Como alimentar gatinhos: 14 passos (com imagens)

Como Alimentar Gatinhos: 14 Passos (com Imagens)

Como Alimentar Gatinhos: 14 Passos (com Imagens)

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Sem qualquer dúvida, a pergunta “como introduzir um novo gato em casa?” é das mais comuns entre tutores de gatos. Nós sabemos o quanto é difícil nos adotarmos apenas um gatinho, seja porque amamos os gatos demasiado, porque queremos uma nova companhia para o nosso peludinho de bigodes ou porque encontramos um gatinho abandonado na rua e queremos dar um novo lar, família e amor para ele.

Infelizmente, a introdução de um novo gato numa casa onde já existe um felino, não é assim tão fácil! A introdução de um novo gato em casa pode ser muito estressante tanto para o novo gato como para o gato antigo.

Muitas pessoas optam pela técnica de os colocar juntos e simplesmente “esperar para ver” mas são raros os casos em que isso resulta. O mais provável é que os dois gatos fiquem bastante nervosos e ansiosos, sofrendo muito com isso! Os níveis elevados de estresse e ansiedade aumentam a probabilidade de agressões entre eles.

Por esse motivo, o PeritoAnimal criou este artigo com tudo o que você precisa saber sobre como acostumar um gato com outro filhote.

Passos a seguir:

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Existem várias etapas que você deve seguir para introduzir um novo gato na família de modo a que os dois gatos não apenas se tolerem, mas sim, se tornem melhores amigos. Acima de tudo você precisa ter muita paciência! Você jamais poderá forçar os dois gatos a estarem juntos, pois se o fizer, o mais provável é que eles partam para a agressão.

Você deve relembrar que os gatos não gostam de mudanças nas rotinas deles e são animais muito territoriais.

Este será um processo demorado mas que se for feito como descrevemos será recompensador quando no final os seus dois gatinhos forem melhores dormirem juntos e passarem horas a fio brincando.

Independentemente da idade do novo gato, seja ele um filhote ou adulto, o processo é semelhante. Vamos explicar-lhe passo a passo o que você deve fazer!

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Mesmo antes da chegada do novo gato a casa, você pode iniciar o processo de adaptação. Compre feromonas sintéticas em difusor (por exemplo Feliway) para colocar numa tomada de um cômodo da casa. Esse cômodo será para o novo gato e o gato antigo não poderá ter acesso a ele (por enquanto).

Prepare tudo o necessário para que o novo gato tenha um espaço só dele. Caixa de areia adequada, água, comida, caminha, brinquedos e arranhadores. Este espaço será como um mosteiro para o novo gatinho, onde nada nem ninguém o irá incomodar. A sensação de segurança é essencial para o processo de adaptação do gato à nova casa.

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Coloque o novo membro da família no mosteiro que preparou especialmente para ele. Você não deve de maneira nenhuma deixar que o gato antigo entre nesse espaço.

Por enquanto, cada um deles deverá ter o seu próprio espaço. Todos os gatos da casa sabem que não vivem ali sozinhos, pelo olfato. O cheiro já é suficientemente assustador para eles.

Por esse motivo, é importante que no início esse seja a única coisa que sentem do outro gato, o cheiro.

Se você vir que os gatos ficam cada um de um lado da porta do quarto bufando ou rosnando, não ralhe com eles. Tente distrair os gatos, tirá-los desse local. Brinque muito com eles e acalme-os! Você deve relembrar que o mais importante de tudo é que os gatos estejam relaxados.

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Depois de devidamente alojados os gatinhos, no espaço que por enquanto lhes pertence, é hora de você mostrar para eles que esta mudança traz coisas positivas! Você deve relembrar a importância do reforço positivo nos gatos essencial no adestramento deles.

Uma excelente ideia para aproximar os gatos, ainda com eles separados, depois de dois ou três dias em que cada um tem o seu espaço, é colocar o pote de comida de cada um deles próximo da porta que os separa.

Desse modo, eles vão se aproximar para se alimentar e começam se habituando à presença um do outro. A distância da porta deve ser a suficiente para os gatos estarem confortáveis.

Se um dos gatos começar a bufar ou a eriçar os pelos, você deve afastar o pote da porta até ele estar confortável.

