Como armazenar uísque: 10 passos (com imagens)

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Como Armazenar Uísque: 10 Passos (com Imagens)

Ultima atualização: 14 de junho de 2020

Bem-vindo ao ReviewBox Brasil! Você está dando seus primeiros passos na prática do karatê? Já conhece essa arte marcial, mas precisa adquirir um novo kimono? Então chegou ao artigo ideal! Vamos te ensinar todos os detalhes necessários para comprar o melhor kimono karatê possível!

Arte marcial que ajuda muito o corpo e a mente, o karatê já está presente no Brasil há muitos anos. O uso do kimono é obrigatório e, por isso, você precisa conhecer as regras e os detalhes necessários para fazer a compra correta. Falaremos tanto sobre regulamentos, quanto sobre conforto!

Primeiro, o mais importante

  • Os kimonos para karatê têm características muito próprias e são diferentes daqueles indicados para outras artes marciais.
  • É obrigatório que um kimono de karatê seja branco. Além disso, cada federação tem as suas próprias regras em relação a medidas, presença de marcas e afins.
  • Um kimono para karatê deve ser feito 100% em algodão, mas há variações de qualidade e tipo de tecido que podem aparecer no momento da compra.

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Com estudos e auxílio de especialistas, selecionamos alguns dos melhores modelos de kimonos disponíveis no mercado brasileiro. Assim, você já começa a ter uma ótima ideia do que comprar.

O kimono de uma marca consagrada

Se você procura por um kimono de uma marca consagrada, tendo assim segurança sobre sua qualidade e procedência, nada como optar pelo Adizero KO da Adidas. Ele é fabricado com 100% de algodão, não encolhe após a lavagem e seca rapidamente. Disponível em vários tamanhos, é aprovado pela World Karate Federation.

Um ótimo kimono de karatê para as crianças

As crianças também podem ser muito beneficiadas pela prática do karatê. A Keiko oferece esse modelo com tamanhos ideais para idades entre 2 e 6 anos, 100% em algodão e com tecido pré-encolhido, impedindo maiores deformações na lavagem. A modelagem básica é aprovada pela federação. Acompanha uma faixa.

O melhor custo-benefício

Quer pagar pouco em um kimono de excelente qualidade? O da Haganah pode ser a opção! Ele é feito 100% em algodão com costuras reforçadas nas zonas com maior desgaste, como axilas e gola. Proporciona maior liberdade de movimentos, sendo ideal para combate. Está disponível em cinco tamanhos diferentes.

Guia de compra

Chegamos ao guia de compra, setor no qual tiramos as suas principais dúvidas sobre os kimonos de karatê. Vamos falar tanto sobre a modalidade, como sobre as vestimentas.

Sente-se confortavelmente e acompanhe com atenção as próximas linhas para saber tudo sobre o esporte e o kimono!

Como Armazenar Uísque: 10 Passos (com Imagens)

A prática do karatê traz benefícios para homens, mulheres e crianças. (Fonte: innamikitas / Pixabay.com)

O karatê é uma arte marcial com séculos de tradição. Ele foi criada no Reino de Ryukyu, hoje parte do Japão, inspirado pelo Kung Fu. Sua prática não se destina apenas ao combate, tendo também apresentações puramente técnicas.

Na parte física, o karatê é capaz de te ajudar com a resistência, a capacidade cardiovascular, o desenvolvimento muscular e a perda de peso. Ao trabalhar todo o corpo, a arte marcial desenvolve características positivas na respiração, no controle corporal e no equilíbrio.

Mas também há bastante destaque do karatê na parte mental: Ele é excelente para quem precisa de mais disciplina, concentração, respeito e persistência. Como a maioria das artes marciais, é construído sobre princípios filosóficos rígidos que trazem benefícios claros para a vida.

Outra ótima vantagem do karatê é a possibilidade de uso como defesa pessoal.

Preparamos uma tabela com as principais vantagens e desvantagens da prática do karatê:

  • Faz muito bem a vários aspectos do corpo, do desenvolvimento muscular à respiração
  • É recomendada para crianças
  • Ajuda no desenvolvimento mental e de valores
  • Pode servir como defesa pessoal
  • Tem menos praticantes no Brasil em relação a outras artes marciais

Você pode estar se perguntando se existem diferenças entre os kimonos de karatê e os de outras modalidades, como judô e jiu-jitsu, e se aqueles indicados para uma modalidade também servem para as demais. Infelizmente, esses acessórios são sim bastante diferentes.

Os kimonos de karatê são mais finos e curtos que os para judô e jiu-jitsu. Isso porque se trata de uma modalidade que não possui luta de chão, ou seja, não há riscos de rasgos ou desgastes pelo constante atrito. Também não há a pegada de um praticante na roupa do outro.

Por ser uma arte marcial baseada em golpes com membros do corpo, o karatê também precisa que seus kimonos sejam mais “engomados”, destacando assim o barulho do recebimento dos chutes ou socos. Isso ajuda, inclusive, na marcação de pontos durante as competições.

Mais uma diferença é que no karatê os kimonos são obrigatoriamente brancos, enquanto outras artes marciais permitem algumas cores variadas.

Portanto, você deve buscar um kimono específico para karatê: As diferenças são bastantes claras!

O uniforme completo do karatê é chamado, na verdade, de karategi. Ele consiste em um casaco, cujo real nome é wagui, uma calça, shitabaki, e uma faixa que deve ser trocada à medida que o praticante avança suas técnicas, conhecida como obi.

