravidez pode reduzir a probabilidade de mastite com o novo bebê.

Referências

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