Como aliviar a dor vaginal: 14 passos (com imagens)

Como Aliviar a Dor Vaginal: 14 Passos (com Imagens)Foto: Shutterstock

Vou ser sincera — prefiro ter qualquer outro tipo de dor que não seja a vaginal. Uma unha encravada, um dente inflamado… Eu até encaro. Mas por favor, dor, fique longe das minhas partes baixas. Infelizmente, você não pode escolher o local da dor. Mas pode pelo menos saber quais são as razões para dor na vagina. Identificar a causa tornará o tratamento muito mais simples. 

Montamos uma lista do que pode estar por trás da dor vaginal desagradável. Mas lembrando sempre que ir ao médico é melhor do que qualquer diagnóstico. 

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10 razões para dor na vagina

“Os sintomas de infecções fúngicas vão além do característico corrimento e queimação”, explica Gokhan Anil, um ginecologista do Mayo Clinic Health System, dos Estados Unidos. Eles podem incluir também dor. “A fermentação do fungo afeta o interior da vagina e a região ao redor. E isso pode causar inchaço e vermelhidão”, ele diz. 

Embora muita gente trate esse tipo de problema com medicamentos que não necessitam de prescrição médica, é bom procurar um especialista se é a primeira vez que pega uma infecção. Seu ginecologista fará um exame pélvico e prescreverá um creme antifúngico para usar até que os sintomas desapareçam.

A vaginose bacteriana também pode causar corrimento e desconforto vaginal, só que diferentemente da infecção por fungo, ela também provoca um odor de peixe. A condição é causada por um crescimento excessivo de bactérias na vagina.

“Normalmente, a vagina é cheia de lactobacilos, que são bactérias boas que mantêm o pH do local em equilíbrio”, afirma Lauren Streicher, diretora médica do Northwestern Medicine Center for Sexual Medicine and Menopause.

Mas quando as bactérias boas são substituídas por bactérias “ruins” — chamadas de Gardnerella vaginalis –, a vaginose aparece.

Os médicos não sabem exatamente o que o desencadeia o problema, mas sexo e menstruação prejudicam o pH vaginal.

Se você tiver vaginose bacteriana, antibióticos (em comprimido ou creme) podem acabar com os sintomas. 

Herpes, clamídia, gonorréia — qualquer tipo de DST pode causar dor por lá, explica Gokhan.

Se o caso for herpes — que afeta cerca de um em cada seis americanos — vai haver uma inflamação característica, diz o médico. “A herpes tende a gerar lesões específicas que são bastante sensíveis ao toque”, ele acrescenta.

A dor de outras DSTs geralmente é causada pela inflamação geral. “As doenças provocam inchaço do tecido vaginal, que fica sensível. Além da pessoa sentir ardor e coceira”, finaliza Gokhan.

De qualquer forma, você precisará de exames detalhados prescritos por um especialista se está sentindo algum tipo de dor ou desconforto. A clamídia, a gonorreia e outras DSTs geralmente são tratadas com remédio. E embora a herpes não tenha cura, ela pode ser controlada. 

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Secura vaginal é a falta de estrogênio no organismo. E não acomete somente mulheres na menopausa, viu? 

“O estrogênio é um hormônio do crescimento que melhora o fluxo sanguíneo que vai para a vagina, a espessura da parede vaginal, além da elasticidade e lubrificação da região”, diz  Gokhan. E quando não há hormônio suficiente (seja por conta do anticoncepcional, amamentação ou menopausa), as coisas podem ficar dolorosas. 

Se você perceber que não fica tão lubrificada quanto antigamente, talvez seja a hora de consultar seu médico. Ele será capaz de ajudá-la com alguma pomada ou lubrificante. Ou até mesmo mudar seu método contraceptivo. 

Embora uma das razões para dor na vagina possa ser a sua própria anatomia, também é preciso prestar atenção no seu parceiro. “É realmente dor vaginal o que você tem, ou incômodo da penetração — que é sentido dentro da barriga?”, pergunta Mary Jane Minkin, fundadora do MadameOvary.com. “Fica difícil diferenciar”.

Basicamente, membros maiores podem machucar. E essa “dor de barriga” pode sim ser causada por um pênis grande demais, porque ele atinge o colo do útero durante a penetração. 

Se o sexo está ficando desconfortável para você — e você anda suspeitando que o tamanho do pênis seja o culpado — teste novas posições. Aquelas que não permitem uma penetração muito profunda são as melhores. E certifique-se de usar lubrificante … muito lubrificante.

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A vulvodínia nada mais é do que uma dor vaginal crônica sem uma causa identificável, de explica o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). “Cerca de nove por cento das mulheres terão esse tipo de dor em suas vidas”, diz  Mary Jane Minkin. Ela diz que, nesse caso, a dor aparece durante a penetração. Ou até mesmo ao colocar um absorvente interno. 

