Como brincar de maria sangrenta: 9 passos (com imagens)

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)

Conheça uma das mais famosas lendas urbanas, que aterroriza adolescentes e crianças do ocidente. Quem nunca ouviu falar, quando criança, que falar um nome três vezes em frente ao espelho evocaria um espírito? Será que isso é verdade? A lenda pode ser real?

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Tem certeza que quer evocar
um ser que vai te matar?

Como Evocar Bloody Mary? Existem algumas formas de evocar a Bloody Mary. A forma mais poética é esta:

“Se envolva em seu cobertor, sussurre, à meia-noite, iluminado por velas, diante do espelho do banheiro, 13 vezes as palavras Bloody Mary.”

Já a forma mais simples é falar três vezes “Bloody Mary” em frente a um espelho. Pronto.

Consequências

Antes de sair por aí evocando a Bloody Mary, é importante saber o que pode acontecer se ela aparecer, e assombrado, se der certo e a Bloody Mary aparecer, você está danado, pois a lenda diz que ela arrancará seus olhos! Outros já dizem que ela vai é desfigurar seu rosto ou até mesmo matar você de forma violenta! Eu que não evocaria essa mulher.

Origem da Lenda

Existe algumas possíveis histórias do passado que podem ter dado origem a essa lenda: – Uma das versões para a origem da Lenda de Bloody Mary conta que a mulher viveu no tempo da inquisição quando as bruxas eram perseguidas para serem queimadas vivas, e dessa forma ocorreu sua morte. Dizem que ela amaldiçoou a todos que repetissem seu nome. – Outra lenda, mais contada aqui no Brasil, diz que Mary era uma mulher muito bonita e que devido a um acidente de carro ficou com o rosto todo desfigurado. As suas cicatrizes ficaram tão feias que a mulher era objeto constante de zombarias e humilhações, por isso ela fez um pacto com o demo para se vingar de todas as pessoas que ousassem a chamar pelo seu nome.

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Elizabeth Bathory tem uma história
tão interessante que vou fazer
um post só sobre ela.

– A origem da lenda de Bloody Mary é frequentemente confundida com Elizabeth Bathory, que é considerada uma versão feminina da lenda de Vlad , o empalador (aquele mesmo que inspirou o personagem Conde Drácula).

– Muitos confundem a lenda da bruxa do espelho com a história da Rainha Maria Tudor (Greenwich 1516 – Londres 1558), filha de Henrique VIII e de Catarina de Aragão. Tendo se tornado rainha em 1553, esforçou-se para restabelecer o catolicismo na Inglaterra.

Suas perseguições contra os protestantes valeram-lhe o cognome “Maria, a Sanguinária” (Bloody Mary). Em 1554, desposou Filipe II da Espanha. Essa união, que indignou a opinião pública inglesa, ocasionou uma guerra desastrosa com a França, que levou à perda de Calais (1558).

Dizem que a Rainha, para manter a beleza, tomava banho com sangue de jovens garotas, mas é um fato não confirmado em sua biografia.

Espelhos: A Lenda pode ser Real!

A lenda diz que se evoca Bloody Mary usando um espelho. Ele é a chave para a evocação poder dar certo, pois para muitos estudiosos, os espelhos são uma espécie de portal entre o mundo dos espíritos e o nosso.

Já publiquei aqui no blog um post chamado “Como Abrir Portais” e no ritual ensinado nele, é usado um espelho.

Faça sua experiência e veja se consegue ver algo através do espelho:

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
De frente para o espelho, fixe sua visão
num ponto imaginário entre seus olhos.

Material necessário:
– Um espelho médio
– Uma vela, fósforos e pires / lanterna fraca
– Ambiente escuro ou meia luz. Em um ambiente escuro acenda um a vela sobre o pires ou prato (faça isso longe de objetos inflamáveis).
Fique a uma distância de aproximadamente uns 40cm do espelho (em pé ou sentado). Coloque a vela a sua direita (ou no chão), um pouco afastado e de modo que ilumine sutilmente sua face. Fixe sua visão em um ponto imaginário entre seus olhos. Evite piscar, fique com os olhos aberto.

  • Resultados:
  • O que você poderá ver, entre outras coisas:
  • Bloody Mary na Mídia

Seus olhos ficarão cansados. Neste ponto da experiência, um portal se abrirá atrás de seu reflexo. Importante não desvie sua atenção, fixe no ponto entre seus olhos observe a totalidade do espelho apenas com a sua visão periférica.

– Um mundo estranho se formando atrás de você…
– Seu rosto se transformará em outro…
– Seu rosto poderá perder a pele mostrando os ossos…
– Um ser estranho poderá surgir no espelho, um vulto poderá aparecer A experiência poderá ser repetida em outros cômodos da casa e em cada cômodo uma visão diferente poderá surgir no espelho.

Filmes e séries já falaram da lenda da Bloody Mary. O episódio 05 da 1ª temporada da famosa série Supernatural se chama Bloody Mary e como você já deve ter sacado, fala sobre a Bloody Mary.

