Como ajudar uma vítima de acidente de carro: 13 passos

Tempo de leitura: 13 minutos

Um acidente de carro, um incêndio ou um acidente doméstico são situações que podem causar pânico, principalmente porque envolvem a nossa saúde ou a de terceiros. Contudo, saber o que fazer nessas situações e conhecer as condutas básicas de primeiros socorros é essencial, já que o atendimento inicial pode fazer toda a diferença.

De acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, os primeiros socorros são a prestação e a assistência imediata a uma pessoa até à chegada de ajuda profissional. Os procedimentos devem ser feitos por profissionais habilitados ou por pessoas que tenham realizado cursos de primeiros socorros.

No entanto, ter noções de primeiros socorros e saber como agir em situações de emergência, é fundamental para reduzir lesões, amenizar o sofrimento da vítima, auxiliar o trabalho dos socorristas e aumentar as chances de recuperação, sem sequelas.

Como prestar os primeiros socorros nas principais situações de emergência?

Ao se deparar com uma condição de acidente, a primeira coisa a ser feita é entrar em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por meio do telefone 192.

O atendimento começa a partir do chamado telefônico, quando são prestadas as orientações de primeiros socorros. Os profissionais são treinados para esse tipo de situação. Dessa forma, é preciso manter a calma e seguir corretamente cada orientação.

Os técnicos do atendimento telefônico realizam uma espécie de triagem, para identificar a classificação de risco e acionar as ambulâncias quando necessário. Em muitos casos, é possível realizar os primeiros-socorros com as orientações recebidas por telefone.

Durante a ligação, mantenha a calma e informe o ocorrido de forma rápida e clara. Lembre-se de fornecer algumas informações básicas:

  • Seu nome;
  • Descrição do ocorrido: informando ao atendente a noção exata da gravidade da situação, deixando claro, caso alguém precise de atendimento muito urgente.
  • Localização exata de onde ocorreu o acidente (com pontos de referência).

Caso o atendimento possa ser realizado por telefone, siga corretamente cada recomendação e tente manter a calma e tranquilizar a vítima. Caso o acidente seja em via pública, procure manter o local isolado e devidamente sinalizado, para que não ocorram novos acidentes.

Embora nossa primeira reação seja a de tentar ajudar a vítima, é importante ter em mente que uma situação de emergência pede o auxílio de profissionais treinados. Dessa forma, a sua principal função nesse momento é chamar o atendimento especializado e dar apoio emocional para essas vítimas.

No entanto, existem alguma ações de primeiros socorros que podem fazer a diferença em momentos de emergência médica. Separamos algumas dicas do que fazer (e não fazer) nas 10 principais situações de emergência. Veja, a seguir:

Entre os acidentes domésticos, os cortes são comuns e qualquer pessoa está exposta a esse risco. Em caso de cortes profundos, o mais indicado é  limpar o ferimento com água corrente. Em seguida, é importante estancar o sangramento com gaze ou um pedaço de pano ou toalha limpa e procurar um pronto-socorro imediatamente.

O que não fazer: Não tente se automedicar, ou medicar a vítima e não coloque nada sobre a ferida. Isso pode causar uma infeção no local e agravar o problema.

Ter um kit de primeiros socorros é essencial para esse tipo de situação. Muitas farmácias oferecem o kit pronto, mas ele também pode ser preparado em casa e adaptado às necessidades de cada pessoa. Veja alguns ítens indispensáveis para sua caixa de primeiros socorros:

  • Soro fisiológico: para limpar ferimentos;
  • Solução antisséptica: para desinfectar feridas;
  • Gazes esterilizadas de vários tamanhos: para fazer o curativo e proteger o ferimento;
  • Ataduras e esparadrapo: ajudam a imobilizar membros ou segurar compressas no local de uma ferida;
  • Luvas descartáveis: para proteger do contato direto com sangue e outros fluídos corporais. Prefira as opções sem látex;
  • Algodão: para a aplicação de produtos nas bordas da ferida;
  • Curativo adesivo: para cobrir cortes e feridas pequenas;
  • 1 termômetro: para medir a temperatura corporal.

O desmaio ocorre devido a redução do fluxo sanguíneo no cérebro, seguido pela perda da consciência. Em muitos casos, é possível retomar a consciência de forma natural. No entanto, o perigo está na queda, em que a pessoa pode sofrer traumatismos e fraturas.

Nessa situação, a melhor ação a se tomar, ao perceber que a pessoa irá desmaiar, é tentar apoiá-la, antes que ela caia. Caso o desmaio já tenha acontecido, mantenha a vítima deitada, incline sua cabeça para trás e certifique-se que as vias aéreas estão liberadas.

Em seguida, vire a cabeça de lado para evitar que aspire secreções que possam sufocá-la e afrouxe a roupa para melhorar a circulação. Quando a vítima retomar a consciência, não permita que se levante sozinha por, pelo menos, dez minutos.

Caso ela demore para despertar, ligue para o serviço de emergência e siga corretamente as recomendações.

O que não fazer: Não jogar água no rosto da vítima, pois pode causar afogamento por falta de reflexos. Além disso, não tente despertá-la de forma brusca.

O engasgo ocorre quando um objeto estranho fica preso na garganta e restringe o fluxo de ar. Nesse caso, os primeiros socorros são essenciais, pois a falta de ar pode causar danos cerebrais, podendo até ser fatal.

