Como beber vinho: 12 passos (com imagens)

Alcoolismo e Abuso de Álcool

Dr. Stéfano Gonçalves Jorge

INTRODUÇÃO

    Considera-se abuso do álcool quando uma pessoa utiliza, mesmo que não constantemente, álcool em quantidade suficiente para causar problemas de saúde ou de outra espécie, como brigas e acidentes automobilístico. Mesmo sem ser dependente do álcool, uma pessoa que utiliza o álcool sem moderação pode ter complicações tão ou mais sérias que os alcoólatras.

Como Beber Vinho: 12 Passos (com Imagens) Foto após acidente de trânsito onde um motorista bêbado atingiu um caminhão, matando a esposa e a filha (cortesia do Dr. Heitor Carvalho)

    O alcoolismo é uma doença onde há dependência do uso de álcool. O alcoólatra tem grande dificuldade de parar de beber, está sujeito aos mesmos riscos do abuso de álcool mas, como não consegue abandonar a bebida, apresenta muitas vezes uma deterioração na saúde, na família, no trabalho e no círculo de amizades.

NOSSA SOCIEDADE E O ABUSO DO ÁLCOOL

    O abuso do álcool e o alcoolismo estão entre os principais problemas da nossa sociedade. O álcool é uma droga como a heroína, a cocaína e o crack. Por que ? Porque vicia, altera o estado mental da pessoa que o utiliza, levando-a a atos insensatos, muitas vezes violentos. Pior, causa mais problemas à família e à sociedade. Infelizmente, faz parte da nossa cultura o seu uso.

Como Beber Vinho: 12 Passos (com Imagens)

Algumas estatísticas sobre o álcool
O alcoolismo acomete de 10% a 12% da população mundial e 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país
A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres
A incidência do alcoolismo é maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, reduzindo com a idade
A álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas
De acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre estudantes do 1º e 2º graus de dez capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade. Então por isso proibirão venda de alcool a menores de 16 anos.
Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria – Abuso e Dependência do Álcool

    As outras drogas são consideradas ilegais e sua venda e uso levam a punições severas. Começamos a lutar contra o uso da nicotina, com vetos à propaganda e informações à população, mas o seu uso está crescendo, principalmente entre as mulheres.

E o álcool ? Continuamos assistindo a propagandas na televisão, na rua e no rádio, mostrando que vinho e whiskey são adequados a pessoas de fino trato e, pior, que beber cerveja é pré-requisito para um bom convívio social.

Algumas dizem claramente que o homem que não bebe cerveja não consegue mulheres.

Como Beber Vinho: 12 Passos (com Imagens) Movimento Propaganda sem Bebida

    Fora os problemas com violência e direção, o álcool pode provocar diversos malefícios ao organismo. É claro que a dose necessária para isso depende enormemente da pessoa e do teor alcoólico da bebida.

Em relação a cirrose, por exemplo, considera-se que um homem deve beber em média 80 gramas de álcool ( 60 g para mulheres ) por semana por 10 a 12 anos.

O etanol ainda afeta diversos órgãos, causando doenças do cérebro, nervos, coração, pâncreas, etc.

Bebida Unidade mL Etanol (g)
Cachaça dose 50 17
garrafa 660 220
Destilados (whiskey, vodka) dose 50 +/- 16
Aperitivos (martini, campari) dose 50 +/- 8
Cerveja copo 250 9
lata 350 13
garrafa 660 25
g/L = °GL x 10 x 0,7893 Fonte: Neves, MM e cols. Concentração de etanol em bebidas alcoólicas mais consumidas no Brasil. GED 8(1):17-20, 1989

DIAGNÓSTICO

    O alcoolismo é um conceito completamente diferente. É uma doença, um vício, devendo ser tratado como tal.

Acredita-se que seja causado principalmente por predisposição genética, segundo achados mais recentes, e em menor parte pelo ambiente (mas as pesquisas e opiniões divergem muito sobre essa questão), não podendo ser considerado de modo algum falha de caráter.

Mesmo sendo importante a quantidade do álcool ingerido, essa é uma conseqüência. Para definir uma pessoa como alcoólatra é mais significativo analisar o impacto do álcool na sua vida e se já tentou parar e não conseguiu.

    Temos dois questionários mais utilizados para identificar pessoas com abuso de álcool. O primeiro, chamado de CAGE, é mais simples e foi criado por Mayfield e colaboradores, sendo um bom método para identificar pessoas que precisam de ajuda.

