Como ajudar alguém que sofre de amnésia dissociativa

Fuga dissociativa
Classificação e recursos externos
Como Ajudar Alguém que Sofre de Amnésia DissociativaApós se recuperar da fuga, a pessoa pode não recordar o que fez durante esse período.
Especialidade psiquiatria, psicologia, psicoterapia
CID-10 F44.1
CID-9 300.13
 Leia o aviso médico 

Estima-se que 0,2% da população experiencia uma fuga dissociativa durante a vida.[1]

Fuga dissociativa ou Fuga psicogênica é um transtorno raro em que uma pessoa perde a memória e se desloca grandes distâncias, para locais desconhecidos, ficando confusa quanto a própria identidade. Podem criar outra identidade durante essa confusão. É psicogênica pois a origem é psicológica, não sendo causada por drogas ou doenças. Sua frequência aumenta durante guerras, em locais altamente violentos e em vítimas de desastres naturais.[2]

No CID-10 é classificado como transtorno neurótico causado por estresse grave, mais especificamente como um transtorno dissociativo (F44), similar a amnésia dissociativa, por se tratar de um distúrbio das funções normalmente integradas de consciência, memória, identidade e percepção do ambiente.[3]

Causas

A fuga dissociativa tem sido associada a um estado de estresse grave, que pode ser o resultado de eventos traumáticos como abusos, guerras, acidentes, catástrofes ou violência extrema que a pessoa tenha experimentado ou testemunhado. O uso ou abuso de álcool e certas drogas também pode causar estados de fuga e perda de memória similares, mas esses casos não são classificados como fuga dissociativa.[2]

A morte trágica de um ou mais entes queridos ou pressões insuportáveis ​​no trabalho, estudos ou em casa, podem levar algumas pessoas a fugir por breves períodos em um estado de confusão mental e amnésia dissociativa.[1]

Pode se tratar de um mecanismo de defesa evolutivo, pois fugir de uma situação altamente ameaçadora e esquecer a situação traumática pode ser útil para a sobrevivência dos animais.[4]

Sinais e sintomas

As características desse transtorno são[5]:

  • Viagem não planejada e inesperada para local desconhecido;
  • Incapacidade ou dificuldade em recordar o próprio passado;
  • Dificuldade de lembrar sobre si mesmo, podendo formar nova identidade;
  • Sofrimento ou prejuízo significativo no funcionamento social ou ocupacional.

O comportamento do indivíduo no curso do transtorno pode parecer perfeitamente normal para observadores desinformados.[3]

Diagnóstico

Estudos de neuroimagem, eletroencefalograma (EEG) e exames de sangue, são usados para descartar a possibilidade de ter sido resultado de alguma doenças físicas ou efeitos colaterais de drogas. Caso a causa seja drogas não se utiliza esse diagnóstico.[2]

Critérios Diagnósticos para fuga dissociativa segundo o CID-10 F44.1 e DSM-IV 300.13 são[6]:

  • A perturbação predominante é uma viagem súbita e inesperada para longe de casa ou do local costumeiro de trabalho do indivíduo, com incapacidade de recordar o próprio passado.
  • Confusão acerca da identidade pessoal ou adoção (parcial ou completa) de uma nova identidade.
  • A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um transtorno dissociativo de identidade nem se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex., epilepsia do lobo temporal).
  • Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Não deve ser confundido com um surto psicótico, onde a perda de contato com a realidade e esquecimento são causados por problemas neurológicos ou induzidos por alucinógenos.

Tratamento

Psicoterapia pode ajudar a pessoa a lidar melhor com eventos traumáticos e com estresse grave prevenindo novos casos.

Lembrar dos eventos traumáticos costumam gerar diversas emoções desagradáveis que requerem apoio psicológico. Muitas pessoas tem uma recuperação rápida em apenas alguns dias.

[2] Poucos casos duram mais que alguns meses, porém é comum que ocorram múltiplos casos com a mesma pessoa.[1]

O paciente é estimulado a conversar sobre conflitos e refletir melhor sobre a eficiência e consequência de seus comportamentos na resolução desses conflitos. Hipnose pode ser utilizada para ajudar o paciente a lembrar dos eventos traumáticos.[2]

Não há medicação específica para prevenir fuga dissociativa ou curar a amnésia, mas remédios para a ansiedade, remédios para delírios e alucinações e remédios para depressão podem ajudar a prevenir crises caso eles sejam uma das principais causas da fuga.[7]

