Como ajudar alguém a superar o vício da heroína

Acolhimento | 17 de Julho 2019

Tanto para o usuário quanto para sua família, o vício das drogas é destruidor. Além dos inúmeros danos causados para a saúde, a dependência química, na maioria das vezes, é capaz de afastar a pessoa do seu convívio social, tornando a situação ainda mais difícil.


Há mais de 20 anos, o trabalho de acolhimento da Comunidade Bethânia foi responsável por ajudar milhares de pessoas. Só em 2018, para se ter uma ideia, foram aproximadamente 600 acolhidos espalhados pelos oito recantos da Comunidade no país.


Com tanto tempo de experiência no assunto e, por meio das histórias de superação dos nossos filhos, elencamos neste post algumas dicas fundamentais para vencer o vício das drogas. Continue a leitura e acompanhe!


#1 A decisão de mudar é o primeiro passo

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína

Antes de mais nada, é preciso estar inteiramente determinado a mudar de vida. Tenha humildade para se arrepender e entregue seu coração para Deus. Decida recomeçar sua história, acredite com todas as suas forças que o melhor está por vir e tenha claro que isso depende, única e exclusivamente de você. 

#2 Um dia de cada vez

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína


Só por hoje! Não é por acaso que este é o lema dos grupos de reabilitação de dependentes químicos e alcoólicos. A ideia é viver um dia de cada vez, somente o hoje, sem o peso de ontem e a ansiedade do amanhã. Assim, enxergando a recuperação em várias etapas, o caminho fica mais leve e fácil de ser atravessado. 


#3 Fique ao lado de quem te quer bem

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína



Sabe a velha máxima do “antes só do que mal acompanhado”? Na maioria dos casos que ouvimos, as más companhias foram responsáveis pela iniciação ao vício.

Por isso, delete esse tipo de pessoa da sua vida! Prefira estar sempre ao lado de companhias que, de coração, gostam de você e farão de tudo para te ajudar a superar essa fase difícil.

Contar com a família e os amigos faz o desafio parecer menor do que realmente é!

#4 Faça algo que te deixe feliz


Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína

Talvez você tenha aberto mão de alguma atividade que gostava porque fazer uso de algum entorpecente estava em primeiro lugar na sua vida.

Que tal dedicar uma parte do seu tempo para um entretenimento saudável? Vale praticar um esporte, pintar um quadro, aprender a tocar um instrumento, assistir um filme, cozinhar, cuidar de um jardim etc.

O que importa é ocupar o seu dia com algo que te faça sentir bem e feliz!


#5 Abandone velhos hábitos

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína



Persistir na mesma rotina e achar que, um dia, sem mais nem menos, o vício acabará, é um grande erro.

Para superar um vício nocivo à saúde, é muito importante substituir aqueles hábitos antigos que lembram o passado. Dentre as dicas, evitar lugares onde o consumo ou a venda sejam recorrentes é imprescindível.

Quanto mais distante você estiver de correr riscos, menor será a chance de uma recaída acontecer.

Conseguir superar um vício não é tarefa fácil, mas com muita dedicação e o apoio de pessoas próximas, a recuperação é totalmente possível! 

Se precisar de ajuda, já sabe: a Comunidade Bethânia está à disposição! Acesse nosso site e entre em contato conosco! 

Como ajudar uma pessoa viciada em cocaína?

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Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína

Existem muitos tipos de drogas e entorpecentes, mas poucos possuem o potencial de vício que a cocaína tem. Ela pode mudar significativamente o comportamento de seus dependentes, causando ansiedade, agressividade, depressão, entre outros problemas interpessoais e sociais.

Alguns dependentes de cocaína podem até fugir de casa, assim como começarem a roubar para manter a dependência, pois esta é tida como uma droga cara. Quanto mais a família espera para tomar alguma atitude, pior a situação fica.

É comum que os familiares tentem lidar com a doença por conta própria, prendendo a pessoa dentro de casa e tomando outras ações que, apesar de terem boas intenções, acabam sendo ainda mais prejudiciais ao dependente.

A melhor maneira de realmente ajudar quem está sofrendo com a dependência por cocaína (ou qualquer outra droga) é levá-lo a uma clínica de recuperação. Só assim o seu ente querido terá acesso ao melhor tratamento e a profissionais de qualidade.

Por que as clínicas de recuperação são as melhores opções?

É verdade que o apoio da família e dos amigos é essencial para qualquer recuperação. No entanto, isso não é o suficiente. O dependente químico precisa de suporte profissional e uma estrutura própria para tratar corretamente essa doença.

