Como aliviar a dor nos ombros de atletas: 10 passos

Joelhos não discriminam. Se você correr, escalar, esquiar, andar de bicicleta ou caminhar, a dor no joelho pode te atingir.

Atletas outdoor estão acostumados a conviver com o desconforto, mas quando dores e pontadas se tornam persistentes, a situação pode exigir mais do que um anti-inflamatório.

Abaixo, Nicole Haas, ortopedista com doutorado em fisioterapia, e Jared Vagy, que possui as mesmas credenciais e também é um especialista certificado em força e condicionamento, explica os mecanismos por trás da irritante dor no joelho – e como trabalhar através dele.

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O que causa dor no joelho?

Se você não estiver lidando com uma lesão específica – digamos, uma ruptura do LCA -, resolver a dor no joelho pode parecer complicado. O joelho é composto por duas articulações: a articulação tibiofemoral, entre o fêmur (osso da coxa) e a tíbia (osso da canela) e a articulação patelofemoral, entre o fêmur e a patela (rótula).

 Cada um é um ponto de ancoragem para vários tendões, fáscia e outras estruturas, incluindo a banda de TI.

 Se você tem biomecânica ruim, tipicamente causada por um desequilíbrio muscular, especialmente glúteos fracos, movimentos repetitivos podem irritar estruturas no joelho e levar ao que é amplamente conhecido como dor anterior do joelho – uma categoria genérica para dor geral na frente do joelho.

Os músculos estabilizadores do joelho, contraintuitivamente, estão nos quadris. Quando esses músculos estão fracos ou desequilibrados, eles não conseguem manter o joelho devidamente alinhado.

“Se você não conseguir controlar a posição de sua perna quando seu pé fizer contato com o solo, isso pode resultar em maior estresse nas estruturas do joelho.

Para complicar ainda mais o problema, uma vez que a dor sinalize ao seu cérebro que há um problema, isso pode levar a mais compensações em resposta à irritação, que pode desligar os principais músculos e apertar outras estruturas ”, diz Haas.

Você pode treinar com dor no joelho?

Se a dor no joelho ocorreu gradualmente ao longo do tempo e você não tem inchaço excessivo, esses movimentos podem ajudar a aumentar a força funcional e a mobilidade dos músculos que sustentam o joelho e melhorar sua biomecânica.

De acordo com Haas, há um teste simples para verificar: fique de pé em uma perna e rapidamente faça algumas agachamentos enquanto observa como a perna se move.

Se isso provoca dor, e se o seu joelho balança para frente e para trás ou afunda para dentro, isso é um sinal de que esses exercícios corretivos poderiam ajudar – mas eles não são de forma alguma a única solução.

Se você puder traçar sua dor no joelho até uma lesão aguda ou um único momento – digamos, você sentiu o joelho no mountain bike, ou ouviu um estalo alto enquanto esquiava – esses exercícios não são para você.

O inchaço excessivo ou dor na parte de trás do joelho também são sinais de uma lesão mais grave.

“Estes exercícios não substituem a necessidade de uma avaliação adequada por um fisioterapeuta ou outro profissional qualificado se a dor persistir ou piorar”, diz Haas.

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Tente esses exercícios de três a cinco vezes por semana e certifique-se de não estar dolorido na sessão anterior quando começar de novo. “É importante começar gradualmente e evitar exagerar”, diz Haas.

 “Se eles são perfeitos para você, eles estão atacando músculos que normalmente não são usados.

 Se você não puder manter a forma adequada durante os exercícios devido à dor, então você provavelmente começará a usar outros grupos musculares para compensar, e esse não é o ponto.”

Haas e Vagy dizem que ainda é bom treinar, mesmo se você estiver no modo de recuperação. “Eu encorajo os atletas outdoor para continuar a fazer tudo o que amam, mas você pode ter que modificar a intensidade ou a quantidade no início”, diz Vagy. “Dor sempre deve ser seu guia. Mantenha-se ativo, mas não faça nada que gere mais dor.”

Equipamentos que você vai precisar

  • Faixa elástica de resistência
  • Bastão de massagem ou rolo de espuma
  • Bola de tênis ou bola de massagem
  • Disco de equilíbrio ou travesseiro

Os movimentos

Side Steps (com uma faixa elástica de resistência)

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

O que faz: Fortalece os quadris e glúteos.

