Como ajudar a melhorar a vida de pessoas carentes

Como Ajudar a Melhorar a Vida de Pessoas Carentes

Se há uma coisa positiva que estamos aprendendo com essa pandemia do novo coronavírus, é que o mundo está cheio de pessoas boas e criativas na hora de ajudar o próximo. Você sente que dá pra fazer mais do que o distanciamento social? Então trouxemos mais 5 atitudes que você pode tomar para ajudar os seus vizinhos e a sua comunidade, com muito amor e álcool em gel! S2

Que tal ajudar os mais suscetíveis à doença? Envie uma mensagem ou deixe um bilhete na porta daquele morador mais idoso, ou daquela pessoa que vive sozinha e que possui alguma deficiência ou que tenha problemas de saúde. Ajude-os a não terem motivo para saírem de casa e se ofereça para fazer compras, ir à farmácia, ao banco ou a ajudá-los em qualquer outra necessidade que tiverem.

As pessoas estão assustadas e apreensivas. Preocupadas com a saúde dos familiares, dos amigos e inseguras com o futuro social e econômico.

Muitas que estão trabalhando em casa nunca tinham feito isso antes e estão sofrendo com a adaptação brusca. O súbito distanciamento social também é preocupante, principalmente pensando nas pessoas que vivem só e longe da família.

Com tantas notícias que podem causar ansiedade e angústia, é preciso evitar que as pessoas sofram sozinhas.

É aqui que você pode entrar! Promova encontros com seus amigos ou pessoas da comunidade em seu entorno via Skype, Zoom ou qualquer outra plataforma que prefira. Ofereça um tempo do seu dia para reunir essas pessoas e proporcionar um momento de conversa, para trocar essas novas experiências que estamos passando ou até para uma roda de música ao vivo.

Se não é você nessa situação, com certeza no seu condomínio ou comunidade há pais com seus filhos em casa. Nem eles nem ninguém estavam contando com o cenário que estamos passando e dificilmente já viveram algo parecido. Ou seja: de repente, se viram tendo que trabalhar em casa, cuidar da casa e cuidar dos filhos – full-time. 

Que habilidades você tem para ajudá-los? Vale tudo, claro, desde que online: ofereça ajuda em alguma matéria para lição de casa das crianças, doe seu tempo para distraí-las com alguma atividade, enfim, coloque-se à disposição desses pais e desses pequenos ansiosos por novidades. NÃO TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM.

Como Ajudar a Melhorar a Vida de Pessoas Carentes

Uma das grandes preocupações no momento é com os trabalhadores autônomos. Eles estão sofrendo bastante com o cenário que estamos vivendo, já que não possuem salário fixo e o fluxo de clientes deve diminuir cada vez mais.

Caso você seja cliente de alguém nessa situação e se isso estiver ao seu alcance, um grande ato de solidariedade é continuar contribuindo financeiramente com esse trabalhador, mesmo que ele esteja em casa de quarentena. E, se o serviço puder ser realizado remotamente, não o abandone.

Outra forma de ajudá-los, é simplesmente divulgando seus trabalhos!

Os bancos de alimentos são organizações sem fins lucrativos reconhecidas oficialmente, que têm como objetivo arrecadar doações de alimentos e de excedentes alimentares para distribuir aos necessitados. As doações são encaminhadas a instituições de ajuda social que possuem contato próximo a esses cidadãos carentes.

É possível que nas próximas semanas e até nos próximos meses os bancos de alimentos se tornem cada vez mais necessários, tendo em vista a grande quantidade de moradores de rua que, infelizmente, temos no Brasil. Essas pessoas que não possuem uma casa para #FicarEmCasa, se alimentam com a ajuda de bares e restaurantes próximos a elas, mas que hoje se encontram com as portas fechadas devido a quarentena obrigatória.

Para saber como se tornar um doador, informe-se na prefeitura da sua cidade. Se você mora em São Paulo Capital, clique aqui. Busque também por “Banco de Alimentos” na internet, existem diversas opções!

Ficar em casa já é um ato de amor e responsabilidade imenso nestes tempos. Mas, se você puder, existem outras formas de ajudar e demonstrar carinho a quem está sofrendo mais com essa situação causada pelo novo coronavírus. Esperamos que essas cinco dicas tenham aberto sua mente!

Existe algum assunto que você gostaria que a gente tratasse aqui no Blog? É só pedir aí embaixo!

ajudar o próximo coronavírus covid-19 responsabilidade solidariedade

Quer melhorar a vida de crianças em situação de pobreza? Veja 3 projetos

Melhorar a vida de crianças que vivem na pobreza ou em vulnerabilidade social é o desejo de muitas pessoas. E isso não é por acaso. No Brasil, de acordo com um levantamento da Fundação Abrinq, 40,2% das pessoas com até 14 anos vivem em situação de pobreza, quase 4 milhões vivem em favelas e 17,5% das nossas adolescentes se tornaram mães antes de completarem 19 anos.

A pobreza e a desigualdade social são fortes propulsores para que essas crianças e jovens tenham mais dificuldades. Eles estão sujeitos a altos índices de violência (inclusive doméstica), evasão escolar e até problemas de saúde, sobretudo àqueles que vivem em locais sem saneamento básico.

Mas, como modificar esse quadro? Apoiando e contribuindo com projetos sociais sérios e que realmente façam a diferença na vida dessas pessoas. Quer saber mais? Veja algumas ideias que selecionamos e que você precisa conhecer!

Como Ajudar a Melhorar a Vida de Pessoas CarentesO projeto “O futuro começa em casa” teve início em 2011, em uma comunidade da cidade de Recife chamada Bomba do Hemetério e tinha como meta inicial beneficiar 250 famílias. O objetivo principal é trabalhar para que crianças e adolescentes, que estão vivendo em situação de pobreza, tenham uma casa melhor para morar.