Apenas as clínicas de recuperação sabem como ajudar uma pessoa viciada em cocaína da melhor forma possível. Por que isso acontece? Veja abaixo os motivos pelos quais buscar clínicas de recuperação deve ser a sua principal opção:

  • Profissionais disponíveis: as clínicas possuem psiquiatras, terapeutas, nutricionistas e outros tipos de profissionais totalmente disponíveis às necessidades dos pacientes, visando sempre a uma melhor recuperação e bem-estar.
  • Estrutura diferenciada: para que o dependente se sinta seguro e confortável, as clínicas de qualidade têm uma estrutura criada pensando no lazer, na comodidade e na segurança do indivíduo em tratamento.
  • Tipos de internação: além de existirem três tipos de internação (voluntária, involuntária e compulsória), as clínicas também podem oferecer diferentes tipos de tratamento, desde os que a pessoa passa apenas um período de tempo ali até os que precisam viver na clínica integralmente por algum tempo.

Como buscar clínicas de recuperação?

Como ajudar uma pessoa viciada em cocaína

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício da Heroína

Entre todos os tipos de drogas e entorpecentes, a cocaína está entre os que apresentam o maior potencial de vício para os seres humanos. Além disso, trata-se de uma substância com potencial para mudar a forma como o dependente dela se comporta, provocando quadros de agressividade, ansiedade, abstinência, depressão e até mesmo casos em que a pessoa abandona o lar para usar a droga nas ruas. Daí vem a importância de contar com ajuda profissional para buscar a recuperação do indivíduo que sofre com o vício da cocaína.

No entanto, ainda é muito comum que os familiares e próximos tentem ajudar o dependente químico por conta própria, o que, na maioria dos casos, é uma atitude que não se mostra eficaz e, além disso, pode agravar o quadro de dependência de cocaína.

Por isso mesmo, o mais indicado é que a própria pessoa dependente da droga busque por ajuda profissional ou, nos casos mais graves, que a família e os próximos busquem pelo auxílio de uma clínica especializada em recuperação de viciados em cocaína.

Os profissionais, como psiquiatras, terapeutas e nutricionistas que fazem parte de uma Clínica de Recuperação, estão preparados para lidar com cada caso de dependência química e os são os especialistas mais indicados para oferecer o melhor tipo de tratamento para cada pessoa. Dessa forma é importante que, ao notar os sintomas da dependência de cocaína, o próprio viciado ou seus familiares busquem por uma clínica de referência que ofereça métodos eficientes para superar o transtorno.

Quais os sintomas de vício em cocaína?

– Quadros de agressividade; – Quadros de abstinência da droga; – Isolamento; – Incapacidade de viver de forma saudável em sociedade; – Abandono do trabalho; – Abandono do lar.

Como ajudar uma pessoa viciada em cocaína?

O apoio da família e dos amigos é importante para que o dependente químico consiga abandonar o vício, porém não é o suficiente quando a pessoa já se encontra num estado avançado de vício.

Assim sendo, a melhor forma de ajudar um viciado em cocaína ainda é buscar por ajuda profissional, haja vista que os psiquiatras, terapeutas e clínicas para internação ainda são as melhores opções para que o indivíduo consiga superar a dependência química.

Busque por clínicas de recuperação de qualidade, com métodos eficientes.

Quando a internação pode ser a melhor opção?

A internação do dependente químico se faz necessária quando a pessoa perde a capacidade de conviver em sociedade de forma saudável e oferece riscos, tanto a si próprio quanto para terceiros.

Essa internação pode ser voluntária, quando o paciente está ciente do seu problema do vício em cocaína, ou pode ser compulsória (involuntária), quando a família precisa intervir para que consiga ajudar o indivíduo que já não tem equilíbrio para responder por si mesmo.

Nesses momentos, é essencial contar com uma clínica especializada e que ofereça os melhores métodos para ajudar o dependente químico, com estrutura de qualidade.

A Clínica de Recuperação Viver Clínica de Recuperação dispõe de uma equipe de profissionais especializados e oferece diversos tipos de tratamentos para viciados em cocaína. Entre em contato com a equipe de atendimento da clínica para mais informações!

Como posso ajudar um dependente químico que não quer ajuda?

A maioria dos usuários de substâncias químicas não reconhece que são pessoas dependentes, pois vivem a angustiante dualidade de não querer mais consumir a droga e, ao mesmo tempo, não entender como podem viver sem ela. Familiares e amigos sofrem ao tentar estabelecer estratégias em como ajudar um dependente químico e fazê-lo reconhecer que precisa de tratamento.

O apoio e a ajuda são atitudes fundamentais para que os dependentes tenham um tratamento positivo. Porém, é preciso saber como ajudar, pois muitas famílias acabam, sem querer, agindo como aliados do consumo e dos comportamentos inadequados.

Diante dessa situação crítica, é compreensível que familiares e amigos tenham muitas dúvidas sobre como agir adequadamente. Por isso, existem algumas dicas fundamentais para dar suporte a um dependente químico que não quer ajuda. Continue e leitura!