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Cena do episódio Bloody Mary da série Supernatural
Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Dean quebrando o espelho no episódio Bloody Mary

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Um filme a explorar a lenda de espelhos foi O Mistério de Candyman (1992). Sinopse: Uma estudante decide provar que Candyman, um terrível espírito escravo, não existe. Ela, então, segue para o local de um crime brutal e o invoca – após pronunciar o nome dele cinco vezes diante de um espelho. Para sua surpresa, ele surge iniciando uma série de horríveis assassinatos.

Em 2005 o lançaram o filme Lenda Urbana 3 – A Vingança de Mary (no original em inglês, Urban Legends: Bloody Mary). Sinopse: Em uma noite de formatura, um trio de amigas de colégio recitam um encantamento, libertando um mal espírito do passado com consequências mortais. Naquela mesma noite, as garotas são raptadas por uma gangue da escola. Depois de resgatadas, seus molestadores recebem suas justas punições, morrendo um a um em uma reação em cadeia de crimes horripilantes, cada um com algum estilo de Lenda Urbana. Isso tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto de colégio levada ao extremo ou será que a vingança de Mary está atacando novamente?

Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Kate Mara, do seriado House of Cards, fez parte do elenco do filme

Em 2006 foi lançado o filme “O Jogo dos Espelhos” (Bloody Mary em inglês). Sinopse: Tarde da noite, nos corredores de um hospital psiquiátrico, um grupo de lindas enfermeiras conduzem um ritual de magia negra quando as coisas saem do controle e uma delas acaba morrendo na escuridão do hospício. Uma novelista best selling, Natalie Fitzgerarld volta para casa quando sua irmã misteriosa desaparece. Mal sabe ela, que a jovem entrou no poderoso “Jogo do Espelho” e nada pode detê-las deste ritual. Preparem-se O Jogo do Espelho vai começar. Quer assistir? Dê play abaixo 🙂

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Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
Em 2008 foi a vez de lançarem o filme A Lenda de Bloody Mary (original em inglês: The Legend Of Bloody Mary). Sinopse: Ryan é atormentado por pesadelos desde a noite que sua irmã, após acessar um site na internet que ensinava como invocar o espírito de Bloody Mary, desapareceu misteriosamente. Agora, anos depois, sua namorada não aguenta mais ver o sofrimento de Ryan e pede ajuda para um antigo professor do rapaz. Padre O’Neal, além de professor e padre é também arqueólogo e decide ajudar Ryan, investigando o que aconteceu naquela fatídica noite e descobrir, de uma vez por todas, a verdade sobre a lenda de Bloody Mary.

Existem outros filmes, como o Mary Mary Bloody Mary e o terror porno Bloody Mary 3D!

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Para finalizar, gostaria de dizer que muitos gostam de dizer que Bloody Mary também é a famosa Loira do Banheiro, mas não é. Bloody Mary é uma lenda americana que chegou ao Brasil. A loira do banheiro é uma lenda nacional, que inclusive muitos dizem ser baseada em uma pessoa real. Vou fazer um outro post dedicado exclusivamente à ela

Fontes (Acessadas em 02/06/2014):

– Sobrenatural.Org: Bloody Mary
– Sobrenatural.Org: A origem da lenda de Bloody Mary
– Wikipedia.pt: Maria Sangrenta

CLIQUE AQUI para ler “Como Abrir Portais (Experiência Prática)”

A Lenda da Loira do Banheiro

  • Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
  • E ai galera como andam?
  • Vamos a mais uma postagem.
  • Você já ouviu alguma Lenda Urbana?
  • Nesses últimos anos elas vem perdendo força, sendo lembradas apenas por alguns Blogs com temas de terror e em alguns seriados, mas entre a década de 80 e 90 era comum se ouvir algumas histórias como, A faca no boneco do Fofão, o Pacto da Xuxa, o Homem do Saco, A Gangue do Palhaço, entre outras.
  • Lenda Urbana, ou Mito Urbano como também é conhecido, são pequenas histórias de caráter fabuloso, ou sensacionalista, divulgado amplamente através do boca a boca, e-mails e até mesmo pela imprensa.
  • E para estrear essa categoria lhes trago talvez a Lenda Urbana mais conhecida no mundo, a Loira do Banheiro.
  • Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
  • Então vamos ao que interessa.

Maria Sangrenta

Bloody Mary, ou Maria Sangrenta, é talvez a lenda urbana mais conhecida no mundo, e assim como qualquer outra lenda, tem diversas variações, sendo conhecida como Bruxa do Espelho, Maria Degolada, entre outras. Aqui no Brasil a lenda se popularizou por sua versão local, A Loira do Banheiro, também conhecida como, Maria do Algodão.

O fato dela receber esses nomes é que na maioria das vezes trate-se da aparição do cadáver de uma mulher loira que surge após um ritual de invocação diante de um espelho, mesmo em suas variações, como invocando puxando a descarga, obviamente trata-se de locais onde tem espelhos e isso tem relação direta com a força da lenda, veja mais adiante.

Versões mais conhecidas

Existem diversas versões então citarei aqui as quatro versões mais conhecidas.

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Versão 1

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A mais conhecida dentre as quatro, conta a história de uma menina que gostava de matar aula e ficava escondida no banheiro. Em um certo dia a garota escorregou e ao bater a cabeça acabou falecendo, desde então passou a assombrar o banheiro das escolas e a assassinar alunos que matavam aula como ela.

