Como carregar uma pessoa ferida durante os primeiros socorros

Como Carregar uma Pessoa Ferida Durante os Primeiros Socorros

Os primeiros socorros são a resposta rápida e inicial a uma emergência médica, através da aplicação de técnicas simples e eficazes para reduzir a gravidade da situação, melhorando as hipóteses de sobrevivência de uma vítima e diminuindo o seu grau de sofrimento.

São, por isso, a primeira ajuda a prestar a uma pessoa para impedir o agravamento do seu estado de saúde, antes de poder receber cuidados especializados. Saber o que fazer e (especialmente) o que não fazer pode significar a diferença nestes casos.

Posição Lateral de Segurança

A colocação de uma vítima inconsciente em posição lateral de segurança evita por um lado que a língua impeça a passagem do ar e garante também a drenagem pela boca, de saliva ou outros fluídos, que poderiam contribuir para a obstrução, causando pneumonia ou asfixia.

Segundo o site do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estes são os passos que deve seguir:

  • Ajoelhe-se e alinhe o corpo da vítima, que deve ficar com os braços estendidos ao longo do corpo. Retire-lhe óculos e objetos volumosos dos bolsos.
  • Coloque o braço da vítima que está junto a si dobrado, com a palma da mão virada para cima e ao nível da cabeça.
  • Permaneça onde está e pegue na outra mão da vítima. Dobre-lhe o braço por forma a cruzar o peito e a colocar as costas da mão na face da vítima do seu lado. Após este movimento, segure do lado oposto ao seu a perna da vítima na zona do joelho, levante-a e dobre-a.
  • Utilize a perna dobrada para ajudar a rolar a vítima para o seu lado. Durante este movimento mantenha uma mão a apoiar a cabeça da vítima enquanto a faz rolar.
  • Certifique-se que a vítima está a respirar.
  • Ligue 112 e fique atento a alterações do estado da vítima enquanto aguarda pelo socorro.

Como Carregar uma Pessoa Ferida Durante os Primeiros Socorros

(imagem com direitos reservados)

Como utilizar o número de Emergência 112

Em caso de doença súbita ou de acidente grave deve contactar os serviços de emergência médica através do número 112 (número europeu de socorro). Tome nota de algumas informações importantes a transmitir ao telefone:

  • Informar claramente sobre o número de vítimas, discriminar se é homem, mulher, grávida, criança e fornecer estimativa de idades.
  • Dar indicações precisas sobre o estado da vítima e relatar de forma simples o tipo de acidente: queda, desmaio, atropelamento, eletrocussão, etc.
  • Descrever o local da emergência (se possível a morada exata) acompanhada de pontos de referência.
  • Pedir ao interlocutor que repita a mensagem a fim de ver se esta foi devidamente entendida.
  • Procurar um documento e contatar a família da vítima. Acalmar e, se possível, pedir informações à vítima sobre o sucedido.
  • Promover um ambiente calmo, afastando curiosos e evitando comentários.

Os primeiros socorros consistem, conforme a situação, na aplicação de técnicas simples e eficazes como proteção de feridas, imobilização de fraturas, controlo de hemorragias externas, desobstrução das vias respiratórias e realização de manobras de suporte básico de vida.

Mostramos, a seguir, alguns procedimentos, recorrentes em crianças e adultos, que podem ser aplicados por qualquer pessoa.

Afogamento

O que fazer?

  1. Retirar imediatamente a vítima de dentro de água.
  2. Verificar se está consciente, se respira e se o coração bate.
  3. Colocar a vítima de barriga para baixo e com a cabeça virada para um dos lados.
  4. Comprimir a caixa torácica 3 a 4 vezes, para fazer sair a água

Se a vítima não respira, deitá-la de costas e iniciar de imediato os procedimentos do algoritmo do Suporte Básico de Vida. Logo que a vítima respire normalmente, colocá-la em Posição Lateral de Segurança e mantê-la confortavelmente aquecida.

Se o afogamento se deu no mar ou num rio, o socorrista não deve:

  • Lançar-se à água se não souber nadar muito bem
  • Procurar salvar um afogado que está muito longe de terra
  • Deixar-se agarrar pela pessoa que quer salvar

Desmaio / Perda súbita de consciência

O desmaio é provocado por falta de oxigénio no cérebro, à qual o organismo reage de forma automática, com a perda de consciência e queda brusca e desamparada do corpo. Normalmente, o desmaio dura 2 a 3 minutos. Tem diversas causas: excesso de calor, fadiga, jejum prolongado, permanência de pé durante muito tempo, etc.

