Como ajudar uma criança constipada: 12 passos

Como Ajudar uma Criança Constipada: 12 PassosUma queixa bastante comum é a de que a criança está constipada. Primeiro, vamos tentar definir o que é constipação.

Constipação é a eliminação de fezes duras ou ressecadas, com desconforto. A frequência com que uma criança vai ao banheiro não pode ser o único parâmetro para se dizer que está com  constipação. O ritmo intestinal varia de pessoa para pessoa, por isso, é mais importante prestar atenção no aspecto das fezes do que no número de dias sem fazer cocô.

Não raro, pode ocorrer constipação em momentos de transição da alimentação ou quando novidades relevantes são introduzidas na vida de uma criança, tais como: a chegada de um bebê na casa, mudança de casa, início da escola, separação dos pais etc.

Em bebês que são exclusivamente amamentados ao seio, a constipação é raríssima. Um bebê que esteja sendo amamentado, ganhando peso, pode ficar até 5 ou 6 dias sem evacuar e ser inteiramente normal.

Se as fezes são pastosas, nenhuma preocupação.

Agora, se um bebê, mesmo amamentado no seio, elimina fezes ressecadas, endurecidas, ou passa mais de 6 dias sem evacuar, leve ao seu pediatra para que possa ser examinado.

Crianças maiores podem ter alguma constipação quando começam a tirar a fralda e usar o vaso sanitário. Por isso, nunca forçe ou acelere a retirada das fraldas. Deixe que seja um movimento conduzido pela criança.

Quando a criança é saudável e apresenta constipação, geralmente um ciclo se estabeleceu. Medo de evacuar, retenção, fezes duras, evacuação dolorosa, medo de evacuar.

Ainda considerando que a criança seja saudável, algumas dicas de como manejar a consitpação:

1- No caso de bebês alimentados com fórmulas infantis (leite em pó), converse com seu pediatra a respeito do uso de água de ameixas. Se o bebê já está sendo alimentado com sopas e frutas, pergunte ao seu pediatra se pode acrescentar cereais à dieta, bem como um pouco de azeite extra-virgem.

2- Se assegure que seu filho está recebendo uma quantidade adequada de líquidos, por dia

3- Para as crianças maiores, que já utilizam o vaso sanitário, use uma tampa que reduza o tamanho do vaso. Muitas crianças têm medo de cair dentro do vaso e, somente por esss motivo, passam a reter as fezes, inciando o ciclo que culmina com fezes endurecidas e evacuações dolorosas.

4- Para se conseguir evacuar, é fundamental que os pés estejam apoiados. Tente evacuar sem colocar os pés no chão! Portanto, para as crianças que ainda não alcançam o chão com seus pés, use um banquinho ou uma pilha de livros.

5- A alimentação costuma ser o melhor “remédio” para a constipação. Quanto mais fibra, melhor. Fibra é o que encontramos em cereais (aveia, granola, flocos de milho etc.), legumes, verduras e frutas. Se não for tumultuar a vida da família, dê preferência a produtos integrais (arroz, pães) porque possuem mais fibras.

6- Use azeite na comida. Depois de preparada, coloque uma colher de azeite.

7- Para crianças maiores, acima de 4 anos, crie uma rotina de sentar no vaso. Em geral, depois de uma refeição, peça para seu filho se sentar no vaso. Fique com ele, conversem sobre assuntos não relacionados ao cocô, leia um livro junto. Estabeleça um tempo, em torno de 10 minutos para que fique sentado. Se não fizer nada, não comente nada. Se fizer, elogie.

8- Converse com seu filho ou filha, fora do banheiro, para entender o que está acontecendo, onde está o receio. Use historinhas para que possa perguntar o que seu filho ou filha acha que está acontecendo com o patinho que não gosta de fazer cocô, por exemplo.

9- Se o ciclo de medo, reter, dor, reter mais já se estabeleceu, recomendo que procure seu pediatra, Muito provavelmente ele vai prescrever laxativos para quebrar esse ciclo. Não dê laxativos para seu filho, sem consultar o seu médico.

Este é um assunto muito vasto e complexo, difícil de abordar em um post. Se você tiver dúvidas mais específicas, posso tentar respondê-las.

A prisão do corpo humano

(foto: Kleber Sales/CB/D.A.Press) O distúrbio afeta 80% da população, independentemente de etnia, idade ou sexo. Ou seja: em cada grupo de 10 pessoas, oito enfrentam o problema. Mesmo assim, é um assunto tratado a portas fechadas ou em sussurros envergonhados ou irônicos. Geralmente, é motivo de piadas. O tabu tem nome e sobrenome: prisão de ventre. Entre os médicos, é mais conhecido como constipação intestinal.

