Como aliviar um tornozelo dolorido: 13 passos

    O tornozelo é a articulação ente o pé e a perna. Basicamente, o tornozelo é composto por 3 ossos: a tíbia, a fíbula e o tálus.

    Anatomicamente, o tornozelo apresenta proeminências ósseas que agregam estabilidade ao tornozelo. Essas proeminências são conhecidas como maléolos. Existem dois maléolos na tíbia (média e posterior) e 1 na fíbula (lateral). Assim, uma fratura de tornozelo pode acometer um (unimaleolar), dois (bimaleolar) ou os três (trimaleolar) maléolos.

    A superfície articular distal da tíbia é conhecida como “Pilão”. Geralmente as fraturas do Pilão são mais graves e com outras lesões associadas. 

    A incidência das fraturas do tornozelo é de aproximadamente 187 fraturas por 100.000 pessoas por ano. Cerca de 66% são unimaleolares, e a maioria das fraturas ocorre em mulheres idosas.

Qual a função do tornozelo? O tornozelo é considerado uma articulação “em dobradiça” complexa. Dentre os principais movimentos realizados pelo tornozelo, estão a flexão (mover o pé para baixo) e a dorsiflexão (“mover o pé para cima”).

Além dos ossos, o tornozelo conta com um forte complexo ligamentar para reforçar a estabilidade do movimento de dobradiça.

O pilão tibial é o responsável por quase a totalidade do suporte do peso corporal no tornozelo. Ou seja, além de ajudar no suporte do peso, o tornozelo é fundamental para a realização de muitos movimentos, desde uma simples caminhada até um salto elaborado.

Como ocorre a fratura da tornozelo? Basicamente são dois mecanismos principais. 

O mecanismo Torcional, comum no entorse (quando o tornozelo “gira”), conhecido como torsão, como ocorre “ao pisar num buraco” ou ao “desequilibrar de um sapato de salto alto”. Geralmente, nesse mecanismo torcional, ocorre fratura dos maléolos (tíbia ou fíbula).

O outro mecanismo é a compressão Axial, como ocorre nas quedas de altura em que o paciente cai “de pé”. Geralmente, nesse mecanismo axial, ocorre fratura do pilão tibial.

Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 Passos

Quem tem maior risco de fraturar o tornozelo? As fraturas do pilão são mais comuns em homens jovens (35 a 40 anos) e estão muito associadas a acidentes de trânsito e quedas de altura. As fraturas dos maleolares são mais frequentes em mulheres mais velhas. Vale lembrar que o aumento do peso é um fator de risco para as fraturas do tornozelo.

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Quais os sintomas? Dor, edema (inchaço) e deformidade do tornozelo, além de incapacidade de apoiar o peso do corpo. A presença de bolhas e a exposição óssea (fratura exposta) também podem estar presentes e inspiram maiores cuidados.

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Como é feito o diagnóstico? Além da história clínica e do exame físico, a utilização de alguns exames de imagens auxilia no diagnóstico e no planejamento da conduta terapêutica. A radiografia (RX) é o exame mais acessível e o mais utilizado para essa finalidade. A tomografia é útil para uma melhor avaliação do padrão de fratura, principalmente nas fraturas do pilão tibial. 

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Todas as fraturas são iguais ou existe alguma mais grave do que outras? As fraturas do tornozelo diferem entre si em termos de gravidade. Dentre os principais parâmetros, 4 se destacam para dizermos quão mais grave é a fratura. São eles:

  • 1- Fraturas expostas ou grave lesão de partes moles (pele, músculos, ligamentos, tendões etc);
  • 2- Presença de edema importante, de bolhas ou luxação (quando ocorre incongruência, ou seja, a perna “desencaixa” do pé);
  • 3- Lesões associadas (vascular, nervosa etc);
  • 4- Padrão da fratura (geralmente, devido ao mecanismo, as fraturas de pilão tibial tendem a ser mais graves).

Como o padrão da fratura é classificado? Apesar de cada fratura ser diferente de uma pessoa para a outra, muitas apresentam padrões semelhantes.

Tais padrões permitem criarmos uma classificação que orienta os médicos na condução do tratamento.

