Como bater com curva no futebol: 11 passos (com imagens)

GERALDÃO

Atleta foi revelado na Toca da Raposa I no início da década de 80 e se consolidou com o potente chute de longa distância. Na Europa, ele fez sucesso com a camisa do Porto

Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens) 1986 – Ao lado do colega Ernani, zagueiro Geraldão demonstra descontração na Toca I As principais características de um bom zagueiro são precisão no desarme, eficiência na marcação e qualidade em jogadas aéreas. Poucos da posição possuem habilidades ofensivas, como em finalizações, chutes de longa distância e em lances que exigem técnica apurada para cabecear a gol. O ex-jogador Geraldão, que teve passagem marcante pelo Cruzeiro na década de 80, é um destes exemplos. Suas potentes cobranças de falta o tornaram conhecido não somente no futebol brasileiro, mas também em clubes da Europa.

  • Imagens de Geraldão, ex-zagueiro do Cruzeiro

Em conversa com a reportagem do Superesportes, Geraldão relembrou os seus primeiros passos como jogador de futebol. Ele conta que chegou ao Cruzeiro ainda na adolescência e em pouco tempo foi promovido ao profissional.“Cheguei ao clube com 13 para 14 anos. Com 16 já treinava entre os profissionais. Na base eu joguei com o Douglas, Ivan Formiga, Eugênio, Gomes, Eduardo Lobinho, etc. Era uma equipe fantástica. Quando subi para o time principal, estive ao lado de Nelinho, Zezinho Figueroa, Luís Antônio, Eduardo, Joãozinho, Tião (irmão do próprio jogador), entre outros. Foi uma ótima experiência”, disse.

Campeão pelo Cruzeiro e golaço “estilo Nelinho”

Após a breve passagem pelo profissional, Geraldão foi emprestado para o Al-Arabi, do Catar, em 1981. Na época, o clube do oriente médio era treinado por Procópio Cardoso, que solicitou o empréstimo do jogador junto à diretoria do Cruziero. O ex-defensor ficou no mundo árabe até 1983, retornando a Minas Gerais no ano seguinte. Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens) Geraldão treina chute na Toca I O bom momento de Geraldão no Cruzeiro começou a partir de 1984. Foi nesse ano que ele começou a aparecer no time titular, formando dupla, em diversas oportunidades, com Aílton e também Eugênio. O time celeste conseguiu quebrar uma sequência de seis títulos estaduais seguidos do Atlético, fato que até hoje orgulha o ex-zagueiro.“Tínhamos uma certa raiva do Atlético. Não dos jogadores, mas sim do momento deles. Naquele ano queríamos ganhar de qualquer jeito. O título serviu para lavar a alma e derrubar a sequência deles. Foi importantíssimo”, recordou.Na decisão do segundo turno do Campeonato Mineiro (os celestes venceram o primeiro), o Cruzeiro venceu o Atlético por 4 a 0 no jogo de ida e perdeu por 1 a 0 no jogo da volta. Por conta de interpretação errônea do regulamento, houve uma tentativa de “virada de mesa” por parte da diretoria alvinegra, mas sem sucesso. O título, porém, só foi proclamado a favor do time celeste no dia 26 de setembro de 1990.No dia 24 de setembro de 1986, Geraldão fez um gol parecido com o que Nelinho marcou contra a Itália, na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo de 1978. O lance, no entanto, aconteceu em cobrança de falta, contra o Piauí, pelo Campeonato Brasileiro. Após o chute, a bola fez uma curva impressionante e entrou no ângulo direito, vencendo o goleiro Batista. “Realmente foi um gol parecido com o do Nelinho. Eu sempre o observava nos treinos na Toca I e procurava aprimorar ao máximo. Desde os tempos de base eu já tinha facilidade para bater na bola”, frisou o ex-jogador.