  • Palidez, suores frios, falta de força e pulso fraco são alguns dos sintomas.
  • O que fazer?
  • Se nos apercebermos de que a pessoa está prestes a desmaiar:
  1. Sentá-la
  2. Colocar-lhe a cabeça entre as pernas
  3. Molhar-lhe a testa com água fria
  4. Dar-lhe de beber chá ou café açucarados

Se a pessoa já estiver desmaiada:

  1. Deitá-la com a cabeça de lado e as pernas elevadas
  2. Desapertar-lhe as roupas
  3. Mantê-la confortavelmente aquecida, mas, sempre que possível, em local arejado.
  4. Logo que recupere os sentidos, dar-lhe uma bebida açucarada
  5. Consultar posteriormente o médico

Golpe de Calor/Insolação

O golpe de calor ou insolação é uma situação resultante da exposição prolongada ao calor, num local fechado e sobreaquecido (por ex., dentro duma viatura fechada, ao sol) ou da exposição prolongada ao sol, nomeadamente na praia.

Dores de cabeça, tonturas, vómitos, excitação e inconsciência são alguns dos sintomas.

O que fazer?

  1. Deitar a vítima em local arejado e à sombra.
  2. Elevar-lhe a cabeça.
  3. Desapertar-lhe a roupa.
  4. Colocar-lhe compressas frias na cabeça.
  5. Dar-lhe a beber água fresca, se a vítima estiver consciente.
  6. Se estiver inconsciente, colocá-la em posição lateral de segurança.

A insolação é sempre grave, em especial nas crianças, e pode provocar hemorragia cerebral. Esta situação necessita de transporte urgente para o Hospital.

Estado de Choque

O estado de choque caracteriza-se por insuficiência circulatória aguda com deficiente oxigenação dos órgãos vitais. As causas podem ser muito variadas: traumatismo externo ou interno, perfuração súbita de órgãos, emoção, frio, queimadura, intervenções cirúrgicas, etc. Não tratado, o estado de choque pode conduzir à morte.

Palidez, olhos mortiços, suores frios, prostração (imobilidade e ausência de reação) e náuseas são alguns dos sintomas. Num estado de agravado, o pulso está fraco, a respiração superficial e pode levar à inconsciência.

O que fazer?

Se a vítima estiver consciente:

  1. Deitá-la em local fresco e arejado.
  2. Desapertar as roupas, não esquecendo gravatas, cintos e soutiens
  3. Tentar manter a temperatura normal do corpo.
  4. Levantar as pernas a 45º
  5. Ir conversando para acalmá-la.
  6. Ligar para o 112.

Se a vítima não estiver consciente deve colocá-la na Posição Lateral de Segurança. Deve aguardar a chegada dos serviços de emergência para que a vítima seja transportada para o hospital.

Nunca deve tentar dar de beber à vítima.

Feridas

Uma ferida tem quase sempre origem traumática, que além da pele (ferida superficial) pode atingir o tecido celular subcutâneo e muscular (ferida profunda).

O que fazer?

  1. Antes de tudo, lavar as mãos e calçar luvas descartáveis.
  2. Proteger provisoriamente a ferida com uma compressa esterilizada.
  3. Lavar, do centro para os bordos da ferida, com água e sabão, solução de clorhexidina, por ex. Hibiscrub, ou similar, utilizando compressas.
  4. Secar a ferida com uma compressa através de pequenos toques, para não destruir qualquer coágulo de sangue.
  5. Desinfectar com anti-séptico, por ex. Betadine em solução dérmica. Depois de limpa, se a ferida for superficial e de pequenas dimensões, deixá-la preferencialmente ao ar, ou então aplicar uma compressa esterilizada.

Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infetados (ou se contiver corpos estranhos), deverá proteger apenas com uma compressa esterilizada e encaminhar para tratamento por profissionais de saúde. É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.

Se houver hemorragia:

  1. Se as compressas ficarem saturadas de sangue, colocar outras por cima, sem nunca retirar as primeiras.
  2. Fazer durar a compressão até a hemorragia parar (pelo menos 10 minutos).
  3. Se a hemorragia parar, aplicar um penso compressivo sobre a ferida.

