Como alimentar um filhote de pássaro selvagem

Como Alimentar um Filhote de Pássaro Selvagem

Quando a primavera começa a chegar ao fim e o verão tem início, as altas temperaturas fazem com que os pássaros saltem de seus ninhos, mesmo que ainda não estejam prontos para voar. Existem outras razões pelas quais um pássaro pode saltar antes do ninho, como o ataque de um predador.

A maioria de nós já encontrou um passarinho quando estávamos andando na rua, levamos para casa e tentamos alimentá-lo com pão e água, ou mesmo com leite e biscoitos. Mas depois de alguns dias ele morreu. Essa triste situação já aconteceu com você?

Mesmo se nunca aconteceu, mas você quer estar preparado, preste atenção a este artigo do PeritoAnimal e você vai descobrir como alimentar um pássaro corretamente, o que fazer com um pássaro recém-nascido machucado ou o que fazer se você encontrar um pássaro perdido que não pode voar, entre outras situações.

O tempo que decorre desde a eclosão do ovo até a maturidade varia entre as diferentes espécies de aves. As menores geralmente amadurecem mais rápido e vão de pequenos filhotes recém-nascidos a jovens aventureiros em poucas semanas. Por outro lado, as aves de rapina ou espécies maiores permanecem no ninho com seus pais por vários meses.

Para atingir a maturidade sexual, no entanto, geralmente leva mais tempo. Em pequenas aves pode demorar entre um e dois anos, enquanto que as espécies de grande longevidade podem não se tornar sexualmente maduras por vários anos. O processo de maturação sexual é o mesmo em todos os casos.

Quando a cria sai dos ovos, ela pode ser altricial ou precocial:

  • Altricial: sem penas, olhos fechados, totalmente dependentes dos pais. São aves altriciais os canoras, beija-flores, corvos, etc.
  • Precocial: nascem com os olhos abertos, são capazes de andar quase que imediatamente. São aves precociais os patos, gansos, codornas, etc.

Durante os primeiros dias de vida após a eclosão, todos os pássaros precisam de muito cuidado de seus pais, incluindo as aves precociais. Os pais dão calor, proteção, comida ou os guiam para a comida e os defendem dos predadores.

No início, os filhotes comem várias vezes por hora. Os altriciais são desajeitados, fracos e não conseguem se mexer muito, para pedir comida eles abrem o bico.

À medida que crescem e se fortalecem, desenvolvem as primeiras penas.

Os filhotes precociais são desde o início mais independentes, podem caminhar ou nadar imediatamente, mas cansam-se facilmente e ficam muito mais perto de seus pais.

À medida que os pássaros altriciais crescem, eles desenvolvem as penas, vão abrindo os olhos e ficam maiores, ganham peso e podem se mover mais. No final, eles estão cobertos de penas, mas pode haver áreas sem penas, como a cabeça e o rosto. Ao mesmo tempo, as aves precociais tornam-se cada vez maiores e mais fortes e desenvolvem penas mais maduras.

Uma vez que os filhotes tenham atingido o tamanho adulto, várias coisas podem acontecer. Em algumas espécies, os jovens ficam com os pais até a próxima temporada de reprodução. Em outros casos, as famílias podem ficar juntas por toda a vida. Em outras espécies, os pais abandonam seus filhotes no momento em que são autossuficientes.

Como Alimentar um Filhote de Pássaro Selvagem

Quando encontramos um pássaro abandonado, a primeira coisa que queremos fazer é alimentá-lo, por isso, tentamos dar pão ou biscoitos molhados com água ou leite.

Ao fazer isso, estamos cometendo vários erros que causarão a morte do animal.

Tanto o pão quanto os biscoitos normalmente consumidos pelos seres humanos são alimentos ultra processados, ricos em açúcar e óleos refinados, que são prejudiciais à nossa saúde e mortais para as aves.

Misturar a comida com água não representa nenhum risco, muito pelo contrário, porque assim nos certificamos de que o animal está hidratado, mas o leite vai contra a natureza da ave, porque as aves não são mamíferos e os únicos animais que devem e podem tomar leite são os filhotes de mamíferos. As aves não possuem em seu sistema digestivo as enzimas necessárias para degradar o leite, o que provoca uma diarréia severa que mata o animal.