Casos famosos

  • Agatha Christie desapareceu em 3 dezembro de 1926 para reaparecer 11 dias mais tarde, em um hotel em Harrogate, aparentemente sem memória dos eventos que aconteceram durante esse intervalo de tempo.[8]
  • Shirley Ardell Mason, também conhecida como “Sybil”, reapareceu sem nenhuma lembrança do que aconteceu no intervalo de tempo em que esteve desaparecida. Ela se lembra de “estar aqui e depois não estar mais” e não ter a mesma identidade, mas pode ter sido um caso de Transtorno dissociativo de identidade (múltiplas personalidades).
  • Jody Roberts, uma repórter do jornal Tribune de Tacoma, desapareceu em 1985, e só foi encontrada 12 anos mais tarde, em Sitka, no Alasca, vivendo sob o nome de “Jane Dee Williams.” Embora tenha havido algumas suspeitas iniciais de que ela tinha fingindo amnésia, alguns especialistas passaram a defender que ela realmente sofreu um estado de fuga prolongada.[9]
  • O inglês David Fitzpatrick foi analisado por cinco séries de televisão sobre pessoas extraordinárias. Ele entrou em um estado de fuga em 4 de dezembro de 2005, e ainda está trabalhando em recuperar as memórias de sua vida inteira.[10]
  • Hannah Upp, uma professora de Nova Iorque, desapareceu em 28 de agosto de 2008. Ela foi resgatada a partir do porto de Nova Iorque em 16 de setembro sem nenhuma lembrança do tempo entretanto decorrido. O episódio foi diagnosticado como fuga dissociativa.
  • Jeff Ingram apareceu em Denver, em 2006, sem nenhuma memória de seu nome ou de onde ele era. Depois de aparecer na televisão nacional pedido ajuda para ser identificado, sua noiva Penny Denver o reconheceu e identificou. O episódio foi diagnosticado como fuga dissociativa, pois Jeff já havia tido amnésia anteriormente e teve outro episódio no ano seguinte.[11]

Na ficção

  • Em One Tree Hill, o personagem Clay experimenta uma fuga dissociativa na nona temporada.
  • Na série de TV Breaking Bad, o personagem Walter White finge uma fuga dissociativa para encobrir o seu rapto.
  • Na série de TV Doctor Who, o personagem no especial de Natal 2009 “, Jackson Lago,” sofre de um estado de fuga, depois de testemunhar a morte de sua esposa por um ataque Cyberman.
  • Na terceira temporada da série de TV Lois e Clark: As Novas Aventuras do Superman, Lois Lane tem uma fuga dissociativa após ser raptada por Lex Luthor, assumindo a personalidade de Wanda Detroit, personagem de um romance que escreveu. Ela demora cinco episódios para recuperar a memória completamente.
  • Fuga Dissociativa afeta muitos personagens em filmes de David Lynch sendo o exemplo mais explícito o protagonista de Lost Highway.
  • Em Assassin Creed 3 o personagem Desmond Miles experimenta um estado de fuga ao entrar pela primeira vez o Animus.
  • Na novela brasileira Cobras & Lagartos, o personagem Luciano (Carmo Dalla Vecchia) possui fuga psicogênica durante vários momentos da trama, sendo manipulado por outros personagens, apesar de recuperar a memória um tempo depois.
  • No sétimo episódio da vigésima temporada de Law & Order SVU, a personagem Sophie Simmons acaba sofrendo de transtorno dissociativo de fuga, tornando-se Grace Walker e passando a morar na rua, após sofrer um abuso sexual por parte do professor da universidade na qual estudava.
  • No décimo episódio, da quarta temporada, da série “O Mentalista”, Patrick Jane (interpretado por Simon Baker) passa por transtorno dissociativo após ter sofrido uma tentativa de homicídio, enquanto procurava a arma do crime que matou o bombeiro Paul Satterfield (interpretado por Joshua Cox).

Referências

  1. a b c http://www.minddisorders.com/Del-Fi/Dissociative-fugue.html#b
  2. a b c d e http://www.webmd.com/mental-health/dissociative-fugue
  3. a b http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/cid10.htm
  4. ↑ NEGRO JUNIOR, Paulo Jacomo; PALLADINO-NEGRO, Paula and LOUZA, Mario Rodrigues. Dissociação e transtornos dissociativos: modelos teóricos. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, n.4 [cited 2013-02-18], pp. 239-248 . Available from: . ISSN 1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000400014.
  5. ↑ Dissociative Fugue (formerly Psychogenic Fugue) ( DSM-IV 300.13, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition)
  6. ↑ http://www.psicnet.psc.br/v2/site/dicionario/registro_default.asp?ID=311
  7. ↑ http://www.webmd.com/mental-health/dissociative-fugue?page=2

Как помочь человеку с диссоциативной амнезией

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Соавтором этой статьи является Paul Chernyak, LPC. Пол Черняк — лицензированный психотерапевт из Чикаго. Окончил Американскую школу профессиональной психологии в 2011 году.