Dizem que para invoca-la basta bater três vezes na tampa do vaso, três vezes na porta do banheiro e puxar três vezes a descarga. Depois, é só ficar na frente do espelho e falar três vezes “Maria Sangrenta” então a menina irá aparece e tentar matar seu invocador, de acordo com a lenda.

Uma curiosidade bacana é que essa versão da lenda é retratada no Game Indie brasileiro Pesadelo O início, desenvolvido pela Skyjaz.

Por fim essa versão apesar de ser a mais conhecida, algumas fontes dizem que não passou de uma jogada de marketing do jornalista Orlando Crisuolo, com a intensão de aumentar as vendas do seu jornal.

Versão 2

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A segunda versão mais conhecida conta a história de Jennifer, uma menina que vivia isolada dos demais alunos. Bonita de dar inveja as outras garotas e viciada em temas esotéricos, assim como a outra versão, a menina gostava de matar aula no banheiro de sua escola.

Em um dia a garota resolveu testar uma brincadeira que era muito conhecida na escola, onde os outros alunos contavam que coisas ruins aconteciam para aqueles que brincavam, Jennifer seguiu com a brincadeira, batendo três vezes levemente no espelho e falando três palavrões em voz alta, porém nada aconteceu.

Voltando para casa, Jennifer sentiu muita sede e parou em um bar para comprar água mineral, ao sair do bar, a mulher que estava no balcão disse. “Menina, tenha cuidado, a essa hora, não há mais nada no caminho a frente.”

A garota obviamente estranhou o que a mulher disse, porém ignorou e voltou para casa.

Ao chegar em casa, Jennifer notou que estava vazia, com medo ligou para a polícia enquanto investigava cada cômodo de sua casa, ao chegar no banheiro se deparou com uma mensagem escrita em sangue na porta “Sai daqui!”, rapidamente Jennifer correu para o banheiro, pois segundo seus colegas, se algo ruim acontecer ela deveria repetir o processo novamente, mas entoar cinco palavrões ao invés de três.

  1. Ela realizou o ritual, porém nada aconteceu, quando a menina tentou sair para atender os policias que haviam chegado, “algo” a puxou e a estrangulou.
  2. Segunda a lenda deve-se, fazer o mesmo processo para invocar Jennifer, e assim como a Maria Sangrenta, a menina tentará matar seu invocador, porém estrangulado.
  3. Essa também é a mais confusa das versões, alguns dizem que se ouve um cântico, ou deve-se entoar um cântico para realizar o ritual, alguns dizem que  é possível ouvir o som de tambores seguidos do cântico sufocados de Jennifer.

Versão 3

  •  Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
  • Nessa versão tratava-se de uma professora, que se apaixonou por um aluno, então foi assassina pelo seu marido ciumento, algumas variações dessa versão dizem que o marido era o Zelador da escola e que a matou afogando-a em um vaso sanitário.
  • Para invoca-la deve dar três descargas enquanto se pronuncia três palavrões.

Versão 4

  1. Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
  2. E é claro que a melhor versão ficou para o final, muitos dizem que se trata da lenda que deu a origem da versão brasileira, sendo também a mais plausível delas.
  3. A lenda conta a história de Maria Augusta.
  4. Como Brincar de Maria Sangrenta: 9 Passos (com Imagens)
  5. Filha de Francisco de Assis e Oliveira Borges, o Visconde de Guaratinguetá.
  6. Com sua segunda esposa a Viscondessa Amélia Augusta Cazal.
  7. Maria Augusta nasceu no ano de 1866 e graças a sua família teve uma infância privilegiada e um requintado estudo em casa.
  8. Sua beleza encantava os ilustres visitantes que passavam pelo vale do Paraíba.
  9. Naquela época, a política dos casamentos não levava em conta os sentimentos dos jovens, pois os casamentos eram “arranjados” levando-se em conta na realidade, os interesses dos pais.

Uma nítida conotação de transação simplesmente econômica ou meramente política, teria levado o Visconde de Guaratinguetá a unir no dia 1 de Abril de 1879 sua filha Maria Augusta de apenas quatorze anos de idade com um ilustre conselheiro do Império, Dr. Francisco Antônio Dutra Rodrigues, vinte e um anos mais velho que a bela jovem.

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Como era previsível, surgiram divergências entre Maria Augusta e seu marido, o Dr. Dutra Rodrigues, devido também à sua pouca idade, fazendo com que os pensamentos e ideais dos casal fossem diferentes.

  • Devido à esses problemas, Maria Augusta deixa a companhia do Marido em São Paulo e fugiu para a Europa na companhia de um titular do Império e alto ministro das finanças do reino, passando a residir em Paris na Rua Alphones de Neuville.
  • Maria Augusta assume definitivamente a alta sociedade parisiense abrilhantando bailes com sua beleza, elegância e juventude.
  • Maria Augusta prolonga sua estada na França até que no dia 22 de Abril de 1891, com apenas 26 anos de idade vem a falecer, sendo que para alguns, devido à Pneumonia, e para outros a causa foi a Hidrofobia.