A regra específica e universal sobre o que chamamos de kimono é que ele deve ser sempre branco. Isso vale até mesmo para a limpeza, uma vez que na maioria das academias e competições não será permitido se apresentar com a vestimenta suja.

As especificações sobre tamanhos de mangas, barras e golas, inscrições, possibilidades de nomes de marcas ou patrocinadores e outros detalhes variam de acordo com a federação. Uma vez que você começar a praticar o karatê, leia as regras da entidade que rege o esporte em seu estado ou cidade!

Você sabia que um dos motivos para o karatê exigir o kimono branco é a ligação da cor com a pureza?

Por ser uma arte marcial que não usa armas e até frisa isso em seu nome (mãos vazias, do japonês), o karatê emprega o branco como um simbolismo com a pureza. Deve haver apenas a força do ser humano, nada além disso!

Os kimonos para karatê são quase sempre fabricados em 100% de algodão. Porém, ainda há algumas diferenças no tipo de algodão usado que podem te levar a caminhos diversos.

O brim, por exemplo, é um tipo de sarja bastante dura que chega a se assemelhar com o jeans. Ele é mais barato e tem uma resistência apenas intermediária. Costuma ser indicado para iniciantes e para quem não treina com grande frequência.

Os karatekas mais experientes podem optar pela lona como tecido para o kimono. Também feita toda de algodão, ela é confeccionada com muito mais cuidado e, por isso, pode apresentar uma resistência maior. Você deve analisar a gramatura da peça para saber qual é sua real durabilidade.

Gramatura é a medida de massa por unidade de superfície de um tecido e muito usada, por exemplo, na lona. Quanto maior for esse número, mais você terá um kimono durável e capaz de resistir aos percalços do esporte.

Ainda há a possibilidade de encontrar kimonos que misturam algodão com outros tecidos como poliamida e poliéster, porém, eles não são realmente indicados para a prática do karatê.

Veja na tabela abaixo a comparação entre os tecidos:

Brim
Lona
Poliamida ou poliéster

Características Custo mais baixo, resistência intermediária Custo maior, resistência varia com a gramatura Boa absorção de suor, mas não recomendados para karatê
Indicações Iniciantes ou praticantes esporádicos Praticantes frequentes e competidores Apenas para treino teste ou em caso de emergência
Valores Mais baixos Mais altos Mais baixos

Para que seu kimono dure bastante tempo e esteja sempre em ótimas condições, você precisará sempre aplicar a ele uma manutenção apropriada. Isso vale tanto para limpeza, quanto para armazenamento.

Kimonos podem encolher ou sofrer danos se lavados de maneira incorreta.

Kimonos podem encolher ou sofrer sérios danos se levados de maneira incorreta. Se encontrar manchas, esfregue-as na mão, de maneira localizada. Coloque na máquina esporadicamente, apenas com sabão em pó e outras peças brancas e no ciclo mais delicado possível.

O ferro deve ser usado na temperatura indicada pela etiqueta e apenas nas regiões amassadas. O kimono precisa ser dobrado de maneira apropriada, ou armazenado de forma reta, com um cabide em um local com grande espaço.

A expectativa da durabilidade de um bom kimono com manutenção correta é de entre cinco e sete anos.

Os preços de kimonos para karatê variam de acordo com o tecido, a gramatura e a qualidade. Você encontrará modelos desde R$ 100 até R$ 500. Dependendo das suas intenções, os mais baratos já podem ser suficientes, principalmente se você for iniciante.

Lojas especializadas em artes marciais, materiais esportivos e as próprias academias de karatê são bons lugares para adquirir um kimono. Nós recomendamos que você faça sua aquisição pela internet: A Amazon brasileira tem excelentes opções, bem como Amazon internacional e Mercado Livre.

Critérios de compra: Fatores para a escolha de um kimono para karatê

Agora que você já conhece os benefícios do karatê e os pormenores de seus kimonos, é hora de escolher o modelo ideal. Selecionamos quatro critérios técnicos que podem te ajudar:

  • Tamanho
  • Design
  • Adequação aos regulamentos
  • Ergonomia

Abaixo, você conhece mais sobre cada um deles!

Tamanho

Como com a maioria das vestimentas, os tamanhos de kimonos variam de acordo com a confecção. Porém, eles são muito mais fáceis de ser identificados do que outros tipos de peças.

Você encontrará as numerações de kimonos já relacionadas com a altura dos lutadores, como “170”, indicado para pessoas de até 1,70 metro, “175”, para quem mede até 1,75 metro, e assim por diante.

A mesma lógica se aplica também para os kimonos infantis. Sempre opte pelo número imediatamente acima em relação à sua altura.

Como Armazenar Uísque: 10 Passos (com Imagens)

É fácil identificar o tamanho ideal para o seu kimono de karatê. (Fonte: stevepb / Pixabay.com)

Design

Antes de pensar em algum design específico para seu kimono, precisa conhecer as regras de sua federação local. Não adianta comprar um exemplar com desenho bonito ou logo da marca em destaque, mas não poder usá-lo!

Marcas consagradas tentam fazer kimonos confortáveis e bonitos.

Caso a federação local permita logos ou desenhos maiores, você passa a ter uma gama de opções à sua disposição. Principalmente as marcas consagradas sempre buscam personalizar os kimonos e fazer com que eles sejam não apenas confortáveis, mas também bonitos.