Como fazer: Com uma faixa de resistência ao redor dos tornozelos, fique com os pés juntos e uma ligeira flexão no quadril e nos joelhos. Mantenha os dedos dos pés apontados para a frente e o nível da pélvis à medida que você dá os passos do quadril para o lado.

 Controle seus joelhos e não permita que eles colapsem para dentro ou toquem. “Se você der um passo muito largo, você provavelmente vai se inclinar para a frente em seu tronco ou a parte interna dos joelhos, e isso vai alimentar a mecânica defeituosa e o ciclo de dor no joelho”, diz Haas.

 Preste muita atenção à forma adequada.

Comece com uma distância de um metro e meio (cerca de oito a dez passos) da esquerda para a direita; repita na direção oposta. Para progredir este exercício nas próximas semanas, aumente o número de etapas e não a largura das etapas.

Backward Skates (com uma faixa elástica de resistência)

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

O que faz: Fortalece os quadris e glúteos.

Como fazer: siga o mesmo processo do exercício de passo lateral acima, mas, em vez de pisar de lado, dê um passo diagonal (ângulo de 45 graus) para trás. Entre cada passo, traga seus pés juntos novamente.

 Por exemplo, recue com o pé direito, traga o pé esquerdo para dentro, pise para trás com o pé esquerdo, traga o pé direito para dentro, etc. A cada passo, certifique-se de pousar em um pé chato contra os dedos dos pés.

 Como no exercício anterior, mantenha seus dedos apontados para frente e foque na forma correta.

Comece com uma distância de 1,5 metro (para trás) e aumente a distância total, não a largura de um passo, à medida que você ganha força.

 Deadlift com uma perna só

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

O que faz: tem como objetivo o controle de isquiotibiais excêntrico.

Como fazer: Fique em uma perna com o joelho levemente flexionado.

 Sem arredondar as costas, vá para frente e para baixo em direção ao chão enquanto levanta a outra perna atrás de você no mesmo plano do tronco.

 Alcance o máximo que puder sem perder a boa forma ou o controle do joelho e, em seguida, recue. Lembre-se de manter o nível dos quadris e as costas retas e concentre-se no controle das pernas.

Comece com cinco repetições em cada perna e aumente o número nas semanas seguintes.

Dynamic and Static Fire Hydrant

O que faz: Fortalece os glúteos e melhora o equilíbrio.

Como fazer isso: Enquanto segura em uma parede para equilibrar, fique em uma perna e mova a perna livre para fora e para trás em um ângulo de 45 graus o mais alto que puder sem perder a forma. Imediatamente retorne à posição inicial para um representante dinâmico.

Repita estes hidrantes dinâmicos cinco vezes. No sexto, solte a parede e segure a perna por 15 segundos enquanto trabalha o equilíbrio. Concentre-se na forma da sua perna de apoio (a que está no chão) e não permita que o seu joelho colapse para dentro.

Lembre-se também de manter seus quadris nivelados.

Comece com cinco repetições dinâmicas seguidas de uma pausa de 15 segundos por perna. Até o desafio, adicionando mais conjuntos.

Bastão de massagem ou rolo de espuma

O que faz: Solta os músculos das pernas para aumentar a mobilidade.

Como fazer isso: Usando um bastão miofascial ou o rolo de espuma, estenda seus quadríceps, isquiotibiais, banda de TI e panturrilha por um a dois minutos por perna. Use uma bola de tênis ou uma bola de massagem para estender a sola do pé também.

Alongamento da panturrilha e mobilidade do tornozelo

O que isso faz: aumenta a mobilidade do tornozelo e da perna.

Como fazer: Uma perna de cada vez, coloque a ponta do pé na ponta de um degrau e abaixe o calcanhar para afundar suavemente em um alongamento da panturrilha sem dor. Mantenha a tensão por 30 segundos em cada perna. “A maioria das pessoas precisa disso”, diz Haas. “A rigidez do tornozelo afeta muito o resto do seu movimento todo o caminho até a [perna].”

Estabilização com uma perna (Multiplano)

O que faz: treina o equilíbrio e corrige o padrão de movimento (joelho estável sem afundar para dentro).