Tanto faz um nome ou outro. O que define o incômodo não é apenas a quantidade ou a frequência, mas principalmente a qualidade do que é descartado pelo corpo humano. A enfermeira Aline Flor, por exemplo, quase diariamente comparece ao banheiro, mas com dores e muito esforço. Ela apresenta um caso clássico de prisão de ventre. Não só ela. No batalhão de prisioneiros, as mulheres formam o principal contigente. A estimativa médica é de que o dobro de mulheres sofra com o problema de constipação intestinal em relação aos homens.

A causa não é meramente cultural, em função do medo ou nojo de frequentar banheiros fora da casa. Há razões fisiológicas e orgânicas para explicar as razões da maioria feminina.

“A responsabilidade cabe aos hormônios femininos.

A oscilação deles durante o período menstrual interfere na absorção de líquidos, provocando a prisão de ventre”, afirma o gastroenterologista Vinícius Machado, do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Apesar disso, 80% dos fatores que desencadeiam o distúrbio estão relacionados ao estilo de vida, como os hábitos alimentares.

“Apenas 20% dos casos têm ligação com outras doenças, como Chagas ou câncer do intestino grosso”, garante Mara Rita Salum, gastroenterologista e especialista em aparelho digestivo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo ela, o problema geralmente afeta pessoas que consomem quantidade insuficiente de fibras e de água. O sedentarismo agrava ainda mais a situação. “A atividade física ajuda nos movimentos musculares do intestino, o que ajuda na expulsão das fezes”, revela a médica.

Se você faz parte da maioria que sofre com prisão de ventre, a Revista do Correio traz um guia com dicas e sugestões de médicos de nutricionistas. Só não vale levar o exemplar para o banheiro. Este hábito, tão comum, segundo os médicos entrevistados prejudica a concentração e o relaxamento em um momento tão importante.

Coma bem, faça exercícios e… relaxe

Segundo a especialista em aparelho digestivo e gastroenterologista Mara Rita Salum, alimentos como frutas, legumes e verduras são fontes de fibras e micronutrientes. Além desses, os cereais integrais, como arroz integral, centeio, aveia, pão integral, farelo de trigo, sementes de linhaça, entre outros, também são ricos em fibras. “Medidas, como o consumo adequado de água, dieta rica em fibras e a prática de atividade física, ajudam a regularizar o funcionamento intestinal”, ensina a médica.

Por não seguir essas regras básicas, como o consumo de água e fibras, a professora Andrea Mara enfrenta, há cerca de 20 anos, a constipação intestinal crônica, o que levou ao aparecimento de hemorroidas. Ela já experimentou de tudo, de laxantes, chá da erva Sene a receitas caseiras.

“Esses produtos só pioraram o meu quadro”, lamenta. Há períodos em que ela fica até seis dias sem ir ao banheiro e o alívio só vem com a lavagem caseira. Cansada do martírio, há quatro anos ela procurou a ajuda de um proctologista, passou a consumir mais frutas e verduras e a ingerir mais água.

“Melhorou um pouco”, reconhece Andrea. “Mas o meu aparelho digestivo nunca voltará ao normal, como na adolescência”, acredita a professora. O aparecimento de hemorroidas é apenas um dos altos preços pagos por quem convive com a constipação intestinal crônica.

Quando chega a esse ponto, na maioria das vezes é cirúrgico. Para os que desejam mudar a trajetória, o caminho é adotar um novo estilo de vida, mudando a alimentação e praticando exercícios físicos. “A terapia nem sempre inclui laxantes ou métodos de lavagem.

Esses métodos só devem ser usados em último caso e com acompanhamento médico”, afirma Machado.

A médica Mara Rita Salum afirma que o relaxamento é um importante aliado nessa empreitada. “Pessoas estressadas costumam contrair a musculatura pélvica e sofrem com crises de constipação. O relaxamento do assoalho pélvico contribui para a expulsão das fezes”, ensina a médica, que recomenda também exercícios fisioterápicos para liberar o aparelho digestivo.

