Como ajudar seu filho a passar por um tratamento contra abuso de drogas

Como ajudar pessoa viciada em drogas? Ver um querido perder a saúde, o convívio social e as rédeas da própria vida para as drogas é uma grande dor para parentes e amigos.

A situação torna-se ainda mais difícil quando a pessoa não reconhece que precisa de ajuda e nega-se a fazer o tratamento.

Neste post vamos falar sobre algumas formas para abordar e convencer um dependente químico a buscar tratamento.

Quer entender melhor sobre alguns métodos de como ajudar uma pessoa viciada em drogas? Continue a leitura e anote as dicas.

Faça a abordagem do dependente químico com carinho e paciência

Um dos primeiros conselhos de psicólogos e profissionais de saúde mental é abordar o dependente químico com carinho e paciência. O melhor momento para se falar com uma pessoa que está abusando do uso de drogas ou de álcool é quando ela não está sob o efeito dessas substâncias.

Perceba o momento em que ela está mais tranquila e receptiva a uma conversa. Fale de sua preocupação com os rumos que a vida dela vem tomando, mostrando as perdas que ela coleciona desde que iniciou o vício. Tenha o cuidado de demonstrar os efeitos nocivos, sem acusações ou julgamentos que possam ativar sua irritação e deixá-la mais resistente a ouvir.

Na hora da intervenção, escolha uma pessoa em quem o dependente químico confia e respeita

Os dependentes químicos têm um grande poder de persuasão e são manipuladores, quando se trata de distorcer a própria situação.

Podem ficar agressivos e violentos quando são confrontados e quando se sentem ameaçados. Por isso, é importante que a pessoa escolhida para fazer a intervenção seja alguém a quem o depende respeite e confia.

Isso aumenta as chances de ele ouvir e pensar sobre a própria condição.

Procure a ajuda de profissionais

É muito comum que os familiares só admitam que um parente precise de ajuda quando o abuso das drogas já trouxe tragédias pessoais e familiares, como uma rotina de brigas, perda de emprego, divórcio ou mesmo violência física contra as pessoas que moram com o dependente.

Por isso, é muito importante contar com a ajuda de profissionais especializados no tratamento de saúde mental para ajudá-los nessa abordagem. Quem cuida também precisa de cuidados.

Ter um dependente químico em casa significa um desgaste físico e emocional para toda a família e é preciso contar com uma rede de apoio (inclusive religiosa, se a família professa alguma fé), para encontrarem juntos o caminho para a reabilitação.

Não ceda ao sentimento de culpa

Se a situação já está muito delicada e há a indicação de uma internação compulsória ou involuntária, não se sinta culpado. Muitos dependentes químicos chegam a um nível de dependência tão alto que perdem a capacidade de julgamento quanto à própria segurança e a dos outros.

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Por isso, torna-se necessário planejar, junto à equipe especializada da clínica de recuperação, a melhor forma de fazer a abordagem. Tenha sempre em mente que a decisão pela internação é uma ação de amor e de cuidado com seu familiar. A surpresa, nesses casos, é essencial para que a pessoa não tenha tempo de pensar em uma defesa para conseguir evitar a internação.

Conte com uma equipe multidisciplinar nos primeiros dias de tratamento

Os primeiros dias de tratamento são sempre muito difíceis, tanto para o dependente químico quanto para seus familiares. Assim, é essencial contar com uma equipe multidisciplinar que possa ajudá-los a fazer essa transição. Ainda que leve um tempo para o dependente aceitar o tratamento, a internação será importante para a reabilitação.

Nesse processo, não só a participação de uma equipe médica é importante, mas também a de profissionais de áreas como a psicologia, a psiquiatria, a nutrição e a terapia ocupacional. Esse envolvimento diversificado deixará o tratamento mais completo e eficiente. É essencial levar isso em conta na hora de escolher uma clínica de reabilitação.

Demonstre seu apoio

É importante que a pessoa saiba que não está sozinha para lidar e enfrentar sua dependência. A coragem para procurar ajuda e passar por um tratamento costuma aumentar quando se tem o incentivo e o apoio de alguém.

Assim, você ajudará muito ao mostrar que está ao lado dela para ajudá-la no que for preciso, tanto antes quanto durante o processo de se tratar.

