Como analisar corretamente um texto: 13 passos

Para evitar um acidente, a coisa mais importante a se fazer é analisar os riscos envolvidos, usando as habilidades de um profissional, usando critérios normatizados e incluindo na análise possibilidades reais.

Se você já se deparou com a pergunta: Apreciação, Avaliação ou Análise de Risco? Acredito que esta explicação vai ajudar a entender a diferença.

  • Geralmente é utilizado Análise para uma Apreciação, e vice-e-versa, e se você buscar no dicionário as palavras são sinônimas, mas para efeito de Segurança em máquinas podemos utilizar as definições dada pela NBR ISO 12100 em seu glossário.
  • Análise de Risco: Combinação da especificação dos limites da máquina, identificação dos perigos e estimativa dos riscos
  • Avaliação de Risco: Julgamento com base na análise de risco, do quanto os objetivos de redução de risco foram atingidos
  • Apreciação do risco: Processo completo que compreende a análise de risco e avaliação de risco
  • A diferença é sutil, mas pode ser utilizado como referência o gráfico abaixo, dependendo do estágio que se está realizando o trabalho de adequação à NR12.

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

A NR12 exige que a máquina tenha uma análise de risco, e isto pode ser visto no item 12.39(a) e em outros é referenciado à este documento como base para realização do item. A norma técnica vigente que indica a realização do procedimento é a NBR ISO 12100:2013

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

Você pode ter imaginado que a necessidade de segurança em máquina iniciou na publicação da norma, mas isso não está correto.

Vou explicar porque, as Normas Regulamentadoras, foram publicadas para ajudar a explicar pontos da lei, que são muito genéricos, ajudando ao atendimento à lei.

No caso da NR12, ela foi elaborada para regulamentar os Art. 184, 185 e 186 da CLT, que traz no seu texto as seguintes redações (CLT, 1943):

  1. “Art. 184 – As máquinas e os equipamentos deverão ser dotados de dispositivos de partida e parada e outros que se fizerem necessários para a prevenção de acidentes do trabalho, especialmente quanto a risco de acionamento acidental;”
  2. Parágrafo único – É proibida a fabricação, a importação, a venda, a locação e o uso de máquinas e equipamentos que não atendam ao disposto neste artigo.
  3. “Art. 185 – Os reparos, limpeza e ajustes somente poderão ser executados com as máquinas paradas, salvo se o movimento for indispensável à realização ao ajuste;”

“Art.

186 – O Ministério do Trabalho estabelecerá normas adicionais sobre proteção e medidas de segurança na operação de máquinas e equipamentos, especialmente quanto à proteção das partes móveis, distância entre estas, vias de acesso às máquinas e equipamentos de grandes dimensões, emprego de ferramentas, sua adequação e medidas de proteção exigidas quando motorizadas ou elétricas”.

Fonte: Planalto Brasileiro (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452compilado.htm)

1- Determinação dos Limites da Máquina

Para a determinação dos limites da máquina deve-se levar em consideração de todas as fases do ciclo de vida da máquina (projeto, construção, transporte, montagem, instalação, operação, limpeza, setup, manutenção, desativação, desmontagem, descarte).

O limite é basicamente a utilização principal da máquina, e para efeito de concepção da máquina e análise de risco deve ser considerado a utilização normal e os maus usos razoavelmente previsíveis. Então para facilitar segue uma lista de itens que compõem a determinação do limite da máquina:

Limite de uso

  • – Diferentes modos de operação
  • – Manutenção da máquina (desgaste e mau uso)
  • – Tipo de utilização se é industrial ou residencial
  • – Identificação do operador como gênero, idade, mão de uso dominante, e se possível utilização por pessoas com habilidades reduzidas (visual, auditiva, tamanho, força e outras)
  • – Nível de treinamento, habilidade e experiência necessário para utilização e manutenção
  • – Exposição de outras pessoas aos perigos relacionadas à máquina que sejam razoavelmente previsíveis

Limite de espaço

  1. – Movimentos da máquina e cursos dos movimentos
  2. – Espaços de uso do operador e manutenção
  3. – Qual tipo de interação do operador à máquina
  4. – Conexões de energia (elétrica, hidráulica, mecânica, gravitacional e outras)

Limites de tempo

– Vida útil da máquina considerando o uso normal ou mau uso razoavelmente previsível

– Intervalos de manutenção recomentado

Outros limites

  • – tipos de materiais e matéria prima processados
  • – limpeza e manutenção diária do equipamento
  • – organização do trabalho
  • – ambiente (umidade, particulados, altitude, agentes químicos e outros)

2- Identificar os Perigo e Risco

  1. Depois de determinado os limites da máquina a identificação dos perigos e riscos existentes devem ser feitas utilizando os seguintes critérios:
  2. – Uso normal do equipamento
  3. – Mau uso razoavelmente previsível
  4. Estes perigos podem estar em qualquer etapa do ciclo de vida da máquina:
  5. (projeto, construção, transporte, montagem, instalação, operação, limpeza, setup, manutenção, desativação, desmontagem, descarte).