Procure um lugar calmo para conversar

O primeiro passo para ajudar um dependente químico é estabelecer uma relação de proximidade, confiança e segurança. Para isso, procure um momento a sós para conversar e oferecer todo apoio e ajuda que ele precisa.

É importante não se colocar no lugar de cúmplice, demonstrando conivência com as escolhas ruins que ele fez, mas sim oferecer um diálogo aberto e franco, com o objetivo de fazer o dependente entender sobre os impactos do vício e reconhecer que sua ajuda é mesmo necessária.

Para isso, é muito importante se preparar. Tenha a certeza de que reuniu todas as informações existentes sobre o vício, para saber como conversar e expor suas ideias, conscientizando o dependente sobre os perigos que ele corre.

Então, escolha um local público, onde o dependente se sinta seguro, pois esse é um diálogo muito difícil e desconfortável para ambos. Procure apresentar suas preocupações com clareza, mostrando situações em que o vício têm causado problemas. Além disso, deixe claro que, caso o dependente queira se tratar, haverá sempre disposição para ajudá-lo.

Para auxiliar na conversa e buscar o equilibro, caso aconteça algum conflito, leve um mediador para fazer parte da conversa. Alguém em que ambos possam confiar e ter segurança, mas que também seja uma pessoa que não tenha uma ligação tão intensa e emocional com o dependente.

Use palavras de apoio e incentivo

Para alcançar a proximidade com o dependente, especialmente quando se trata de um familiar muito próximo, esteja sempre alerta e vigilante com seu modo de falar. Palavras negativas e xingamentos terão efeito contrário e contribuirão para piorar a convivência.

Para isso, é essencial estabelecer controle emocional, não deixando que o nervosismo e a decepção invadam seu coração e alcancem as palavras, pois, uma vez proferidas, elas não voltam atrás.

Sempre que estiver com o dependente, busque palavras para incentivar e demonstrar atitudes positivas, evitando brigas e conflitos. Isso não significa compactuar com os erros, mas criar uma conversa amigável, prazerosa, confiável e de proximidade, pois o foco é promover a ajuda necessária.

Uma estratégia pode ser apontar alguns comportamentos que não são aprovados, sem exagerar nas críticas ou ameaçar com punições. Em seguida, ofereça sua presença como um suporte na tentativa de buscar o tratamento.

Crie uma estratégia de como ajudar um dependente químico sem acusações

Em qualquer relação, acusações são sempre o pior caminho na busca por soluções para os conflitos. O dependente químico precisa confiar em quem está se disponibilizando a ajudá-lo, por isso estabelecer um relacionamento nesse tom não ajudará em nada.

Para muitas famílias, após descobrir que a pessoa é dependente, o primeiro impulso é querer assumir o controle, impondo castigos e fazendo comparações. Não tenha essa reação, pois ela pode fazer a pessoa se afastar, o que contribui para afundá-la ainda mais no vício.

Os familiares devem avaliar a situação e os acontecimentos ao redor, para encontrar os motivos que possam ter estimulado o uso de uma substância entorpecente. Assim, pressionar o dependente não é o melhor caminho. Antes é preciso estabelecer um vínculo, para que ele saiba com quem pode contar e assim encontre o tratamento mais eficaz.

Estabeleça limites

O consumo de substâncias químicas faz o dependente perder alguns parâmetros de convívio social e familiar. O uso das drogas não gera apenas problemas de saúde, mas também de relacionamentos interpessoais, escolares/profissionais e, às vezes, até jurídicos.

Isso torna a situação bem mais complicada. Fica difícil estabelecer uma forma de ajudar um dependente químico que não quer ser auxiliado. Por isso, é muito importante estabelecer limites do que pode e do que não pode ser feito, especialmente quando a pessoa estiver sob efeito das drogas.

Para isso, é necessário se afastar e deixar que o dependente perceba que suas ações têm consequências sob seus relacionamentos.

O afastamento não precisa ser somente físico, mas pode incluir atitudes como não realizar as tarefas que o dependente deveria fazer em casa, no trabalho ou na escola.

Além disso, não cobrir suas despesas, para que, estando sóbrio, tenha que encarar os impactos dos seus atos e do seu vício.

Busque ajuda médica

Quando um familiar ou amigo busca por soluções de como ajudar um dependente químico, um passo importante é encontrar um profissional preparado, que possa oferecer conselhos e determinar o tratamento adequado para aquele tipo de vício.

O médico especializado poderá propor o uso de medicamentos e encaminhá-lo para uma clínica de reabilitação. Por isso, é importante conhecer a clínica e saber qual a metodologia utilizada na reabilitação dos dependentes.

O tratamento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que inclua médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e orientadores, que possam fazer um acompanhamento periódico do paciente e avaliar a evolução do tratamento.