Escute a pessoa e seja confiável

Lembre-se de que você está lidando com outro ser humano e, portanto, com emoções e sentimentos únicos e bem profundos. Essa pessoa tem seus motivos para ter se tornado dependente e, para ajudá-la, é preciso conhecer seu ponto de vista.

Não adianta tentar somente impor a ideia de que as drogas estão lhe fazendo mal. Deve-se escutá-la e procurar entender como ela se sente. Mostre que ela pode confiar em você e que você está interessado em ouvi-la.

Tenha empatia

Mesmo que seja difícil entender a pessoa, os seus motivos e seus sentimentos é muito importante que você tente fazer isso. Experimente se colocar no lugar dela e compreender seus problemas e dificuldades.

Demonstrar esta compreensão faz toda a diferença, pois o dependente se sente acolhido, em vez de julgado. Você pode dizer, por exemplo, que o entende, que sabe o quanto a situação é difícil para ele, mas que há esperanças para tudo melhorar.

Lembre-se de tratar a pessoa como você gostaria de ser tratado. Mesmo que você não entenda ou concorde com seu modo de pensar ou agir, é essencial respeitar esses pontos.

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Peça permissão para ajudar e demonstre sua preocupação

Você pode ser sincero com a pessoa e abrir-se sobre sua preocupação com ela. Desabafe sobre como você sente que a dependência está a prejudicando. No entanto, lembre-se de fazer isso da forma mais calma possível.

Quando for conversar com o dependente químico, é recomendável que se tome cuidado em alguns pontos.

É necessário que as conversas sejam em um lugar onde ela se sinta confortável e segura. Isso é importante para evitar que o ambiente atrapalhe sua comunicação ou influencie as suas reações e as do dependente.

Outra questão que pode ser importante é buscar ajuda para você mesmo. Como essa é uma situação delicada e complicada, é comum aparecerem sentimentos de insegurança (sobre como deve ser a conversa, por exemplo), culpa e preocupação. Assim, pode fazer toda a diferença buscar ajuda de profissionais para esclarecer seus medos e dúvidas e, inclusive, buscar um acompanhamento para você.

Saiba o que fazer após convencer o paciente

Depois de convencer a pessoa a procurar ajuda você ainda deve permanecer do seu lado. Ajude a encontrar a melhor forma de tratamento e a procurar uma clínica de reabilitação e demonstre apoio ao longo do processo.

É importante contribuir para a pessoa sentir-se no controle da situação, mas também é válido acompanhar tudo. Mantenha contato e visite o dependente (em caso de internação), ajude-o a perceber e valorizar até os avanços bem pequenos e mostre-se engajado no processo como um todo.

Sabemos que não é uma tarefa fácil e ter um dependente químico na família afeta muito a relação entre pais e filhos. A tendência é que os jovens fiquem mais revoltados e apresentem comportamentos agressivos. No entanto, é papel dos pais ou familiares responsáveis, tentar estabelecer certos limites na rotina do usuário.

Por exemplo, tente convencê-lo a permanecer em casa, não permita a visita de amigos suspeitos de incentivar o consumo e amizades que não sejam muito confiáveis. O mesmo vale para atitudes incorretas, como pegar dinheiro sem solicitar.

É importante ressaltar que todas essas ações precisam ser feitas com calma e jamais se utilizar da força física ou com castigos que provoquem reações de ódio ou raiva. Também não tranque ou isole o dependente de uma vida social, pois isso tende a piorar o quadro.

Uma das formas de como ajudar pessoas viciadas em drogas é fazer um mapeamento de seus comportamentos mais suspeitos. Por exemplo, imagine que você note que seu filho inicie a semana com um humor diferente do normal, apresente sinais de depressão, cansaço ou tristeza, depois de um final de semana na rua. Ou quando ele informa que tem algum compromisso fora e retorna com outro aspecto.

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Tudo isso ajuda a desvendar certas atitudes que podem estar sendo motivadas pelo consumo de entorpecentes. Se a frequência desses comportamentos for grande, você pode tentar averiguar, mais de perto, o que ele está fazendo de fato na rua e buscar ajuda a tempo.

É difícil saber como ajudar pessoas viciadas em drogas, quando não temos experiência ou não temos noção do que fazer para solucionar esse problema. Por isso, muitas vezes, os familiares acabam prejudicando e agravando o quadro do usuário por não saberem se impor numa situação dessa.