Você pode ser mais discreto e preferir um kimono totalmente branco, o que certamente é possível, ou optar por um modelo que reflita mais a sua personalidade. Sempre haverá possibilidades para a sua escolha!

Adequação aos regulamentos

Cada federação tem regulamentos muito próprios para os kimonos. Ao começar a praticar o karatê, você precisa ter em mente quais são as suas intenções. Apenas treinar na sua academia local? Participar de competições? Tornar-se um atleta internacional?

É a partir desse conhecimento prévio que você deve escolher seu kimono. Com ele, saberá de quais federações precisa cumprir o regulamento e como será a melhor opção para adequar o vestuário!

Ergonomia

As fabricantes de kimono também levam em consideração as variedades entre modalidades dentro do karatê e de praticantes. Há modelos que buscam ser ergonômicos em diferentes aspectos de seu uso.

Você pode optar, por exemplo, por um modelo mais largo embaixo dos braços, o que dá fluidez aos movimentos e é ideal para combates. Ou modelos reforçados nas costuras, com resistência extra, para treinamentos pesados.

Leia os detalhes específicos de cada modelo e entenda se ele é indicado para as suas necessidades!

(Fonte da imagem destacada: innamikitas/ Pixabay.com)

Johnnie Walker

Johnnie Walker

Fundação

1820 (200 anos)

Sede

Kilmarnock, Escócia,  Reino Unido

Área(s) servida(s)

bebidas alcoolicas

Website oficial

www.johnniewalker.com

Johnnie Walker Green Label
Johnnie Walker Black Label

Johnnie Walker é uma marca de whisky escocês[1] pertencente à Diageo e é produzido em Kilmarnock, condado de Ayrshire, Escócia. É a marca de whisky mais distribuída no mundo, vendida em quase todos os países, com vendas anuais de cerca de 130 milhões de garrafas.

História

Originalmente conhecido como Walker's Kilmarnock Whisky, a marca Johnny Walker é um legado deixado por John ‘Johnnie’ Walker[1] depois que ele começou a vender uísque em sua loja, localizada em Ayrshire, Escócia. A marca se tornou popular apenas após sua morte, em 1857, quando seu filho, Alexander Walker[1] e neto, Alexander Walker II estabeleceram a marca como uma das mais populares na Escócia.

Sob o comando de John Walker, a venda de uísque representava apenas 8% do faturamento da empresa,[1] sendo que, sob o comando de Alexander, este percentual passou para uma margem entre 90 e 95%.[2]

Até 1860 era considerada ilegal a venda de blended whisky.[1][3] Neste período John Walker vendeu um grande número de garrafas de seu Walker’s Kilmarnock. Em 1865 Alexander produziu seu primeiro uísque misturado, o Walker’s Old Highland.

Alexander Walker criou a tradicional garrafa quadrada, que acompanha a marca até hoje, em 1870, possibilitando o armazenamento de um maior número de garrafas em um menor espaço físico.[1] Outra característica padrão das garrafas de Johnny Walker é a marca, que é selada na garrafa em um ângulo de 24 graus.

Segundo uma pesquisa realizada em 2013 pela publicação inglesa “The Whisky Magazine”, a cidade brasileira de Recife detém o maior consumo de uísque per capita do mundo, sendo responsável por 40% do consumo mundial de Johnnie Walker Red Label.[4] Tendo em vista isso, a filial local a da Diageo passou a investir mais em marketing localizado para o Brasil.[5]

Linha de produtos

Linhas da Johnnie Walker por ano de produção e em ordem crescente de preço.

Idade

1865–1905
1906–1908
1909–1911
1912–1931
1932–1991
1992–1996
1997–2012
2013–

Jovem(blended)

Standard(blended)

12(blended)

Standard[6](blended)

Standard[7](blended)

15 anos(blended malt)

15/18 anos(blended)

18 anos(blended)

standard(blended)

Old Highland Johnnie WalkerWhite Label Red & Cola
SpecialOld Highland Johnnie WalkerRed Label
Walker’sOld Highland Extra SpecialOld Highland Johnnie WalkerBlack Label
Johnnie WalkerDouble Black Label
Johnnie WalkerSwing
Johnnie WalkerGreen Label
Johnnie WalkerGold Label”The Centenary Blend” Johnnie WalkerGold Label Reserve
Johnnie WalkerPlatinum Label
Johnnie WalkerBlue Label
  • Johnnie Walker Red Label

  • Johnnie Walker Black Label

  • Johnnie Walker Double Black

  • Johnnie Walker Swing

  • Johnnie Walker Green Label & Green Label 180 Cask

  • Johnnie Walker Platinum Label

  • Johnnie Walker Gold Label

  • Johnnie Walker Gold Label Reserve

  • Johnnie Walker XR 21

  • Johnnie Walker Blue Label

  • Blue Label King George V Edition

Referências

  1. a b c d e f Tarso Araújo. «Quem Foi? O verdadeiro Johnnie Walker». Consultado em 10 de novembro de 2013 
  2. ↑ «Cópia arquivada». Consultado em 13 de novembro de 2010. Arquivado do original em 10 de março de 2006 
  3. ↑ MacLean, Charles. Scotch Whisky: A Liquid History.