Com este projeto é possível propiciar também um ambiente mais favorável para o rendimento escolar, até mesmo por conta da menor incidência de doenças devido a salubridade ambiental. Sendo assim, é possível termos melhores condições para o desenvolvimento dessas pessoas em ambientes diversos, seja ele escolar, social ou pessoal.

Hoje, o projeto já aumentou a sua meta e visa beneficiar 750 famílias em todo o Nordeste, com foco nos estados da Bahia e do Pernambuco. Já são 255 pessoas beneficiadas e 51 moradias reparadas.

Tecnologias sociais são metodologias e técnicas que embasam ações, projetos e programas. No ChildFund Brasil, nós trabalhos junto com organizações sociais parceiras. Assim, avaliamos as necessidades básicas e características de cada comunidade, visando criar uma metodologia que seja capaz de melhorar a vida daquelas pessoas.

Algumas tecnologias que merecem destaque estão listadas abaixo.

Olhares em foco

  • A partir da fotografia, os adolescentes e os jovens são convidados a debaterem e refletirem sobre várias questões, favorecendo a cultura participativa em prol do bem-estar coletivo.
  • Os participantes realizam cursos em oficinas que, além de ensinar fotografia, também levantam debates sobre questões de identidade, cidadania, direitos e deveres, buscando aguçar a visão desses jovens.
  • Em 2017, foram 447 beneficiados entre 6 e 24 anos, com 34 exposições comunitárias realizadas.

Terapia Comunitária

A ideia é promover rodas de terapia nas quais os participantes compartilham suas experiências e sabedorias, tornando todos co-responsáveis na busca por soluções para problemas e sofrimentos do cotidiano. As rodas podem ser feitas com toda a comunidade ou divididas por faixa etária.

Essa é uma ótima maneira de ajudar as pessoas a lidarem melhor com suas dores e angústias, com benefícios que vão além do que apenas o campo emocional, mas também promovem melhoras no corpo e no bem-estar de forma global.

Em 2017, foram mais de 1000 pessoas beneficiadas por mês, com idades a partir de 6 anos.

Casinha de cultura

São espaço de convivência para crianças, adolescentes, jovens e adultos, permitindo que eles encontrem estímulos e condições que ajudem a fortalecer os vínculos comunitários, familiares e também suas referências culturais.

Músicas tradicionais, brincadeiras antigas e contação de história são algumas das atividades realizadas buscando sempre fortalecer os vínculos comunitários e fazer com que os participantes tenham orgulho das suas raízes.

Em 2017, foram beneficiadas 2.813 pessoas em 22 casinhas de cultura.

Luta pela Paz

Os adolescentes e jovens que se encontram em maior risco social são o foco desta tecnologia, que usa o esporte como forma de promover o empoderamento e o protagonismo juvenil.

Aqui, esses adolescentes e jovens têm contato com o boxe e outras artes marciais, e ainda: suporte social, liderança juvenil, educação e acesso ao trabalho.

Em 2017, 1.957 pessoas foram beneficiadas, com mais de 130 turmas em 22 organizações parceiras.

Água Pura para Crianças

Desenvolvida em parceria entre o ChildFund Brasil e a empresa P&G, a iniciativa busca levar água potável às comunidades rurais, nas quais ainda se usam poços escavados à mão, rios ou lagos para a retirada da água usada no consumo das famílias.

São distribuídos sachês de purificação e as famílias são instruídas sobre as formas adequadas de utilização. Os benefícios são inúmeros, mas o destaque é principalmente para a queda significativa do número de atendimentos hospitalares por questões como diarreia, vômitos, manchas na pele, anemia e outros problemas.

Gold+

Essa é uma tecnologia voltada à educação financeira, beneficiando os adultos e familiares das comunidades. Para isso são formados grupos locais que buscam soluções para superar a pobreza, por meio da formação de poupanças coletivas, troca de experiências, mobilização social, solidariedade comunitária e desenvolvimento de iniciativas empreendedoras.

Apesar do foco ser os adultos, a iniciativa consegue impactar toda a estrutura familiar. Em 2017, 1.232 adultos foram beneficiados por mês.

Desde 2013, universitários da cidade de Campinas que moram no bairro Campo Belo atuam no Projeto Soprar. Essa iniciativa começou, principalmente, devido ao incômodo causado pela educação precária que o sistema de ensino público da região fornecia.

Estes universitários começaram a dar aulas de reforço escolar para crianças entre 7 e 10 anos de idade.

O grupo possui 30 voluntários e conta com estudantes das mais diversas áreas: enfermagem, arquitetura, letras, educação física, economia e psicologia. Esses voluntários vem fazendo a diferença na vida de cada criança.

Eles também conseguiram envolver a comunidade no projeto, formando mais agentes transformadores de mudança.

Como a pobreza interfere na vida das crianças?

A pobreza e a desigualdade social são fatores que dificultam muito o pleno desenvolvimento de crianças, jovens e adolescentes em todo o nosso país.

Um exemplo são os maus-tratos e o abandono. Os pais ou responsáveis legais têm o dever de oferecerem condições para que uma criança possa desenvolver, como roupas, abrigo, alimentação e educação.

Infelizmente, isso não é uma realidade para muitas das crianças brasileiras. Algumas famílias não têm condições financeiras para comprar o básico em termos de alimentação, e outras ainda abandonam seus filhos por diversas questões, sendo o uso de drogas o mais recorrente.

Tudo isso é bastante comum e faz com que muitos acabem pedindo dinheiro nas ruas, saindo da escola para procurarem emprego ou até partindo para a violência ou o tráfico. Sem educação, as chances para superar a pobreza diminuem, o que se torna um ciclo maléfico.