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

  • A lista de perigo é o Anexos B da NBR12100, e são separados por tipos, origem, consequências e referenciais para normas internacionais.
  • Na elaboração desta lista de perigos existente é importante que o profissional se atente às operações possíveis da máquina, incluindo:
  • Ajustes;
  • Testes;
  • Programação / parametrização;
  • Trocas de ferramentas/moldes;
  • Partida inicial/ colocação em marcha / Startup
  • Partidas/Pausas
  • Modo de operação manual/ automático / ciclo lento
  • Parada de emergência
  • Reinicio de operação após bloqueio de emergência
  • Processo de Lockout/Tagout
  • Limpeza e organização
  • Manutenção preventiva/corretiva
  • Manutenção diária
  • Rotinas e procedimentos do processo
  • Alimentação/Descarga da matéria prima
  • Deve ser considerado também os Comportamentos da máquina em ações não intencionais do operador ou formas de mau uso razoavelmente previstas.

2- Estimativa do risco

  1. O risco associado a uma situação perigosa depende de fatores como:
  2. – Gravidade do dano no caso de um acidente
  3. – Probabilidade de ocorrência (exposição, ocorrência do perigo e possibilidade de evitar)
  4. Um método muito comum de se utilizar para fazer esta estimativa é o HRN (Hazard Rating Number) em português seria algo como: Valor de Classificação de Risco
  5. O HRN expressa em valor numérico o risco para um determinado perigo/situação, desta forma podemos transformar a medida qualitativa em quantitativa, ou seja, um número.
  6. Para conseguir chegar no HRN de uma situação/perigo devemos calcular seguindo a fórmula?
  7. HRN=PExFExGPDxNP
  8. considerando-se:
  9. (PO) à Probabilidade de Ocorrência do Dano
  10. (FE) à Frequência de Exposição ao Perigo/Risco
  11. (GPD) à Gravidade da Possível Lesão
  12. (NP) à Número de Pessoas Expostas
  13. Vou detalhar agora cada um dos itens:

(PO) à Probabilidade de Ocorrência do Dano

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

(FE) à Frequência de Exposição ao Perigo/Risco

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

(GPD) à Gravidade da Possível Lesão

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

(NP) à Número de Pessoas Expostas

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

  • E como resultado temos da fórmula (HRN=PExFExGPDxNP), a tabela identificará o valor e resultado:

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

  1. Uma tabela como essa deverá seu o resultado deste trabalho:

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

Quanto você utilizar estes passos para realizar a Análise de Risco, você vai completar uma importante etapa para o atendimento da NR12 em uma máquina. Pois com este trabalho você terá um mapa com os pontos mais críticos que podem ser priorizados e atacados com mais assertividade.

O processo de Análise de Risco deve contar com um profissional experiente no processo e no equipamento, para que ele seja capaz de identificar riscos que normalmente não seriam apontados por alguém leigo no processo.

Aproveite para conhecer nosso conteúdo NR12SemSegredos:

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Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

Como Analisar um Texto

Analisar é o ato de pesquisar um assunto, um problema ou um tema, segmentando-o em partes que serão minuciosamente investigadas e esmiuçadas. É a avaliação pormenorizada dos elementos que compõe o todo de uma obra, descrevendo e classificando-os adequadamente.

Análise textual

A análise textual é a primeira conexão do leitor com o texto, quando é necessário um contato ao mesmo tempo rápido e atento, com ênfase em alguns aspectos:

  • colher impressões iniciais, lendo todo o texto e anotando palavras desconhecidas;
  • verificar nome do autor, tema e vocabulário empregado, além de destacar pontos que possam exigir maior atenção;
  • esquematização inicial das ideias que compõem a narrativa (o que vai facilitar muito a revisão sistemática do conteúdo);
  • ao final da leitura, ter uma visão geral sobre o texto, de modo a reconhecer o contexto.

Análise temática

Após o primeiro contato com o texto (análise textual), empreende-se a análise temática, a qual deve ser de maior profundidade e compreensão, mas ainda sem inferências sobre o conteúdo em análise. O objetivo, neste ponto, é entender qual é a ideia central contida no texto e, para isso, criar um roteiro de perguntas pode ser uma estratégia bastante eficaz para tal compreensão.

Como Analisar Corretamente um Texto: 13 Passos

  • O que é principalmente retratado no texto?
  • Como o autor se posiciona frente à essa problematização e a partir de qual ponto de vista ele o aborda?
  • Qual é o elemento central a ser discutido no texto e quais são os elementos secundários (ou auxiliares) que corroboram com essa argumentação?
  • O que mantém a estrutura global e orienta sua a finalidade do texto?

