Como apresentar um coelho a outro: 10 passos

Hoje vamos ajudá-los a entender por que seus dois coelhos podem ter dificuldade em se entenderem. Além disso, como tornar mais fácil o processo deles tornarem-se amigos e conviver sem brigas.

Muitas pessoas se afligem, e com razão, ao verem seus amadinhos brigarem, e brigarem, e brigarem, e brigarem… Ficamos tristes por isso e até achamos que a situação não tem solução. Aqui no Adote um Orelhudo, já recebemos muitos coelhos por causa desses problemas. Leia o post, entenda melhor o problema e aprenda a contorná-lo!

Por que meus coelhos reagem de forma tão agressiva quando encontram outro coelho?

Como Apresentar um Coelho a Outro: 10 Passos

Os coelhos não são naturalmente agressivos. Eles são animais que vivem em grupo e extremamente sociáveis. Por isso, eles costumam amar os seus amigos! No entanto, os coelhos também são pequenas criaturas muito complexas e muito sensíveis. Os laços que estabelecem com os seus parceiros e companheiros de grupo são para a toda a vida. Vamos enxergar isso por outro ângulo.

Nós como seres humanos, também amamos nossos amigos. Quando começamos uma relação de amizade, estamos prontos para morar com nossos amigos no terceiro encontro? Normalmente não. Precisamos de um tempo para estabelecer e construir uma relação de confiança.

Da mesma maneira, a relação entre os coelhos é construída em cima de confiança. Se o grupo de coelhos não pode estabelecer a confiança entre eles, eles não serão capazes de confiar no outro coelho caso ocorra em uma situação perigosa ou com risco de vida.

Os coelhos vivem em grupos para se ajudarem, e principalmente, para se defenderem e protegerem se contra predadores.

Isso faz com que confiar seja algo muito importante para eles, pois a vida de todo o grupo e da sua prole depende disso! Se um coelho dentro do grupo não é confiável, todo o grupo corre perigo.

Elas podem ser pequenas criaturinhas, mas seus relacionamentos são complexos, embasados em instinto de sobrevivência.

Junto com isso vem a hierarquia. A única maneira de ter um grupo seguro é o de assegurar que um coelho forte está liderando o grupo. Um coelho fraco como líder do grupo é perigoso para todos eles.

E é isso que faz com que o processo de ligação e criação de laços de amizade seja tão doloroso para eles (e para nós).

Assistimos nossos coelhos brigarem para ver quem estará no topo da hierarquia do grupo.

Portanto, lembre-se que eles normalmente criam laços de amizade, mas tem que respeitar os instintos deles. A briga pela liderança do grupo sempre foi fundamental para a sobrevivência deles. Tenha isso em mente para ajuda-los a serem amigos.

Com isto em mente, saiba que o seu principal trabalho é controlar essas situações de briga, para que nenhum deles saia ferido. Você também pode usar certas ideias e técnicas para ajudar a guiá-los na direção certa. Uma dessas técnicas para ajudar dois coelhos que são naturalmente agressivos é usar situações de stress em favor disso.

Situações de stress potencializam os instintos naturais dos coelhos, os põem em estado de alerta e acaba por encorajá-los a confiar um no outro, visando superar o obstáculo, medo ou perigo.

Isso pode agilizar a construção de uma relação de confiança e amizade entre os dois briguentos.

Existem muitas outras técnicas e ações, sempre observe como seus coelhos reagem a elas para que você faça a escolha correta.

Algumas ideias para simular situações de risco (sem perigo para os dois coelhos brigões)

Como Apresentar um Coelho a Outro: 10 Passos

Que tal usar uma banheira escorregadia? Ou ainda, pisos escorregadios e que dão dificuldade para os coelhos obterem uma boa aderência. A incapacidade de ficar de pé, ainda mais em um lugar apertado, os colocará em alerta. Com isso, esse estado de alerta fara com que eles foquem menos em briga e mais em segurança.

Um cesto de roupa em cima do secador – o tremor do secador vai ajudar a colocar os dois coelhos em alerta e irá aprimorar em que o instinto de se unir. A incerteza da situação irá desencorajar luta (como um coelho assustado tem mais chances de fugir do que lutar) e incentivá-los a voltar-se para o outro coelho buscando conforto e segurança durante a situação estressante.