Com isso, diversas clínicas de reabilitação promovem atividades voltadas, exclusivamente, para a participação de familiares, como palestras, cursos e terapias, no intuito de orientar e informar os melhores métodos e indicar os tratamentos mais eficientes para cada caso.

Mais importante que qualquer tratamento e acompanhamento médico, é a participação dos pais, quando o dependente é um filho ou uma filha.

Jamais desista e entenda que os jovens são mais suscetíveis ao consumo das drogas, devido ao acesso facilitado e por causa da busca de novas experiências.

Certamente, essa situação jamais será desejada por alguma família, porém é mais comum do que se imagina.

Sem dúvidas, o melhor caminho é sempre o amparo familiar e o diálogo. Lembre-se que você sempre deve servir como uma referência e um porto seguro.

Enfim, essas foram algumas de nossas dicas de como ajudar pessoa viciada em drogas a buscarem uma alternativa para se livrarem, de vez, do seu vício.

Infelizmente, a dependência química não tem cura. No entanto, diversos tratamentos são suficientes para ressocializar o usuário e retomar uma rotina normal, trazendo de volta a felicidade de toda a família.

Você pode ajudar a pessoa a manter-se estável ao longo da vida e, caso ela passe por recaídas, demonstre novamente seu apoio e ajude-a a encontrar soluções.

Como Ajudar seu Filho a Passar por um Tratamento Contra Abuso de Drogas     Como Ajudar seu Filho a Passar por um Tratamento Contra Abuso de Drogas

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Adolescência, drogas e sua relação com o suicídio – Fala Psico – Vittude Blog

4 de julho de 2018

  • Olá Pessoal!
  • Pretendo trazer algumas considerações a partir da minha experiência como psicóloga familiar em um CAPS Infanto Juvenil Álcool e Outras Drogas, na cidade de São Paulo.
  • Muitos dos adolescentes que vi buscar ajuda por conta das drogas, traziam consigo idéias suicidas e algumas tentativas frustradas de tirar a própria vida, merecendo cuidado intensivo, planejado diariamente e de maneira individual – processo que chamamos de PTS – Projeto Terapêutico Singular.

Antes de entrarmos na questão da droga propriamente dita, é preciso lembrar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (AIPS), cerca de três mil pessoas cometem suicídio no mundo diariamente, o que significa que a cada três segundos uma pessoa se mata.

As duas entidades divulgaram pesquisas apontando que o fator que mais predispõe ao suicídio é a depressão. Mas que muitos outros aumentam a propensão, como transtornos bipolares, abuso de drogas e álcool, esquizofrenia, antecedentes familiares, contextos socioeconômicos e educacionais pobres ou uma saúde física frágil.

Lamentavelmente, o suicídio é a segunda causa de morte de indivíduos entre 15 a 29 anos no mundo. Quarta causa de morte no Brasil – ao total, 11 mil é a média em nosso país que tiram a própria vida. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas.

No Brasil, de acordo com o Mapa da Violência 2017, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%. Em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um alarmante crescimento de 27,2%.

Pesquisadores da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp, analisaram tentativas de suicídio atendidas em um pronto-socorro de Embu das Artes, interior de São Paulo, e sua relação com o consumo agudo, abuso ou dependência de substâncias psicoativas. Os resultados mostraram que além do consumo de álcool antes da tentativa, maconha e cocaína também estiveram presentes em 7,5% dos casos analisados.

Como colocado acima, as estatísticas confirmam e podemos observar a partir dos últimos acontecimentos em escolas particulares de SP, a necessidade de conversar sobre o assunto, principalmente quando falamos de nossos jovens.

Os números apontam e deixam claro que esse tipo de situação não são representadas por casos isolados e não escolhem classe social para acontecer.

 Por isso é necessário, cada vez mais, combater o estigma e saber identificar os sinais de alerta precocemente, para evitar que o limite se imponha com o trágico desfecho do suicídio.

Para contextualizar essa questão, é importante lembrar que vivemos numa sociedade em que toda forma de consumo é incentivada. Considera-se o valor de uma pessoa por aquilo que ela usa, e não por aquilo que ela é, e as qualidades não encontram espaço para serem valorizadas.