Análise interpretativa

  • Se, nas duas etapas de análise iniciais, a exigência era para que o leitor percebesse o texto em sua totalidade, descobrindo o máximo possível de detalhes sobre sua estrutura e funcionamento, na terceira etapa da análise, a exigência é alterada: pede-se que o leitor estabeleça um “diálogo” com o autor, bem como com outros textos similares.
  • Fazer a análise interpretativa é ir além das palavras lidas e do texto estabelecido: é intervir na narrativa, analisando-a criticamente e estabelecendo relações contextuais.
  • Nesse momento, ocorre o encontro entre as ideias do autor e a interpretação do leitor, que proporciona o surgimento de um novo texto, ampliando pontos de vista e conceitos.
  • Ao final, é recomendável que o leitor refaça as análises textual e temática, reescrevendo cada etapa entremeada da análise interpretativa, a qual acabou de produzir.

Diferença entre análise e interpretação

Interpretar é elucidar o sentido do que está escrito, ser capaz de vasculhar para além das palavras, nas chamadas entrelinhas do conteúdo, para capturar seu sentido. A interpretação é, dessa forma, a capacidade de entender o significado de um texto.

Dessa forma, já temos uma premissa importante: primeiro, é necessário analisar o texto e somente depois é possível iniciar sua interpretação.

Enquanto a análise organiza, separa e esquadrinha os elementos de um texto, a interpretação permite que o leitor adentre seu significado.

Leia também:  Como calcular a velocidade de digitação: 13 passos

Referências

  • MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. São Paulo: Editora Atlas, 2004.
  • MEDEIROS, João Bosco. Comunicação escrita: a moderna prática da redação. Paulo: Atlas, 1992.

Por: Wilson Teixeira Moutinho

Veja também:

  • Como Interpretar um Texto
  • Coesão Textual

10 dicas para ler e analisar um texto literário

  • Muitas obras literárias são bastante confusas e não são claras na hora de lê-las. As grandes obras escondem segundas intenções ou assuntos encobertos que descobrimos durante a leitura.
  • Levar a cabo uma análise textual, ou um comentário literário não é um assunto simples.
  • Fazer este exercício requer conhecimentos prévios e a aplicação de uma série de passos concretos no que diz respeito ao contexto, ao seu autor, a sua estrutura e a sua forma.

Ler uma obra literária é um desafio.

Mesmo para os amantes da literatura, pode ser muito complicado entender o que o autor quis dizer com determinado livro. Contudo, também pode ser uma tarefa muito agradável.

Se você tiver os truques certos durante a leitura, poderá desfrutar de grandes obras sem terminar com um ponto de interrogação em sua cabeça. Confira 10 dicas que podem ajudar você.

1. Não se sobrecarregue

Você precisa se aproximar do texto com curiosidades e expectativas racionais. O importante não é entender cada palavra. Embora seja importante conhecer o significado das palavras, a leitura vai muito além do vocabulário. Existe todo um contexto a ser entendido.

2. Procure uma edição com boa introdução

Encontrar uma edição com uma introdução explicativa pode ser muito útil para ajudar você a compreender tudo que o livro explicará a seguir.

Editoras que produzem conteúdo didático podem ser úteis nesses casos, pois fornecem explicações sobre o contexto histórico, os principais pontos da obra, a vida do autor, a estrutura do texto e muitos outros detalhes.

3. Não interrompa a leitura para procurar palavras no dicionário

Algumas palavras são fundamentais para o entendimento de uma frase ou parágrafo, essas você deve buscar assim que perceber sua necessidade. Entretanto, outras palavras podem ser entendidas com o contexto. Parar o tempo inteiro vai atrapalhar a sua linha de raciocínio.

4. Faça anotações

Tomar notas sobre as suas observações e impressões ao longo do texto pode ser muito útil, especialmente se é uma narrativa muito enredada ou se existem muitos personagens. Aponte as coisas que mais chamam a sua atenção e ao fim de cada capítulo tente resumir brevemente o que entendeu.

5. Identifique os temas

Geralmente um livro não trata de apenas um assunto em todo o seu desenvolvimento. Identifique os principais temas e subtemas que estão sendo discutidos e procure comparar com outras obras semelhantes.

6. Analise personagens e narrador

Quem é o protagonista da história? Existem padrões? O que você sabe sobre os personagens? Às vezes o autor dedica muito tempo a descrevê-los, mas, em outros casos, eles apenas aparecem e seus detalhes vão sendo construídos ao longo da história. Preocupe-se também em identificar quem é o narrador. Possivelmente ele é um dos personagens, mas também pode ser uma voz onipresente.

7. Fique atento ao modelo de narração

Perceba se a narração é linear, se ela conta os acontecimentos em ordem cronológica ou se as coisas acontecem sem aviso. Em muitos clássicos a história é circular e acaba no mesmo ponto em que começa. Observar todos esses detalhes vai ajudar você a acompanhar a leitura com mais facilidade.

8. Verifique o estilo de linguagem

Perceba se o estilo de linguagem é formal ou coloquial, se existe alguma conexão entre o argumento do texto e o estilo. Anote, por exemplo, se existe muita descrição ou uso de metáforas, se o diálogo predomina no texto, etc.

9. Considere o contexto histórico

A literatura se produz por si mesma, portanto, é importante que você considere o que acontecia na época em que o livro foi escrito. Leve em conta a situação política, econômica e social em que o livro foi escrito, assim como os movimentos culturais vigentes na época.