Cada dia que passe, aproxime um pouco os potes de comida da porta, até ao momento em que os dois potes estão colados à porta. Você não se pode esquecer que em momento algum pode abrir a porta. Um pequeno descuido pode ser o suficiente para voltar ao início todo o processo de adaptação.

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O olfato é a forma pela qual os gatos se conhecem. Os feromônios que eles libertam são o principal método de comunicação entre os felinos.

Para que os seus gatos se habituem e conheçam o cheiro um do outro antes de se conhecerem pessoalmente, você deve colocar um objeto de cada um deles no espaço do outro.

Você pode também optar por esfregar levemente no gato uma toalha ou pano quando ele estiver calmo e tranquilo. Passe na região das bochechas, por onde eles liberam mais feromônios.

O mais importante é fazer isso quando o gato está calmo, desse modo ele vai transmitir essa calma ao outro felino quando ele cheirar a toalha com os feromônios.

Agora é só colocar a toalha perto do outro gato e observar atentamente o comportamento dele. Se ele simplesmente cheirar e não fizer nada, recompense ele! É muito bom sinal ele não bufar nem mostrar outros sinais de agressividade.

Brinque com o seu felino perto da toalha e recompense sempre que ele alinhar nas brincadeiras. É muito importante associar coisas positivas à presença do cheiro do outro gato.

Assim, o gato vai associar o outro felino a momentos positivos.

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Depois de todos os gatos estarem habituados aos cheiros uns dos outros, é hora de trocar eles de local. Comece por colocar o ou os (se tiver mais gatos) antigos moradores num cômodo e feche-os por um momento lá. Agora solte o novo gatinho pela casa.

Abra a porta do cômodo dele e deixe ele andar livremente pela casa. Pode acontecer que ele não queira sair do quarto imediatamente: não force ele! Volte a tentar outro dia e as vezes que forem precisas até o novo gatinho se sentir confortável em toda a casa.

Sempre que ele se comportar bem, relembre de reforçar positivamente com comida e carinho!

Caso em algum momento o gato começar estressando, coloque ele no antigo “mosteiro” dele até que ele se acalme e relaxe.

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Quando o novo gato estiver totalmente à vontade pela casa, sem o antigo morador por perto, feche ele num cômodo e vá buscar o antigo morador para ele poder explorar o cômodo que era o mosteiro do seu novo gatinho.

Se ele não estiver colaborando e se estressando não force! Pode repetir as tentativas as vezes que forem precisas! Você deve relembrar o antigo ditado popular “a pressa é inimiga da perfeição“. A introdução de um novo gato em casa não tem uma ciência exata.

Cada gato tem o seu ritmo de adaptação a novas situações e é importante que você respeite o ritmo e limites de cada um dos seus gatos. Adapte sempre o ritmo e as sessões de adestramento ao gato mais tímido e mais nervoso.

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Quando os gatos já estão totalmente confortáveis e tranquilos no ambiente um do outro, é o momento de os apresentar! Este momento é muito importante e você deve ter muito cuidado e atenção para evitar qualquer situação que desencadeie agressividade entre eles.

Existem diferentes opções para eles se olharem pela primeira vez.

Se tiver uma zona com um vidro ou janela pelo meio, é uma boa opção! Outra possibilidade seria colocar o novo gato no mosteiro dele e fazer a sessão de alimentação como as que lhe explicamos antes mas com a porta ligeiramente aberta para eles poderem olhar um para o outro. Se eles estiverem tranquilos você pode usar um brinquedo do gênero de varinha para eles brincarem e associarem momentos de brincadeira um ao outro.

Caso o novo gatinho seja um filhote, colocar ele dentro de uma transportadora para o antigo morador se aproximar pode ser uma boa alternativa também!

Se algum dos felinos estressar ou ficar agressivo, jogue um petisco ou brinquedo para longe para ele se distrair e separe os gatos. Como já referimos, alguns animais demoram mais tempo a aceitar os outros e você pode sempre tentar de novo amanhã! O importante é não deitar tudo a perder por querer fazer as coisas mais rápido do que o ritmo dos seus gatos.

Quando os gatos já não demonstram nenhuma agressividade ou desconforto em relação ao outro, PARABÉNS! Você já conseguiu que eles se tolerem! Agora pode deixar eles se conhecerem e estarem juntos mas com cautela. Vigie a interação deles nos primeiros dois ou três dias de total liberdade. Mantenha petiscos e brinquedos por perto caso algum gato fique agressivo e você precise distrair ele!