    ©2003 Charles MacLean & Cassell Illustrated. London, England. (ISBN 1-84403-078-4)

  4. ↑ Com meio litro anual por pessoa, Recife é a capital brasileira do uísque
  5. ↑ «O sotaque nordestino da Johnnie Walker». Consultado em 22 de setembro de 2016. Arquivado do original em 23 de setembro de 2016 
  6. ↑ Miller, Jared T. (10 de maio de 2013).

    «Johnnie Walker adds Double Black to whisky line». Daily News. Consultado em 27 de maio de 2013 

  7. ↑ «One Sweet Swing». Consultado em 22 de setembro de 2016. Arquivado do original em 8 de janeiro de 2014  Texto ” Travel + Leisure Golf ” ignorado (ajuda)
  • Scotch Whisky: A Liquid History by Charles MacLean. ©2003 Charles MacLean & Cassell Illustrated. ISBN 1-84403-078-4

Ligações externas

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Johnnie Walker

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  • Site Oficial (em inglês)
  • Detalhes
  • Seleção de Comerciais com a campanha “Keep Walking”

Dá para ser líder de mercado por mais de um século?

  • Edição 10 – Janeiro de 2008 | 09/01/2008 – 13:11
  • ESTUDO DE CASO: JOHNNIE WALKER
  • Um passeio fascinante pela história centenária do uísque escocês mais vendido do mundo. Pelo menos por enquanto

AS SACADAS DA FAMÍLIA WALKER

O ano era 1820. Ainda adolescente, John Walker ajudava a mãe numa pequena mercearia da família. Lá, vendiam chás.

Na época, o Império Britânico plantava mudas de chá na Índia, e bebê-lo era quase um ritual patriótico para os habitantes do Reino Unido.

“Se eu posso misturar diferentes tipos de chá, por que não posso fazer o mesmo com diferentes maltes de uísque?”, teria dito John aos amigos, num primeiro impulso de inovação. Deu certo. Em 1850, o Walker’s Old Highland, que mais tarde seria rebatizado como Johnnie Walker, já levava uma clientela fiel à mercearia da família.

Sacada 1: Inovação no rótulo e na garrafaComo a grafia Walker’s Old Highland era muito extensa, Alexander, filho de John Walker, resolveu colar o rótulo do produto na garrafa em posição diagonal. O rótulo dos concorrentes eram aplicados na horizontal. Depois, para economizar espaço nas caixas, Alexander resolveu vender seu uísque em garrafas quadradas.

Seus concorrentes eram vendidos em garrafas redondas. “Hoje, o rótulo na diagonal e a garrafa quadrada são valiosos ativos da identidade da marca do Johnnie Walker”, diz Charles Allen, diretor mundial de brand da Diageo. Esse detalhe da garrafa quadrada traz uma enorme economia na produção das milhões de caixas de Johnnie Walker que são vendidas pela Diageo no mundo.

Sacada 2: Uma curva à frente da globalização Alexander Walker apostou, também, que o crescimento de seu negócio viria mais rápido se as vendas não ficassem limitadas à Escócia.

Ele aproveitou, sabiamente, as rotas comerciais do império britânico – que, na época, era a grande potência do capitalismo industrial mundial – para apresentar o uísque escocês ao mundo.

Uma conseqüência futura disso é que, ao final da Primeira Guerra Mundial, o Johnnie Walker já era vendido em mais de 120 países. Muito antes da Coca-Cola, o uísque da família Walker era um produto global.

Sacada 3: As coresNuma também pioneira iniciativa de extensão de linha, os irmãos Walker criaram três variações de produto: o rótulo branco (White Label), com maltes de uísque envelhecidos a partir de 5 anos, o rótulo vermelho (Red Label), com maltes a partir de 9 anos, e o rótulo preto (Black Label), com maltes de, no mínimo, 12 anos.

Achavam que diferenciar os blends pela cor do rótulo era um jeito simples de apresentar diferentes tipos de “blend” aos consumidores. O White Label durou só três anos. Era um uísque mais jovem, mais barato e de qualidade inferior aos outros Johnnie Walkers. Temendo que um produto de baixa qualidade fosse nocivo à marca, eles descontinuaram o rótulo branco.

Um dos primeiros anúncios, em 1906: surgem os rótulos coloridos do Johnnie Walker

Sacada 4: O famoso “Striding Man”Finalmente, em 1909 os irmãos resolveram mudar o nome do produto. O Walker’s Old Highland passaria a chamar-se Johnnie Walker. Era uma homenagem ao avô.

Mudava o nome do produto, mas a preocupação em manter a tradição e a herança da marca estavam impressas no slogan: “Nascido em 1820, e ainda se fortalecendo” (“Born 1820, still going strong”). Nesse momento foi criado o mascote “Stridding Man”, ou “O Homem que Caminhava”.

A tradução mais precisa do verbo “stride” é caminhar com vigor, a passos largos e com determinação. Essa era a essência da imagem que o Johnnie Walker tentava transmitir. O mascote foi desenhado por Towne Brown, um popular cartunista da época.

Curiosamente, o briefing foi passado ao desenhista num almoço, e o mascote, desenhado nas costas de um cardápio do restaurante, no mesmo almoço. Pá. Pum. Nascia assim um dos primeiros e mais famosos mascotes da história do marketing.

Em 1939, a família Walker saiu do negócio. Ao longo do século 20, a marca passou por vários donos. Ao final da Segunda Guerra, o produto transformou-se em símbolo de status. Era a bebida preferida do estadista britânico Winston Churchill. As vendas saíram de 1 milhão de caixas, em 1945, para 5 milhões de caixas, em 1958. Na época, Johnnie Walker já era o uísque mais vendido do mundo.