10. Compare o texto com obras do mesmo autor

Dessa maneira você conseguirá observar se ocorreu alguma evolução do autor. Além disso, também é uma boa ideia comparar o texto com outras produções da mesma época, para identificar se ela se enquadra em alguma geração ou movimento literário.

Esta análise literária ensinará você a valorizar as obras lidas. Você vai desfrutar não só da linha argumental, do conteúdo, mas também do seu poder cognitivo, linguístico, metafórico e da sua originalidade com relação à tradição.

4 técnicas para virar um especialista em interpretação de texto | Dicas de estudo

Quantas vezes você já leu um texto e não entendeu nada do que estava escrito ali? Leu, releu e, mesmo assim, ainda ficou com um nó na cabeça? Eu mesma já fiquei assim muitas vezes! Pensando nisso, listamos 4 técnicas para fazer de você um mestre na interpretação! Depois disso, vai ficar fácil entender até os mais complexos manuais de instrução (ok, talvez nem tanto, mas você vai arrebentar no vestibular!).

Antes de tudo, vamos explicar como se dá o processo de interpretação. A Hermenêutica, a área da filosofia que estuda isso, diz que é preciso seguir três etapas para se obter uma leitura ou uma abordagem eficaz de um texto:
a) Pré-compreensão: toda leitura supõe que o leitor entre no texto já com conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica. Isso significa dizer, por exemplo, que se você pegar um texto do 3º ano do curso de Direito estando ainda no 1º ano, vai encontrar dificuldades para entender o assunto, porque você não tem conhecimentos prévios que possam embasar a leitura.
b) Compreensão: já com a pré-compreensão ao entrar no texto, o leitor vai se deparar com informações novas ou reconhecer as que já sabia. Por meio da pré-compreensão o leitor “prende”  a informação nova com a dele e “agarra” (compreende) a intencionalidade do texto. É costume dizer: “Eu entendi, mas não compreendi”. Isso significa dizer que quem leu entendeu o significado das palavras, a explicação, mas não as justificativas ou o alcance social do texto.
c) Interpretação: agora sim. A interpretação é a resposta que você dará ao texto, depois de compreendê-lo (sim, é preciso “conversar” com o texto para haver a interpretação de fato). É formada então o que se chama “fusão de horizontes”: o do texto e o do leitor. A interpretação supõe um novo texto. Significa abertura, o crescimento e a ampliação para novos sentidos.

Sabendo disso, aqui vão 4 dicas para fazer com que você consiga atingir essas três etapas! Confira abaixo:

1) Leia com um dicionário por perto

Não existe mágica para atingir a primeira etapa, a da pré-compreensão. O único jeito é ter um bom nível de leituras. Além de ler bastante, você pode potencializar essa leitura se estiver com um dicionário por perto.

Viu uma palavra esquisita, que você não conhece? Pegue um caderninho (vale a pena separar um só pra isso) e anote-a. Em seguida, vá ao dicionário e marque o significado ao lado da palavra.

Com o tempo o seu vocabulário irá crescer e não vai ser mais preciso ficar recorrendo ao dicionário toda hora.

2) Faça paráfrases

Para chegar ao nível da compreensão, é recomendável fazer paráfrases, que é uma explicação ou uma nova apresentação do texto,  seguindo as ideias do autor, mas sem copiar fielmente as palavras dele.

Existem diversos tipos de paráfrase, só que as mais interessantes para quem está estudando para o vestibular são três: a paráfrase-resumo, a paráfrase-resenha e paráfrase-esquema.

– Paráfrase-resumo: comece sublinhando as ideias principais, selecione as palavras-chave que identificar no texto e parta para o resumo. Atente-se ao fato de que resumir não é copiar partes, mas sim fazer uma indicação, com suas próprias palavras, das ideias básicas do que estava escrito.

– Paráfrase-resenha: esse outro tipo, além dos passos do resumo, também inclui a sua participação com um comentário sobre o texto. Você deve pensar sobre as qualidades e defeitos da produção, justificando o porquê.

– Paráfrase-esquema: depois de encontrar as ideias ou palavras básicas de um texto, esse tipo de paráfrase apresenta o esqueleto do texto em tópicos ou em pequenas frases. Você pode usar setinhas, canetas coloridas para diferenciar as palavras do seu esquema… Vai do seu gosto!

3) Leia no papel

Um estudo feito em 2014 descobriu que leitores de pequenas histórias de mistério em um Kindle, um tipo de leitor digital, foram significantemente piores na hora de elencar a ordem dos eventos do que aqueles que leram a mesma história em papel.

Os pesquisadores justificam que a falta de possibilidade de virar as páginas pra frente e pra trás ou controlar o texto fisicamente (fazendo notas e dobrando as páginas) limita a experiência sensorial e reduz a memória de longo prazo do texto e, portanto, a sua capacidade de interpretar o que aprendemos. Ou seja, sempre que possível, estude por livros de papel ou imprima as explicações (claro, fazendo um uso sábio do papel, sem desperdícios!). Vale fazer notas em cadernos, pois já foi provado também que quem faz anotações à mão consegue lembrar melhor do que estuda.