Como fazer: Com as mãos nos quadris e dedos apontados para a frente, fique em uma perna com uma ligeira flexão no joelho. A forma adequada é com a pélvis nivelada, ombros nivelados e o joelho em pé alinhado com o segundo dedo do pé.

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Alcance sua outra perna na sua frente, por volta das 12h no chão, depois retorne à posição inicial sem tocar o chão. Agora, alcance sua perna para o lado, para 9:00 ou 6:00 (dependendo da perna), e retorne à posição inicial.

 Finalmente, alcance sua perna atrás de você às 7:00 ou 5:00 (novamente, dependendo da perna) e retorne à posição inicial. Troque as pernas e repita. Lembre-se de manter o alinhamento correto dos joelhos durante todo o exercício.

“O objetivo não é aumentar sua força. É treinar um padrão de movimento e trabalhar na estabilidade ”, diz Vagy. “Contanto que seja livre de dor, você pode fazer isso sempre que possível e em tantos ambientes quanto possível para ter a maior transferência para o seu esporte.”

Você pode tornar o exercício mais difícil ficando em uma superfície irregular ou macia, como um disco de equilíbrio ou um travesseiro. “A chave é se concentrar na forma correta e evitar a mudança de padrão do movimento”, acrescenta Haas.

Dor no ombro pode ser a Síndrome do Manguito Rotador: saiba identificar

A síndrome do manguito rotador, também conhecida como síndrome do impacto do ombro, ocorre quando há uma lesão nas estruturas que ajudam a estabilizar esta região, causando sintomas como dor no ombro, além de dificuldade ou fraqueza para levantar o braço, e pode ser causada tanto por uma tendinite como pela ruptura parcial ou total de tendões da região.

O manguito rotador é formado por um conjunto de quatro músculos responsáveis por movimentar e dar estabilidade ao ombro, que são o infraespinhal, o supraespinhal, o redondo menor e o subescapular, junto com seus tendões e ligamentos.

As lesões nesta região costumam ocorrer devido a uma inflamação causada pelo desgaste, irritação ou por um impacto devido ao uso excessivo da articulação, o que é mais comum em atletas ou pessoas que trabalham carregando peso com os braços.

  • Para tratar esta síndrome, é indicada a realização de repouso, aplicação de gelo e fisioterapia, sendo que o ortopedista também poderá indicar o uso de anti-inflamatórios, como Cetoprofeno, para aliviar a dor ou, em casos em que não há melhora, pode ser necessária a realização de um tratamento cirúrgico.
  • Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos
  • Os sintomas presentes na síndrome do manguito rotador incluem:
  • Dor no ombro, que pode ser súbita ao levantar o braço ou ser persistente mesmo em repouso, geralmente, na região da frente ou lateral do ombro;
  • Diminuição da força no ombro afetado;
  • Dificuldade de colocar o braço atrás do corpo, para vestir-se ou pentear os cabelos, por exemplo. 
  • Pode haver inchaço no ombro afetado.

Os sintomas podem piorar à noite ou sempre que se realiza esforços e, além disso, nos casos mais graves e sem tratamento, é possível ocorrer até a incapacidade de movimentar o ombro. 

Como confirmar

Para diagnosticar a síndrome do manguito rotador, o ortopedista ou fisioterapeuta avaliam os sintomas e fazem o exame físico do ombro, para detectar as alterações.

O médico poderá, ainda, solicitar exames complementares como radiografia, ultrassom ou ressonância magnética do ombro, tanto para ajudar a confirmar o diagnóstico, como para observar o grau da lesão ou se há outros tipos de lesões associadas no ombro, escápula ou braço, que podem causar ou intensificar os sintomas. Saiba diferenciar quais são as principais causas de dor no ombro e o que fazer em cada caso.

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

Uma lesão no manguito rotador pode ter diversas causas, que vão desde desgaste progressivo da articulação, irritação do ombro pelo surgimento de esporões no osso ou pela danificação do tendão durante a realização de atividades repetitivas ou levantamento de peso por um tempo prolongado. As pessoas que possuem mais risco para esta síndrome são:

  • Praticantes de atividades físicas, principalmente os que fazem frequentemente movimentos repetitivos no braço, como jogadores de tênis, goleiros, nadadores e jogadores de basquetebol;
  • Trabalhadores que realizam movimentos repetitivos dos braços, como os que trabalham na área da construção, carpintaria ou pintura, por exemplo;
  • Pessoas com idade acima de 40 anos, pois o envelhecimento aumenta o risco de desgaste e surgimento de lesões degenerativas. 