Responda: Você já sentiu necessidade de parar de beber ?
Você já se sentiu chateado por pessoas que criticam seu hábito de beber ?
Você já se sentiu culpado por beber ?
Você já bebeu álcool de manhã para acordar ?
Duas respostas SIM indicam abuso de álcool; apenas um SIM pode ser sinal de abuso.
  •     O Teste de Identificação de Distúrbio de Uso do Álcool (AUDIT), criado por Piccinelli e colaboradores, é atualmente o melhor método para a identificação e estratificação do alcoolismo.
Responda as questões:
1 Com qual freqüência você utiliza bebidas com álcool ?
(0) nunca    (1) mensalmente ou menos    (2) 2-4 vezes ao mês    (3) 2-3 vezes por semana    (4) 4 ou mais vezes por semana
2 Quantas bebidas alcoólicas você costuma tomar nesses dias ?
(0) 1 ou 2    (1) 3 ou 4        (2) 5 ou 6        (3) 7 a 9        (4) 10 ou mais
3 Com que freqüência toma mais que 6 drinks em uma única ocasião ?
(0) nunca    (1) menos que mensalmente    (2) mensalmente    (3) semanalmente    (4) quase diária
4 Com que freqüência no último ano você se sentiu incapaz de parar de beber depois que começou ?
(0) nunca    (1) menos que mensalmente    (2) mensalmente    (3) semanalmente    (4) quase diária
5 Com que freqüência no último ano você não conseguiu fazer algo pela bebida ?
(0) nunca    (1) menos que mensalmente    (2) mensalmente    (3) semanalmente    (4) quase diária
6 Com que freqüência no último ano você precisou beber de manhã para se recuperar de uma bebedeira ?
(0) nunca    (1) menos que mensalmente    (2) mensalmente    (3) semanalmente    (4) quase diária
7 Com que freqüência no último ano você sentiu remorso após beber ?
(0) nunca    (1) menos que mensalmente    (2) mensalmente    (3) semanalmente    (4) quase diária
8 Com que freqüência no último ano você não conseguiu se lembrar o que aconteceu na noite anterior pela bebida ?
(0) nunca    (1) menos que mensalmente    (2) mensalmente    (3) semanalmente    (4) quase diária
9 Você já se machucou ou machucou alguém como resultado do seu uso de álcool ?
(0) não        (2) sim, mas não no último ano        (4) sim, no último ano
10 Algum parente ou amigo ou médico ou outro profissional de saúde se preocupou com seu hábito ou sugeriu que parasse ?
(0) não        (2) sim, mas não no último ano        (4) sim, no último ano
Some os números em parênteses. Um valor maior que 8 indica problemas com bebida.

TRATAMENTO

    Há, atualmente, várias formas eficazes de se tratar o alcoolismo.

O método mais simples, para casos mais leves, é a realização de consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar  experiente (incluindo psiquiatra ou psicólogo) com o apoio da família, onde são discutidas as dificuldades de abandonar o vício e encorajados os esforços. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool, dependendo diretamente da freqüência das consultas.

    Outro método muito eficaz são os grupos de auto-ajuda, particularmente os alcoólicos anônimos. Esses são baseados em variações do programa de 12 passos, além de reuniões freqüentes.

Os resultados dos AA são difíceis de avaliar, mas aproximadamente um terço permanece sóbrio de 1 a 5 anos, e um terço por mais que 5 anos. Outro conceito diferente de grupo de apoio é o de “Consumo Controlado”, onde recomenda-se o uso em doses adequadas da bebida.

A principal diferença é que no primeiro o alcoólatra tem que reconhecer que é incapaz de controlar a própria vida, no segundo afirma-se que o alcoólatra deve retomar esse controle.

    Casos mais sérios devem ser acompanhados por psiquiatra para tratamento psicoterápico e medicamentoso.

Muitos alcoólatras apresentam distúrbios psiquiátricos que necessitam de tratamento, e outros sofrem de sintomas de abstinência quando param de beber, conseqüência da dependência física do álcool.

Geralmente, não é necessária internação para desintoxicação, pois a eficácia não é maior. No entanto, certos casos devem obrigatoriamente ser internados.

Devem ser internados para desintoxicação:
Aqueles que sofrem sintomas de abstinência moderados a severos;
Aqueles com delirium tremens;
Aqueles que são incapazes de seguir acompanhamento diário;
Aqueles que possuem outra doença física ou psiquiátrica que necessita de internação;
Aqueles incapazes de tomar medicação por via oral;
Aqueles que já tentaram tratamento fora do hospital, sem sucesso.

     O tratamento medicamentoso também pode ser útil em associação com a psicoterapia (particularmente a comportamental combinada intensiva).

Antes, poucos profissionais utilizavam drogas como o dissulfiram que, misturadas ao álcool (sem o conhecimento do doente) causavam reações severas, com sensação de morte iminente, achando que isso auxiliaria o tratamento. Os resultados são desastrosos, pois a reação pode ser realmente fatal.