Passeio de carro pode ser uma situação não tão relaxante para um coelho que não é acostumado. É outra maneira segura de estimular um vínculo, buscando união e segurança.

Castrar sempre é a melhor saída

Para coelhos machos principalmente, a castração pode ser a melhor saída para eliminar as brigas. Apesar de não ser um processo garantido, eles vão sentir menos necessidade de disputar pela liderança, e vão se tolerar mais!

Cuidados com o espaço em que são apresentados

Como Apresentar um Coelho a Outro: 10 Passos

Caso sejam muito brigões, e vivam separados, uma boa maneira de fazê-los se conhecer é em um espaço neutro, que não seja frequentado por nenhum dos coelhos. Há pessoas que costumam deixá-los separados por uma grade, no começo, para que se acostumem um com o cheiro do outro, e depois vão soltando aos poucos. Coelhos sempre são vencidos pela curiosidade. Esteja sempre presente para monitorar esses encontros e evitar que saiam feridos.

Embora estas técnicas não são garantia de conquistar uma boa convivência, esperamos que ajudem a entende-los um pouco. Nada como a convivência com seus coelhos, para indicar qual é o melhor caminho. Aliás, esse é o principal ponto para que você possa conquistar harmonia em sua casa, entenda seu coelho, entenda por que ele age assim. A partir daí, tudo ficará mais fácil.

Dica bônus: Não estimule ciúmes, ou seja, não privilegie um coelho. E principalmente, broncas não funcionam com coelhos. Ao invés disso, use reforço positivo como guloseimas, para premiar suas boas atitudes.

http://www.thebunnychick.com/2014/03/10/understanding-rabbits-bonding-dominant-behaviors/

Os coelhos precisam de socialização para conviverem em harmonia – Adestramento – iG

Todos os animais de estimação precisam ser socializados, incluindo os coelhos. É uma etapa importante do adestramento para que o pet se acostume com as pessoas, outras espécies, seus companheiros de gaiola e com o mundo externo. O ambiente e os seres vivos são muito assustadores para um pequeno filhote, por isso a socialização não deve ser deixada de lado. 

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No caso dos coelhos
, eles são animais fofos, amorosos e fáceis de cuidar. Entretanto, quando não socializados, se tornam extremamente territoriais e ariscos com outros animais, principalmente as fêmeas. Dessa forma, se você pretende ter mais de um roedor ou até mesmo espécies diferentes, essa etapa do adestramento irá evitar disputas de poder na casa. 

Por mais que o coelho tenha essa característica territorialista e dominante, vale a pena considerar adotar outro exemplar para que ambos tenham companhia. Um parceiro irá garantir um ótimo desenvolvimento psicológico e físico do animal. Para isso, é vital que você aprenda a socializá-lo e proporcione o melhor ambiente possível. 

Faça um check-up na saúde antes de adotar outro roedor

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Antes de promover o contato com qualquer animal, certifique-se que seu coelho está com a saúde em dia. Além disso, provavelmente o médico pedirá a esterilização dele para evitar procriação descontrolada

Antes de promover o contato com qualquer animal, certifique-se que seu coelho está com a saúde em dia. Marque uma consulta com o veterinário e faça um check-up geral para garantir que ele não está com alguma doença. Seria irresponsabilidade do dono expor o futuro membro da casa a um animal doente. Melhor prevenir do que remediar. 

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Além de verificar a saúde, provavelmente o médico recomendará castrar o roedor. Esse procedimento evitará uma gravidez indesejada, o que é um verdadeiro problema quando se trata de coelhos, pois eles se reproduzem facilmente. Também irá reduzir a territorialidade e agressividade dos machos, ajudando futuramente na socialização

Se você optar por fazer a esterilização, recomenda-se esperar algumas semanas antes de adotar outro pet. É importante que os pontos cicatrizem completamente e o poder de fertilidade do macho diminua, afinal continua bem alto durante o primeiro mês. 

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Já em relação às fêmeas, a cirurgia provoca intervenção física e a perda do cio alterações psicológicas. Então, para que não aja nenhum problema, é melhor esperar pelo menos um mês. 