Se se tratar de uma ferida dos membros, com hemorragia abundante, pode ser necessário aplicar um garrote. O garrote pode ser de borracha ou improvisado com uma tira de pano estreita ou uma gravata. Como aplicar o garrote:

  • Aplicar o garrote entre a ferida e o coração, mas o mais perto possível da ferida e sempre acima do joelho ou do cotovelo,de acordo com a localização da ferida que sangra.
  • Aplicar o garrote por cima da roupa ou sobre um pano limpo bem alisado colocado entre a pele e o garrote;
  • Colocar o garrote à volta do membro ferido; se o garrote for improvisado com uma tira de pano ou gravata, dar dois nós, entre os quais se coloca um pau, que poderá ser rodado até a hemorragia estancar.

O que não deve fazer:

  • Tocar nas feridas sangrantes sem luvas.
  • Utilizar o material (luvas, compressas, etc.) em mais de uma pessoa.
  • Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida.
  • Utilizar mercurocromo ou tintura de metiolato (deve utilizar Betadine dérmico).
  • Fazer compressão directa em locais onde haja suspeita de fracturas ou de corpos estranhos encravados, ou junto das articulações.
  • Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infectados, ou que contenha corpos estranhos.
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Fraturas

Em caso de fratura ou suspeita de fractura, o osso deve ser imobilizado. Qualquer movimento provoca dores intensas e deve ser evitado.

  1. Sinais e Sintomas
  2. Dor intensa no local, edema (inchaço) e perda total ou parcial dos movimentos.
  3. Encurtamento ou deformação do membro lesionado.
  4. O que fazer?
  1. Expor a zona da lesão (desapertar ou se necessário cortar a roupa).
  2. Verificar se existem ferimentos.
  3. Tentar imobilizar as articulações que se encontram antes e depois da fractura, utilizando talas apropriadas ou, na sua falta, improvisadas.
  • Note bem:
  • As fracturas têm de ser tratadas no Hospital.
  • As talas devem ser sempre previamente almofadadas e bastante sólidas. Quando improvisadas, podem ser feitas com barras de metal ou varas de
  • madeira.
  • Se se utilizarem talas insufláveis, estas devem ser desinsufladas de 15 em 15 minutos para aliviar a pressão que pode dificultar a circulação do sangue.
  • O que não fazer:
  1. Tentar fazer redução da fratura, isto é, tentar encaixar as extremidades do osso partido.
  2. Provocar apertos ou compressões que dificultem a circulação do sangue.
  3. Procurar, numa fratura exposta, meter para dentro as partes dos ossos que estejam visíveis.
  1. Este e outros exemplos de procedimentos em caso de emergências podem ser consultados no Manual de Primeiros Socorros.
  2. Não sendo socorrista, e tratando-se de um acidentado de maior gravidade, o crucial é saber comunicar o caso com os serviços de emergência da forma mais eficaz possível.
  3. Saber informar pode salvar uma vida!
  4. *Os conteúdos são informativos e não pretendem substituir pareceres de cariz profissional e científico.

Movimentar vítima após um acidente pode provocar uma lesão mais grave

Será que todas as pessoas sabem o que fazer se alguém for atropelado? Como agir diante de uma situação como essa, de emergência?

Em alguns casos, a vítima pode estar com o osso quebrado, mesmo que isso não esteja visível e, por isso, a recomendação principal é não movimentá-la para evitar lesões e problemas mais graves, como alertou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta quarta-feira (26).

Segundo a médica, o paciente pode ter sofrido uma fratura grave e, se for movido, essa fratura pode se tornar exposta – se isso acontece no fêmur, por exemplo, o fragmento do osso pode causar uma lesão na artéria ou veia e a vítima pode ficar com uma perna mais curta do que a outra já que ocorre uma contração muscular. Se a fratura for na costela, por outro lado, um simples movimento pode fazer o osso perfurar o pulmão, causando uma hemorragia interna, como mostrou o patologista Paulo Saldiva.

Por isso, a dica é chamar a ambulância (ligando para o número 192) e apenas dar apoio ao acidentado, como fizeram as pessoas que acompanharam o acidente da auxiliar de costura Gracilene Gonçalves de Souza, mostrada na reportagem da Aline Oliveira, de Fortaleza, no Ceará. Ao desviar de um obstáculo na calçada, ela foi atingida por um ônibus, mas por causa do socorro correto, ela se recupera bem (confira no vídeo).

Segundo o traumatologista Osmar Aguiar, movimentar bruscamente a vítima após um acidente pode deixá-la até mesmo tetraplégica ou paraplégica, se houver uma lesão na cervical, por exemplo.

Porém, existem casos extremos em que o paciente pode ser movido, se ele estiver em uma posição que dificulte a respiração, como alertou o médico.

Nesse caso, ao remover a pessoa, no entanto, todo cuidado é pouco.