Ao notar que uma pessoa está engasgando, oriente-a a tossir para expelir o objeto. Caso não resolva, deve-se aplicar a Manobra de Heimlich, principal técnica de primeiros socorros para asfixia:

  • Posicione-se atrás da pessoa, colocando a sua perna direita entre as pernas na vítima (o que dá mais sustentação a quem presta o socorro);
  • Em seguida, envolva os braços em torno da cintura da pessoa, por baixo dos braços dela.
  • Certifique-se de firmar um dos seus punhos fechados entre as costelas e o abdômen da vítima e, se houver dúvidas, siga a direção da linha do umbigo.
  • Envolva o punho com a outra mão e inicie uma sequência de compressões abdominais, realizando movimentos para dentro e para cima. Assim você vai aumentar a pressão interna no diafragma, expulsando o alimento ou objeto que está causando a asfixia. Repita a manobra até que o alimento seja expelido.

Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 PassosManobra de Heimlich

O que não fazer: provocar vômito, pois isso pode agravar ainda mais a situação. Além disso, não tente retirar o alimento ou objeto da garganta da vítima, a não ser que esteja bem  visível.

Caso a vítima seja um bebê, a técnica exige algumas modificações, tais como:

  • Vire o bebê de costas para você, inclinando a cabeça do bebê para baixo, o apoiando em suas mãos e coxas;
  • De leves batidas,  com a base de sua mão, entre as escápulas (um osso grande, localizado na parte superior do tórax);
  • Realize esse movimento cinco vezes para desobstruir as vias aéreas;
  • Caso o bebê permaneça engasgado, vire-o de frente pra você e, usando os dedos médio e indicador, faça compressões sobre o osso central do peito,  repetindo o movimento cinco vezes. Repita esse ciclo até o bebê expelir o corpo estranho.

Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 PassosManobra de Heimlich em bebês

A queimadura é a principal ocorrência de acidentes domésticos. A primeira ação em caso de queimadura é impedir que o corpo continue em contato com o fogo ou com o que originou a queimadura. Em seguida, coloque o local afetado embaixo da água fria corrente, a fim de resfriar a pele e aliviar a dor.

Para evitar infecções, cubra a queimadura com um pano limpo ou gaze e não use um algodão, já que ele pode soltar fiapos. Mantenha a parte queimada mais elevada do que o resto do corpo para diminuir o inchaço.

Caso a queimadura seja superficial (com dor, vermelhidão e sem a formação de bolhas), não é necessário atendimento médico, desde que não tenha atingido grande parte do corpo. No entanto, caso a dor seja intensa e forme bolhas, é preciso encaminhar a vítima imediatamente ao hospital ou solicitar uma ambulância, caso ela esteja impossibilitada de se locomover.

O que não fazer: Não aplique óleos ou cremes sobre a queimadura. Receitas caseiras, como creme dental e manteiga, também devem ser descartadas. Caso a roupa cole à pele queimada, não puxe o tecido, pois pode lesionar, ainda mais, a pele.

Em caso de queda ou batidas, é sempre importante ir ao hospital para avaliar o local e se certificar de que não houve fraturas. Dessa forma, tente imobilizar o local e procure atendimento médico imediatamente.

Em casos de quedas ou acidentes graves, é primordial não mexer na vítima e aguardar o atendimento especializado. Por mais que nossa intenção seja deixá-la mais confortável ou diminuir as dores, qualquer movimento inadequado pode piorar a sua situação. O melhor a fazer, nessa situação, é aguardar a chegada do atendimento de emergência e tentar acalmar a vítima.

O que não fazer: tentar colocar o membro no lugar ou mexer na vítima.

6. Afogamento

Ao presenciar um afogamento, retire a pessoa da água com muito cuidado e coloque-a deitada de barriga para cima. Posicione a cabeça da vítima um pouco para trás e vire-a para a lateral, o que a ajuda a expelir a água.

Caso isso não ocorra e se perceber que a vítima não respira, faça respiração boca a boca:

  • Deite o paciente com o pescoço esticado. Assim o ar passa com mais facilidade; 
  • Abaixe a língua do paciente e veja se existe algum objeto atrapalhando a passagem de ar pela garganta; 
  • Abra os botões e zíperes da roupa do paciente e, com uma das mãos, tape as narinas dele; 
  • Inspire profundamente e coloque sua boca sobre a do paciente; 
  • Sopre o ar com força, notando se o tórax do paciente se mexe (como se ele estivesse respirando normalmente); 
  • Afaste-se do paciente para que ele consiga expirar; 
  • Repita os passos até a respiração do paciente voltar ao normal ou até a chegada do socorro médico.

7. Intoxicação

Nos casos de envenenamento, limpe a boca com água corrente sem engolir e procure um serviço de emergência o mais rápido possível.

Em caso de intoxicação alimentar é importante deixar a pessoa vomitar e evacuar quantas vezes forem necessárias e depois disso acalmá-lo e deixá-lo em repouso. Ofereça água, bebidas isotônicas e soro caseiro para prevenir a desidratação.

Crianças, idosos e grávidas devem procurar atendimento médico imediatamente, pois estes grupos têm maiores chances de ficarem desidratados mais rapidamente.

O que não fazer: não tente forçar o vômito ou se automedicar.

8. Choque elétrico

Ao presenciar um choque elétrico, certifique-se de que a corrente elétrica foi desligada antes de tocar na vítima. Em seguida, acione o serviço de emergência e aguarde o atendimento. Se houver queimadura, lave-a com bastante água corrente. É possível que haja uma queimadura interna.

O que não fazer: tocar ou tentar soltar a vítima caso esteja presa num fio de alta tensão.

9. Sangramento

Avalie o local e tente identificar a origem do sangramento. Lave o local com água corrente e estanque o sangramento com uma gaze ou pano limpo. Caso o sangramento seja decorrente de um ferimento superficial, faça um curativo. Caso seja por uma lesão profunda ou por uma causa desconhecida, procure auxílio médico imediato.