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Imagem: catser.com

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Se você tem dois gatos que foram mal introduzidos e até hoje não se dão bem…

existe esperança! O nosso conselho é fazer exatamente este processo com eles, colocando o gato mais recente num “mosteiro” para ele e seguir passo a passo este processo.

Quem sabe se com estas dicas você não consegue reaproximar os seus gatos, nem que seja para que eles se tolerarem sem brigar e a paz voltar para sua casa!

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Se deseja ler mais artigos parecidos a Como acostumar um gato com outro filhote ????, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Educação básica.

Introdução, Reintrodução e Adaptação de Gatos: passo-a-passo comentado

Como introduzir gatos? Essa é uma questão bastante frequente, até para tutores mais experientes… No entanto, na maioria das vezes, a dúvida só aparece mesmo quando o caos já está instalado em casa hahaha! Seja para um gatinho “planejado”, seja para um que chegou de repente, para cumprir o ritual de introdução, reintrodução e adaptação de gatos só tem um segredo: seguir as regras e o ritmo deles!

Como Alimentar Gatinhos: 14 Passos (com Imagens)

  • #1
  • Nos processos de introdução, reintrodução e adaptação de gatos, cada etapa do passo a passo tem um objetivo e uma explicação. 
  • #2

Os passos essenciais para o ritual de introdução, reintrodução e adaptação de gatos são: 1° Isolamento ou Quarentena, 2° Estímulos Olfativos, 3° Exercícios de Convivência através da porta e 4° Exercícios em conjunto. Saiba aqui como e porquê!

#3

Mantenha sempre em dia as visitas ao veterinário! Somente ele poderá atestar que os gatinhos tem condições de saúde para conviver juntos. Além disso, comunique ao profissional toda e qualquer mudança brusca de comportamento em seus gatinhos durante o processo de adaptação.

O momento da chegada de um novo gato em casa é sempre delicado para os gatinhos envolvidos.

Se nosso gatinho pudesse falar, muito provavelmente estaria nos perguntando: “será que tenho algo a temer? Será que tenho que proteger minha comida e meu território? Será que eu vou ser expulso daqui ou terei que expulsar esse intruso antes?”.

Certamente, se deixarmos a cargo dele, a resposta será alguma atitude defensiva, em forma de ataque ou de retração. Já o gatinho que está chegando nos pediria para não o deixar perto daquele gato que parece ser o dono de tudo ali.

Um gato assustado tanto pode partir para cima do que ele acredita ser seu novo oponente, quanto pode ficar com medo e se esconder.

Em casos mais graves, tanto podem ficar extremamente agressivos, como podem entrar num ciclo depressivo, desenvolvendo tiques e manias ou até mesmo deixando de se alimentar, o que pode ser extremamente perigoso.

Por isso, já sabemos que esse nosso velho hábito de apresentar gatos de uma vez, sem cumprir esse ritual de introdução, é algo a se deixar no passado, de uma vez por todas. O que buscamos aqui é um processo saudável e harmonioso.

Nos processos de introdução, reintrodução e adaptação de gatos, cada etapa do passo a passo tem um objetivo e uma explicação.

Não é frescura e nem exagero! Cumprir esses pequenos passos faz uma enorme diferença na qualidade de vida dos nossos gatos.

Tutela responsável significa entender que o bem estar físico e psicológico dos nossos bichinhos depende diretamente das nossas ações e nosso comprometimento com o que já sabemos que é certo.

Vocês vão ver que as técnicas são, na verdade, bem simples. A duração vai depender de vários fatores: o estado de saúde do gatinho novo, a personalidade e a idade de cada gato envolvido no processo.

Em geral, filhotes são mais fáceis de adaptar tanto ao ambiente quanto ao(s) gato(s) residentes e vice-versa, mas não é uma regra. No caso das minhas gatinhas Totí e Irá, não foi assim.

Uma prova de que cada caso é um caso e a precaução é sempre a melhor postura que podemos ter ao introduzir gatos!

Outra coisa importante a salientar é que, ao contrário de muita gente, os gatos podem ter a capacidade de “resetar” suas relações rs.

Tudo vai depender, é claro, de como as primeiras impressões serão retrabalhadas! Ou seja, se os erros persistirem, eles nunca irão ceder seus espaços ou sempre estarão fugindo, amedrontados… Como cabe a nós a responsabilidade de balizar esses sentimentos e reações, devemos separar todo mundo e utilizar as técnicas para adaptação, como se fossemos reapresentá-los de novo. É um método que pode dar bastante certo!