Existem muitas classificações, sendo que a maioria basicamente divide as fraturas de acordo com a energia/mecanismo do trauma e de acordo com o “traço” de fratura.

A primeira coisa é diferenciar se a fratura é no pilão, nos maléolos ou então nos dois. Quando ocorre nos maléolos, diferenciar em quais (lembrando que pode ser em 1, 2 ou nos 3) e em que região dos maléolos ocorreu a fratura. Por exemplo, uma fratura do tornozelo que acomete o maléolo lateral (fíbula) pode ser baixa, média ou alta.

Outra coisa importante é avaliar se houve comprometimento do complexo ligamentar. Dentre os principais ligamentos, citamos os mediais (conhecido como deltoide), os laterais (talo-fibulares e fíbulo-calcianeo) e o ligamento que une a tíbia à fíbula (sindesmose).

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Como é feito o tratamento? O tratamento pode ser de duas formas: conservador (sem cirurgia) ou cirúrgico. A escolha do tipo de tratamento vai depender principalmente da gravidade e de alguns parâmetros, como os 4 que citamos acima.

Como é feito o Tratamento Conservador? O tratamento conservador geralmente é indicado em fraturas com pouco desvio (geralmente menor de que 2mm), estáveis, fechadas, de baixa energia, isoladas e sem lesões associadas.

O tratamento conservador depende muito da cooperação do paciente e consiste basicamente no uso de imobilizações (na maioria das vezes feitas de gesso) e restrições de carga. O tempo de imobilização depende muito do tipo de fratura.

Geralmente gira em torno de 4 a 6 semanas, podendo demorar mais dependendo da fratura e da colaboração do paciente. 

Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 Passos Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 Passos

Como é feito o Tratamento Cirúrgico? Em grande parte dos casos, o tratamento é cirúrgico. A técnica a ser utilizada vai depender dos parâmetros de gravidades que já discutimos. Dependendo do tipo de fratura, pode ser necessária mais de uma cirurgia.

Por exemplo, nas fraturas expostas, nas fechadas de alta energia em muitas do pilão tibial, o fixador externo é uma conduta bastante útil no tratamento inicial e, depois de melhora das condições locais, o tratamento definitivo é realizado. Dentre as principais técnicas empregadas para o tratamento definitivo, está a utilização de placas e parafusos.

Vale ainda destacar que, em algumas fraturas do pilão, é necessário retardar a cirurgia em cerca de 10 a 14 dias para se evitar as complicações na ferida operatória.

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Quais as possíveis complicações? Infecção, síndrome compartimental, Pseudartrose (“osso não cola”), Artrose (também conhecido como Osteoartrite), lesão neurovascular, deformidade residual, necrose, hematomas, consolidação viciosa (osso “cola” de maneira não-anatômica), Trombose, embolia, dentre outras.

Após a cirurgia, em quanto tempo retorno às minhas atividades? Logo após a cirurgia, o paciente já inicia a reabilitação fisioterápica. O plano de reabilitação é individualizado de paciente para paciente, pois depende da gravidade da fratura e das lesões associadas.

Em fraturas do pilão tibial, é aconselhável a restrição completa de carga por 12 a 16 semanas, seguida por progressão para carga total, desde que haja evidência radiológica de consolidação.

Contudo, o retorno às atividades é muito variável, podendo ocorrer em 6 meses ou podendo demorar mais de 1 ano, nos casos graves.

Já nas fraturas mais simples, como nas unimaleolar da fíbula, o retorno geralmente é mais rápido, em torno de 4 a 6 meses. Nos casos mais simples, de acordo com o tolerado, o paciente já consegue apoiar o membro em 2 a 3 semanas. Ou seja, não tem como padronizar, o retorno vai depender de muitas variáveis, principalmente da gravidade da fratura do paciente.

Lesão Muscular Posterior da Coxa

Lesões dos músculos isquiotibiais, muscular posterior da coxa, ocorrem com freqüência em atletas. São especialmente comuns em atletas que participam de esportes que exigem corrida, futebol e basquete.

Anatomia da Lesão Muscular Posterior da Coxa

Os músculos isquiotibiais ou músculos posteriores da coxa dividem-se em:

  • Semitendíneo;
  • Semimembranoso;
  • Bíceps femoral.