O que não fazer: colocar qualquer tipo de produto sobre o sangramento, manusear o local sem luvas e utilizar materiais de primeiros socorros que não estejam esterilizados.

10. Atropelamento

Ao presenciar um atropelamento, chame a emergência imediatamente e converse com a vítima, tentando mantê-la calma e acordada até o socorro chegar. Tente manter pessoas que não podem ajudar afastadas e tente sinalizar o local, evitando novos acidentes.

O que não fazer: não mexer na vítima, você pode causar uma sequela grave, agravar uma lesão interna, uma fratura e até causar uma hemorragia.

Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 PassosPrimeiros socorros em caso de atropelamento

Você já passou por alguma situação de emergência desse tipo? Qual foi sua reação ao se deparar com essa situação? Conte sua experiência nos comentários.

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O São Bernardo Saúde entende a importância dos primeiros socorros  em situações de emergência. O atendimento certo, na hora certa, pode ser fundamental para salvar uma vida.

Dessa forma, oferecemos a nossos clientes o serviço Resgate São Bernardo, que oferece remoção de urgência e intra-hospitalar 24 horas.

O Serviço de Resgate do São Bernardo Saúde foi pensado para pacientes em situação de urgência ou que necessitem ser removidos para um hospital mais próximo ou transferidos de um hospital para o outro.

O serviço conta com uma equipe qualificada e eficiente, tecnologia móvel de ponta e frota renovada para atendimento em todo o Espírito Santo.

Tudo isso pode fazer a diferença na hora de salvar uma vida!

A boa notícia é que você que ainda não tem plano de saúde ou mesmo você que já é associado de outra operadora, também podem garantir o acesso ao Resgate São Bernardo, por meio do Programa No Mesmo Espírito, que oferece o serviço de resgate, gratuitamente, por 90 dias. Aproveite e faça seu cadastro, agora mesmo!

Bombeiro que retornava de serviço ajuda vítima em acidente de trânsito

Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 Passos Cabo Glauton não estava trabalhando, mas resolveu ajudar (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)

Um bombeiro que estava retornando de um dia de trabalho parou no trânsito quando presenciou um acidente na Avenida Getúlio Vargas, Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Gerferson transportava uma mulher de 47 anos que tinha acabado de realizar um procedimento oftalmológico e apresentava dificuldade de enxergar. Com o impacto da batida, a mulher ficou traumatizada.

O bombeiro militar Glauton Dutra, de 37, passava pelo local quando presenciou a cena do acidente. “Estava voltando do trabalho, já indo descansar, mas quando essas coisas acontecem a gente tem que ajudar mesmo”, disse.

Apesar de não apresentar ferimentos, a mulher estava assustada e o principal trabalho do militar, que exerce a profissão a 11 anos, foi acalmar a vítima. “Ela está em choque.

Estava sem cinto de segurança e sem enxergar muito bem. Pode ser que ela esteja bem aparentemente, mas é importante fazer com que ela fique mais tranquila possível até a chegada dos médicos”, afirmou o cabo Glauton.

A mulher foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Unimed. A Polícia Militar (PM) também foi acionada. Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 Passos Carro do motorista de aplicativo teve a frente destruída (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press)

SINAIS VITAIS

Os primeiros minutos que se sucedem a todo acidente, principalmente nos casos mais graves, s�o important�ssimos para a garantia de vida da v�tima, principalmente se forem bem aproveitados pelo Socorrista.Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 Passos Da parte de quem presta o aux�lio, h� uma verdadeira corrida contra o tempo, onde os seus conhecimentos t�cnicos (de primeiros socorros) t�m de ser praticados com rapidez e efici�ncia. O autocontrole � fundamental pois, sem ele, atitudes irrespons�veis podem por em risco a vida do paciente e a sua pr�pria.Dentre tantas provid�ncias que se fazem necess�rias nesses casos, o Socorrista deve ter bem clara em sua mente, aquelas realmente produtivas.

  • Primeiros Socorros
  • Entrevista
  • Sinais Vitais
  • Exame da Cabe�a-aos-p�s e
  • Transporte do acidentado.

1 – Primeiros Socorros

� importante que se conhe�am os mecanismos da inj�ria. Certas les�es s�o “comuns” a certos tipos de acidentes: fraturas s�o associadas a quedas e colis�es; queimaduras s�o frequentes em inc�ndios e explos�es; perfura��es dos tecidos moles do corpo, costumam ser provocadas por ferimentos � bala; e assim por diante. Assim, as les�es decorrem, em geral, de colis�o de ve�culos, quedas, inc�ndios, explos�es, assaltos (coronhadas, navalhadas, tiros, etc.), afogamentos e acidentes de barco, arma de fogo, envenenamentos, acidentes com m�quinas, eletricidade (inclusive raios), picadas e mordidas de animais, e outras causas.Acontece que, muitas vezes, o acidente ocorre quando a v�tima est� sozinha e, chegando aux�lio, o Socorrista depara-se com aquela pessoa inconsciente e n�o sabe, de imediato, a causa da les�o e/ou da gravidade da mesma.Na presta��o dos Primeiros Socorros, conv�m1 – Local: seguro ou perigoso ? perto ou longe do Posto M�dico ou Hospital ? h� necessidade e meios de remover dali o acidentado ?2 – Acidentado: est� consciente ? tentando dizer-lhe algo ou apontando para alguma parte do seu (dele) corpo ? est� sozinho ? (se h� v�rios corpos, pode-se suspeitar, por exemplo, de envenenamento por Mon�xido de Carbono).3 – Curiosos: escute o que dizem. Pe�a ajuda. Afaste os que estiverem s� atrapalhando.4 – Agente causador: caiu algo sobre o paciente ? h� fuma�a ? est� pr�ximo de um trator tombado ?5 – Ferimentos: o acidentado est� caido numa posi��o anormal (com o bra�o torto, por ex.) ? h� sangue ?6 – Sintomas: o Socorrista deve apurar os seus sentidos, de modo a poder ver, ouvir e cheirar, � procura de sintomas. O v�mito, por exemplo, � indicativo de algumas les�es espec�ficas; urinar sangue � sinal de fratura de bacia; etc. Observar se o acidentado apresenta sintomas como: n�usea, sede, fraqueza, inquieta��o, medo, etc. Esses sintomas ser�o muito �teis ao serem passados, posteriormente, ao M�dico que atender o acidentado.