O que é normal

O médico Ronaldo Cuenca, cirurgião do aparelho digestivo, explica que uma evacuação sadia deve ser diária, completa e de forma que sacie a vontade de evacuar. As fezes devem vir bem formadas, sólido-pastosas, marrom claro e com odor suave. E quem não consegue fazer todos os dias? O especialista tranquiliza os aflitos: é considerado normal até três evacuações por semana. Há, no entanto, uma advertência: deve ser levada em conta a característica das fezes. Se as evacuações são difíceis, insuficientes, com fezes ressecadas, a pessoa certamente sofre de prisão de ventre, constipação intestinal, intestino preso ou prequiçoso. Mesmo que vá ao banheiro todos os dias, como Aline. (foto: Kleber Sales/CB/D.A.Press e Valdo Virgo/CB/D.A.Press)

Pais desesperados, filhos sofredoresUma das queixas mais comuns nos consultórios dos pediatras, e que deixam os pais aflitos, é o caso de prisão de ventre das crianças.

Eles não sabem o que fazer. A gastroenterologista infantil Daniela Salles acalma os papais e mamães.

Segundo ela, o distúrbio varia segundo a idade da criança e geralmente está associado a uma alimentação pobre em fibras e em líquidos.

“A criança que come guloseimas diariamente, come poucas frutas e bebe pouca água e muito leite com achocolatado, tem maior chance de ficar constipada”, diz a médica do Hospital de Base do Distrito Federal. Ela aconselha para a criançada um bom café da manhã com cereais, fibras e vitamina de frutas, almoço e jantar em refeições com legumes e verduras. E beber bastante água.

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Daniela Salles explica ainda que é normal um bebê ter prisão de ventre porque ele só começa a formar a prensa abdominal, que auxilia na evacuação, quando começam a sentar e a ficar em pé. O leite materno é a dieta ideal nesta fase. Outros tipos de alimentos só depois dos quatro meses.

Ela também ensina que é preciso ter paciência. O intestino preso pode ter um fundo emocional, como a retirada das fraldas ou a vigilância constante dos adultos quanto ela vai ao banheiro. “Quando a criança é maior, por volta dos quatro, cinco anos, uma das causas é a falta de tempo.

Ela não quer interromper as brincadeiras para ir ao banheiro e retém as fezes. Quando vão, sentem dor. Os pais devem estar atentos, mas sem pressionar”, recomenda Daniela. A especialista, porém, chama atenção para quando o problema é um sinal de doença.

“Os pais devem procurar ajuda médica quando a criança muda repentinamente o seu hábito intestinal, apresenta um quadro de dor e febre.”

Alívio pelas águas. Será?

Hidrocolonterapia. A palavra, de pronúncia complicada, significa a lavagem e limpeza dos intestinos. Não é uma lavagem simples, mas feita com equipamentos e sob a supervisão de um fisioterapeuta.

César Souto, pioneiro da técnica no Distrito Federal, explica que o fisioterapeuta usa um equipamento para irrigar com água pura o intestino grosso do paciente.

Filtrada, aquecida até a temperatura do corpo e com pressão suave, a água promove estímulos motores no intestino grosso, provocando movimentos peristálticos, que vão ajudar a recobrar os reflexos da evacuação. Os resíduos impregnados nas paredes do intestino são, então, eliminados de forma higiênica e inodora pelo próprio aparelho.

Souto diz que sessões de manutenção são indicadas quando a prisão de ventre é consequência de outra doença, como diabetes, Chagas, depressão e disfunções do aparelho digestivo.

O aposentado Francisco Joaquim de Souza Neto, 56 anos, precisou fazer 11 sessões para se livrar das crises de constipação intestinal. “O meu distúrbio é funcional, pois enfrento o problema há mais de 20 anos, procurei médicos, fiz exames, mudei a alimentação.

E nada”, conta ele. Depois da terapia, o intestino dele funciona com maior regularidade. Mas os médicos são contrários ao procedimento.

“Não há comprovação científica e o tratamento é perigoso, pois pode machucar as mucosas do aparelho digestivo”, alerta a gastoenterologista Mara Rita Salum.

Diagnósticos precisos

Para os casos crônicos, os médicos contam com um arsenal de exames para identificar as causas da constipação intestinal, entre elas possíveis anomalias do aparelho digestivo do paciente.

  1. ColonoscopiaUm exame endoscópico que permite a visualização interna do cólon, a parte final do intestino grosso.
  2. Estudo do tempo do trânsito cólico
  3. Videodefectografia
  4. Manometria anorretal
  5. Fonte: gastroenterologista e cirurgiã do aparelho digestivo da Universidade Federal de São Paulo
  6. Para o bem e para o mal