4) Reserve um tempo do seu dia para ler devagar

Uma das maiores dificuldades de quem precisa ler muito é a falta de concentração. Quem tem dificuldades para interpretar textos e fica lendo e relendo sem entender nada pode estar sofrendo de um mal que vem crescendo na população da era digital.

Antes da internet, o nosso cérebro lia de forma linear, aproveitando a vantagem de detalhes sensoriais (a própria distribuição do desenho da página) para lembrar de informações chave de um livro.

 Conforme nós aumentamos a nossa frequência de leitura em telas, os nossos hábitos de leitura se adaptaram aos textos resumidos e superficiais (afinal, muitas vezes você tem links em que poderá “ler mais” – a internet é isso) e essa leitura rasa fez com que a gente tivesse muito mais dificuldade de entender textos longos.

Os especialistas explicam que essa capacidade de ler longas sentenças (principalmente as sem links e distrações) é uma capacidade que você perde se você não a usar.

Os defensores do “slow-reading” (em tradução literal, da leitura lenta) dizem que o recomendável é que você reserve de 30 a 45 minutos do seu dia longe de distrações tecnológicas para ler. Fazendo isso, o seu cérebro poderá recuperar a capacidade de fazer a leitura linear.

Leia também:  Como calçar sapatos em um bebê de um ano: 13 passos

Os benefícios da leitura lenta vão bem além. Ajuda a reduzir o estresse e a melhorar a sua concentração!

Depois de treinar bastante e ler muito, você estará pronto para interpretar os mais diversos tipos de texto! Mãos à obra! ????

  • Consultoria:
  • Livro
  • Redação de textos dissertativos – Concursos, vestibulares e Enem
  • Luiz Ricardo Leitão (Org.), Manoel de Carvalho Almeida, Manuel Ferreira da Costa
  • Editora Ferreira

Como escrever bem: 39 dicas que você não pode ignorar!

A escrita é, sem dúvida, um dos recursos comunicativos mais preciosos que o ser humano tem à disposição. Basta pensar na relevância que as cartas, tratados, obras literárias, artigos na internet e outros documentos tiveram para a nossa história, que notamos a importância de aprender como escrever bem.

Talvez não exista momento mais apropriado para lembrar disso do que hoje, em que o conteúdo de qualidade é fundamental para ter sucesso nos negócios.

Mas para você, que vai produzir esse conteúdo, talvez fique a pergunta: como escrever bem e garantir que a mensagem seja passada da melhor forma possível?

Saiba que isso não é impossível, nem tão complicado quanto parece. Esse post vai te ensinar a redigir um conteúdo perfeito, desde a introdução até a conclusão.

Ele não é restrito para os freelancers e vai ajudar qualquer pessoa que queira aprender a escrever melhor. Portanto, relaxe, ajeite-se de forma confortável  e aproveite os 39 conselhos que preparamos para te ajudar!

O que significa escrever bem?

Quando podemos dizer que um texto foi bem escrito? Será que estar de acordo com as regras gramaticais já é suficiente? Não. Na verdade, esse é apenas um dos muitos elementos da escrita.

O mais importante é que o texto cumpra seu objetivo, seja bem entendido e mova o leitor a agir de alguma forma, seja por pensar no problema proposto, pesquisar mais sobre o assunto ou até comprar um produto, dependendo do caso.

A escrita vai muito além de sentar à frente de um computador e começar a digitar. Existem vários hábitos que podem te ajudar a escrever bem se você adotá-los em sua rotina, além de várias técnicas e costumes para organizar o conteúdo que será produzido, além da redação e da revisão em si.

Este é o post mais completo que você vai encontrar sobre como escrever bem, pois ele não se restringe somente ao ato de redigir o texto. Vamos destrinchar todas as etapas necessárias para produzir um bom texto, que estão listadas abaixo. Caso esteja interessado em apenas uma dessas seções, basta clicar nela!

Mas se você quer realmente aprender como escrever bem, essas são todas as dicas que você irá precisar! Então prepare seu bloco de notas e vamos lá!

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39 dicas para aprender como escrever bem

Os principais hábitos que vão revolucionar sua escrita!

1. Leia muito

Essa dica é bastante óbvia, é verdade, mas justamente por isso não poderia ficar de fora. Ler é uma das coisas mais importantes para escrever bem. Quem lê com frequência acaba desenvolvendo um vocabulário mais amplo, muito importante na hora de produzir textos sobre os mais diversos temas e utilizando linguagens variadas.

Além disso, um leitor ávido ganha uma compreensão natural das normas gramaticais, fazendo com que lições valiosas sejam aprendidas com a experiência e o contato com diferentes estilos de escrita.

2. Tenha um caderno de anotações

Lembra que te falei para pegar o seu bloco de notas? Você achou que era apenas um gancho para começar o texto, não foi? Mas não, pode levar ao pé da letra e providenciar um caderno de anotações urgentemente!

Você nunca sabe quando terá novas ideias para textos ou mesmo para melhorar alguns trechos específicos de um conteúdo.

