Como ajudar um pássaro com a asa quebrada: 13 passos

Pássaros são atraídos por flores, frutas e água disponível. Ter pássaros no nosso lar deixa o ambiente mais harmonioso e relaxante. Um jardim ou quintal com pássaros traz uma sensação de alegria e bem-estar que melhora o stress do dia-a-dia das grandes cidades.

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Fonte da Foto: www.flickr.com

Passo 1.: Atraindo pássaros para o jardim

Os pássaros são atraídos por alimentos. Eles vão até o jardim procurando comida e água. O que irá mantê-los no jardim é justamente a oferta dos alimentos. Saiba do que é necessário para atrair e manter os pássaros no jardim:

Comedouro: instale em altura suficiente para que não possa ser acessada por intrusos como cães, gatos, roedores, etc.

Local do comedouro: escolha um local próximo a uma árvore para que os pássaros tenham sombra e um ponto de abrigo;Oferta de alimentos: uma vez iniciada, a prática de oferecer alimentos não deve ser interrompida abruptamente.

Principalmente nas cidades, os visitantes se acostumam com o alimento fácil à disposição e podem sofrer com a falta.Limpeza do comedouro: higienizar bem o comedouro e eventuais recipientes é muito importante.

As garrafinhas com água e açúcar para beija-flores exigem atenção especial. É preciso lavá-las semanalmente com água e cloro, além de trocar a água todos os dias.Bebedouro: é importante ter água limpa para que os pássaros possam se hidratar.

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Fonte da Foto: www.pinterest.com

Passo 2.: O que fornecer aos pássaros

Alpiste: o alpiste é apreciado por diferentes espécies de pássaros e são fáceis de adquirir no mercado.

O detalhe é que os pássaros não comem a casca do alpiste que fica espalhada pelo comedouro e pelo chão, é preciso limpá-la para não atrair animais indesejados (roedores);Sementes: Entre as sementes utilizadas na alimentação de pássaros, temos: milho, painço vermelho, semilha, colza, nabo, trigo, aveia, girassol e linhaça.

Existe uma grande quantidade de sementes que podem ser usadas na alimentação das aves, no entanto, você precisa verificar se o consumo delas está apto para a fauna de pássaros nativa da sua região.

As sementes é uma espécie de alimento que apresenta um grande teor de gordura, e isso faz com elas se tornem um alimento bastante atrativo para as aves.Frutas maduras (nem passadas nem verdes): banana, laranja, maçã, mamão, abacate, pitanga, etc.

Basta cortar a fruta ao meio, preservando a casca, e colocá-la no comedouro com a polpa voltada para cima. Comece aos poucos para evitar o desperdício, com ¼ de banana ou ¼ de mamão, por exemplo. Isto porque os pássaros podem demorar um pouco para frequentar o seu jardim, mas depois que começarem continuarão por muito tempo. Então insista, limpando o comedouro e trocando a oferta de comida diariamente, mesmo que nenhum pássaro tenha aparecido.

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Fonte da Foto: www.flick.com

Passo 3.: Como atrair beija-flores

Muitos admiradores de pássaros adoram receber a visita daquele que é símbolo da beleza e simplicidade: o beija-flor. Por isso é comum ver casas decoradas com bebedouros onde essas aves podem se servir tranquilamente. Mas algumas pessoas acreditam que podem estar prejudicando o pássaro colocando água com açúcar para ele beber, porém este é um mito.

Não existe nenhuma constatação científica de que a água açucarada é prejudicial à saúde do beija-flor. Na verdade existe um mito muito difundido de que o uso dos bebedouros com água e açúcar causaria uma doença no bico dos beija-flores, levando-os à morte.

Este mito vou quebrado após análise do Médico Sanitarista e Ornitólogo Luiz Fernando de Andrade Figueiredo baseado no estudo do naturalista do Espirito Santo, Augusto Ruschi que se dedicou bastante ao estudo dos beija-flores e foi o criador do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão.

Ocorre que Ruschi mantinha beija-flores em cativeiro para estudo e não há informação do tipo de alimento que dava a eles. Provavelmente o suprimento proteico era insuficiente, do que resultava desnutrição nos beija-flores e a consequente queda de sua imunidade.

Uma doença muito comum nos indivíduos com imunidade suprimida é a candidíase, uma micose causada pelo fungo Candida albicans, o popular “sapinho” que acomete boca de nenéns. Certamente era essa a doença que afetava os beija-flores de Ruschi.

A divulgação disso ganhou uma grande repercussão, mas de forma equivocada, pois as pessoas entenderam que era a água com açúcar dos bebedouros que causava a doença (ou mesmo o fato da água estar deteriorada) e não a deficiência proteica dos beija-flores em cativeiro.

O ideal é atraí-los com espécies floríferas fornecedoras do néctar. São elas: escova-de-garrafa, grevílea-anã (esta planta em flor corresponde ao mesmo que uma garrafinha de água com açúcar por dia. Generosa, ela floresce quase o ano todo), ipê, hibisco, flor-camarão, brinco-de-princesa, sanquésia, entre outras.