Coração O Bem Estar desta quarta-feira (27) mostrou também como é o exame de um paciente com calcificação na artéria aorta na altura da cintura, um problema que dá sintomas como dores na perna, dores ao caminhar, dores em repouso, inchaço e formigamento. Segundo o patologista Paulo Saldiva, essa calcificação ocorre por causa da deposição de placas de gordura na parede interna do vaso, que diminui sua elasticidade natural e dificulta a circulação sanguínea.

Esse é o estágio mais avançado do problema, que não há mais como reverter – porém, quando há apenas placas de gordura, o paciente pode ainda tratar com alimentação balanceada e controle do colesterol e triglicerídios.

No entanto, no caso da aorta, uma artéria de calibre grosso, dificilmente a circulação será interrompida, mas a calcificação pode se desprender e parar em algum outro órgão importante, causando problemas mais graves.

De acordo com o cirurgião vascular Antonio Eduardo Zerati, quando essa placa é localizada, o médico pode tratar com uma espécie de stent de perna ou até fazer um enxerto de aorta, que é como uma ponte de safena. Esse enxerto é feito com um material sintético capaz de fazer uma ligação entre as partes saudáveis – no entanto, se a calcificação está em toda a artéria, não há muito o que fazer, como alertou o médico.

Como Carregar uma Pessoa Ferida Durante os Primeiros Socorros

Trombose A trombose venosa profunda é uma doença que, em curto prazo, pode levar à embolia pulmonar e, em longo prazo, à insuficiência venosa.

Segundo o cirurgião vascular Antonio Eduardo Zerati, a maioria dos casos acontece nos membros inferiores – se for abaixo do joelho, dificilmente o paciente terá sintomas; mas se for acima, ele pode ter inchaço em uma só perna e dor de um lado só, principalmente na panturrilha.

De acordo com os médicos, o uso de anticoagulante é a primeira opção de tratamento para evitar a formação de novos trombos e, consequentemente, a embolia.

No entanto, existem casos em que o paciente não pode se tratar dessa maneira, por causa de uma hemorragia, um acidente ou uma cirurgia próxima, por exemplo.

Nessa situação, o médico pode colocar um filtro de veia cava, dispositivo usado para evitar embolia pulmonar em quem tem trombose, como mostrou o patologista Paulo Saldiva.

Dermatite ocre A dermatite ocre é uma pigmentação na pele que aparece em pessoas com varizes grandes, problemas no sistema venoso profundo, excesso de peso ou doenças de pele.

A mancha da dermatite inicialmente é avermelhada, mas fica marrom com a exposição ao sol. De acordo com o cirurgião vascular Nelson Wolosker, o problema é mais comum em mulheres e surgem na parte interna das pernas e no tornozelo, como mostrou a reportagem da Natália Ariede (confira no vídeo).

Primeiros Socorros: um guia para atendimento inicial à vítima

“Primeiros socorros” é o nome dado ao atendimento inicial à vítima, feito antes que o atendimento profissional possa acontecer. Se pensarmos em casos simples como cortes leves, queimaduras superficiais e arranhões, o objetivo dos primeiros socorros é o atendimento rápido para restaurar o bem-estar do paciente de maneira mais ágil. 

Já nos casos mais graves, como paradas cardiorrespiratórias, queimaduras mais sérias, cortes mais profundos, infartos, acidentes envolvendo a fratura de ossos, dentre outros cenários, o principal propósito é prestar um atendimento rápido para que a vida seja preservada e mantida até que o atendimento adequado possa ser realizado, seja enquanto se espera uma ambulância chegar ou durante o deslocamento até o hospital. 

A importância de conhecer Primeiros Socorros 

A pessoa que é treinada profissionalmente para prestar primeiros socorros é chamada de Socorrista.

Este profissional é o principal responsável pela aplicação dos cuidados mas, na ausência de uma pessoa qualificada, qualquer indivíduo com noções de primeiros socorros pode ser essencial para salvar uma vida.

Por isso, é extremamente importante que todos tenham interesse em buscar conhecimento sobre este assunto. 

Pensando em todas essas situações, foram criados diversos procedimentos visando o melhor desenvolvimento possível dos atendimentos nos mais variados casos de emergência. Apresentaremos, aqui, o que pode ser feito para ajudar vítimas de diversos tipos de doenças. 

Primeiros socorros básicos: saiba o que fazer em diferentes casos

Cada situação emergencial necessita de um cuidado diferente, ainda que alguns cuidados sejam importantes em todas as situações e façam parte do processo de triagem para saber exatamente como agir de maneira rápida e eficiente. 

