Como ajudar seu cônjuge a lidar com a depressão

Categoria dos serviços do psicólogo: depressão

Como Ajudar seu Cônjuge a Lidar com a Depressão

Conheça algumas dicas para lidar com a depressão em um relacionamento e saiba como ajudar seu(sua) companheiro(a)

Lidar com a depressão em um relacionamento, é desafiador. Entender o que se passa com o outro é necessário, pois a depressão afeta diretamente a qualidade de vida entre os parceiros.

Psicólogos alertam que os conflitos nos relacionamentos aumentam conforme a depressão se agrava. É muito importante reconhecer o problema para garantir a felicidade mútua, reduzindo a incidência de transtornos mentais ainda mais graves.

  • A depressão em um relacionamento irá comprometer a relação afetiva, convivência e harmonia no lar, não se limitando a quem apresenta os sintomas, mas também ao núcleo familiar.
  • A depressão está relacionada com fatores emocionais, físicos e psicológicos que afetam toda a qualidade de vida e relacionamentos de quem convive com esse transtorno.
  • Entender as manifestações do transtorno favorece o tratamento e ajuda a compreender melhor o outro.
  • Variações brutas no humor, desânimo para lidar com tarefas domésticas e atividades externas, tristeza excessiva, necessidade de atenção e agressividade excessiva são comuns em casos de depressão e podem ser facilmente percebidos.
  • Se você ou seu(sua) cônjuge está passando por um quadro de depressão, é indicado o acompanhamento do psicólogo, que poderá ajudar na resolução de conflitos e se necessário fazer uso de medicamento para amenizar o sofrimento de quem estiver apresentando um quadro de depressão.
  • Confira algumas dicas que ajudar a lidar com a depressão em um relacionamento e podem contribuir favoravelmente na relação.

1) Conheça a depressão e evite julgamentos

Se você ou seu(sua) parceiro(a) está com sintomas relativos à depressão, o primeiro passo é conhecer esse transtorno. A depressão é muito estigmatizada na sociedade e muitos sintomas podem ser vistos como frescura ou má vontade.

O certo é que lidar com a depressão em um relacionamento, irá envolver o casal, e se houver, os filhos também, o que facilita o tratamento. Evitar julgamentos é fundamental e além de ser uma prova de apoio.

>>>> Leia também: O que é a depressão?

2) A afetividade ajuda a lidar com a depressão em um relacionamento

Irritabilidade, agressividade, desânimo e falta de interesse são comuns, ainda que leves. Tratar com afetividade quem está passando por uma crise ou convive com um transtorno depressivo, ajuda a minimizar as dores do outro.

Ser amoroso sensibiliza os envolvidos e torna mais leve o enfrentamento dos sintomas.

3) Realize atividades em conjunto

A falta de motivação está presente em diversos estágios da depressão. Realizar atividades junto, ajudar com tarefas domésticas, acompanhar o(a) parceiro(a) nas sessões de terapia é um apoio que pode fazer a diferença, evitando a resistência ao tratamento.

Atividades físicas podem amenizar os sintomas e atividades de lazer, quando possíveis, estimulam a relação e o ânimo de todos.

4) Participe do tratamento

Ajude seu(sua) parceiro(a) a manter o tratamento. Acompanhe ao psicólogo e psiquiatra e estimule a tomar os medicamentos caso tenham sido receitados. Problemas relacionados com a autoestima são comuns, por isso o apoio do(a) parceiro(a) é fundamental para o sucesso da intervenção médica.

5) Perda de libido na depressão em um relacionamento

A compreensão do(a) parceiro(o) quando se convive com a depressão em um relacionamento é necessário para lidar com diversas situações e limitações, tais como a falta de interesse sexual. É muito comum a queda da libido e com paciência e carinho é possível estimular e recuperar o interesse do(a) parceiro(a).

Nesse guia completo você vai conhecer tudo sobre psicólogos e psicoterapia. A escolha do psicólogo certo para você envolve diversos fatores. Descubra aqui.

COMO ESCOLHER O SEU PSICÓLOGO

Por isso é fundamental contar com apoio psicológico e incentivar o(a) parceiro(a) a buscar e manter o tratamento.

O psicólogo ou psiquiatra poderão aconselhar sobre o caso e indicar a terapia mais indicada para cada situação.

A terapia em família também pode auxiliar a lidar com a depressão. Essa doença é uma das principais causas de suicídio e o apoio no relacionamento é fundamental para reduzir os sintomas presentes nesse transtorno.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor: Thaiana F. Brotto

CRP 06/106524 – São Paulo

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC

AJUDAR O CÔNJUGE COM DEPRESSÃO

Como Ajudar seu Cônjuge a Lidar com a Depressão

Quando alguma das pessoas que amamos adoece, procuramos saber o que é que é possível fazer para contribuir para a sua recuperação – fazemo-lo em relação aos pais, cônjuge, filhos e até amigos. E se em relação às mazelas físicas há sempre múltiplas opiniões e sugestões, na área da saúde mental é preciso ter cuidados redobrados com aquilo que se diz ou faz, já que cada gesto ou comportamento pode condicionar o estado emocional do paciente. Como tenho tido oportunidade de referir aqui, a desinformação acerca destas matérias ainda é elevada, pelo que importa desconstruir mitos e crenças irracionais.