  1. Os projetos sociais visam, justamente, oferecer maneiras de tornar as crianças e jovens autossuficientes, além de melhorarem as condições das famílias e das comunidades em geral.
  2. Afinal, é importante que essas crianças tenham uma base sólida, ou seja, um ambiente seguro e saudável para que possam se desenvolver plenamente, além de acesso à educação, saneamento básico e condições adequadas para vislumbrarem um futuro promissor, vencendo a pobreza.
  3. É justamente nisso que o ChildFund Brasil acredita e trabalha, com diversos projetos e tecnologias que visam apoiar essas crianças e comunidades, oferecendo condições mais dignas e justas de desenvolvimento e de superação da pobreza.
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Como você pode ajudar a melhorar a vida de crianças em situação de pobreza?

Já deu para perceber que são muitas as iniciativas que visam ajudar as pessoas em situação de pobreza, não é? Mesmo quem não tem condições de contribuir financeiramente apoiando esses projetos também pode dar a sua ajuda: doando o seu tempo e sendo voluntário nas ONGs.

Para quem deseja contribuir financeiramente, existem muitas possibilidades, já que as organizações costumam pedir contribuições pequenas mas que, quando somadas, são capazes de mudar vidas.

Apadrinhamento

No ChildFund Brasil, por exemplo, trabalhamos com o apadrinhamento de crianças. O processo é simples, você acessa o nosso site, lê as histórias das crianças que atendemos em nossos vários projetos e escolhe aquela que deseja apadrinhar.

Então, você realiza uma doação mensal com valor mínimo de R$ 67. Todo o valor arrecadado com essas contribuições vai para um fundo coletivo e é investido nas tecnologias sociais e em programas que ajudam a impactar positivamente em médio e longo prazo na comunidade da criança apadrinhada.

Quem desejar, ainda poderá se corresponder com o afilhado, por meio de cartas ou até enviando presentes em datas especiais. Além de ajudar no desenvolvimento emocional da criança, você poderá acompanhar de que forma a sua doação tem contribuído para modificar essa vida.

Como você viu, existem muitas iniciativas e projetos sérios que realmente ajudam a melhorar a vida de crianças em situação de pobreza – e muitos deles dependem da sua ajuda.

Se você gostou deste conteúdo, baixe o nosso e-book e descubra como as doações podem realmente transformar vidas, lendo histórias reais de crianças que superaram a pobreza graças aos programas do Childfund!

13 dicas de como podemos ajudar os pobres e necessitados | Familia

Ajudar os necessitados está muito além de doar-lhes alimento e agasalho. Veja 13 ações que podem dar um rumo diferente à sua vida.

Como Ajudar a Melhorar a Vida de Pessoas Carentes

  • Este artigo oferece uma lista de ações essenciais não só para atender emergencialmente àqueles que estão em condições críticas por viverem na extrema pobreza, mas para dar um rumo diferente à sua vida.
  • Algumas sugestões podem ser aplicadas também àqueles que perderam seus bens materiais em uma catástrofe ou outro sinistro.
  • Ajudar os necessitados está muito além de doar-lhes alimento e agasalho. Observe:

1 – Suprir, primeiramente, suas necessidades básicas imediatas

A primeira coisa que uma pessoa necessitada precisa é, geralmente, de alimentação e hidratação. Depois, para proporcionar-lhe bem-estar, um banho, roupas limpas, tirar a barba, receber curativos em machucados.

2 – Providenciar sua remoção para um lugar seguro

Isso se aplica a moradores de rua, vítimas de catástrofes naturais ou vítimas de maus-tratos e abandono.

3 – Denunciar maus-tratos e abandono às autoridades competentes

Muitas crianças e idosos passam fome e sofrem outras privações porque têm cuidadores negligentes e agressores. Para aliviar seu sofrimento é necessário tirá-los dessas condições e denunciar os cuidadores.

Lembro-me, quando criança, de uma vizinha bem pobre e com muitos filhos.

Eles passavam muita necessidade, mas o que mais me chocava eram as sucessivas cenas de agressão física e psicológica que presenciávamos dela contra os filhos bem pequenos.

Ela frequentemente gritava, espancava-os com ripas de madeira, colocava-os na frente da casa para dar-lhes banho de mangueira em pleno inverno (moro no sul do Brasil, onde o inverno tem temperaturas muito baixas).

Não adianta somente alimentar, agasalhar pessoas necessitadas quando há questões tão sérias para resolver, do que depende o bem-estar, inclusive a sobrevivência de inocentes.

4 – Ajudar a tornar seu lar habitável

Em muitos casos, é necessário que pessoas se unam para consertar, limpar ou reconstruir as casas de pessoas em situações críticas.

5 – Buscar atendimento médico

Pessoas que passam fome e frio, vivem em ambientes sujos e úmidos, podem desenvolver pneumonia, úlcera, anemia, desnutrição, verminoses e outras enfermidades. Elas precisam de alguém que as oriente a buscar atendimento médico.

Vítimas de catástrofes também podem precisar de atendimento médico, principalmente se tiveram contato com água contaminada, sofreram alguma lesão, foram submetidas a temperaturas muito baixas ou tiveram contato com materiais tóxicos.

Ajudá-las a se tornarem autossuficientes

A melhor maneira de eliminar a miséria e pobreza é ajudar as pessoas a acreditarem em si mesmas; a confiarem que elas podem fazer as coisas por si mesmas. É aquele velho conceito de “dar o peixe” versus “ensinar a pescar”.

Os itens de 1 a 5 equivalem a “dar o peixe”. São ações importantes, porque as pessoas precisam sentir-se fortes o bastante para começar a “pescar seu próprio peixe”.

Pessoas que perderam seus bens materiais em catástrofes, caso até então tenham sido autossuficientes, também precisam de apoio. Alguns dos itens abaixo podem se aplicar também a elas.