  • pele (fria, viscosa, quente ?)
  • olhos (emba�ados ? pupilas dilatadas ?)
  • face (p�lida ou rubra ?)
  • l�bios (azuis ou descolorados ?)
  • pulso (r�pido ou fraco ?)
  • respira��o (ofegante ou quase inexistente ?)
  • outras.

Quanto ao da v�tima, verificar:

  • A = alerta (acordado)
  • F = fala
  • D = dor
  • I = inconsciente (n�o responde)

2 – Entrevista

  • Se no local do acidente, estiverem outras pessoas (al�m do acidentado e do Socorrista), � importante que se obtenha(m) dela(s) as informa��es e a ajuda de que necessita, para o melhor atendimento da v�tima.
  • As informa��es a serem obtidas pelo Socorrista nesta “entrevista” r�pida, podem estar relacionadas a:
  • causas e hora do acidente
  • conhecimento ou parentesco da v�tima
  • indica��o de ant�dodos e endere�os �teis
  • idade, h�bitos, doen�as e rem�dios usados pelo acidentado
  • conhecimento pr�vio de Primeiros Socorros
  • etc.
  1. A ajuda que se pode obter dos “curiosos” presentes, diz respeito a:
  • transporte do acidentado
  • sa�da � procura de aux�lio e/ou de materiais
  • captura do animal pe�onhento que causou o acidente
  • dire��o da viatura de socorro (no caso de carro particular)
  • etc.

3 – Sinais Vitais

Sinais vitais s�o indicativos do funcionamento normal do organismo e diz respeito a:3.1 – pulso 3.2 – respira��o 3.3 – press�o arterial 3.4 – temperatura corporal 3.5 – n�vel de consci�ncia 3.6 – dilata��o das pupilas3.7 – cor da pele. O que se chama comumente de “pulso” est� associado �s pulsa��es ou �s batidas do cora��o, impulsionando o sangue pelas art�rias, e que podem ser sentidas ao posicionarmos as pontas dos dedos em locais estrat�gicos do corpo. Esses locais s�o apontados, nas figuras acima e ao lado: As pulsa��es devem ser contadas durante 30 segundos, e o resultado multiplicado por 2, para se determinar o n�mero de batidas por minuto. Ou, como mostra o texto da figura acima, contam-se os batimentos durante 15 segundos e multiplica-se por 4.A interpreta��o deste resultado, nos adultos, � mostrada na tabela a seguir:

BATIMENTOS CARD�ACOS EM ADULTOS (No./min)

N�MERO INTERPRETA��O
60 a 80 Normal
< 60 Lento (bradicardia)
>= 100 R�pido (taquicardia)
100 – 150 Emerg�ncia (acidentado)
> 150 Procurar M�dico r�pido
Como regra geral, sempre que os batimentos card�acos forem menores que 50 ou maiores que 120 por minuto, algo seriamente errado est� acontecendo com o paciente.� poss�vel que haja a necessidade de se proceder � massagem c�rdio- respirat�ria e � respira��o boca-a-boca.

  • A respira��o, na pr�tica, � o conjunto de 2 movimentos normais dos pulm�es e m�sculos do peito: 1 – inspira��o (entrada de ar pela boca/nariz); e
  • 2 – expira��o (sa�da de ar, pelas mesmas vias respirat�rias).
  • Nota-se a respira��o pelo arfar (movimento de sobe e desce do peito) ritimado do indiv�duo.
  • A respira��o normal e alterada, � mostrada na tabela abaixo:

RESPIRA��O EM ADULTOS (No./min)

N�MERO INTERPRETA��O
12 -20 Normal
28 S�ria emerg�ncia
A press�o arterial � a for�a com que o cora��o bombeia o sangue para as art�rias. � medida (por M�dicos e Enfermeiros), por meio do aparelho de press�o (almofada infl�vel, com man�metro, em volta do bra�o), em unidades de mil�metros de merc�rio.A press�o arterial � dada por 2 n�meros: 12 por 8 � a normal (ou 120 mmHg para a alta, m�xima ou sist�lica e 80 mmHg para a baixa, m�nima ou diast�lica — na linguagem dos M�dicos).Problemas muito s�rios podem acontecer se a press�o atinge os valores da tabela abaixo:
PRESS�O ARTERIAL ANORMAL (mmHg)

M�XIMA M�NIMA
> 180 > 104
< 90 < 60
Uma forma expedita de calcular o que deveria ser a press�o m�xima normal de adultos at� 40 anos de idade � mostrada abaixo:HOMENS = idade + 100. Exemplo: 36 anos + 100 = 136 mmHg = press�o 14, aproximadamente. MULHERES = idade + 90. Exemplo: 36 anos + 90 = 126 mmHg = press�o 13, aproximadamente.A temperatura corporal � medida em term�metros (de merc�rio ou digitais) colocados, durante alguns minutos, com a extremidade que contem o bulbo (no primeiro caso) nas axilas ou na boca do paciente.A temperatura corporal normal � 36,8oC. A partir de 37,5oC j� se configura a febre. Normalmente, as temperaturas elevadas, indicam algum tipo de infec��o no organismo.