Количество источников, использованных в этой статье: 20. Вы найдете их список внизу страницы.

Наблюдать за близким человеком, у которого развилась диссоциативная амнезия, очень больно. Он может не только не помнить важные события и людей, но также теряться и ощущать дезориентацию в повседневной жизни.

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Если вы не знаете, как можно помочь человеку с этим расстройством, помните, что лучшее, что вы можете сделать, — это найти хорошего врача.

Из этой статьи вы узнаете, как нужно поддерживать человека с диссоциативной амнезией.

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    Найдите близкому человеку хорошего врача. Поищите врача, которому вы могли бы доверять и с которым вашему близкому человеку было бы комфортно общаться. В случае диссоциативных расстройств в общении врача с пациентом должны присутствовать следующие элементы:[1]

    • Желание врача интересоваться событиями из жизни пациента
    • Готовность пациента учиться работать с диссоциацией и психологическими травмами
    • Умение терпеть недовольство и эмоциональную боль, которые возникают при обсуждении психологических травм
    • Готовность работать с пациентом длительное время
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    Помогите любимому человеку с выбором подходящего варианта лечения. Вам будет предложено несколько возможных вариантов лечения, и у них у всех будет разная степень эффективности. Вы сможете наблюдать за тем, как пациент реагирует на лечение дома, и рассказать об эффекте врачу. К возможным способам лечения относятся:[2]

    • Психотерапия. Психотерапевт учит пациента решать проблемы и внутриличностные конфликты.
    • Когнитивная терапия. Психотерапевт стремится изменить иррациональные и негативные мысли пациента, которые вредят его физическому и психическому здоровью.
    • Препараты. Используются лекарства, которые позволяют бороться с симптомами диссоциации (депрессия, тревожность).
    • Семейная терапия. Психотерапевт рассказывает семье о заболевании и объясняет, как каждый может помочь.
    • Творческая терапия. У пациента появляется возможность выражать свои эмоции с помощью творчества (живопись, музыка).
    • Клинический гипноз. При этом способе лечения врач пытается вернуть пациенту воспоминания, мысли и чувства. Рекомендуется использовать гипноз по методу Эриксона.[3]
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    Возьмите на себя обязанность поговорить с остальными родственниками. Скорее всего, ваш любимый человек не сможет сам объяснить, что происходит. Он может вести себя отстраненно, злиться, путаться или отказываться разговаривать. Постарайтесь объяснить родственникам, что:

    • потеря памяти — это не просто забывчивость или ухудшение памяти из-за возраста;[4]
    • у вашего любимого человека могут возникать такие симптомы, как неспособность вспоминать информацию, депрессия, тревожность, спутанность сознания;
    • ваш любимый человек не притворяется. Психиатры умеют отличать реальные случаи заболеваний от притворных (например, когда человек делает это по финансовым, юридическим или личным причинам).
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    Не пытайтесь заставить человека вспомнить что-то. Диссоциативная амнезия чаще всего проявляется как защитный механизм при реакции на травмирующие события.[5] Если вы попытаетесь силой заставить человека вспомнить неприятные моменты, это может привести к катастрофическим последствиям, вплоть до суицидальных мыслей или насилия. Человек также может еще глубже уйти в себя.

    • Трагичные события должны обсуждаться только с врачом, который сможет безопасно и эффективно помочь человеку вспомнить себя и справиться с неприятными воспоминаниями.
    • Поговорите с врачом близкого человека о том, что вам следует и что не стоит обсуждать с человеком.
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    Старайтесь создать привычную домашнюю обстановку. По возможности не мешайте человеку заниматься тем, что он привык делать, с поправкой на ограничения, рекомендованные врачом.

    Вам может показаться, что человека нужно опекать, однако это может вызвать в нем возмущение и злость.

    Автономность позволит человеку вернуть ощущение власти над своей собственной жизнью, которая была утеряна из-за психологической травмы.

    • Предоставьте человеку ту помощь, которая позволит ему вести нормальный образ жизни.
    • Поощряйте контакты с друзьями и родственниками.
    • Найдите способ помочь человеку чувствовать себя счастливым и полезным.[6]
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    Предложите человеку записаться в группу поддержки. Поищите группу поддержки, в которой люди встречаются, чтобы поговорить о своих ощущениях, вызванных диссоциацией. Встречи могут проходить и в интернете. Если человек сможет рассказать о том, что он чувствует, ему будет менее одиноко. Кроме того, он узнает, как можно бороться с этим расстройством.