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Fonte da Foto: www.emiliosilveravazquez.com

Passo 4.: Plantio de frutíferas para atrair pássaros

As plantas abaixo são exemplos de frutíferas que atraem as seguintes espécies de pássaros:

Acerola: sanhaços, saíras, sabiásAbacateiro: sabiás, sanhaços, jacus, pica-pausAmoreira: sabiás, sanhaços, bem-te-vis, saírasBananeira: tico-ticos, sanhaços, sabiás, saírasCajueiro: sabiás, sanhaços, saíras, periquitos, papagaiosCaquizeiro: saíras, sabiás, bem-te-visFigueira: tucanos, periquitos, jacus tico-ticos, tangarásGabirobeira: sanhaços, sabiás, saírasGoiabeira: periquitos, sanhaços, sabiás, tiés, saírasJabuticabeira: periquitos, sanhaços, saíras, sabiásMamoeiro: tucanos, sabiás, sanhaços, pica-pausPitangueira: sabiás, bem-te-vis, jacus, saíras, arapongas

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Fonte da Foto: www.panoramio.com

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Caiu um filhote de passarinho na minha casa, e agora?

Posted on 30 de dezembro de 2016 by voapassarinho

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Olá pessoal,

Você me achou na internet procurando ajuda sobre como cuidar de pardaizinhos, bem-te-vis, andorinhas, entre outros filhotes que caem do ninho, ou aparecem em sua residência de repente, ou o gato tentou pegar… vários motivos, mas o único e principal é “Como cuidar deles??“.

Já adianto que eu não sou especialista em aves, mas sempre ajudei e salvei os passarinhos que caíram em casa, e com as minhas dicas espero ajudá-los também!!

Antes de seguir as dicas abaixo, tente encontrar o ninho do passarinho, em árvores próximas, arbustos, calhas, telhados. Os pais sempre ficam próximos tentando chegar perto do filhote quando não tem pessoas por perto. Caso não ache mesmo, leve para dentro de casa e cuide.

  • Vou apresentar algumas das coisas que você deve comprar na casa de ração, afinal para cuidar terá que gastar uns trocados.
  • Caso não tenha condições no dia para comprar alguma comida, pode improvisar dando:
  • Receita 1: gema de ovo cozida + Neston + farelos de pão + água morna, misture tudo para virar um mingauzinho.
  • Receita 2: fubá + água morna, misture para virar um mingauzinho também.

OBS: jamais coloque leite no meio dessas papinhas caseiras!!

Lembrando que isso é só para emergência. Assim que puder, compre a papinha na loja.

Compre:

  • Seringa (a mais fina, sem ponta)
  • Pó de serragem
  • Papa para filhotes (em pó).
  • E pegue uma caixa de sapato vazia.

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Primeiro de tudo, verificar se o filhote apresenta sinais de machucados, arranhões, mordidas, ou asa ferida…

Caso apresente, tente limpar as feridas usando cotonetes com água oxigenada líquida 10 para machucados. Aconselho a levar a um especialista em aves na sua cidade, dependendo do caso você nem consegue fazer nada para ajudar.

Só tente uso de antibiótico para aves se achar que é muito grave e o pássaro pode ficar debilitado conforme o passar do dia, e se você não tenha conseguido assistência de algum especialista. (Lembre-se: Depende do antibiótico a quantidade exata a dar ao filhote.

Leia a bula ou converse com pessoas que entendem, nessas lojas de ração) se tiver muita dúvida sobre usar, melhor nem usar! Após dar o antibiótico, o passarinho tem grandes chances de melhoria. Caso contrário, pode não resistir, por ser muito filhotinho e fraco.

Alerta parasitas e larvinhas indesejáveis!!!

Caso o passarinho apresente parasitas ou larvinhas saindo de seu corpinho, podem comprar iodopolvidona para passar nas feridas, e retirar as larvinhas com pinça. Tem um Blog muito legal que informa melhor o que fazer com essas larvinhas indesejáveis.

Não vou retirar o conteúdo dele nem o crédito de pesquisa, pois ele quem foi atrás! Então (não adianta clicar no link que não vai acessar a página direto, ok?) Copiem e colem esse link na barra de endereços do seu navegador de internet para acessar:

http://assistenciadeavesurbanas.blogspot.com.br/2016/02/alerta-larvas-que-devoram-filhotes.html

Segundo:

Pegue a caixa de sapato vazia (a tampa dela deve conter furos e pequenas aberturas para que circule o ar), despeje o pó de serra dentro, (a medida boa é cobrir as garrinhas do passarinho), e coloque o filhote dentro. O pó de serra é bom pois é quentinho e segura as fezes. Não tampe toda a caixa, senão ele morre sufocado. Rasgue metade da tampa dela, deixando um lado tampado e o outro aberto.

CUIDADO: Não coloque jornal nunca, nem panos ou trapos. Jornal intoxica e panos enroscam nas garras, podendo sufocá-lo. 

