Como aliviar a dor do cisto de ovário: 13 passos

Como Aliviar a Dor do Cisto de Ovário: 13 Passos

Cisto Hemorrágico é quando ocorre uma hemorragia interna dos cistos.

Os Cistos no Ovário são formações saculares que se desenvolvem nos ovários das mulheres. Normalmente se originam por disfunções hormonais durante a ovulação.

Bem, na vida temos algumas bombas relógios dentro do nosso corpo que não temos como saber quando ou se vão estourar, no meu caso as Terça-Feira as 13:40 do dia 30 de abril estourou uma em mim.

Indo para o consultório senti uma dor abdominal muito forte, tão forte que cheguei a ligar pro meu marido vir me buscar no meio do caminho, como pensei que iria passar ficamos parados no caminho por alguns minutos, mas começou a piorar muito rápido. Então pedi para ele ligar para os pacientes do dia para desmarcar as consultas e retornamos para casa.

Após retornarmos eu tomei medicação para cólica menstrual e fiquei de repouso o resto do dia. Entretanto a dor não melhorava, só piorava muito.

As 5:30 do dia 1° acordei com muita dor e não resistindo fomos a emergência particular do Hospital Sugizawa, lá descobrimos que se tratava de um Cisto Hemorrágico no Ovário.

Descobrimos que ainda não tinha estourado e por isso preciso ficar de repouso absoluto pelo menos 5 dias para ver se o quadro regride, caso isso não aconteça será necessário operar.

Precisarei interromper os atendimentos e remarcar as consultas até semana que vem.

Toda a situação ruim tem um lado positivo

Assim como tudo na vida o que não nos mata nos fortalece. Tudo está muito bem até que precisamos usar plano de saúde ou mesmo hospitais. Esse aprendizado foi caro e está sendo dolorido, mas estou usando meu conhecimento para tratar a causa e não apenas o sintoma.

Muitas mulheres passam por isso e com a experiência que estou adquirindo poderei ajudar mulheres que tenham esse problema e não precisem passar pelo que estou passando.

Cada dia fico mais descrente do sistema de saúde, seja ele particular ou através de planos. Nas emergências só encontramos residentes, na maioria das vezes, nenhuma experiência e sensibilidade com a dor do paciente.

Médicos experientes, somente em consultórios. Eu acredito que o nome emergência seja para tratar casos sérios onde é necessário profissionais experientes e treinados para aquela função.

Um decisão demorada ou errada pode encerrar a vida de uma pessoa.

O desfecho:

Fiquei por 2 semanas praticamente imóvel, sem nenhum tipo de esforço no dia, repouso absoluto.

Com isso o cisto regrediu bem. Ainda não chegou a sumir totalmente, mas não sinto mais dor. Fiquei sentindo como se fosse uma pontada constante por umas 3 semanas após o ocorrido. Hoje não sinto mais nada (julho/2013) e voltei a fazer exercícios regularmente. Não com muita carga ainda, mas já estou ativa novamente ????

Caso alguém que você conheça tenha este problema, recomende procurar um médico o mais rápido possível. Enquanto aguarda faça repouso absoluto. Repouso meeeeesmo, nem empurrar uma cadeira, pois não é tão difícil estourar e ter que correr pra cirurgia.

Após receber muitos emails com duvidas e perguntas elaborei a segunda parte dessa postagem explicando tudo sobre cistos no ovário, suas causas, sintomas, tratamentos médicos e nutricionais, pode ser vista nesta matéria Cisto no ovário.

Desejo muita saúde pra todos vocês e que nunca venham sentir a dor deste problema.

Cisto no ovário: 7 sintomas que você não deve ignorar – ISTOÉ Independente

Pense em cisto no ovário como espinhas do sistema reprodutivo: principalmente as que são, às vezes, dolorosas e irritantes.

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Normalmente, seus ovários se agitam de acordo com o cronograma menstrual. Mas, às vezes, eles podem desenvolver cistos ovarianos – pequenos sacos cheios de líquido ou tecido.

Mais um pouco sobre o cisto no ovário

“A grande maioria desses cistos é benigna. Eles vêm e vão com o seu ciclo menstrual e não precisam de mais cuidados”, explica Taraneh Shirazian, ginecologista da NYU Langone Health (EUA), especializada em cirurgia ginecológica minimamente invasiva.