Há o incentivo constante por um corpo magro, pela valorização da imagem e os meios de comunicação ditam as regras de como devemos nos vestir, sentir, viver e amar. Isso tudo acaba por estimular, de maneira indireta, o uso indiscriminado de drogas medicamentosas para o alcance do corpo “perfeito” e o estado de “felicidade” ideal – os adultos fazem isso.

Outro exemplo é a cocaína, droga que proporciona, inicialmente, o constante estado de felicidade, o êxtase, o bem estar e, conseqüentemente, também o corpo magro.

Tudo isso, é claro, traz a falsa sensação de solução “mágica” para os problemas, sejam eles físicos ou psíquicos, aumentando assim o uso indiscriminado dessas drogas.

Nesse sentido, não é raro passarmos, sem perceber, a idéia as nossas crianças de que elas precisam, a todo o custo, serem felizes, bem sucedidas e realizadas! Infelizmente, esse pacote não traz em seu rótulo a informação de que, inevitavelmente, não vamos conquistar o estado pleno de felicidade o tempo todo!

Quando falamos da droga na adolescência, é importante lembrar que seu uso está, na maioria das vezes, intimamente relacionado à falta – falta de sonhos e de um lugar de pertencimento.

Observamos, ao conversar com adolescentes usuários de drogas, que o sentimento de vazio é constante e intenso – uma vida que precisa de anestésico para ser suportada – e esse é o maior desafio – identificar essa parcela de jovens que fazem uso de droga para se alimentar e preencher as faltas da alma! Contra isso, não ha sentido que possa, pelo menos no início, dar conta de tanto vazio!

Por tudo isso, necessitamos dar um passo a trás e buscar compreender o que oferecemos ou deixamos de oferecer aos nossos jovens. A falta de diálogo, segurança e presença parecem corroborar para esse cenário.

É preciso considerar que a droga não é a protagonista desta história e compete com o abandono, a violência física e sexual, as dificuldades em estabelecer limites e expressar afeto e problemas de saúde mental.

Não se trata de minimizar os efeitos nocivos da droga, mas considerar que podemos estar diante de questões muito mais complexas – neste caso a droga pode ser utilizada como forma de apaziguar o sofrimento ocasionado por todas essas questões.

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O cuidado com a família

Na prática, quando lidamos com famílias cujos filhos fazem uso de droga, é possível observar que a preocupação principal trazida é o uso da substância, em especial as ilícitas.

Devemos, no decorrer do processo de cada adolescente, fazer compreender os motivos que o levam ao uso da droga.

É ajudar a família a compreender o que há por traz dos olhos vermelhos quando, por exemplo, o uso da maconha se faz presente.

Assim, em relação ao papel da família quando falamos de drogas na adolescência, é fundamental dispor de informações sobre as causas do inicio do consumo e dos efeitos das diferentes drogas.

Nesse caso, a importância de compreender o que impulsiona a busca pelo uso e se esse uso corrobora em alívio para questões relacionadas à saúde mental ou outro tipo de sofrimento psíquico e físico.

Dependendo do caso, o risco para o suicido pode estar presente.

Sobre as drogas, é preciso que os pais passem as informações aos filhos dentro de um clima familiar adequado sem recorrer desnecessariamente ao argumento catastrófico das conseqüências do consumo de drogas – aliás, a droga é prazerosa sim! É importante que eles saibam disso!

É importante ainda que a conversa sobre uso de drogas ocorra de forma clara, sempre adaptada à idade dos filhos.

A falta de informação sobre o efeito das diferentes drogas pode ser um dos aspectos que podem impedir a percepção de se o filho está começando a consumir substâncias psicoativas.

Se um dia ele escolher usar droga, que seja de maneira consciente e da forma menos prejudicial possível.

Dessa forma, ao acolher a família, é preciso reconhecer que, no contexto solitário do adolescente usuário de drogas, encontra-se também uma família solitária em sua capacidade de ajudar e compreender a dinâmica dos filhos que escolhem fazer uso da droga para lidar com a realidade insuportável do viver. É preciso ajudar a família a rever, transformar e muitas vezes conhecer pela primeira vez a necessidade que seus membros apresentam, de forma a conseguir retomar o seu crescimento enquanto família

Instaura-se, nesse sentido, um grande desafio para nós, educadores, pais e profissionais de saúde.

Levando-se em consideração a intersecção entre a droga, questões de saúde mental e o risco para o suicídio, é preciso considerar a importância de programas de intervenção como forma de garantir melhores condições para o adolescente em desenvolvimento, lembrando que o suicídio é uma das causas de morte evitável – precisamos estar atentos aos seus sinais!