     A medicação mais utilizada no momento para o tratamento do alcoolismo é a naltrexona (revia®), cujo mecanismo de ação não está bem esclarecido, mas reduz a necessidade de voltar a beber.

Recentemente (2006), foi aprovada nos EUA uma apresentação injetável da naltrexona, que seria aplicada apenas mensalmente e com isso poderia aumentar a sua eficácia.

O acamprosato é uma medicação mais recente, ainda não lançada no Brasil, mas aparentemente não tem melhor eficácia nem segurança que a naltrexona.

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CONCLUSÕES

    Concluindo, o álcool é responsável, além de diversas doenças, por grande parte dos atos de violência e dos acidentes dos mais variados, desde trânsito até de trabalho.

  Apesar das suas conseqüências desastrosas, o ato de beber é considerado parte fundamental do convívio social, dificultando as campanhas (muito aquém do necessário) de conscientização.

No extremo do ato de beber, encontramos os alcoólatras, dependentes do álcool que devem contar com o apoio e compreensão da sociedade para sua recuperação, que deve abandonar o preconceito e tratá-los com respeito.

  1. Artigo criado em: 2001 Última revisão: 18/01/07
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Pesquisa nos EUA revela: quem não bebe, não sobe na
carreira – Empresas – iG

Como Beber Vinho: 12 Passos (com Imagens)

Como executivo de vendas de anúncios da revista Forbes, Terry Lavin trabalhou duro para ganhar sua reputação de companheiro de bebida confiável.

“Era como se eu tivesse alugado um espaço no P.J. Clarke's”, disse, se referindo ao bar de Midtown Manhattan. “Sempre fui o último a sair, sempre com um coquetel na mão.”

Em um negócio baseado na simpatia, o papel o ajudou a ter sucesso. Até 2010, quando ele decidiu dar um tempo para o seu corpo e parar de beber por seis meses. Sua saúde melhorou; já seu negócio, não.

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“Ligava para camaradas com quem eu tinha amizade, camaradas que tinham nas mãos grandes orçamentos para anúncios, a fim de ver se queriam sair para um happy hour ou comer alguma coisa”, lembrou, “e eles me respondiam: 'Está bebendo? Não? Então esquece'”.

Lá se vão os benefícios da vida sóbria.

Como Beber Vinho: 12 Passos (com Imagens) Beatrice de Gea/The New York Times

Terrence Levin, ex-executivo de publicidade da Forbes, bebe copo de água com gás em Pig and Whistle, em Nova York

  • Mesmo enquanto almoços com três doses de Martini e reuniões de funcionários abastecidas a uísque se tornam mais difíceis de encontrar fora da TV a cabo, grandes quantidades de rituais de negócios americanos continuam girando em torno do consumo de álcool.
  • Quer seja cortejando um cliente, esboçando um acordo ou simplesmente provando que você é um jogador de equipe, tomar uma rodada de cerveja é substancialmente mais vital para muitas ocupações que jogar uma rodada de golfe.
  • Para profissionais que se abstêm do álcool – seja por saúde, religião, recuperação ou simplesmente por preferência – pode parecer às vezes mais difícil progredir se não estiverem dispostos a tomar uma.
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“Esperam que você beba, e beber é parte do que você faz; as pessoas ficam meio sérias se você disser que não bebe”, disse Link Christin, diretor de um programa de tratamento especial para advogados iniciado no ano passado pela Hazelden, uma rede de centros de recuperação contra álcool e drogas que fica no estado de Minnesota. “Se disser que não bebe, você tem que lidar com a suspeita de que não sabe jogar.”

Para encontrar essa postura em ação, basta olhar para a campanha presidencial deste ano. Como parte de sua estratégia de campanha de convencer os eleitores de que Mitt Romney, um mórmon abstinente, é diferente da maioria dos americanos, o presidente Barack Obama tem feito uma exibição notável de que aprecia cerveja como as pessoas comuns.

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“Ontem fui à Feira Estadual e comi costeleta com cerveja”, Obama se gabou para uma multidão de Iowa em agosto, o dia em que fechou um quiosque de cerveja para que pudesse comprar cervejas para ele e para outros dez frequentadores da feira. “E a cerveja estava boa. Hoje, só tomei cerveja. Não comi costeleta. Mas a cerveja estava boa.” A multidão retribuiu gritando em coro: “Mais quatro cervejas!”.

Quando o público exigiu que Obama revelasse as suas receitas de cerveja caseira após dividir uma garrafa com um dos clientes de um pequeno restaurante em Knoxville, Iowa, a Casa Branca aproveitou o momento, exigindo primeiro 25.000 assinaturas em um abaixo-assinado (a Casa Branca finalmente cedeu, liberando duas receitas depois de apenas 12.000 assinaturas).