Segundo o Office on Women’s Health (EUA), você provavelmente nem percebe, mas a maioria das mulheres tem pelo menos um cisto a cada mês, devido aos seus períodos.

“Contudo, algumas vezes estes cistos são muito grandes ou simplesmente não desaparecem sozinhos”, aponta a profissional. Nesses casos, a cirurgia pode ser necessária para que eles não se tornem cancerosos ou causem muitos sintomas infernais.

E “infernal” não é um eufemismo. Se um cisto começar a causar problemas, você sentira.

Além disso, sem tratamento os cistos problemáticos podem se romper ou até crescer o suficiente para fazer o ovário “torcer-se ao redor das tubas uterinas”, de acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists (EUA). Isso é conhecido como torção ovariana, que pode causar dor súbita intensa e a possível perda do ovário.

Felizmente, esses cistos pequenos podem mostrar alguns sinais. Veja com o que você deve ficar atenta para que possa ligar para seu médico o mais rápido possível caso necessário!

1. Você tem uma dor pélvica terrível

“O sintoma de cisto no ovário mais comum é a dor no lado inferior direito ou esquerdo da pélvis, exatamente onde estão os ovários”, diz Shirazian. E ela não desaparece. “Você pode sentir isso quando você se exercita ou quando faz sexo. Contudo, será uma dor constante naquele lugar específico e que permanece mesmo depois que o ciclo menstrual desaparece.”

“Se a dor se tornar grave ou mesmo insuportável, é um sinal de que você pode ter uma torção ovariana”, diz Shirazian. “Quando isso acontece, ele corta o suprimento de sangue do ovário, o que causa uma dor realmente ruim”, completa ela.

2. Você está se sentindo super-inchada

O inchaço é obviamente um sintoma vago, mas pode estar relacionado a cistos ovarianos, dependendo do tamanho. “A maioria das mulheres apresenta cistos abaixo de 10 centímetros. Mas alguns cistos podem se tornar muito grandes, como o tamanho de uma melancia”, diz Eloise Chapman-Davis, oncologista ginecológica da Weill Cornell Medicine e New York-Presbyterian (EUA).

“Muitas vão considerar isso como ganho de peso, mas a dor abdominal e o inchaço podem ser o resultado de uma massa crescendo no estômago. Então, se o peso é apenas nessa região, ou você não conseguiu descobrir porque está ganhando peso, isso é uma bandeira vermelha.”

3. Você se sente cheia o tempo todo

Como com miomas uterinos, cistos ovarianos podem causar sensação de peso no abdômen. “Um cisto é uma massa e está ocupando espaço, o que pode lhe dar essa sensação de pressão”, explica Shirazian.

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Claro, você pode ter um sentimento um pouco semelhante com a constipação. Contudo, a menos que você tenha cistos em ambos os ovários, essa sensação só vai atingir um lado da sua pélvis. “Se sua frequência no banheiro são é boa, mas você está se sentindo assim por duas a três semanas, vale a pena descobrir se um cisto ovariano pode ser o culpado”, diz Chapman-Davis.

4. Você não quer fazer sexo porque dói

Aqui está uma verdade: o sexo nunca deve doer. Então, se isso acontecer, significa que algo está errado. Se você está fazendo sexo com penetração e sente dor de um lado em relação ao outro, há uma chance de estar relacionada a um cisto ovariano.

“Alguns cistos, quando ficam grandes, podem ficar para trás do útero e, nesse caso, estão bem ao lado do colo do útero”, diz Chapman-Davis. Então você pode sentir dor com penetração profunda.

“Endometriomas (cistos ovarianos relacionados à endometriose) também podem causar dor durante o sexo, porque eles estão localizados mais perto do colo do útero”, acrescenta.

5. Você sente que tem que fazer xixi o tempo todo (mas às vezes não consegue)

Outro sintoma de cistos ovarianos que muitas mulheres mencionam, de acordo com Chapman-Davis, é sentir vontade de fazer xixi o tempo todo. “Se o cisto está empurrando sua bexiga, você pode sentir que precisa urinar”, diz ela. “Ou algumas mulheres sentem que precisam ir com mais frequência, mas é mais difícil para elas”, por causa de um bloqueio do cisto.