Além disso, acredita-se que pode haver um componente genético envolvido nesta síndrome, já que é mais comum entre membros de uma mesma família. 

Como é feito o tratamento

O tratamento da síndrome do manguito rotador é indicado para reduzir a inflamação da articulação e ajudar a sua regeneração, com repouso do ombro, aplicação de gelo e realização de fisioterapia, que é muito importante para ajudar a recuperar a estabilidade e a força no ombro afetado. Confira exercícios de fisioterapia para fazer em casa que ajudam na recuperação do ombro.

O ortopedista também poderá indicar o uso de medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios, como Dipirona, Diclofenaco ou Cetoprofeno, por exemplo, para aliviar a dor e facilitar a recuperação. Em alguns casos de dor persistente, pode ser necessária a realização de injeções de corticóides dentro da articulação.

O tratamento pode durar entre 2 semanas até vários meses, entretanto, nos casos em que a dor não consegue ser aliviada, o ortopedista poderá indicar a realização de uma cirurgia em que o médico irá identificar e reparar a lesão. A cirurgia pode ser através da abertura da pele ou com a utilização de uma microcâmera e instrumentos especiais, técnica chamada de artroscopia. Saiba como é feita e como é a recuperação da artroscopia do ombro. 

Lesão: quando usar gelo ou água quente?

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

Depois de um treino intenso ou de uma pisada incorreta, as incômodas dores começam a aparecer. São muitas as indicações da melhor atitude a ser tomada para evitar problemas que o afastem dos treinos de corrida de rua. Mas é preciso acertar no tratamento para que você possa continuar investindo nas passadas, normalmente.

Mas o que é melhor, gelo ou água quente? Na realidade, não é possível estabelecer uma regra definitiva, já que a biologia e a fisiopatologia dos machucados se manifestam com sintomas que devem ser avaliados caso a caso.

No entanto, alguns indícios mostram os caminhos a seguir em cada caso, já que você deve usar esses tratamentos em momentos diferentes. Por isso, fizemos um guia simples para quando você precisar recorrer a uma das duas terapias.

  APLICAÇÃO DE GELO
  7 FERRAMENTAS PARA PREVENIR LESÕES
  6 PASSOS PARA PREVENIR LESÕES NA CORRIDA

Calor
Se você está sentindo incômodo em alguma região do seu corpo por um tempo prolongado, a aplicação de calor antes de correr ou fazer outro tipo de exercício pode ajudar a soltar o músculo e relaxar a área dolorida. Você pode apostar em uma bolsa de água quente ou até mesmo em uma toalha embebida em água aquecida.

Mas não adianta usar a estratégia muito tempo antes de treinar. O mais indicado é que você aplique o calor entre 5 e 10 minutos antes de correr.
Depois de um tempo lesionado, o calor também pode ser uma forma de aliviar os sintomas do machucado.

Mas antes de usar a técnica, é preciso que um médico avalie a evolução da sua lesão, já que os ferimentos podem exigir calcificação, cicatrização ou até mesmo cirurgia.

Mas você pode seguir a seguinte lógica: estruturas pouco vasculares (como os tendões) devem recorrer ao calor, para que a fase inflamatória seja menor. Coloque a bolsa de água quente na região por cerca de 20 minutos. Mas não deixe que a água fique muito quente para não queimar a sua pele. A temperatura morna já traz os efeitos benéficos.

Frio
O uso do gelo como proposta terapêutica para o alívio da dor é
conhecido como crioterapia. Apesar de ele ser considerado um anti-inflamatório natural, o gelo nem sempre diminui a resposta inflamatória, como se acredita, mas reduz os sintomas e os sinais da inflamação como dor, inchaço, vermelhidão e diminuição da função do membro ou da articulação lesionado.

A indicação de uso é, principalmente, na fase inicial do tratamento, para que haja o controle da dor e do edema.

As formas de aplicação são variadas: bolsas com gelo, bolsas de gel congelado, imersão em água gelada, massagem com gelo, além de sprays com efeito frio. Todas elas, utilizadas em ciclos de 15 a 20 minutos.

A temperatura média deve estar entre 10ºC e 15ºC, respeitando a sua tolerância ao frio.