  1. Alguns traumas provocados por acidentes, podem alterar o n�vel de consci�ncia do indiv�duo.
  2. A verifica��o desse n�vel pode ser checada do seguinte modo:

A = Alerta. Se o acidentado estiver alerta (ou acordado), provavelmente n�o deve ter sido alterado o seu n�vel de consci�ncia.F = Fala. Deve-se procurar fazer perguntas ao acidentado, neste caso, para saber se sua fala foi afetada e qual o seu n�vel de consci�ncia.D = Dor. Um terceiro est�gio do n�vel de consci�ncia, ainda mais grave, � quando o acidentado n�o fala, mas geme de dor.N = N�o fala. Este � o caso extremo ou o mais perigoso. Possivelmente o paciente est� desacordado (desmaiado) ou em estado de coma.A dilata��o das pupilas (ou da menina dos olhos) � uma rea��o normal do organismo � diminui��o da luz incidente no globo ocular. Quando a intensidade luminosa aumenta, ela se contrai. Altera��es nesse mecanismo s�o provocadas por certas les�es, como por exemplo, as do cr�neo.O Socorrista deve observar, inicialmente, se os di�metros ou as aberturas das pupilas s�o iguais nos dois olhos. Em seguida, com uma lanterninha, verificar se elas se contraem com a incid�ncia do foco.

  • Altera��es na cor da pele, normalmente rosada nas pessoas de cor branca, podem ser usadas para diagnosticar certos tipos de acidentes. Sen�o vejamos:
  • a)Cor vermelha: press�o alta, ataque card�aco, �lcool, queimaduras, sol excessivo, doen�a infecciosa, CO2, etc.
  • b)Cor branca: choque, ataque card�aco, anemia, dist�rbios emocionais, desmaio, etc.
  • c)Cor azul: asfixia (sufoca��o), hip�xia (falta de oxig�nio), dispn�ia, ataque card�aco, envenenamento, etc.
  • d)Cor amarela: doen�a do f�gado.
  • e)Cor preta e azul: derramamento de sangue abaixo da superf�cie da pele.

4 – Exame da Cabe�a-aos-p�s

Uma vez verificados os sinais vitais, o Socorrista deve proceder a um exame minucioso do acidentado, literalmente da cabe�a aos p�s. Neste exame: 4.1 – OLHE: para poss�veis descolora��es da pele, deformidades, penetra��es, ferimentos, aberturas no pesco�o e qualquer movimento anormal do t�rax.4.2 – OU�A: mudan�as no ritmo da respira��o, sons estranhos ao respirar e ru�dos de ossos quebrados.4.3 – CHEIRE: odores estranhos vindos do corpo do paciente, h�lito e roupas.4.4 – SINTA: as deforma��es, flacidez, pulsa��es, endurecimentos ou maciez anormais, espasmos e temperatura da pele.

5 – Transporte do Acidentado

  1. O transporte do acidentado, dependendo do tipo de acidente, dispensa at� algumas das 4 etapas anteriores, ou seja, se o caso for muito grave, deve ser providenciado de imediato.
  2. Muito cuidado deve ser dado ao ferido com suspeita de fratura da coluna cervical pois, neste caso, movimentos indevidos podem agravar a les�o.
  3. As v�rias t�cnicas de imobiliza��o dos membros, aconselhado antes do transporte dos acidentados e o melhor meio de conduzir o paciente ao Hospital, s�o mostrados no Cap�tulo deste trabalho relativo aos FERIMENTOS.
  4. Alguns m�todos de transporte s�o mostrados a seguir:

Quais seus direitos em um acidente com carro sem seguro?

Cerca de 70% da frota de automóveis brasileira não possui um seguro auto. E todos eles estão sujeitos a sofrer um acidente. Acompanhe esse artigo e conheça seus direitos quando houver um acidente com um carro sem seguro.

Apesar da importância de contar com o seguro auto ser indiscutível, cerca de 70% da frota nacional ainda circula sem contar com nenhum tipo de proteção.

Estamos falando de uma média de 30 milhões de veículos desprotegidos no Brasil.

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  • Isso acontece porque, apesar de se tratar de um serviço muito útil, muita gente ainda pensa que o seguro auto é algo dispensável.
  • No entanto, sempre que essas pessoas se envolvem em um acidente automotivo, se arrependem por não contar com esse serviço.
  • Afinal, ninguém está isento de sofrer um acidente automotivo ou mesmo ser prejudicado por um furto ou roubo de seu carro.
  • Neste artigo mostraremos quais são os direitos de uma pessoa com um carro sem seguro possui e quais os passos a serem tomados, além de verificar se todos os envolvidos estão bem e arcar com os custos necessários, essas pessoas devem tomar.

Como Ajudar uma Vítima de Acidente de Carro: 13 Passos

Imagem: Getty

Você tem um carro e se envolveu em um acidente sem seguro?

Você não possui um seguro auto e se envolveu em um acidente? Saiba como proceder nesses casos sendo você o responsável ou a vítima do ocorrido.