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Eles começam na parte inferior da pélvis em um lugar chamado a tuberosidade isquiática e atravessam a articulação do joelho e terminam na parte inferior da perna. Possuem a função de ajudar a estender a perna para trás e dobrar o joelho.

Por que a lesão muscular posterior da coxa ocorre?

A principal causa da lesão muscular posterior da coxa é a sobrecarga muscular.

Durante o chute a uma bola ou durante um “Sprint” na corrida, o grupo muscular anterior da coxa, chamado de quadríceps se contrai vigorosamente objetivando força, esticando o joelho e o grupo posterior da coxa, os isquiotibiais estica-se contra a resistência, objetivando modular o movimento. A isso chamamos de “contração excêntrica”. Neste momento, por não resistir a força do quadríceps (agonistas), os isquiotibais (antagonistas) se rompem.

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Fatores de Risco

Falta de alongamento muscular:

Os atletas devem seguir um programa durante todo o ano de exercícios de alongamento diários, principalmente atletas velocistas, atletas de quadras e campo.

Desequilíbrio muscular

Quando um grupo de músculos é muito mais forte do que o seu grupo de músculos opostos , o desequilíbrio pode levar a uma lesão . Isso acontece com frequência com os músculos isquiotibiais .

Mau condicionamento

Se os seus músculos são fracos, eles são menos capazes de lidar com o estresse do exercício e são mais propensos a ser ferido .

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Fadiga muscular

A fadiga reduz a capacidade de absorção de energia dos músculos , tornando-os mais suscetíveis a lesões.

O que se sente após ter uma Lesão Muscular Posterior da Coxa?

Basicamente, ocorre dor súbita na região posterior da coxa com incapacitação quase que imediata do atleta.  É muito comum o espectador ver a equipe de primeiros-socorros removendo o jogador de futebol do campo.

Outros sintomas podem incluir:

  • Inchaço durante as primeiras horas após a lesão;
  • Hematomas ou descoloração da parte de trás de sua perna;
  • Fraqueza que pode persistir por semanas.

Diagnóstico de Lesão Muscular Posterior da Coxa

Frente a uma suspeita de lesão muscular, o médico do esporte, ao examinar o atleta busca pelo local da dor e interrupção (gap) muscular.

Exames de imagem incluem a ultrassonografia a e ressonância magnética. O exame ajuda a graduar o grau da lesão.

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A Ressonância Magnética mostra a formação de hematoma que aparece na área branca indicada pela seta.

Tratamento para Lesão Muscular Posterior da Coxa

A maioria maioria das lesões dos isquiotibiais curam muito bem com tratamento simples, não cirúrgico, que inclui repouso, gelo, compressão e elevação .

A fisioterapia deve ser iniciada o mais breve possível. O ultrassom pulsado visa reduzir o tempo de reabsorção de hematoma. Exercícios específicos podem restaurar a amplitude de movimento e força.

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia para Lesão Muscular Posterior da Coxa é mais freqüentemente realizado para as lesões por avulsão do tendão, onde o tendão tem puxado completamente longe do osso, principalmente originadas na pelve (avulsão do tendão proximal).

Prevenção

A avaliação isocinética é, sem dúvida, a principal ferramenta na prevenção da lesão dos isquiotibais, pois orientam o grupo muscular a ser trabalhado. Em clubes de futebol são mandatórias.

Além dela, boa nutrição e boa hidratação, um bom aquecimento antes do esporte e o treinamento para o mesmo sob supervisão de profissionais da educação física experientes também sao muito importantes.

Referências bibliográficas
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Antifibrotic effects of suranin in injured skeletal muscle after laceration. J Appl Physiol 2003;95:771

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Sente dores nos pés ao acordar?

Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 Passos

Depois de acordar é comum sentir uma dores nos pés ao dar os primeiros passos do dia? Se a resposta for SIM recomendamos que procure a ajuda de um especialista, para analisar o que está ocasionando esse incômodo.