O que passarinho come depende da espécie dele. Cada espécie de ave tem uma alimentação específica, algumas são aves granívoras (que se alimentam de grãos), como os pintassilgos ou verdilhões, que têm um bico curto. Outras são aves insetívoras, como as andorinhas e andorinhões, que abrem muito a boca durante o vôo para capturar suas presas.

Outras aves têm um longo bico que lhes permite capturar peixes, como as garças. As aves com bico curvo e pontudo são carnívoras, como as aves de rapina, e por fim, os flamingos têm um bico curvo que lhes permite filtrar a água para pegar comida.

Existem muitos outros tipos de bicos relacionados a um determinado tipo de alimentação.

Com isso já sabemos que, dependendo do bico que a ave que encontramos tem, sua alimentação será diferente. No mercado podemos encontrar diferentes alimentos formulados especificamente para aves de acordo com suas características de alimentação e podemos encontrá-los em clínicas veterinárias de animais exóticos.

A coisa mais normal é pensar que, se encontramos um pássaro no chão, ele está abandonado e precisa de nossa proteção e cuidado, mas este nem sempre é o caso, e retira-lo do lugar onde o encontramos pode significar a morte do animal.

A primeira coisa que devemos fazer é verificar se ele não está ferido. Se for esse o caso, devemos rapidamente levá-lo para um centro de recuperação de vida selvagem, e se não soubermos de nenhum, podemos conversar com a polícia ambiental 0800 11 3560.

A aparência do pássaro que encontramos nos dirá sua idade aproximada e, de acordo com essa idade, o que de melhor podemos fazer. Se a ave que encontramos ainda não tiver penas e tiver olhos fechados, é um recém-nascido.

Nesse caso devemos procurar o ninho de onde ele poderia ter caído e deixá-lo lá. Se não encontrarmos o ninho, podemos construir um pequeno abrigo perto de onde o encontramos e esperar até que os pais venham.

Se depois de muito tempo eles não aparecerem, devemos chamar os agentes especializados.

Leia também:  Como aplicar o acolchoamento de solo nas hydrangeas

Se já tiver os olhos abertos e algumas penas, os passos a seguir serão os mesmos que no caso de um pássaro recém-nascido.

Por outro lado, se o pássaro tem todas as penas, anda e tenta voar, em princípio não devemos fazer nada pois estamos diante de um pássaro jovem.

Muitas espécies de aves, uma vez que saem do ninho, praticam no solo antes de voar, escondem-se em arbustos e os pais os ensinam a procurar comida, por isso nunca devemos pegá-los.

Se o animal estiver em um lugar potencialmente perigoso, podemos tentar colocá-lo em um lugar um pouco mais seguro, longe, por exemplo, do tráfego, mas perto de onde o encontramos. Vamos nos afastar dele, mas sempre observando-o de uma distância considerável para ver se os pais voltam para alimentá-lo.

Se você encontrar uma ave ferida, por exemplo um passarinho machucado por gato, deve sempre tentar levá-la a um centro de recuperação, onde eles oferecerão assistência veterinária e tentarão salvá-la.

Como Alimentar um Filhote de Pássaro Selvagem

Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Passarinho machucado – o que fazer?, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Primeiros socorros.

Como alimento um pássaro que encontrei na rua?

Se há uma coisa que está bem clara é que os amantes dos animais, na maioria dos casos, têm um grande coração. Estão dispostos a adotar um ser que só irá contribuir com ganhos emocionais, ainda que tenham que investir uma grande quantidade de tempo, dinheiro e esforços.

No entanto, quando recebemos seu amor e companhia, percebemos que acertamos em nossa escolha. Às vezes, chega de surpresa um novo membro para a nossa família, sem que tenhamos feito planos para isso.

Muitas pessoas, e muitas vezes, já encontraram na rua um pássaro e tiveram dúvidas em como deveriam o alimentá-lo se o levassem para a casa.

Neste artigo iremos lhe passar com detalhes esta informação.

Quando encontramos um pássaro necessitado

Como Alimentar um Filhote de Pássaro Selvagem

  • Em primeiro lugar, começamos por dizer que se você encontrar um filhote na rua que não pode voar, vale a pena que se arrisque a levá-lo para a sua casa.
  • Ainda que você possa não saber muito bem como cuidar dele, tenha claro que, se você não o fizer, o fim dele, de uma maneira ou de outra, será a morte.
  • Se o pássaro já for adulto, a opção de adotá-lo pode ser uma boa escolha, ainda mais se ele estiver ferido ou desorientado.