Mas, em 1997, uma inesperada perda de market share abalaria, temporariamente, a história de sucesso do Johnnie Walker.

A vaca leiteira da Diageo, que respondia por 25% do lucro global da companhia, estava ameaçada por um mercado de bebidas alcoólicas cada dia mais competitivo.

Na década de 90, o segmento de uísque perdeu espaço para outras bebidas, como vinho, champanhe, vodka e bebidas prontas, como a Smirnoff Ice. Os jovens viam o uísque como a bebida de seus pais. O uísque envelhecia. Literalmente.

Se o ambiente externo era adverso, internamente também havia erros. Cada empresa fazia sua própria campanha de comunicação que, quando comparadas às propagandas de outras marcas de uísque, eram todas parecidas. O produto ainda era líder, mas a marca, um dos principais legados da família Walker, estava fragilizada.

“Alguns anúncios de uísque antes da campanha “Keep Walking”. Foco no produto e pouca diferenciação eram características da comunicação nessa indústria.”

Foi nesse cenário que nasceu a campanha global “Keep Walking”, uma tentativa de resgatar os valores fundamentais de diferenciação da marca Johnnie Walker. Deu certo.

Se em 1999 foram vendidas 9 milhões de caixas de Johnnie Walker no mundo, em 2007 esse número vai ultrapassar 15 milhões de caixas – 180 milhões de garrafas.

Um crescimento respeitável, para um produto cujas vendas estavam estagnadas.

Curiosamente, foi dessa campanha de marketing que o “Stridding Man” começou a caminhar para o lado esquerdo (na direção da escrita). Antes, ele andava para o lado direito (sentido contrário ao que escrevemos), o que, para os marqueteiros da Diageo, era um contra-senso à proposta de progresso e conquistas de “Keep Walking”.

Detalhe de marketing. Na frente, o antigo stridding man caminhando no sentido contrário ao da escrita. Atrás, o novo, que agora anda para frente, no mesmo sentido em que escrevemos

Recentemente, a campanha Keep Walking virou até um estudo de caso de inovação de marketing na Escola de Administração do INSEAD, na França. Para Amitava Chattopadhyay, Ph.D. e Professor de Inovação e Criatividade no Marketing do INSEAD, a campanha “…

foi um exemplo de mudança de estratégia de comunicação – de foco no produto para foco na marca. Foi, também, uma mudança de abordagem local para abordagem global centralizada. Essas duas inovações-chave permitiram à Johnnie Walker identificar novas oportunidades de variações de produto”.

O professor explica: “Johnnie Walker é status, e status significa diferentes coisas em diferentes períodos da vida de um homem. Isso leva a diferentes tipos de Johnnie Walker, um para cada fase da vida”. Hoje, a empresa parece explorar muito bem esse prestígio em suas extensões premiuns.

Uma garrafa de Blue Label, o uísque top de linha da marca, custa, em média, R$ 600,00.

Para os próximos três anos, a Diageo traçou uma meta mundial audaciosa. Quer quadruplicar suas vendas. Os planos ambiciosos de expansão chegam em um momento em que a empresa já está crescendo (e muito, quando comparada às concorrentes).

No ano passado, as vendas mundiais cresceram 9,5%, praticamente cinco vezes mais do que as outras marcas. Para especialistas do setor, crescer rapidamente, como deseja a gigante de destilados, exige a entrada na China, Rússia e Índia, e investimentos maciços em marketing.

No ano passado, já houve um aumento de 20% nas despesas publicitárias, totalizando mais de US$ 12,6 milhões.

No mercado de uísques, a principal estratégia da empresa é a de promover seu consumo misturado com outras bebidas. Isso não deu certo com o drinque pronto chamado Johnnie Walker One, uma mistura semelhante a uísque com refrigerante. O produto foi testado no Brasil em 2002, não agradou e foi rapidamente descontinuado.

“Inovação é assim.

O importante é aprender com o que não deu certo, e usar esse aprendizado como insumo para a próxima vez”, diz Eduardo Bendzius, ao explicar que, entre os fatores que explicam o insucesso do Johnnie Walker One, foi que o mercado de “ready do drink” – pronto para beber – ainda não estava maduro para a categoria uísque no Brasil.

Até pela razão acima, a estratégia de trabalhar “misturas” de uísque continua. A aposta, agora, é o conceito do “drink as you wish”, ou beba como quiser, onde as pessoas criam seus próprios drinques à base de uísque.

“As pessoas têm de ter liberdade para beber como preferirem”, diz Eduardo Bendzius. No Nordeste da água-de-coco, essa idéia já deu certo.

O desafio da empresa, agora, é seduzir os consumidores das baladas das grandes capitais do mundo a fazer o mesmo.

Mas o maior desafio de Johhnie Walker, e de toda a indústria de bebidas no mundo, é a responsabilidade no consumo. O bem-sucedido posicionamento de marketing associa Johnnie Walker ao êxito na superação de desafios.

E aí, é inegável que essa associação pode levar jovens a acidentes de carro ou até mesmo ao caminho do vício. Esse é o grande calcanhar-de-aquiles da indústria de bebidas no mundo, hoje em dia.

Tudo leva a crer que, num futuro próximo, essa indústria sofrerá as mesmas restrições de comunicação e marketing que hoje sofre a indústria do tabaco. É só uma questão de tempo.