Antes, porém, dos casos específicos, é importante prestar atenção em algo que deve ser feito sempre. Chamamos isso de Regra dos 3 “C”: 

Cheque o ambiente

É de extrema importância que você avalie o ambiente antes de prestar o socorro. Existe fogo? Fios elétricos soltos? A vítima está em um rio de correnteza forte? Fumaça tóxica? Gases inflamatórios? Em qualquer ambiente em que você precise se pôr em risco para prestar o socorro, não é aconselhável fazê-lo.

De nada adianta tentar ajudar a vítima se você vai acabar se tornando uma. Em casos assim, não perca tempo tentando vencer as barreiras, chame imediatamente pelo serviço de emergência. Os profissionais são treinados para esses tipos de situação e têm um olhar muito mais preciso de como ajudar sem se pôr em risco.

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O ambiente também vai fornecer um indicativo do que pode ter causado o acidente, caso você encontre a vítima e não saiba o que aconteceu com ela. 

Chame ajuda

Mesmo que vocês não corram risco no ambiente onde estão, chame ajuda. Grite por alguém, ligue para os serviços oficiais de emergência e resgate, mas garanta que a ajuda esteja vindo o quanto antes. Afinal, os primeiros socorros são apenas primeiros, e a vítima precisará de um cuidado sequencial. 

Cuide da vítima

Após ter certeza de que a situação não irá piorar por causa de fatores externos e de que a ajuda profissional está a caminho, é hora de garantir que a vítima consiga esperar com vida. Este cuidado não é apenas físico, mas também emocional. Manter a vítima calma e focada é de extrema importância.

Por isso, se perceber que a pessoa está consciente e acordada, converse com ela, faça com que ela perceba que você está ali por ela e que a ajuda está a caminho. Por isso, é muito importante que você também mantenha a calma.

Não grite, permita espaço para circulação do ar e fique de olho nos sinais vitais da vítima.

Listaremos abaixo alguns casos e o que pode ser feito enquanto a ajuda não chega. Confira:

Acidentes com raios

O Brasil é o campeão mundial no ranking de relâmpagos. Dos 3,15 bilhões de raios que atingem a Terra durante um ano, 100 milhões caem aqui. Esses dados foram divulgados pelo INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e trazem outras informações que você pode encontrar aqui.

Caso você encontre alguém que foi atingido por um raio, existem algumas coisas que podem ser feitas para ajudar essa pessoa. Antes de tudo, é importante saber que a vítima de um raio não carrega carga elétrica. Portanto, é seguro tocá-la. Você não vai levar um choque!

A primeira coisa a ser feita é pedir ajuda. Atendimento médico rápido é fator decisivo na recuperação, em alguns casos. Depois, é importante verificar se a vítima está acordada e consciente. Caso estejam em um ambiente que traga perigo para algum de vocês, mova a vítima para um lugar seguro antes de dar continuidade ao tratamento. 

Verifique se a vítima está respirando e se os batimentos cardíacos estão presentes. Caso um dos dois processos esteja em falta, inicie os procedimentos de parada cardíaca.

Primeiros socorros em um derrame

Antes de sabermos como ajudar alguém sofrendo um derrame, precisamos saber como identificar o mesmo, também conhecido como Acidente Vascular Cerebral (AVC). O indivíduo pode apresentar dormência em um dos lados do corpo ou até mesmo cair devido à falta de força muscular.

Caso desconfie de que alguém esteja sofrendo um AVC, pode-se pedir que a pessoa tente levantar os braços, dar um sorriso ou até mesmo dizer uma frase pequena. Qualquer dificuldade em uma destas atividades pode indicar um derrame.

É bom que se observe também a presença de confusão mental ou dor de cabeça muito forte. 

Ligue imediatamente para a emergência (192) e, enquanto aguarda a chegada do socorro, verifique se a vítima está acordada e respirando. Caso esteja acordada, é importante conversar com ela para informar que a ajuda já está a caminho e que em breve a vítima chegará ao hospital. Depois disso, verifique se a vítima está respirando ou não e se os batimentos cardíacos estão presentes. 

Caso a vítima esteja inconsciente e respirando, coloque-a de lado e aguarde pelo socorro. Se estiver inconsciente e sem respirar, inicie a massagem cardíaca o mais rápido possível para restaurar a respiração. 