    • Следует сначала собрать побольше информации о группе поддержки, чтобы убедиться, что там существуют определенные правила, которые позволяют участникам устанавливать свои личные границы. Менее организованные группы, куда входят люди с разной степенью психологических травм или диссоциации, не принесут пользы. Тщательно изучите всю информацию, прежде чем предложить группу любимому человеку.[7]
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    Научитесь распознавать суицидальные наклонности. У людей с диссоциативным расстройством могут наблюдаться суицидальные мысли из-за неспособности вспомнить ключевые события своей жизни. У человека может развиться диссоциативное расстройство после неудачной попытки совершить самоубийство. Вам следует обратить внимание на следующие признаки:[8]

    • разговоры о желании умереть
    • поиск способа самоубийства (покупка таблеток или оружия)
    • злоупотребление алкоголем или наркотиками
    • отстраненность от друзей и семьи
    • убеждение в том, что человек является обузой для других
    • ощущение беспомощности и безысходности
    • прощание с людьми
    • желание раздать ценные вещи
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    Продумайте план на случай кризисной ситуации. Если вам покажется, что человек склонен к самоубийству, вам следует как можно скорее связаться с врачом или позвонить в экстренную службу. Если врач подтвердит ваши опасения, он начнет работать с человеком и вами и поможет вам продумать план на случай экстренной ситуации.

    • Благодаря этому плану вы и ваш близкий человек сможете узнавать признаки суицидальных мыслей, искать способы борьбы с этими мыслями и отвлечения от них. Кроме того, вам нужно будет составить список людей, к кому ваш близкий человек сможет обратиться в кризисной ситуации.[9]
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    Не давайте человеку причинять себе физический вред. На время, пока человек привыкает к потере памяти, следует убрать окружение, острые предметы и любые другие вещи, которыми он может навредить себе.

    • У людей с диссоциативной амнезией может быть склонность к самоубийству, либо они пытались покончить с собой в прошлом.[10] Сделайте дом безопасным и вы защитите любимого человека от необдуманных действий.
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    Обеспечьте покой и уют.[11] Люди с диссоциативной амнезией и так проходят через многое. Они ведут внутреннюю войну с собой в попытках вспомнить себя и события своей жизни. Постарайтесь дать человеку спокойствие.

    • Будьте готовы к эпизодам угнетенного состояния из-за потери памяти и старайтесь в такие моменты быть рядом. Лучше не впускать в дом лишних людей, поскольку незнакомцы могут вызвать смятение и расстройство.[12]
    • Следите за тем, чтобы атмосфера в доме была спокойной и комфортной. Помните, что многие из людей, которые страдают этим расстройством, пережили травмирующие события в прошлом, поэтому громкие звуки и резкие движения могут вызывать у них стресс.
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    Научите человека бороться со стрессом. Чтобы человеку стало легче, ему следует позаботиться о своем душевном, физическом и эмоциональном состоянии.

    Старайтесь привить человеку любовь к регулярным занятиям спортом, правильному питанию, хорошему сну. Объясните ему необходимость отказа от наркотиков и алкоголя (они усиливают симптомы диссоциации).

    Существует много способов следить за собой, которые будут полезны вашему близкому человеку.[13][14]

    • Человеку будет полезно вести дневник. Он сможет фиксировать свои мысли и чувства. При работе с психотерапевтом дневник поможет вспомнить мысли и события прошлого.
    • Особые приемы “заземления” помогают людям, которых часто посещают повторяющиеся воспоминания или вспышки из прошлого. Человек может прикоснуться к чему-то, понюхать что-то, что обладает сильным запахом, выпить воды или брызнуть водой на лицо.
    • Медитация осознанности позволяет лучше ощущать себя в настоящем времени. Если человека часто посещают неприятные мысли или чувства, он может заняться медитацией осознанности, сконцентрировав свое внимание на медленном и глубоком дыхании, внешних ощущениях и прочувствовать разные части тела.
    • Визуализация помогает создать в сознании спокойное и безопасное место. При возникновении неприятных мыслей, чувств или образов, человек может представить, что он находится в своем безопасном месте, и это позволит ему справиться с эмоциями.
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    Уделяйте внимание себе и своей семье. Ухаживать за человеком с диссоциативной амнезией непросто, однако забывать о своих потребностях нельзя. Обратитесь за помощью, если почувствуете, что не справляетесь.