Títulos no Porto e rivais ilustres na Europa

Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens) Geraldão jogou no Porto por 4 anos Geraldão permaneceu no Cruzeiro até 1987, quando conquistou mais um Campeonato Mineiro, novamente sobre o Atlético. Nesse ano ele foi negociado com o Porto, de Portugal, por aproximadamente 1,3 milhões de dólares. O zagueiro chegou à Europa já com o status de excelente cobrador de falta e fez questão de aprimorar a qualidade. Lá ele foi campeão do Mundial Interclubes (1987), do Campeonato Português (1987/1988 e 1989/1990), da Taça de Portugal (1987/1988 e 1990/1991) e da Supertaça Portuguesa (1989/1990 e 1990/1991). Ele recorda que, durante o tempo em que defendeu as cores dos Dragões, enfrentou os melhores jogadores do mundo na época.“Posso dizer que já tive a oportunidade de enfrentar os melhores jogadores do mundo. Vou citar alguns: Maradona (ex-Napoli), Stoichkov (ex-Barcelona), Romário (ex-PSV), os irmãos Brian e Michael Laudrup (ex-Bayern de Munique e Barcelona, respectivamente), Hugo Sánchez (ex-Real Madrid), enfim. Foram tantos que até fica complicado falar qual foi o mais difícil. Mas são jogadores de muita história e que tinham bastante qualidade”, relembrou.

Frustração por não ter jogado a Copa do Mundo de 90

Uma das maiores frustrações da carreira de Geraldão foi o fato de ele não ter sido convocado para a Copa do Mundo de 1990. Isso porque, no ano anterior, o técnico da Seleção Brasileira era Carlos Alberto Silva e o zagueiro começava a ganhar espaço com a camisa amarelinha. Porém, com a troca no comando por Sebastião Lazaroni, o ex-cruzeirense acabou perdendo espaço e foi preterido no selecionado. Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens) Geraldão segura flâmula do Brasil “Eu fiquei muito chateado sim. Posso dizer que foi uma grande frustração. Eu vivia um ótimo momento no Porto e era frequentemente chamado pelo Carlos Alberto Silva. Mas aí, com a chegada do Lazaroni, simplesmente parei de ser lembrado. Ele tinha os 'preferidos', os levou para o Mundial e deu no que deu”, desabafou Geraldão. O Brasil foi eliminado nas oitavas de final após perder para a Argentina por 1 a 0, com gol de Claudio Caniggia.Ao todo, Geraldão fez nove jogos pela Seleção Brasileira. Ele fez parte do elenco que disputou a Copa América e os Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (EUA) (Seleção Olímpica), ambos em 1987. Na competição nos Estados Unidos, o Brasil sagrou-se campeão e faturou a medalha de ouro.Na sequência da carreira, Geraldão ainda defendeu o Paris Saint-Germain, da França, e o América do México. Ele retornou ao Brasil em 1993 para jogar no Grêmio. No mesmo ano, se transferiu para a Portuguesa, onde encerrou a carreira aos 30 anos de idade. “Senti que já era a hora de parar. Não me via mais jogando futebol”, contou.

Vida de fazendeiro, treinador, dirigente e “intermediador”