(Fonte: Maurício Garcia, coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte e fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Unifesp)

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Agradecemos a compreensão e estamos à disposição de todos. Equipe Ativo.com

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

As bandagens elásticas adesivas estão cada vez mais populares. Além de atuarem a favor do desempenho físico, também auxiliam na prevenção e reabilitação de diversas lesões.

Quem pode aplicar?

Hoje você verá que os exemplos de aplicações da bandagem elástica adesiva podem ser feitos por conta própria ou com a ajuda de uma pessoa próxima. Você verá que não é necessária a aplicação por um profissional, basta seguir as orientações descritas.

A autoaplicação da bandagem é indicada para a prevenção de lesões e alívio da dor em diversas regiões do corpo. No site da KinesioSport é possível encontrar uma série de vídeos com o passo a passo para fazer aplicações básicas.

Para simplificar ainda mais o procedimento de autoaplicação, a nova linha de bandagens pré-cortadas da KinesioSport já vem com as tiras cortadas nos formatos e tamanhos adequados para diversas aplicações.

Vale lembrar que isso não vale para o tratamento de lesões e condições específicas. Nessas situações, é recomendado consultar um profissional da saúde capacitado no método de aplicação.

As aplicações de bandagem elástica são todas iguais?

O modo de aplicação da bandagem elástica adesiva varia de acordo com a parte do corpo e com o objetivo da aplicação. Pode exigir mais ou menos tensão da bandagem (alongamento da fita antes da aplicação sobre a pele).

Normalmente, para casos de músculos contraídos que necessitam de relaxamento e para drenagem linfática, aplica-se a fita sem tensão e com a parte do corpo em posição de alongamento.

Para músculos que precisam de suporte, estabilização e para técnicas em ligamentos, aplica-se uma determinada proporção de tensão. O corpo deve estar em posição neutra.

Entretanto, estes métodos também podem variar de acordo com cada caso.

Passo a passo para diferentes aplicações

  • Veja 3 exemplos de aplicação: no ombro, na lombar e na planta do pé.
  • Atenção: para todas as aplicações, a pele deve estar limpa, sem qualquer tipo de produto, para garantir a aderência da fita sobre a pele.
  • #1 – Estabilização para ombro

Esta aplicação é indicada para pessoas que precisam de estabilização do ombro, sofrem de dores difusas do ombro. É válida ainda para atletas que praticam vôlei, basquete, tênis, natação e outros esportes que exigem dessa região do corpo. Esta aplicação é feita no músculo deltoide.

  1. 1 – Faça a medição da fita colocando-a sobre a parte desejada;
  2. 2 – Corte a quantidade medida com uma tesoura;
  3. 3 – Corte as quatro pontinhas para deixá-las arredondadas e aumentar sua aderência, evitando que descolem mais facilmente;
  4. 4 – Em posição vertical, faça um corte no meio da fita, deixando alguns centímetros de base sem cortar. A intenção é que a fita fique com 2 partes para envolver o músculo por inteiro;
  5. 5 – Na base que não foi cortada, faça uma dobra horizontal para partir o papel de proteção do adesivo, e removê-lo somente dessa parte;
  6. 6 – Aplique esta extremidade da bandagem sem o papel de proteção do adesivo no ombro, no sentido de baixo para cima (do lado do braço para o ombro);
  7. 7 – Para continuar a aplicação, eleve o músculo para frente, ao seu alongamento máximo;
  8. 8 – Remova parte do papel de proteção do adesivo de um dos lados cortados da fita, deixando o adesivo só na ponta para que os dedos não peguem na cola e a fita não cole em si mesma;

9 – Estique a fita a 100% de tensão e reduza a 25% de tensão. Vá colando de forma a fazer uma curva contornando a parte de baixo (atrás do braço) até o ombro. Pressione os dedos ao longo da parte colada para ativar a cola e fixar;

  • 10 – Elevando o braço para trás ao seu alongamento máximo, repita o processo com a outra parte da fita para o lado oposto. As pontas da fita devem se reencontrar em cima do ombro;
  • 11 – Meça outro pedaço de fita na parte lateral do músculo, na posição horizontal, cobrindo a parte do meio que a fita já colada contornou;
  • 12 – Repita o processo de cortar a fita e as pontas e dobre o pedaço cortado ao meio para partir o papel de proteção do adesivo. Deixe-o apenas nas extremidades da fita para segurá-la;

13 – Estique a fita a 100% de tensão e reduza a 50% de tensão, fixando na pele do meio para as extremidades. Remova todo o papel de proteção do adesivo e pressione os dedos ao longo da parte colada para fixar bem.