Avalia quanto tempo o alimento demora para ser digerido e descartado pelo organismo do paciente. É um raios-X, como o uso de marcadores de contraste para mostrar o percurso do bolo fecal. Detecta casos de intestino preguiçoso.Teste de imagem da fisiologia do cólon e reto. O paciente bebe um contraste pastoso. Em seguida, sob orientação médica, realiza contrações do assoalho pélvico, simulando a evacuação. O resultado pode determinar se a pessoa sofre de bloqueio na parte final do cólon e reto ou tem apenas uma prisão de ventre de causa funcional.É um estudo da musculatura do reto e ânus. Um fino cateter é posicionado no ânus e o paciente deve contrair a musculatura da região. Indicado para pessoas com doença de Chagas e crianças com crescimento anormal do cólon. Fibras, fibras, fibras! Este é o principal conselho ouvido por quem enfrenta surtos de constipação intestinal. A nutricionista Joana Lucky afirma que elas podem ser encontradas em frutas, verduras e grãos integrais. Segundo ela, as fibras não são digeridas em nosso organismo e podem ser divididas em dois grupos: solúveis e insolúveis. As do primeiro grupo formam uma espécie de gel no intestino e as do segundo passam intactas. O efeito delas é aumentar o volume das fezes e reter líquido nas mesmas, fazendo com que elas fiquem mais pastosas e fáceis de eliminar. “A quantidade recomendada para ingestão diária é de 25-30g/dia”, diz a especialista.

A comerciária Aline dos Anjos, 25 anos, quando segue esse tipo de orientação, consegue melhorar o funcionamento do seu intestino. “Nem sempre tenho tempo e geralmente como na rua”, conta a também a estudante de direito.

A rotina de ir poucas vezes durante a semana ao banheiro a acompanha desde a infância e só se agrava com o passar dos anos. “Depois que tive a minha filha, há cinco anos, os surtos se tornaram mais frequentes”, afirma.

Depois de três ou quatro dias sem ir ao banheiro, quando a barriga está inchada e está com dores abdominais, à noite em casa ela chega a ficar de duas a três horas sentada no vaso até conseguir. “Acho que vou aproveitar este tempo para estudar tratados jurídicos”, brinca.

Quando a situação se torna realmente crítica, sem evacuar há uma semana, ela apela para as frutas ricas em fibra, como mamão, ameixa, pêra. “Aí o meu intestino funciona”, revela, aliviada.

As fibras são as heroínas, mas também podem se transformar em bandidas. A nutricionista Giovanna Graziani explica que elas necessitam de um companheiro para atuar — os líquidos.

E aconselha que, para combater a prisão de ventre, o recomendável é consumir pelo menos dois litros de água por dia. “Nessa conta, não entram refrigerantes nem bebidas alcoólicas”, afirma.

Por que a água é tão importante nessa batalha? Elas ajudam na absorção das fibras pelo aparelho digestivo, hidratam as fezes e facilitam a sua eliminação pelo organismo.

Na quantidade certa

Concentração de fibra alimentar por 100g do alimentoAlface crespa 1,2Arroz branco 0,3Arroz integral 1,8Banana 2,6Cenoura crua 2,8Ervilha 2,8Farelo de aveia 15,4Farelo de arroz 49,69Farelo de trigo 42,80Feijão 6,4Goiaba 5,4Laranja 2,4Maçã com casca 2,4Maçã sem casca 1,3Macarrão integral 2,8Macarrão comum (ovos) 1,1Manga 1,8Tomate 1,2Repolho 2,3Rúcula 1,6

  • Semente de linhaça 33,5
  • FONTE: Tabela de Composição Química dos Alimentos da UNIFESP e Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos – TACO.

Como melhorar o intestino preguiçoso das crianças

Enriqueça a dieta da criança com frutas e hortaliças e ofereça bastante água para regular as idas ao troninho Foto: Dreamstime

Quer saber qual o melhor remédio para a garotada não ter constipação intestinal? Uma alimentação saudável.

Pode parecer simples demais para dar certo, mas a recomendação dos especialistas é clara: aumente a oferta de fibras e água para os pequenos darem adeus à prisão de ventre. “A principal causa do intestino preso é a alimentação errada.

Ao incluir frutas e hortaliças, a situação geralmente se resolve”, diz Mário Vieira, gastroenterologista pediatra de Curitiba, Paraná.

“Quando a alimentação da criança é regada a tranqueiras, faltam fontes de fibras, que promovem o bom funcionamento do intestino ao aumentar o volume do bolo fecal e estimular os movimentos peristálticos, aqueles que empurram as fezes”, completa a nutricionista Luciana Oliveira. A água entra no jogo porque ela torna esse bolo, digamos, mais macio, facilitando sua expulsão.

Além de ficar de olho na comida, também é necessário conferir as características das fezes do seu filho. Não é preciso esperar uma semana sem ir ao banheiro para dizer que há constipação.