  • Como podólogos já trabalhamos com muitos pacientes que apresentavam esse sintoma ao acordar, e que após orientações e tratamento adequados apresentaram melhora significativa em seu quadro clínico.
  • Caso você esteja passando por uma situação parecida, vamos elencar algumas doenças que podem causar esse problema de saúde:
  • -> Leia também: Dor nas unhas dos pés dos idosos

Fascite plantar – uma das causas mais comuns das dores nos pés

Há uma forte incidência que o transtorno seja ocasionado pela Fascite Plantar, que costuma acometer pessoas de qualquer idade, sendo mais comum nas mulheres.

Fascite plantar é a inflamação do tecido fibroso que se estende em toda base do pé, devido ao estresse excessivo dessa região. A inflamação é causada pelo estiramento excessivo da fáscia plantar.

Qual é o papel da fáscia plantar?

O pé é um membro composto de ossos, músculos, tendões e ligamentos. Todos os elementos são envoltos por um tecido fibroso que protege e garante sua firmeza, que recebe o nome de fáscia plantar. Veja na figura abaixo:

Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 PassosDores nos pés

Sintomas da Fascite Plantar

Como primeiro sinal de alerta, a pessoa sente uma forte fisgada, rigidez e uma sensação de queimação na sola do pé, logo pela manhã. Contudo, após alguns minutos, o movimento do corpo provoca o aumento da circulação sanguínea na região inflamada, e assim as dores vão diminuindo gradativamente.

Inicialmente o desconforto dura pouco tempo, por isto muitos acabam não se importando e deixam de procurar um profissional da saúde, o que pode agravar a doença.

Quando a doença se agrava a dor pode surgir ao caminhar, correr, saltar ou até mesmo se ficar de pé por algum tempo.

As principais causas da Fascite Plantar

Uma das principais causas da Fascite Plantar é o surgimento do Esporão de Calcanho, pode ocorrer devido a uma lesão repentina ou pelo desgaste provocado por maus hábitos ao longo de vários anos.

Esporão de calcâneo

O esporão do calcâneo – ou somente esporão – é uma protuberância do osso calcâneo que aparece devido ao estresse excessivo da fáscia plantar sobre o calcanhar.

O problema é mais comum em pessoas que:

  • Estão acima do peso;
  • Tem o arco do pé muito alto ou o pé muito plano;
  • Tem o hábito de correr em superfícies muito duras, como no asfalto, sem o tênis de corrida adequado;
  • Praticam atividades que incluam saltar constantemente numa superfície dura, como é o caso da ginástica artística ou rítmica;
  • Usam sapato duros e que precisam caminhar por muitas horas, durante o trabalho, por exemplo.

Estes fatores de risco aumentam a pressão sobre o calcanhar e, por isso, podem levar a micro lesões que facilitam a formação do esporão. 

Sintomas do esporão de calcanho

O esporão do calcâneo costuma ser assintomático, porém alguns pacientes relatam sentir uma dor aguda na região do calcanhar, ocasionada pela inflamação da fáscia plantar.

O que fazer em caso de dores causadas pela Fascite Plantar ou Esporão

Primeiro procure um médico para o diagnóstico correto, pois as dores nos pés podem ter muitas causas e estamos falando de duas delas.

Portanto, somente se souber que o seu problema é decorrente de Fascite Plantar e/ou Esporão, estas são algumas opções que podem te ajudar a aliviar a dor:

  • Repousar o pé;
  • Deslizar uma bola de tênis sobre o pé, principalmente no calcanhar, o que pode ser feito de pé ou sentado e alivia muito a dor;
  • Massagear toda sola do pé com um creme hidratante, antes de dormir;
  • Exercícios de alongamento como: puxar os dedos dos pés para cima e manter o joelho esticado, alongando os pés e a perna;
  • Reeducação postural para corrigir sua postura e trabalhar a causa do problema
  • Se estiver acima do peso, fazer exercícios e dieta são fundamentais;
  • Exercícios para os pés como: colocar uma toalha no chão e ir puxando com os dedos ou pegar bolinhas de gude e colocar num balde, sempre mantendo o calcanhar apoiado no chão;
  • O médico ainda pode recomendar outras opções, como uso de palmilhas e medicação caso estas não forem suficientes.

Também é muito importante usar calçados confortáveis, não usar chinelos, nem sandálias rasteirinhas e os exercícios para os pés e pernas devem ser diários.