6. Você tem constantes dores nas costas ou nas pernas

É claro que a dor nas costas ou nas pernas pode ser atribuída a muitas coisas diferentes, mas se o seu médico descartar todo o resto, vale a pena considerar um cisto ovariano como razão.

Isso porque eles podem machucar suas costas ou pernas quando ficam muito grandes. “Você não tem muito espaço em sua pélvis, então quando um cisto fica muito grande, dependendo de onde ele está, pode levar a dor para as costas ou na perna”, diz Chapman-Davis. Ela também explica que os cistos podem comprimir os nervos que correm ao longo da parte de trás da pélvis.

7. Você está com sangramento fora do seu ciclo normal

Quando os cistos ovarianos se desenvolvem, podem mexer com seus hormônios. Mulheres com síndrome do ovário policístico – o que basicamente significa que desenvolvem vários pequenos cistos nos ovários –, podem apresentar bastante sangramento irregular, seja pela ovulação frequente ou pela falta de ovulação. .

“Isso acontece devido a um desequilíbrio de estrogênio, progesterona e testosterona”, explica Alyssa Dweck, ginecologista e obstetra (EUA). “Se você tem outros sintomas comumente associados com essa síndrome, como ganho de peso, problemas de fertilidade e acne, é melhor buscar um médico.

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Síndrome do ovário policístico causa acnes e pode levar à infertilidade

Cerca de 25% das mulheres em idade fértil têm cistos no ovário, mas nem todo mundo que tem o problema sofre da chamada síndrome do ovário policístico. Para o diagnóstico da síndrome, a mulher tem que apresentar uma série de sintomas.

Alguns desses sintomas se apresentam na pele. Por isso, o Bem Estar desta sexta-feira (20) trouxe ao estúdio a dermatologista Márcia Purceli, além do ginecologista José Bento.

É nos ovários que o corpo da mulher armazena os óvulos – as células reprodutoras – e produz os hormônios femininos. Os cistos são pequenas bolsinhas com água que surgem nos ovários e podem atrapalhar seu funcionamento, tanto para a fertilidade quanto para a produção de hormônios. Dentre as mulheres que têm cisto, entre 5% e 10% têm a síndrome.

Os sinais mais importantes são alterações menstruais, ausência de menstruação, pelos no rosto, na barriga e nos seios, surgimento de acnes, ganho de peso e infertilidade. A síndrome do ovário policístico é considerada a segunda principal causa de infertilidade, atrás apenas da endometriose.

Os sintomas podem ser aliviados com tratamento hormonal. A pílula anticoncepcional, que altera a produção dos hormônios, reduz o aparecimento de pelos e espinhas e também regula o ciclo menstrual. Obviamente, o tratamento com a pílula não serve para ajudar a engravidar.

A síndrome provoca ainda resistência à insulina – o hormônio que faz com que os açúcares entrem nas células – e gera ganho de peso. Juntos, esses dois fatores podem levar à diabetes, por isso o tratamento hormonal é importante.

Acnes As acnes causadas pela síndrome do ovário policístico ficam mais concentradas no queixo. Para tratar as acnes, os cuidados com a pele têm que andar lado a lado com o tratamento hormonal. Quem tem muita espinha deve dar preferência a sabonetes feitos com enxofre ou ácido salicílico.

Espuma não é sinal de sabonete bom – quanto mais espuma um sabonete faz, mais ele agride a pele. Os sabonetes bactericidas também não devem ser usados em excesso, é melhor utilizá-los só para lavar as mãos. Os sabonetes com hidratante não substituem o hidratante.

Um cisto no ovário pode virar câncer?

Frequentemente encontrado em mulheres em idade reprodutiva, os cistos no ovário são bolsas cheias de líquido que podem se desenvolver em um ou nos dois ovários. Em geral, eles não têm potencial maligno e alguns ocorrem apenas no período menstrual.

Se você tiver cistos no ovário, isso não é motivo para ficar em pânico. O perigo só existe quando eles são maiores do que 10 centímetros e possuem áreas sólidas e líquidas, o que só pode ser verificado com os exames adequados indicados pelo seu médico. Nesse caso, a cirurgia é o tratamento indicado.