Tenho certeza que você já passou por uma situação em que teve uma brilhante ideia em um local completamente inusitado! Pode ter sido no banho, em um meio de transporte público ou mesmo quando já estava deitado para dormir.

Então, não confie em seu cérebro: anote tudo o que vier em sua cabeça e que pode servir para se transformar em um conteúdo incrível.

Se quiser ir um pouco mais além, você pode transformar esse caderno em um diário e registrar várias informações da sua rotina junto de suas ideias. Em breve, seu caderno será um material de consulta sensacional quando você estiver escrevendo e ele ainda te ajudará a colocar a várias dicas em prática!

3. Não fique preso em uma rotina

Seguir uma rotina bem estabelecida é extremamente confortável e nos ajuda a gerir muito bem o tempo. Porém, isso pode destruir completamente a sua criatividade!

Fugir da rotina significa sair da sua zona de conforto e isso quer dizer  expandir seus horizontes! Pode ser fazendo um novo trajeto de seu trabalho para casa, experimentando um novo gênero literário ou cinematográfico, ou até mesmo assistindo a uma nova série no Netflix. Para profissionais criativos, qualquer mudança de perspectiva pode ter um enorme impacto em sua inspiração!

4. Estude a língua portuguesa!

Dominarortuguês é indispensável para quem deseja ser um bom redator. Não precisa estudar exaustivamente, pois você não terá que identificar figuras de linguagem pelo nome, classificar predicados verbais, nem diferenciar frase, oração e período.

Mas vale muito a pena dedicar um pouco do seu tempo consultando as melhores gramáticas e artigos na internet. Assim, você vai deixar de cometer vários erros que vinham comprometendo a sua redação.

Confira alguns conteúdos estratégicos sobre Português que podem te interessar! ???? • Como falar corretamente: 15 palavras que você confunde! • 102 erros de português: aprenda os mais comuns e não erre mais! • Simplificamos 7 regras do português para você entender de vez

5. Pratique a escrita diariamente

Você já sabe que a prática leva à perfeição. Sabemos que você já ouviu essa frase tantas vezes que se cansou. Mas isso não faz com que ela deixe de ser verdade, principalmente, para a escrita!

Escrever todos os dias vai te ajudar a exercer e desenvolver a criatividade, além de manter a sua mente trabalhando. Acontece um fenômeno interessante quando você inclui a escrita em sua rotina: seu cérebro se torna mais ativo e passa a te entregar ideias cada vez mais fascinantes.

Pode escrever qualquer coisa: uma reflexão ou um desabafo; não precisa produzir conteúdos geniais e nem ao menos publicar. Mas, se você ainda tem dificuldades sobre o que vai escrever, as duas próximas dicas vão te ajudar.

6. Faça resumos

Você já viu um filme ou leu um livro e teve uma vontade imediata de contar a história para alguém? Que tal fazer isso escrevendo?

Essa prática vai permitir que você tenha um registro de suas obras preferidas, além de te dar infinitos temas sobre o que escrever. Além disso, você também pode expressar sua opinião sobre os temas e desenvolver sua capacidade crítica.

7. Copie textos

Uma prática ainda mais extrema que você também pode adotar é copiar textos. Calma, não estou te incentivando a plagiar nada!

Escolha um autor ou livro de preferência e copie os trechos que te chamarem mais atenção. Existem exemplos de autores que utilizam essa prática, como Truman Capote e Hunter S. Thompson, este que chegou a transcrever integralmente a obra “O Grande Gatsby”.

Essa técnica vai te incentivar a escrever e te ajudar a formar um estilo próprio, que será baseado no de seus autores preferidos. Nada mal, não é mesmo?

O que fazer antes de começar a escrever?

Agora que você já conhece os melhores hábitos para te ajudar a escrever melhor, vou te ensinar como se preparar para começar a prática:

8. Crie um ambiente propício

Cada pessoa tem um estilo de escrita diferente e um tipo de ambiente ideal para a escrita. Algumas pessoas são capazes de se concentrar em qualquer situação, enquanto outras se distraem com muita facilidade. Mas alguns aspectos do local onde você vai escrever são quase unanimidades entre os redatores:

Em primeiro lugar, você precisa estar confortável para trabalhar bem. Isso é fundamental, então, separe sua melhor cadeira, deixe um copo de água por perto e, se necessário, pode providenciar também um ventilador.

Também é recomendado que você esteja em um lugar bem iluminado e calmo para minimizar as distrações. Então, evite escrever próximo de televisões, telefones e até mesmo de outras pessoas que possam acabar te distraindo.

Os dez mandamentos para análise de textos

1 – Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar contato com o assunto; a segunda para observar como o texto está articulado; desenvolvido.

  • 2 – Observar que um parágrafo em relação ao outro pode indicar uma continuação ou uma conclusão ou, ainda, uma falsa oposição.
  • 3 – Sublinhar, em cada parágrafo, a idéia mais importante (tópico frasal).
  • 4 – Ler com muito cuidado os enunciados das questões para entender direito a intenção do que foi pedido.