Conheça outras enfermidades que causam as dores matinais

Entre as possíveis enfermidades estão a artrite e a artrose – que são mais comuns nos idosos, porém, hoje em dia, acometem um número considerável de adultos em virtude das atribuições da vida moderna, com destaque para o sedentarismo e a obesidade.  

Artrite

  1. Artrite é uma inflamação que pode causar complicações nas articulações e nos tecidos do calcanhar, tornozelo e pé.
  2. Sintomas
  3. Geralmente, as dores são vinculadas a um quadro de artrite reumatóide, que provoca também inchaço, vermelhidão e sensação de calor, especialmente no período da manhã ou após longo período de descanso.

Artrose

Você sabia que a artrose não é uma doença? Ela é um desgaste articular gradativo causado pelo processo de envelhecimento ou atividades que sobrecarregam as articulações.

Sintomas

Os principais sintomas da artrose são:

  • Dor na articulação afetada;
  • Dificuldade na realização de movimentos; 
  • Inchaço e rigidez na articulação;
  • deformações na região das articulações afetadas.
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Medidas preventivas para prevenir as dores nos pés

Você sabia que os sapatos estão entre as principais causas das dores nos pés? Por isso que prevenir é uma escolha bem simples, neste caso!

Prefira sempre os sapatos confortáveis que respeitam a anatomia e as medidas dos pés, além de oferecer apoio adequado a eles. Então, evite sapatos de salto alto, bico fino, modelos com solados duros sem um bom sistema de amortecimento – este item refere-se principalmente aos adeptos de atividade físicas de impacto.

Na dúvida, consulte antes um podólogo para ajudá-lo na escolha do calçado e acessórios adequados, que podem ajudá-lo a prevenir complicações futuras à sua saúde.

Algumas práticas, também, auxiliam no combate às complicações nos pés, confira algumas sugestões:

  • As palmilhas ajudam a amortecer o impacto ao caminhar – pergunte a um podólogo ou fisioterapeuta sobre os modelos que estejam em conformidade com você.
  • Faça alongamento antes e depois de qualquer prática esportiva.  
  • Fique de olho no seu peso, pois a obesidade sobrecarrega as articulações e a base do corpo.

Faça o acompanhamento com um podólogo

Todos sabemos que as dores são decorrentes de processos inflamatórios e/ou infecciosos, indicando que algo não está funcionando direito dentro do nosso corpo.

Como as dores nos pés podem apresentar várias causas é importante que um médico realize um diagnóstico apropriado.

O podólogo tem um papel fundamental no acompanhamento, prevenção e controle das doenças dos pés. Nosso principal objetivo é oferecer qualidade de vida e bem-estar às pessoas e, principalmente, àqueles que já apresentam problemas, pois eles precisam de cuidados especiais sendo importante a orientação de um profissional.

Marque sua consulta e comece a cuidar melhor dos pés hoje mesmo.

evite fazer mazelas por não curar corretamente

Uma entorse de tornozelo é uma situação comum, que pode ser solucionada em casa, e geralmente a pessoa se recupera em 3 a 5 dias, havendo diminuição da dor e do inchaço. No entanto quando surgem sintomas como dificuldade para colocar o pé no chão e caminhar normalmente é recomendado fazer fisioterapia para se recuperar mais rápido.

Quando a pessoa torce o pé porque 'pisa em falso' podem haver lesões nos ligamentos do tornozelo. Enquanto que as lesões mais leves podem ser tratadas em casa, as lesões que apresentam roxidão na frente e na lateral do pé, além de dificuldade para caminhar são indicativos de que é preciso fazer fisioterapia.

  • Saiba mais sobre a gravidade da lesão e como é o tratamento para os casos mais graves.
  • Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 Passos
  • Apesar de ser possível tratar uma entorse de tornozelo leve, de grau 1, em casa, o fisioterapeuta é o profissional mais indicado para avaliar a lesão e indicar a melhor forma de reabilitação, especialmente quando há complicações como lesão nos ligamentos.
  • Os passos a seguir mostram o que é preciso fazer para se recuperar de uma luxação de tornozelo em casa:
  1. Manter o pé elevado, para evitar o inchaço ou que ele piore. Pode-se deitar na cama ou sofá e colocar uma almofada alta por baixo do pé, por exemplo.
  2. Aplicar uma compressa de gelo ou de ervilhas congeladas na área afetada, deixando atuar durante 15 minutos. É importante colocar uma toalha fininha ou uma fralda entre a pele e a compressa para evitar que o frio queime a pele.
  3. Mexer os dedos dos pés para facilitar a recuperação e diminuir o inchaço;
  4. Fazer alongamentos suaves com o tornozelo para melhorar a circulação sanguínea e a amplitude de movimentos.