Escolhendo o parceiro ideal

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É recomendado pelos especialistas que se opte por um coelho de idade semelhante ao do coelho e do sexo oposto, pois conviverão melhor juntos e as chances de brigarem entre si são mínimas

É recomendado pelos especialistas que se opte por um pet de idade semelhante ao do antigo coelho e do sexo oposto. Por mais que animais do mesmo sexo consigam conviver juntos, a tendência é de que tenham muitos conflitos de poder. Isso não acontece quando tem um macho e uma fêmea, já que são biologicamente criados para ficarem juntos. 

Além disso, esses roedores são geralmente monogâmicos e se envolvem de maneira complexa com seus parceiros “amorosos”. Portanto, é provável que o primeiro contato entre eles seja de maneira sexual. Para evitar que eles procriem descontroladamente, você deve castrar ambos antes de se encontrarem. 

Mas, se mesmo assim prefere ter dois machos ou duas fêmeas, consulte um especialista em comportamento animal. Ele te dirá se essa é a melhor opção e como promover a socialização para evitar conflitos. 

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Socializando os coelhos

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É importante não juntá-los logo de cara, para impedir que o roedor mais velho sinta seu território invadido. Mas, quando os coelhos já estiverem amigos e brincando tranquilamente, compre uma gaiola maior para que convivam juntos

É importante não juntá-los logo de cara, para impedir que o coelho mais velho sinta seu território invadido. Portanto, compre outra gaiola para o novo membro e coloque-a próxima de seu companheiro. Eles devem se ver e sentir o cheiro do outro para se conhecerem. Fique observando as reações, assim saberá se um roedor enxergar o outro como inimigo. 

Em seguida, alterne brinquedos e comida de um espaço para o outro. Isso evitará que os roedores vejam os comedouros e objetos como seus. Eles precisam aprender a compartilhar para que não briguem futuramente. Além disso, lembre-se de alimentá-los bem antes de qualquer contato. De estômago cheio, as chances de competirem por comida são reduzidas. 

Por último, para que o primeiro encontro seja perfeito, você precisa escolher uma zona neutra da casa. O ideal é que o local não tenha sido visitado por nenhum deles para impedir atitudes territorialistas. Se não for possível, desinfete o ambiente com vinagre ou limão. 

Escolha um local grande o suficiente para se andem, explorem, se conheçam e até se escondam caso necessário. Porém, o lugar não deve ser tão amplo a ponto de se ignorarem. Caso contrário, a socialização não irá acontecer e o processo se prolongará desnecessariamente. Uma opção interessante é, por exemplo, utilizar o corredor da casa. Feche as portas dos cômodos para isolar o espaço. 

Para que a socialização aconteça corretamente você deve ter calma. Espere os roedores se aproximarem por conta própria. Observe como se comportam juntos e intervenha utilizando um spray de água se notar hostilidades. Também é recomendável que fique um tempo com eles, assim perceberão que não existem motivos para disputarem sua atenção. 

Realize esse encontro no ambiente neutro algumas vezes, até se acostumarem totalmente. Enquanto isso, certifique-se que sempre tenham comida e brinquedos suficientes para ambos, assim você evita que brigas desnecessárias sejam criadas. 

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É possível que o nervosismo dos primeiros encontros provoque estresse ou diarreia. Tente não se preocupar com a higiene nessa fase, pois ela é passageira e será normalizada em poucos dias. Por fim, quando os coelhos
já estiverem amigos e brincando tranquilamente, compre uma gaiola maior para que convivam juntos. 

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Prof. Passos Coelho na perspetiva Gabriel Alves

Para as pessoas da minha geração, Gabriel Alves era uma presença constante aos domingos à noite quando apresentava o – preparem-se para o escândalo – único programa de futebol da semana que – o escândalo não acaba – era efetivamente sobre futebol, embora com algumas referências a outros desportos. O que Gabriel Alves tinha de notável e raro era o facto de se assumir como um jornalista que comentava aquilo que lhe aparecia à frente e, talvez por isso, começava muitas frases com “se por um lado…” e dava sempre a outra perspetiva com “…por outro lado…”.