5 – Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto, etc., para não se confundir no momento de responder à questão.

  1. 6 – Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada estrofe, a idéia mais importante contida neles.
  2. 7 – Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.
  3. 8 – Se o enunciado mencionar tema ou idéia principal, deve-se examinar com atenção a introdução e/ou a conclusão.
  4. 9 – Se o enunciado mencionar argumentação, deve preocupar-se com o desenvolvimento.
  5. 10 – Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que remetem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.)
  6. Compreensão (ou intelecção) e interpretação de texto
  7. Compreensão ou intelecção de texto – consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. O enunciado normalmente assim se apresenta:
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As considerações do autor se voltam para…

Segundo o texto, está correta…

De acordo com o texto, está incorreta…

Tendo em vista o texto, é incorreto…

O autor sugere ainda…

De acordo com o texto, é certo…

O autor afirma que…

Interpretação de texto – consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. O enunciado normalmente é encontrado da seguinte maneira:

O texto possibilita o entendimento de que…

Com apoio no texto, infere-se que…

O texto encaminha o leitor para…

Pretende o texto mostrar que o leitor…

O texto possibilita deduzir-se que…

Três erros capitais na análise de textos

1 – Extrapolação É o fato de se fugir do texto. Ocorre quando se interpreta o que não está escrito. Muitas vezes são fatos reais, mas que não estão expressos no texto. Deve-se ater somente ao que está relatado.

2 – Redução É o fato de se valorizar uma parte do contexto, deixando de lado a sua totalidade. Deixa-se de considerar o texto como um todo para se ater apenas à parte dele.

3 – Contradição É o fato de se entender justamente o contrário do que está escrito. É bom que se tome cuidado com algumas palavras, como: “pode”, “deve”, “não”, verbo “ser”, etc.

4 passos para aplicar a análise SERVQUAL na sua empresa!

Há algum tempo, publiquei um post no blog sobre as características do modelo SERVQUAL, método que avalia a qualidade das empresas que prestam serviço. Para entender como colocar esse método em prática, dividi o processo em 4 passos que ajudarão você a conhecê-lo melhor e entender exatamente como ele deve ser aplicado.

1 – Defina com quais clientes você quer conversar

Apesar de precisar de certo tempo para ser realizado, o método é bem simples, consiste em entrevistar diversos clientes, aplicando um questionário com 22 questões que avaliarão as 5 dimensões propostas pela análise SERVQUAL.

O número de entrevistados varia de empresa para empresa, porém recomendo que você entreviste no mínimo 15% dos seus clientes, além disso, é aconselhável também que eles correspondam ao perfil de cliente que você definiu como cliente ideal, ou seja, escolha os seus melhores clientes para aplicar o SERVQUAL, aqueles clientes com que você gostaria de trabalhar eternamente.

2 – Elabore o seu questionário Servqual

Antes de fazer as entrevistas, é preciso preparar o questionário. Vou disponibilizar o meu modelo para download no fim desse texto, mas é interessante que você o adeque para que ele seja realmente útil para o contexto da sua empresa. Você pode acrescentar questões e até mesmo mais dimensões para a sua pesquisa, de acordo com o que deseja avaliar na sua organização.

Como dito no post anterior, as questões deverão avaliar as dimensões mais importantes da prestação de serviço. O método propõe originalmente 5 dimensões. Veja só:

Dimensão Pergunta da área
Tangíveis 1 O equipamento é atualizado
2 As instalações físicas são visualmente atraentes
3 Os empregados estão bem-vestidos/arrumados
4 A aparência das instalações físicas é condizente com o tipo de negócio da prestadora de serviços
Confiabilidade 5 A empresa atende os cronogramas prometidos (envio de propostas, orçamentos, contato com o cliente)
6 A empresa tem interesse em resolver os problemas do cliente
7 Os profissionais da empresa são bem qualificados
8 A empresa presta o serviço na data combinada
9 A empresa mantém registros de tudo que envolve o serviço
Capacidade de resposta 10 Os colaboradores informam com precisão a data da prestação do serviço
11 Os colaboradores atendem rapidamente as demandas do cliente
12 Os colaboradores estão sempre dispostos a ajudar o cliente
13 Os colaboradores estão sempre ocupados demais para atender o cliente
Garantia 14 Os colaboradores são confiáveis
15 Os clientes sentem-se seguros ao negociar com os colaboradores
16 Os colaboradores são educados/gentis
17 Os colaboradores sabem responder às perguntas do cliente
Empatia 18 A empresa dá a cada cliente atenção individualizada
19 Os colaboradores dão atenção individualizada a cada cliente
20 Os colaboradores compreendem plenamente as necessidades/sentimentos do cliente
21 Os colaboradores carregam consigo os interesses do cliente
22 A empresa funciona em horário(s) conveniente(s) para o cliente

Estas questões são apenas uma base para você montar o seu questionário, você deve acrescentar perguntas e até mesmo dimensões de acordo com o que pretende avaliar na sua organização.