Numa luxação de tornozelo as partes que mais sofrem são os ligamentos e nos casos mais graves pode ocorrer fratura de algum osso da perna ou do pé. Com os ligamentos rompidos ou lesionados o tornozelo tem uma menor estabilidade, dificultando o caminhar e causando muita dor no local. Por isso, nas lesões mais graves o tratamento caseiro não é suficiente, sendo necessário fazer fisioterapia. 

Quanto tempo demora a recuperação 

As lesões mais simples demoram até 5 dias para recuperar completamente, mas no caso de lesões mais graves, havendo roxidão, inchaço e dificuldade para caminhar, o tempo de recuperação pode demorar até cerca de 1 mês, sendo necessário fazer reabilitação. 

Gelo é a primeira medida a se tomar após a torção de tornozelo

Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Pode acontecer durante uma caminhada normal, basta ter um buraco na calçada, a pessoa pisa torto, força o tornozelo e… pronto! A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.

Em uma enquete feita pelo site do Bem Estar, os buracos foram eleitos como os principais culpados pelas torções, com 23% dos votos, seguidos pelo salto alto (18%) e pelos esportes (17%).

O preparador físico José Rubens D’Elia e o ortopedista Caio Nery foram os convidados do Bem Estar desta sexta-feira (30) e explicaram o que são as torções e o que elas causam. Abaixo, você vê que a torção pode ocorrer em todas as articulações do corpo e entende por que o tornozelo é quem fica mais exposto ao risco.

Como Aliviar um Tornozelo Dolorido: 13 Passos

Em outras palavras, a torção é um movimento anormal dos ossos que provoca lesão do ligamento. É menos grave que a luxação – outro tipo de machucado da articulação. Na luxação, o ligamento se rompe e a articulação sai totalmente do lugar. É preciso um profissional para reposicionar a articulação, muitas vezes com uso de anestesia.

As torções podem vir a provocar também fraturas, que são lesões do tecido ósseo. Quando ocorre uma fratura, o osso literalmente é quebrado. Isto acontece porque uma força muito grande age sobre ele – o que pode acontecer em uma torção.

O que fazer A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.

O ideal é colocar compressas de gelo, de dez minutos cada, a cada dez minutos. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. É recomendado envolver o gelo em algum tecido para evitar danos à pele. Compressas quentes são péssimas, pois pioram o inchaço.

Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.

O especialista vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.

A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.

É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.

Exercícios Alguns exercícios podem deixar o pé mais “inteligente” e prevenido contra as torções. Os pés precisam de estímulo. Uma pessoa sedentária, que não tem o costume de andar em terrenos acidentados, terá mais chances de torcer o pé do que alguém que está acostumado a pisar na areia ou praticar esporte.

Os exercícios de alongamento são importantes porque garantem a elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos, de forma que sua resposta se torna mais sincronizada e segura. Quando ocorre torção, as estruturas alongadas e saudáveis estão mais capacitadas para se adaptar às condições extremas. Por isso, tem maiores chances de evitar lesões do que as estruturas “fora de forma”.

Abaixo, listamos alguns dos exercícios recomendados pelos convidados do Bem Estar:

– Bate o pé: sentado, o movimento é de levantar e abaixar a ponta do pé como se estivesse batendo a parte da frente do pé. Este exercício trabalha principalmente o músculo tibial anterior, que fica na canela e é um dos responsáveis pela formação do arco plantar e pelo movimento de elevação da parte anterior do pé.

– Fortalecimento de eversores: sentado ao lado da parede com uma bola, o pé fará um movimento como se estivesse “dando tchau”. O objetivo é empurrar a bola contra a parede com a parte lateral do pé. Este exercício fortalece os músculos eversores do tornozelo, gerando maior estabilidade e tentando evitar a torção.