Para garantir que o dependente sinta-se confortável, ofereça companhia para ir às consultas, acompanhar as conversar com os médicos e visitar a clínica escolhida, pois é essencial que ele saiba do apoio que possui, e que não está sozinho no processo de recuperação.

É muito comum enfrentar alguma recaída nesse processo, o que gera frustração e sentimento de derrota no paciente. Por isso, tente agir com naturalidade, espere o momento certo para falar e não imponha cobranças. Apenas auxilie na oportunidade de recomeçar, pois isso é determinante para a permanência e o sucesso do tratamento.

Procure ajuda também

Enfrentar as consequências da dependência química de um familiar ou amigo é uma situação extremamente delicada e penosa pois, no dia a dia, os sentimentos de raiva, culpa e medo tomam conta dos pensamentos.

Por isso, parte do processo de como ajudar um dependente químico envolve a busca por  assistência para familiares e amigos envolvidos. Existem, em muitas cidades, grupos que promovem encontros, físicos e on-line, com o objetivo de reunir familiares de dependentes para oferecer ajuda mútua, ensinando como agir e compartilhando tratamentos eficazes para os pacientes.

  • Escolher o caminho da reabilitação não é uma decisão conjunta pois, somente o dependente pode reconhecer sua dependência e optar por investir em um tratamento.
  • Porém, o empenho dos familiares em descobrir como ajudar o dependente químico é o combustível para que sintam-se amparados e possam utilizar todo o apoio, cuidado e confiança que lhes são oferecidos para deixar o vício e seguir em busca da recuperação.
  • Para saber mais como agir nos momentos delicados da vida, leia estas dicas de como lidar com as adversidades e superar as tristezas.

Como Ajudar um viciado em drogas ? – encontreclinicas.com.br

Se você decidir abordar o assunto do vício de drogas com seu amigo ou parente, é importante lidar com a situação com cuidado. É comum que aqueles que abusam de drogas fiquem zangados e defensivos com muita facilidade e, portanto, é necessária uma abordagem sem confronto.

Seria natural sentir medo de abordar um ente querido em relação ao uso indevido de drogas, devido à incerteza de como eles reagirão. No entanto, se você conseguir superar suas apreensões e iniciar a conversa, isso poderá levar a um momento de mudança de vida, se seu ente querido decidir procurar a ajuda de que precisa.

É muito importante que você pareça não julgar em relação ao seu vício de drogas . Tratar a situação como se seu amigo ou parente tivesse uma doença e não um vício pode ser uma abordagem útil.

É comum os usuários de drogas negarem que têm um problema. Eles podem tentar lhe dizer que podem parar quando quiserem. Muitas vezes, é muito difícil para alguém viciado em drogas ver as mudanças em si e em seu estilo de vida da mesma maneira que os outros. Você precisará de muita paciência e empatia para continuar a apoiar seu ente querido.

É importante reservar um tempo com seu ente querido para ter discussões abertas e honestas sobre as mudanças em sua aparência e estilo de vida. Pode ser muito difícil para eles admitir que estão usando drogas por medo de sentimento de culpa e vergonha. Você precisará fornecer muita tranquilidade para que eles se sintam capazes de admitir que têm um problema e gostariam de resolvê-lo.

É importante que qualquer pessoa que procure abordar o vício em drogas se sinta pronta e capaz de conversar com outras pessoas, pois parte do tratamento envolverá terapias de fala. O objetivo é ajudar a pessoa a ver como seus pensamentos e sentimentos afetam seu comportamento.

Durante o tratamento, a pessoa deve estar preparada para discutir como e por que eles usaram drogas pela primeira vez. Eles podem então começar a entender como seus próprios pensamentos e comportamento os levaram ao vício em primeiro lugar.

É importante lembrar que, ao apoiar alguém que está tentando lidar com o vício em drogas, é improvável que se sinta confiante nos estágios iniciais. À medida que a jornada de reabilitação progride, a pessoa pode começar a retomar o controle de suas vidas. É nesta fase que qualquer um que os apoie deve estar preparado para recuar.

18 passos para ajudar um dependente químico

Você já quis ajudar um dependente químico, mas não sabia como? Há muitos equívocos sobre como ajudar uma pessoa viciada em drogas. Para ajudar um dependente químico, é preciso entender que a dependência é bastante complexa. A luta dessa pessoa contra o vício certamente será árdua, mas a sua ajuda e apoio vão contribuir positivamente. 

APOIANDO

1) Seja o melhor amigo que você puder ser. Algumas amizades são breves e outras duram uma vida toda. Ajudar um amigo a vencer uma luta como a dependência química é uma maneira de fortalecer uma amizade. Com a evolução do relacionamento, você tende a se preocupar mais com a pessoa. Durante uma crise, você naturalmente quer ajudá-la.