A diferença entre cisto no ovário e tumor

Cisto – é uma bolsa cheia de ar, fluido ou outro material e pode se formar em qualquer parte do corpo. A maioria dos cistos é benigna, embora cânceres possam formar cistos. Os exemplos mais comuns de cistos são os cistos sebáceos, que se localizam abaixo da pele.

Tumor – é uma massa anormal de tecido, que também pode aparecer em qualquer parte do corpo e ser benigno ou maligno.

Se o cisto tiver componentes sólidos, ele deve passar por uma avaliação mais aprofundada. A melhor maneira para fazer isso é com a biópsia, que consiste na retirada cirúrgica de uma amostra do tecido, que será submetido a um estudo em laboratório para definir se é ou não um cisto benigno.

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Câncer de ovário

Pouco frequente, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Cerca de 3/4 dos cânceres nesse órgão já estão em estágio avançado quando são diagnosticados. Por isso, você deve ficar ainda mais atenta se tiver algum dos seguintes fatores de risco:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • Histórias desse tipo de câncer na família.

Informe-se, adote hábitos saudáveis, consulte-se regularmente com seu médico e faça exames periódicos, pois isso ajuda a prevenir a doença e a detectá-la precocemente. Quanto mais cedo o câncer de ovário for descoberto, maiores são as chances de cura.

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  • Opções para reduzir o risco de câncer de ovário
  • Fatores de risco para o câncer de ovário

Referências

Brazilian Journal Of Oncology

  • TEMARIO: TUMORES HEPATOBILIOPANCREATICOS CODIGO: 60560
  • 10 ANOS DE HEPATECTOMIAS REALIZADAS NO HOSPITAL OPHIR LOYOLA
  • Autores: Raíssa Pereira de Tommaso; Bruno Dourado Kovacs Machado Costa; Rafael Maia de Sousa; Alessandro França de Souza; Rodrigo Luiz Ferreira dos Santos; Lorena Luiza Maria Fernandes Nogueira Loureiro; Marcos de Souza Freire Lopes Filho; Patrícia Isabel Bahia Mendes Freire;
  • Instituiçao: HOSPITAL OPHIR LOYOLA

Introduçao: As ressecçoes hepáticas foram descritas há mais de dois séculos, porém só recentemente foram empregados na prática médica. Com o desenvolvimento e padronizaçao da técnica cirúrgica hepática, atualmente diversas doenças do fígado podem ser tratadas cirurgicamente com segurança, como tumores malignos primários e secundários, tumores benignos, rupturas traumáticas, cistos e abscessos. Na atualidade a hepatectomia eletiva nao está mais relacionada a índices alarmantes de mortalidade, sendo sua taxa menor que 5%. O pior prognóstico está relacionado à insuficiência hepática ou infecçoes. Objetivo: avaliar as indicaçoes e cirurgias hepáticas mais realizadas no Hospital Ophir Loyola. Método: estudo retrospectivo, de coorte, descritivo, analítico por meio da análise de prontuários dos pacientes submetidos à hepatectomia no HOL, seguindo-se um protocolo de pesquisa. Resultados: As neoplasias malignas foram as principais indicaçao de hepatectomia, sendo a metástase hepática a principal, seguida de neoplasia da via biliar. Das indicaçoes benignas, 12,12% foram provenientes de cisto hepático e 3,03% de hemangioma. A hepatectomia direita foi a mais incidente no estudo (42,43%), seguida da segmentectomia (30,30%), hepatectomia esquerda (24,24%) e ressecçoes atípicas em 3,03%. O percentual de óbitos total nos pacientes que realizaram hepatectomia no período do estudo, sendo que 48, 48% (n= 16) evoluíram a óbito, deste apenas um (n= 1) ocorreu no intra-operatório, devido lesao de veia cava. Conclusao: O estudo na área das hepatectomias precisa ser mais explorado, sobretudo para que sejam discutidas mais profundamente as condutas a serem tomadas em cada situaçao de adversidade durante a manipulaçao hepática e após o ato cirúrgico em possíveis complicaçoes. O perfil encontrado condiz com a literatura estudada, apesar da mortalidade geral no serviço estar acima da aceita pela literatura.