Os itens 6 em diante são maneiras de ajudar as pessoas a desenvolverem a autossuficiência:

6 – Ajudar as pessoas a identificarem seus talentos e habilidades

Num primeiro momento, é preciso buscar um trabalho em sua área de atuação, por mais singelo que seja. Muitas pessoas, desempregadas durante muito tempo depois de incontáveis “nãos”, passam a desacreditar que um “sim” seja possível, por isso desistem de procurar um emprego. Muitas delas não têm profissão, sobrevivem de bicos.

Seja qual for a situação, é imperativo identificar uma ou mais habilidades a fim de buscar uma rápida colocação no mercado de trabalho.

7 – Usar sua rede de contato para ajudá-las a encontrar um trabalho

Essa é uma das etapas mais importantes. Caso tenhamos uma vasta rede de contados, poderemos ser muito úteis, indicando essas pessoas aos nossos amigos, clientes, parceiros de negócios ou parentes.

Sempre haverá alguém que precisa que um conserto seja feito, uma grama cortada, uma pintura de parede, uma faxina, etc.

Nós mesmos, em vez de doarmos dinheiro ou alimento, podemos dá-los em pagamento a um serviço realizado.

8 – Contribuir para melhorar a aparência e a atitude dessas pessoas

Uma boa aparência e postura são o cartão de visita muitas vezes fundamental para que uma pessoa saia de uma situação de miséria.

Estaremos melhorando muito suas chances quando as orientamos sobre como se comportar, se vestir, arrumar os cabelos, cuidar da higiene. Infelizmente muitas pessoas nunca tiveram essas lições. Algumas doações de roupas, calçados, materiais de higiene, entre outros, serão muito bem-vindos nessa etapa.

9 – Assegurar-se de que as crianças e jovens estejam estudando

A educação é a chave para mudar vidas. Qualquer ajuda será apenas temporária se as crianças e jovens daquela família não estiverem estudando.

10 – Ajudar os adultos a voltar a estudar

Muitos adultos precisam voltar para a escola em busca de um futuro melhor. Alguns deles sequer são alfabetizados. Eles precisam estar cientes de que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, e eles precisam estudar o máximo que puderem para saírem de vez daquela situação.

Para ajudar, podemos acompanhá-los na matrícula, dar suporte e apoio para eles não desistirem na metade do caminho.

11 – Conseguir orientação vocacional

Um teste vocacional pode dar um rumo na vida dessas pessoas. Muitas delas, quando voltam a estudar, estudam só por estudar. Para elas se tornarem autossuficientes, é imperativo que tenham um objetivo, que busquem uma profissão.

12 – Além da sua salvação temporal, ajudá-las a buscar também sua salvação espiritual

O especialista em negócios e em bem-estar Dean M. Davies disse: “O encargo de cuidar dos pobres e necessitados leva em conta tanto a salvação espiritual quanto a temporal. (…) Cuidar fielmente dos pobres e necessitados (…) abençoa tanto o que doa quanto o que recebe.”

Quando ajudamos as pessoas a compreenderem que são filhas amadas de Deus, o Todo Poderoso, e que com a ajuda Dele podem não só sair daquela situação de miséria, mas elevar-se à sua estatura espiritual, elas passarão a se valorizar mais e a enxergar sua vida terrena com mais otimismo e fé, o que é fundamental para vencerem seus obstáculos e não desistirem.

13 – Podemos contribuir para salvar vidas em projetos sérios e contínuos

Na Igreja da qual faço parte temos o costume de jejuar, isto é, abstermo-nos de alimento (sólido e líquido) durante 24 horas, uma vez por mês, em espírito de oração e com um propósito específico.

O dinheiro que gastaríamos nos alimentando nesse período (ou um valor superior, dependendo da generosidade e condições de cada um), doamos para o Fundo de Jejum, um fundo usado para atender aos necessitados.

Este fundo já ajudou milhares de pessoas em situação difícil. O propósito é atender temporariamente às necessidades daqueles que sofrem.

Mas o objetivo maior é ensinar-lhes a autossuficiência, para que eles saiam dessa situação difícil e progridam materialmente. A maioria dos que já foram ajudados nesse fundo, é, atualmente doadora.

Esses membros foram ensinados a buscar, por meio do trabalho honesto, o sustento da própria família.

Cuidar dos pobres e necessitados é uma doutrina fundamental do Evangelho de Jesus Cristo. Visa a salvação temporal das pessoas e o desenvolvimento espiritual tanto de quem doa quanto de quem recebe.

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COMO AJUDAR PESSOAS CARENTES

Hey, Rebels!

Hoje, dia 19 de julho, é o Dia da Caridade, então preparamos um artigo especial para que você, que anseia em mudar algo no mundo, saiba como o fazer.

Quantas vezes por dia passamos por pessoas carentes e sentimos um grande aperto, uma sensação de “queria poder fazer algo”? Aposto que já passou por isso diversas vezes. Mas isso sempre acaba ficando em segundo plano nas nossas vidas. Como podemos ajuda-las efetivamente?

Aqui neste artigo te daremos algumas dicas de como mudar essa situação ???? Há tantas pessoas por aí esperando uma mão que as ajude… por que não ”sermos essa mão”?

Eduque-se

Antes de tudo é importante que você deixe seus preconceitos de lado e ter empatia pela pessoa a qual irá ajudar.

Há inúmeras formas de se cair na pobreza, nesse buraco, e se tornar incapaz de escapar dele, inclusive (mas não limitado a) problemas de saúde, problemas psicológicos, vícios, abuso e muito mais. Lembre-se: você está aqui para ajudar, não julgar.

Tenha uma longa conversa com o indivíduo, conheça sua história, para saber realmente como pode ajuda-lo. Pergunte, conte, troquem experiências. Busque entender como ele vê o mundo, coloque-se no seu lugar.