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E esse não é um assunto novo entre os políticos. Edward M. Kennedy se queixou da falta de álcool na Casa Branca de Jimmy Carter enquanto se preparava para desafiar o presidente nas prévias de 1980.

E isto se tornou um truísmo nas pesquisas nos últimos anos: os eleitores escolhem o candidato com quem beberiam uma cerveja (o mais recente presidente que não bebe a assumir a Casa Branca, George W.

Bush, pelo menos se assegurou de ser ocasionalmente fotografado segurando uma cerveja sem álcool).

Para pessoas menos públicas, a noção de que alguém que não bebe não tem bom desempenho nos negócios – ou pior, é uma pessoa não confiável – pode impedir o progresso profissional.

“Existe a percepção de que você é quase impotente”, afirmou um abstêmio, que é editor de uma revista de estilo de vida focada em bebidas e que pediu para não ser identificado porque muitos de seus colegas de trabalho não sabem que ele entrou no programa dos 12 passos.

  1. As desvantagens profissionais da sobriedade variam do literal – o editor teve recusar uma promoção em potencial porque envolveria beber vinho – ao sutil.
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“Regularmente, me recuso a ir a almoços e jantares com pessoas do ramo que, no passado, eu aceitaria correndo”, afirmou. “Simplesmente, não posso ir a um jantar com um fabricante de vinho e dizer: não, obrigado. Não vou beber.''

Mas não precisamos trabalhar diretamente com bebidas alcoólicas para passarmos por isso.

Em Wall Street, onde prevalece o estilo de vida “modelos e garrafas”, os que não bebem “queixam-se de que não conseguem fechar negócios, não conseguem mesmo entrar nas negociações iniciais porque não entram no comportamento de beber”, diz John Crepsac, um terapeuta de Nova York que aconselha profissionais de Wall Street em recuperação.

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Os cientistas sociais se referem a isso como “capital social”, a quantidade de potencial econômico a ser controlado pela capacidade de se enturmar.

“Houve épocas em que eu sabia que colegas iriam sair com clientes que poderiam ajudar a avançar a minha carreira”, disse um corretor de Wall Street que não bebe e que pediu para ficar anônimo porque o seu empregador não permite que funcionários conversem com a imprensa, “mas era compreendido sem palavras: 'Sim, não vamos convidá-lo porque provavelmente vamos tomar alguma coisa e ele não vai participar, então do que adianta?'''.

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Claro que a sobriedade e o sucesso não são mutuamente contraditórios. Warren Buffett, Donald Trump, Joe Biden e Larry Ellison são abstêmios desde sempre. Quer vença a eleição ou não, também não faltou sucesso para Romney.

E mulheres sóbrias podem de fato se beneficiar com um padrão dúbio.

“Ainda se espera que os homens se reúnam e enlouqueçam, mas de algum modo isso é mal visto se uma mulher participa”, disse Crepsac, notando que poucas de suas pacientes se queixaram deque a sobriedade tenha lhe prejudicado a carreira. “Existem várias coisas pelas quais as mulheres são discriminadas no trabalho, mas esta não é uma delas.”

Mesmo assim, as pesquisas apoiam a ideia de que os que não bebem têm dificuldades para subir na hierarquia corporativa. Vários estudos demonstraram que as pessoas que bebem ganham mais dinheiro do que as que não bebem, embora os que bebem demais ganhem menos do que os que bebem moderadamente.

Essa pressão de desempenho pode às vezes causar uma recaída nos profissionais em recuperação. É por esta razão que a Hazelden criou um grupo de apoio especialmente para advogados que estão tentando ficar sóbrios.

“A pressão para trazer negócios em escritórios de advocacia, a pressão de fazer acontecer, é maior a cada dia”, disse Christin, ex-advogado e alcoólatra recuperado. “Quando temos que escolher entre sustentar a família e entre beber uma taça de vinho, pode ser difícil não se desviar do caminho”, afirmou.

Abstinentes tendem a desenvolver estratégias para se socializar profissionalmente sem o álcool. Alguns pedem uma bebida e simplesmente não bebem; outros utilizam o humor para desviar atenção indesejada. “Digo que estou grávido”, informou o corretor de Wall Street.

Lavin, que tirou uma licença das vendas de anúncios para escrever um livro, aconselha pedir a sua bebida em um copo que engane. “As pessoas ficam bem mais calmas se você estiver bebendo água mineral em um copo de uísque”, disse.

E existe justiça. Joe McKinsey, um ex-executivo imobiliário que abriu uma clínica de recuperação para executivos em East Hampton, no estado de Nova York, após sua própria recuperação, disse que bastaram apenas alguns meses de sobriedade em seu antigo trabalho para passar de objeto de piadas a confidente dos que estavam em apuros.