Contato: RAISSA PEREIRA DE TOMMASO – [email protected]

  1. TEMARIO: OUTROS E MISCELANIA CODIGO: 60344
  2. A IMPORTANCIA DA IMUNO-HISTOQUIMICA NA DIFERENCIAÇAO ENTRE TUMORES INTRAESTROMAIS E LEIOMIOMOMAS INTESTINAIS
  3. Autores: Rodrigo Nascimento Pinheiro; Allana Tamiris Bonfim Nogueira; Fernanda Sousa Nascimento; Eduarda Vidal Rollemberg; Lara Fernandes Kuerten; Bruna da Silva Feitosa; Renata Pereira Fontoura;
  4. Instituiçao: LIGA ACADEMICA DE ONCOLOGIA DO HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL

Apresentaçao do caso: Paciente, 58 anos, feminino, procurou a emergência do HBDF com dor e distensao abdominal. Ao exame físico, abdome distendido e sem sinais de irritaçao peritoneal. Imagens de TC e USG sugeriram massa anexial à direita com sinais de suboclusao intestinal.

Na ocasiao, realizou-se uma laparotomia de urgência, na qual identificou massa localizada na regiao pélvica direita, com características de origem intestinal, sugerindo um tumor.

Optou-se, entao, por fazer enterectomia com margens livres, além de ligadura de vasos em raiz do mesentério e anastomose enteroentérica laterolateral por duplo grampeamento. A paciente evoluiu sem intercorrências e teve alta após cinco dias do pós operatório.

O Laudo inicial da patologia indicou uma neoplasia fusiforme sugestiva de tumor estromal gastrointestinal (GIST). No entanto, a imuno-histoquímica revelou positividade difusa de células para actina de músculo liso e desmina, além de negatividade para S100, C-Kit e CD34, compatível com leiomioma, contradizendo a análise inicial.

Discussao: O GIST é o tumor mesenquimal mais comum do trato digestivo (80%). Seu diagnóstico é baseado na apresentaçao clínica, nas características morfológicas, mas, sobretudo, pela presença da proteína c-KIT (CD117) detectada por método imuno-histoquímico.

Antes do advento da imuno-histoquimica e da microscopia eletrônica, acreditava-se que os tumores mesenquimais do trato gastrointestinal eram originados da musculatura lisa, sendo denominados de “leiomiomas''. O leiomioma, na verdade, é uma lesao benigna do intestino delgado, que acomete principalmente o jejuno e íleo.

Após o surgimento da avaliaçao por imuno-histoquímica, os tumores GIST passaram a ser classificados separadamente em uma nova classe de tumores, o que é extremamente importante, pois apresentam prognóstico e tratamento distintos dos leiomiomas, evidenciando assim a relevância da diferenciaçao dos dois tipos histológicos em questao no desfecho do caso. Comentários finais: O caso em tela evidencia a importância do método imuno-histoquímica na diferenciaçao de tumores intraestromais e leiomiomas intestinais. Já que a investigaçao pautada na apresentaçao clínica, radiológica e mesmo no exame histopatológico nao sao suficientes para diagnóstico diferencial. Destaca-se ainda importância da abordagem por equipe especializada mesmo em ambiente de urgência, na investigaçao inicial destes casos.

Contato: ALLANA TAMIRIS BONFIM NOGUEIRA – [email protected]

  • TEMARIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL CODIGO: 61897
  • A IMPORTANCIA DA INVESTIGAÇAO COLONOSCOPICA EM PACIENTE COM ANEMIA CRONICA – RELATO DE CASO
  • Autores: Isabelle França Bezerra; Crislanny Regina Santos da Silva; Francielly Tertulino Cunha; Isa Maryana Araújo Bezerra de Macedo; Vanessa Nobre Veras; George Alexandre Lira; Juliany Medeiros Santos;
  • Instituiçao: UNIVERSIDADE POTIGUAR

Apresentaçao do caso: I.M.O.M., 76 anos, internada devido anemia crônica sem melhora clínica que realizou colonoscopia e Tomografia Computadorizada(TC) de abdômen total que encontrou lesoes suspeitas sincrônicas em cólon transverso e ângulo hepático, que foram biopsiadas.

Além disso, apresentava leve perda de peso e prostaçao ao leito devido a Artrite Reumatóide. Resultado do anatomopatológico foi adenocarcinoma moderadamente diferenciado, com estadiamento de doença localizada. Diante disso, foi realizada colectomia direita e transversa alargada com linfadenectomia e ileostomia terminal.