Terceiro:

Já com a papa em mãos, ela geralmente vem em pó. Abre o pote da papa, coloque num copo uma colher de sobremesa de papa e pouca água para virar a textura de um mingau, que nem leite ninho se você já fez uma vez deve saber a textura que fica. Aqueça a papa com água no microondas uns 5 segundos acho, tem que ficar levemente morninho, nada de quente ou fervendo, senão mata o animal.

Morninho para descer mais fácil na garganta dele. Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 PassosMisture bem com colher e sugue com a seringa até a metade dela. Chegue próximo ao bico do filhote e vá soltando muito devagar a papinha ao lado do bico fazendo pressão, ele vai abrir o bico automaticamente e ao abrir, faça leve força para pressionar mais comida. Cuidado para não afogar ele. Dê aos poucos, espere ele engolir, e esteja atenta ao papinho dele.

Verifique se o papo do filhote está cheio. Quando estão com fome os passarinhos abrem o bico para pedir a comida e quando não querem não pedem mais, o bucho deles se vê logo abaixo, do tamanho de uma bolha, e quando está cheio e da cor da comida que deu pois é transparente.

Leia também:  Como aliviar uma dor de dente naturalmente: 10 passos

Não se se apresse em dar demais, já que quando estão satisfeitos não abrem o bico para pedir e este é o sinal que não se deve dar mais. Guarde o que sobrou da papa tampado com papel alumínio, em um canto sem luz solar.

Sempre atente-se se acabou a papa, faça mais e dê sempre morninha.

Alerta Limpeza: Pegue cotonetes e umideça-os na água, passe no canto do bico, para que todo o resíduo de comida saia. Se você deixar resíduos, a comida resseca no bico, gruda, enche de fungos, o filhote fica doente, e não consegue mais comer. Finalize passando um paninho úmido no bico com cuidado para não machucar.

Bom, tem pessoas que alimentam de 1 em 1 hora quando é muito filhotinho. Pode-se também optar por 2 em 2 horas. Filhote come muito. Pare de dar comida lá pelas 19h.

Se o filhote pia, normalmente é sinal de saúde, ou fome.

Alerta Água: Pode começar a dar água ao passarinho, quando este estiver maiorzinho com suas peninhas prontas. Não tem necessidade de dar água ainda filhotinho pois este pode afogar, só use água para limpar a sujeira de papa no bico.

obs: na foto, a pessoa utiliza uma seringa com um cabinho longo para imitar o bico da mãe. Não sei se vendem na casa de ração mesmo, mas é uma outra opção.

Quarto:

Após as refeições do dia, deixe-o quietinho na caixa onde não faz barulho para ele poder dormir. O pó de serra já o mantém aquecido. Não utilizo lâmpadas para aquecer os filhotes, sou contra. Deixe-o no escuro próximo a você ou então num canto do quarto. Não deixe-o lá fora, senão morrerá de frio.

E de manhã, mantenha a caixa em um local com claridade e ventilação, com brisa. Mantenha-o fora do alcance de crianças pequenas, de cachorros, gatos, entre outras ameaças.

Faça essa rotina toda até o passarinho ficar fortinho e querer abrir as asas.

Quinto:

Depois de crescidinho procure deixá-lo em um local mais aberto para ele querer voar. Quando o animal fica muito dentro de algo, adoece e morre. Ela deve tomar o solzinho da manhã, até umas 10h, assim recebe toda vitamina para as asas crescerem bem.

Cuidado com gatos a solta, e gaviões. São presas fáceis os filhotes que ficam expostos num local muito aberto.

Você pode dar de comida insetos minúsculos, larvinhas desidratadas, sementes vendidas nas casas de ração, quando estiverem crescidos. Bem-te-vis, andorinhas, comem essas coisas diferentes logo que crescem.

Alerta: Quando for ensinar a voar, e ver que o pássaro está a bater muito as asas e já possui todas as penas no corpinho, procure achar um local cheio de árvores próximas, tipo um bosque, ou reserva, e dê impulso de baixo e solte com tudo o pássaro para cima. Ele com o impulso de baixo vai se sentir na obrigação de bater as asas e vai tentar voar até apoiar em algo. Depois disso, não se preocupe que o pássaro conseguirá voar normalmente depois de umas 4 tentativas de cair e você levantá-lo de novo pro ar.

OBS: Evite pegar muito no pássaro, o calor da nossa mão umedeci as asas dele, fazendo grudar, também podendo sufocar o bicho, e tirando-lhe o cheiro natural dele para convivência entre outros pássaros futuramente. Por isso só pegue-o quando for alimentá-lo.

Ah mas e agora? Ele cresceu, quer voar, mas se eu o soltar ele não vai viver lá fora!!

Vive sim! Ele é selvagem, ele tem asas. Ele veio da floresta. O pássaro após ser solto, vê outros de sua espécie, e tenta imitá-los em tudo, comer, se esconder, voar, tomar banho, enfim. É o instinto falando mais alto. Ele se junta com outros bandos e vive normalmente.

Jamais prenda um pássaro em uma gaiola!! Ele tem asas para voar, ser livre!! Não maltrate os animais!! Você gostaria de viver em uma prisão, e ver seus semelhantes livres e felizes do outro lado da cela?