Doações

Existem várias formas de doação, desde a doação de roupas, cobertas, mobílias, até notas fiscais e dinheiro em si. O que será doado depende de você, das suas limitações.

Porém, é interessante aliar a doação às reais necessidades da pessoa, dando preferência às coisas urgentes, como um cobertor em período de inverno, por exemplo.

Você também pode ajudar com a alimentação do indivíduo, já que é uma das nossas necessidades básicas e faz muita diferença na vida de qualquer pessoa, ainda mais das carentes.

Faça uma limpa nas suas roupas, doe aquelas que estão paradas há um tempo, elas farão muita diferença na vida daqueles que tem pouco. Faça esta mesma limpa com outras coisas que tem em casa, desde roupas de cama, objetos, alimentos, produtos de higiene, até mobílias que estão ocupando muito espaço(e que podem dar uma boa diferença no lar da pessoa). Toda ajuda é bem aceita.

Leia também:  Como ajudar uma criança constipada: 12 passos

Denunciar Maus-tratos

Maus-tratos com pessoas em condições de rua ou marginalizadas é muito mais comum do que imaginamos. Portanto, não se cale frente a um momento de injustiça ou violência. Denuncie ou ajude pessoalmente e instantaneamente. Muitas pessoas carentes não tem apoio ou voz, ajude-as a conquistar isso.

Ajudar a pessoa a ser autossuficiente

Se for algo possível para você e para a pessoa a ser ajudada, auxilie-a a arranjar um emprego. Pode ser difícil, mas com sua ajuda e esforço de ambos é possível. A partir das conversas iniciais que teve com a pessoa, você poderá ter uma ideia de uma possível carreira para ela.

Quem sabe ajudá-la a abrir um pequeno negócio (de comida caseira, por exemplo), ou então a impulsionar algo que ela já tinha em mente. Incentive-a a sonhar e continuar buscando aquilo que deseja, ajudando-a da forma que lhe for possível.

Indique-a para empresas, amigos, conhecidos que estejam em busca de novos funcionários. Dê o seu melhor.

Buscar atendimento médico

Nunca podemos esquecer que somos todos humanos, com necessidades básicas iguais, e somos todos susceptíveis a doenças.

Se estiver ao seu alcance, leve a pessoa ao médico, para fazer um check-up ou para realizar um tratamento específico de algo que ela já apresenta.

Leve-a ao dentista, quem sabe? Ou então a um psicólogo? Muitas opções são públicas e sua única ‘despesa’ seria o tempo, que com certeza seria compensado com muita gratidão. A saúde física e mental de todos importa.

Ajudar ela a melhorar a aparência e atitude

Com a conversa que teve no início você também será capaz de achar uma forma de ajudar a pessoa a recuperar sua atitude, ou então ajudá-la a expor esta. Incentivá-la a melhorar, a buscar o melhor, a ter esperança e reviver sonhos é o ponto chave para a mudança.

Ajude-a a melhorar a autoestima. E para isso, por que não dar uma mudada no visual? Se a pessoa estiver de acordo, ajude-a a melhorar sua aparência, através das roupas, tratamentos estéticos, maquiagem, cabelo, o que vier às suas mentes.

Muitos profissionais aceitam fazer estes trabalhos gratuitamente. E com certeza será um grande passo para a pessoa recuperar a autoestima, para que esteja bem consigo mesma.

Mas lembre-se, esta é uma escolha da pessoa, nunca a force ou diga que algo é feio ou bonito, certo ou errado, Você está aqui para ajudá-la, certo?

Ajudar crianças e jovens a ter acesso aos estudos

Com crianças a situação é um pouco mais complicada, porém sempre há algo que possamos fazer. Converse com os pais ou responsáveis desta, quem sabe você pode ajudar a todos de uma vez só. Explique e argumente como a educação é importante e não deve ser deixada de lado. Ofereça-se para comprar os materiais escolares, ou quem sabe para levar a criança à escola.

(Com informações de O Mundo Tem Jeito)

A Renata Quintela, assim como você, sentiu a necessidade de ajudar aqueles que precisam. E a sua ideia foi incrível.

Ela saiu pelas ruas perguntando: “O que eu posso fazer por você agora?” a várias pessoas aleatórias que ela foi encontrando, e ouviu muita várias respostas, desde um abraço, ajudar a empurrar o carrinho de um carroceiro de sucata, varrer uma loja ou fazer a festa de aniversário de uma pessoa que não tinha nada pra comemorar.

O resultado foi incrível, e ela percebeu que ajudar as pessoas é sua vocação de vida, veja algumas fotos desse dia:

A jornada então ganhou a internet, e com isso os pedidos também aumentaram, Renata já ajudou pessoas a voltar à sua terra natal, a fazer tratamentos dentários, tudo isso intermediando quem precisa a quem quer ajudar. Mas muitas coisas tem um custo, e o único patrocinador que ela tem é o limite do cheque especial, como ela mesmo disse.

Por isso, e por ter certeza que pode ajudar ainda mais pessoas no futuro, ela foi pro Catarse, para arrecadar uma grana que vai ajudá-la a financiar algumas jornadas e reestruturar o site, e a pergunta muda: O que você pode fazer pela Renata, agora? Você pode ajudar com alguma quantia, saiba como clicando aqui. Veja o vídeo do Catarse:

Nesse vídeo, conhecemos um pouco mais das jornadas:

Você pode ajudar algumas ONGs e Iniciativas que buscam auxiliar pessoas carentes em diversas áreas. Para conhece-las individualmente, clique nos links:

Justiça GlobalOPANCEDAPS Fundo BrasilThemis

Sentiu-se inspirado? Então você está pronto, ajude aqueles que puder, da forma que puder. Mude o mundo! ????

#BeARebel

Com informações de Wikihow, O Mundo tem Jeito, Razões para acreditar.