  1. Está pronta a aplicação.
  2. #2 – Aplicação de bandagem elástica para lombar

Este modo de aplicação é utilizado para pessoas que sofrem com dor e tensão na região lombar. Esta é uma região de acesso difícil para a autoaplicação. Será necessária a ajuda de outra pessoa para esta aplicação.

  • 1 – Repita os três primeiros passos do exemplo anterior. Entretanto, corte duas partes iguais de fita, pois serão coladas paralelamente e verticalmente, uma de cada lado da coluna, partindo de sua base;
  • 2 – O usuário deve fazer uma flexão lombar para alongar a região da aplicação;
  • 3 – Para aplicar a primeira fita, destaque uma pequena parte do papel de proteção do adesivo em uma das extremidades. Aplique em um dos lados da coluna (bem rente à ela), sem aplicar tensão;
  • 4 – Com a base aplicada, remova o restante do papel de proteção do adesivo até a outra extremidade da fita e aplique 100% de tensão, reduzindo a 20% de tensão. A extremidade final deve ser aplicada sem tensão;
  • 5 – Pressione os dedos ao longo da parte colada para fixar bem;
  • 6 – Repita o procedimento com a outra fita cortada, do outro lado da coluna, paralelo à fita já colada;

7 – Meça um terceiro pedaço de fita a ser colada entre as duas já fixadas, porém, no sentido horizontal (ficando no formato da letra H). A aplicação desta fita horizontal deverá ser feita sobre o local do ponto de dor mais aguda da região.

8 – Para aplicar, dobre a fita ao meio, partindo o papel de proteção do adesivo, que ficará somente nas extremidades. Comece a aplicação do centro da fita, com uma tensão de 50%. As extremidades não levam tensão;

  1. 9 – Para finalizar, pressione os dedos ao longo da parte colada para ativar a cola e fixar bem.
  2. Está pronta a aplicação.
  3. #3 – Planta do pé

Esta aplicação da bandagem elástica é indicada para pessoas que caminham muito. Também para quem passa muito tempo de pé ou para quem usa salto alto com muita frequência e sofre com dores.

Como esta aplicação necessita que a pessoa esteja sentada, com a perna esticada e a planta do pé elevada em posição de alongamento. Apenas pessoas com maior flexibilidade conseguirão aplicar sozinhas.

1 – Inicie repetindo os 3 primeiros passos do primeiro exemplo. A medida será do calcanhar até a base dos dedos;

2 – Com a fita e suas pontinhas cortadas, pegue a fita em posição vertical, faça um corte no meio da fita, deixando alguns centímetros de base sem cortar. Faça mais dois cortes, um de cada lado do corte central. A intenção é que a fita fique com 4 partes e uma base para envolver a planta do pé por inteiro;

  • 5 – Na base que não foi cortada, faça uma dobra horizontal para partir o papel de proteção do adesivo e removê-lo;
  • 6 – Aplique a base no calcanhar, sem fazer tensão;
  • 7 – Aplique uma das 4 partes de cada vez, ao longo da planta do pé, até a base dos dedos. Coloque 100% de tensão e reduza a 25% de tensão em cada uma das tiras;
  • 8 – Para finalizar, pressione os dedos ao longo da parte colada para ativar a cola e fixar bem.
  • Está pronta a aplicação!

Estes foram apenas alguns exemplos de aplicação. Agora você já conhece as premissas básicas para a aplicação correta da bandagem elástica adesiva.

E se restou alguma dúvida, entre em contato para que possamos te ajudar!

Como Aliviar a Dor nos Ombros de Atletas: 10 Passos

Dor no ombro: inflamações e traumas são principais causas; veja como tratar

Escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, vestir-se, trabalhar… Você só é capaz de praticar todas essas ações cotidianas graças à articulação mais flexível do corpo humano, a dos ombros.

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E quando a dor se instala nessa região, ela acaba atrapalhando o seu dia de várias maneiras e o que mais se deseja é uma solução rápida e eficaz –o que, diga-se de passagem, nem sempre isso é possível.