A depressão é, dentre as perturbações do foro mental, a mais discutida nos meios de comunicação. Fala-se das taxas de incidência, das consequências potencialmente devastadoras, de tratamentos mais ou menos eficazes… Mas raramente nos confrontamos com artigos abrangentes, que abordem o impacto da doença na família nuclear e no subsistema conjugal em particular. Não é fácil lidar com um cônjuge deprimido e as dificuldades aumentam quando não existe uma causa “visível” para o aparecimento da doença.

Matilde tem 28 anos e é casada. Aparentemente, tem tudo para ser feliz: um casamento estável, bom relacionamento com a família de origem, um emprego que a satisfaz, casa, carro (novo), amigos, cães (que adora)… Mas a depressão, diagnosticada há pouco tempo, tem-na impedido de usufruir de tudo isto.

Ultimamente tem dito muitas vezes que não se sente feliz e que, apesar de saber que pode contar com o apoio da família e dos amigos, se sente sozinha. O marido sente dificuldade em compreender a situação.

O facto de a mulher lhe dizer frequentemente que não se sente feliz deixou-o inseguro – teme que a tristeza seja uma manifestação de insatisfação conjugal, ainda que Matilde lhe diga o contrário.

Tratando-se de uma perturbação complexa e geradora de angústia, é expectável que a depressão produza danos nos familiares mais próximos, e não apenas na pessoa que é atingida pela doença.

Por isso, é perfeitamente normal que o cônjuge da pessoa deprimida se sinta, em certos momentos, confuso, irritado, revoltado e até culpado pela situação.

Antes de mais, importa que a própria pessoa interiorize a ideia de que jamais poderá sentir-se responsável pelo aparecimento da doença, nem tão pouco considerar que está nas suas mãos fazer com que o cônjuge melhore. O tratamento existe, mas essa é uma competência de técnicos especializados.

Claro que isso não significa que não há nada que o cônjuge de uma pessoa deprimida possa fazer. O primeiro passo para esta ajuda é tratar da própria saúde.

Como Ajudar seu Cônjuge a Lidar com a Depressão

Por isso, há que dar importância às próprias necessidades e emoções. Depois, é crucial “convencer” o cônjuge a procurar ajuda especializada. De facto, o apoio incondicional do cônjuge não substitui a intervenção médica ou psicológica. A resistência a este pedido de ajuda formal é prejudicial a ambos.

Tal como acontece em relação a outras doenças, é importante que o cônjuge da pessoa deprimida possa manter-se tão informado quanto for possível.

Pesquisar sobre o tema, aceder a publicações específicas e até falar com o médico de família são passos importantes para perceber a depressão e evitar equívocos.

Por exemplo, é fundamental que o cônjuge perceba que a pessoa deprimida não está assim porque quer ou porque é “fraca”. Conhecer a sintomatologia da doença potencia a compreensão de determinados comportamentos e aumenta a tolerância e a empatia.

Apoiar incondicionalmente o cônjuge deprimido implica dar-lhe todo o amor possível, ser tolerante e aceitar que alguns momentos de irritabilidade possam surgir. Às vezes, a pessoa deprimida é agressiva e diz coisas que deixam o outro magoado – mas não o faz por mal. Essas manifestações de irritabilidade são absolutamente normais nestes casos, ainda que possa ser difícil lidar com elas.

Como Ajudar seu Cônjuge a Lidar com a Depressão

Mesmo que essas emoções possam acarretar alguma confusão, é importante dedicar-lhes tempo, mas sem pressão. A disponibilidade para ouvir é uma ajuda imprescindível para minimizar o isolamento. Perguntar “O que é que eu posso fazer para te ajudar?” é mais útil do que impor alguma coisa. E ouvir a pessoa sem juízos de valor é, em si mesmo, terapêutico.

Como o tratamento da depressão pode ser longo (cada situação é única), podem surgir problemas adicionais ao nível da intimidade do casal.

A depressão afecta o humor do paciente e, muitas vezes, o desinteresse é generalizável à relação conjugal. Por isso, é natural que o cônjuge possa sentir-se rejeitado.

Daí que, em muitos casos, para além da intervenção individual, seja importante recorrer à terapia conjugal.

Salvando o casamento: 5 dicas para lidar com um cônjuge deprimido | Familia

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Como Ajudar seu Cônjuge a Lidar com a Depressão

Não é fácil ver alguém que amamos sofrer, queremos ajudar e muitas vezes nos complicamos por não saber como. A depressão não é uma simples tristeza; é uma doença que precisa ser diagnosticada e tratada. Assim, tristeza intensa por um período maior que algumas semanas pode ser indício de depressão e é importante buscar ajuda médica.