  1. Se você não tem um seguro auto e causa um acidente, se torna responsável por arcar com os custos do reparo de todos os veículos envolvidos, ou seja, os reparos do seu carro e dos veículos de outras pessoas envolvidas.
  2. Nesse caso, além de verificar se existem feridos, será preciso que você estabeleça um acordo com os demais envolvidos no acidente e se comprometa com os reparos e pagamentos necessários.
  3. Caso a vítima envolvida no acidente que você provocou possua um seguro auto, é possível que você possa acordar com ele para que o mesmo acione o seguro auto e você arque apenas com a franquia.
  4. No entanto, pode ser que a vítima não possua um seguro, ou mesmo não queira acioná-lo por não ser responsável pelo ocorrido e não querer perder sua classe de bônus.
  5. Nestes casos, será preciso reparar o carro se responsabilizando por todos os custos.
  6. Vale lembrar que caso existam feridos nesse acidente é possível que você também tenha que arcar com as despesas médicas e danos materiais, essas despesas deverão ser cobradas e pagas em juízo.
  7. Se você tivesse um seguro, poderia contar com a cobertura contra terceiros, nesse caso, a seguradora arcará com os custos e você não teria que pagar a franquia.
  8. Se bateram no seu carro e você não foi o responsável, quem causou o acidente é que terá que arcar com os custos.
  9. Se o responsável possuir um seguro auto, ele poderá acionar a seguradora, informar sobre a situação e, havendo cobertura contra terceiros, o seu veículo será reparado.
  10. Entretanto, se assim como você ele também não tiver um seguro, será preciso realizar um acordo para pagamento.

Nesse caso, o responsável deverá arcar com todos os custos. Que poderão ser pagos a você, ou diretamente na oficina.

  • Porém, nem sempre é fácil entrar em um acordo nesses casos, muitas vezes o responsável nem permanece no local.
  • Nesse caso é preciso buscar outros meios, ou seja, procurar seus direitos no juizado de pequenas causas acidente de carro.
  • O primeiro passo nessa situação é conseguir o máximo possível de informações sobre o responsável pelo acidente, assim caso ele se recuse a arcar com os custos, você poderá acioná-lo judicialmente por meio do Juizado Especial Cível, popularmente conhecido como juizado de pequenas causas.

Infelizmente, esses processos podem levar algum tempo e acabam sendo bastante dispendiosos. Por isso, é importante que você consiga pelo menos a placa do veículo do responsável pelo acidente.

Caso o responsável fuja do local e você não tem nenhuma forma de entrar em contato, todos os custos do reparo do carro ficarão para você.

Nesta situação, se você contasse com um seguro auto, seria preciso pagar apenas a franquia, o que muitas vezes possui um valor bem mais acessível.

É necessário realizar um B.O. em caso de acidente de trânsito sem seguro?

Geralmente, todos aconselham que se realize um B.O. em caso de acidente de trânsito com ou sem vítimas, caso seja preciso acionar o seguro auto.

No entanto, quando o falamos de um acidente sem vítimas e sem seguro auto, as regras são diferentes.

Neste tipo de situação em que nenhum dos envolvidos possuem um seguro auto, mesmo que não haja vítimas você não é obrigado a registrar um B.O., mas é importante que que o faça.

De preferência, registre a ocorrência constando todos os dados do responsável, seja ele você ou a outra pessoa.

Atualmente, o boletim de ocorrência pode ser registrado através da internet não é obrigatório que ele seja feito no mesmo dia do acidente.

Nos casos sem feridos o boletim pode ser registrado em um período de até 3 anos. Prazo máximo para que uma ocorrência dessa natureza prescreva.

Essa é uma informação de caráter judicial, no entanto, segundo o artigo 38 do Código de Processo Penal, o prazo para registrar um boletim de ocorrência sobre um acidente de trânsito com, ou sem feridos é de 6 meses.

Por isso, o mais indicado é que você faça o B.O. o mais rápido possível. Assim, além de garantir seus direitos você ainda evita problemas futuros.

Outros detalhes importantes para quem se envolve em um acidente sem seguro

  1. É importante lembrar que, se você se envolveu em um acidente sem seguro e existem feridos, é fundamental antes de qualquer coisa solicitar um socorro médico.

  2. A omissão de socorro em um acidente de trânsito é considerada crime passível de punição que pode variar de uma multa gravíssima até seis meses de detenção, segundo o artigo 135 do Código Penal.
  3. Além disso, é preciso que você saiba também os veículos envolvidos precisam ser retirados do caminho.

  4. A obstrução de via pública é considerada uma infração média, podendo ser punida com a retirada de 4 pontos na carteira e uma multa de R$ 130,16.
  5. Portanto, se o veículo estiver funcionando estacione-o em um local seguro, se ele não estiver em condições de rodar, acione o serviço de um guincho e o reboque para uma oficina de confiança.

Lembrando que, os gastos com o guincho deverão ser de responsabilidade do causador do acidente. Então, se o carro dele e o da vítima precisar de um guincho, caberá a ele pagar pelo reboque dos dois veículos.

Bateram no meu carro, posso acionar o DPVAT?

O DPVAT é um seguro que indeniza as vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores. Independentemente da vítimas ser um motorista, ciclista ou pedestre.

  • No entanto, ao contrário do que muitos pensam, ele não indeniza prejuízos com os veículos.
  • O seguro DPVAT oferece proteção apenas para as pessoas envolvidas no acidente de trânsito e não para os objetos envolvidos, sejam eles o carro ou outros bens como computadores, etc.
  • Ou seja, caso uma pessoa se envolva em um acidente e tenha ferimentos leves, lesões mais graves capazes de causar um tipo de invalidez, ou mesmo venha a óbito, essa pessoa terá direito indenização ou reembolso de despesas médicas e hospitalares devidamente comprovadas.
  • O DPVAT pode ser acionado por quem possui e quem não possui um seguro auto, porém, ele não fará com que o responsável pelo acidente de arque com os custos do reparo do outro veículo envolvido.