Já se um destes animais entrar por engano em sua casa e não souber como sair, a decisão é muito pessoal. Você deve considerar se ele estará melhor com você ou se será mais conveniente permitir que ele se vá.

A seguir veremos o que fazer, em detalhes, quando você encontrar um na rua e ele precisar de sua ajuda.

Como alimentar o pássaro encontrado

Como Alimentar um Filhote de Pássaro Selvagem

A primeira coisa que temos que fazer é nos assegurar de que o animal não perca o calor ou que o recupere se ele esfriou, sobretudo quando se trata de filhotes ou animais feridos. Se não o fizer, seguramente, o pássaro não sobreviverá.

O melhor é que o coloque em uma caixa de sapatos ou algo similar, com um pano como forro para que ele mantenha melhor a temperatura.

Se for inverno, coloque a caixa perto de uma fonte de calor, mas sempre com muito cuidado, porque, em excesso, poderia fazer mais mal do que bem. Você terá que ser paciente e trocar o pano com frequência, já que ele o sujará.

Ainda que tradicionalmente a opção mais empregada para alimentar a estas aves seja dar a elas migalhas de pão com água, não recomendamos isso.

É bem mais conveniente ir até uma loja de animais e comprar uma papinha especial ou, se for um pássaro adulto, será melhor que lhe forneça alpiste.

A papinha deve ser de uma textura adequada para que ao animal goste. Na própria embalagem encontrará o melhor modo de prepará-la.

É claro, não se trata de nada que seja muito complicado, mas é melhor seguir as instruções, para dar o ponto certo a ela. Essa espécie de mingau não tem que ficar líquida e nem muito espessa. O melhor é que seja cremoso.

Até aqui passamos a parte mais simples do processo. Agora é que a coisa se complica. Dependendo do estado em que se encontre a ave, ela comerá melhor ou pior.

Sua capacidade para persistir incidirá, em grande parte, nas possibilidades de sucesso. Mas é fundamental que ela se alimente.

Para dar-lhe de comer o melhor é que utilize uma seringa, sem agulha, é claro, mas para escolher o método, o melhor é você leve em conta sua logística e utilize aquilo que pareça mais prático para você.

Leve em conta também que você é um perfeito desconhecido para o pássaro, que ele estará assustado e que pode ser que desconfie de suas intenções. Por tudo isso, não é de se estranhar que, no começo, ele custe aceitar a comida.

Coloque como objetivo que, ao começar, a quantidade seja mínima. Dedique bastante tempo a esta tarefa e conseguirá. Uma vez estabelecida uma boa rotina, tudo fluirá facilmente.

Espere sempre que ele engula o que tem no papo antes de lhe introduzir mais comida. Se você não fizer isso, existe o risco de que duas coisas ocorram: ou que se afogue com o alimento ou que este se endureça no interior de sua boca.

De modo que você terá que ser paciente e se assegurar de que ele engula o alimento completamente.

Como nos primeiros dias ele comerá muito pouco, o melhor é que você lhe dê comida umas 5 vezes ao dia.

Pouco a pouco, tão logo ele venha a comer melhor, você poderá ir reduzindo esta quantidade. Alegre-se, chegará um momento em que ele o fará por si mesmo.

Leia também:  Como bloquear um programa pelo firewall do windows

Neste ponto, caberá a você decidir o que fazer com o seu novo animal de estimação.

Alimentar aves silvestres nas cidades prejudica espécies nativas, diz estudo

Como Alimentar um Filhote de Pássaro SelvagemDar pão ou grãos a pássaros pode perturbar equilíbrio entre espécies na cidade (Foto: Clóvis Cruvinel/Arquivo Pessoal)

Alimentar aves silvestres em centros urbanos, um hábito muito comum em todo o mundo, pode perturbar o frágil equilíbrio existente entre as espécies nativas e as invasoras, como as pombas, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (4).

A prática pode provocar a desnutrição de alguns pássaros, alterar a biodiversidade e contribuir para a transmissão de doenças aviárias, segundo pesquisa realizada durante 18 meses em 23 jardins residenciais em Auckland, Nova Zelândia.