Quando questionada sobre o tema acima, a Diageo diz que direciona 20% de sua verba de marketing para ações de conscientização, como, por exemplo, o movimento Piloto da Vez, uma tentativa de conscientizar os jovens a sair para a balada com um motorista que não beba. Mais detalhes no www.pilotodavez.com.br)

A história nos mostra que Johnnie Walker transformou-se em líder mundial graças à ousadia, ao empreendedorismo e à inovação dos Walkers. No século 19, eles provaram ser possível transformar uma bebida local e artesanal num negócio global. Hoje a realidade é outra.

Para continuar crescendo, o dilema da Diageo é o de rejuvenescer o consumo de uísque e, ao mesmo tempo, ajudar os jovens a beber com responsabilidade. Será que dá para fazer essas duas coisas ao mesmo tempo? Isso só o tempo vai dizer. Mas é certo que o novo mundo de negócios do século 21 é feito de dicotomias como essa.

Para vencer, hoje, só vender, como fez a família Walker e, depois, a campanha Keep Walking, não é mais suficiente. Agora, é preciso vender com responsabilidade.

FAQ

1) O que é whisky?
Resp.: Whisky é feito de 3 ingredientes básicos: cereais, água e fermento. Como regra geral, whisky é o destilado de grãos envelhecido em barris de carvalho e engarrafado com no mínimo 40% de álcool.

2) Qual a origem do nome whisky?
Resp.: O termo whisky deriva de “uisge beatha”, ou “usquebaugh”, que em Gaélico, a língua ancestral escocesa, significa “água da vida”.

3) O correto seria whisky ou whiskey?
Resp.: As duas formas estão corretas. Como costume e tradição, na Escócia, no Japão e no Canadá escreve-se “whisky”, enquanto na Irlanda e EUA a grafia é “whiskey”, com “e”.

Entretanto, há muitos whiskies americanos que adotam a forma whisky, sem o “e”, como os Bourbons Maker`s Mark, Early Times, Old Forester e Jefferson’s; o Tennessee Whisky George Dieckel; os Single Malts americanos The Notch, Peregrine Rock e Wasmund’s e, finalmente, o rye whisky (whisky de centeio) Rittenhouse.

4) Como devo tomar meu whisky?
Resp.: O whisky é seu, você o comprou e tem, portanto, o direito de tomá-lo da maneira que mais lhe convier. Seja puro, com gelo ou misturado com outras bebidas, apenas o seu paladar ditará a melhor forma de apreciar o seu whisky.

5) Como devo degustar o meu whisky?
Resp.: O ato de degustar um whisky é um pouco diferente, pois você estará buscando os aromas e sabores originais da bebida.

Para tanto você deverá tomar seu whisky puro ou com um pouco de água a temperatura ambiente, que ajuda a abrir os sabores e aromas da bebida.

O copo também é importante nesse caso, devendo ter preferencialmente uma haste para evitar que se passe calor da palma da mão para a bebida, e a boca fechada para concentrar os aromas.

O mais aconselhável, portanto, seria uma taça ISO usada principalmente para degustação de vinhos ou taças Copitas usadas na degustação de vinho Jerez, ou ainda taças para degustação de vinho do Porto. Outra possibilidade são as taças desenhadas especialmente para degustação de whisky, fabricadas pela empresa britânica Glencairn.

6) Colocar um pouco de água no whisky? O whisky levou tanto tempo para perder a água e vou degustá-lo adicionando água?
Resp.: Exato.

Como frisamos anteriormente, um pouco de água a temperatura ambiente ajuda na liberação de aromas e sabores de um whisky.

E de onde vem essa história que o whisky levou tanto tempo para perder água? Quando que o whisky levou muito tempo para perder água? Durante o processo de destilação? Ou durante a maturação em barris de carvalho?
O processo de destilação leva apenas algumas horas para separar a água do álcool. Não um longo período como alguns podem pensar.

E durante a longa maturação em barris de carvalho o whisky perde mais álcool do que água. A razão é simples, e explicada pela química. Álcool é mais volátil e evapora mais rápido do que a água. Que fique claro, portanto, que a maturação em barris de carvalho serve para adicionar sabores e aromas ao whisky, e não para retirar sua água.

Os whiskies, em sua maioria, são de fato diluídos com água quando saem dos barris e antes de serem engarrados de forma a reduzir a quantidade de álcool na bebida final para algo em torno de 40% ABV.

7) Como identificar um whisky falso?
Resp.: Existem duas formas de se proteger contra os whiskies falsificados comercializados no Brasil:
i) exigir o selo de recolhimento de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na tampa de suas garrafas.

O lacre da Receita Federal confirma que a bebida foi importada corretamente já que a selagem ocorre junto ao produtor no exterior, garantindo, portanto, a procedência da bebida. E o selo não serve apenas para as bebidas importadas, mas para lacrar as nacionais também.

Do contrário, você estará comprando uma bebida clandestina e de procedência duvidosa.
ii) verificar as informações em português do importador e distribuidor brasileiro na garrafa.

Whiskies mais comuns são falsificados usando-se garrafas originais vazias e enchidas com bebidas mais baratas, mas no Brasil essa ocorrência é menor entre os whiskies mais caros.

O problema da adulteração de whiskies mais caros se dá entre nossos países vizinhos que fornecem os Single Malts e Blendeds premium piratas e adulterados ao mercado brasileiro.
Testes como sacudir a garrafa para checar as bolhas, ou tocar a garrafa com caneta para se verificar o som produzido, não têm embasamento algum para atestar a autenticidade de um whisky, ou qualquer outro destilado. Não passam, portanto, de folcore e lendas urbanas.