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    Разберитесь в характере расстройства. Диссоциативная амнезия — это заболевание, причиной которого часто является психологическая травма. Человек с диссоциативной амнезией забывает важную информацию о себе и своей жизни, и обычно это является реакцией на травмирующие события. Потеря памяти не ограничивается только пробелами в памяти или забывчивостью.[15]

    • Диагноз диссоциативная амнезия ставится после изучения истории болезни, а также после осмотра, который позволяет врачу понять, могут ли симптомы быть вызваны физическим состоянием организма. Затем психотерапевт или психиатр проводит беседу с пациентом, чтобы поставить точный диагноз.
    • У людей с диссоциативной амнезией также встречаются симптомы других психических расстройств (например, депрессия или амнезия).
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    Поговорите с лечащим врачом. Важно понимать, что представляет собой это заболевание и какое влияние оно оказывает на вашего близкого человека. Чем больше вы будете знать, тем проще вам будет помогать и прощать человеку его стремление отгородиться от вас.

    • Постарайтесь понять, чем вызвано расстройство. Обычно диссоциативная амнезия развивается как реакция на катастрофу, где человек стал свидетелем смерти, на насилие в детстве, сильный стресс, военную службу, несчастный случай и так далее.[16][17]
    • Вы не сможете понять все произошедшее, если только вас не было рядом, однако вам станет понятнее, что чувствует человек.
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    Знайте возможный прогноз. Результат лечения диссоциативной амнезии зависит от многих факторов, включая поддержку, которую оказывают человеку, и то, как он реагирует на лечение. Как правило, у большинства людей с этим расстройством память возвращается через какое-то время, однако в редких случаях человек утрачивает память навсегда.[18]

    • Если у человека будет возможность получить качественное лечение и поддержку, он, скорее всего, сможет преодолеть расстройство.
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    Поищите группу поддержки для себя и своей семьи. В такой группе вы узнаете больше информации о том, что чувствует человек. Кроме того, там вам окажут поддержку.

    • Групповая работа нужна не только пациенту. Есть группы, которые помогают семьям и друзьям людей, которые страдают диссоциативной амнезией или пытаются прийти в себя после травмирующих событий.[19]
  • Чем раньше человек получит помощь врача, тем выше вероятность положительного исхода.
  • Женщины страдают диссоциативной амнезией чаще мужчин.[20]
  • У некоторых людей память не возвращается. Будьте готовы к такому варианту развития событий.
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Distúrbios Dissociativos- Artigos de saúde para você | Boasaúde

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

Quais são os principais sintomas? – Qual a causa dos Distúrbios Dissociativos? – Quando procurar auxílio médico? – Como é feito o diagnóstico? – Quais as complicações? – Como é feito o tratamento?

Livros, filmes e brincadeiras são divertidos porque permitem que você escape da realidade – e de si mesmo – por um certo período de tempo.

À medida que a história se desenrola, você vai fazendo um balanço das experiências vividas pelos personagens para no final ser devolvido aqui, neste mundo, ainda mantendo um certo gostinho de aventura por ter ficado “temporariamente perdido em um universo paralelo”.

Pessoas que sofrem de Distúrbios Dissociativos “escapam” da realidade de modo involuntário e pouco saudável, perdendo a memória ou achando que são outra pessoa. Estes distúrbios costumam surgir como resposta a certos traumas, ansiedades ou lembranças muito dolorosas.

Acredita-se que cerca de 7% da população mundial experimentam um episódio de Distúrbio Dissociativo durante sua vida.

Quais são os principais sintomas?

  • Existem 4 tipos principais de Distúrbios Dissociativos:
  • • Amnésia Dissociativa; • Identidade Dissociativa;
  • • Fuga Dissociativa;
  • Despersonalização.
  • Os sintomas comuns a todos os 4 tipos incluem:

• Perda da memória (amnésia) relacionada a certos períodos, eventos ou pessoas;. • Distúrbios mentais, incluindo depressão e ansiedade. • Sensação de ser “tirado de si mesmo” (despersonalização). • Percepção de que as pessoas e coisas à sua volta estão distorcidas e pouco reais.

• Confusão quanto à própria identidade.

Pessoas que sofre de Amnésia Dissociativa apresentam uma perda de memória mais grave que o simples esquecimento. Este tipo de problema é muito comum após acidentes automobilísticos, por exemplo, onde a vítima não recorda os segundos ou minutos imediatamente anteriores ou posteriores à colisão.

A Identidade Dissociativa, antigamente conhecida como Múltiplas Personalidades, caracteriza-se pela mudança entre uma identidade e outra quando a pessoa afetada está sob estresse. Cada uma destas identidades possui seu próprio nome, características físicas, tom de voz e maneirismos. Pessoas com identidade Dissociativa também costumam sofrer de Amnésia Dissociativa.

Na Fuga Dissociativa, as pessoas colocam uma distância real entre si mesmas e sua identidade. Por exemplo: ela pode sair de repente de casa e viajar para um lugar distante, esquecendo-se de quem é e adotando uma nova personalidade no seu local de destino. A fuga pode durar poucas horas ou vários meses, e termina tão abruptamente quanto começou.