Se seu cônjuge já foi diagnosticado com depressão, observe essas dicas no sentido de ajudá-lo a sair desse quadro.

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1. Incentive o tratamento

A pessoa deprimida demora a se conscientizar que precisa de ajuda, normalmente esquece as consultas médicas e até remédios.

Procure motivar seu cônjuge a se tratar, mas cuidado para não se tornar inconveniente o que vai afastá-lo ainda mais do tratamento.

É preciso procurar um meio-termo e, principalmente, demonstrar desvelo em acompanhá-lo durante esse período. Se mesmo assim ele recusar a se tratar, entre em contato com o psiquiatra e peça aconselhamento.

2. Não desista de tentar conversar

Lembre-se que seu cônjuge não está assim por causa de você, então o problema não é que ele não queira conversar com você. Pense que é bem possível que ele não consiga; que não se sinta motivado para isso.

Essa atitude faz parte da doença e você não deve levar para o lado pessoal, muito pelo contrário; cobranças nessa situação só vão piorar as coisas. Gentilmente exponha as questões domésticas a fim de que ele perceba que você o quer inserido no contexto familiar.

Fale também sobre amenidades, assuntos que era do interesse dele; o importante é conseguir que de alguma forma ele interaja com você.

3. Não recrimine

Procure estudar a depressão a fim de entender o que está acontecendo com seu cônjuge e considere a situação pelo ponto de vista dele. Quanto mais você recriminar as atitudes dele, mais ele se afastará e se quer ajudá-lo, precisa conservá-lo junto de você.

Respeite a situação dele e, por mais que seja difícil, não se irrite acreditando em coisas do tipo: “é um folgado” ou “não quer se curar”. Pense que se é difícil para você, imagine o que é para seu cônjuge; lembre-se que ele está doente.

Cultivar a paciência é essencial nesse momento de crise, pois se você desistir terá perdido a grande oportunidade de ser, efetivamente, companheiro ou companheira.

4. Cultive a esperança

Nas situações mais difíceis, quando deveríamos ser mais confiantes é que, normalmente, nos desesperamos. Mas podemos e devemos fazer diferente.

A esperança pode ser desenvolvida através de uma postura mental pela qual trocamos pensamentos negativos por positivos. A fé em Deus e na capacidade que ele nos dá é um ingrediente indispensável, principalmente se um dos cônjuges perdeu a esperança.

Bom pensar que não é o cônjuge deprimido que tem de contaminar os ânimos do lar; é exatamente o contrário.

5. Demonstre amor

Mahatma Gandhi dizia que “O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente que há no mundo“.

Acredite que seu amor é muito importante para a cura de seu cônjuge e manifeste esse sentimento até nas pequenas coisas.

O psiquiatra mineiro Elias Barbosa costumava indicar que os remédios fossem administrados pelo cônjuge de seus pacientes, ele dizia que “dar remédio é dar amor“. Demonstre seu amor e verá do que ele pode ser capaz!

Se o cônjuge fala em suicídio, leia o artigo: Como ajudar um amigo que fala em suicídio

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Como ajudar seu parceiro que está em depressão

Aos poucos você percebe que seu companheiro está passando por períodos longos de tristeza profunda.

Mas nem sempre consegue atribuir esse comportamento a algum evento que aconteceu ou vem acontecendo próximo a vocês.

Diante disso, se vê incapaz de contribuir para a melhora dele e, mais ainda, não consegue distinguir até que ponto aquela situação é um caso de depressão. Então, como ajudar?

O primeiro passo é compreender o comportamento do seu parceiro, verificar os sintomas e, junto a toda a família, demonstrar que ele não está sozinho nesse momento.

A psicóloga Adriana Potexki, explica que aquele que está sofrendo com uma tristeza profunda ou mesmo depressão, precisa “começar a viver o sentido da vida, amar os seus amados, voltar a brincar com seus filhos, visitar os amigos antigos e praticar esportes”. Segundo ela, esse estímulo dado pelo cônjuge ajudará a pessoa a se redescobrir.

Se você apresenta algum desses 7 sintomas pode estar com depressão

Ao parceiro cabe ainda estimular toda a família a demonstrar que aquela pessoa não está sozinha. O marido ou a mulher se tornam tornam aliados do outro, ao fortalecerem e manterem o relacionamento de seu parceiro com os outros membros.

É importante, ainda, que os estereótipos criados sobre a doença sejam derrubados pelos familiares, pois o reforço deles podem afetar no processo de tratamento.”Não é frescura, não é coisa de gente fraca e não é preguiça”, alerta ela.

“A depressão independe da força de personalidade que a pessoa tenha, porque é uma questão neuroquímica do cérebro”, explicou a especialista.

Por isso, quando o cônjuge percebe que o seu parceiro já não está em um nível de tristeza profunda e que seus esforços em tirá-lo daquele marasmo, de incentivar a família a acolhê-lo bem e de ser um suporte, não adiantam, ele deve recorrer recorrer a especialistas.