Como Alimentar Gatinhos: 14 Passos (com Imagens)Irá observando Totí em quarentena

Felizmente os últimos anos têm sido bem produtivos nesse nosso mundo de “pais e mães” de gatos, e os comportamentalistas já desenvolveram diversas técnicas, assessórios e ferramentas e puderam comprovar sua eficiência (ou não).

Não podemos nunca esquecer que cada situação envolve um número enorme de variáveis, que vão desde a personalidade individual de cada gato ao ambiente onde estão convivendo, e cada detalhe deverá ser observado e levado em consideração.

É uma “receitinha de bolo”, mas também não é nenhuma fórmula mágica! O que vai funcionar em seu caso terá sempre uma combinação, duração e dosagem diferente do que foi no meu, por exemplo.

Então, vamos observando os pontos em comum entre os gatos, relacionados ao comportamento instintivo dos felinos, e combinamos as informações pessoais de cada caso.

Não deixa de ser também um processo de tentativa e erro! Tudo que você fizer, deverá observar com detalhes as reações de curto e médio prazo de cada exercício escolhido. E que o que vai definir o sucesso da sua operação é a chegada da paz e da harmonia, mesmo que seja cada um no seu quadrado!

Como Alimentar Gatinhos: 14 Passos (com Imagens)Irá e Totí: respeito em construção

Tem gente que consegue passar por isso tudo em uma semana, tem gente que em dois dias já está vivendo no paraíso dos gatinhos enroladinhos, tem gente que passa semanas estagnadas em um ponto do processo, ou meses avançando e recuando… A grande maioria dos casos de adaptação se dá mesmo num período de aproximadamente 15 dias e nesses casos realmente não são necessários tantos ajustes e pormenores. Vamos avançando rapidamente e os gatinhos passam por tudo como “seu mestre mandou”!

E antes que vocês fiquem cansados com tanta explicação, vamos para mais explicações hehehe Querem saber quais passos são esses e o porquê de cada um deles? Sigam-me os bons! rs

1° Passo: Isolamento ou Quarentena

O isolamento serve não só para poupar a saúde de todos os gatos de eventuais doenças e condições que podem ser contagiosas entre felinos, como para fazer pós-operatório de castração e, principalmente, para começar o ritual da introdução, reintrodução e adaptação de gatos.

Este será o momento do novo gatinho se ambientar, conhecer as pessoas, os cheiros, a rotina diária, enquanto o nosso gatinho residente começa a se acostumar com a ideia de ter um novo gato em seu território. Isole os gatos uns dos outros durante o tempo necessário e não tenha pressa.

Nosso objetivo com isso é acalmar os ânimos e tornar a “novidade” uma coisa boa na vida dos gatinhos envolvidos. Quanto mais tempo eles estão isolados uns dos outros, mais provável que você tenha sucesso nas próximas etapas e maiores as chances de que tudo corra muito bem entre eles.

Portanto, nunca deixe de fazer o isolamento inicial!

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No caso de gatinhos que já foram apresentados e seguem brigando, o procedimento será exatamente o mesmo. Separamos o gatinho que não foi bem introduzido, para que todos possam passar a compreender de forma diferente a presença do outro na casa.

Prepare um cômodo para ser usado como um lugar seguro para o gatinho a ser (re)apresentado. Este recinto pode ser qualquer cômodo que possa ser fechado.

Coloque uma caixa de areia, comida, água, esconderijos e brinquedos… Você pode usar a própria caixa de transporte que trouxe o gatinho para que ele possa usar como toca, pode colocar arranhador, ter locais para escaladas… O que você puder prover para enriquecer o ambiente irá ajudar a manter o novo gatinho ocupado, estimulando atividades físicas e mentais. Certifique-se de que todos os gatos estão recebendo muita atenção e carinho, para criar um clima de amor e confiança para todos.

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  1. Kalki interagindo com Durga pela janela do quartinho da quarentena na casa do Tio Beco, que já recebeu vários gatinhos temporários.
  2. Em nosso próximo post, falaremos mais sobre a importância da quarentena nos processos de introdução, reintrodução e adaptação de gatos, com dicas e informações legais.
  3. 2° Passo: Estimular o olfato
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Passado o primeiro momento da chegada, com o novo gatinho instalado e calmo em seu recinto e com os gatinhos de casa curiosos com a novidade, é hora de começar a exercitar os sentidos. O mais importante sentido é o olfato, portanto, vamos começar por ele!