“Se a criança faz cocô duas ou três vezes por dia, mas em pouco volume, como se eliminasse um monte de bolinhas duras, ela está com intestino preso”, ensina a gastroenterologista pediatra Isaura Assumpção.

Antes de perder tempo, é hora de equilibrar o prato da criança com “alimentos laxantes” e oferecer água com frequência – em média, 1,5 litro ao dia dá conta do recado para crianças entre 4 e 8 anos.

Saber identificar a prisão de ventre é importante para corrigir o problema quanto antes. “Quando a criança sempre faz um cocô duro e grosso, ela machuca o bumbum.

Então, ainda que sem consciência, deduz que, segurando, não vai sentir dor”, afirma Isaura Assumpção. “Só que, quanto mais evita a evacuação, pior fica o quadro.

Por isso é preciso cortar o círculo vicioso, conhecido como comportamento de retenção.” E, para resolvê-lo, você já sabe: mudança na alimentação já.

Saiba quais são os alimentos aliados da barriga da criançada

Alimentos “laxantes”  

Mamão: possui uma substância laxante natural, tão eficiente quanto alguns remédios para soltar o intestino. É rico em fibras que colaboram para manter as fezes macias.

Feijão: a casquinha dessa leguminosa tem uma fibra que é bastante laxante. Dica: dê um palitinho para a criança espetar os grãos de feijão e comê-los um por um.

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Iogurte: os que são ricos em probióticaos ajudam a manter a flora intestinal saudável, porque repõem sua proteção natural. Evitam assim os dois extremos – desde prisão de ventre a diarreia.

Ameixa seca: assim como o mamão, ela é rica em uma substância laxante natural. Só não exagere na dose, porque durante a desidratação a fruta recebe grande quantidade de açúcar.  

Alimentos que podem causar prisão de ventre

Banana: adorada pelos pequenos, não é uma opção interessante para o trânsito intestinal congestionado. Ela não piora o quadro, mas também não ajuda. Nesse aspecto, a pior variedade é a banana-maçã.

Leite: de vaca de caixinha tem quantidade de proteínas bem diferente do leite materno. E, nos bebês pequenos, essa diferença tende a provocar constipação, ressecando suas fezes.

Maçã: não que a fruta seja ruim, mas é reconhecida por prender o intestino. Até porque as crianças costumam comê-la sem a casca e, aí, boa parte das fibras se perde.

Arroz branco: o polimento elimina grande quantidade das fibras presentes no cereal. Não precisa cortar o alimento do prato, mas é importante misturá-lo a boas doses de feijão.  

  • Alimentação
  • Atitudes positivas

Apoio ao Paciente: meu filho tem constipação. O que devo fazer?

quarta-feira, 21 de maio de 2008 – Atualizado em 20/10/2015

A constipação1 é um problema muito comum na infância. Geralmente ocorre quando a dieta não inclui uma quantidade suficiente de líquidos e fibras, podendo também ter relação com fatores ambientais.

Uma criança constipada é aquela que apresenta menos de três evacuações por semana, fezes endurecidas, de grande volume, ou quando os movimentos intestinais são muito desconfortáveis para a criança.

A constipação1 é prevenível. Na maioria dos casos, pode ser remediada com mudanças de hábitos alimentares e com a prática regular de atividades físicas.

Quais são as causas da constipação1?

Na maioria das vezes, a constipação1 em escolares está relacionada a uma dieta que não inclui quantidade suficiente de água e de alimentos ricos em fibras, os quais ajudam nos movimentos intestinais.

As crianças que se alimentam de fast-foods – ricos em gordura2 (hamburguer, frituras, milk shakes) e açúcares processados (tortas, bolos, bebidas ricas em açúcar3) – podem ser mais constipadas.

Algumas vezes, medicamentos como anti-depressivos e medicações usadas para tratar a deficiência de ferro podem levar à constipação1.

Em bebês4, a constipação1 pode ocorrer na fase da transição do aleitamento materno5 para fórmulas infantis, ou dos alimentos mais líquidos para os sólidos. Algumas fórmulas de alimentação completa e balanceada também podem influenciar no funcionamento do intestino, podendo causar constipação1.

Tenha em mente que as crianças tendem a evitar ir ao banheiro, mesmo quando elas têm o desejo de ir. Freqüentemente elas ignoram os desejos internos pois não querem parar de brincar para usar um banheiro que esteja longe delas e pedir a um adulto para levá-las. Quando ignoram este momento em que estão com vontade de ir, torna-se mais difícil ir mais tarde.