A dor no ombro é bastante comum e se encontra em terceiro lugar na lista das queixas mais frequentes nos consultórios médicos, perdendo apenas para as dores na lombar e nos joelhos. Estima-se que ela afete de 16% a 26% da população em geral e que, todos os anos, uma em cada dez pessoas procure ajuda médica por causa reclamação.

O incômodo é geralmente mais presente em pessoas de 45 a 65 anos. E o grupo mais afetado é o das mulheres. A razão para isso ainda gera discussões entre os cientistas, mas supõe-se que haja relação com fatores hormonais, já que a mulher possui mais estrogênio, hormônio ligado à maior sensibilidade e dor.

Tipos de dores no ombro

A dor pode aparecer de repente, quando é chamada de aguda ou pode durar um tempo, tornando-se crônica. Na maioria das vezes, a sensação dolorosa é localizada, mas algumas pessoas sentirão que o incômodo irradia para o cotovelo. Outras relatam ter uma dor que se estende para as regiões escapular (parte de trás das costas) ou cervical (no pescoço).

Nesses casos, nem sempre o problema é do ombro. Há indivíduos que relatam limitação nos movimentos ou instabilidade, como se o ombro fosse sair do lugar. A dor pode ser sentida não só durante as atividades físicas, mas também na hora do repouso.

Causas da dor no ombro

Segundo os médicos, as causas da dor no ombro se dividem em duas categorias principais: as traumáticas e as atraumáticas.

As primeiras estão relacionadas à juventude e dizem respeito a lesões decorrentes de quedas, choques, movimentos bruscos.

Já as segundas são mais comuns na idade madura e decorrem, geralmente, do envelhecimento do corpo como um todo, com o desgaste de articulações e tendões.

O incômodo pode também estar conectado às seguintes causas:

  • Articulares: são as relacionadas à articulação do ombro. A mais comum é a lesão do manguito rotador, que corresponde a 6 em cada 10 visitas a um especialista, especialmente entre os pacientes com mais de 50 anos. Para estes, a dor, em geral, decorre de alterações degenerativas. Quando isso acontece, a pessoa também apresentará perda de força, além de piora noturna ao dormir sobre o braço.
  • Periarticulares ou dores referidas: o mal-estar não provém do ombro, mas nele é sentido. Por exemplo: o paciente tem um problema na região cervical (pescoço), artrite e até hérnia de disco, mas a sensação dolorosa é no ombro; pode ser uma lesão temporomandibular (ATM), uma dor visceral (do coração) e mesmo metabólica, como nas deficiências hormonais.
  • Distúrbios ergonômicos ou ocupacionais: decorrem do movimento repetitivo ou má postura. É o caso de cabelereiros, pessoas que trabalham carregando cargas ou ficam muito tempo sentados.
  • Problemas mecânicos: instabilidade decorrente de movimentação articular excessiva (excessos nas academias).
  • Inflamações: processos inflamatórios na bursa (parte do ombro que facilita a ação dos tendões), ou nos próprios tendões. Esses quadros podem levar à Síndrome de impacto, consequência de uma modificação anatômica na parte superior do ombro (região do osso acrômio).

Quando procurar ajuda médica?

Quando a dor no ombro persiste por mais de dez dias, mesmo após o uso de analgésicos comuns, procure um profissional.

Um ortopedista, um reumatologista, um fisiatra (médico focado em reabilitação) ou um especialista em dor podem avaliá-lo.Os médicos advertem que, nesses casos, é melhor não esperar muito tempo para obter a opinião de um profissional.

Isso porque o sintoma pode se agravar, tornando-se crônico. O tempo para que isso se concretize é de três meses.

A demora para procurar intervenção médica, para metade dos pacientes tratados, faz com que a dor comece a melhor depois de 6 meses. Estes são os dados da Associação Internacional para o Estudo da dor. Portanto, quanto mais cedo você procurar ajuda, mais chances tem de se livrar da dor rapidamente.

Diagnóstico

Os especialistas são unânimes em afirmar que o exame clínico detalhado é a chave para descobrir a causa da sua dor. Assim, o médico deve usar todos os meios disponíveis para identificar o que está acontecendo com o seu ombro. Esteja pronto para responder perguntas sobre como a dor aparece, quando ela piora ou melhora, e quais são as suas características.