 “Quando se trata da questão neuroquímica, ou seja, a pessoa tem a doença depressão, o corpo dela precisa de ajuda de remédios”, aconselha.

“E é muito delicado, porque às vezes o outro continua tentando ajudar dando conselhos, mas a questão é neuroquímica, e por isso a maior ajuda é levar a pessoa a um tratamento com um psiquiatra”, explicou.

Atenção aos sinais

Adriana sugere alguns pontos a se observar no parceiro para compreender se ela está passando somente por um período de tristeza ou se está em depressão. Ela explica que a tristeza é sempre motivada por algo, como a perda de um ente querido ou de um emprego, e a depressão não.

  • Perceba se há alteração na alimentação, ou se o seu parceiro está comendo demais ou de menos, levando ao extremo da anorexia ou obesidade;
  • Observe se ele ou ela está dormindo demais ou de menos, ou tendo dificuldades para pegar no sono;
  • Crises de ansiedade e perda de memória também são sinais de alerta, porque demonstram que há um colapso no organismo,
  • Nos homens, o isolamento e a irritabilidade são bastante comuns e a especialista atenta para uma questão: ?Perceba se o marido está mais agressivo?.

Síndrome de Burnout

A especialista alerta, inclusive, que é comum surgirem casos de pessoas que desenvolvam a síndrome de Burnout (a queima ou esgotamento físico), que tem em uma das suas fases iniciais, sintomas de depressão.  Essa síndrome pode levar ao suicídio inclusive. “Uma das etapas da Síndrome de Burnout é a depressão.

Nesse caso, a pessoa nem se levanta mais da cama, fica mais agressivo. É a fase do porco espinho”, comenta Adriana. E nesse estágio, aquele que está doente não se permite ser cuidado, não tendo a humildade de reconhecer que precisa de ajuda.

Diante desse quadro, o parceiro faz a diferença ao ser um suporte para a pessoa amada.

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7 lições de como apoiar seu companheiro com depressão

Quando seu companheiro(a) está sofrendo de depressão, pode ser difícil saber como ajudá-lo e ao mesmo tempo como você mesmo continuar positivo.

Algumas pessoas vêm compartilhando no Reddit suas dicas sobre como dar apoio a uma pessoa querida em seus momentos mais complicados e ao mesmo tempo conservar-se em boa saúde mental.

Algumas das dicas são de pessoas que já passaram por depressão. Outras são de maridos, mulheres, namorados ou namoradas que já deram apoio a seus companheiros no passado.

Veja as dicas deles abaixo ou leia nosso artigo “Como ajudar uma pessoa com depressão” para encontrar mais conselhos.

Faça gestos pequenos

“Leve flores para ela ou alguma coisa diferente para comer. Proponha atividades, mas sem pressão para que ela participe. Ofereça espaço, se for isso que ela quiser. Sobretudo, ouça o que ela tem a dizer, dê apoio e não deixe que ela se ponha para baixo. Outra coisa: mande um bilhetinho carinhoso para ela de vez em quando.” – NeonKnight88

Não se culpe

“Segundo meu modo de pensar, você não se sentiria culpada se seu amado contraísse uma gripe, então por que culpar-se se ele está com depressão? É uma doença; logo, faça a mesma coisa que faria se fosse qualquer outra doença: fique à disposição para ajudar se ele precisar de você.” – Womblist

Sugira terapia

“Convença-a a consultar um terapeuta.

Você pode ficar ao lado dela quando ela estiver deprimida, mas se atuar como a terapeuta dela você não conseguirá distanciar-se da situação e começará a sentir-se desesperançado, também.

A depressão é uma coisa terrível, e as pessoas precisam de amigos e familiares que lhes deem apoio para ajudar a lidar com ela, mas a sua primeira prioridade ainda tem que ser sua própria saúde mental.” – kmitch7

Não tente “consertar” a pessoa

“Como mulher que enfrenta uma depressão grave, posso lhe afirmar que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer por quem tem depressão é simplesmente lhe oferecer apoio e não tentar resolver o problema. Não tente pressionar a pessoa com depressão a fazer exercício físico.

Não a faça sentir-se culpada se ela passar um dia sem realizar nada. Não a obrigue a falar da depressão se ela não quiser. Não procure obrigá-la a ficar feliz. Ela já se sente péssima em relação a ela mesma e a todas essas coisas. Simplesmente fique ao lado, à disposição dela.

” – spicybruschetta

Seja paciente

“Saiba que os medicamentos levam tempo para exercer efeito e que às vezes as pessoas precisam experimentar vários remédios até encontrarem o mais adequado para elas. É preciso muita paciência. Algumas pessoas são ou mais ou menos sensíveis a medicamentos; para mim, os remédios são um presente dos céus. Quando estou medicada, sinto que volto ao normal.” – fancyabiscuit

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Esteja fisicamente presente

“O que meu namorado fez que mais me ajudou foi simplesmente ficar sentado comigo ou me abraçar. Eu dizia 'hoje está sendo um dia ruim' e ele me deixava ficar abraçada com ele, conversar ou ficar de mãos dadas com ele.