#direitoshumanos #ONG #ajuda #doação

ONG busca apoio para aumentar ajuda a pessoas carentes – AUN USP

ONG busca apoio para aumentar ajuda a pessoas carentes

São Paulo (AUN – USP) – Uma ONG filantrópica, criada por alunos da Faculdade de Odontologia da USP, vem, há mais de um ano, organizando campanhas beneficentes para as crianças carentes.

Entre suas ações estão a arrecadação de alimentos para a campanha “Natal Sem Fome”, da Ação da Cidadania (do já falecido sociólogo, Herbert de Sousa), além da distribuição anual de presentes para mais de 100 crianças pobres, em uma igreja no bairro de Itaquera.

A principal atividade da ONG dos alunos, denominada Amigos Unidos Para Servir (Aups), tem sido levar a odontologia preventiva a crianças carentes, em creches e abrigos para menores, como frisa o presidente e idealizador da entidade, Darllan Donato Crivelli.

Foi dele a idéia de reunir um grupo de pessoas para ajudarem os necessitados. Aos poucos, conseguiu convencer seus colegas da Empresa Júnior da faculdade (ele também faz parte da diretoria da empresa) a embarcarem em sua idéia.

Foi com a experiência administrativa de Renato José de Paula, presidente da Júnior, que o projeto da ONG tomou corpo. “Queríamos dar uma aparência de profissionalismo e seriedade à nossas atividades. Com a ONG, conseguimos atingir esse objetivo.

“, afirma ele.

A Aups sobrevive com as doações mensais (cerca de R$10,00 por pessoa), assim como a boa vontade de seus 14 membros.

Ela também consegue apoio de outros órgãos estudantis da faculdade, como o Centro Acadêmico, a Atlética e a Empresa Júnior.

Esta última colabora na arrecadação dos alimentos para que o “Natal Sem Fome” possa se tornar realidade. O objetivo dos estudantes é arrecadar meia tonelada de alimentos, apenas na faculdade, até o fim da campanha.

Como em qualquer atividade desse gênero, a tarefa dos Amigos Unidos Para Servir não tem sido fácil. Como os membros da ONG são todos alunos de graduação, eles não podem contribuir mensalmente com muito dinheiro. Todo o serviço odontológico por eles prestado é voluntário.

Os materiais usados nas campanhas vem da contribuição mensal dos membros. Parte do dinheiro ainda é usada para o pagamento dos serviços de um contador. Isto é um dos requisitos necessários para o funcionamento regular da ONG, que acaba por consumir cerca de R$84,00 todo mês.

“Se conseguíssemos um contador, que prestasse esse serviço de maneira voluntária, nossa situação melhoraria”, diz Renato.

Além do contador voluntário, a ONG procura patrocinadores e pessoas comuns que possam colaborar com doações e trabalho. Enquanto isso não aparece, Darllan, Renato e seus amigos seguem na luta sem desanimar. “As dificuldades são parte do processo.”, dizem eles.

Para o próximo ano, pretendem manter os projetos de prevenção e distribuição de presentes já existentes. Farão, também, arrecadação de alimentos e agasalhos em convênio com entidades estudantis da faculdade, como aconteceu este ano.

Se o apoio chegar, eles querem aumentar a abrangências de suas ações.

Da forte crença naquilo que fazem, vem a força para os Amigos continuarem seu trabalho. “Sinto a satisfação de que estou mudando algo.”, reflete Darllan e completa: “Me sinto doando um pouco do que aprendi e pagando uma dívida com a sociedade, sem ser um caloteiro, já que isso aqui é uma universidade pública, na qual não pagamos nada para estudar”.

Doação: faça algo para os outros

(chave 4 entre as “Dez chaves para uma vida mais feliz”)

Ajudar os outros não é apenas bom para eles e uma coisa boa a se fazer, mas também nos ajuda a ser mais felizes e saudáveis. O ato de contribuir também nos conecta aos outros, criando comunidades mais fortes e ajudando a construir uma sociedade mais feliz para todos. E não é só com dinheiro – podemos ajudar com nosso tempo, ideias e energia. Então, se você quer se sentir bem, faça o bem!

Por que é importante ajudar os outros?

Fazer coisas pelos outros – tanto faz se pequenas, não planejadas ou no caso de voluntariar-se regularmente – é uma maneira poderosa de reforçar nossa própria felicidade e a dos outros ao redor. Podemos ajudar estranhos, familiares, amigos, colegas ou vizinhos. Podem ser velhos ou jovens, estar por perto ou bem longe.

Doar não é dar dinheiro, então você não precisa ser rico. Doar aos outros pode ser algo tão simples como uma palavra, sorriso ou gesto gentil. Pode ser doar tempo, cuidado, habilidade, preocupação e atenção. As vezes isto é tão importante quanto — ou talvez mais do que — presentes materiais.

Estudos científicos mostram que ajudar os outros impulsiona a felicidade [1]. Aumenta os níveis de satisfação, proporciona senso de sentido, aumenta nossa sensação de competência, melhora nosso humor e reduz o estresse. Pode ajudar a retirar nossas mentes da fixação em nossos problemas também [2].

Gentileza com os outros é a cola que conecta a felicidade individual com comunidades maiores e com o bem-estar social. Dar aos outros nos ajuda a conectar com pessoas e supre uma das necessidades básicas humanas: relacionar-se [3].

Gentileza e cuidado também parecem ser contagiosos. Quando vemos alguém fazer algo gentil ou carinhoso ou quando nós mesmos recebemos alguma gentileza, somos inspirados a ser mais gentis [4].

Desta maneira a gentileza se espalha de um para outro, influenciando o comportamento de pessoas que nem mesmo viram o primeiro ato de gentileza acontecer.