Finalmente, a Despersonalização se caracteriza pela sensação súbita de estar fora do próprio corpo, observando as próprias ações como quem assiste a um filme em câmera lenta.

A crise pode ser acompanhada por uma percepção distorcida do tamanho e formato das coisas ao seu redor e de si próprio.

Os sintomas costumam durar apenas alguns breves momentos, com crises repetidas ao longo dos anos.

Qual a causa dos Distúrbios Dissociativos?

Os Distúrbios Dissociativos costumam se desenvolver como uma forma de adaptação a traumas muito severos, sendo particularmente comuns em crianças sujeitas a abusos sexuais, físicos ou emocionais, ou mesmo quando o ambiente em casa é tenso ou assustador.

Os adultos raramente desenvolvem Distúrbios Dissociativos como reação a traumas.

Quando procurar auxílio médico?

Se você ou alguém que você conhece apresenta períodos inexplicáveis de perda da memória ou sofre mudanças dramáticas de comportamento quando está sob estresse, procure um medico. Os Distúrbios Dissociativos podem ser tratados – e quanto mais cedo forem diagnosticados, maiores as chances de sucesso do tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

O médico irá diagnosticar a presença do Distúrbio Dissociativo através de perguntas-chave e da análise dos seus sintomas e antecedentes. Como parte da investigação, poderão ser solicitados alguns exames para excluir a possibilidade de certas doenças cerebrais e hormonais, privação do sono e intoxicações.

Em certos casos, alguns especialistas recomendam o emprego de medicações e hipnose como ferramentas para ajudar no diagnóstico dos Distúrbios Dissociativos.

Quais as complicações?

  1. As pessoas afetadas pelos Distúrbios Dissociativos apresentam um risco maior para várias complicações, incluindo:
  2. • Automutilação • Tentativas de suicídio • Disfunção sexual • Alcoolismo • Abuso de drogas • Depressão • Problemas no sono (incluindo pesadelos, insônia e sonambulismo) • Ansiedade excessiva • Problemas alimentares
  3. • Dores de cabeça intensa

Os Distúrbios Dissociativos também podem causar dificuldades no relacionamento com outras pessoas e no trabalho. As pessoas afetadas apresentam dificuldade para lidar com o estresse emocional, e suas reações dissociativas podem prejudicar profundamente seu desempenho profissional ou conjugal.

Como é feito o tratamento?

A psicoterapia é o principal recurso. Ela consiste, basicamente, em conversar sobre o problema, procurando compreender suas causar e como contorná-lo.

A psicoterapia pode ser longa e dolorosa do ponto de vista emocional. Apesar disso, é bastante eficaz e costuma oferecer um enorme alívio para – ou mesmo curar – os Distúrbios Dissociativos.

A hipnose pode ser útil em algumas pessoas, mas deve ser aplicada por profissionais especializados. Na Hipnose, as lembranças traumáticas podem apagadas ou substituídas, ou a pessoa pode receber um reforço emocional subconsciente para vencer o trauma.

Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.                                         03 de setembro de 2009

Tratamento para Distúrbio Dissociativo

O Distúrbio Dissociativo é um transtorno mental que envolvem o ato de experimentar uma desconexão e a falta de continuidade entre pensamentos, memórias, ambientes, ações e identidade. As pessoas com transtornos dissociativos fogem da realidade de maneira involuntária, causando problemas no funcionamento da vida cotidiana.

Transtornos dissociativos geralmente se desenvolvem como uma reação a um trauma, fazendo com que a memória fique confusa. Os sintomas – podem variar de amnésia a identidades alternativas – depende em parte do tipo de transtorno dissociativo que a pessoa possa ter. Em tempos de intenso estresse, os sintomas podem piorar temporariamente, tornando mais evidentes.

O tratamento para o distúrbio dissociativo pode incluir psicoterapia e medicação. Embora o tratamento de distúrbio dissociativo possa ser difícil de lidar, muitas pessoas que sofrem da doença, aprendem maneiras de lidar com a situação e levar uma vida saudável e produtiva.

“Atualmente, os transtornos dissociativos são entendidos como formas muito graves de resposta à algum evento traumático importante que, geralmente, aconteceu na infância.

Dentre as pessoas mais acometidas estão as mulheres, representando cerca de 92% dos casos. O tratamento psiquiátrico e psicológico é fundamental nesses casos”, esclarece Dra.

Juliana Cavalsan, psiquiatra do Hospital Santa Mônica e do Programa de Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria da USP.