Após o término da carreira, Geraldão foi proprietário fazendas nas cidades de Esmeraldas e Pará de Minas, mas as vendeu com o passar do tempo. Ele se dedicou mesmo foi à carreira nos bastidores do futebol, tornando-se treinador do Ipatinga em 1998 e diretor de futebol no ano seguinte. Era apenas os primeiros passos da agremiação, que após 15 anos se transformou em Betim Esporte Clube. Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens) Geraldão treinou Democrata-GV Em 2000, Geraldão retornou a Portugal para trabalhar no Marítimo. Durante quatro anos, ele exerceu a função de diretor de futebol e foi responsável por intermediar as chegadas do zagueiro Pepe, hoje no Real Madrid, e do meio-campista Alan, atualmente no Sporting de Braga. “Em Portugal existem muitos jogadores brasileiros. Quando eu trabalhei nos clubes de lá, sempre observei os atletas daqui. E muitos deram certo, como são os casos do Pepe e do Alan”, frisou.Prestes a completar 50 anos de idade, Geraldão reside em Belo Horizonte, mas diz que ainda indica jogadores para os clubes de Portugal. “Eles sempre entram em contato comigo e eu dou a resposta imediatamente. Já estão acostumados. Indico jogadores não somente para os clubes de Portugal, mas também para o Catar, já que joguei por lá durante dois anos. Tenho bom relacionamento com todos eles”, finalizou.Geraldão também trabalhou como diretor e técnico do Democrata de Governador Valadares, além de passagens por Porto 'B' e CRB de Alagoas. Hoje ele estuda, por conta própria, a parte tática do futebol e revela ter contato com o atual treinador do Real Madrid, José Mourinho. “Costumo assistir aos jogos do Barcelona e de outros times mais fortes e criar esquemas para anular suas principais jogadas. Até converso com o José Mourinho a respeito disso. É uma pessoa sensacional. Quando joguei pelo Porto, ele ainda era preparador físico. Hoje ele merece o lugar que ocupa”, finalizou.

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Geraldo Dutra Pereira

Data de Nascimento: 24 de abril de 1963

Local: Governador Valadares (MG)Posição: zagueiro / Altura: 1,92m

  • Clubes
  • Títulos
  • Seleção Brasileira (1987 a 1989) – 9 jogos e nenhum gol
  • Títulos

Fabio Grosso, o herói inesperado do tetracampeonato da Azzurra

O futebol italiano tem uma verdadeira devoção pela figura do herói improvável.

Ao longo dos anos, as conquistas e boas campanhas da Squadra Azzurra tiveram em coadjuvantes e em figuras inesperadas alguns de seus principais destaques: casos de Marco Tardelli e Paolo Rossi, decisivos em 1982, ou de Totò Schillaci, artilheiro da Copa de 1990. Nenhum deles, porém, teve em si a menor expectativa e o maior impacto que Fabio Grosso, figura essencial para o tetracampeonato de 2006.

Até poucos meses antes do Mundial o lateral não era muito conhecido e estava começando a se destacar na Serie A, com quase 30 anos – um clássico exemplo de explosão tardia do futebol do Belpaese. Até 2006, nunca havia sequer chegado perto de jogar pelos grandes clubes do país. Pelo contrário, tinha uma carreira bem modesta.

Nascido em Roma, Grosso cresceu em Pescara, principal cidade de uma região vizinha, o Abruzzo, e lá começou sua carreira. Seus primeiros passos foram dados em 1994, no semiprofissional Renato Curi, e depois no Chieti, então na quarta divisão.

Em três anos pelos neroverdi, o lateral esquerdo se notabilizou pelo forte apoio ao ataque e pela velocidade – embora medisse 1,90m –, além dos gols: no acesso à terceira divisão, Grosso marcou nove vezes e chamou a atenção de Serse Cosmi, treinador do Perugia.

Atuando inicialmente como ala no 3-5-2 dos umbros, o romano estreou na Serie A em 2001.

Grosso ficou dois anos e meio sob o comando de Cosmi no Perugia e se tornou uma figura importante de um time organizado, que teve em Zé Maria e Fabrizio Miccoli os seus maiores destaques e que ficou na metade de cima da tabela em 2001-02 e 2002-03 – nesta última temporada, também foi semifinalista da Coppa Italia.

Pelo desempenho, o camisa 11 chamou a atenção de Giovanni Trapattoni, que lhe deu as primeiras chances como lateral esquerdo da seleção, que vivia tempos de entressafra.

O romano disputou três amistosos, mas dois meses após vestir a camisa azzurra pela última vez, surpreendeu e decidiu trocar o Perugia, na Serie A e na Copa Uefa, pelo Palermo, então na Serie B.

Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens)

Em um Palermo que revelou peças para a seleção, Grosso despontou tardiamente (Getty)

Na Sicília, o lateral logo se tornou peça fundamental do time, ao lado do regista Eugenio Corini e do goleador Luca Toni. Com um elenco forte, o Palermo venceu a segunda divisão e se reforçou para a disputa da Serie A com peças úteis, como Simone Barone, e jovens promissores, como Cristian Zaccardo e Andrea Barzagli.

Em dois anos na elite, seja sob o comando de Francesco Guidolin ou de Luigi Delneri, o Palermo fez campanhas excepcionais, conquistando duas classificações para a Copa Uefa, graças a um 5º e a um 6º lugares.

Nestas temporadas, Grosso se consagrou como um dos principais laterais esquerdos italianos pela utilidade tática, qualidade no apoio e nas incontáveis assistências para gols de Toni e Andrea Caracciolo, normalmente em cruzamentos e cobranças de faltas.

A partir do final da temporada 2004-05, quando Grosso estava prestes a completar 28 anos, é que Marcello Lippi começou a convocá-lo com frequência para a Azzurra, que estava na reta final das Eliminatórias para a Copa de 2006.

O lateral esquerdo atuou em todos os cinco jogos do returno da qualificatória e em mais nove amistosos sob o comando do técnico de Viareggio até chegar ao Mundial como titular da lateral esquerda – Gianluca Zambrotta, antigo titular, passou a atuar na direita.

Grosso entrou em campo na estreia da Itália, diante de Gana, já que Zambrotta estava sem condições de jogo, mas perdeu a vaga para a partida contra os Estados Unidos.

O jogador do Palermo só ganhou a posição de vez na partida seguinte, por causa da falha do colega Zaccardo, e partir daí não saiu mais do onze inicial azzurro.

No mata-mata do Mundial, Grosso foi decisivo em três oportunidades: começou logo nas oitavas de final contra a Austrália, quando cavou pênalti no último lance e possibilitou a Francesco Totti anotar o gol que definiu o resultado. Mas o melhor estava por vir.

A Itália teria um adversário de peso nas semifinais da competição: enfrentava a embalada Alemanha, dona da casa. A partida foi extremamente complicada, como era de se esperar, e a Nazionale se defendeu como pode e levou o jogo para a prorrogação.

Tudo indicava um 0 a 0 e a disputa de pênaltis, até que, no penúltimo minuto do segundo tempo suplementar, Andrea Pirlo ajeitou um passe açucarado para Grosso: o lateral resolveu usar a canhota para bater de primeira, com curva, e jogar a bola no canto oposto do goleiro Jens Lehmann.

A comemoração foi efusiva, mas a Itália ainda faria outro gol para sacramentar a passagem à final, contra a França.

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No duelo de Berlim, Grosso foi novamente titular e entrou para a história ao converter o pênalti que deu o tetracampeonato à Itália, se tornando o herói improvável que tirou a Azzurra de uma fila de 24 anos.

Justo ele, que jogava em um time de pouca expressão nacional (mundial, então, nem se fala) e, aos 29 anos, chegava tardiamente à fase mais madura da carreira, alcançava o topo do mundo.

Logo aquele magrão romano, de quem pouco se esperava, foi três vezes fundamental na competição de seleções mais importante que existe e teve sua imagem transmitida para o mundo por uma infinidade de vezes, como sinônimo da conquista italiana.

Dias depois de conquistar o mundo, Grosso foi anunciado como novo reforço da Inter por apenas 6,5 milhões de euros.

Em Milão, na equipe declarada campeã italiana por causa dos desdobramentos do escândalo Calciopoli, o lateral esquerdo não teve a mesma continuidade e poder decisório dos tempos de Palermo e do Mundial: sofreu uma lesão e também teve a concorrência de Maxwell e Javier Zanetti, o que não lhe garantiu a titularidade absoluta. O romano ganhou a Serie A e a Supercopa Italiana, mas acabou negociado com o Lyon após apenas uma temporada com a camisa nerazzurra.