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– Andar na linha: caminhar em cima de uma linha com um pé na frente do outro. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio.

– Andar com a ponta do pé para cima: caminhar com a ponta do pé para cima em linha reta. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio associado à contração isométrica do músculo tibial anterior.

– Andar no colchão: caminhar em um colchão espesso, pode ser o de uma cama. O objetivo deste exercício é caminhar em um solo instável para gerar mais estabilidade para o tornozelo e melhorar o equilíbrio.

Dor no Tornozelo: Quais as causas e o que fazer. – SalvaPé – Blog

Com certeza você também já deve ter sentido dor no tornozelo em algum momento da sua vida. Afinal, essa sensação dolorosa é muito comum e pode afetar pessoas de qualquer idade. Isso porque as suas causas são muito distintas, o que faz variar a sua gravidade e intensidade.

Essa articulação é muito importante para manter a sustentação do corpo e a estabilidade ao caminhar. Por isso, ainda que a dor no tornozelo seja leve, é importante descobrir as suas causas e tratá-la adequadamente. O intuito é evitar que um pequeno problema de hoje se torne uma grande complicação amanhã.

Para entendermos melhor o que provoca dores nessa articulação fomos conversar com o Dr. Tiago Doyle, médico ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo e cirurgia do trauma. Continue lendo e entenda o que causa essa dor, como ela pode ser tratada e as suas formas de prevenção.

Quais são as principais causas da dor no tornozelo?

O tornozelo é a articulação que faz a ligação das pernas e dos pés. Ele é uma estrutura estável composta por três ossos com ligamentos e tendões que mantêm a sua estabilidade. Sua função é receber e distribuir para os pés toda a carga de peso que vem do corpo.

Por causa disso, essa articulação está muito propensa a sofrer sobrecarga e estresse. Essas condições se manifestam em forma de dores, incômodos e até mesmo lesões. Isso torna mais grave quando o indivíduo apresenta uma doença ou problema que deixa os tornozelos mais fracos e sensíveis.

A dor que se manifesta nessa região pode não ser nada muito grave, como também indicar uma condição que exige mais atenção. Algumas das suas causas são:

Problemas na pisada

O modo como uma pessoa sustenta o pé no chão (pisa) pode desencadear a dor no tornozelo. Isso acontece porque existem três tipos diferentes de pisada, sendo:

  • supinada: quando a concentração do peso do corpo é maior na parte de dentro dos pés;
  • pronada: quando a concentração do peso é maior na parte de fora dos pés;
  • neutra: peso é distribuído de forma equilibrada sobre os pés.

No caso das pisadas supinada e pronada a forma como os pés tocam no chão acabam forçando a articulação do tornozelo para dentro ou para fora. Essa posição inadequada causa dor na região e, com o tempo, leva a lesões nessa e outras articulações.

Entorses

Popularmente chamada de torção no tornozelo, a entorse é uma lesão ligamentar muito comum, que acontece quando ocorre uma movimentação anormal da articulação dessa região, o famoso “dobrar o pé”. Essa posição inadequada força os diversos ligamentos que ajudam a dar estabilidade para a articulação.

A entorse varia em gravidade, sendo classificada em três graus diferentes de acordo com o dano causado nos ligamentos. São eles:

  • entorse de grau 1: ocorrem microlesões nos tecidos;
  • entorse de grau 2: acontece uma ruptura parcial do ligamento;
  • entorse de grau 3: essa ruptura é total, rompendo o tecido.

Em todos os casos é essencial fazer a reabilitação da articulação para evitar a sua instabilidade no futuro.

Doenças e inflamações

Algumas doenças e inflamações também acometem essa articulação promovendo dor no tornozelo. Entre elas podemos citar aquelas mais comuns que são:

  • tendinite: inflamação que se manifesta quando um dos tendões é danificado, geralmente em função de movimentos repetitivos ou esforço excessivo;
  • gota: doença reumática classificada como condição crônica que provoca inflamação grave nas articulações;
  • artrite: inflamação que afeta uma ou mais articulações do corpo provocando sensações dolorosas e rigidez, tende a piorar conforme a idade avança;
  • artrose: problema degenerativo que afeta os tecidos flexíveis localizados nas extremidades dos ossos. Ele se desgasta, os ossos ficam mais grossos e atritam entre si;
  • artrite reumatoide: inflamação sistêmica das articulações que provoca o desgaste delas causando dores que se manifestam, principalmente, de manhã ou após um longo período de repouso;
  • bursite: Inflamação que afeta as bursas, que são bolsas de líquido que protegem as articulações do corpo.