A polémica em torno do Prof. Catedrático Convidado Pedro Passos Coelho, que não é uma polémica sobre o Prof. Catedrático Convidado, mas sim porque é Pedro Passos Coelho, funcionou, na minha pouco humilde opinião, para puxar todo o tipo de disparate. E isto foi extraordinariamente positivo.

Uns pró, outros contra, mas muito pouco na perspetiva Gabriel Alves de que, se por um lado há razões, por outro também as há.

E a minha perceção do chorrilho de disparates é que houve muito pouco entendimento das razões contrárias e que no fim levará a conclusão mais óbvia de tudo isto: “porque não?”.

Por um lado, Pedro Passos Coelho (PPC) foi primeiro-ministro da República Portuguesa naquele que foi um dos períodos mais desafiantes de toda história do Estado, tentando gerir a coisa pública, com um Estado inteiro hostil ao programa de recuperação que toda a gente assinou, mas que ninguém quis cumprir.

A começar no Presidente da República Cavaco Silva e a acabar na senhora da repartição de finanças de Vila Real de S. António.

Programa de recuperação esse sem o qual nenhum dos personagens acima indicados receberia hoje qualquer tostão no fim do mês, mas que todos contribuíram para que não fosse cumprido nos seus pontos essenciais e que tinha implicações óbvias na sua remuneração mensal.

Face a isto, não há em todo o país ninguém, sublinho, ninguém que possa ensinar “Ciência Política”, seja lá o que isso for, melhor que PPC porque ninguém, mais uma vez, pode apresentar num currículo “ah, já agora, salvei um Estado que não merecia ser salvo”.

  O grosso da ironia está no facto de boa parte dos opositores à contratação de PPC para o ISCSP lhe deverem hoje o seu salário, porque não ouvi nenhuma crítica à contratação de quem não fosse pago pelos meus impostos. O reverso já não é verdade, ouvi de muito professor do Estado elogios a esta contratação.

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Ainda olhando deste lado, uma das críticas que se ouvia era a falta de graus académicos que justificassem a sua contratação como professor.

Esta era claramente a mais estúpida de todas as razões, porque se estamos a falar de política e de economia pública, diria que ser primeiro-ministro de um estado falido a viver da caridade alheia supera bem a elaboração de teses e papers.

Aqui, o mundo académico, particularmente o mais ligado às “humanidades”, cobriu-se do mais intenso ridículo, mesmo aquele habituado a dizer que a Autoeuropa não tem valor porque monta tudo.

O que, diga-se, foi uma obra em si mesmo! E mesmo isto, devemos ver numa perspetiva Gabriel Alves: se por um lado cobre o país de vergonha; por outro afasta os nossos filhos dessas escolas e isso, no fim do dia, já é muito positivo. Aqui, mais uma vez, também houve academia ligada às “humanidades” que não se portou de forma ridícula e temos que reconhecer isso.

Por outro lado, ser professor implica ensinar aquilo com que se concorda e aquilo com que não se concorda. Se fosse Física não nos passava pela cabeça que a pessoa que tinha desenhado um reator de fusão nuclear fria (coisa complicada…) não soubesse de mecânica newtoniana (coisa antiga…). Mas isto é outra coisa, não tem essa carga científica, apesar do nome.

O curso não é para ensinar a ser PPC. Esse já existiu e existe. O curso serve para educar pessoas no que às ações de PPC diz respeito, mas também no que diz respeito às ações de outras pessoas que se opunham.

E se podemos admitir que PPC é uma pessoa particularmente bem posicionada para o ensinar, também é verdade que lhe falta – ainda, diria eu – a estaleca de ensinar aquilo com que não concorda.

  A sua entrada como Professor Catedrático Convidado traz, naturalmente, um considerável desrespeito pelos fundamentos teóricos daquilo que vai ensinar porque se está a determinar que entra pelo topo da carreira, isto é, há muito pouco que PPC possa aprender para que seja competente para ensinar aos outros. E isto não é objetivamente verdade.

Ainda olhando deste lado, as críticas que se ouvia aos académicos que se opunham era que viviam fechados na academia, sem qualquer experiência do mundo exterior e ainda tinham a “lata” de criticar a contratação.

E esta pareceu-me a mais estúpida das razões do lado dos defensores. Um académico deve ser excelente naquilo que é a teoria daquilo que ensina. Claro que ter experiência parece-me uma mais-valia, como parecerá a qualquer pessoa. Mas está longe de ser fundamental.