Durante um ano e meio, em quase a metade destas residências, os proprietários distribuíram diariamente em seus jardins pedaços de pão e grãos, que é o alimento normalmente oferecido às aves. A outra metade não lhes deu nada.

Os cientistas concluíram que alimentar as aves afeta as espécies que são comuns nos jardins e que são insetívoras e frugívoras. Ao contrário, favorece as espécies não autóctones (não nativas) e que são onívoras.

Assim, nos jardins onde foi oferecido alimento, havia 2,4 vezes mais pardais e 3,6 vezes mais pombas do que espécies nativas, afirmaram os pesquisadores no estudo, publicado na Academia Americana de Ciências (PNAS).

Doenças Os ornitólogos destacaram em particular a diminuição de mais de 50% das felosas-das-figueiras (Sylvia borin) nos locais onde foi colocado alimento, em comparação com aqueles onde os proprietários não alimentaram as aves.

A presença deste alimento exógeno pode ter outras consequências, como o aumento da concorrência entre espécies nativas e invasoras para fazer seus ninhos. Além disso, a concentração de pássaros em locais onde o alimento é abundante aumenta o risco de doenças aviárias.

“Os resultados do estudo na Nova Zelândia são um passo importante para entender o impacto desta prática de alimentar aves silvestres e mostra a necessidade de se fazer estudos de longo prazo”, escreveram os ornitólogos.

Corvus corax

Este artigo ou seção está a ser traduzido Ajude e colabore com a tradução.
Corvo-comum
Estado de conservação
Classificação científica
Nome binomial
Distribuição geográfica
Pouco preocupante [1]
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Corvidae
Género: Corvus
Espécie: C. corax
Corvus corax(Linnaeus, 1758)
Mapa de distribuição

O corvo-comum (Corvus corax) é um pássaro da família Corvidae, um grande passeriforme encontrado em todo o hemisfério norte e a mais cosmopolita das espécies de corvídeos. Há pelo menos oito subespécies, com pouca variação na aparência, embora pesquisas recentes têm demonstrado diferenças genéticas significativas entre as populações de várias regiões. Ele é um dos dois maiores corvídeos, ao lado do Corvo-vulturino e é, possivelmente, a mais pesada ave passeriforme. Na maturidade, os corvos têm em média 63
 centímetros (25 polegadas) de comprimento e 1,2
 quilogramas (2 6 libra (massa)s) de peso. Corvos comuns podem viver até 21 anos em estado selvagem.[2]um tempo de vida excedido apenas por algumas espécies passeriformes australianas como pássaro cetim[3] e provavelmente pássaros-lira.

Os corvos comuns coexistem com humanos há milhares de anos e em algumas áreas têm sido tão numerosos que as pessoas têm considerado-os como pragas. Parte do sucesso da espécie é devido à sua dieta onívora. São extremamente versáteis e oportunistas em encontrar fontes de nutrição, alimentando-se de carniça, insetos, grãos de cereais, bagas, frutos, pequenos animais e resíduos alimentares.

Um dos talentos notáveis ​​é o da resolução de problemas, evidenciando que o corvo comum é extraordinariamente inteligente.[4]

Taxonomia

O Corvo foi uma das muitas espécies originalmente descritas por Linnaeus em seu trabalho do século XVIII, Systema Naturae, e ainda leva seu nome original de Corvus Corax.

[5] É uma espécie do gênero Corvus , derivado do latim para “Corvo”.

[6] O nome “corvo” foi aplicado a várias outras (geralmente grandes) espécies do género Corvus, que não são necessariamente relacionadas ao Corvus Corax.

Distribuição e Habitat

Os corvos comuns podem prosperar em climas variados.