Vale mencionar que os valores máximos de reembolso e indenização são pré-estabelecidos pela Seguradora Líder, empresa responsável por administrar o DPVAT. E, podem ser consultados diretamente em seu site.

Em todos os casos, quem causa o acidente sempre é o responsável por arcar com os custos do reparo do veículo de terceiros.

E se quer se prevenir financeiramente, a melhor opção é sempre ter um seguro auto, pois, esse é um investimento que se faz.

Primeiros socorros: dicas de como agir em acidentes com vítimas

Os primeiros socorros são as providências iniciais que devem ser tomadas no local do acidente. É um atendimento inicial e temporário até a chegada do socorro profissional. Embora cada acidente tenha uma característica diferente, a sequência de ações a serem realizadas vai ser sempre a mesma.

Manter a calma é o primeiro passo. Cada pessoa reage de uma forma diferente e é difícil esperar atitudes racionais em situações desconfortáveis.Mas ações desesperadas normalmente acabam agravando a situação.

Por isso, antes de agir, é fundamental recobrar rapidamente a lucidez, reorganizar o pensamento e se manter calmo.

O ideal é parar, respirar profundamente, verificar se você ou alguém do veículo sofreu ferimentos e avaliar a gravidade geral do acidente.

Depois de avaliada a situação, é hora de tomar a iniciativa. Mostrar decisão e firmeza nas ações é fundamental. Não se pode perder tempo discutindo o que será feito ou apenas dando ordens. Se houver mais pessoas para ajudar, distribua as tarefas e mantenha todos motivados, elogiando e agradecendo cada ação realizada.

Se você não é um profissional de resgate, precisa saber que o atendimento às vítimas tem limitações. Depois de garantir o básico em segurança e solicitar o socorro, comece a fazer contato com a vítima. Informe o que está acontecendo, ouça o que ela tem para falar, aceite possíveis reclamações e seja solidário, tentando deixá-la o mais confortável possível.

Se perceber que o cinto de segurança está dificultando a respiração da vítima, e somente nesse caso, solte-o sem movimentar o corpo da pessoa.

Segure a cabeça da vítima, impedindo a movimentação até que o socorro profissional chegue ao local. Verifique se a vítima está consciente ou não. Se não estiver, é importante avisar para o serviço de socorro.

Para vítimas que conseguiram sair do carro, é importante encontrar um local seguro para que elas esperem o atendimento.

Jamais movimente uma vítima (a remoção deve ser feita somente por um socorro profissional), retire o capacete de motociclistas, aplique torniquetes para estancar hemorragias e dê algo para beber a quem sofreu um acidente.

Primeiros socorros: Como proceder em caso de acidente?

É um assunto que ninguém gosta de conversar, mas necessário. Em caso de acidente, o que fazer? No nosso caso, a questão aqui é o ciclismo que, dos três esportes que compõem o triathlon, é reconhecidamente o que traz os maiores riscos de acidentes. A frase “Existem dois tipos de ciclistas: Os que já caíram e os que vão cair.”, infelizmente é a mais pura verdade, ou seja, estar bem preparado para este momento pode ajudar a minimizar as consequências, para nós ou para nossos companheiros de treinos.

Informações básicas sobre o que fazer e o que não fazer nas situações de acidente, são conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um acidente tenha maiores consequências, aumentando bastante as chances de uma melhor recuperação das vítimas.

Os Primeiro Socorros são as providências imediatas tomadas no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário, até a chegada de um socorro profissional. É claro que cada acidente é diferente do outro.

E, por isso, só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe quais são as suas características. Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma curva, por exemplo), vítimas presas nas ferragens, a presença de cargas tóxicas, tudo isso interfere na forma do socorro.

Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido.

  • Mas a sequência das ações a serem realizadas será sempre a mesma:
  • 1. Manter a calma;
  • 2. Garantir a segurança;
  • 3. Pedir socorro;
  • 4. Controlar a situação;
  • 5. Verificar a situação das vítimas;

6. Realizar ações de socorro as vítimas.

O item 3 merece um destaque: Pedir socorro acionando corretamente um serviço de emergência local.

As estradas com administração privada costumam ter telefones de apoio espalhados no acostamento, onde você pode acionar rapidamente o socorro da concessionária.

Caso não esteja numa estrada deste tipo, ou numa rua de um centro urbano, o ideal é ligar para estes números:
193 – Corpo de Bombeiros
192 – Serviço Público de remoção de doentes (também conhecido como SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)

190 – Polícia Militar (Sempre que ocorrer uma emergência em locais sem serviços próprios de socorro. Acidentes nas localidades que não possuem um sistema de emergência podem contar com apoio da Polícia Militar local.)

Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente, o acione o mais rápido possível. Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com serviços de atendimento a emergências.

O chamado Resgate, ligado ao Corpo de Bombeiros, os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorro recebem chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias equipadas.

No próprio local, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos emergencialmente para, em seguida, serem transferidos a hospitais.
São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números de telefone padronizados em todo o Brasil.

Use o seu celular, o de outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodovias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja passando pelo local que vá a um telefone ou a um posto rodoviário acionar rapidamente o socorro.

HOSPITAL PÚBLICO
Infelizmente temos em nosso país a ideia que ir a hospital público não é a melhor opção.

Pode ser… Este artigo não veio para levantar esta discussão, mas um fato que é consenso entre os profissionais da área de saúde é que, em caso de acidente, se tiver que ser removido do local, o ideal é não ser levado para um hospital particular, e sim para um público, pois os profissionais que ali trabalham estão mais habituados a lidar com este tipo de situação extrema.

Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas. São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. À medida do possível, ao chamar o socorro, tenha respostas para as seguintes perguntas:

• Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropelamento etc.);
• Gravidade aparente do acidente;
• Nome da rua/estrada e número próximo;
• Número aproximado de vítimas envolvidas;
• Pessoas presas nas ferragens;
• Vazamento de combustível ou produtos químicos;

• Numero de veículos envolvidos.

Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso, esteja certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos acidentes ou atropelamentos), sinalize o local de forma adequada impedindo novas ocorrências.

Primeiros Socorros
Depois de garantido pelo menos o básico em segurança e feita a solicitação do socorro, é o momento de iniciar contato com a vítima. Ao tentar manter contato com a vítima, faça perguntas simples e diretas, tais como:

— Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu? Você sabe onde está?
O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciência da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas perguntas, e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa ou mesmo nada responder.



Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de chamá-la em voz alta, ligue novamente para o serviço de socorro, complemente as informações e siga as orientações que receber. Além disso, indague entre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação.

Em um acidente, a movimentação de vítima inconsciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória ou cardíaca exigem treinamento prático específico.

Controlando uma hemorragia externa
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia externa. Algumas são simples e outras complexas, e estas só devem ser aplicadas por profissionais. As mais simples, que qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, diretamente sobre ele, com gaze ou pano limpo.

Escolha um local seguro para a vítima
Muitas das pessoas envolvidas no acidente se levantam sozinhas, verifique se estão desorientadas e traumatizadas com o acontecido. É importante que se localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso irá facilitar muito o atendimento e o controle da situação, quando chegar a equipe de socorro.

Proteção contra frio, sol e chuva
Você já deve ter ouvido que aquecer uma vitima é um procedimento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, mas aquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio corpo.

Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso, proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça de vestimenta disponível. 

Mas importante do que fazer algo é saber o que NÃO fazer, um procedimento incorreto pode agravar e muito o estado da vitima.

Os mais comuns e que devem ser evitados são:

Não movimente a vítima
A movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão na coluna ou em uma fratura
de braço ou perna. A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu um acidente com impacto, uma queda de moto, ou um atropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna.

Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de uma vértebra da coluna, por onde passa a medula espinhal. É ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai do cérebro e atinge o tronco, os braços e as pernas.

Movimentando a vítima nessa situação, você pode deslocar ainda mais a vértebra lesada e danificar a medula, causando paralisia dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.


No caso dos membros fraturados, a movimentação pode causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura, provocando o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões nos nervos, levando a graves complicações.
Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada antes da chegada de uma equipe de socorro se houver perigos imediatos, não havendo risco imediato, não movimente a vítima.

Não tire o capacete de um ciclista e/ou motociclista

Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma ação de alto risco. No caso de um ciclista, ele não prende o pescoço mas, mesmo assim, para retirá-lo, o ideal é com o acompanhamento do socorrista profissional.

A atitude será de maior risco ainda se ele estiver inconsciente. A simples retirada do capacete pode movimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes no pescoço ou no crânio.

Apenas levante a viseira (caso tenha), tire seus óculos (idem) e aguarde a equipe de socorro ou pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação.

Não aplique torniquetes
O torniquete não deve ser realizado para estancar hemorragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só por profissionais treinados e, mesmo assim, em caráter de exceção, quase nunca é aconselhado.

Não dê nada para a vítima ingerir
Nada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, será transportada para um hospital. Nem mesmo água.

Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão decidir sobre a conveniência ou não. O motivo é que a ingestão de qualquer substância pode interferir de forma negativa nos procedimentos hospitalares.

Por exemplo, se a vítima for submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é fator que aumenta o risco no atendimento hospitalar.

Como exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de alguns medicamentos em situações de emergência, geralmente aplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso desses medicamentos, se for rotina para eles.



Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em casa, no trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação imediata e garantir a sobrevida de uma vítima.

Isso, tanto em casos de acidente como em situações de emergência que envolvam trauma ou ferimentos.

Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como a compressão torácica externa, conhecida como massagem cardíaca, outras técnicas de socorro são diferentes para casos de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a abertura das vias aéreas para que a vítima respire, ou ainda a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima. Essas diferenças implicam procedimentos distintos, e as técnicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão de um instrutor qualificado.

Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas e bandagens), como atuarem áreas com material contaminado, quando e quais materiais podem ser utilizados para imobilizar a coluna cervical (pescoço). São muitas as situações que podem ser aprendidas em um curso prático.

Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá a qualquer pessoa a condição de substituir completamente um sistema profissional de socorro.



Estar preparado para agir em caso de acidentes com certeza é de extrema utilidade em nosso cotidiano de viagens e passeios, saber como socorrer ou ser socorrido com qualidade poder ser a diferença entre ter uma lesão grave e com sequelas ou ter apenas aquela cicatriz para contar vantagem aos colegas.

Também em caso de viagens internacionais faz-se necessário elencar informações sobre a quem e como solicitar socorro, verificar se seu plano médico tem cobertura nestas localidades além de levar em local acessível um pequeno informativo pessoal com seus dados (tipo sanguíneo, alergias, medicamentos de uso continuo, lesões, telefones), tudo vai ajudar em caso de precisar de socorro.

Como mostrado no início, o assunto não “desce” muito bem para quem gosta tanto de bicicleta como o triatleta, mas não tem jeito, é melhor estar bem preparado para poder ajudar os companheiros de pelotão, ou a si próprio.

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