Aliás, se estamos a falar de política, isso implicaria que os professores de política fossem todos políticos.

E nós, na nossa história, tivemos tanto sucesso com professores universitários como chefes de governo, que a simples sugestão de que é bom ter um professor universitário como primeiro-ministro devia dar logo direito a dez reguadas e orelhas de burro.

Aqui até posso dar a minha visão pessoal: tenho 25 anos de experiência profissional, licenciatura, mestrado, doutoramento e só se alguém fosse maluco faria de mim professor catedrático porque não tenho qualquer treino a ensinar coisas com que não concordo. Tenho ainda muito que aprender para o poder fazer. Por isso, as críticas à contratação, pelo menos as decentes, fazem algum sentido.

Agora temos as condicionantes e a envolvente externa. Por um lado, podia PPC ser contratado como professor com um ordenado digno de um ex-primeiro ministro se não fosse Professor Catedrático? Pois, se calhar não.

Por outro lado, porque carga de água um ex-primeiro ministro tem direito a um “ordenado digno” e os outros “ex-qualquer coisa” não têm? E se pagassem menos, poderia ir dar aulas para outro sítio e a escola tomou uma boa decisão de gestão? Outro fator apontado pelos defensores era a quantidade já existente de ex-governantes na mesma situação “académica”.

Que, se por um lado podemos ver como positiva a absorção de experiências; por outro lado também pode sugerir que a academia se tornou um “dumping site” de políticos afastados.

A perspetiva Gabriel Alves tem, assim, grandes vantagens. A primeira é que, pesando as coisas de um lado e de outro, valorizamos mais corretamente os ativos em jogo.

Quer o conhecimento acumulado de PPC, que é valiosíssimo, quer a importância de uma academia rigorosa.

E isto implica o reconhecimento de que as coisas com que concordamos têm que ser apresentadas como aquelas com que não concordamos a quem ainda não começou o seu caminho.

A segunda é que tiramos valor aos passivos em jogo. A maior parte do diálogo gerado publicamente com tudo isto revelou que a academia tem peças que não deveriam lá estar – pelo menos naquilo que o contribuinte paga – e que tem peças muito importantes para a sua valorização.

Finalmente, traz-nos aquilo que é a conclusão óbvia. O homem não vai passar receitas, nem assinar projetos de pontes. Porque não?

(As opiniões expressas neste artigo são pessoais e vinculam apenas e somente o seu autor)
PhD em Física, Co-Fundador da Closer, Vice-Presidente da Data Science Portuguese Association

Passos Coelho admite revisão em alta das previsões económicas

11h47 – Toca a campainha no parlamento. 

11h46 – Termina o debate quinzenal.

11h43 – Heloísa Apolónia reitera que o Governo não está a criar empregos. “Estágios não são trabalho, estão só a criar postos de exploração”, acusa a deputada d'Os Verdes.

  • 11h39 – Passos Coelho garante que o grau de perigosidade para os trabalhadores é “relativamente baixo, praticamente negligenciável”, embora a listagem completa ainda não esteja concluída.
  • Sobre os despedimentos, o primeiro-ministro diz que o novo quadro laboral está inscrito “completamente” no panorama europeu.  
  • 11h36 – Intervenção d'Os Verdes: Heloísa Apolónia questiona o primeiro-ministro sobre o processo da listagem dos edifícios públicos de amianto, uma questão já colocada pelo partido no último debate quinzenal, sobre o edifício da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG). 
  • E confronta ainda Passos Coelho com o critério da onerosidade do custo do vínculo laboral para despedimentos.
  • 11h32 – Catarina Martins defende que o primeiro critério para despedimento, a avaliação do desempenho, é “discricionário” e aplicando-se “ao Governo teriam todos que ir para a rua”.
  • Segundo a deputada bloquista, o critério do custo do trabalhador para empresa só vai conduzir a salários mais baixos.
  • 11h32 – O primeiro-ministro diz que a avaliação de desempenho é bom para as empresas e “justo” para os trabalhadores. 

11h31 – “O desastre não é deste Governo, mas de politicas de muitos anos. A bancarrota foi evitada em cima da linha, mas essa era situação de partida”, declara Passos.