Estresse também pode levar à constipação1. As crianças podem ficar constipadas quando elas estão preocupadas com alguma coisa, como iniciar aulas em uma nova escola ou problemas em casa. Pesquisas já mostraram que fatores emocionais podem afetar as funções intestinais e causar constipação1 ou diarréia6.

A constipação1 pode estar associada a uma condição conhecida como Síndrome7 do Intestino Irritável (SII), a qual ocorre quando ela está estressada ou pode ser desencadeada por certos alimentos gordurosos ou picantes. Uma criança com SII pode ter constipação1 ou diarréia6, dor no estômago8 e prisão de ventre.

Em casos raros, a constipação1 é um sinal9 de outras condições médicas, por isso é importante manter o pediatra do seu filho informado sobre a persistência dos sintomas10, ou se ele fica mais de 2 a 3 semanas sem evacuar.

Quais são os sintomas10 relacionados à constipação1?

Lembre-se que cada criança tem seu hábito intestinal, uma diferente da outra. Aquelas que não vão ao banheiro diariamente não são necessariamente constipadas. Uma criança pode ir ao banheiro três vezes ao dia, enquanto outra pode ir uma vez a cada três dias. Geralmente uma criança está constipada quando vai ao banheiro em uma freqüência menor que o usual.

Seu filho pode queixar-se de plenitude, dor ao evacuar, esforço evacuatório ou de que há uma pequena quantidade de sangue11 no papel higiênico após as evacuações.

Quais passos devo seguir para prevenir ou tratar a constipação1?

  • Priorize a amamentação exclusiva12 até os 6 meses de idade. Mantenha um ritmo para amamentar, com intervalos de 2 ou 3 horas entre as mamadas. A mãe que amamenta deve ingerir cerca de 3 a 4 litros de líquidos por dia.
  • Se o seu filho está constipado durante a transição do aleitamento materno5 para fórmulas lácteas ou para alimentos sólidos, você pode ofertar pequenas quantidades de suco de maçã ou de ameixa preta algumas vezes ao dia. Caso a constipação1 persista ou cause desconforto ao seu filho, ela pode estar relacionada com alergias alimentares. Você deve consultar um médico.
  • Ofereça ao seu filho mais líquidos durante o dia. Beber uma boa quantidade de água e sucos de frutas naturais ajuda a movimentação das fezes no intestino. A quantidade varia de acordo com a idade e o peso. Mas a maioria dos escolares precisam de 3 a 4 copos de água a cada dia e 1 ou 2 copos de sucos de frutas todos os dias. Dê preferência para as frutas ricas em fibras como laranja, mexerica, manga, morango, ameixa preta, kiwi, mamão ou abacate.
  • Use mais fibras na dieta das crianças. Alimentos ricos em fibras como frutas, vegetais, cereais e pães integrais podem prevenir a constipação1. As fibras não são digeridas e por isso ajudam a limpar o intestino, enquanto uma dieta rica em gorduras, açúcares e comidas pesadas pode lentificar o trânsito intestinal. As fibras não precisam aborrecer o seu filho: tente maçãs, farinha de aveia, granola, laranja, banana, milho cozido ou pipoca. São comidas que as crianças geralmente aceitam com facilidade.
  • Estimule o seu filho a praticar alguma atividade física prazerosa. Os exercícios físicos estimulam o intestino e toda criança gosta de exercitar-se. Pode ser alguma atividade simples como brincar de pique, andar de bicicleta ou nadar. As atividades físicas, principalmente aquelas realizadas ao ar livre, reduzem o estresse e colaboram para aprimorar o desenvolvimento infantil e a socialização.
  • Faça um planejamento regular das refeições. A ingestão alimentar em horários regulares ajuda a criar uma rotina no ritmo intestinal. Se necessário, ofereça o café da manhã um pouco mais cedo para dar a chance do seu filho visitar o banheiro de forma relaxada antes de ir para a escola.
  • Caso o seu filho esteja evitando ir ao banheiro mesmo que tenha vontade, você pode levá-lo e pedir que fique sentado no vaso sanitário por aproximadamente 10 minutos na mesma hora todos os dias, preferencialmente após uma refeição. Isto facilita a criar o hábito de evacuar mais ou menos no mesmo horário todos os dias.
  • A higiene da região genital é importante para evitar possíveis afecções13 ano-retais, tais como fissuras14 e assaduras, as quais aumentam as dificuldades de evacuação.
  • Fale com o pediatra antes de dar qualquer tipo de medicação para constipação1 para o seu filho. Não faça uso de laxantes15 ou supositórios sem o conhecimento de um médico.