Os gatos se comunicam utilizando expressões faciais e posturais, vocalizações, mas, principalmente, através das marcações.

Gatinhos marcam os ambientes de várias maneiras diferentes: arranhando, urinando (“spraying”), esfregando o rosto… Vão deixando rastros químicos, “avisando” aos outros gatos de sua presença e recebendo outros “avisos”.

É uma forma segura de se comunicar e avaliar a sua situação dentro do ambiente em relação aos outros gatos (aproximação ou distanciamento). Então, a ideia é estimular a troca de “mensagens” positivas entre os gatos através do reconhecimento dos odores e também dos seus feromônios naturais.

Feromônios são substâncias químicas secretadas por glândulas ou excretadas nas fezes ou urina e que causam respostas fisiológicas e comportamentais em animais da mesma espécie. Elas são captadas pelo sistema olfatório acessório e processadas no sistema límbico (estruturas cerebrais relacionadas aos comportamentos emocionais).

Os gatinhos têm inúmeros feromônios diferentes em seu corpo e os cientistas conseguiram identificar alguns deles e descrever suas funções.

Dentre eles, os feromônios faciais, que são excretados por glândulas localizadas ao longo dos lados da boca, no queixo, bochechas e na testa. Estes feromônios comunicam sinais ligados ao conforto e familiaridade com o espaço e os indivíduos.

Assim também funcionam os feromônios produzidos nas glândulas presentes nos coxins plantares (almofadinhas) e na pele da região entre os dedinhos

14 regras para conviver com um gato (ou com dois) e serem todos felizes

Como Alimentar Gatinhos: 14 Passos (com Imagens)James Mason, protagonista de Lolita (Stanley Kubrick, 1962) posa com um gato siamês.Getty Images

Os gatos são os reis absolutos da indolência: sua gama de expressões consiste em estar com os olhos fechados, semicerrados e totalmente abertos. E mesmo assim se tornaram os reis dos memes na Internet, uma referência para expressar qualquer tipo de sentimento em qualquer contexto. Se isso não explica a fascinação que provocam, não sabemos o que explicaria. Conviver com um gato é uma aventura apaixonante e um aprendizado contínuo (muito diferente da convivência com um cachorro). Porém, existem algumas regras que podem se aplicar a qualquer relação saudável no século XXI: me deixe dormir e te deixarei dormir.

Pedimos a alguns ilustres companheiros de casa de um gato (ou mais) e a uma veterinária especialista na área que nos ajudassem a elaborar um guia para entender esse animal que convive conosco há 9 mil anos e cuja população domesticada é de cerca de 22 milhões no Brasil (segundo dados do IBGE)… E infinito no Tumblr.

Isso parece óbvio. Conhecemos as diferenças desde pequenos, graças aos livros e desenhos, porém muitas pessoas que decidem morar com um gato continuam esperando dele comportamentos de um cão fiel. O ilustrador Puño (vulgo David Peña, Madrid, 1978), autêntico filósofo da causa felina em seu tempo livre, explica.

“O cachorro é um lobo que se aproximou de nossas fogueiras de caçadores, e que domesticamos a pauladas, por isso aceita bem os gritos e a dominação. O gato, por sua vez, se aproximou, por vontade própria, dos celeiros que construímos no deserto, atraídos pelos roedores que se acumulavam neles.

Por isso, sentem curiosidade natural pelos humanos e se chateiam para sempre se são castigados, ouvem gritos ou apanham, mesmo que de levinho”.

Você não tem um gato, mora com um. Realmente, quase seria possível dizer que ele permite que você more ali e que, sabe-se lá por que razão, foi com a sua cara.

“Os gatos são animais territoriais por definição”, explica Adriana Mármol, veterinária da Triavet, clínica cat friendly (certificado outorgado pela International Society of Feline Medicine às clínicas que cumprem certos requisitos de atendimento aos gatos) situada em Barcelona.

“Um gato entende por seu território aquele lugar no qual estão os recursos de que necessita para satisfazer suas necessidades básicas e expressar-se como gato. E entende que seu território é dele, ponto”.