3 – Seja claro ao entrevistar o cliente

Se você deu uma boa olhada nas questões, deve ter se perguntado: “Mas cadê as interrogações? Que vacilo, Davidson!”. Calma, não foi erro não. Como eu já disse, essa primeira versão deve ser a base para as suas perguntas, será preciso fazer pequenas alterações de acordo com a entrevista que você estiver realizando.

Por exemplo, vamos pegar a pergunta nº 2 “As instalações físicas são visualmente atraentes”. Se você estiver realizando a primeira entrevista, aquela que avalia o que o cliente considera ideal na prestação de serviços, poderá perguntar ao seu cliente:

  • As instalações físicas da empresa devem ser bonitas?
  • De 0 a 6, o quanto as instalações físicas devem ser bonitas em uma empresa ideal?
  • É necessário que as instalações físicas de uma empresa assim sejam muito bonitas? Por favor, atribua uma pontuação entre 0 e 6 pontos.

Agora, se você estiver na segunda entrevista, a que realmente corresponde ao que o cliente pensa sobre a sua empresa, você poderá perguntar da seguinte forma:

  • De 0 a 6, quanto as instalações físicas da empresa [nome da empresa] são bonitas?
  • Você poderia atribuir uma nota de 0 a 6 para o visual da nossa empresa?
  • De 0 a 6, quanto você diria que o visual da nossa empresa é atraente?
  • Você gosta das instalações físicas da nossa empresa? De 0 a 6, o quanto você gosta?

As entrevistas requerem certa habilidade do entrevistador, pois há milhares de maneiras distintas de perguntar ao cliente qual é a sua expectativa/percepção sobre o serviço. Se o entrevistador não for cuidadoso, pode ocorrer de o cliente não entender direito a pergunta ou mesmo ser direcionado a responder com pontuações maiores ou menores.

É possível também aplicar o questionário por escrito, ou seja, o cliente responder as perguntas sem um entrevistador por perto, assinalando ele mesmo a pontuação para cada questão. Você pode mandá-lo para o cliente por e-mail ou por correio, criar um questionário online ou de outra forma que preferir.

Em ambos os casos é preciso que as questões fiquem muito claras para o leitor, para que o seu resultado seja o mais preciso possível, criando um verdadeiro retrato da Qualidade na sua empresa. Então, invista tempo na elaboração do questionário!

4 – Analise os resultados

Depois de entrevistar todo mundo, você tem de fazer as contas para ver qual foi o resultado.

Você deve pegar a nota que o cliente deu na segunda entrevista, a que avalia a sua empresa, e subtrair a nota que corresponde à expectativa do cliente, a que ele atribuiu na primeira entrevista. O resultado será o nível de Qualidade da sua empresa. Veja a fórmula:

AV: Avaliação do cliente em relação à empresa EX: Expectativa do cliente QUAL: Qualidade de serviço

Exemplo de análise

Vejamos como ficaria análise depois de o cliente preencher o questionário:

Dimensão Pergunta da área 1ª Entrevista (Empresa ideal) 2ª Entrevista (Avaliação da sua empresa) Qualidade
Tangíveis 1 O equipamento é atualizado 5,50 5,20 -0,30
2 As instalações físicas são visualmente atraentes 4,80 4,30 -0,50
3 Os empregados estão bem-vestidos/arrumados 4,70 4,80 0,10
4 A aparência das instalações físicas é condizente com o tipo de negócio da prestadora de serviços 5,10 5,16 0,06

Aqui, analisaremos somente os tangíveis da empresa. Repare que já estão inseridas as pontuações dadas pelos clientes para cada pergunta.

Na coluna final também já temos o resultado da Qualidade (Av – Ex = Qual).

Nos meus questionários, coloquei um filtro para os resultados que fossem menores que 0 (zero) ficassem em vermelho, assim fica mais fácil de visualizar quais itens estão abaixo da qualidade esperada pelo cliente.

Perceba que nas perguntas 1 e 2 a qualidade está abaixo das expectativas do cliente, pois o resultado da equação é menor que 0. Isso quer dizer que a expectativa do cliente é maior do que a percepção que ele teve do serviço prestado.

Já nos itens 3 e 4, a qualidade está um pouco superior à esperada, pois os números são positivos, ou seja, a qualidade do serviço prestado foi superior ao que o cliente esperava.

Talvez você tenha estranhado as notas não serem números inteiros. Isso acontece porque você não irá avaliar questionário a questionário, sua análise final da qualidade deverá ser feita com a média das respostas de todos os entrevistados, a fim de aferir mais precisamente a qualidade.

O mais interessante do método SERVQUAL é que ele possibilita transformar a avaliação subjetiva do cliente em números, assim é possível que o gestor tome decisões baseado em fatos e dados, e não em impressões e incertezas. Além disso, o método possibilita entender melhor o que o cliente espera do prestador de serviço, facilitando a adequação da empresa às necessidades do cliente.

Eu montei um modelo de questionário SERVQUAL em Excel que vai facilitar bastante a aplicação da avaliação aí na sua empresa. Basta preenchê-lo que o resultado final será calculado automaticamente na última aba. Para baixar, basta clicar no botão abaixo:

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