Considerando a conexão do uso de drogas, o significado para cada indivíduo e o padrão relacional da família com o usuário, cabe lembrar o quão importante é incluir não só a família no tratamento, mas construir com ela estratégias para que possa se sentir mais competente no cuidado de si mesma.

O remédio mais eficaz continua sendo a intervenção precoce. Quanto antes o problema for detectado, maiores as chances de evitar um trágico final. E a identificação é sempre feita pela família.

Portanto, adolescentes precisam de pais atentos, interados do que estão fazendo, de como estão se sentindo, mesmo com a resistência dos filhos.

Por fim, a atitude da família em buscar ajuda e acompanhar o adolescente no tratamento passa a ser um fator de proteção, uma oportunidade de crescimento e retomada da responsabilidade no cuidado de seus filhos, incluindo aqueles que não fazem uso da droga.

Luciana Cristina Escudero – Psicóloga, Especialista em Terapia Familiar e Casal pela PUC-SP. Especialista em Psicopatologia e Saúde Pública pela FMSP-USP. Experiência de 15 anos no atendimento a crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social, em especial uso de drogas. Em consultório particular atendimento a família, casal e indivíduo.

Como Ajudar seu Filho a Passar por um Tratamento Contra Abuso de Drogas

Luciana Cristina Escudero

Psicóloga – CRP 06/66783

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Preven��o – Cebrid-Unifesp/EPM

Como podemos ajudar um jovem a ter uma atitude adequada com rela��o �s drogas?

O que os pais podem fazer � tornarem-se exemplo para os filhos. A maneira como os pais lidam com a quest�o tem muito mais efeito sobre o jovem do que as informa��es que s�o dadas.

Ou seja, o que se faz � muito mais importante do que o que se diz. As crian�as e os jovens come�am a aprender o que � droga quando observam os adultos em busca de tranq�ilizantes ao menor sinal de tens�o ou  nervosismo.

Aprendem tamb�m o que � droga quando ouvem seus pais dizerem que precisam de tr�s x�caras de caf� para se sentirem acordados, ou ainda quando sentem o cheiro da fuma�a de cigarros.

Al�m disso, eles aprendem o que � depend�ncia quando observam como seus pais tem dificuldade em controlar diversos tipos de comportamento, como, por exemplo, comer de modo exagerado, fazer compras sem necessidade, trabalhar excessivamente.

Os adultos tem sempre “boas” formas de justificar esses comportamentos, mas na verdade trata-se de um modelo de comportamento impulsivo e descontrolado. E esses modelos de comportamento podem ser copiados pelos jovens na forma como se relacionam com as drogas.

Somos uma sociedade de consumidores de produtos e a maioria de n�s estabelece rela��es complicadas com as drogas.

N�o � dif�cil encontrar pessoas que, ao menor sinal de sofrimento, de desconforto, lan�am m�o de um “remedinho”, de uma “cervejinha”, de um “cafezinho” ou de um “cigarrinho” para aplacar a ansiedade de forma quase instant�nea.

Esse � o princ�pio b�sico de modelo de comportamento dependente que observamos em um imenso n�mero de adultos e pais que, sem a menor consci�ncia do que est�o fazendo, “ensinam” aos filhos, alunos e jovens em geral que os problemas podem ser resolvidos, como que por um passe de m�gica, com a ajuda de uma subst�ncia.

� muito importante que os jovens compreendam, por meio de nossas atitudes, qual � a atitude adequada em rela��o �s drogas. Esse processo de aprendizagem come�a na inf�ncia e continua at� o final da adolesc�ncia.

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Afinal, como funciona a desintoxicação de drogas?

Livrar-se da dependência química é algo sonhado por muitas pessoas que padecem dessa doença. A desintoxicação de drogas é uma das partes desse processo. Apesar de não ser uma etapa fácil do tratamento, ela é uma das mais importantes para recuperar a saúde do paciente e garantir que ele tenha uma vida plena no futuro.

A seguir, vamos conhecer mais detalhes sobre como se dá o processo de desintoxicação de drogas em um dependente químico.

Você vai entender quais são os procedimentos e cuidados necessários para uma recuperação plena e eficaz. Vai entender também como ajudar um dependente químico a abandonar o vício. Vamos começar?