  • Esteja presente quando ela precisar de você e ouça o que ela tem a dizer. Existem razões para que ela abuse das drogas. Escutá-las pode permitir que ela expresse pensamentos e sentimentos que podem ajudá-lo a entender a causa do vício.
  • Seja respeitoso, leal e confiável. Expressar seus sentimentos é uma coisa corajosa de se fazer, mas que pode ser arriscado também. Você pode reconhecer isso dizendo: “Eu sei que isso pode ser difícil para você e estou honrado por você compartilhar essas informações comigo. Eu o respeito por fazê-lo e estou aqui se quiser conversar”.
  • Ajudar uma pessoa com dependência química pode demorar e ser a coisa mais difícil que você fará em sua vida, mas será a mais gratificante.

2) Mostre empatia. Ser ouvido e compreendido são componentes essenciais para o crescimento pessoal. A experiência emocional de lidar com uma dependência química vai forçar uma pessoa a crescer, o que pode ser doloroso. Você pode ajudar a aliviar a dor dela escutando-a ativamente.

  • Coloque-se no lugar da pessoa. Aprenda a ser compassivo e compreensível em vez de julgá-la. Pode ser difícil de entender, mas você pode sempre tentar.
  • Trate a pessoa como você gostaria de ser tratado. Você provavelmente já experimentou lutas em sua vida e sabe o que foi útil e o que não foi.

3) Comunique sua preocupação. É difícil ver alguém sofrer ou fazer más decisões que impactam negativamente sua vida. Em algum momento, você terá que dizer à pessoa que está preocupado com o bem-estar dela. Ela pode ou não querer ouvir o que você tem a dizer. Isso é bom, pois você estará sendo você mesmo e demonstrando que se importa.

  • Peça permissão para se envolver. Se uma pessoa estiver no auge do vício, ela pode não perceber que precisa de ajuda, mas pode estar aberta a isso. Você pode dizer coisas como: “Parece que você está tendo problemas com as drogas. Eu estou aqui com você se quiser ajuda. Tudo bem para você?”.
  • Não tenha medo de fazer as perguntas difíceis. Confrontar assuntos difíceis que possam pôr em risco um relacionamento é um desafio. Você vai precisar fazer perguntas diretas e honestas como “Você acha que está dependente desta droga?” e “Eu sei que pode ser difícil falar sobre isso, mas você está disposto a acabar com sua saúde e seus relacionamentos por causa de um problema assim?”.

ENTENDENDO A DEPENDÊNCIA QUÍMICA

4) Observe o comportamento. Conheça os sinais e sintomas da dependência química. Uma mudança radical na personalidade pode ser indício de que um indivíduo está abusando do uso de drogas. As mudanças de personalidade são um sinal comum de todos os tipos de dependência química, incluindo o alcoolismo, dependência de medicamentos e substâncias derivadas do ópio.

  • Sinais de dependência por substâncias derivadas do ópio: marcas de agulha podem ser evidente nos braços de alguém que está abusando dessas substâncias. No entanto, muitos viciados conseguem esconder tais marcas injetando as drogas em áreas mais discretas, como entre os dedos do pé. Uma pessoa viciada em ópio também pode parecer ter uma sede ou suar mais do que o comum e apresentar pequenos pontinhos em suas pupilas.
  • Sinais de alcoolismo: odor frequente de álcool, comportamento irritável, fala arrastada, olhos extraordinariamente brilhantes e dificuldade em expressar pensamentos e ideias de uma maneira lógica. Os dependentes de álcool muitas vezes tentam esconder a evidência física do vício, como garrafas vazias e latas.
  • Sinais de dependência por medicamentos: os indivíduos que sofrem dessa doença podem apresentar sinais de intoxicação, comportamento atrapalhado, fala arrastada e olhos caídos.

5) Mantenha o controle das datas e horários dos conflitos e outras ocasiões quando as drogas forem um problema. Se houver algum problema recorrente, você provavelmente estará lidando com um padrão em desenvolvimento. É difícil prever se este vai aumentar e agravar o problema. Por isso, esteja preparado.

  • Talvez a pessoa consuma quantidades excessivas de uma substância e desmaie constantemente em festas. Será que ela já foi parada pela polícia por dirigir bêbada ou cometeu algum ato de vandalismo? Será que ela já se envolveu em uma briga por estar sobre influência de alguma substância?

6) Identificar as drogas que a pessoa usa. É comum dependentes químicos usarem mais do que uma droga. Esta pode ser um coisa óbvia ou difícil de determinar.

Se uma pessoa usa drogas escondidas, você pode somente ver os sinais e sintomas do abuso. Em caso de dúvida, você sempre pode perguntar.

Os abusos de drogas incluem, mas não estão limitados a: anfetaminas, esteroides anabolizantes, drogas sintéticas, cocaína, heroína, inalantes, maconha e drogas de prescrição.