Como aliviar essa sensação dolorosa?

Quando a dor no tornozelo tem origem inflamatória, ou essa articulação sofreu um trauma como uma entorse, ela pode ser aliviada com uma compressa fria. A baixa temperatura ajuda a desacelerar o processo inflamatório e reduz o inchaço.

Manter o tornozelo elevado também é uma ótima medida paliativa para minimizar inchaços e hematomas provocados por lesões. Lembrando que em todos os casos é importante reduzir a carga de atividades para que o tornozelo se recupere.

O uso de sprays para contusão ajuda quando o problema está nos músculos e outros tecidos flexíveis. No caso de optar por eles, é importante seguir as instruções de uso para alcançar os benefícios esperados.

Quando a dor não cessa, é intensa demais, não é possível movimentar o tornozelo ou apoiar o pé no chão, é fundamental procurar um médico. Isso porque a lesão pode ser mais grave e exigir intervenções complexas.

Quais tratamentos são adotados para essa dor?

O tratamento para dor no tornozelo varia de acordo com aquilo que está causando esse sintoma. No caso das manifestações agudas, o uso de tornozeleiras ortopédicas pode ser suficiente para permitir a recuperação da articulação.

Quando alguma doença se manifesta, no caso de inflamações, o uso de medicamentos pode ser recomendado. E para aquelas classificadas como crônicas, é necessário tanto uso de remédios quanto o acompanhamento com um profissional.

Para situações mais complexas como as malformações e fraturas, as cirurgias são uma opção. Porém, isso é avaliado de acordo com cada paciente e observando se não é possível adotar terapias não invasivas.

Sessões de fisioterapia e o uso de calçados ortopédicos também são formas de tratar a dor no tornozelo. Concomitantemente, costuma ser indicado o uso tornozeleiras que atendam a necessidade da pessoa.

Esses equipamentos ajudam a realizar uma compressão na articulação, ao mesmo tempo em que a mantém aquecida. Eles oferecem estabilidade para essa estrutura e sua musculatura prevenindo as lesões e ajudando na recuperação quando há um problema estabelecido.

O que ajuda a prevenir a dor no tornozelo?

As manifestações agudas de dor no tornozelo causadas por movimentos repetitivos, sobrecarga, esforço excessivo ou entorses podem ser prevenidas com o uso de tornozeleiras ortopédicas. Elas também ajudam a evitar lesões mais graves.

São ideais para quem pratica atividades físicas de impacto, atletas e pessoas que têm essa articulação fraca ou fragilizada. Afinal, esses grupos estão mais suscetíveis a sentirem dores nessa região.

Existem diversos modelos de tornozeleiras que atendem a diferentes necessidades. A elástica ajuda a dar estabilidade e faz uma leve compressão no tornozelo, mas para quem precisa de um pouco mais de firmeza, o ideal é usar a Aircast, que dá mais sustentação para a articulação — é ideal para quem está se recuperando, a fim de evitar recidivas.

Já a tornozeleira Newprene é ideal para quem precisa tanto de estabilidade como manter a temperatura do tornozelo um pouco mais alta. Esse é o caso de quem sofre com doenças como artrose e artrite, que se agravam com frio.

A prevenção também é feita por meio de alongamentos pela manhã e antes da prática de exercícios. Além disso, no caso de atividades laborais repetitivas ou permanecer muito tempo na mesma posição, é importante fazer pausas regulares para alongar e ativar a circulação sanguínea.

Embora nem sempre seja grave, a dor no tornozelo incomoda bastante e, dependendo daquilo que a está causando, tende a piorar com o tempo. Por isso, é importante cuidar dessa articulação adotando medidas preventivas e buscando a ajuda de um ortopedista sempre que houver dúvidas.

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