Como Ajudar Um Pássaro Com a Asa Quebrada: 13 Passos

Abraços

e mandem notícias dos cuidados com seus filhotes!!

Caso não tenham condições de cuidar de um filhote, procurem o Ibama, ONGs ou Secretaria do Meio Ambiente da sua cidade, mas não abandonem jamais.

SÓ RESPONDO DÚVIDAS POR E-MAIL QUE NÃO CONTÉM EM MEU POST: [email protected]

Tentarei responder o mais breve possível. Boa sorte!

História O último dragão

4 meses depois

Senti meus pés escorregarem no musgo da árvore, segurei mais os galhos sobre mim para me firmar a não cair e ao mesmo tempo tentei não produzir som algum.

Estava em um dos testes que Riven e os outros especialistas tinham preparado para mim, para saber se eu sobreviveria aos ataques contra Alfea, que estavam se tornando cada vez mais frequentes. Por um fio eu não fracassara em todos os testes. Aquele era o mais difícil, de longe.

O objetivo era me esconder na floresta. Caçar e ser caçada. Eu tinha me camuflado encima de uma árvore enquanto Riven estava lá embaixo na terra firme me procurando com seu ar de espião.

Ele já tinha passado embaixo da minha árvore uma centena de vezes e não tinha me visto ainda, o que eu agradecia, mas acho que perderia pontos se ele desistisse de me procurar e eu contasse que o tinha visto tantas vezes e não tinha atacado.

Eu também tinha que caça-lo e prendê-lo. O único problema era que eu tinha uma adaga que no máximo servia como faquinha de pão e um pedaço de cipó — item que não ajudou muito quando eu mal sabia dar um nó que ficasse firme.

Proibida de usar magia, preferi então nem tentar fazer nada e esperar o fim do exercício.

Eu já estava dando cãibra nas pernas quando uma borboleta pousou nela. Fora as asas transparentes, ela era incrivelmente parecida com as borboletas da Terra. Talvez fossem as mesmas. Talvez elas fossem as únicas criaturas a conseguir passar entre os dois mundos.

Seria legal ser uma borboleta numa hora daquelas e sumir dali.

— Buh. — O hálito quente e o cheiro metálico de sangue velho vindo dele me fez gelar até o último centímetro quadrado da minha pele.

Num movimento brusco tentando virar e me proteger eu acabei escorregando, porém as mãos firmes do vampiro à minha frente me seguraram pelo pulso bem a tempo de eu cair do galho da árvore.

— Cuidado aí, você podia ter quebrado o braço dessa altura.

— E seria sua culpa! — Rebati, me soltando e escalando a árvore de volta para o chão. Foi difícil já que Riven estava bem no galho que eu mais precisava pra descer, mas consegui após certo esforço.

— Que eu me lembre não te mandei baixar a guarda. Ou se esconder tão mal. Consegui te achar da primeira vez que passei aqui.

Seu olhar era de um convencimento irritante. Ele me provocava mais que Mitzi desde que cheguei ali, se é que isso era possível.

— E por que não me capturou de uma vez?

— Prefiro te capturar em outro lugar.

Um sorriso malicioso se formou no seu rosto e senti o meu corar. Dei meia volta e comecei a caminhar a passos longos para a saída da floresta, respirando fundo e me forçando a voltar ao normal para que ninguém percebesse a minha reação.

— Idiota…

Tinha se passado muito tempo desde que o exercício começara, de forma que quando saímos de Alfea ainda era hora do almoço e agora até o sol já tinha se posto. Um horário perigoso para ficar longe dos escudos da escola.

Corri para alcançar um bom lugar na fila do chuveiro ao mesmo tempo em que fazia meu estômago se comportar até o jantar. Era mais fácil esperar na fila da cantina que na do banheiro, e mais tarde essa última só aumentaria com o número de fadas que chegavam dos seus próprios testes.

Depois de uma ducha fria finalmente fui comer. Não tinha tantas opções de pratos como nos restaurantes que eu estivera acostumada a frequentar na Terra, mas depois do dia exaustivo toda a comida parecia um banquete.

Além disso eu não podia pedir muito mais do que já tinha. Com o fechamento das dimensões, Magix passou a ter problemas com a produção de alimentos e outros recursos naturais.

Nós estávamos entrando em colapso desde o primeiro ataque.

Stella logo veio ao meu encontro na mesa assim que eu sentei. Ela parecia radiante como sempre, mas tinha um quê de ansiedade em meio a isso e, diferente de todos os outros dias, não estava me evitando.

— Adivinha? — Seus olhos cor de mel me encaravam com expectativa. Eu nunca mais a vi me olhando assim desde muito tempo e foi estranho, como se nossa amizade tivesse reatado sem que eu notasse. Como não respondi a loira fez as honras. — Diaspro quer te dar uma missão.

Engasguei com o pão que mastigava.

— O que? — Ela riu da minha reação, apesar de um pouco nervosa — Mas eu não passei nos exercícios. Pelo menos não no último. Eu devia ser a última pessoa que eles chamariam pra uma missão.