  • Diferentes medicamentos podem afetar uma pessoa em diferentes maneiras.
  • Podem haver múltiplas drogas no sistema de uma pessoa, por isso pode ser difícil identificá-las.
  • Em caso de uma overdose ou emergência médica, você pode ser o responsável que deve informar ao pessoal médico qual droga ou drogas foram consumidas para que o tratamento adequado possa ser realizado.

7) Determine o nível de dependência da pessoa.

O objetivo é não esperar até que o comportamento da pessoa perca o controle a ponto de que os relacionamentos e situações não possam ser reparados.

O ideal seria a pessoa procurar ajuda para combater seu vício antes que ocorram consequências como perda de emprego, abuso e negligência dos entes queridos e problemas financeiros.

  • Pergunte: “O que você tem feito para tentar parar de usar drogas? Por que você acha que não foi bem-sucedido?”
  • A pessoa se demonstra motivada a mudar mas tem dificuldades em fazê-lo? A droga controla a vida dela?
  • Se for um amigo de faculdade ou da sua família, informe os familiares dele para que saibam quando as coisas ficaram fora de controle. Não enfrente o problema sozinho.

ENTRANDO EM AÇÃO

8) Tenha certeza de que a pessoa quer a sua ajuda. Os direitos humanos básicos permitem que uma pessoa peça e aceite ajuda. Esses mesmos direitos permitem que uma pessoa negue ajuda, mesmo se ela precisar. Isso cria um atrito entre todos os envolvidos; e quanto mais a situação piora, mais desesperado você pode se sentir.

  • Qual o seu nível de envolvimento no processo? Se estiver lendo este artigo agora, você provavelmente está interessado em fazer a diferença na vida de alguém.
  • Muitas pessoas não querem se envolver em ajudar dependentes químicos. Por isso, parabéns por não ser um deles.

9) Discuta e estabeleça limites. Limites saudáveis precisam ser discutidos com foco no que é mais útil para o dependente químico, sem permitir que a situação piore.

Comportamentos que permitam que um dependente químico perca a razão incluem, mas não se limitam a: ignorar um comportamento indesejável; emprestar dinheiro para pessoa comprar drogas sem precisar roubar; sacrificar suas necessidades e desejos para ajudá-la consistentemente; expressar suas próprias emoções com dificuldade; mentir para cobrir a pessoa; continuar ajudando a pessoa contra a vontade dela.

  • Diga ao dependente químico que você vai ajudar e apoiar seus esforços para controlar o vício, mas que não vai se envolver em qualquer ação que promova a utilização de qualquer droga.

10) Convença a pessoa a obter ajuda. Existem vários sinais de que ela precisa de ajuda. Chegou a hora de você mostrar a ela a realidades da situação. Às vezes, é preciso forçar uma pessoa a considerar as consequências de não conseguir ajuda. Se for o caso, faça isso com compaixão.

  • Se você sabe que ele precisa de ajuda mas não a aceita, chame a polícia para chocá-la e fazê-la perceber que ela precisa ser ajudada. Ela não precisa saber que foi você.
  • Diga o seguinte: “A cadeia é um lugar horrível, perigoso e nojento onde ninguém se importa com você. Ninguém quer ir para lá. Você vai perder a cabeça se for preso e pode nunca mais se recuperar”.
  • Mostre a ela estatísticas e vídeos sobre overdoses de drogas e mortes no trânsito causadas por pessoas que dirigem embriagadas.
  • Não jogue drogas no vaso sanitário, pois ela vai poluir o sistema de esgoto com substâncias perigosas que podem contaminar locais que armazenam alimentos.

11) Esconda as chaves do carro da pessoa para que ela não possa dirigir. Dirigir com uma pessoa que estiver carregando alguma substância ilegal pode causar problemas a todos os presentes no carro (incluindo a prisão). Este é um exemplo perfeito de um caso no qual a dependência química de uma pessoa afeta a vida de outras.

12) Faça uma intervenção. A ajuda vem de muitas formas; algumas vezes, ela deve ser forçada. É uma decisão difícil de tomar, mas que é necessária quando o vício está fora de controle (estado em que coloca a vida da pessoa em questão em risco).

Embora uma intervenção provavelmente vá ser muito complicada para a pessoa dependente, a intenção não é colocá-la na defensiva. Os participantes da atividade devem ser cuidadosamente escolhidos.

Os entes queridos da pessoa podem descrever como a dependência química os afeta.