O que é a desintoxicação de drogas?

O processo de desintoxicação de drogas exige acompanhamento médico para ser bem-sucedido, pois raramente uma pessoa consegue se livrar sozinha da dependência química.

De forma resumida, esse procedimento se fundamenta em administrar uma quantidade gradualmente menor da substância que causa dependência em um indivíduo, até que o organismo não sinta mais necessidade de consumir a droga.

O processo é necessário principalmente nos casos de dependência de drogas que causam alterações no sistema nervoso central do indivíduo, chamadas de psicotrópicas ou psicoativas.

A maioria das drogas — como álcool, cocaína, crack, entre outras — se encaixam nessa categoria.

Como essas substâncias comprometem estruturas e funções importantes do corpo humano, é recomendado que a pessoa não interrompa abruptamente o consumo de uma substância que lhe causa dependência, principalmente se o histórico de consumo for mais longo.

Isso porque um organismo adicto também manifesta efeitos colaterais quando há abstinência da substância que lhe causa essa dependência.

Uma pessoa em crise de abstinência pode ter sintomas e reações imprevisíveis, que vão desde o descontrole emocional até a agressividade.

Também há o risco do organismo simplesmente não suportar a falta da substância e começar a apresentar disfunções que podem até levar à morte.

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Como se dá o processo de desintoxicação de drogas?

Em primeiro lugar, é importante saber: quanto maior for o grau de dependência de um indivíduo, mais ele necessitará de ajuda médica especializada para combater seu vício.

Algumas pessoas até conseguem abandonar a dependência química por conta própria, mas, como você viu no tópico anterior, esse é um procedimento bastante arriscado, tanto por conta dos efeitos colaterais da abstinência – inclusive risco de morte -, quanto pelo risco do indivíduo voltar a consumir essas substâncias de forma ainda mais intensa.

O processo de desintoxicação leva tempo, podendo se desenrolar por meses ou até anos. A internação do indivíduo pode ser recomendada durante algum período, para ministrar corretamente os medicamentos necessários e evitar os fatores que levam o paciente ao abuso de drogas.

Esse procedimento é conduzido por um profissional ou equipe médica, que ministra a substância química para o dependente de forma controlada, reduzindo gradualmente as doses até a total limpeza do organismo.

Além disso, outras substâncias também podem ser necessárias no tratamento, a fim de aliviar dores ou controlar emoções, que podem se intensificar à medida que a concentração da droga no organismo diminui.

Especialmente nesse ponto, o auxílio médico é fundamental, pois há substâncias que, quando combinadas, provocam danos às vezes letais em um organismo. É papel da equipe médica que assiste um dependente químico recomendar os medicamentos mais adequados para seu tratamento.

O processo de desintoxicação de drogas também pode demandar acompanhamento psiquiátrico ou psicológico. Esse tipo de tratamento é necessário para entender mais profundamente o que levou o indivíduo a consumir drogas e o que ele deverá fazer após a desintoxicação para evitar uma recaída.

Existem clínicas de tratamento e hospitais especializados em desintoxicação de drogas que já oferecem uma estrutura completa para esse tratamento. Se você está em busca de ajuda, informe-se sobre os locais próximos de você que ofereçam esse tipo de tratamento.

Quais cuidados são necessários após a desintoxicação de drogas?

Concluído o processo de desintoxicação de drogas, um passo muito importante foi dado para abandonar o vício. Porém, o tratamento para livrar-se das drogas ainda não terá acabado.

O desafio da próxima etapa, tão importante quanto a anterior, é ensinar o paciente a identificar e evitar as situações que podem causar a recaída. Aqui, o tratamento psicoterapêutico terá outro importante papel, pois servirá para identificar as situações que apresentam risco ao dependente químico.

  • Mesmo depois da alta do paciente, o acompanhamento periódico da saúde do indivíduo é fundamental para tratar possíveis danos físicos ou mentais causados pelo consumo de drogas, e também para avaliar sua evolução.
  • Além disso, esse cuidado também previne reações adversas do tratamento e evita que o paciente volte a consumir drogas.
  • Tanto o tratamento físico quanto o psicoterapêutico ajudarão a pessoa a ter uma vida saudável e livre da dependência dessas substâncias ao longo de sua vida.
  • É fundamental evitar ao máximo as situações que podem causar uma recaída, uma vez que um organismo desintoxicado pode não resistir a uma nova exposição às drogas.