Primeiros Socorros para Hipoglicemia

Hipoglicemia é o nome dado à condição de falta de açúcar no sangue. Geralmente ocorre com pacientes adultos e diabéticos, porém pode ocorrer com qualquer um que fique por um período longo de tempo sem se alimentar ou que esteja com um caso de infecção grave. Os sintomas incluem: palpitações, fadiga, fome extrema, suor excessivo, tremores, formigamento nos lábios e etc. 

Caso a vítima esteja inconsciente, o melhor a se fazer é deitá-la  na posição lateral de segurança e aguardar pelo socorro (192). Em caso de vítimas conscientes, é preciso tentar levantar os níveis de açúcar no sangue.

Isso pode ser feito de algumas formas: colocar uma colher de sopa ou dois pacotinhos de açúcar em baixo da língua do indivíduo; dar um copo de suco de fruta para que a pessoa beba; dar um pão doce para a pessoa comer ou três balas para chupar, dentre outras ações. 

Primeiros socorros para envenenamento

O envenenamento ocorre através da ingestão ou exposição à substâncias tóxicas. A primeira coisa a se fazer é ligar para o Centro de Informações Antiveneno (0800 284 4343) e chamar a ambulância (192).

  Caso o envenenamento tenha ocorrido através da ingestão, o único jeito de diminuir a exposição ao agente é com a lavagem estomacal, no hospital.

Por isso, não se deve estimular o vômito e nem dar outros líquidos para a pessoa ingerir. 

Em casos de envenenamento por inalação, remova a pessoa do ambiente contaminado,  levando-a de preferência para um local com boa circulação de ar.

Caso a intoxicação ocorra através do contato com a pele, é importante lavar a região afetada com água corrente por no mínimo 20 minutos. Se houver alguma ferida na região, é importante que a vítima vá para o hospital.

Se houver contato com os olhos, lave-os em água corrente por 20 minutos. Caso as dores persistam, leve a vítima ao médico para acompanhamento. 

Primeiros Socorros em picadas de animais peçonhentos

Aranhas, cobras, escorpiões, formigas, vespas e abelhas são alguns dos animais considerados peçonhentos, ou seja, aqueles que possuem em seu organismo um sistema que lhes permite, através de mordida ou picada, injetar em suas presas uma substância tóxica produzida em seu próprio organismo. Cada tipo de animal causa uma reação diferente, e é importante estar atento aos tipos de acidentes que podem ocorrer. 

É importante, em todos os casos, identificar o tipo do animal e, se possível, recolhê-lo (sempre de forma segura) para que, caso seja necessária a aplicação de um antídoto, esta seja feita de maneira adequada. 

Ao contrário do que dizem algumas crenças populares, não se deve cortar, abrir ou espremer a ferida da picada. Também não se deve fazer sucção do veneno, nem torniquete, pois isto pode gerar a gangrena do local infectado. Confira os tipos de acidentes com animais peçonhentos neste artigo do Instituto Butantã. 

Primeiros socorros em acidentes domésticos

Acidentes domésticos são bastante comuns e, em sua maioria, não apresentam grande risco à vida da vítima. Porém, não dar atenção à determinados detalhes é a causa de muitos problemas que podem ser evitados. Vamos listar alguns dos acidentes domésticos mais comuns e o que pode ser feito para cuidar das vítimas:

Queimaduras

As queimaduras podem ocorrer por exposição prolongada a fontes de calor, como fogo e água fervendo, ou aos raios solares. Em casos de queimaduras leves, de primeiro grau, cujas características são apenas a vermelhidão e dor local, você pode tomar as seguintes medidas: 

  1. Coloque a região afetada em água fria por aproximadamente 15 minutos, caso seja uma queimadura por contato. Se for uma queimadura por exposição ao sol, aplique creme de babosa na região afetada.
  2. Não esfregar nenhuma substância, como óleo ou manteiga. 
  3. Caso surjam bolhas, não as estoure.

As queimaduras de segundo grau são caracterizadas pela presença de bolhas e inchaço local.

Neste caso, as camadas intermediárias da pele também foram queimadas, e por isso é importante que, além de deixar o ferimento em água fria por 15 minutos, também se faça uma compressa com gaze molhada durante as primeiras 48 horas, trocando a gaze sempre que a água esquentar.

Em casos de queimadura de terceiro grau, a única coisa a se fazer é cobrir a área afetada com uma gaze esterilizada e ir imediatamente para o pronto socorro ou ligar para a emergência. As consequências de queimaduras de terceiro grau são muito sérias, podendo levar à morte. 

Quedas

Atire a primeira pedra quem nunca levou um tropeção ou um tombo sem querer.