Os gatos são, portanto, uma suave bola de pelo com ferrenhos princípios liberais no que concerne à propriedade privada. Não lhes prive de sua esquina favorita da casa, ainda que essa esquina seja você mesmo.

“Quando escrevo em meu computador, meu gato Orson se recosta sobre meus punhos e dorme profundamente”, explica Nerea Pérez de las Heras, jornalista e autora do espetáculo Feminismo para idiotas.

“Como não quero interromper seu sono, continuo escrevendo apesar das dores musculares. Graças a Orson sou uma pessoa muito disciplinada, que acabará com próteses nas articulações dos pulsos.

Certeza que Karl Ove Knausgård tem gato e não quer acordá-lo.”

Os gatos são independentes, mas têm uma qualidade da qual carecem aqueles casos de uma noite só que nunca ligaram de novo: sempre vão querer dormir de novo em nossa cama.

“Se realmente nos incomoda que o gato suba na cama à noite e nos acorde, precisamos deixar claro que para o animal a casa é suficiente, e impedir seu acesso ao quarto”, afirma Mármol. “Se o deixamos entrar, é muito provável que suba conosco procurando a comodidade da cama e nosso contato.

E quando um dia não quisermos que durma conosco e fecharmos a porta, virão os problemas: tentará entrar de toda forma, arranhando a porta e vocalizando”.

A jornalista e escritora Nerea Pérez faz isso todas as noites com Orson, um dos gatos com os quais compartilha a casa (a outra se chama Parda). “O costume de Orson que mais gosto é que dorme comigo, coberto e com a cabeça no travesseiro, como um mocinho.

Quando durmo acompanhada, o que ultimamente é quase nunca, ele reclama seu lugar e tanto faz quem apareça em sua frente.” Segundo estudos publicados, entre outros, pelo Animal Behaviour College, dois terços das pessoas que moram com gatos dormem com eles.

O encanto de tudo isso não precisa de explicação: uma criatura pequena, peluda e suave que ronrona no escuro. Entre as vantagens estão que acalma o estresse do dia e ajuda a conciliar o sono.

Entre os inconvenientes, que seu ciclo de sono é muito diferente do nosso e seus passeios noturnos podem nos despertar.

Mas não precisa fazer cenas típicas de amante codependente toda vez que você chega em casa para demonstrar, como fazem os cachorros. “Acredita-se que não expressam seu amor para conosco ou o fazem pouco, mas não é verdade”, explica o ilustrador Puño.

“Simplesmente usam outro código, o dos caçadores noturnos, o dos seres ágeis e furtivos. Uma piscada significa ‘confio em você’; uma piscada mais longa, ‘gosto de você’.

Se alguém entra na casa e seu gato não se lança em seus braços, costuma ver isso como sinal de desprezo, mas é possível que o felino tenha corrido para arranhar seu lugar favorito, pois é assim que demonstra a alegria do encontro”.

Qualquer pessoa que tenha decidido viver com dois gatos vai te contar como isso é fantástico, dois minutos depois de te conhecer. “É preciso ter pelo menos dois gatos”, opina o ilustrador espanhol Puño. “São animais sociais e precisam de semelhantes.

” No entanto, para a veterinária Adriana Mármol o termo “precisar” não é o mais adequado. “Não podemos interpretar que é imprescindível para um gato a companhia de outro. Se o gato tem suas necessidades básicas atendidas, pode viver feliz sem a companhia de outros.

Se você quiser ter outro gato, ótimo, mas deve-se tomar uma série de medidas para uma apresentação adequada, com a supervisão de um veterinário especializado”.

A veterinária considera que a situação ideal para quem quiser conviver com uma dupla é adotar dois gatos irmãos “e que cresçam juntos desde o início”.

Andar com pelos na roupa pode parecer incômodo e antiestético, mas ao mesmo tempo faz com que aqueles que desenvolvem uma feliz existência compartilhada com um gato se reconheçam entre si e se olhem como cúmplices. O colega de casa de um gato rapidamente se dá conta de que há uma série de apetrechos que antes pareciam inúteis mas agora são imprescindíveis:

A) Um aspirador de pó. E um bom e potente, que não esteja em oferta. É um investimento que vale a pena.

B) Rolinhos tira-pelos com fita adesiva. Apresento a você seu novo melhor amigo. A má notícia é que se pode gastar um ou dois na semana, a boa é que são realmente econômicos. Experimente comprar em vários lugares diferentes, onde não são caros. E experimente não só na roupa: são ótimos para o sofá também.