O fato de ele estar fisicamente presente e se preocupar comigo realmente me ajudava. Ele sabia que não podia 'resolver meu problema' ou 'me curar'.

Quando eu estava estudando ou fazendo minha lição de casa, poder desviar os olhos e vê-lo sentado ali ao meu lado fazia uma diferença enorme para mim.” – kshvach

Cuide de você mesmo

“Não se esqueça de cuidar de você mesmo. Faça coisas com amigos, converse com seu próprio terapeuta, pratique um hobby, faça qualquer coisa. Você vai poder dar mais apoio à pessoa se você mesmo estiver forte e bem.” -auntiepink

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost UK e traduzido do inglês.

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DEPRESSÃO – 8 DICAS PARA LIDAR COM UM CÔNJUGE DEPRIMIDO – RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

 A depressão pode colocar uma pressão sobre um relacionamento.
Crédito: Dividido casal foto via Shutterstock

Quando um dos cônjuges tem depressão, ele pode colocar uma pressão sobre um casamento. Viver com um parceiro deprimido que é muitas vezes infeliz, crítico e negativo não é fácil, e, ao mesmo tempo, ele também pode ser difícil convencer um marido ou esposa para obter ajuda.

“A depressão varia enormemente em termos de gravidade, mas tem muitos impactos comportamentais que podem afetar profundamente todos os relacionamentos significativos “, disse o Dr. Jay Baer, ​​um psiquiatra e diretor de serviços ambulatoriais no departamento de psiquiatria do Hospital Brigham and Women, em Boston.

Depressão resultados de mudanças no cérebro química que a influência do humor, pensamentos, desejo sexual, sono, o apetite e níveis de energia – todos os fatores que podem afetar um casamento, bem como perturbar a vida doméstica e familiar.

“Já casamentos foram quebrados pela depressão? Pode apostar”, disse Baer. Mas a condição também pode ser unir: Há uma abundância de casos em que um casal enfrenta a doença em conjunto, e torna-se mais um dos muitos desafios da vida, disse ele.

Aqui estão suas dicas e conselhos quando um dos cônjuges tem depressão.

Tente ficar na mesma equipe. “O inimigo é a doença, e não o cônjuge com depressão “, Baer disse LiveScience.

 Equipe-se para combater a depressão, em vez de permitir que ele a conduzir um casamento separados.

 Ativamente trabalhar para ajudar seu cônjuge ficar melhor, se ele está tomando uma caminhada diária em conjunto, proporcionando uma carona para uma consulta médica ou garantir que a medicação é tomada.

Não se atolar em estigma ou sentimentos de raiva. Lidar com a depressão de um parceiro pode provocar raiva e ressentimento, especialmente se um dos cônjuges é muitas vezes dando desculpas para ausências sociais de um ente querido, ou se algumas responsabilidades domésticas pode precisar deslocar temporariamente.

Quando um cônjuge atos retirado e unaffectionate, a vida sexual de um casal e nível de intimidade vai sofrer. Há também um sentimento de vergonha ligado a ter um distúrbio de saúde mental, o que pode impedir que um cônjuge deprimido de procurar ajuda para uma doença tratável.

Ajude seu cônjuge obter um diagnóstico e tratamento adequado. A doença pode impedir que uma pessoa deprimida de reconhecer que precisa de ajuda ou procurá-los, por isso é muitas vezes o cônjuge não-deprimidos que vai expressar preocupação e sugerir um plano de ação.

Para abordar o tema, digamos, “Eu te amo, mas eu odeio ver você sofrer. Depressão é um problema comum e você não deve ter vergonha de tê-lo, então vamos saber mais sobre esta doença juntos”, Baer sugerido.

Mostrar receptividade. Incentivar um cônjuge deprimido para falar sobre a forma como ele ou ela está sentindo, pensando ou agindo, e ouvir sem julgar.

 Se alguém está em uma depressão ruim, que você pode ouvir coisas que poderiam te assustar, disse Baer. Por exemplo, um cônjuge deprimido pode questionar seu amor por seu parceiro ou interesse em ficar juntos.

 Adiar decisões sobre o seu casamento até depois de um episódio depressivo.

Ofereça-se para ir a uma consulta médica.

 “É incrivelmente útil para ver um paciente deprimido, juntamente com os seus outros significativos”, disse Baer, ​​porque o cônjuge é muitas vezes uma grande quantidade de informações e da observação. Um cônjuge não deprimido pode ser o primeiro a notar mudanças de comportamento em um ente querido e essas idéias são valiosas durante o tratamento.

Dar às crianças e adolescentes informações adequadas à idade.Depressão não afeta apenas um casamento, mas também os impactos de toda a família. As crianças muitas vezes podem sentir quando alguma coisa está errada.