11h29 – Catarina Martins insiste que os números são recessivos.

11h24 – Passos Coelho admite que houve uma “ilusão de crescimento e riqueza”, mas que “desapareceu mal apareceu a fatura para pagar com crédito para investimento e consumo.”

“Ainda temos taxas de juro elevadas, mas quase as mesmas do período pré-crise”, sublinha o primeiro-ministro.

  E acrescenta: “Ainda vamos ter um caminho difícil à nossa frente, mas vamos fazer com outro espírito”.

“Apesar do caminho estreito, vamos fazê-lo com outro ânimo, que a economia está a crescer, a gerar emprego e consumo interno não está a fazer-se através de credito, mas da poupança.” 

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11h18 – Intervenção do BE: Catarina Martins diz que a evolução económica do país justifica-se com dois fatores: Tribunal Constitucional e recuperação dos subsídios.

“Cada vez que o país é travado recebe um bocadinho de oxigénio. Mas não estamos melhor, o buraco que o seu Governo está a cavar é cada vez mais fundo”, declara a deputada.

11h15 – Jerónimo de Sousa fala em “contradições” e pede ao primeiro-ministro que explique porque há despedimentos e salários em atraso. E critica os critérios para a cessação do contrato por extinção do posto de trabalho, aprovado ontem em Conselho de Ministros.   

  1. “O nosso país andou para trás, por isso não há uma solução duradoura, sem a demissão deste Governo e a convocação de eleições antecipadas”, insiste o líder comunista.
  2. 11h11 – “Estamos a inverter a situação de crise profunda”, garante Passos. 
  3. 10h10 – O primeiro-ministro admite que haverá uma revisão em alta das perspetivas económicas para 2014, para um crescimento superior aos 0,8% estimados, face um “efeito positivo de arrastamento” desde o ano passado.
  4. 11h05 – Intervenção do PCP: Jerónimo de Sousa lembra que a recessão acumulada foi de 5,8%. “
  5. “Não há possibilidadas de baixar IVA, mas há benefícios fiscais para 1% dos portugueses que continua a ganhar à farta com esta política económica e fiscal”
  6. 11h02 – O primeiro-ministro refere que a taxa de juro a 10 anos está quase ao nível do período em que PS apresentou o primeiro Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC)
  7. “Não é com a receita que o PS deu ao país, que o iremos conseguir, penso que nós estamos mais próximos de conseguir essa receita do que o PS conseguiu nos últimos anos”, afirma.

10h56 – Passos Coelho diz que Portugal foi pioneiro na União Europeia quanto à necessidade da reindustrialização. E volta a repetir que será necessária disciplina orçamental “muito além” do mandato do atual Governo. “O Estado poderá avaliar o fardo fiscal se conseguir menos peso nas políticas públicas”, acrescenta. 

10h48 – Intervenção do CDS-PP: “Não vale a pena esconder o óbvio”, diz Nuno Magalhães, em resposta às críticas do PS, alegando que “não é sazonalidade é constância”, “não é propaganda são factos” e “não é milagre económico é crescimento.”

E acusa o PS de querer repôr tudo, inclusivé a troika e a a anterior situação económica do país.

10h45 – “Quem faz demagogia são os senhores e quem ilude e engana os portugueses são os senhores. Que dizem uma coisa e fazem outra. Como foi apanhado em relação ao emprego não quer responder”, diz Seguro. 

10h44 – Passos assegura que o emprego cresceu em 2013, sublinhando que entre o segundo e o quarto trimestre a economia gerou em termos líquidos mais de 120 mil postos de trabalho. “Mas o PS não percebe, é muito difícil entender o partido socialista”, lamenta Passos.  

  • 10h43 – O primeiro-ministro garante que a expressão “milagre económico” não é sua e acusa o PS de insistir na mesma tese “ridícula.”
  • 10h41 – Seguro reitera não entender por que é que o Governo continua a enganar os portugueses, nomeadamente em relação aos números do emprego.
  • “Os empregos criados são também estágios”, acusa o líder socialista, recebendo aplausos da bancada.

10h38 – Passos Coelho diz que nunca negou a recessão, mas sublinha que foi inferior à estimada, garantindo que é preciso crescer ainda mais. “Os senhores [PS] fazem mal em resistir à realidade”, acrescenta.