A biópsia evidenciou dois adenocarcinomas moderadamente diferenciados, com dimensoes de 11 e 4,5cm, com padrao de crescimento infiltrativo, margens livres e metástase em 03 dos 22 linfonodos examinados. Encaminhada a neoadjuvância.

Discussao: O Câncer(CA) colorretal está entre as três principais causas de anemia ferropriva(AF), assim a investigaçao diagnóstica de uma AF, deve sempre ser iniciada pelo cólon, sendo feita a avaliaçao do trato gastrpintestinal(TGI) superior apenas quando a colonoscopia é normal ou quando o paciente apresenta sintomas nesse segmento.

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Em alguns casos de CA de colorretal a AF é a unica manifestaçao, retardando o diagnostico precoce e, consequentemente, alterando prognóstico. A triagem em pacientes sem história familiar de CA colorretal e que se apresentam assintomáticos começa aos 50 anos, sendo a colonoscopia o padrao-ouro.

A conduta médica tem sido identificada como a principal causa de atraso no diagnóstico de CA colorretal, o que chama a atençao para a necessidade de uma melhor educaçao sobre o tema, pois estudos mostram que a colonoscopia retardada foi um fator independente associado a uma fraca sobrevida global dos pacientes que realizam o exame com mais de 90 dias após o diagnóstico de AF. Quanto menor a hemoglobina, mais provável ter uma grave patologia subjacente e mais urgente é a necessidade de investigaçao. Vale salientar que pacientes com CA de colon apresentam grande chance de tumores sincrônicos, e isso torna o exame completo de cólon pré-operatório de grande importância. Conclusao: O caso em questao traz a importância de uma avaliaçao colonica nos pacientes com anemia crônica, devido a grande incidência de câncer colorretal nessas situaçoes. Dando a importância do diagnóstico precoce, resultando em um melhor prognóstico e consequentemente tratamentos menos radicais.

  1. Contato: ISABELLE FRANÇA BEZERRA – [email protected]
  2. TEMARIO: ONCOGINECOLOGIA CODIGO: 62014
  3. A IMPORTANCIA DO RASTREAMENTO E DIAGNOSTICO PRECOCE DA RECIDIVA DE CANCER DE OVARIO – RELATO DE CASO
  4. Autores: Isa Maryana Araujo Bezerra de Macedo; Mara Juliane Silva Jovino; Francielly Tertulino Cunha; Isabelle França Bezerra; George Alexandre Lira; Crislanny Regina Santos da Silva; Kerginaldo Jácome da Costa Filho; ANDERSON NEVES DA CRUZ;
  5. Instituiçao: LIGA NORTE RIOGRANDENSE CONTRA O CANCER

Apresentaçao do caso: TCC, feminino, 54 anos. Paciente tem histórico de ooforectomia bilateral prévia, com biópsia de tumor de células claras em ovário direito, com invasao perineural. Na cirurgia de estadiamento nao demonstrou doença. Em seguida, realizou tratamento adjuvante com 6 ciclos de quimioterapia (QT).

No seguimento durante 6 anos, até ao achado de nódulos localizados no baço, sugestivo de lesoes secundárias pela ressonância sendo submetida a esplenectomia, pancreatectomia corpocaudal e hemicolectomia esquerda.

Resultado do AP esplênico, informou neoplasia maligna de células epitelióides sendo confirmado pela imunohistoquímica como carcinoma de células claras metastático, e ovário/endotélio como prováveis células primárias, levantando a hipótese de recidiva.

Houve complicaçao pós-operatória imediata com fístula colônica e abscesso subdiafragmático, sendo reoperada e realizado colostomia terminal, drenagem do abscesso e permaneceu internada por 30 dias. Complementou com 6 ciclos de QT, permanecendo em seguimento trimestral.

Discussao: O carcinoma epitelial de ovário é a causa mais frequente de morte por neoplasia ginecológica, constituindo a causa de óbito por câncer na mulher, apesar, ser do tratamento cirúrgico e apresentar relevante quimiossensibilidade. Cerca de 65% das mulheres tem o resultado de câncer em estágio avançado.

Portanto, em virtude de sua prevalência, progressao silenciosa e predisposiçao a metástases, torna-se necessário a viabilidade de utilizaçao de procedimentos de imagem com alta sensibilidade e especificidade. Dessa forma, por se tratar de um diagnóstico lento e tardio, torna-se impreterível imagens radiológicas mais sofisticadas.