De uma forma sensível e honesto, falar sobre a doença com as crianças, para que não sente medo ou preocupado. Alguns pais deprimidos dizer que sentindo a obrigação de seus filhos, por exemplo, levantar-se de manhã cedo e levá-los à escola, ajuda-os a funcionar melhor.

Seja paciente com o processo de tratamento. Uma certa quantidade de tentativa e erro no tratamento é de se esperar, disse Baer. Mas a boa notícia é que os médicos muitas vezes pode ajudar pessoas com depressão se sentir melhor e funcionar melhor com uma combinação de medicação e terapia da conversa, acrescentou. Com o tempo e tratamento, a depressão pode levantar.

Entenda que a depressão é geralmente uma doença episódica.Quando um cônjuge tem depressão, essa pessoa passa por períodos ruins e bons.

 Por vezes, existe um papel para a terapia de casais, disse Baer.

 “Você pode ter trabalho a fazer como um casal para melhorar seu relacionamento, mas isso deve ser feito em um tempo separado, quando o seu cônjuge está se sentindo melhor”, disse ele.

Nesse meio tempo, o cônjuge não deprimido pode precisar de recorrer a um amigo de confiança ou terapeuta para apoio emocional quando se sentir sobrecarregado ou agravada.

Fonte: livescience.com

O diagnóstico atual da depressão é baseado em avaliação clínica, com base no que os indivíduos relatam sentir. Pessoas com depressão frequentemente descrevem uma inabilidade de sentir prazer com as coisas das quais costumavam gostar, necessidade de se isolar e fadiga, entre outros sintomas.

Mas alguns casos de depressão não são tão facilmente identificáveis apenas clinicamente. Pior ainda, muitas pessoas ainda acreditam que depressão é apenas um estado de espírito, sem motivos físicos para acontecer.

Por isso a notícia de que agora é possível apoiar este diagnóstico com exames de imagem é animadora para muitas pessoas. Pesquisadores conseguiram identificar algumas regiões cerebrais que são afetadas em pessoas com depressão.

Uma dessas regiões cerebrais afetadas pela doença é o sistema límbico, que apresenta reduções em sua massa cinzenta. Esta região é responsável pelas emoções, comportamento e motivação.

Outra região é a pré-frontal, que envolve a tomada de decisões e o comportamento cognitivo.

Depressão: 5 mitos em que muita gente acredita
A maioria das pesquisas anteriores comparava grupos de pessoas com depressão e pessoas saudáveis, mas este estudo foi um pouco diferente. Cynthia Fu, uma das pesquisadoras da Universidade do Leste de Londres (Reino Unido), diz que até algoritmos foram utilizados no trabalho.

“Identificamos padrões nas regiões cerebrais que são mais comumente identificadas no grupo de pacientes com depressão. Então questionamos se o mesmo padrão poderia ser encontrado em outra pessoa e se isso indicaria que ela também está sofrendo de depressão”, descreve ela.

Para fazer isso, foi aplicada uma forma de análise chamada Aprendizado de Máquina, usando algoritmos desenvolvidos através de teorias da inteligência artificial. Ela funciona ao reconhecer padrões em dados e aprender com esses padrões para fazer previsões em novos dados.

Esses dados vieram de exames de ressonância magnética em 23 adultos com depressão profunda e 20 indivíduos saudáveis.

Ansiedade e depressão: quais são as diferenças?
Tratamento ideal

O estudo também analisou possíveis abordagens de tratamento para os pacientes.

Os pesquisadores queriam saber se a ressonância poderia indicar se aquele paciente teria uma boa resposta a medicamentos ou a terapia psicológica.

“Descobrimos que há padrões específicos no cérebro que distinguem o quanto a depressão de uma pessoa vai melhorar se tratada com antidepressivos ou com terapia psicológica”, diz a pesquisadora.

Os pacientes com grande potencial para responder ao tratamento com medicamentos tinham uma densidade maior na região da massa cinzenta relacionada à motivação. Já os pacientes com baixo potencial tinham maior densidade em áreas do cérebro envolvidas na recompensa.

“Com base nisso, conseguimos dizer se um paciente responderia bem à antidepressivos”, resume a cientista.

Um desafio do estudo é aprender a identificar áreas do cérebro que são específicas da depressão, e não de outros transtornos como a o transtorno bipolar ou a esquizofrenia.

O estudo foi publicado na revista British Journal of Psychiatry, e mostra que a depressão está ligada a uma mudança na estrutura cerebral. Outros pesquisadores apoiam os resultados da pesquisa, que deve ser replicada em outras universidades em breve.

Fonte: Science Alert Hipescienc

Como a depressão pode afetar um relacionamento?

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Chave para superar as dificuldades é manter os parceiros unidos, afirmam os casais (Foto: Creative Commons/Richard McHudson)

Em boa parte dos casos de depressão, a pessoa diagnosticada sente que está lutando sozinha, muito sozinha, contra um mal gigantesco.