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As quedas geralmente ocorrem quando se tropeça em algo ou ao escorregar em um piso molhado, por exemplo, ou mesmo quando se está no topo de algum objeto alto, como uma escada ou uma cadeira.

A primeira coisa a se fazer é verificar se houve desmaio ou se a vítima está inconsciente. Nesses casos, ligue para o 192 ou leve a vítima para o hospital imediatamente. 

Caso a vítima esteja acordada e consciente, procure por cortes ou alguma fratura nos ossos. Dependendo da gravidade, será necessário levar a vítima para o hospital ou pronto socorro para sutura, exames ou imobilização dos ossos. 

Se a vítima estiver consciente mas apresentar vômito, sonolência ou perda de velocidade no raciocínio, também deve ser levada para o hospital ou pronto socorro o mais rápido possível. No caminho, é importante mantê-la acordada e tranquilizada.

Choque elétrico

As ocorrências de choques elétricos são mais comuns em crianças devido à desproteção das tomadas, mas também se dão com adultos pela utilização de equipamentos eletrônicos com falta de manutenção.

Em caso de choque elétrico, a primeira coisa a ser feita é desligar o quadro geral de energia para cortar a alimentação de carga elétrica à vítima, caso ela ainda esteja conectada à fonte. Depois, é preciso afastar a vítima do objeto que provocou o choque.

Isso deve ser feito com um item de madeira, plástico ou borracha, que não são condutores de energia. Caso a vítima esteja em pé, é importante deitá-la para que ela não sofra uma queda após o choque.

Quais são os Princípios dos Primeiros Socorros?

Os primeiros socorros referem-se ao atendimento temporário e imediato de uma pessoa que está ferida ou que adoece repentinamente. Também podem envolver o atendimento em casa quando não se pode ter acesso a uma equipe de resgate ou enquanto o serviço de emergência médica não chega. Os primeiros socorros incluem o reconhecimento das condições que põem a vida em risco e tomar as atitudes necessárias para manter a vítima viva e na melhor condição possível até que se obtenha atendimento médico.

Os primeiros socorros não substituem o médico ou o serviço médico de urgência.A verdade, um dos principais fundamentos dos primeiros socorros é a obtenção de assistência médica em todos os casos de lesão grave.

Os principais objetivos dos primeiros socorros são:

1. Reconhecer situações que ponham a vida em risco.
2. Aplicar respiração e circulação artificiais quando necessário.
3. Controlar sangramento.
4. Tratar de outras condições que ponham a vida em risco.
5. Minimizar o risco de outras lesões e complicações.
6. Evitar infecções.
7. Deixar a vítima o mais confortável possível.
8. Providenciar assistência médica e transporte.

Primeiros socorros: atendimento temporário e imediato prestado a uma pessoa ferida ou que adoece repentinamente. Não substitui o atendimento médico de urgência.

  • Denominamos socorrista a pessoa que está habilitada à prática dos primeiros socorros, utilizando-se dos conhecimentos básicos e treinamentos técnicos que o capacitaram para esse desempenho.
  • As características básicas de um socorrista são:
    ⦁ Ter espírito de liderança;
    ⦁ Ter bom senso, compreensão, tolerância e paciência;
    ⦁ Ser um líder, na concepção da palavra;
    ⦁ Saber planejar e executar suas ações;
    ⦁ Saber promover e improvisar com segurança;
    ⦁ Ter iniciativa e atitudes firmes;
    ⦁ Ter, acima de tudo, o espírito de solidariedade humana.
  • O socorrista deve, portanto, priorizar o atendimento, tendo sempre em mente as situações mais críticas que exigem um pronto-atendimento:

⦁ Aproximar-se do local ou da vítima;
⦁ Avaliar as condições do ambiente (observando o local do acidente à medida
que se aproxima);
⦁ Tomar providências de socorrer a vítima conforme o caso;
⦁ Afastar os curiosos;
⦁ Tomar medidas para evitar novos acidentes;
⦁ Avisar ao serviço público de auxílio. Acione o serviço médico de urgência
(SAMU 192, no caso de cidades com mais de 100.000 habitantes) o mais
rápido possível.
⦁ Conseguir acesso até a(s) vítima(s) e verifique se há qualquer perigo imediato de vida;
⦁ Avaliar cuidadosamente a situação de cada vítima;
⦁ Fornecer suporte básico à vida das pessoas que estiverem em risco; sempre priorizando o atendimento às vítimas mais graves;
⦁ Prestar auxílios, posteriores, segundo a gravidade;
⦁ Organizar a remoção da vítima, atendendo a cada situação especificamente.