Gentileza é realmente a chave para criar uma comunidade mais feliz e confiável.

Felicidade & ajuda aos outros

A ciência mostra que existem fortes ligações entre a felicidade e ajudar aos outros. Primeiramente, a felicidade nos dá suporte para ajudar os outros. Pessoas felizes são mais propensas a ajudar — é mais provável que pessoas assim tenham realizado algum ato gentil recentemente ou tenham doado um percentual maior de seu tempo ou dinheiro ajudando outros [1][6][8][9].

Os estudos sugerem que há relações entre a felicidade e ajudar os outros para cada idade:

  • Crianças na pré-escola que demonstraram possuir empatia foram mais propensas a terem estados de espírito felizes.
  • Estudantes do ensino médio que relataram ter vivenciado sentimentos positivos intensos foram mais propensos a se envolver com serviços comunitários como voluntariado.
  • Trabalhadores adultos que estavam mais felizes no local de trabalho foram mais propensos a ajudar os outros.
  • Voluntariar-se também apresentou ligação com muitos benefícios para cidadãos idosos, incluindo felicidade e satisfação em viver [1] [7].
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Voluntariar-se também está relacionado ao aumento da felicidade independentemente da situação socioeconômica do voluntário [8]. Pessoas que doam uma parte maior de sua renda mensal para caridade ou gastam em presentes para os outros foram identificadas como mais felizes que outras pessoas que não doavam, independentemente do nível de renda [9].

Benefícios de ajudar os outros

1. Ajudar os outros aumenta a felicidade

Mesmo que já há muito tempo se assume que doar também leva a uma maior felicidade, só recentemente isso foi comprovado cientificamente.

Por exemplo, quando participantes de um estudo realizaram cinco novos atos de gentileza por um dia a cada semana, durante um período de seis semanas (mesmo que cada ato tenha sido pequeno) eles experimentaram um aumento em bem-estar, comparado com o grupo de controle [10].

Em outro estudo, participantes que foram dados $5 ou $20 — para gastar com as despesas de outras pessoas ou doar para caridade — experimentaram maior felicidade do que pessoas que gastaram o mesmo tanto com elas mesmas. Curiosamente, a quantidade de dinheiro não afetou o nível de felicidade gerado [11].

E agora existem evidências de que isso leva a um círculo virtuoso – felicidade nos faz dar mais, dar mais nos faz mais feliz, o que nos leva a querer dar mais ainda e assim por diante. Esse efeito é consistente entre diversas culturas [12].

Faz sentido que ajudar os outros contribua para nossa própria felicidade. Cientistas estão reconsiderando a ideia do “gene egoísta” e estão explorando a evolução do altruísmo, cooperação, compaixão e gentileza [13]. Seres humanos são criaturas altamente sociáveis e se desenvolveram como espécie vivendo em conjunto.

Se as pessoas se comportam de modo altruísta, mais provavelmente serão queridas e assim geram e fortalecem contatos sociais, tendo uma rede social mais robusta e apoiadora, o que leva ao aumento de felicidade e bem-estar [14]. De fato, a participação em tarefas em conjunto como serviço comunitário e outras atividades sociais é um indicador de quão satisfeitas as pessoas estão, mesmo quando outros fatores são levados em conta [15].

2. Ao doar nos sentimos bem

Doar literalmente nos faz sentir bem. Em um estudo envolvendo 1.

700 mulheres voluntárias, cientistas descreveram a experiência de uma “intoxicação solidária”, que era um sentimento de euforia, seguido de um período maior de calma, experimentado por vários dos voluntários depois do ato de ajudar.

Essas sensações resultam da liberação de endorfina, e são seguidas por um período maior de melhoria do bem-estar e senso de autovalorização, sentimentos que por sua vez reduzem o estresse e melhoram a saúde daqueles que ajudam [16].

Costumava-se pensar que os seres humanos só fazem algo quando recebem alguma coisa em troca.

Como então poderíamos explicar o comportamento de pessoas que realizaram atos gentis ou doaram dinheiro anonimamente? Estudos sobre o cérebro agora mostram que quando doamos dinheiro para uma boa causa, partes equivalentes do nosso cérebro se ativam como se nós mesmos estivéssemos recebendo o dinheiro (ou reagindo a outros estímulos prazerosos como comida, dinheiro ou sexo)! [17].

Dar aos outros ativa os centros de recompensa em nossos cérebros, o qual nos faz sentir bem, assim nos encorajando a fazer mais do mesmo. Doar dinheiro a uma boa causa literalmente nos faz sentir tão bem como se fossemos nós que estivéssemos recebendo — especialmente se a doação for voluntária [18] [19].

3. Doar faz bem a você

Ajudar os outros têm uma relação causal mais forte com saúde mental do que receber ajuda. Estudos mostram que voluntários tem menos sintomas de depressão e ansiedade, e eles se sentem mais esperançosos.

Está também relacionado a sentir-se bem consigo mesmo. Também pode servir para distrair as pessoas do hábito de ficar remoendo os próprios problemas para que se sintam gratos por aquilo que tem [20].

Voluntariar-se também está relacionado com bem-estar psicológico [21].

Doar pode aumentar nossa longevidade. Estudos com pessoas mais velhas mostram que aqueles que dão suporte a outros vivem mais do que aqueles que não fazem isso. Isso inclui apoio a amigos, parentes, vizinhos e apoio emocional ao parceiro [22][23]. Em contrapartida, receber apoio não influenciou na longevidade.

O ato de se voluntariar também parece ser um indicador da não-degeneração das funções cognitivas em um estudo com 2.500 pessoas em seus 70 anos, que foram acompanhados durante 8 anos.

Outros estudos mostraram que entre adolescentes, o hábito de se voluntariar foi associado com a melhora da autoestima; redução de problemas anti-sociais, comportamentais e ausência na escola; melhorou atitudes em relação a estudar; e aumentou as realizações no campo da educação [25] [26].