Mas e quando há outra pessoa do lado para ajudar a superar as pequenas dificuldades do dia a dia e o próprio sofrimento como um todo? Algo pode ser diferente? A depressão ajuda ou atrapalha um relacionamento amoroso?

Com estes (e muitos outros questionamentos em mente), uma equipe de três pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Campaign colheu histórias e relatos de 135 casais que tinham, pelo menos, um dos amantes enfrentando ou tendo superado um quadro de depressão. Os entrevistados tinham entre 20 e 83 anos e estavam juntos entre seis meses e 46 anos.

saiba mais

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Os cientistas publicaram alguns dos trechos dos depoimentos que colheram na revista BPS Research Digest.

Abaixo, você pode conferir alguns relatos francos — um parceiro não pôde ler o que o outro escreveu — sobre a luta contra a depressão e como ela afeta o amor.

A maior parte dos comentários é otimista e mostra muita compreensão entre os enamorados. Confira:

— Depoimento do marido de uma mulher que tem depressão nervosa: “Com frequência, tenho fortes sentimentos de compaixão e vontade de ajudar a minha esposa. Também sinto muito contentamento e satisfação quando consigo ajudá-la a se sentir melhor”.

— Depoimento de uma esposa sobre sua depressão nervosa e sobre sua relação com o marido, que tem depressão de transtorno bipolar: “Meu marido é muito compreensivo, porque nós dois sofremos com a depressão. Nosso amor nos ajuda a lidar melhor com as coisas, já que entendemos as recaídas e os problemas de cada um”.

— Depoimento de um homem de 27 anos que sofre de distimia (depressão leve crônica) e namora uma moça que não tem transtornos psicológicos: “Entre nós, sentimentos ruins levam a discussões sobre os motivos da tristeza que me abate e o que podemos fazer para melhorar a situação. Isso tira algum tempo que perderíamos com atividades mais românticas, mas trabalhar a tristeza com seu parceiro estreita a conexão e a relação entre o casal”.

— Depoimento de uma mulher com depressão nervosa e um marido com depressão e transtorno bipolar: “Durante minhas crises, sinto uma conexão grande com meu marido, como nunca tive antes, porque nós entendemos como é difícil as situações pelas quais temos que passar com frequência”.

*Com supervisão de Nathan Fernandes

Fraqueza não tem vez: elas contam como é viver com um parceiro depressivo

A depressão não afeta apenas quem sofre com a doença. Quem está ao redor também tem a vida abalada. A seguir, quatro mulheres que se relacionam ou se relacionaram com parceiros depressivos contam os desafios dessa convivência.

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“Nas crises, quando não estou por perto, ele me liga chorando”

“Estamos há quatro meses juntos e uma das primeiras coisas que me disse quando nos conhecemos é que era dependente químico – há três meses estava limpo e não usava cocaína.

Eu já tinha convivido com outros dependentes ao longo da minha vida, e sabia um pouco do assunto. Mas subestimei a situação. Ele me parecia ser alguém tranquilo e divertido sempre… até começarem as crises de depressão. É quando ele fica alheio ao resto do mundo, deita na cama e se encolhe. Ou, então, chora muito.

Eu esperei isso acontecer algumas vezes, para chegar a ele e dizer: ‘olha, é importantíssimo que a gente entenda a sua dependência. Mas precisamos atacar a outra doença também, a depressão’. Ele ficou extremamente sem graça, deu uma risada e disse: ‘Eu nunca tive depressão. Eu amo minha vida’.

Até hoje reluta em aceitar a própria condição. Precisei conversar e negociar muito para que ele aceitasse ir para a psicóloga. Mas não durou muito. Foi em três sessões e faltou as três seguintes. Discutimos muito sobre isso, porque ele precisa de um acompanhamento psicológico – até por conta da dependência – mas não vê isso como útil.

O diálogo é muito importante. Mas sobretudo, um ouvido atento ao que ele tem a dizer. Sem julgamentos, sem dedos sendo apontados. A gente segue o lema do ‘dor compartilhada, dor diminuída’.

É uma luta diária. Eu tenho de me dedicar muito à relação.

Alterei a minha rotina significativamente: antes eu ficava muito em casa, hoje em dia saímos o tempo todo, porque isso o ajuda a eliminar pensamentos ruins.

Saímos para caminhar, andar de bicicleta, de patins, passeamos com cachorro e viajamos. Ajuda muito ele fazer atividade física – ele se sente mais feliz ao fim do exercício.

Já pensei em desistir da relação várias vezes, mas me motivo a continuar por saber quem ele é fora das crises.

Sou apaixonada por esse homem, que é parceiro e me conforta melhor que muitos outros homens com quem já me relacionei.”

Mariana, 24, designer

“Voltei e o encontrei jogado em uma cama, 8 kg mais magro”

“Meu ex namorado tinha depressão, ficamos juntos por um ano e oito meses. Descobri quando estávamos em um relacionamento à distância – e ficamos sem nos ver por dois meses. Fui chamada pela família, que não sabia mais como tirá-lo do quarto.