Saiba onde comprar sua bebida. Verifique a idoneidade do lojista/distribuidor, questione preços muito baixos e peça informações adicionais sobre a procedência do produto se desconfiar de algo. Lembre-se, é seu direito saber o que irá ingerir. Bebidas falsificadas e adulteradas causam problemas de saúde, e podem levar a morte.

8) Os whiskies escoceses são realmente os melhores?
Resp.: Sem dúvida a Escócia é o país com mais tradição na produção de whisky e com o maior número de destilarias em atividade. No entanto, gosto é muito pessoal e whiskies de outras regiões produtoras ganharam espaço recentemente em premiações internacionais, como é o caso do whisky japonês e do australiano.

9) O que é malte?
Resp.: É a cevada que passou por um processo de germinação controlada. Durante esse processo, são ativadas enzimas que facilitarão a conversão do amido da cevada em açúcares.

10) O que são whiskies Puro Malte?
Resp.: Antigamente, usava-se o termo Puro Malte para whiskies do tipo Single Malt e Blended Malt. Esse termo foi, porém, abolido pela Scotch Whisky Association (SWA), depois da polêmica com o whisky Cardhu Pure Malt em 2003.

Nesta época, a destilaria Cardhu estava ficando sem whisky Single Malt para atender à crescente demanda do mercado espanhol, onde o Cardhu ainda é muito popular, e dos Blendeds da Johnnie Walker que levam o malte da Cardhu na composição.

Para contornar esse problema, a Cardhu decidiu mesclar seu Single Malt com outros Single Malts do grupo Diageo, ao qual pertence, vendendo Cardhu Pure Malt, um whisky Blended Malt, como se fosse um whisky Single Malt.

Tal fato gerou protestos dos outros produtores, sob a alegação de que a Cardhu estava confundindo seus consumidores.

Depois do incidente, a SWA deciciu abolir definitivamente a denominação Pure Malt.

11) Qual a diferença entre whiskies Blended e Single Malt?
Resp.: Existem 5 categorias reconhecidas pela Scotch Whisky Association (SWA): Single Malt, Single Grain, Blended Grain, Blended Malt e Blended Whisky.

Os whiskies Blended são feitos pela mistura de ao menos um Single Malt whisky com ao menos um Single Grain whisky. Normalmente, os Blended whiskies são feitos com mais de 40 tipos diferentes de whiskies, na proporção de 40% de whiskies Single Malt e 60% de whiskies Single Grain.

Já os Single Malts são produzidos com 100% de cevada maltada em destiladores do tipo alambique (pot stills), em uma única destilaria.
Os whiskies Blended são os mais comercializados e cerca de 90% dos whiskies disponíveis no mercado são desse tipo.

Já os Single Malts são bastante apreciados por sua raridade e pelos seus aromas e sabores mais encorpados.

12) Whiskies envelhecem na garrafa?
Resp.: Não há estudos científicos a esse respeito. E poucos admitem que o tempo na garrafa possa ter alguma influência positiva sobre o sabor do whisky. O consenso geral e da maioria dos especialistas, entretanto, é que o whisky só envelhece em barris de carvalho, onde aprimora, portanto, seus sabores e aromas.

13) E por que carvalho?
Resp.: Pelas propriedades físicas, químicas e orgânicas desse tipo de madeira.

O carvalho é rígido e compacto possibilitando uma perfeita vedação do barril, e ao mesmo tempo flexível quando aquecido, permitindo a manipulação e confecção de barris de diversos formatos e tamanhos.

Durante o processo de envelhecimento, o carvalho ajuda a retirar compostos de enxofre não desejados do whisky, além de fornecer taninos, sabores e aromas, o que dependerá, obviamente, do tipo de carvalho usado.

Como regra geral, o carvalho americano (Quercus alba) fornecerá sabores e aromas de: avelã, baunilha, canela, caramelo, castanhas, gengibre e mel. Ao passo que o carvalho europeu (Quercus robur) contribuirá principalmente com: figo, frutas cristalizadas, frutas secas, laranja, noz-moscada, panetone e passas.

14) Por quanto tempo posso guardar uma garrafa fechada de whisky?
Resp.: Não se sabe ao certo quanto tempo dura uma garrafa fechada de whisky, e não existe validade na garrafa de whiskies, como é o caso de outras bebidas.

Garrafas do início do século passado estão sendo compradas em leilões em perfeito estado de conservação, de acordo com os especialistas. O fato é que a quantidade elevada de álcool contribui para a conservação e a longevidade do whisky.

Cuidado apenas com garrafas de porcelana, pois a porosidade desse material facilita a oxidação e evaporação do whisky nelas contido.

15) Meu whisky estraga depois de aberto?
Resp.: Devido ao seu alto teor alcoólico, whisky e outros destilados levam mais tempo para oxidarem-se do que bebidas fermentadas, como vinhos ou cervejas.

Obviamente que o whisky, depois de aberto, perderá alguns componentes mais voláteis com o passar do tempo. Mas esse efeito se dá de forma gradual. Portanto, ainda que você não precise se apressar para consumir sua garrafa aberta, o ideal é que não leve muito tempo para fazê-lo.