Depois dessa conversa, ele deve examiná-lo fisicamente para observar as condições da região. E não só. Como a dor nos ombros pode ter causas variadas, o especialista também deverá avaliar seu estado geral de saúde.

Para completar o exame clínico, podem ser solicitados exames de imagens específicos, como radiografia e a ultrassonagrafia, que mostrará as condições dos seus tendões.Caso esses testes não sejam suficientes, a ressonância magnética trará uma visão mais ampla e detalhada de tendões, cartilagens e ossos.

Já a tomografia computadorizada revelará eventuais lesões ósseas. Especialistas em dor poderão valer-se até da termografia digital, um exame que identifica o local exato da dor a partir da emissão de calor.

Com todas essas informações em mãos, o médico pode definir seu diagnóstico com precisão.

Tratamento da dor no ombro

Quando a dor é consequência de traumas, como uma ação feita de forma mais brusca durante a prática esportiva ou no trabalho, a solução é mais rápida. Ficar mais atento aos movimentos, usar bolsas de gelo, bem como analgésicos e anti-inflamatórios comuns são os procedimentos mais comuns.

Em casos mais graves, pode ser usado o corticoide, um anti-inflamatório mais potente.A duração da terapia será de médio a longo prazo nos casos de dor crônica. A melhor abordagem, nessas situações, é a multidisciplinar.

A reabilitação geralmente engloba acupuntura ou fisioterapia, que engloba: terapia por ondas de choque, fotobiomodulação (laser), bem como o uso de novas tecnologias, como radiofrequência direcionada, campo eletromagnético, entre outras.

A maioria dessas práticas são acessíveis para grande parte das pessoas, seja por meio de convênios médicos ou pelo SUS (Sistema Único de Saúde).A depender da intensidade da dor e de uma eventual resposta negativa a essas práticas, o uso de analgésicos mais potentes será necessário.

E os remédios serão administrados por meio de infiltrações. De modo geral, essas são as possibilidades terapêuticas disponíveis, o que não exclui uma intervenção cirúrgica.

Aliás, este tratamento poderá até ser a primeira opção em determinadas situações, como no caso da lesão traumática de manguito rotador, que não pode ser adiada sob pena de agravamento do quadro. A melhor forma de prevenir-se de cirurgias desnecessárias é procurando profissionais capacitados para a sua avaliação. E muitas vezes ouvindo mais de uma opinião.

Como prevenir ou colaborar com o tratamento da dor no ombro

  • Procure ajuda médica o mais rápido possível. A medida evita que a dor se torne crônica;
  • Adote uma dieta equilibrada. Excessos ao comer ou beber mantêm o corpo em constante processo inflamatório;
  • Atente-se à postura no trabalho e ao usar o celular;
  • Evite ficar sentado por horas seguidas, sem pausas;
  • Faça exercícios regulares e sob orientação técnica, independentemente da sua idade;
  • Informe seu treinador sobre os seus limites físicos. Ele deve indicar treinos de alongamento e reforço da musculatura interna do ombro;
  • Fuja de práticas físicas extenuantes; prefira os que permitem movimentos mais lentos.

Fontes: Sandro da Silva Reginaldo, ortopedista, chefe do Serviço de Ombro e Cotovelo do Hospital das Clínicas da UFG (Universidade Federal de Goiás), membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), da SBCOC (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo) e da AAOS (Academia Americana de Ortopedia); João Paulo B. Leite, ortopedista, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo e termografia digital médica, diretor médico e coordenador no Curso de Pós-graduação em Ultrassonagrafia intervencionista e Regeneração Tecidual, membro do Comitê de dor da SBED (Sociedade Brasileira do Estudo da Dor); Eduardo Murilo Novak, ortopedista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e da UFPR (Universidade Federal do Paraná), presidente regional da SSBOT-Paraná. Revisão Técnica: Sandro da Silva Reginaldo.

Referências:

  • Caroline Mitchell, Ade Adebajo et alli. Shoulder pain: diagnosis and management in primary care. BMJ. 2005 Nov 12; 331(7525): 1124-1128. doi: 10.1136/bmj.331.7525.1124.
  • International Association for the Study of Pain. Global Year Against Musculoskeletal Pains (October 2009 – October 2010). Shoulder pain.

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