  • Antes da intervenção, planeje um plano de tratamento para oferecer à pessoa. Decida de antemão se ela será levada para um centro de tratamento de drogas diretamente após a intervenção. A intervenção pode não ajudar se a pessoa não souber como obter ajuda e não tiver o apoio dos entes queridos.
  • Você provavelmente vai ter que enganá-la a ir até o local onde o ato acontecerá.
  • Esteja preparado para oferecer consequências específicas se ela rejeitar a busca pelo tratamento. Essas consequências não deve ser ameaças, por isso os entes queridos da pessoa devem considerar as consequências a ser impostas e estarem dispostos a colocá-las em prática.
  • Uma intervenção também pode incluir colegas da pessoa e representantes religiosos (se for o caso).
  • Os participantes devem preparar exemplos específicos de como seus relacionamentos com a pessoa dependente química são afetados. Muitas vezes, pessoas que participam do evento escrevem cartas para ler na hora. Um dependente químico pode não se preocupar com seus próprios comportamentos autodestrutivos, mas ver as dores que suas ações causam em outras pessoas pode ser uma grande motivação para procurar ajuda.

13) Sugira um programa de reabilitação de drogas. Entre em contato com algumas clínicas de reabilitação e saiba mais sobre seus serviços.

Não hesite em fazer perguntas específicas sobre as programações diárias e como eles lidam com recaídas.

Se uma intervenção não for necessária, ajude a pessoa a pesquisar sobre a dependência química e sobre os planos de tratamento recomendados. Seja solidário e permita que ela se sinta no controle da reabilitação iminente.

  • Visite os programas sugeridos e tenha em mente que, quanto mais receptiva a pessoa for em relação ao plano de tratamento, melhores serão as chances de ela superar o vício.

14) Quando por permitido, visite o ente querido. Se ele for admitido em um programa de tratamento local, existirão regras para visitas que deverão ser esclarecidas. Entenda que você precisa permitir que a pessoa participe por conta própria, sem influência de pessoas de fora. A equipe de reabilitação vai informá-lo sobre como funcionam as visitas e estas serão vistas com bons olhos.

15) Aceite que a pessoa volte à sua vida. Uma pessoa que precisa superar uma dependência química vai precisar de estrutura em sua vida. Você pode ser uma grande parte desse processo. Uma atitude receptiva pode ser exatamente o que a pessoa precisa. As pessoas têm uma necessidade de sentir que elas pertencem ao local em que vivem, e você pode ajudar com isso.

  • Incentive e sugira as possíveis liberdades de um novo estilo de vida mais saudável. Convide a pessoa a ir com você em novas aventuras. Fique atento para não fazer coisas que possam aumentar o desejo de usar drogas.
  • O objetivo é ajudar o indivíduo a não se sentir sozinho e mostrar que ele pode contar com você, e outras pessoas, sempre que necessário. Ele vai estar nervoso, com medos e incertezas em relação à sua capacidade em continuar sóbria.

16) Pergunte ao dependente sobre o progresso. Deixe claro que você está realmente preocupado e quer que ele seja bem-sucedido. É importante que ele participe de reuniões de grupos de terapia ou de apoio. Esses grupos podem ser um requisito dos programas de reabilitação.

  • Ajude a pessoa a prestar contas ao seu programa. Pergunte a ela se há algo que você possa fazer para ajudá-la a manter o comprometimento e frequentar as reuniões. Não deixe que ela disperse.
  • Ofereça participar de reuniões com ela se vocês dois estiverem confortáveis com essa ideia.
  • Sempre comemore as conquistas. Se uma pessoa ficar sóbria por um dia ou mil dias, cada um deles merece uma comemoração.

17) Seja criativo se a pessoa precisar de sua ajuda no futuro. A dependência química é uma doença crônica, portanto ela pode ser gerenciada, mas não curada. As recaídas provavelmente vão acontecer e todos os envolvidos não devem considerá-la como um fracasso. No entanto, será necessário um tratamento após cada recaída.

  • Depois de passar pelo processo de ajudar um dependente químico, você terá as informações necessárias e o conhecimento de como ajudá-lo futuramente. Se for preciso, pesquise e procure por psicólogos e psiquiatras locais e entre em contato com eles.
  • Esteja sempre presente para a pessoa (mande mensagens, ligue para ela ou faça uma visita, convide-a para fazer atividades divertidas, pratique esportes, saia de casa e apoie os passatempos e interesses dela). Ajude-a a vencer a tentação de usar drogas caso uma situação particularmente difícil ocorra.

18) Seja positivo em suas interações com ela; mas seja direto, honesto e sério quando for preciso. O indivíduo precisa saber que haverá pessoas para apoiá-la no caminho de sua recuperação, e isso inclui você.

Desintoxicação rápida promete curar dependentes de opiáceos em 36 horas

TEL AVIV- Quando o médico carioca André Waismann, de 54 anos, chegou em Israel, em 1982, o país lutava contra o Líbano.

Convocado pelo Exército, ele viu soldados feridos que, depois de tratados, ficaram viciados em remédios contra dor.