Diz a história, que um espelho se quebrou na casa de seus pais em Guaratinguetá no mesmo momento em que Maria Augusta morreu. Seu atestado de óbito desapareceu com os primeiros livros do cemitério dos Passos de Guaratinguetá, levando consigo a verdade sobre a morte de Maria Augusta.

  1. Para o transporte do seu corpo ao Brasil, foram guardados dentro de seu tórax as joias que restaram e pequenos pertences de valor, e foi colocado algodão em seu corpo para evitar os resíduos.
  2. Conta-se também que durante o caminho, os pertences guardados em seu cadáver foram roubados.
  3. Enquanto o corpo de Maria Augusta era transportado, sua mãe inconsolada, decidiu construir uma pequena capela no Cemitério Municipal de Guaratinguetá para abrigar a filha, com os dizeres: “Eterno Amor Maternal”.
  4. Quando o corpo da filha chegou ao palacete da família, sua mãe o colocou em um dos quartos para visitação pública e assim ficou por algumas semanas durante a construção da capela.
  5. O corpo da menina, que estava em uma urna de vidro, não sofria com o tempo e ela sempre aparentava estar apenas dormindo.
  6. Depois a mãe negou-se a sepultar o corpo da filha devido a seu arrependimento, mesmo quando a capela ficou pronta.
  7. Até que um dia, após muitos sonhos com a filha morta, pedindo para ser enterrada e dizendo que não era uma santa ou coisa parecida para ficar sendo exposta, e da insistência da família, a mãe consentiu em sepultá-la.
  8. A casa onde residiu a família e onde Maria Augusta nasceu tornou-se mais futuramente um colégio estadual, a Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves.
  9. Algumas pessoas afirmam terem visto o espírito de Maria Augusta andando por lá.
  10. A lenda conta que Maria Augusta caminha até hoje pelos corredores do colégio.
  11. Suas conhecidas aparições nos banheiros são por conta da sede que seu espírito sente por ter sido colocado algodão em suas narinas e boca.
  12. Dizem que devido à esse acontecimento, ela passa pelos banheiros das escolas para abrir as torneiras e beber água, e que quando isso acontece é possível sentir seu perfume e ouvir seu vestido deslizar pelo chão, além de ser possível avistar sua silhueta pelas janelas.
  13. Nenhum relato de atos de maldade cometida por ela foram comentados, apenas breves aparições pelos banheiros e corredores onde deixa no ar um leve perfume (o mesmo que usava em Paris).
  14. Também há o relato de uma funcionária da Escola que a ouviu tocar piano.
  15. No cemitério onde foi construída a capelinha para seu sepultamento, sendo mais exatamente um lindo mausoléu branco à esquerda do portão de entrada do Cemitério dos Passos.
  16. Também se ouvem relatos de sua silhueta passando por entre os túmulos do cemitério, e ao mesmo tempo que um doce perfume predomina no ar, além do barulho do arrastar de tecido pelo chão.
  17. Um grupo de espíritas kardecistas estudando o caso, afirmou que Maria Augusta não teve consciência da própria morte e vaga pela casa onde sempre viveu em busca dos parentes até os dias de hoje, onde é uma escola.

Explicação Cientifica

  • Muitas pessoas relatam ter visto a “Loira do Banheiro”.
  • Mas existe uma explicação para esse “fenômeno”.
  • Algumas pessoas veem seu rosto no espelho se modificar, transformando-se em alguma coisa assustadora, e têm a impressão de que não se trata do próprio rosto, mas de outra “coisa” ou “pessoa”.

Outras veem vultos surgirem atrás de si, um velho, uma criança, algum parente falecido, ou até mesmo um monstro ou uma figura irreconhecível. De qualquer forma, a experiência é sempre desagradável.

A explicação para isso, segundo Giovanni B. Caputo, da Universidade de Urbino, Itália, está relacionada ao “efeito de Troxler” (ao se fixar o olhar em algum lugar, as imagens periféricas começam a desaparecer). Observe a imagem a baixo, concentrando-se na cruz ao centro. Depois de algum tempo, os pontos púrpura devem desaparecer. Se isto não acontecer, tente novamente.

Segundo Caputo, o aparecimento de um rosto diferente no espelho pode ser causado por um efeito Troxler incompleto. Como o olhar não se fixa em nada, toda a face no espelho acaba desaparecendo. Só que o cérebro “sabe” que ali há uma face, quando ela desaparece, tratamos de recriar os traços baseados em… imaginação.

Este mesmo efeito pode ser responsável por outra ilusão, quando vemos uma fotografia (funciona melhor com fotos em preto e branco) de pessoas em que a face de alguém cai exatamente sobre um dos pontos cegos da retina – o cérebro trata de completar o rosto faltante.

As pessoas que experimentam isto relatam ter visto coisas estranhas, como olhos brancos, rostos de cabeça para baixo, barbas que não existem, rostos que não eram os seus, ou o seu rosto onde não devia estar, bem como outras coisas do tipo.

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Você pode testar esse efeito, vá para uma sala escura com um espelho e uma vela, ou coloque um abajur no chão, de forma que a sala fique na penumbra, e você mal consiga observar os seus traços no espelho.