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C) Um pente potente com dentes de aço para o gato, como o Furminator ou alguns dos modelos parecidos e mais econômicos vendidos em lojas de animais. Tira o pelo morto do amiguinho, massageia como os melhores spas e também serve (atenção, truque) para eliminar os pelos que ficam pelo sofá ou almofadas.

Há um grande debate entre os que vivem com gatos: a comida úmida é boa? Podemos dar a eles todo dia? “Precisamos levar em conta a condição corporal de nosso gato e seu estado de saúde na hora de lhe dar alimentos extras”, explica a veterinária Adriana Mármol.

“Se o gato está sadio, não deveria ter nenhum problema dar a ele todo dia um pouco de comida úmida ou um prêmio. Além disso, está comprovado que comida úmida é benéfica para seu trato urinário, já que contém alta porcentagem de água.

Mas desde que a marca escolhida seja de boa qualidade e bem equilibrada nutricionalmente.”

São os carregadores do MacBook, que custam 600 reais. Há menus de degustação mais baratos nos restaurantes mais estrelados do guia Michelin. Tente manter todos os apetrechos com cabos pelos quais você nutre um certo afeto guardados em uma gaveta ou escondidos em um organizador de cabos.

Um gato de rua tem uma expectativa de vida de entre 3 e 6 anos. Aquele que vive em um lar tem uma expectativa de vida de cerca de 12 anos. O ator Fran Boira, que interpretou o personagem mais complexo do (já complexo) A má educação (Pedro Almodóvar, 2004) cuidou tão bem da gata Olivia que ela acabou de fazer 19 anos.

“Sempre foi fácil cuidar da Olivia”, diz ele. “Foi quando era jovem e é agora que fez 19 anos. A única diferença é que se eu sempre fui atencioso com ela, agora tenho de ser mais.

Ela só tem um problema importante: é preciso ajudar seus rins a trabalhar corretamente, então é necessário dar-lhe medicação diária, uma dieta específica, e ficar atento a tudo que come e bebe.”

“Os momentos mais difíceis que vivi com meus gatos”, recorda a jornalista Nerea Perez, “ocorreram quando eles ficaram doentes e tive de lhes dar medicamentos.” “Os laboratórios veterinários, que são empresas com um senso perverso de humor, fazem as drogas em formato de comprimido com algo como dez centímetros de diâmetro.” Laboratórios que nos leem: Tome nota dessa sugestão.

A explicação para isso é muito simples: “Quanto maior a altura, mais tempo o gato tem de se reposicionar no ar e cair na melhor posição possível, tornando as lesões menos severas”, explica a veterinária.

“Mas melhor não brincar: se moramos em andares altos e nosso gato gosta de espreitar na varanda, será sempre melhor tomar precauções para evitar acidentes.” Quais são as precauções? Redes para gatos, por exemplo.

Deixe a brisa suave da janela aberta ser um prazer, não um perigo.

“Há muitos estudos sobre o ronronar dos gatos e hoje ainda não são completamente claros alguns aspectos dele”, assegura Mármol.

“O que é comprovado é que fazem em certas situações, como quando pequenos ao serem amamentados pela mãe, ou quando nós os acariciamos.

Mas um gato não ronrona só no contexto do bem-estar: eles podem fazer quando estão doentes ou machucados, e há várias teorias que tentam explicar o porquê.”

Nem gato, nem outro animal.

Centenas de gatos corajosos, simpáticos e solitários no mundo que vivem em associações e abrigos (atendidos pelos recursos finitos de seus voluntários) matariam para dormir em sua cama, reestofar seu sofá com seus lindos pelos, ronronar em seu colo e decorar as fotos do seu Instagram até quintuplicar seu número de seguidores. É um prazer que Fran Boira resume perfeitamente para encerrar: “Vou dar um jeito de Olivia ser feliz até seu último dia, chegue quando chegar. Porque é a responsabilidade que assumi quando a adotei há 19 anos. Porque eu a adoro. E porque ela merece.”

Veterinária orienta dicas para os cuidados de cães e gatos recém-nascidos

Ter um animal de estimação requer cuidados essenciais para garantir sua saúde e bem-estar. O assunto fica ainda mais sério quando se trata de filhotes que, mesmo com a fêmea para prestar os cuidados, amamentar e garantir a segurança do animalzinho, precisam também da atenção humana.