“As pessoas acabam te cercando, perguntando: 'Acha que tenho um problema?'”, afirmou. “Tornei-me o cara a quem recorrer se precisar ter uma conversa particular.”

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O que é beber moderadamente, afinal? | Letra de Médico

Inicialmente, caros leitores, devemos saber que o consumo de álcool acima dos limites médicos recomendados se traduz em um grave problema de saúde publica, além de mexer com o bolso de cada um de nós, por todas as doenças que acarreta. Vocês sabiam que, no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, ocorrem, anualmente, mais de 3 milhões de mortes resultantes do uso excessivo do álcool? Isso representa uma morte a cada 10 segundos. Dois terços delas em homens e um terço em mulheres.

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No mundo, o uso prejudicial de bebidas alcoólicas está relacionado com 22% dos suicídios, 22% da violência inter-pessoal, 15% das lesões causadas no trânsito, 30% dos cânceres de boca e garganta, 25% das pancreatites, 12% dos casos de tuberculose, 10% dos cânceres de intestino grosso, 8% dos cânceres de mama, 8% das doenças cardíacas e 50% dos casos de cirrose.

No Brasil, apenas 12% dos homens e 30% das mulheres se consideram abstêmios. Além disso, o Brasil é o terceiro país das Américas com mais mortes relacionadas pelo uso excessivo do álcool, sendo a principal causa, tanto entre homens como mulheres, a cirrose.

O que significa beber moderadamente?

Frente a estes dados assustadores, cabe a cada um de nós a conscientização dos fatos e, principalmente, o entendimento dos limites a serem respeitados para evitar estarmos incluídos, futuramente, nas tristes estatísticas acima. A primeira pergunta deve ser: Existe um limite saudável para a quantidade de bebida alcoólica consumida?

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A resposta é sim, existe! O limite seguro à saúde, tanto de homens como mulheres, é do consumo de 14 unidades por semana, desde que você não possua doenças como hepatites, pancreatites, cirrose, entre outras, que contra-indiquem qualquer consumo de álcool.

Agora, resta-nos saber o que são 14 unidades por semana. Cada unidade representa 10 mililitros ou 8 gramas de álcool puro, ou seja, 140 mililitros ou 112 gramas de álcool por semana.

Na prática, para fácil e indesculpável compreensão dos leitores, isso representa: nove chopps de 300 mililitros por semana (1,5 chopp por dia) ou seis taças de 175 mililitros de vinho por semana (equivalente a ½ lata de refrigerante ao dia) ou 14 doses de 25 mililitros de destilados por semana (½ xícara de café de destilado por dia).

Os riscos de beber em excesso

Conhecendo agora o limite de consumo de álcool de forma saudável, vamos a outras dúvidas frequentes sobre o assunto. Será que o tipo de bebida faz diferença? Os fermentados agridem menos o fígado do que os destilados, por exemplo?

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Na verdade, o que importa é a quantidade de álcool ingerida. Por exemplo, uma cerveja tem, em média, 5% de teor alcoólico, o vinho, ao redor de 13% e o wisky, por volta de 40%. É só fazermos as contas….

Mesmo respeitando a quantidade de 14 unidades por semana é aconselhável dividir esta quantidade em três ou mais dias. A ingestão destas mesmas 14 unidades em apenas um único dia da semana aumenta o risco de doenças e de suas complicações.

Diferenças entre idade e gêneros

Outro aspecto importante é a idade de iniciação ao uso de bebidas alcoólicas. Cada um de nós tem a obrigação de fiscalizar que menores de 18 anos não façam uso do álcool. Quanto mais cedo a iniciação do uso de bebidas alcoólicas na vida de um indivíduo, maior o risco de abusos e de seus efeitos nocivos a médio e longo prazo.

Quanto aos gêneros, masculino e feminino, preconiza-se a mesma quantidade como limite de segurança. Contudo, homens e mulheres processam o álcool no organismo de formas distintas.

Homens têm, habitualmente, maior peso e tamanho, além de uma proporção maior de água em relação à gordura quando comparados às mulheres.

Isso faz com que os níveis sanguíneos de álcool nas mulheres possam estar mais elevados que os dos homens, após a ingestão da mesma quantidade de bebidas alcoólicas.

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Então, a pergunta: por que a mesma dose limite é recomendada?

É sabido que homens (e não se sabe por quanto tempo) ainda apresentam maior tendência ao uso do álcool e bebem, em média, mais do que as mulheres. Todavia, é importante sabermos que mulheres que bebem mais de 14 unidades por semana apresentam maior chance de desenvolver doenças correlacionadas do que os homens.