16) E quanto a guardar o whisky naquelas bonitas garrafas de cristal. Há problema?
Resp.: Não tem problema transferir o whisky para uma garrafa de cristal.

A menos que a garrafa de whisky não tenha sido aberta. Se estiver aberta o processo de oxidação já começou, e podemos, portanto, armazenar o whisky em uma garrafa de cristal.

Mas recomenda-se uma garrafa com boa vedação de forma a atenuar o efeito da evaporação.

17) E como armazeno as minhas garrafas?
Resp.: Whisky é muito simples de ser armazenado. Deve ser guardado na vertical para evitar o contato do líquido com a rolha, em um lugar sem muita claridade, sem exposição ao sol ou a uma temperatura muito elevada.

18) Se whisky só aprimora sabores pelo envelhecimento em barris de carvalho, posso concluir que quanto mais envelhecido melhor o whisky será?
Resp.: Não necessariamente.

Whiskies jovens envelhecidos em barris de carvalho de boa qualidade são, via de regra, melhores que whiskies mais velhos envelhecidos em barris de carvalho de baixa qualidade.

Além disso, whiskies muito envelhecidos podem ficar com sabores excessivamente amadeirados, que os tornam desbalanceados e desagradáveis.

Os whiskies de Islay, por exemplo, são geralmente melhores em suas versões mais jovens. O envelhecimento prolongado faz com que esses whiskies percam seus apreciados e peculiares sabores e aromas enfumaçados.

19) E por que os whiskies mais velhos são mais caros que os whiskies mais jovens?
Resp.: Além do custo de estocagem por longo tempo, existe também a perda da bebida nos barris pela evaporação com o passar do tempo, o que se chama na Escócia de angel’s share (a fatia dos anjos).

A cada ano de envelhecimento cerca de 2% da bebida é perdida pelo efeito da evaporação. Em um barril de whisky de 30 anos, por exemplo, restará aproximadamente 55% do volume inicial (repare que a evaporação não é linear ao longo do tempo).

Desta forma, whiskies mais velhos serão mais raros e, portanto, mais caros.

20) O que significa a idade descrita no rótulo dos whiskies?
Resp.: O tempo de maturação da bebida em barris de carvalho.

No caso de Blended whiskies escoceses, a idade no rótulo representa o whisky mais jovem da mistura.

Por exemplo, um whisky Single Malt de 3 anos misturado com um whisky Single Grain de 50 anos só poderá ser comercializado como um Blended whisky de 3 anos, caso o produtor queira atestar alguma idade específica no rótulo da garrafa.

21) E meus whiskies Ballantine’s Finest e Red Label que não têm idades especificadas nos rótulos, são realmente whiskies de 8 anos?
Resp.

: Não podemos afirmar que esses whiskies sejam de 8 anos, já que não existe nenhuma referência à idade de envelhecimento nos seus rótulos.

Dada a legislação escocesa, a única coisa que podemos afirmar é que a idade mínima de envelhecimento desses whiskies é de 3 anos.

22) E que tipos de barris são usados para envelhecer whisky?
Resp.: Depende do produtor e da região produtora. Tradicionalmente whiskies escoceses e irlandeses são envelhecidos em barris que envelheceram previamente outras bebidas, tais como: vinho do Porto, vinho Jerez e whisky Bourbon.

Já os whiskies Bourbon são envelhecidos obrigatoriamente em barris de carvalho tostados (charred) e virgens.
Alguns dos tipos de barris mais usados são:
– Quarter Cask: 50 litros. Carvalho americano.
– Barrel: 190 litros. Carvalho americano.
– Hogshead: 250 litros. Carvalho americano.
– Butts: 500 litros. Carvalho europeu.
– Puncheon: 500 litros.

Carvalho europeu ou carvalho americano.
– Port Pipe: 650 litros. Carvalho europeu.

Quanto menor o barril, mais contato da bebida com a madeira, e mais rápido, portanto, o processo de maturação.

23) Qual o melhor whisky no mercado?
Resp.: Existe uma infinidade de whiskies disponíveis no mercado. Dessa forma, o melhor whisky será aquele que mais lhe agradar. Portanto, prove diversos tipos de whiskies diferentes e escolha os mais adequados ao seu paladar.

Apenas como ilustração podemos nomear algumas destilarias tradicionais, renomadas e conceituadas pelos excelentes whiskies que produzem, como as escocesas: Dalmore, Glenfiddich, Glenmorangie, Lagavulin, Laphroaig, Macallan e Talisker; as americanas: Buffalo Trace, Jack Daniel’s, Jim Beam e Woodford Reserve; as irlandesas: Bushmills e Midleton; e a japonesa Yamazaki.

24) Whisky é uma bebida eletista? Masculina?
Nós da Single Malt Brasil queremos acima de tudo democratizar o acesso a whiskies de qualidade no Brasil. De fato, whisky é uma bebida cara em termos de produção.

E quando importado, ainda sofre incidência de altos impostos.

Apesar disso, o mercado brasileiro disponibiliza atualmente whiskies de excelente qualidade a preços acessíveis não somente para a elite como também para a nossa crescente classe média.

A alta quantidade de álcool do whisky afasta um pouco o público consumidor feminino, que prefere bebidas menos alcóolicas como o vinho. No entanto, nota-se atualmente um aumento do consumo de whisky entre as mulheres, principalmente dos whiskies de Single Malt que possuem sabores mais apurados e intrigantes, despertando a curiosidade e o paladar do público feminino.

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