Sente-se a cerca de meio metro do espelho, e fique apenas observando. Não leva mais que alguns minutos, e você começará a ver coisas estranhas no espelho, coisas… assustadoras.

Seu cérebro, “reconstruído” os traços que você não consegue enxergar.

Sabendo disso, você pode assustar alguém que acredite (ou que NÃO acredite) em fantasmas. Diga a esta pessoa que você pode “provar” que o seu quarto é mal-assombrado, e quando ele pedir para ver o fantasma, peça que observe o espelho que os fantasmas começarão a aparecer.

  1. Bom pessoal essa foi a Lenda da Loira do Banheiro, e ai qual outra lenda assustaram ou ainda assustam vocês?
  2. Espero que tenham gostado, se possível compartilhem com seus amigos e comentem para podermos melhor o conteúdo.
  3. Um grande abraço e até a próxima
  4. Duh…

Maria Sangrenta

André “Oneiros” SitowskiJul 21, 2017 · 5 min read

O jovem Marcos sempre era facilmente o principal alvo da chacota e brincadeiras de mal gosto de seus colegas. O menor da turma, também o mais inteligente, portando seus óculos grossos e sempre andando com seus ombros encolhidos, cabeça abaixada e passos curtos, mas apressados.

Os maiores, apesar de seus poucos doze anos de idade, sabiam ser cruéis com ele, que chorava fácil, e então o choro virava o motivo da zombaria. Tudo era um amargo ciclo vicioso infindável e espinhento que sangrava os sentimentos de Marcos enquanto todos os outros se riam dele.

Naquela manhã fria de julho não foi diferente. Marcos estava sentado encolhido em cima de uma privada, no banheiro de sua escola, chorando. Os fones de ouvido ligados a seu walkman tocavam The Cure, Close To Me, para abafar o mundo de fora.

“Você falou que nunca me deixaria, mamãe.” — resmungou sem perceber que Túlio entrava no banheiro naquele momento. O menino não perdeu a chance, saiu correndo para chamar seus comparsas de maldade, Jonas e Mario.

“Você me disse que sempre estaria comigo. Eu não aguento mais esses babacas…” — choramingava quando a mão pesada de Jonas empurrou a porta que o escondia.

“E aí, Marcos? Chorando pra sua mamãezinha?” — Os outros riram. — “Sua mamãe (e como ele carregou em sarcasmo essa palavra!) morreu. MORREU!” — Jonas se ria enquanto arrancava o walkman das mão do menino choroso e arremessava para Mario, que o jogou para Túlio quando Marcos tentou reaver a única forma que tinha de fugir da realidade.

Mas Túlio ainda arremessou o aparelho de volta a Jonas, que o jogou com força dentro da privada suja, fazendo-o se abrir de uma forma que não parecia ser normal.

“NÃO!” — Marcos protestou pelo walkman quebrado, mas era tarde. As lágrima correram grossas por seu rosto e ele tentou correr, apenas para sentir os braços de Mario o segurarem e o lançarem contra o chão.

“Não foge não, zói de vidro!” — Caçoou Jonas, que sempre liderava as brincadeiras. — “Como você consegue enxergar com esses óculos quebrados?” — Disse recolhendo os óculos de Marcos que haviam caído ao chão com o impacto e os arremessando para o alto.

O barulho de vidro quebrando no chão fez Marcos enfurecer, mas ele não tinha força física nem treinamento para enfrentar os três trogloditas sem cérebro. Baixou a cabeça e chorou ainda mais.

“Cadê sua mãezinha, Nanico?” — Jonas continuou. — “Ah, esqueci. ELA MORREU! Seu papai bateu o carro e o cérebro dela se espalhou pela rua, como se fosse pudim!” — Os três gargalhavam.

“VAI EMBORA!” — Marcos gritou sem mais aguentar de tanta agonia, tantas facadas em sua alma, e se arremessou contra as pernas de Jonas, que caiu no chão batendo a cabeça. Mario chutou de imediato a cara de Marcos, que sentiu o sangue descer por seu nariz.

Os dois gorilas de circo de Jonas o ajudaram a se levantar, mas Marcos estava tonto demais para conseguir correr para fora do banheiro. Então ele viu um borrão, que se revelou ser Jonas, se aproximando com a mão esfregando a cabeça e uma cara nada amigável.

“Agora ‘cê ‘tá ferrado, Nanico!” — Jonas disse antes de desferir um golpe certeiro no estômago do menino, que o fez ficar sem fôlego e perder o equilíbrio.

Mario se apressou a segurar Marcos em pé, apenas para servir de saco de pancadas para Jonas enquanto Túlio gritava atrás “Chuta o saco dele. Chuta o saco!”.

Jonas achou a sugestão divertida. O pé de Jonas encontrou os testículos de Marcos com tanta força que até o agressor começou a mancar. Marcos desfaleceu ao chão e Mario cuspiu em sua cara de dor. Marcos queria gritar por socorro, mas depois desse último golpe, nem sua voz saía pela boca escancarada.