Este é o caso da Suzy, uma cachorrinha da raça shitzu, de 3 anos de idade, que no último sábado (10) deu à luz a quatro filhotes. A dona dela, a funcionária pública Lidiane Silva conta que os cuidados começaram antes do nascimento, com mudanças propostas e orientadas por um veterinário para garantir a saúde tanto da mãe quanto dos filhotes.

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Suzy tem recebido cuidados especiais — Foto: Lidiane Silva / Arquivo Pessoal

Suzy tem recebido cuidados especiais — Foto: Lidiane Silva / Arquivo Pessoal

Além do uso de rações mais vitaminadas, a tutora da Suzy precisou complementar a alimentação com outros tipos de vitaminas, que ajudam no desenvolvimento dos filhotes, além do vermífugo indicado pelo veterinário para evitar a carga parasitária nos pequenos.

“Depois que os filhotes nasceram a Suzy dá conta de cuidar deles normalmente. O que eu faço de vez em quando é conferir se estão todos mamando; se algum não estiver eu aproximo ele dela para mamar.

Observo se tem alguma anomalia ou se tem algo de diferente, e caso tenha chamo o médico veterinário logo.

Além, é claro, de sempre manter a água e a comida próximo dela pois ela fica muito cansada depois da amamentação”.

De acordo com a médica veterinária Bruna Jardim, esses cuidados são essenciais durante todo o período da gestação do animal, que dura de 58 a 62 dias, e também no período em que os filhotes estão recém-nascidos.

“O dono deve certificar se o umbigo foi cortado pela mãe do filhote da maneira correta e se não há nenhum sangramento no local.

Também é necessário sempre manter o filhote em locais aquecidos e secos além de observar se a mãe está produzindo leite e conseguindo dar para todos bichinhos pelo menos de duas em duas horas”, orienta.

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Cuidados são essenciais durante todo o período da gestação do animal — Foto: Bruna Jardim/ Arquivo Pessoal

Cuidados são essenciais durante todo o período da gestação do animal — Foto: Bruna Jardim/ Arquivo Pessoal

Mas não são todos os animais que tem a sorte de receber os cuidados necessários. “Quando os filhotes são órfãos o ideal é tentar uma mãe de leite, mesmo não sendo da mesma espécie. Existem várias cadelas que adotam filhotes de gatos e vice-versa.

Mas caso não for possível, o ideal é adquirir leite em pó próprio para neonatos cães e gatos, que é vendido em pet shops. Daí a pessoa dilui em água morna e utiliza a mamadeira para filhotes.

A partir de 35 dias já pode ser introduzida alimentação sólida aos poucos“, explica Bruna.

A veterinária ainda alerta sobre a higiene dos pequeninos. “Quando o animal é filhote ele não possui reflexo de micção, por isso não conseguem fazer xixi ou coco sem um estímulo.

A mãe ajuda estimulando os filhotes, passando a língua nas genitálias deles.

Porém, com a falta da mãe, orientamos que o tutor passe um pedacinho de algodão umedecido, pra ajudar os filhotes a soltarem as excreções”.

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Danielle resgatou os filhotes e recém-nascidos e desde então tem tido um cuidado todo especial com os pequeninos — Foto: Danielle Barroso / Arquivo Pessoal

Danielle resgatou os filhotes e recém-nascidos e desde então tem tido um cuidado todo especial com os pequeninos — Foto: Danielle Barroso / Arquivo Pessoal

A bancária Danielle Barroso resgatou sete filhotes de gato que tinham sido abandonados no Bairro São Tarcísio, em Governador Valadares, há cerca de três semanas. Ela contou que teve vários cuidados especiais com os pequeninos, entre eles com medicação necessária para ajudar no controle de possíveis doenças que são mais fáceis de serem transmitidas nesse período da vida do animal.

“Nós resgatamos os filhotes e trouxemos aqui para casa. Levei dois no veterinário porque não estavam bem, então lá receberam a medicação devida.

Como eles já aparentam ter mais de 40 dias, a veterinária autorizou começar a substituir o leite por alimentos sólidos, como patê ou ração.

Nos primeiros dias até tentei uma gatinha para alimentá-los, mas ela parou de dar leite; desde então estava alimentando apenas com o leite especial”, contou.

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