Como Bater com Curva no Futebol: 11 Passos (com Imagens)

O lateral encerrou sua carreira na Juventus, clube em que atualmente é treinador dos juvenis (Ansa)

O italiano foi titular nas duas temporadas em que atuou na França e fez 71 jogos pelos lioneses, mas nunca chegou a convencer os torcedores – tanto é que o clube investiu em Aly Cissokho, promessa do Porto.

Mesmo assim, Grosso continuou sendo convocado para a seleção italiana, agora treinada por Roberto Donadoni, e disputou a Euro 2008.

Com a volta de Lippi à Nazionale após a competição continental, o romano fez parte dos planos da seleção por mais um ano e jogou a Copa das Confederações, em 2009, mas acabou ficando de fora do Mundial da África do Sul, no ano seguinte.

Nessa época Grosso já estava na Juventus, o último clube de sua carreira.

A passagem do lateral pelo clube não foi boa e teve vários conflitos com a diretoria, em tempos majoritariamente negativos da história bianconera, que repetiu a 7ª colocação em 2009-10 e 2010-11.

O campeão mundial foi titular na primeira temporada, mas, por causa de atuações fracas, acabou sendo listado para transferência no ano seguinte.

Após não ser negociado, o lateral esquerdo foi colocado para treinar em separado, mas voltou a ter chances: contrariando alguns dirigentes, o técnico Delneri o utilizou em algumas partidas, por causa de lesões de outros jogadores do setor. No entanto, quando Antonio Conte chegou, em 2011, Grosso só jogou duas partidas e foi deixado de lado em definitivo.

A conquista da Serie A 2011-12 consta em seu currículo, mas Grosso foi o único atleta que não compareceu à festa do título no Juventus Stadium. Depois de cumprir seu contrato, o jogador ficou livre para assinar com qualquer clube, mas não acertou nenhuma transferência. Em dezembro daquele ano, quando já tinha 35 anos, anunciou que pendurava as chuteiras.

Assim que confirmou que deixava os gramados, Grosso começou a frequentar o curso de treinadores da Federação Italiana de Futebol, em Coverciano, no qual se formou em julho de 2013. Neste mesmo mês ele retornou à Juventus na qualidade de auxiliar técnico da equipe Primavera (sub-20) da Velha Senhora, comandada por Andrea Zanchetta.

Com a demissão de seu superior, o tetracampeão assumiu o cargo em março de 2014 e, até hoje, ajuda a formar jovens em uma das melhores categorias de base do país.

Em Vinovo, Grosso já levantou a tradicional Copa Viareggio e foi vice-campeão nacional, em 2016, chamando a atenção do Crotone, caçula da Serie A – ele recusou o convite e preferiu continuar seu trabalho nas canteras.

Teremos um novo técnico de sucesso chegando ao mercado?

  • Fabio Grosso
    Nascimento: 28 de novembro de 1977, em Roma, Itália
    Posição: lateral esquerdo e meio-campista
    Clubes como jogador: Renato Curi (1994-98), Chieti (1998-2001), Perugia (2001-04), Palermo (2004-06), Inter (2006-07), Lyon (2007-09) e Juventus (2009-12)
    Títulos como jogador: Copa do Mundo (2006), Serie A (2007 e 2012), Ligue 1 (2008), Supercopa Italiana (2006), Supercopa Francesa (2007), Copa da França (2008), Copa Intertoto (2003) e Serie B (2004)
    Carreira como técnico: Juventus (sub-20; 2014-16)
    Títulos como técnico: Copa Viareggio (2016)
  • Seleção italiana: 48 jogos e 4 gols

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Novas regras do futebol são oficializadas: veja as mudanças

As prometidas alterações nas regras do futebol agora são oficiais. A International Football Association Board (IFAB) divulgou nessa quarta-feira o novo texto com 12 mudanças, que passam a valer a partir de 1º de junho.