— Bom, só Riven te reprovou, e foi insignificante. Ethan sugeriu que você saísse em missão pra te testar de verdade.

Eu duvidava muito que Ethan não estivesse planejando minha morte longe da fortaleza, algo que provavelmente aconteceria já que eu não sabia dar um mísero soco ou manifestar meus poderes de forma decente.

— Sky também aprovou. Ele disse que se você não conseguisse lidar com a pressão agora só pioraria depois que entrasse na sua zona de conforto.

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Ah Sky, pensei, você e essa cisma com a zona de conforto alheia.

Antes de eu poder reclamar a princesa me atropelou de novo. Molhei o pão na sopa de alguma coisa muito boa que tinham me dado, fingindo que não ia dizer nada mesmo.

— Eles decidiram isso rápido. Diaspro me pediu pra escolher uma missão simples pra você. Aqui está.

Ela me estendeu um papel rabiscado com o lugar que eu tinha que ir e o que eu tinha que fazer. Vilarejo de Nastha. “Levar medicamentos e ajudar no tratamento dos feridos”.

— Não é perigoso eu ir pra tão longe? Acabei de chegar. — Argumentei, lembrando a ela que eu não conhecia meio palmo de terra além do território de Alfea, que por sinal era muito restrito. — E os black dogs ainda estão por aí.

— Todas as fadas estão se arriscando para ajudar os vilarejos atingidos, você tem que aceitar. Além disso, os especialistas e mais algumas meninas vão te acompanhar. É mais fácil perceber e lutar contra alguma ameaça quando se tem companhia.

— O problema é alguém querer minha companhia. — resmunguei. Stella apenas deu de ombros e fingiu não ouvir.

— Enfim, — disse, enfiando um pedaço de pão na boca com o máximo de etiqueta que sua fome permitia ter. Ela tinha parado de se importar com peso de uns tempos para cá. — você ainda tem um tempo pra pensar. Ainda não decidiram a data de partida, a princesa está esperando a poeira baixar.

— Você acha que é uma boa ideia?

Eu queria ver se minha melhor amiga ainda estava ali, se ela ainda me considerava algo depois de tudo ou se importava minimamente com a minha partida. Nós tínhamos avançado muito desde que me mudei para a escola.

Ela, Musa, Tecna, Flora e eu nos demos bem nas primeiras semanas de aula, mas depois… depois tudo desandou de forma catastrófica.

Nenhuma delas fazia qualquer esforço para falar comigo quando não era realmente necessário, e eu me sentia tão sozinha quanto quando meus pais me largaram naquele castelo.

Talvez se ela demonstrasse indiferença eu me sentisse mais desapegada para sair em missão. Eu não teria ninguém para quem voltar mesmo, não teria um motivo para ter medo.

Dando de ombros de novo, a princesa evitou contato visual, pouco incomodada com a pergunta.

— Acho que sim. A maioria das fadas se desenvolve na marra. Talvez um pouco de perigo real ajude a melhorar o controle dos seus poderes…

Assenti, processando suas palavras lentamente. Até que ela tinha razão. De qualquer forma, eu nunca saberia se era boa ou não apenas treinando na escola. Os especialistas eram bons professores, mas não eram perfeitos. Eu precisava conhecer inimigos de verdade e, mesmo se não encontrasse nenhum, ainda seria um bom aprendizado.

Além disso, nós estávamos ficando sem tempo para aulas. O perigo se aproximava.

Com os pratos do jantar dentro de sua bandeja não muito bem equilibrada em uma só mão, Stella me deixou pensando sozinha e se uniu às outras fadas, em outra mesa bem longe de mim. Fiquei ali comendo sozinha até o toque de recolher soar e eu ir para o quarto. Me joguei na cama, repassei aquele dia.

O céu lá fora pintava tudo de azul marinho e prata. A lua quase desaparecera em meio às nuvens da noite nublada que cobriu o campus.

Kiko, meu coelho — a única coisa que tiveram o trabalho de trazer da Terra antes de fecharem os portais —, já tinha ido dormir e só acordaria no dia seguinte, o que significava que aquela seria outra noite solitária, bem longa e cheia de divagações sobre a vida que eu costumava ter no mundo humano. Outra noite em que eu tentava afastar os pensamentos conflituosos.

Outra noite em que essa falha tentativa terminava em choro e pesadelos intermináveis.

~***~

— Papai! — a menininha gritou, correndo para os braços de seu pai com um pequeno pássaro nas mãos, a asa quebrada pendendo de um dos lados. — Ele caiu!

Seu pai passou as mãos pelos cabelos ruivos cobertos por fios grisalhos, que davam a ele uma aparência de ter muito mais idade do que realmente tinha. Seus olhos enrugaram num sorriso sereno que sua filha não compreendeu.

Então, ele tomou o pequeno pássaro de suas mãos e o colocou no pouco espaço de grama que havia entre os dois. Tomando as mãozinhas da filha, ele as pousou sobre o ferimento, fazendo força.

O passarinho piou e o coração da menina deu um pulo de dor por ele.

— Você vai machuca-lo!