Apenas com o intuito de exemplificar e ser didático, um homem e uma mulher que bebem, por vários anos seguidos, 35 unidades por semana, o que equivale a 15 taças médias de vinho (duas ao dia) ou três chopps ao dia, apresentam, respectivamente, 8% e 12% de chance de virem a falecer de doenças causadas pelo álcool. Ou melhor, nestas proporções as mulheres apresentam 50% mais chance de doenças graves que levem à morte, comparadas aos homens.

Na gravidez, NÃO!

Seria um enorme desperdício se eu não enfatizasse neste artigo que o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez, em qualquer quantidade, traz efeitos comprovados e gravíssimos sobre o desenvolvimento do feto. O consumo de álcool está ABSOLUTAMENTE contra-indicado na gestação.

Assim, espero contribuir com a saúde de cada leitor, de seus familiares e amigos, pois a partir de agora não existem mais desculpas. Cada um de vocês tem o conhecimento para explicar o que significa “beba com moderação”.

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Aproveitem a vida com saúde!

Como Beber Vinho: 12 Passos (com Imagens) – Felipe Cotrim/VEJA.com

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Etiqueta do vinho: 9 dicas para servir corretamente

Errar ao servir um bom vinho é como ser um dançarino muito bem-vestido que não para de pisar no pé de seu par. A temperatura alta demais e as gotinhas derramadas fora da taça podem ofuscar o brilho e sofisticação que um vinho de qualidade traz àquela ocasião digna de brinde, não é?

A boa notícia é que você não precisa de anos de treinamento para ficar craque nos passos da coreografia que é a etiqueta do vinho! Para prová-lo, compartilhamos hoje nove dicas que vão transformar qualquer patinho feio na estrela do lago dos cisnes dos sommeliers.

Dica: Tudo sobre vinhos: conheça os tipos de rolhas e seus efeitos

Quer ver? Continue lendo e saiba tudo sobre como servir vinho do jeito certo!

1. Planeje a carta de vinhos do dia

Na hora de escolher a sequência em que as bebidas serão servidas, o clássico é começar pelo espumante e ir construindo um clímax dos vinhos mais leves (brancos, rosés e tintos jovens) até os mais encorpados (envelhecidos e tânicos), fechando com os vinhos doces, licorosos ou de sobremesa (como o Porto).

Se quiser modernizar, não tem problema. Basta lembrar-se de que nossa percepção vai perdendo a capacidade de notar as nuances dos vinhos mais delicados à medida que a noite avança, por isso deixe as opções mais leves, assim como as safras mais raras e sofisticadas, para o começo do espetáculo.

Dica: Entenda o que é a análise sensorial do vinho e como ela é feita

2. Mantenha as garrafas na temperatura ideal

Que convidado não gosta de receber uma taça de vinho ou espumante assim que entra na casa do anfitrião? Contudo, para que essa entrada dê certo, nada de deixar para colocar as garrafas no freezer na última hora, viu?

Confira a temperatura em que cada tipo de vinho deve ser servido e prepare cada um com antecedência para deixá-lo brilhar:

Espumantes e brancos mais cítricos podem (e devem!) ser colocados no freezer por 30 minutos a uma hora antes de abertos, mas vale lembrar que mudanças bruscas de temperatura prejudicam o vinho.

Fuja da necessidade de levá-lo do armário ao congelador, deixando-o na geladeira desde cedo, para que se resfrie aos poucos e não sofra choque térmico!

3. Deixe os tintos no ponto certo

Além da temperatura, sabia que alguns vinhos precisam do contato com o oxigênio para liberarem seus aromas? Nesse caso, abre-se a garrafa até mesmo antes da chegada dos convidados para deixá-lo “respirar”.

  • Essa medida vale, principalmente, para os vinhos tintos e envelhecidos, como Syrah, Bordeaux ou Merlot, mas também para aqueles que ficaram guardados na garrafa por muito tempo, assim como os vinhos e espumantes de safra vintage.
  • Use um decanter ou abra a garrafa cerca de 30 minutos antes do horário para deixar esses vinhos no ponto!
  •    
  • Clique nas imagens acima e confira detalhes do produto!

4. Prepare a mesa e a sala de jantar

Uma regra importantíssima da etiqueta do vinho é colocar a taça de vinho à direita do prato na mesa e, à sua esquerda, uma taça ou copo de água. Assim, os convidados podem limpar o paladar entre as garfadas para apreciar o vinho ao máximo.

Outro detalhe que deve ser mencionado é o balde de gelo, indispensável para manter a temperatura de espumantes e vinhos brancos.

5. Tenha cuidado ao sacar a rolha

Vários erros dos enófilos iniciantes podem acontecer já no momento de abrir a garrafa, acredita? Quebrar a rolha e perfurá-la, por exemplo, está entre as piores gafes!