Na maioria dos casos, estas pequenas mudanças resolvem o problema. Elas ajudam a regular o funcionamento intestinal, permitindo que seu filho se sinta melhor.

Fonte: Equipe Médica Centralx16

Para acompanhar o crescimento do seu filho: www.centralx16.com.br/crianca

NEWS.MED.BR, 2008. Apoio ao Paciente: meu filho tem constipação. O que devo fazer?. Disponível em: . Acesso em: 13 jun. 2020.

1 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.

2 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.

3 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.

4 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).

5 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite – lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.

6 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.

7 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.

8 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.

9 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.

10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença.

Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal.

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A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.

11 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo.

Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares).

Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.

12 Amamentação exclusiva: Uso do leite materno, habitualmente até os 6 meses de vida como único alimento da criança, não sendo admitidos chás ou água como exceção.

13 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.

14 Fissuras: 1. Pequena abertura longitudinal em; fenda, rachadura, sulco. 2. Em geologia, é qualquer fratura ou fenda pouco alargada em terreno, rocha ou mesmo mineral. 3. Na medicina, é qualquer ulceração alongada e superficial.

Também pode significar uma fenda profunda, sulco ou abertura nos ossos; cesura, cissura. 4. Rachadura na pele calosa das mãos ou dos pés, geralmente de pessoas que executam trabalhos rudes. 5. Na odontologia, é uma falha no esmalte de um dente. 6.

No uso informal, significa apego extremo; forte inclinação; loucura, paixão, fissuração.

15 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.

16 Centralx: Empresa fornecedora de produtos e serviços na área de medicina. Fundada em 1989 a Centralx é líder no mercado de softwares e sistemas de informação médicos no Brasil.

Constipação intestinal em crianças: o que fazer? – Convite à Saúde

A criança que não vai ao banheiro todos os dias e, quando tem vontade, se queixa e chora porque “fazer cocô dói muito!” provavelmente está sofrendo de constipação intestinal.

A criança é considerada constipada quando vai menos do que três vezes por semana ao banheiro. As evacuações são difíceis, dolorosas e as fezes endurecidas. Em alguns dias, as fezes podem obstruir o vaso sanitário.

A criança que sente dor quando vai ao banheiro pode tentar evitar as evacuações cruzando as pernas ou se curvando e segurando a barriga.

Crianças constipadas podem sofrer de incontinência fecal e eliminar fezes líquidas, muitas vezes em locais inapropriados como na escola. Isso ocorre porque existe uma massa endurecida dentro do intestino grosso (no reto) e as fezes em formação, ainda amolecidas, conseguem passar ao redor dela.

A maioria dos casos de constipação têm causas funcionais e pode ser tratada sem medicamentos. Quando necessário, podem ser utilizados laxativos. O tratamento da constipação é longo e desafiador, mas muito importante para evitar complicações como: fezes impactadas, fissuras no ânus e, no futuro, hemorróidas.

  1. Desmame e introdução muito precoce de outros alimentos: o leite materno é o alimento ideal para os bebês e deve ser oferecido exclusivamente até os seis meses de idade. Introduzir precocemente outros alimentos pode levar a constipação.
  2. Leite de vaca: o excesso do leite de vaca na dieta destas crianças pode favorecer a formação de fezes ressecadas devido a saponificação do bolo fecal (pela ação do caseínato de cálcio) e outra causa menos comum, seria a alergia à proteína do leite de vaca ser a causa de constipação.
  3. Treinamento inadequado para o uso do toalete: o treinamento para uso do toalete deve ser iniciado em torno dos 2 anos de idade, quando a criança já está andando sozinha, consegue compreender e seguir comandos simples, além de conseguir diferenciar o cocô e o xixi. É considerado normal demorar até os 4 anos de idade para adquirir o controle dos esfíncteres. Iniciar precocemente o treinamento pode causar constipação.
  4. Entrada precoce na escola: atualmente algumas crianças vão para a escola antes dos seis meses de idade e o treinamento do uso do toalete é feito pelos cuidadores. Se eles não forem bem treinados, podem ocorrer problemas.
  5. Dieta inadequada: crianças que não consomem fibras alimentares (vegetais e frutas) e que não bebem água suficiente tendem a ser constipadas.
  6. Mudanças na rotina: viagens, nascimento do irmão, eventos estressantes e entrada na escola, por exemplo, podem ser causas de constipação mesmo em crianças maiores. Geralmente, esse tipo de constipação é transitório e melhora espontaneamente.
  7. Constipação intestinal orgânica: quando existe alguma doença de base ou alteração anatômica que favorece a alteração da movimentação o intestino.