Ela teimava e relutava em encostar no pobre bichinho, mas seu pai ainda prendia suas mãos sobre a asa quebrada. Sorrindo mais, o senhor fechou os olhos e pressionou as pequenas mãozinhas da menina. Uma corrente fina de maana envolveu as mãos dos dois em raios lentos e firmes, mas quase imperceptíveis. Então, a menina sentiu calor. Muito calor.

Chegou a suar, até. E outras coisas passaram por sua cabeça. Músicas, sentimentos. Ela nem se lembrava mais do pássaro sofrendo sob suas mãozinhas. Uma luz a envolveu como se trouxesse toda a paz do mundo. E acabou de repente, com seu pai a soltando para pegar o pássaro que piava no chão, perdido com o milagre que acontecera, sua asa nova em folha.

Boquiaberta, mas um pouco cansada demais, ela viu o pássaro dar seus primeiros saltos e levantar seu primeiro voo pós-recuperação até uma árvore próxima. Seus olhinhos ficaram pesados e estrelas dançaram na frente deles.

— Bom trabalho.

Atônita, ela se recostou no braço do pai e procurou as respostas para as perguntas que se formavam na sua cabeça. Não conseguia acha-las sozinha. Seus olhos pesavam demais.

— Eu fiz aquilo?

— Sim, querida.

A resposta era tão simples que até parecia boba. Para a pequena garota, porém, aquelas duas palavras abriram um universo diante de si, onde ela podia curar as coisas e as pessoas.

Seus pés formigaram, seguidos pelas pernas e o resto do corpo. Tudo ficou escuro, um escuro calmo que ela gostava, diferente do escuro do quarto quando a noite chegava, que ela temia.

Ela gostava desse escuro. Significava descanso.

— Bom trabalho, princesinha. — Seu pai repetiu, a voz distante, abafada pelo sono que vinha. Foi a última coisa que a pequena ouviu antes de apagar. 

Como ajudar um pássaro ferido ou que caiu do ninho

Já aconteceu de você ter encontrado um pássaro machucado, ou com dificuldade de voar, por ainda ser filhote e ter caído do ninho? O que fazer para salvar o bichinho?

  • Se por acaso você vir um pássaro precisando de ajuda e não souber como socorrê-lo, este conteúdo foi feito para ser um guia de orientação de como cuidar e prestar os primeiros socorros a estes seres, até você encontrar assistência especializada para ele.
  • Se não der para encaminhar de imediato para algum órgão, entidade ou veterinário especializado em tratamento de pássaros, preste os primeiros socorros com as informações que serão dadas logo adiante e busque orientação e ajuda de entidades de proteção aos animais silvestres.
  • Neste conteúdo tem uma lista dessas entidades que prestam serviço de orientações e cuidados, resgate e tratamento de aves silvestres que são socorridas pela população.
  • Seguem as informações que podem te nortear, caso encontre um pássaro precisando de ajuda.
  • {index}
  • Se você encontrar um pássaro precisando de socorro, em primeiro lugar, averigue se ele está machucado e se é filhote ou não.
  • Filhotes são bem pequenos, com poucas penas, asas curtas e têm dificuldade de voar, por estar aprendendo essa habilidade.

Caso seja filhote e não esteja ferido, é provável que tenha caído do ninho por estar aprendendo a voar, se for isso, o observe por um tempo e à distância, para saber se ele consegue voar ou se a mãe dele está por perto. Dessa forma é possível até descobrir onde está o ninho e recolocar o filhote nele para a mãe cuidar dele.

Na situação de não conseguir encontrar o ninho, mas a mãe dele estiver por perto, coloque o pássaro em um lugar em que fique protegido de predadores, como por exemplo, os gatos. Dessa forma, o local ideal é um arbusto em uma árvore, que seja parecido com ninho, observe por certo tempo para prevenir que ele está bem acomodado e não caia novamente

Em contrapartida, se além de não achar o ninho e nem a mãe da avezinha e ainda por cima ele não estiver não conseguindo voar, primeiramente, forre uma caixa de papelão com furos para a ventilação, coloque um forro macio, como uma toalha, outra opção é utilizar uma caixa para transporte de animais de estimação, como a de gatos, se o pássaro não for muito grande ou mesmo uma gaiola ou viveiro, também, forrando com uma toalha.

Preparando o local para colocar o filhote dentro

Cubra o corpinho dele com um pano limpinho para mantê-lo aquecido e deixe a caixa com o pássaro em local seguro e aconchegante até ele ter força para voar.

Como alimentá-lo da forma correta

Ligue para um Centro Especializado em Aves Silvestres e peça as devidas orientações, se mesmo assim, não se sentir seguro de alimentar o pássaro, uma opção é ligar e chamar a Guarda Ambiental de sua cidade para que encaminhe o pássaro à uma Entidade ou Centro especializado em aves silvestres.