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Para que isso não aconteça, introduza o saca-rolhas apenas até a penúltima voltinha da espiral e puxe-a com calma. Guardar suas garrafas deitadas para que a cortiça não resseque e conferir o estado da rolha antes de abrir o vinho também são boas medidas preventivas.

Mesmo assim, caso ocorra de pedacinhos de rolha caírem na bebida, não há razão para perder o gingado: é só usar um coador para retirá-los antes de servir a bebida e pronto!

Dica: Saca-rolhas: conheça os melhores abridores de vinho

6. Conheça o passo a passo da garrafa para a taça

Esse é um dos momentos mais tensos para quem está na função de sommelier, e a principal preocupação é com as gotinhas, sobretudo de vinho tinto, que podem acabar em vários lugares que não a taça, da toalha de mesa à roupa dos convidados.

Por sorte, basta seguir estas instruções simples para evitar tragédias de todo tipo:

  • coloque um salva-gotas na garrafa. Se não tiver um, envolva um guardanapo ou pano de prato limpo na curva entre o gargalo e o corpo da garrafa;
  • segure a garrafa pela base;
  • sirva o vinho devagar, diminuindo o fluxo aos poucos;
  • gire a garrafa de leve no finalzinho, para terminar, e erga-a na vertical para que qualquer gotinha remanescente escorra da boca para o salva gotas.

7. Acerte na quantidade

Não é só a quantidade de vinho por pessoa que deve ser calculada. Saber o quanto servir em cada taça também é importante para manter a temperatura do vinho sempre perfeita, assim como seguir as boas maneiras. Conheça as regras de ouro para essa questão:

Dica: Entenda como calcular a quantidade de bebida por pessoa

8. Sirva os convidados em ordem

O mais relevante aqui é saber por onde começar. Use seu instinto para saber se quem deve ser servido primeiro é o convidado mais velho, o mais importante ou aquele que você quer deixar mais à vontade. Na dúvida, pergunte-se para quem iria o primeiro pedaço de bolo, se fosse um aniversário.

Depois de decidir quem será honrado com a primeira taça, a etiqueta diz que o certo é continuar pela mesa em sentido horário, mas a regra pode ser flexibilizada de acordo com a situação e com uma pitadinha de bom senso.

9. Continue servindo durante o evento

Com todo mundo muitíssimo bem servido e aproveitando a ocasião, você já pode relaxar, mas não muito! Afinal, principalmente quando há convidados que não têm intimidade suficiente para abrir sua geladeira, é você quem deverá se preocupar em mantê-los felizes e com as taças sempre abastecidas, certo?

De tempos em tempos, preferencialmente antes de servir mais bebida para si mesmo, confira em que nível está a taça das outras pessoas, sempre perguntando se elas aceitam mais antes de servi-las de novo até o nível recomendado, e troque ou lave suas taças quando mudar de vinho.

Com esses passinhos simples bem ensaiados, não tem por que você ficar com medo de fazer feio na hora de seguir a etiqueta do vinho!

Pronto para a sua estreia como sommelier iniciante? Então, aproveite para ler também nosso post Entenda o que é a análise sensorial do vinho e como ela é feita e leve sua performance como anfitrião ao próximo nível!

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Imagem da Ilha

Publicado em 20/12/2016

Cozinhar se tornou, definitivamente, um hobby para muitas pessoas. A diversão começa com a escolha minuciosa dos ingredientes. Depois, é só colocar a mão na massa. Para acompanhar, um vinho é sempre uma excelente opção.

Mas a bebida pode também dar aquele toque especial aos pratos.

Os chefs Andrea Hunka, da Andrea Hunka Produção e Sabor, de Olinda (PE); Fred Barroso, do Le Vin Bistrô, e Wagner Barbosa, do Levy Restaurants, ambos de São Paulo (SP) ensinam, em 10 passos, todos os truques para garantir o sucesso dessa alquimia perfeita. 

1 ) Posso comprar qualquer vinho, já que é para cozinhar mesmo?

Um vinho de boa qualidade é vital para render uma excelente preparação. Assim, aqui cai o mito de valores. Claro, não precisa comprar um vinho muito caro e ultrapremiado nos rankings.

Tais bebidas devem ser apreciadas como manda o figurino: em uma bela taça e em um momento especial. A lógica é sempre pensar em um bom custo-benefício. E se valer da regra “cozinhe com um vinho que você beberia”.

Vinhos muito baratos podem ter acidez muito alta, o que vai camuflar os sabores mais sutis de uma receita. 

2 ) Mas estou no supermercado e não tenho como provar o vinho.

Tente ver se as informações sobre as características estão no rótulo.