Após se recuperar, Jonas levantou Marcos e passou a mão em sua face, limpando o sangue no espelho e segurando o rosto de Marcos para encarar seu próprio reflexo, a imagem de um verdadeiro fracassado. — “Já ouviu a história da Maria Sangrenta, Nanico?” — Jonas falava com a voz carregada de maldade. Mais parecia a voz de um demônio juvenil.

“Não. Não faz isso!” — Os olhos de Marcos se arregalaram em pavor.

“Olha só gente, o Nanico tem medo da Maria Sangrenta!” — E os gorilas acompanharam Jonas em mais uma série de gargalhadas forçadas, apenas para agradar seu líder. — “Maria Sangrenta!” — Jonas começou o famoso ritual.

“Não! Para!” — Esperneava Marcos, mas Jonas apenas se divertia ainda mais com aquele desespero.

“Maria Sangrenta!” — Jonas pronunciava as palavras se deliciando com o sofrimento do pequeno colega, o olhando profundamente nos olhos através do espelho. — “Maria Sangrenta!” — Uma pequena nuvem de vapor saiu da boca de Jonas ao pronunciar a última sílaba.

Um frio repentino se abateu sobre aquele banheiro, embaçando os espelhos e fazendo os meninos tremerem.

Marcos arregalou ainda mais os olhos, Jonas percebeu pelo espelho embaçado, uma figura se movendo atrás deles e soltou Marcos, se virando com medo de se deparar com um monitor ou ainda a diretora da escola, mas sua espinha gelou com a visão que teve.

Saindo da porta de um box vinha uma mulher com um vestido branco todo sujo que se arrastava no chão. Seus cabelos loiros desciam sebosamente pelo rosto e ombros, escondendo a face e deixando apenas um olho amarelado a observá-los com fome.

Sua cabeça inclinada doentiamente para a esquerda, com um buraco no crânio, derramava sangue sobre seu corpo, tingindo de carmesim as vestes, a pele gangrenosa e o chão sujo de mijo e lama.

A mulher arrastava a perna direita, que mostrava a ponta de um osso rasgando carne e pele. As mãos, com unhas negras e dedos estranhamente posicionados, vinham estendidas à frente, mostrando suas claras intenções para com os jovens.

Mario sentiu um líquido quente descendo por suas pernas, encharcando suas calças e formando um poça amarelada no chão. Túlio saiu gritando e chorando como se tivesse visto um fantasma… bem, ele viu!

Jonas tremia como se fosse uma vara de bambu verde ao vento. Sentiu seu estômago subir até a boca e descer de novo por várias vezes, suas pernas não respondiam, seus ouvidos zuniam e ele começou a chorar como um bebê. Mario já correra também, deixando seu mestre de maldades para trás, sozinho com a “Loira do Banheiro”.

A cada passo que a aparição dava em sua direção, Jonas se encolhia gritando por socorro, apesar de o grito não sair mais alto que um miado de gatinho recém nascido.

Então a aparição chegou em sua frente e se abaixou até chegar na altura de sua figura patética em posição fetal no chão. Ela se debruçou por sobre o jovem e foi abrindo a bocarra anormalmente grande e cheia de dentes que pingava uma baba amarela e fedorenta por sobre seu rosto.

Num derrame anormal de adrenalina em seu corpo, Jonas, sem pensar, se levantou gritando, correndo sem rumo e batendo com toda a força contra o batente da porta, caindo inconsciente e com sangue escorrendo de seu nariz e ouvido esquerdo.

A aparição então se levantou e virou toda sua atenção para Marcos, que estava imóvel no canto, encostado debilmente na pia e ainda sentindo seu corpo todo dolorido da agressão prévia.

Mesmo se arrastando, não demorou para que a mulher chegasse em frente ao pobre menino. Então o envolveu rapidamente com os braços decrépitos forçando seu corpo gelado contra o dele.

Marcos, chorando, retribuiu o abraço da mulher, que já não sangrava e apresentava as roupas tão limpas e brancas que chegavam a iluminar o rosto do rapaz. — “Obrigado, mamãe!”

Maria Sangrenta

Bloody Mary (conhecida também como Maria Sangrenta, Bruxa do Espelho) é uma lenda urbana que faz parte do folclore ocidental.[1]

A expressão “Bloody Mary” é anterior à própria lenda, tendo sido originada na rainha inglesa Maria I, da dinastia Tudor, cujo reinado foi marcado por fome, peste e perseguições religiosas.

[2] Rainha perversa, ela matava suas vítimas com extremo sadismo, ganhando assim a alcunha de “Maria Sangrenta”.

[3] Ela também era conhecida por ter sofrido um grande número de abortos espontâneos ou gestações falsas.[4]

A lenda da Maria Sangrenta, como se tem hoje, é originária, no entanto, dos Estados Unidos do século XX. Existem diversas versões desta lenda, e há alguma controvérsia em relação à lenda brasileira da “Loira do Banheiro” ser a mesma lenda ou não.[1][5]

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Ainda que a Maria Sangrenta seja a mais famosa, em outras culturas, existem variações desta lenda, que surgiram de forma independente, tais como as lendas urbanas de Hanako-san, no Japão, e a Loira do Banheiro, no Brasil.