Sintomas e causas

Sinais e sintomas dependem do tipo de Distúrbio Dissociativo que a pessoa tenha, mas pode incluir:

  • Perda de memória (amnésia) por determinado período de tempo, evento, pessoas e informações pessoais;
  • Uma sensação de estar separado de si mesmo e das suas emoções;
  • Uma percepção distorcida e irreal das pessoas e coisas ao seu redor;
  • Estresse significativo ou problema nos relacionamentos,
  • trabalho ou outras áreas importantes de sua vida;
  • Incapacidade de lidar bem com o estresse emocional ou profissional;
  • Problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e pensamentos e comportamentos suicidas.
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Existem três grandes distúrbios dissociativos definidos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria:

Amnésia dissociativa

O principal sintoma é perda de memória que é mais grave do que o esquecimento normal e que não pode ser explicado por uma condição médica.

A pessoa pode não se lembrar de informações sobre si mesmo, eventos ou pessoas do seu convívio, especialmente aquelas de um tempo traumático.

Amnésia dissociativa pode ser específica para eventos em um determinado momento, pode envolver perda completa de memória sobre si mesmo. Um episódio de amnésia geralmente ocorre de repente e pode durar minutos, horas ou raramente, meses ou anos.

Transtorno dissociativo de identidade

Anteriormente conhecido como transtorno de personalidade múltipla, esse distúrbio é caracterizado por “mudança” para identidades alternativas. A pessoa pode sentir a presença de duas ou mais pessoas falando ou vivendo dentro de sua cabeça, e pode sentir como se estivesse possuído por outras identidades.

Cada identidade pode ter um nome, história pessoal e características, incluindo diferenças óbvias em voz, gênero, maneira de ser e até mesmo qualidades físicas como a necessidade de óculos. Há também diferenças na forma como cada identidade é familiar com os outros.

As pessoas com transtorno de identidade dissociativa tipicamente também têm amnésia dissociativa e muitas vezes têm fuga dissociativa.

Despersonalização-desrealização

Isso envolve uma sensação contínua ou episódica de desapego ou de estar fora de si – observando suas ações, sentimentos, pensamentos e se manter alheio, como se estivesse assistindo a um filme (despersonalização).

Outras pessoas e coisas ao seu redor podem se sentir desapegadas e alienadas ou sonhadoras, o tempo pode ser retardado ou acelerado, e o mundo pode parecer irreal (desrealização). Pode experimentar despersonalização, desrealização ou ambos.

Sintomas, que podem ser profundamente angustiantes e, podem durar apenas alguns momentos ou vir e ir ao longo de muitos anos.

Pensamentos suicidas ou comportamento

Ao ter pensamentos de ferir a si mesmo ou a outra pessoa, deveria procurar imediatamente a ajuda de algum amigo(a) mais próximo, parente, pais, ou alguém em quem confie. Ou ligue para 190, ou ainda se dirigir para um pronto socorro mais próximo da sua residência.

Causas

Os distúrbios dissociativos geralmente se desenvolvem como forma de lidar com o trauma. Os distúrbios mais frequentemente se formam em crianças submetidas a abuso físico, sexual ou emocional de longo prazo ou, menos frequentemente, a um ambiente familiar que é assustador ou altamente imprevisível. O estresse da guerra ou desastres naturais também podem trazer distúrbios dissociativos.

A identidade pessoal ainda está se formando durante a infância. Assim, uma criança é mais suscetível a sair de si mesmo do que um adulto e observar o trauma como se estivesse acontecendo com uma outra pessoa. Uma criança que aprende a se dissociar a fim de suportar um período prolongado, pode usar este mecanismo de enfrentamento em resposta a situações estressantes ao longo da vida.

Fatores de risco

As pessoas que sofrem de abuso físico, sexual ou emocional de longo prazo durante a infância correm maior risco de desenvolver distúrbios dissociativos.

Crianças e adultos que vivenciem outros eventos traumáticos, como guerras, catástrofes naturais, sequestro, tortura ou procedimentos médicos prolongados, traumáticos e precoces, também podem desenvolver essas condições.

Complicações

As pessoas com distúrbios dissociativos possuem um risco maior a desenvolver:

  • Autoagressão ou mutilação;
  • Pensamentos e comportamento suicidas;
  • Disfunção sexual;
  • Alcoolismo e transtornos do uso de drogas;
  • Depressão e transtorno de ansiedade;
  • Transtorno de estresse pós-traumático;
  • Transtornos da personalidade;
  • Distúrbios do sono, incluindo pesadelos, insônia e sonambulismo;
  • Distúrbios alimentares;
  • Sintomas físicos como vertigens ou convulsões não epilépticas;
  • Dificuldades nas relações pessoais e no trabalho.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente envolve a avaliação dos sintomas e descartar qualquer condição clínica que possa estar causando os sintomas. Passar por uma avaliação com psiquiatra é fundamental para o fechamento do diagnóstico.