Na verdade, esta espécie tem a maior distribuição entre qualquer outra ave do gênero,[7] e uma das maiores de qualquer passeriforme[8], podendo ser encontrada desde o Árctico até aos desertos do Norte de África passando por algumas ilhas do Pacífico, Ásia oriental e central, América do Norte e América Central.[9] Na Europa Central existe uma população bastante numerosa nos Alpes, embora seja comum um pouco por toda a Europa. Vive em quase todo o tipo de condições, à exceção das florestas tropicais. Geralmente preferem zonas pouco arborizadas ou bosques de arbustos. É ainda frequente em planícies, desertos, tundra pouco arborizada, florestas de montanhas e zonas costeiras. Prolifera com bastante facilidade em zonas com forte influência humana, tirando partido da abundância de alimentos inerente à atividade do homem.[10]

Reprodução

Ovos de Corvus corax

Estas aves vivem em acasalamento permanente, necessitando de um território bastante grande para se reproduzirem. Defendem o seu território da invasão de outros membros da espécie, nele permanecendo geralmente durante toda a sua vida. Antes da Primavera os machos dão início às suas exibições nupciais, caindo em voo picado desde grande altura. Em meados de fevereiro o casal começa a restaurar o ninho utilizado no ano anterior ou constrói um novo, caso este tenha sido destruído.

O ninho, situa-se normalmente em árvores bastante altas, em rochas ou em edifícios altos nas cidades. É construído cuidadosamente com ramos e revestido por dentro de penas e materiais de forma a poderem suportar as frias temperaturas.

A postura é de 3 a 7 ovos sendo a incubação assegurada exclusivamente pela fêmea durante os 20 a 21 dias que dura o período de choco. Os filhotes são alimentados por ambos os pais e abandonam o ninho com aproximadamente 30 a 42 dias de idade, mantendo-se junto da família até ao Outono. Durante aproximadamente um ano vagueiam, até que acasalam e se fixam num território para toda a vida.

Alimentação

Corvo a alimentar-se de uma toupeira morta.

Leia também:  Como aprender sozinho a tocar violão (com imagens)

O corvo-comum é uma ave omnívora caracterizada por um regime alimentar bastante variado. A sua dieta pode variar amplamente com a localização, temporada e serendipidade.[11] Com uma actividade necrófaga bastante importante, tem como componente principal da sua alimentação a carne de outros animais. Alimenta-se de de cadáveres de outros animais, de pequenos mamíferos, insectos, caracóis, lagartos, rãs, vermes e outros invertebrados. Fazem ainda parte da sua alimentação: frutas, cereais, bagas e resto de comida humana, em zonas urbanas. Procuram o alimento geralmente no chão, sendo quase sempre as primeiras aves a chegar junto dos cadáveres.

Comportamento

Os corvos comuns costumam viajar em pares acasalados, embora aves jovens podem formar bandos. As relações entre os corvos comuns são muitas vezes irascíveis, mas eles demonstram devoção considerável para suas famílias.[12]

Predação

Devido ao seu tamanho, sociabilidade e suas habilidades defensivas, o corvo comum tem poucos predadores naturais. Predadores de seus ovos incluem corujas, martas e outros corvos.[13]

Subespécies

  • C. corax corax
  • C. corax varius
  • C. corax tingitanus
  • C. corax canariensis
  • C. corax sardus
  • C. corax hispanus
  • C. corax laurencei
  • C. corax kamtschaticus
  • C. corax subcorax
  • C. corax principalis
  • C. corax tibetanus
  • C. corax sinuatus
  • C. corax clarionensis

Aspectos culturais

Representação de um corvo num selo feroês de 1995. O corvo é um animal muito importante na mitologia nórdica

Ao longo do tempo o corvo foi frequentemente tema popular na mitologia e no folclore. Em algumas tradições ocidentais, os corvos foram considerados aves de mau augúrio e morte, por causa do simbolismo negativo de sua plumagem negra e consumo de carniça. Mas também receberam o estatuto de ajudantes dos homens.

Na Bíblia, em Genésis, Noé soltou um corvo para ver a descida das águas após o Dilúvio. No Primeiro Livro dos Reis, os corvos traziam, por ordem de Deus, alimento (pão e carne) para o profeta Elias, quando este teve de se esconder junto ao riacho de Carit. Além disso, há versículos que usam a imagem do corvo como exemplo de impureza e maldade.

É uma das atribuições a São Bento de Núrsia, segurando um pão no bico. Conta-se que ofereceram um pão envenenado a São Bento, mas este sabendo das más intenções, ordenou a um corvo que frequentava o mosteiro para que levasse o pão para bem longe onde ninguém o pudesse encontrar.

Também aparece nas representações de Santo Expedito que segundo se conta, o demônio apareceu sob a forma de um corvo e gritou cras! cras! (amanhã! amanhã!) para adiar a conversão de Expedito ao cristianismo, mas este pisou o pássaro dizendo hodie! (hoje!).