Há uma dificuldade de identificar os sítios de recidiva precoce, o que desfavorece as técnicas de imagens convencionais para o rastreamento da neoplasia. Logo, a ausência de alteraçoes por meio de exames de imagem, exclusivamente tradicionais, nao pode descartar totalmente a ocorrência de recidiva em outros locais no caso relatado.

Conclusao: Tendo em vista que a paciente permaneceu durante um longo período do seguimento sem alteraçoes detectadas nos exames radiográficos, e que posteriormente apresentou recidiva, seria fundamental a realizaçao de exame de imagem com alta sensibilidade e especificidade para detectar lesoes precoces. Além de ser imprescindível para melhor prognóstico, está relacionado ao menor índice de mortalidade nos casos de câncer de ovário.

  • Contato: ANDERSON NEVES DA CRUZ – [email protected]
  • TEMARIO: OUTROS E MISCELANIA CODIGO: 59486
  • A OTOTOXICIDADE COMO EFEITO COLATERAL NO TRATAMENTO DO CANCER INFANTIL
  • Autores: Bruna Teixeira Marques; Isabela Coelho Guimaraes; Júlia Soares Schymura; Eduardo Namen Curry Feliciano; Caroline Machado Mendes dos Santos; Nathalia Del Duca de Miranda;
  • Instituiçao: ESCOLA DE MEDICINA SOUZA MARQUES

Introduçao: A Radioterapia utiliza a radiaçao ionizante no tratamento de tumores, atuando diretamente sobre componentes celulares, e aumentando radicais livres na área lesada, favorecendo o potencial lesivo desse método de tratamento.

Assim, uma reaçao tóxica gera lesoes às estruturas da orelha interna, afetando o sistema auditivo e/ou vestibular podendo levar à perda auditiva. Esse efeito colateral é muito mais pronunciado na combinaçao dessa terapia com a Quimioterapia à base de Cisplatina.

Portanto, pacientes em tratamento adjuvante apresentaram maior perda neurossensorial auditiva que aqueles em tratamento Radioterápico simples.

Porém, a técnica de radioterapia por intensidade modulada do feixe tornou possível a reduçao da radiaçao em regioes indesejadas, como o aparelho auditivo, levando a uma reduçao da ototoxicidade secundária a essa terapia.

Objetivo: Ressaltar a avaliaçao e a quantificaçao da ototoxicidade como efeito adverso e, a partir das mesmas, abordar a melhor conduta possível para os pacientes pediátricos.

Método: Este estudo constitui uma revisao de literatura, cujos artigos foram selecionados através de busca nos bancos de dados Scielo e Ebsco, a partir da fonte Medline, além dos periódicos da revista JCO. A pesquisa dos artigos foi realizada entre janeiro e julho de 2016.

Resultados: Por meio de estudos prévios se obteve o conhecimento de que a combinaçao da Radioterapia com a Quimioterapia à base de Cisplatina é um fator agravante para a ocorrência de uma perda neurossensorial auditiva, por mecanismos nao esclarecidos completamente. Além disso, foi observado que o aperfeiçoamento da Radioterapia, pela técnica de intensidade modulada do feixe, revelou uma reduçao significativa no número de casos de pacientes com tal efeito colateral. Conclusao: Ainda há uma certa dificuldade de avaliaçao desse efeito adverso. Por isso, torna-se necessário um maior estudo e o estabelecimento de parâmetros para uma análise mais detalhada do prejuízo auditivo que pacientes pediátricos submetidos à Radioterapia possam apresentar.

Contato: WIVIAN LOPES DO ESPIRITO SANTO – [email protected]

  1. TEMARIO: TUMORES COLORETAIS E CANAL ANAL CODIGO: 61908
  2. ABORDAGEM CIRURGICA CONSERVADORA EM CEC DE CANAL ANAL COM INVASAO GENITURINARIA – RELATO DE CASO
  3. Autores: Giancarlo Jorio Almeida; Edmar Lopes da Silva Neto; Carolina Caracas; Juliana Steffany de Souza; Igor Medeiros Burgos; Bruna Coelho Lacerda; Victor Hugo Pereira Gomes;
  4. Instituiçao: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Apresentaçao do caso:

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