O regulamento respeitará o calendário europeu, mas no Brasil as competições estarão em andamento. Por isso, a CBF negocia com a FIFA para poder colocar em prática as novas determinações em meio aos seus campeonatos.

Entenda as mudanças:

Substituição
Com a intenção de acelerar o jogo, os jogadores que forem substituídos terão de sair de campo obrigatoriamente pela linha mais próxima, não exatamente pelo centro, a não ser que o árbitro autorize o atleta.

Cartões para a comissão
Os membros da comissão técnica poderão ser advertidos com cartão amarelo. Até então, o árbitro só tinha duas opções: advertência verbal ou expulsão.

Bola ao chão
A bola ao chão agora não terá disputa. A bola será ‘dada’ apenas ao último jogador a tocar na bola antes da paralisação. Se for dentro da área, o goleiro ficará com a bola. A ideia é amenizar o que jogadores usem a desculpa do fair play para devolver a bola ao adversário em um local longe da jogada inicial.

Tiro de meta
Os jogadores poderão tocar na bola e dar sequência a partida mesmo de dentro da área após a cobrança do tiro de meta. Não será mais necessário esperar a bola ultrapassar o espaço demarcado.

Mão na bola
O toque de mão ou braço na bola será considerado faltoso mesmo quando sem intenção ou involuntário. Isso valerá para toques que barram uma finalização ou passe e também para gols ou lances que originem uma jogada de gol. Em qualquer desses casos, o árbitro terá de marcar a infração. A ideia é tornar esse tipo de lance menos interpretativo.

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O toque de mão ou braço na bola só não deverá ser marcado nos casos já previstos, que atentam sobre braço junto ao corpo, proximidade entre o chutador e o marcador, aliado a velocidade do chute.

Cobrador de pênalti
Se um cobrado de um pênalti precisar de atendimento médico, ele poderá regressar ao campo para cobrar a penalidade. Antes, esse jogador era obrigado a aguardar o reinício do jogo.

Cara ou coroa
O vencedor da disputa escolherá a bola ou o campo. Antes dessa mudança, o vencedor só podia escolher o campo.

Vantagem no cartão amarelo e vermelho
O árbitro não precisa mais aplicar os cartões antes das cobranças das eventuais faltas. O homem do apito poderá dar vantagem a uma cobrança rápida e deixar para mostrar o cartão após a conclusão do lance.

Barreira
Nas cobranças de faltas, os jogadores do time detentor da cobrança terão de ficar pelo menos a um metro dos atletas adversários que compuserem a barreira. Isso para evitar empurrões em cima daqueles que estão ali para interceptar o chute.

Cobrança de pênaltis
O goleiro não precisará mais ter os dois pés em cima da linha de fundo até o momento da batida na bola. Bastará apenas um pé. O outro poderá ser usado para o impulso do arqueiro.

  • Recuo para o goleiro
    Após recuo de bola ou cobrança de lateral de um time para o seu goleiro e esse goleiro errar a tentativa de um chute, ele poderá, então, pegar a bola com as mãos.
  • Comemoração
    Os árbitros deverão aplicar cartão amarelo em caso de exagero na comemoração de um gol mesmo que o lance tenha sido anulado.
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Faltas de letra e curva diferente. Fifa 17 tem mudanças em "bolas paradas"

Uma das novidades trazidas pela EA Sports para Fifa 17 é um sistema reformulado para cobranças de bolas paradas. Na prática, isso significa que a desenvolvedora se esforçou para aumentar o nível de realismo em pênaltis, faltas e até mesmo nos laterais.

Dentre as principais inovações estão o modo como o jogador corre para a bola e também a forma como ele bate na pelota. Uma das novidades é o efeito maior de curva nos chutes de trivela. Nas penalidades máximas, novamente, o jogador pode controlar como o seu atleta vai para a bola e há novos elementos que influenciam a batida, como: velocidade da corrida e ângulo de batida na bola.