Brasão de Lisboa

Em Portugal, existe uma lenda dos corvos de São Vicente que inspira o Brasão de Lisboa, a capital do país.

Na Literatura

  • É protagonista da fábula A Raposa e o Corvo, escrito por Esopo.
  • William Shakespeare menciona o corvo mais frequentemente do que qualquer outra ave em suas obras Otelo e Macbeth.
  • Edgar Allan Poe descreveu o corvo como mensageiro sobrenatural no seu poema The Raven.
  • Miguel Torga escreveu Vicente, onde conta como o corvo Vicente foge da Arca de Noé.
  • Os Sete Corvos é um conto de fadas compilado no livro Contos para a infância e para o lar, dos Irmãos Grimm.
  • Nas Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, os corvos são usados pelos mestres como meios de comunicação à distância. Os corvos negros empregam-se normalmente enquanto os corvos brancos enviam mensagens especiais. O Lord Comandante Jeor Mormont tem um corvo ao ombro.
  • Na série literária Harry Potter, a casa Corvinal (Ravenclaw) significa “Garra de Corvo”, embora o símbolo seja uma águia.
  • Está presente em vários livros de Joan Aiken.
  • No universo de fantasia criado pela autora Leigh Bardugo, o Grishaverse, o animal também é bastante mencionado, sendo usado para representar os personagens principais de um de seus livros, Six of Crows, sendo traduzido como “os seis dos corvos”.

Cinema e TV

  • Na Disney, um corvo assiste ao envenenamento da maçã orquestrado pela Rainha Má, em Branca de Neve e os Sete Anões.

Também aparece acompanhando Malévola, em A Bela Adormecida. Em 2014, um filme antagónico retrata como Diaval oferece lealdade a Malévola depois de esta o ter salvo de ser caçado por cães.

Ainda aparecem 5 corvos que ajudam Dumbo a voar.

  • No filme Os Pássaros, os corvos não faltam entre as várias espécies de aves que aterrorizam as pessoas. Algumas fotos do director Alfred Hitchcock com corvos são populares.
  • Rudi é um personagem do seriado infantil alemão Siebenstein.

Referências

  1. ↑ BirdLife International (2012). «'Corvus corax'». Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas da UICN 2013.2 (em inglês). ISSN 2307-8235. Consultado em 26 de Novembro de 2013 
  2. ↑ Wasser, D. E.; Sherman, P.W. (2010). «longevidade aviária e sua interpretação sob teorias evolutivas de senescência». Journal of Zoology. 280 (2): 103–155. doi:10.1111/j.1469-7998.2009.00671.x 
  3. ↑ Australian Bird and Bat Banding Scheme Pássaro cetim
  4. ↑ Jones, Noragh (1995). Power of Raven, Wisdom of Serpent. [S.l.]: Floris Books. ISBN 0-940262-66-5 
  5. ↑ (em latim) Linnaeus, Carl (1758). Systema naturae per regna tria naturae, secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis. Tomus I. Editio decima, reformata. [S.l.]: Holmiae. (Laurentii Salvii). p. 105. C. ater, dorso caerulescente, cauda subrotundata. 
  6. ↑ Simpson, D. P. (1979). Cassell's Latin Dictionary 5 ed. London: Cassell Ltd. p. 155. ISBN 0-304-52257-0 
  7. ↑ Madge, Steve (1999) [1994]. Crows and jays : a guide to the crows, jays and magpies of the world. Col: Helm Identification Guides. London: Christopher Helm. ISBN 0-7136-3999-7 
  8. ↑ Audubon Society of Portland (2012). «Common Raven». Audubon Society. Consultado em 6 de novembro de 2012 
  9. ↑ Vere Benson, S. (1972). The Observer's Book of Birds. London: Frederick Warne & Co. Ltd. ISBN 0-7232-1513-8 
  10. ↑ Ewins, P. J.; Dymond, J. N.; Marquiss, M. (1986). «The distribution, breeding and diet of Ravens Corvus corax in Shetland». Bird Study. 33 (2). 110 páginas. doi:10.1080/00063658609476906 
  11. ↑ Nogales, Manuel; Elizabeth C. Hernández (1997). Journal of Field Ornithology (PDF)

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*