A avaliação pode incluir:

Exame físico

O médico deverá examiná-lo(a), fazer perguntas detalhadas e analisar seus sintomas e história pessoal. Certos testes podem eliminar condições físicas – por exemplo, lesões na cabeça, certas doenças cerebrais, privação do sono ou intoxicação – que podem causar sintomas como perda de memória e sensação de irrealidade.

Exame psiquiátrico

O psiquiatra poderá fazer perguntas sobre seus pensamentos, sentimentos e comportamento e discutir seus sintomas. Com a sua permissão, poderá falar com membros da família ou de outras pessoas mais próximas para ajudar a entender o que vem acontecendo no seu dia-a-dia.

Para o diagnóstico de transtornos dissociativos, o DSM-5 lista esses critérios

Amnésia dissociativa

Você teve um ou mais episódios nos quais você não consegue se lembrar de informações pessoais importantes – geralmente algo traumático ou estressante – ou não se lembra de sua identidade ou história de vida.

Seus episódios de perda de memória não ocorrem apenas durante o curso de outro transtorno de saúde mental, como transtorno de estresse pós-traumático. Além disso, seus sintomas não são devidos ao álcool ou a outras drogas e não são causados por uma condição neurológica ou outra condição médica, como a amnésia relacionada ao traumatismo craniano.

Por conta do Distúrbio Dissociativo você também pode experimentar fuga dissociativa, onde você viaja propositadamente se vê vagando confusa – incapacidade de lembrar sua identidade ou outras informações pessoais importantes.

Seus sintomas causam estresse significativo ou problemas em seus relacionamentos, trabalho ou outras áreas importantes de sua vida.

Distúrbio Dissociativo de identidade

Você exibe, ou outros observam, duas ou mais identidades ou personalidades distintas, que podem ser descritas em algumas culturas como possessão que é indesejada e involuntária. Cada identidade tem seu próprio padrão de perceber, relacionar e pensar sobre si mesmo e sobre o mundo.

Você tem falhas recorrentes na memória para eventos cotidianos, habilidades, informações pessoais importantes e eventos traumáticos que são muito extensos para serem explicados pelo esquecimento ordinário.
Seus sintomas não fazem parte da prática cultural ou religiosa amplamente aceita.

Seus sintomas não são devidos ao álcool ou outras drogas, ou uma condição médica. Nas crianças, os sintomas não são devidos a companheiros imaginários ou a outros jogos de fantasia.

Seus sintomas causam estresse significativo ou problemas em seus relacionamentos, trabalho ou outras áreas importantes de sua vida.

Despersonalização-desrealização

Você tem experiências persistentes ou recorrentes de sentir-se separado de si mesmo, como se você fosse um observador externo de seus pensamentos, sensações, ações ou seu corpo (despersonalização). Ou você se sente desapegado ou experimenta uma falta de realidade para o seu entorno, como se estivesse em um sonho ou o mundo está distorcido (desrealização).

Enquanto você está experimentando um episódio de despersonalização ou desrealização, você está ciente de que a experiência não é realidade.

Seus sintomas não ocorrem apenas durante o curso de outro transtorno mental, como esquizofrenia ou transtorno de pânico, ou durante outro transtorno dissociativo. Seus sintomas também não são explicados pelos efeitos diretos do álcool ou outras drogas, ou uma condição médica, como a epilepsia do lobo temporal.

Seus sintomas causam estresse significativo ou problemas em seus relacionamentos, trabalho ou outras áreas importantes de sua vida.

Tratamento para o Distúrbio Dissociativo

O tratamento pode variar com base no tipo de transtorno, mas geralmente inclue psicoterapia e medicação.

Psicoterapia

A psicoterapia é o tratamento primário para distúrbios dissociativos. Esta forma de terapia, envolve falar sobre o seu transtorno e questões relacionadas com um psicólogo. Procure um terapeuta com treinamento avançado ou experiência em trabalhar com pessoas que sofreram algum trauma.

Medicação

Embora não existam medicamentos que tratem especificamente distúrbios dissociativos, seu médico pode prescrever antidepressivos, medicamentos para ansiedade ou drogas antipsicóticas para ajudar a controlar os sintomas de saúde mental associados com distúrbios dissociativos.

Fonte: Dra. Juliana Cavalsan, psiquiatra do Hospital Santa Mônica e do Programa de Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria da USP e Mayo Clinic, USA.

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