Descrição

Conforme a lenda, Mary foi morta (por motivos passionais), entre o final do século XIX e início do seculo XX, e seus olhos foram arrancados, sendo o corpo deixada na frente de um espelho. Morta por um médico-cirurgião, antes de morrer tentou revelar seu assassino ao escrever um T no espelho. Esta letra era a marca registrada deste médico.[5]

Com isso, reza a lenda que toda a vez que o seu nome for pronunciado três vezes em frente a um espelho (somente durante a noite), ela aparecerá para alguém que tenha envolvimento com alguma morte e mantenha este fato em segredo, arrancando-lhe seus olhos. Para complementar, ela grava o nome de quem foi morto, antes de matar o assassino.

Numa outra versão, uma mulher, ou menina, aparece no espelho de banheiros das escolas quando o nome de “Maria Sangrenta” é pronunciado por três vezes diante deste espelho.

A partir desse pressuposto, a lenda é referente a história de Maria que após perder seu pai durante a Segunda Guerra Mundial, sofre todo o tipo de injustiça, preconceito e miséria, oriundos da guerra.

Ao lado de sua mãe enfrenta uma vida sofrida que faz com que Maria tenha sua infância prejudicada pelas tragédias e acontecimentos que foram surgindo e fazendo com que sua vida fosse ficando cada vez mais difícil, até que a última tragédia a transformasse em Maria Sangrenta, quando é morta num banheiro de escola.[6]

A Bloody Mary supostamente aparece como um cadáver, uma bruxa ou fantasma; pode ser amigável ou mal, e às vezes é “visto” coberto de sangue. A tradição em torno do ritual afirma que os participantes podem suportar a aparição gritando com eles, amaldiçoando-os, estrangulando-os, roubando sua alma, bebendo seu sangue,[7] ou arranhando os olhos.

História

Historicamente, o ritual da Necromancia encorajava as jovens a subir um lance de escadas para trás, segurando uma vela e um espelho de mão, numa casa escura.

Enquanto olhavam para o espelho, deveriam poder ver o rosto do futuro marido.

[8] Havia, no entanto, uma chance de que eles vissem uma caveira humana (ou o rosto da Morte) em vez disso, indicando que elas estavam destinadas a morrer antes que tivessem a chance de se casar.[8][9]

No ritual surgido no século XX, Bloody Mary supostamente passou a aparecer para indivíduos ou grupos que ritualisticamente invocavam seu nome em um ato de Captromancia, onde os jovens repetidamente cantavam seu nome em um espelho colocado em uma sala mal iluminada ou à luz de velas. Em algumas tradições, o nome deveria ser repetido treze vezes (ou algum outro número especificado de vezes).[4]

Possíveis explicações científicas para o fenômeno

Olhar em um espelho em uma sala pouco iluminada por um período prolongado pode causar alucinações.[10] Características faciais podem parecer “derreter”, distorcer, desaparecer e girar, enquanto outros elementos alucinatórios, como rostos animais ou estranhos, podem aparecer.

Giovanni Caputo, da Universidade de Urbino, escreve que esse fenômeno, que ele chama de “ilusão da face estranha”, é considerado uma conseqüência de um “efeito dissociativo de identidade”, que faz com que o sistema de reconhecimento facial do cérebro se atrapalhe, de maneira atualmente não identificada.

[10] Outras possíveis explicações para o fenômeno incluem ilusões atribuídas, pelo menos parcialmente, aos efeitos perceptuais de “Efeito de Troxler”,[11][10] e, possivelmente, auto-hipnose.

Variações

Hanako-san

Ver artigo principal: Toire no Hanako

Loira do Banheiro

A Loira do Banheiro seria uma lenda brasileira que teria sido originada em Guaratinguetá, SP, a partir da história real de Maria Augusta de Oliveira Borges.

Após um casamento arranjado pela família, aos 14 anos, com o conselheiro Dutra Rodrigues, um homem muito mais velho, tornou-se infeliz e acabou por separar-se apenas 4 anos depois. Vendeu suas joias e fugiu para Paris, onde acabou por falecer em 1891, aos 26 anos.

Seu atestado de óbito desapareceu, tendo a causa mortis se tornado um mistério.[1] Acredita-se que teria morrido de raiva, doença que na época era comum na Europa e que causa desidratação nas vítimas.

[1] O corpo da jovem, após voltar ao Brasil, foi mantido em uma urna de vidro no casarão da família para visitação pública, enquanto o túmulo era preparado. Amélia Augusta Cazal, mãe de Maria, arrependida, não queria enterrar sua filha, mesmo com a sepultura pronta, até começar a ter diversas visões da filha pedindo o enterro. Devido a isso, sua mãe finalmente decidiu pelo sepultamento.[1]

Em 1902, dez anos após seu enterro, a casa onde viveu deu lugar à Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves. A partir de algum tempo, surgiram boatos de que o espírito de Maria Augusta vagava pela escola, especialmente pelos banheiros, abrindo torneiras para saciar sua sede, e pedindo enterro.[1] A história ganhou força quando um incêndio misterioso atingiu parte do prédio em 1916.[1]

Após este fato, a história da Loira do Banheiro espalhou-se e passou a fazer parte do imaginário adolescente em muitos colégios brasileiros, numa espécie de fusão com a lenda norte-americana: muitas das características da Blood Mary passaram a ser associadas à Loira do Banheiro.