Como ajudar um dependente químico?

Se você está em busca de ajuda para si mesmo ou para uma pessoa próxima, saiba que existem profissionais e instituições totalmente dedicadas a recuperar dependentes químicos do vício.

Esses profissionais são as pessoas mais capacitadas para buscar soluções para esse problema. Não hesite em buscar ajuda profissional, qualquer que seja o caso de dependência química. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, mais eficaz será a recuperação.

É necessário entender que um dependente químico pode encontrar-se em uma situação de fragilidade, tanto física quanto emocional, por isso o diálogo e o apoio familiar são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Assim, pratique a empatia: busque entender a situação do indivíduo sem julgamentos, aprenda a identificar e evitar as situações que expõem a pessoa ao abuso de drogas e ofereça seu apoio durante o processo de recuperação e após a alta médica. O apoio emocional é parte fundamental do tratamento para combater a dependência química.

Se você quiser saber mais detalhes sobre a desintoxicação de drogas ou estiver em busca de ajuda, entre em contato conosco. Dispomos de uma estrutura completa para esse tipo de tratamento e temos uma equipe de especialistas preparados para atender qualquer caso de dependência química.

7 dicas para prevenir o uso de álcool e drogas na adolescência

O álcool e as drogas são itens de fácil acesso para adolescentes e jovens de qualquer classe social.

Segundo um levantamento de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade – 55,5% – dos adolescentes que cursam o 9º ano do Ensino Fundamental (entre 13 e 15 anos de idade) já experimentaram algum tipo de bebida alcoólica. No mesmo grupo, 9% disseram já ter usado drogas ilícitas.

Na tarefa da prevenção, família e escola precisam andar de mãos dadas, estimulando hábitos de vida saudáveis e proporcionando o conhecimento sobre os efeitos nocivos dessas substâncias. Confira algumas coisas que você, pai ou mãe, pode fazer para deixar os seus filhos longe das drogas e do álcool:

1) Seja sempre um exemplo

Viva como você quer que seus filhos vivam. Tudo fica mais fácil se eles enxergarem em alguém que amam um exemplo palpável de moderação e responsabilidade. Não é nenhum segredo que muitos casos de alcoolismo, por exemplo, passam de geração em geração, de pai para filho.

2) Converse abertamente sobre esses temas

Não tenha medo de falar sobre o uso de drogas e de álcool e do dano que isso pode causar para a saúde, os relacionamentos, etc. Se você não falar sobre isso, alguém vai falar. Aborde o tema com seriedade, embasamento e sensibilidade, sem demonizações ou chavões.

3) Sacrifique-se um pouquinho

Vale a pena fazer o esforço de levar e buscar os seus filhos nas festas a que ele vai com os amigos. Assim você evita generalizações, conhecendo melhor os lugares que eles frequentam e as pessoas com quem interagem, e se aproxima dos seus filhos, escutando suas impressões sobre seus amigos e seus momentos de diversão.

4) Esteja sempre presente

Seu filho convidou os amigos para se divertir em casa? Esteja presente! Aproxime-se dos amigos dele, esteja à disposição para qualquer coisa e evite que a sua casa seja palco de situações desagradáveis.

5) Conheça os amigos de seu filho

Saiba sempre com quem o seu filho está – não pergunte apenas o nome do amigo, mas o que faz, como se conheceram, etc. Se houver abertura, aproxime-se das famílias dos amigos e faça dos pais deles seus aliados pelo bem dos filhos de vocês.

6) Incentive hobbies

Fomente atividades que sejam atraentes para os seus filhos e façam com que eles se sintam valorizados.

Geralmente o uso de drogas e álcool aparece como um subterfúgio para saciar um vazio que poderia ser facilmente preenchido por um hobby capaz de engajar o jovem.

E pode ser qualquer coisa: esportes, videogames, instrumentos musicais, colecionismo, trabalhos voluntários, etc. – o importante é que realmente apaixone o adolescente.

7) Ame-os muito

Aja de tal maneira que o seu filho nunca duvide do amor dele por você – mesmo quando for preciso dizer “não” a alguma coisa. Com carinho, sensibilidade e proximidade, ficará claro que você só quer o bem dele, porque o ama.

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