Separar os benefícios do voluntariado de outros fatores pode ser difícil; por exemplo, voluntários já são mais saudáveis em primeiro lugar, portanto são bem mais aptos a ajudar.

No entanto, a abundância de evidências de fato sugere uma relação causal, e pode ser que voluntariar-se seja uma atividade intencional com que as pessoas podem se envolver como uma estratégia para aumentar o bem-estar e manter a função cognitiva na idade avançada.

Ajudar: uma ressalva

Ajudar está associado com o aumento da felicidade e da saúde, mas sentir-se sobrecarregado por isso pode ser prejudicial, como no caso de cuidadores a longo prazo [1]. Evidências indicam que enquanto doar por prazer está associado com uma maior autoestima, satisfação em viver e sentimentos positivos, doar sob pressão não beneficia [27].

Existem momentos em que precisamos doar porque é uma reação compassiva e porque é o certo a se fazer, como em tempos de crises ou necessidade.

Entretanto, como regra geral devemos tentar combinar nossas doações com coisas que consideramos inerentemente agradáveis, alinhadas com nossos próprios objetivos e que pareçam valer a pena tanto para nós quanto para quem recebe.

Se somos doadores felizes, os receptores terão mais benefícios e nós provavelmente continuaremos a doar [19].

Referências
[1] Post, S. G. (2005). Altruism, Happiness, and Health: It's Good to Be Good. International Journal of Behavioral Medicine, 12(2), 66-77.
[2] Midlarsky, E. (1991). Helping as coping. Prosocial Behavior: Review of Personality and Social Psychology, 12, 238-264
[3] Algoe, S. B., & Haidt, J. (2009). Witnessing excellence in action: the 'other-praising' emotions of elevation, gratitude, and admiration. Journal of Positive Psychology, 4(2), 105-127.
[4] Lyubomirsky, S. (2008). The How of Happiness. NY: Penguin
[5] Fowler, J. H., & Christakis, N. A. (2010). Cooperative behavior cascades in human social networks. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 107(12), 5334-5338.
[6] Lyubomirsky, S., King, L. & Diener, E. (2005). The Benefits of Frequent Positive Affect: Does Happiness Lead to Success? Psychological Bulletin, 131, 803-855
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[9] Anik, L,. Aknin, L. B., Norton, M. I., Dunn, E. W. (2009). Feeling Good about Giving: The Benefits (and Costs) of Self-Interested Charitable Behavior. Harvard Business School Working Paper, 10-012.
[10] Lyubomirsky, S, Sheldon, K M, & Schkade, D. (2005). Pursuing happiness: The architecture of sustainable change. Review of General Psychology, 9(2), 111 – 131
[11] Dunn, E.W., Aknin,L.B. & Norton,M.I. (2008) Spending money on others promotes happiness. Science, 319, 1687 – 1688.
[12] Aknin, LB., Barrington-Leigh, C., Dunn, E.W.,Helliwell, J.F., Biswas-Diener, R., Kemeze,I., Nyende, P., Ashton- Janes, C.E. & Norton, M.I. (2010) Prosocial Spending and Well-Being: Cross-Cultural Evidence for a Psychological Universal. NBER Working Paper No. 16415
[13] Vaillant, G.E.. (2008). Spiritual Evolution: How we are wired for Faith, Hope and Love. NY: Broadway Books
[14] Dunn, E.W., Gilbert, D. T., & Wilson, T. (in press). If money doesn't make you happy then you probably aren't spending it right. Journal of Consumer Psychology.
[15] Harlow RE, Cantor N (1996) 'Still participating after all these years: a study of life task participation in later life' Journal of Personality and Social Psychology 71: 1235-1249
[16] Luks, A. A. (1988). Helper's high. Psychology Today, 22(10), 39.
[17] Moll, J., Krueger, F., Zahn, R., Pardini, M., de Oliveira-Souza, R., & Grafman, J. (2006). Human fronto-mesolimbic networks guide decisions about charitable donation. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 103(42), 15623-15628.
[18] Fehr, E., & Camerer, C. F. (2007). Social neuroeconomics: the neural circuitry of social preferences. Trends in Cognitive Sciences, 11(10), 419-427
[19] Harbaugh, W. T., Mayr, U., & Burghart, D. R. (2007). Neural Responses to Taxation and Voluntary Giving Reveal Motives for Charitable Donations. Science, 316(5831), 1622-1625.
[20] Lyubomirsky, S. (2008). The How of Happiness. NY: Penguin
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[23] Brown, S. L., Smith, D. M., Schulz, R., Kabeto, M. U., Ubel, P. A., Poulin, M., Yi, J., Kim, C., & Langa, K. M. (2009). Caregiving behavior is associated with decreased mortality risk. Psychological Science; Apr2009, 20(4), 488-494.
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[25] Piliavin, J. (2003). Doing well by doing good: Benefits for the benefactor. In C. M. Keyes, J. Haidt, C. M. Keyes, J. Haidt (Eds.) , Flourishing: Positive psychology and the life well-lived (pp. 227-247). Washington, DC US: American Psychological Association.
[26] Piliavin, J., & Siegl, E. (2007). Health Benefits of Volunteering in the Wisconsin Longitudinal Study. Journal of Health & Social Behavior, 48(4), 450-464. Warburton, J. (2006). Volunteering in later life: is it good for your health? Journal for the Institute of Volunteering Research, 8, 3-15. Wilson, J. (2000). Volunteering. Annual Review of Sociology, 26, 215
[27] Gebauer,J.E., Riketta, M., Broemer, P. & Maio, G.R. (2008) Pleasure and pressure based prosocial motivation: Divergent relations to subjective well-being. Journal of Research in Personality, 42, 399-420

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