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Sobre o tipo de alimento que cada espécie de pássaro come

A Divisão de Fauna Silvestre de São Paulo, passou as seguintes informações, quando contatei esse órgão para tirar essa dúvida:

  1. A primeira coisa a saber qual é a espécie de pássaro, pois, conforme a espécie a alimentação pode variar.
  2. Existem aves que se alimentam de grãos, outras comem frutas e existem também até as que são carnívoras!
  3. Alguns exemplos de algumas espécies de pássaros e seus tipos de alimentação:
  • insetos e frutas – bem-te-vi
  • néctar – o beija-flor
  • grãos – a rolinha
  • frutas – o periquito
  • frutas, insetos e grãos – o sabiá

Outra informação que obtive é que se o pássaro for filhote, pode-se utilizar uma papinha pronta específica para pássaros nessa fase e que é vendida em comércio de produtos para animais.

No caso de pássaros adultos, é necessário saber a espécie para dar uma papinha pronta à base do que ele se alimenta e que também é comercializada em casas de produtos para animais.

Forma de dar o alimento para o pássaro

Isso irá depender da espécie do pássaro, variando de uma para a outra, por isso é importante conhecer a espécie, pois tem ave que não abre o bico, outras ficam de bico aberto pedindo comida. Por isso, o ideal é sempre entrar em contato com o serviço de proteção e assistência aos animais silvestres para obter maiores informações de como proceder em cada caso.

Se conseguir alimentar e cuidar do pássaro até ele ganhar força para voar, maravilha, você então poderá devolvê-lo para a Natureza e ele poderá sair voando!

Caso contrário, se o pássaro está abatido e amuadinho, mesmo o aquecendo e deixando ele em repouso, por algumas horas, encaminhe-o para ter assistência de especialistas em pássaros. Neste caso, recorra aos contatos fornecidos neste conteúdo, também, há a possibilidade de recorrer à um veterinário que preste essa ajuda de forma solidária, caso você não tenha como pagar.

Assistência a pássaro ferido

No caso do pássaro estar ferido ou com alguma fratura, será necessário imobilizá-lo, enrolando-o em um tecido limpo, fazendo isso levemente e com delicadeza, e o resgatando para os devidos cuidados e realizando todas as orientações anteriores.

Após reabilitado, o pássaro é reinserido na Natureza

É bom lembrar, que prender e manter um pássaro saudável e que voa, vivendo dentro de uma gaiola é o destino mais nefasto e triste que se pode se dar para ele, afinal quem gosta de ficar em uma prisão encarcerado?

E para resguardar e proteger a liberdade desses seres alados que nasceram para voar, existe a Lei de Crimes Ambientais n.º 9.

605/98, segundo à qual é ilegal capturar e manter aves e animais silvestres como animais de estimação, da mesma forma, criá-los e reproduzi-los em cativeiro, sem uma licença e amparo de órgão ambiental, como são autorizados, por exemplo, os Santuários de Animais Silvestres.

Depois que o pássaro estiver tratado e curado, ou seja, reabilitado, ele deve ser devolvido à Natureza.

Caso ele tenha ficado com alguma sequela do ferimento ou fratura, como por exemplo, impossibilitado de voar, não poderá ser reinserido para a vida selvagem, então, será preciso encaminhá-lo à Santuários de Aves, Reservas Florestais, Ongs ou Entidades de Proteção de Animais Silvestres ou do Meio-Ambiente.

Algumas Entidades que prestam assistência a pássaros

  1. Segue algumas entidades e órgãos que prestam serviço de resgate de aves silvestres e encaminhamento para tratamento veterinário: Ibama, Guarda Municipal Ambiental e Centros de Manejo de Fauna Silvestre.

  2. Em São Paulo, um órgão que é capacitado para o receber animais silvestres que precisam de socorro é Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), que faz parte do DEPAVE-3 – Departamento de Parques e Áreas Verdes)-Em São Paulo:
  3. Esse órgão possui núcleos dentro dos Parques Ibirapuera e Anhanguera e esta entidade atende especialmente aves e répteis que são resgatados pela população.
  4. Endereço: DEPAVE 3- Departamento de Parques e Áreas Verdes-Av. IV Centenário, Portão 7ª
  5. Horário de Atendimento: Segunda a sexta-feira: das 8 h às 16h e Finais de semana e feriados: das 8 h às 12 h
  6. Telefone: (11) 3885-6669 – Divisão de Fauna Silvestre – Através desse contato, os biólogos e veterinários podem tirar dúvidas e prestar orientações sobre diferentes situações envolvendo a fauna silvestre.
  7. WhatsApp: (11) 96715 5424 – para esclarecimento de dúvidas e orientações.

Além desse órgão em São Paulo capital, existem outros espalhados no Brasil inteiro. Procure no teu estado. Segue uma lista de entidades no estado de SP.