Normalmente, as etiquetas explicam em poucas palavras e, por sorte, de um jeito que não é preciso ser um especialista para entender qual é a personalidade do vinho, tais como frutado, amadeirado; se carrega notas de especiarias; se é jovem – um vinho mais fresco e/ou leve –, se é envelhecido – quando a bebida é mais encorpada (já que passou por repouso em tones de carvalho, por exemplo). 

3 ) Mesmo assim, ainda tenho dúvidas. E agora?

Há um consenso bem fácil que dita “carne branca é com vinho branco”; “carne vermelha é com vinho tinto”. Para os iniciantes, essa realmente é a melhor fórmula. Mas isso não quer dizer que seja uma verdade absoluta.

Dá sim para fazer o inverso, mas já é preciso um pouquinho mais de parcimônia e cuidado: pode dar muito certo, porém é melhor fazer testes primeiro, já que a cozinha, mais do que fórmulas prontas, é sensibilidade. Se for para apostar às avessas, carnes vermelhas assadas vão bem com um branquinho.

Por exemplo, uma maminha cozida em molho de tomates frescos. Por outro lado, o coq au vin, ícone da cozinha francesa, é um prato de frango com vinho tinto. 

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4 ) Decidi meu vinho. E agora, como levá-lo para a panela?

Há três modos de se cozinhar com tal bebida. E pode começar mesmo antes de o preparo ir para o fogo. Na fase de pré-preparo, há a marinada: técnica em que se deixa o alimento, normalmente carnes, imerso em meio ácido. Ou seja, nada mais é do que deixar temperando.

O que muda é que é preciso seguir uma fórmula que começa com a obrigatoriedade de ter um item ácido – pode ser vinagre, limão ou ele, o vinho. Ainda é preciso ter os componentes aromáticos, como ervas, temperos e especiarias. Com ela, o objetivo é amaciar a carne e agregar sabor.

 Confira três passos para entrar no mundo dos vinhos

5 ) O vinho vai para a panela?

Sim. Essa é a segunda opção: ele é um item culinário e vai muito bem na panela em diversos tipos de pratos. Porém com atenção ao tempo de cozimento, já que é preciso deixar evaporar o álcool, o que pede um pouco de tempo e paciência. Caso contrário, ele não vai cumprir a sua função de realçar a comida. 

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  • 6 ) E para acompanhar uma carne?

Nesse caso, entra a terceira opção: investir em molhos e reduções – que nada mais é do que cozinhar lentamente um molho para concentrá-lo, torná-lo mais encorpado.

Dessa maneira, é companhia perfeita para carnes mais gordas, como a costela. Anote: uma aposta certeira é prepará-la com o vinho do Porto, que é mais licoroso.

Já para proteínas mais magras, como filé mignon e patinho, um bom truque é diluir a redução com uma outra base, que pode ser um caldo de carne. 

7 ) E flambar?

O vinho não é a melhor opção para efetuar esse processo. Tudo porque ele pede uma bebida com teor alcoólico elevado para a queima acontecer. Por isso, as mais indicadas são conhaque, cachaça e uísque. 

8 ) Mas sempre fiz uma receita que flambo com vinho!

Como dito em tantos outros pontos aqui, cozinha é mais sensibilidade e menos leis universais. Porém nunca é demais seguir alguns conselhos dos especialistas, sobretudo por se tratar de álcool.

Seja qual for a bebida escolhida, as panelas mais indicadas para flambar são as rasas, sendo que, para extrair melhor a função da técnica, assim que colocar o líquido, incline levemente o utensílio em direção à chama. Por isso, cuidado para não se queimar.

Também não se apavore com o fogo e deixe o processo acontecer: a chama apagará quando todo o álcool tiver evaporado. 

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9 ) Quanto vinho devo usar em uma receita?

Use com cautela. Ele é um ótimo aliado para trazer sabor e perfume, mas, se não tiver moderação na dose, pode destruir a receita. Tente analisar e fique entre um shot e uma taça.

Salvo quando a receita em si pede quantidades maiores, caso do boeuf bourguignon, clássico da cozinha francesa, que tem tal bebida como um dos ingredientes principais e uma receita base que leva 1 garrafa.

E, mais uma vez, o reforço: dê o tempo dele, tenha parcimônia e deixe-o agir na receita. 

10 ) Dá certo usá-lo em qualquer panela?

Nunca cozinhe com vinho em panela de alumínio, de cobre ou de ferro. Tais materiais podem reagir com o ácido do vinho e trazer mais acidez ao preparo. Prefira as de inox. E lembre-se de que, depois de aberto, o vinho dura somente duas semanas. Sempre na geladeira e devidamente tampado com a rolha. 

Para acompanhar as notícias do mundo do vinho, clique aqui e conheça nosso colunista Eduardo Araújo

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