Estar envolvido em uma situação de lesão ou acidente exige raciocínio rápido e ação imediata. Assim, devem-se adotar medidas para a proteção do socorrista e das vitimas.

O que fazer quando uma pessoa fica inconsciente

O atendimento precoce e rápido a uma pessoa inconsciente aumenta as chances de sobrevivência, por isso é importante seguir alguns passos para que seja possível salvar a vítima e reduzir as sequelas. 

Antes de iniciar as etapas de socorro é necessário verificar a segurança do local em que a pessoa está, para evitar que ocorram novos acidentes. Por exemplo, o socorrista deve se assegurar de que não há riscos de choque elétrico, explosões, atropelamentos, infecções ou exposição a gases tóxicos.

Em seguida, os primeiros socorros a uma pessoa caída no chão, incluem:

  1. Verificar o estado de consciência da pessoa, encostando as duas mãos nos ombros, perguntando em voz alta se a pessoa está ouvindo e se não responder é o sinal de que está inconsciente;
  2. Chamar por ajuda a outras pessoas que estejam perto;
  3. Permeabilizar a via área, isto é, inclinar a cabeça da pessoa, elevando o queixo com os dois dedos da mão para que o ar passe mais fácil pelo nariz e evite que a língua obstrua a passagem do ar;
  4. Observar se a pessoa está respirando, durante 10 segundos,colocando o ouvido próximo do nariz e da boca da pessoa. É preciso ver os movimentos do tórax, ouvir o som do ar saindo pelo nariz ou pela boca e sentir o ar expirado no rosto;
  5. Se a pessoa estiver respirando, e não sofreu trauma,é importante coloca-la na posição lateral de segurança para evitar que ela vomite e se engasgue;
  6. Ligar imediatamente para o 192, e responda quem está falando, o que está acontecendo, o local onde está e qual o número do telefone;
  7. Se a pessoa NÃO estiver respirando:
  • Inicie as massagens cardíacas, com apoio de uma mão sobre a outra, sem dobrar os cotovelos. Faça 100 a 120 compressões por minuto.
  • Se tiver máscara de bolso, faça 2 insuflações a cada 30 massagens cardíacas;
  • Mantenha as manobras de reanimação, até que chegue a ambulância ou a vítima acordar.

Para a realização das massagens cardíacas, também chamadas de compressões torácicas, a pessoa precisa se posicionar de joelhos do lado da vítima e mantê-la deitada sobre uma superfície firme e plana.

Além disso, é preciso posicionar uma mão em cima da outra, entrelaçando os dedos, no meio do tórax da vítima e manter os braços e cotovelos esticados.

 Veja com detalhes como a massagem cardíaca deve ser feita:

Por que a pessoa pode ficar inconsciente

1. Acidente vascular cerebral

O acidente vascular cerebral, ou AVC, acontece quando uma veia da região da cabeça fica obstruída por causa de um coágulo de sangue, o trombo, sendo que em alguns casos, esta veia se rompe e o sangue se espalha pelo cérebro. 

Os principais sintomas de AVC são dificuldade para falar, boca torta, paralisia de um lado do corpo, tontura e desmaio. É preciso pedir ajuda rapidamente para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir as sequelas. Saiba mais como identificar e como tratar um AVC.

2. Infarto agudo do miocárdio

O infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, ocorre quando uma veia do coração fica obstruída com gordura ou coágulo de sangue e, por isso, o coração não consegue bombear o sangue e o cérebro fica sem oxigênio.

Os sintomas do infarto são identificados como dor intensa do lado esquerdo do peito, que irradia para o braço direito, batimentos cardíacos aumentados, suor frio, tontura e palidez. Na suspeita de infarto é preciso procurar atendimento de urgência, pois a pessoa com infarto pode ficar inconsciente. Confira as principais causas do infarto.

3. Afogamento

O afogamento faz com que a pessoa não consiga respirar, pois entra água nos pulmões e prejudica o envio de oxigênio o cérebro, por isso a pessoa desmaia e fica inconsciente. É importante tomar medidas para evitar que aconteça o afogamento, principalmente com crianças. Veja o que fazer para evitar o afogamento

4. Choque elétrico

O choque elétrico acontece quando uma pessoa desprotegida entra em contato com uma carga elétrica, sendo que pode causar queimaduras, problemas neurológicos, ataques cardíacos levando a pessoa a ficar inconsciente.

Por isso, a pessoa que sofreu um choque elétrico deve ser atendida rapidamente para que as sequelas sejam menores possíveis. 

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