1. Araras – CRAS Pró-Arara

Parque Municipal Fábio da Silva – Rua Santa Cruz, 105 -Centro

(19) 3542-3538 entrar em contato antes da entrega – Segunda à sexta – 08 h – 17 h

2. Assis – APASS

Estrada da Cabiúna, Km 001 (Prol. Da R. Sebastião Leite do Canto) – Água da Cabiúna CEP 19.800-121

[email protected] – entrar em contato antes da entrega

3. Barueri – CETAS Barueri

Estrada Dr. Cícero Borges de Moraes, 3145 – Bairro dos Altos – Barueri/SP

(11) 4689 – 0314 – entrar em contato antes da entrega

4. Botucatu – Centrofauna

Instituto Floravida Rodovia Eduardo Zuccari, Km 21,5 – Zona Rural

(14) 3811-3520 e (14)3815-4255 – entrar em contato antes da entrega – Segunda à sexta – 08 h – 17 h

5. Cubatão – CEPTAS

  • UNIMONTE – Rodovia Anchieta Km 56,5 Parque Ecológico Cotia-Pará
  • (13) 3463-5418 – entrar em contato antes da entrega
  • Entregas por particulares: Segunda à quinta 09 h às 12 h – 14 h às 16 h
  • Entrega por órgãos oficiais: Segunda à sexta 09 h às 12 h – 14 h às 16 h
  • Emergências: Segunda à sexta 09 h às 12 h – 14 h às 17 h / Sábados 09 às 12 h

6. Franca CETAS VITAS

Av. São Francisco de Assis – 1000

(16) 3703-0454 – entrar em contato antes da entrega – Segunda à sexta – 08 h – 16:30 h

7. Jundiaí Associação Mata Ciliar

Rua Emilio Antonon, 1000 Jundiaí-SP

(11) 4815-5777 – entrar em contato antes da entrega – Funciona diariamente – 08 h – 18 h

8. Lorena IBAMA

Lorena – Flona Lorena – Rua Hermenegildo Antonio Aquino, s/n CEP 12612-360

(12) 3153-2063 – entrar em contato antes da entrega – Segunda à Sexta – 08 h – 12 h / 13 h – 17 h

9. São José dos Campos UNIVAP

Avenida Shishima Hifumi, 2911- Urbanova – CEP 12244000

(12) 3947-1000 – entrar em contato antes da entrega – Segunda à sexta – 08 h – 16:30 h

10. São Paulo DEPAVE

Av. IV Centenário, alt. – N. 1280 – Portão 7 A – Pq. Ibirapuera

(11) 3885-6669 – entrar em contato antes da entrega – Segunda à quinta 08 h – 16 h , Sexta-feira e véspera de feriado 08 h – 12 h

11. São Paulo DEPAVE / Anhaguera

Av. Fortunata Tadiello Natucci, altura n° 1000, km 25 – Rodovia Anhanguera

(11) 3918-7192 – entrar em contato antes da entrega – Segunda à sexta – 08 h – 16 h . Sábados e Domingos – 08 h – 14 h e Feriados – 08 h – 12 h

12. São Paulo CRAS PET/DAEE

Rua Guira Acangatara, 70 – Parque Ecológico do Tietê

(11) 2958-1482 – entrar em contato antes da entrega / Segunda à Sexta – 08 h -17 h

13. São Sebastião Fundação Animalia

Rua Nova Aurora, 400 – Bairro S. Francisco – CEP 11600-000

(12) 3862-0214 e (12) 99752-5844 – entrar em contato antes da entrega de Segunda à sexta – 07 h – 16 h, Sábados, Domingos e Feriados – 07 h – 11 h

O papel dessas entidades e órgãos

Sobre o papel destas entidades e órgãos em relação ao socorro de aves e animais silvestres, o biólogo e veterinário Francisco Miguel Conde, do DEPAVE-3, esclarece o seguinte para quem for socorrer um pássaro e recorrer à um desses órgãos públicos:

“Não podem negar socorro, porque todo animal silvestre é propriedade da União, portanto, é um dever de todo Estado zelar pelo bem-estar deles.”

No centro de manejo, por exemplo, os pássaros resgatados têm atendimento de emergência, tratamento, reabilitação, treino de caça e de voo e só depois são soltos em áreas verdes próximas de onde foram encontrados.

Antes de ganhar liberdade, as aves recebem um anel metálico na pata, com os dados dela, com a finalidade de monitoramento.

O site Catraca Livre pode dar depoimento sobre isso, pois, resgatou uma ave Asa Branca (uma espécie de “pomba silvestre”) , que estava com uma luxação leve na asa, ela foi encaminhada. para tratamento no centro veterinário do DEPAVE-3 e ficou lá por cerca de 30 dias, passando por reabilitação, após isso, a ave foi solta no Parque Anhanguera.

Avalie qual a melhor atitude a tomar

O Dr. Francisco Miguel Conde do DEPAVE, ainda alerta para quem for socorrer um pássaro:

“Na Primavera, principalmente, muitos filhotes caem do ninho ou acabam ficando perdidos, e a mãe em algum momento pode voltar, então, tirar o filhote de lá nem sempre é a melhor solução.”

  1. Sendo assim, nesse caso observe e avalie se o filhote der sinais positivos que está reagindo e se recuperando, é melhor dar mais um tempo até ele conseguir voar, assim poderá estar em seu habitat e próximo de seus pais e irmãos, novamente.
  2. Agora, com todas essas informações fica mais fácil socorrer nossos amigos de asas!
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