Voltei e o encontrei jogado em uma cama, 8 kg mais magro, há dias sem comer e sem tomar banho. Eu lembro que entrei no quarto e o cheiro era horrível, muito forte. Ele estava com o cabelo e a barba imensos. Foi desesperador. Ele só chorava e eu não sabia o que fazer.

Com muita paciência, consegui tirar ele da cama, dei banho e o deixei deitado na sala. Demorei quatro horas para faxinar o quarto dele, de tão sujo. Consegui alimentá-lo e o tirei de casa pela primeira vez em muito tempo.

Ele dormiu agarrado em mim, como uma criança com medo do mundo. Eu nunca vi alguém tão indefeso e tão entregue assim. Partia o meu coração. Mas ele se negou a aceitar que tinha depressão – até hoje, depois de dois anos, nega. Fala que é uma fase ruim e se culpa por não ter motivação para fazer as coisas.

É um desafio ver quem você ama ter a luz própria apagada dessa forma, é muito doloroso. E tudo na rotina do casal muda. Inclusive a vida sexual. Às vezes o ânimo da pessoa está tão baixo que, por mais que ela te deseje não rola sexo. E é preciso compreender isso.

Infelizmente, me afastou dele. Terminou comigo e se isolou, disse que não queria afetar ainda mais a minha vida. Ainda sofro muito por isso. Somos amigos e sempre que possível viajo para visitá-lo e mantenho um contato virtual. Amar alguém com depressão é acima de tudo conseguir enxergar, em meio a nuvem da doença, aquilo que te fez se apaixonar pela pessoa.”

Alline, 26 anos, professora

“A depressão tornou ele uma pessoa triste e pessimista”

“Eu fui diagnosticada com depressão aos 17 anos, doença que eu controlo com terapia e antidepressivo.

Por já ter passado por isso, fiquei muito triste ao perceber no meu namorado, com quem estou há 8 meses, os sintomas da doença. Ele muda de comportamento do nada.

Fica indeciso sobre nós, sobre o futuro e age de maneira muito pessimista. Também fica extremamente carente e às vezes se isola. Tem também momentos de explosão.

Nas horas de crise, que acontecem cerca de três vezes ao mês, eu só posso ajudar ficando quieta, mostrando que estou ali, mas não vou invadir o espaço dele. Eu tento lidar da forma mais leve possível, sempre escutando o que ele tem a dizer e o encorajando a buscar ajuda.

A depressão tornou ele uma pessoa triste e pessimista e que tem medo de ser julgado. Ele já quis terminar comigo três vezes, diz ‘tem muita coisa acontecendo, não consigo conciliar trabalho, estudo e você’.

Ficamos dois dias sem nos falar e um mês até acertar a volta. O que me motiva a seguir com ele é o carinho e o amor que sinto e por saber que é difícil passar por tudo isso.

Eu sempre procuro dar a ele momentos de distração e lazer e o encorajo a ir atrás dos sonhos dele.

Conversamos bastante, desenvolvi muita paciência e respeito para enfrentar os momentos em que ele quer ficar sozinho. Quando chora, eu acabo chorando junto com ele, mas tento ser forte, para que a depressão dele não me afete tanto. Depois da nossa última separação estamos mais unidos. A gente pensa em um dia morar junto e ter um filho. Eu sigo incentivando ele a se tratar.”

Thays, 22 anos, fisioterapeuta

“Tenho sempre que estar forte para ajudar meu marido”

“Sou casada há seis anos e cinco meses. Meu marido apresentou os primeiros sintomas de depressão há cinco anos, quando eu estava grávida de sete meses da nossa primeira filha. Parecia que ele ia morrer, sentia dores no peito e suor frio excessivo. Descobrimos, então, um quadro de depressão e ansiedade que, mais para frente, virou síndrome do pânico.

Para piorar, quando nossa filha tinha 15 dias ele foi demitido da empresa em que trabalhava e a doença se agravou.

A crise começa com ele dizendo que está mais introspectivo e que está sentindo alguns incômodos, um aperto no peito e a mão formigando.

Na pior crise, estávamos no interior de São Paulo e ele parecia que estava enfartando –  tive que passar a noite com ele no hospital até descobrir que tudo não passava de ansiedade.

Ele tomou medicamentos por quase quatro anos – faz um ano que parou e a doença está controlada. Mas seis meses atrás, quando engravidei novamente, ele quase caiu em depressão de novo. Descobrimos que o gatilho dele é o medo de não conseguir suprir as necessidades da família.

Como somos religiosos, rezar nos ajuda muito. Hoje, quando ele começa a sentir algo, vamos à missa juntos ou fazemos algum outro programa para distrair – sair ajuda muito.

Hoje, as crises são raras. Ele é muito perseverante e trabalhador e isso me atrai muito nele. Nós mulheres somos criadas como o sexo frágil, mas eu não posso ser. Tenho sempre que estar forte para ajudar meu marido.” 

Talita, 30, assistente comercial

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