As mudanças trazem o simulador mais próximo da realidade e também permitem que os jogadores usem sua intuição e até certa malandragem para a surpresa dos goleiros. Para ajudar quem ainda não se adaptou completamente ao novo sistema, o UOL Esporte vai te dar algumas dicas para bater faltas na gaveta!

É falta!

Quer aproveitar aquela falta perigosa na frente da área. A primeira dica é que o game permite que você movimente o jogador de forma mais livre e se posicionar melhor para o chute. Para isso, basta usar o analógico direito do controle no PlayStation ou Xbox.

Batendo com curva: um dos recursos mais usados por batedores para superar a barreira e surpreender os goleiros é um chute com curva, por fora da barreira.

Para chutar assim com jogadores destros, pressione: use o botão de chute (bola no PlayStation ou B) e direcione o botão analógico esquerdo para a diagonal alta (↖). Se você usar um jogador canhoto, faça a mesma coisa, só direcionando para o outro lado (↗).

Aponte o direcional para o lado de fora da barreira antes do chute. O ideal nesses casos é preencher uma barra e meia de força.

Trivela: Nesse tipo de chute, o ideal é usar batedores com habilidades elevadas, como Cristiano Ronaldo, por exemplo. Nesse tipo de batida, você pode aproximar bastante o jogador da bola. Aponte o direcional apenas um pouco fora da barreira e faça o mesmo procedimento do chute com curva.

Pancada de longe: se você tem a chance de uma falta distante do gol, mas conta com batedores com chute forte, é possível surpreender o goleiro mandando a bola direto para as redes. Tome distância, mire um pouco fora da barreira e pressione L1 + Bola + direcional para a direita ou esquerda (PlayStation) ou LB + B + direcional para esqueda ou direita (Xbox).

Para esse chute sair com força suficiente, o ideal é preencher duas ou três barras de força na hora da batida.

Por cima da barreira: para quem quer mandar a bola por cima dos defensores, o procedimento é bem fácil. Basta repetir o método para chutes fortes de longe, direcionando o chute para cima, ao invés de aponta-lo para os lados. O ideal de força é carregar três barras e meia nesse tipo de situação.

Jogada ensaiada: em algumas situações, o ideal é surpreender a defesa com uma cobrança indireta. Para fazer um passe, basta usar L2 + X (PlayStation) ou LT + A (Xbox). O cobrador passa a bola rasteira para um jogador que vem de trás fazer o tiro para as redes. Também é possível fazer esse passe com a bola quicando, basta usar L2 + Quadrado (PlayStation) ou LT + X (Xbox).

Abusado: cobre faltas de letra

Ah, tem mais. Se você se considera um jogador corajoso o bastante, use Cristiano Ronaldo para bater uma falta de letra. Para executar o chute ousado com chances de sucesso, realize o chute da meia-lua da grande área e siga os passos a seguir:

  • 1 – Mire na direção da trave2 – Aperte Quadrado (PlayStation) ou X (Xbox)
  • 3 – Segure o analógico esquerdo para o lado esquerdo ou direito (dependendo do lado que você está batendo).
  • Pênaltis como um profissional

Os pênaltis seguem uma lógica parecida: você pode escolher o lado e a distância do jogador com o analógico direito (R). Segure o analógico esquerdo (L) para cima para correr para a bola, ajuste o lado da batida apontando o L para o lado direito ou esquerdo. Usando o botão Bola (PlayStation) ou B (Xbox) você pode controlar a força do chute.

Uma dica é tentar decidir o que vai fazer antes mesmo de correr para a bola. Assim, você evita o nervosismo e a pressão do jogo. Controlar a corrida com o analógico esquerdo também pode ajudar no começo. Ainda é possível mudar a direção do chute durante a corrida para enganar o goleiro e deixa-lo parado enquanto você estufa as redes.

Depois, é só correr para o abraço. Fifa 17 foi lançado em 29 de setembro e está disponível para PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360 e PC.

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