[1] O suposto espírito passou a ser descrito como o fantasma de uma jovem loira de vestes brancas, com pedaços de algodão na boca, ouvidos e nariz. Este espírito surgiria depois de um ritual de invocação, que varia de acordo com o colégio.

As possíveis etapas incluem chamá-lo três vezes em frente ao espelho, bater a porta do banheiro, falar palavrões, chutar o vaso sanitário e puxar a descarga, por vezes com a combinação de dois ou mais desses rituais, ou até mesmo todos eles.[1]

Verónica

Na Espanha, a versão local da lenda é chamada de Verónica. A versão mais comum da lenda explica que é uma menina morta durante a puberdade (muitas vezes durante uma sessão de Ouija) e cujo espírito foi capturado entre o mundo dos vivos e o dos mortos.

No entanto, algumas versões consideram-na filha de Satanás.[12][13] O nome da personagem muda com frequência de nome (com variantes como Carolina[14] e Micaela[15]), ou se multiplica, normalmente na forma de duas irmãs ou amigas.

[16] Também possui outras variações, onde muda de forma física, tais como María la Paralítica ou La Vieja Del Quinto.

A versão local da lenda possuiu, por sua vez, inúmeras sub-variações: Pedrosa e Moratalla, estudiosos do assunto, chegaram a catalogar e 2002 ao menos 33 versões desta lenda somente em Madrid.[17]

Seu ritual é apresentado em várias configurações, envolvendo o uso de objetos cotidianos, como um livro (muitas vezes, a Bíblia) ou uma tesoura (em memória daqueles que, de acordo com uma das versões, causaram a morte para Veronica).

Veronica por vezes mata quem a invocou, geralmente com uma arma branca que está na vizinhança (facas de cozinha, facas, cortadores de unha, tesoura …), que dispara e atinge o coração ou o pescoço da vítima.[18] O tema central do rito geralmente são consultas relacionadas ao primeiro amor ou à morte.

[19] Não se sabe a origem ao certo desta lenda, mas suspeita-se que tenha ligação com a história de Santa Verônica.[20]

Referências

  1. a b c d e f g h i Saulo Sobanski (4 de julho de 2018). «Qual é a origem da lenda da Loira do Banheiro?». Mundo Estranho.

    Consultado em 19 de julho de 2018  a partir de História e Memória da Escola Complementar de Guaratinguetá (1906-1913), de Debora Maria Nogueira Corbage; site G1; blog Fontes Primárias no Vale do Paraíba

  2. ↑ Loades, pp. 207–208; Waller, p. 65; Whitelock, p. 198
  3. ↑ Waller, p.

    115

  4. a b «Urban Legends Reference Pages: Bloody Mary».

    Snopes 

  5. a b Lenda Urbana – O mistério da Maria Sangrenta Mundo Freak – acessado em 28 de janeiro de 2017
  6. ↑ Maria Sangrenta – A história da famosa lenda da loira do banheiro Editora Baraúna – acessado em 28 de janeiro de 2017
  7. ↑ Bloody Mary em Blood Legends
  8. a b Ellis, Bill (2004). Lucifer Ascending: The Occult in Folklore and Popular Culture. [S.l.]: University of Kentucky Press. ISBN 0-8131-2289-9 
  9. ↑ Hutton, Ronald (2001). Stations of the Sun: A History of the Ritual Year in Britain. [S.l.]: Oxford University Press. ISBN 0-19-285448-8 
  10. a b c Caputo, Giovanni B (2010). «Strange-face-in-the-mirror illusion». Pion. Perception Magazine. 39 (7): 1007–1008. PMID 20842976. doi:10.1068/p6466. Consultado em 18 de outubro de 2012. Arquivado do original em 25 de outubro de 2012 
  11. An Optical Illusion that Explains the Origins of Imaginary Monsters; accessed December 2013.
  12. ↑ Pedrosa y Moratalla 2002: 175 y 179
  13. ↑ Pedrosa 2004: 91 y 94.
  14. ↑ Pedrosa 2004: 94
  15. ↑ Pedrosa 2004: 95
  16. ↑ Así, en Pedrosa y Moratalla 2002: 184.
  17. ↑ Pedrosa y Moalla 2002: 175-184.
  18. ↑ Pedrosa 2004: 89-90 y 92.
  19. ↑ Pedrosa 2004: 88-90, 94.
  20. ↑ Pedrosa y Moratalla 2002: 97-98.

Bibliografia

  • Waller, Maureen (2006). Sovereign Ladies: The Six Reigning Queens of England. New York: St. Martin's Press. ISBN 0-312-33801-5.
  • Pedrosa, José Manuel y Sebastián Moratalla (2002): La ciudad oral. Literatura tradicional urbana del sur de Madrid. Teoría, métodos, textos, Madrid: Consejería de Educación.
  • Pedrosa, José Manuel (2004): La autoestopista fantasma y otras leyendas urbanas españolas, Madrid: Páginas de Espuma

Ligações externas

  • HMONG BUY (em inglês)
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