O objetivo do tratamento da constipação é obter fezes macias e de fácil eliminação. As principais medidas são educacionais e de treinamento.

    1. Aleitamento materno: o leite materno apresenta melhor digestibilidade, é rico em diversos nutrientes e contribui com neurotransmissores que favorecem a motilidade e maturação intestinal, evitando a constipação intestinal.
    2. Educação dos pais e cuidadores: inicialmente tranquilizar quanto a época de treinamento do esfíncter da criança e que cada uma tem o seu tempo. Nunca punir ou brigar com a criança que ainda não alcançou o controle esfincteriano. Orientar os pais e cuidadores sobre as causas constipação funcional e estratégias para lidar com o problema é fundamental. Crianças em uso de laxativos precisam ter acesso ao banheiro durante as aulas, se precisarem.
    3. Dieta: a criança deve ingerir uma quantidade adequada de fibras alimentares através do consumo de frutas, vegetais, cereais, grãos e sementes. São recomendadas de 5 a 8 porções de frutas e vegetais por dia.
    4. Os alimentos mais recomendados para uma criança constipada são: maçã com a casca (de acordo com a idade da criança), mamão, pêra, ameixa, kiwi, frutas vermelhas, folhas, alho, cebola, aspargos, aveia, farelo de trigo, grão de bico, feijão e linhaça. A criança constipada não deve consumir um excesso de fibras alimentares, mas a quantidade recomendada para todas a sua faixa etária.
    5. Consumo de água: crianças de até 10 kg de peso devem tomar de 700 a 1000 ml de água por dia. Acima desse peso, o manual da Sociedade Brasileira de Pediatria (2018) recomenda as seguintes quantidades:
      Peso da criança (kg)
      Quantidade de água por dia (ml)
      10 1000
      11 1050
      12 1100
      13 1150
      14 1200
      15 1250
      16 1300
      17 1350
      18 1400
      19 1450
      20 1500
      21 1520
      22 1540
      23 1560
      24 1580
      25 1600
      26 1620
      27 1640
      28 1660
      29 1680
      30 1700
  1. Atividades físicas: exercícios regulares ajudam a estabelecer um funcionamento intestinal normal.
  2. Rotina: o momento logo após as refeições é o melhor para evacuar, pois a presença dos alimentos no estômago estimula a motilidade do intestino. Estabelecer horários para ir ao banheiro desde cedo pode inclusive prevenir a constipação infantil. Estimule a criança a se sentar no toalete por 5 a 10 minutos depois de se alimentar e concentrar-se em fazer cocô (nada de celular!).
  3. Adequação do toalete: crianças pequenas precisam de um redutor de assento e um banquinho para apoiarem os pés na hora de ir ao banheiro.
  4. Probióticos: alimentos como iogurte, kefir e vegetais fermentados podem ser introduzidos à dieta, se a criança aceitar. Não existem evidências que indicam que devem ser usados probióticos comerciais para as crianças.
  5. Laxativos: o laxativo mais recomendado atualmente para o tratamento da constipação infantil é o polietilenoglicol (PEG). Além deste, podem ser utilizados a lactulose, o hidróxido de magnésio e o óleo mineral.

O polietilenoglicol (PEG) é apresentado em forma de pó e não tem gosto nem cheiro. Pode ser misturado à água, sucos e leite e tem boa aceitação pelas crianças.

Ele atua através da retenção de uma maior quantidade de água nas fezes, que ficam mais amolecidas. É considerado o tratamento mais eficaz para a constipação infantil na atualidade, mas só deve ser utilizado para crianças acima de 12 meses de idade.

Eventualmente pode ser indicado para crianças acima de 6 meses de vida.

A lactulose também retém maior quantidade de água nas fezes, além de aumentar seu volume e acelerar o trânsito intestinal. Tem alguns efeitos indesejados como gases, distensão e dor abdominal, pois pode ser fermentada pelas bactérias intestinais.

O hidróxido de magnésio age aumentando a motilidade do intestino. É contraindicado em crianças com doenças renais. Seu sabor desagradável contribui para uma menor adesão ao tratamento.
Os laxantes devem ser utilizados por pelo menos dois meses e retirados apenas após 30 dias de funcionamento intestinal normal, de acordo com a orientação do pediatra.

O tratamento da constipação é longo e, como qualquer doença crônica, o maior desafio é a adesão do paciente ao tratamento. Estima-se que 50 a 80% das crianças tratadas ficarão livres dos laxativos após 5 a 10 anos de tratamento. Em alguns casos, os medicamentos serão necessários na vida adulta.

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