10h37 – Seguro questiona o primeiro-ministro sobre o número de empregos que o Estado criou em 2013.

10h36 – “Eu não estou zangado, estou é indignado, porque o senhor ministro passa a vida a enganar os portugueses”, afirma o líder do PS.

10h33 – O primeiro-ministro refere que o país continua a ter um défice para  reduzir, precisa de disciplina orçamental e de intensificar processos de reforma na administração pública. “Julgamos ser importante que o PS, que não está intessado em demagofgia e estratégia eleitoral, para se sentar com o Governo para traçar caminhos” rumo ao crescimento. 

10h30 – “Não percebo como o senhor deputado está tão zangado, quando as coisas correm bem para o país e dificilmente os portugueses também perceberão”, responde Passos. 

10h27 – O líder socialista sublinha que a recessão foi maior do que o Governo tinha previsto. “Não percebo as razões para a festa, nem porque falam em milagre económico, quando há uma recessão de 1,4%.”

“Os senhores montaram uma máquina de propapaganda para iludir os portugueses” e “já só pensam nas eleições”, acrescenta Seguro.

  1. 10h25 –  Intervenção do PS: António José Seguro critica o facto do partido socialista não ter sido chamado para contribuir para a elaboração do mapa judiciário.
  2. “Está no seu direito, mas colocou o interesse do país atrás do interesse do partido”, acusou.
  3. 10h23 – “A verdade é que agora que o Governo tem o mapa judiciário também a única coisa que o PS diz é que voltará a repôr os tribunais encerrados por este Governo”, acusa Passos Coelho.
  4. 10h20 – O primeiro-ministro reitera que a evolução económica de Portugal está a levar ao reforço da credibilidade internacional.
  5. 10h16 – Passos Coelho diz que os mais recentes dados económicos mostram que o país poderá mudar o futuro, depois de ter perdido a autonomia nos últimos anos.

“Nós superámos todas as expectativas que foram formuladas, e isso não deve provocar nenhuma depressão piscológica, nem nenhuma euforia.

São resultados importantes pra ao futuro que queremos construir, mas também importantes para perceber o caminho e que queremos seguir para um crescimento mais robusto e para uma recuperação do emprego”, declara o primeiro-ministro, apelando a uma convergência da oposição quanto aos interesses nacionais. 

10h12 – “O PS quer que tudo fique na mesma”, acusa o líder parlamentar do PSD, sublinhando que em relação à Justiça a única proposta do líder socialista é  a criação de um tribunal para investidores estrangeiros.

“Não é ignorância, concretize esta ideia. A ignorância não é de quem está  afalar é de quem propôs a ideia e não a sabe explicar”, afirma.

  • 10h10 – A oposição e sobretudo, o PS, continuam a querer ficar fora das reformas do Governo, acusa Luís Montenegro.  
  • 10h08 – O líder parlamentar do PSD diz que o PS fala em “propaganda política”, sublinhando que podia ser, sim, “propaganda ao “esforço e tenacidade” dos portugueses e das empresas face à crise.
  • 10h04 –  Intervenção do PSD: O líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, refere que os mais recentes dados económicos são positivos, com destaque para a produção industrial, a descida do desemprego e subida dos contratos de trabalhos em termo e a tempo inteiro.
  • Sobre os dados do crescimento do PIB, hoje divulgados pelo INE, diz que é “significativo que a economia tenha crescido também no quarto trimestre, o maior aumento que se registou na União Europeia e que superou todas as previsões.” 
  • 10h02 – Está aberta a sessão.
  • 10h01 – Toca a campainha no Parlamento.
  • O PSD abre esta manhã, a partir das 10h, o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Passos Coelho, no Parlamento, sobre o tema “Recuperação económica, financeira e social de Portugal”.
  • Segue-se a intervenção do PS que escolheu como assunto a “situação económica e social”, e depois o CDS, que falará sobre as “políticas económicas e sociais”.
  • O PCP e “Os Verdes” abordarão as “matérias políticas, económicas e sociais” e, por o último, o Bloco de Esquerda tratará das “questões políticas, económicas e sociais e relações internacionais.”

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