Dez anos depois, ele desenvolveu um tratamento de desintoxicação rápida, à base de naltrexona, que promete curar o vício em opiáceos em 36 horas e suprimir ânsias.

Por que a desintoxicação de opiáceos é tão difícil?

Por muitos anos o vício em drogas foi atribuído a questões psicossociais, mas a ânsia pela droga está no cérebro. O corpo humano produz endorfina, que regula uma série de funções no corpo e faz com que a gente se sinta bem, é o nosso high natural. Produzimos microgramas por dia e é o suficiente.

Mas quando um médico prescreve miligramas de morfina para um doente com dor ou quando alguém se vicia em gramas de heroína diárias, acontece um processo de supressão da produção natural pelo organismo e a dependência é criada, a pessoa fica dependendo de opiáceos (substâncias derivadas do ópio, como heroína, metadona e analgésicos à base de codeína, morfina e tebaína) externos.

E não adianta ter força de vontade para parar?

Se uma pessoa tiver uma força de vontade extrema, poderá vencer a abstinência. Mas no tratamento de heroína, por exemplo, a crise pode durar duas semanas. No caso da metadona, uma substância sintética, dura quase um mês.

Muita gente nem busca ajuda porque o tratamento é difícil, doloroso, há vômitos, diarreia. Muitos dos que tentam se desintoxicar não conseguem passar pela crise abstinência. Ou, quando passam, acabam voltando ao vício.

Por quê?

Nosso cérebro tem receptores específicos de opiáceos de acordo com a produção de endorfina. Quando a pessoa está produzindo, a quantidade é uma.

Mas se passa a usar miligramas ou até gramas de opiáceos, o cérebro produz novos receptores, que não somem nunca mais, mesmo depois da desintoxicação.

São esses receptores a mais que causam a ânsia, essa fome mental de usar a droga, que nada mais é do que uma manifestação psicológica de um problema médico.

Qual é a diferença do tratamento que o senhor desenvolveu?

Meu tratamento é baseado na raiz médica da dependência, não na psicológica. O objetivo é restabelecer a produção de endorfina a bons níveis em menos de dois dias e não em duas semanas.

Além disso, bloqueio os receptores extras que foram criados no cérebro com os meses ou anos de dependência. Assim, eu restabeleço uma relação normal entre receptores e endorfina e consigo mudar o status psicológico do doente.

É efetivo, humano, rápido e acessível.

Quanto tempo o paciente tem que ficar no hospital?

A hospitalização dura 36 horas. Durante este período o paciente fica sob anestesia geral por cerca de quatro horas. É neste momento que eu ministro a naltrexona, que antagoniza os opiáceos, limpa o corpo e bloqueia os receptores que não são mais necessários. O paciente não sente a crise de abstinência. Quando acorda, já está limpo.

Não é muito invasivo e drástico?

Já passei por diversas ondas de ataques, em geral assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras. A base do trabalho deles não é a medicina, então eles não sabem exatamente o que estão criticando. No início, enfrentei discussões acaloradas em vários lugares do mundo.

Mas hoje chefio um departamento importante de um hospital público de Israel (o Centro de ANR do Hospital Barzilai, em Ashkelon, no Sul do país, que já tratou mais de 18 mil viciados do mundo todo, inclusive celebridades, políticos e, segundo dizem, até um rei árabe), não tenho mais nada a provar a ninguém.

Nos Estados Unidos sua técnica é considerada polêmica e perigosa…

Meu trabalho foi muito divulgado porque tratei de muita gente famosa. Abri clínicas e comecei a ensinar o meu método. Mas aí aconteceu um problema: alguns médicos começaram a me imitar, usando técnicas que eu já havia abandonado. Hoje, trabalho só em Israel e ensino em clínicas europeias.

Qual o percentual de sucesso do tratamento?

Todos os doentes internados recebem alta sem a dependência. Ficam limpos e sem ânsia. Um ou dois anos depois, entre 75% e 80% continuam sem nenhuma dependência de opiáceos. É um percentual alto.

  • O senhor pretende abrir uma clínica no Brasil?
  • Não, mas tenho muito interesse em colaborar com instituições acadêmicas no Brasil, ensinar o tratamento para médicos brasileiros.
  • O número de dependentes de opiáceos no Brasil aumentou?

Sim, e muito na última década. Principalmente entre pessoas comuns com dor crônica. Hoje, 65% dos meus pacientes são dependentes de analgésicos.

Por quê?

Há pouco mais de 10 anos, a dor foi reconhecida como doença. O resultado dessa classificação foi a abertura de clínicas e enfermarias especiais. Nesses lugares, os doentes com dor crônica recebem analgésicos à base de opiáceos e são realmente beneficiados. Ficam sem dor, melhoram psicologicamente, mas ficam viciados nos remédios e precisam de doses cada vez maiores.

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