Para algumas mulheres, no entanto, o incômodo pode aparecer a qualquer hora, mesmo sem penetração ou contato com a área. “É um mistério”, ela diz. 

A vulvodínia não é bem compreendida pela ciência, mas os médicos acreditam que a dor vem de um excesso de fibras nervosas na parte externa da vagina e da vulva. É essa é uma região que tem muitas terminações.

“É a parte mais enervada da vagina”, diz Gokhan Anil. O tratamento mais utilizado nesse caso é a pomada com lidocaína, também usada para a fibromialgia, outra condição de dor crônica sem causa conhecida. 

A endometriose é uma condição de diagnóstico bem difícil.

Ela ocorre quando o tecido endometrial (também conhecido como revestimento interno do útero) cresce em locais fora dele (como na região pélvica, no abdômen ou até mesmo em outras partes do corpo).

A condição também é bastante dolorosa. “Gera uma inflamação crônica e machucados ao redor dos tecidos, o que pode ser uma das razões para dor na vagina“, diz Gokhan Anil.

A endometriose é normalmente tratada com terapia hormonal ou cirurgia para remover qualquer tecido extra. 

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção do útero, trompas ou ovários. “Isso pode resultar em cicatrizes no interior dos órgãos pélvicos, ou até fazer com que eles se unam”, diz Gokhan.

Depois de realizados os exames para diagnosticar a doença, seu médico provavelmente recomendará antibióticos para acabar com a infecção.

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“A atrofia vulvovaginal é o afinamento, secura e inflamação das paredes vaginais que podem ocorrer quando o corpo produz menos estrogênio. É mais comum após a menopausa”, afirma o portal Mayo Clinic. Essa condição pode te deixar desconfortável na hora de fazer sexo e urinar, e geralmente é tratada com lubrificantes e terapia hormonal.

A dor pélvica (juntamente com dor nas costas, sangramento anormal, corrimento marrom, fadiga, náusea e perda de peso) é um sintoma de câncer cervical. Se você tiver esses sintomas e não tiver feito um exame de papanicolaou, converse com seu médico.

6 causas de ardência na vagina e o que fazer

A sensação de ardência, dor ou coceira na vagina pode ser causada por alergias, assaduras ou irritação da pele que surgem por reações à roupa íntima, produtos de higiene, amaciantes ou cremes.

Também podem indicar uma infecção, como candidíase, vaginose, tricomoníase ou gonorreia, por exemplo, principalmente quando a ardência na vagina é acompanhada de outros sintomas como corrimento ou mal cheiro na região.

Quando surge após a relação íntima, o ardor na vagina pode ser provocado pelo excesso de atrito durante o contato íntimo, alergia ao preservativo ou ao sêmen do parceiro, ou também pode indicar uma diminuição da lubrificação da genitália, simplesmente por falta de estímulos para que a mulher fique excitada na hora da relação, mas também devido a alterações hormonais ou psicológicas.

Para diferenciar entre as causas de ardência na vagina, é necessário consultar um ginecologista, que poderá colher informações, examinar e realizar exames. O tratamento é feito de acordo com a causa, e poderá incluir antibióticos, pomadas vaginais, reposição hormonal ou anti-alérgicos e anti-inflamatórios. 

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Assim, as causas de ardência, coceira ou dor na vagina incluem:

1. Alergias e assaduras

Algumas mulheres podem ter uma sensibilidade aumentada a certos produtos e desenvolver uma irritação na mucosa vaginal.

Alguns dos produtos que, geralmente, provocam este tipo de reação são absorventes, certos tecidos da calcinha, papel higiênico, sabonetes ou até mesmo o tipo de amaciante usado para lavar as roupas, principalmente os mais perfumados.

Em alguns casos, até mesmo o uso de roupas muito justas é suficiente para causar irritação na região.

Também é possível que o ardor após a relação indique alergia ao látex do preservativo ou ao sêmen do parceiro, mas a mulher deve ficar atenta ao surgimento de outros sintomas como corrimento e mal cheiro, pois também pode ser o inicio de alguma infecção por fungos ou bactérias.

O que fazer: é necessário identificar e interromper o uso das substâncias que provocam alergia. O ginecologista também poderá orientar o uso de medicamentos que aliviam os sintomas, como anti-alérgicos ou pomadas anti-inflamatórias, por exemplo.

2. Infecção vaginal

Um tipo muito comum de infecção vaginal é a candidíase, causada pelo crescimento excessivo do fungo do gênero Candida sp na flora vaginal, e provoca coceira, ardor, vermelhidão que podem ser mais intensos antes da menstruação e após a relação, além de um corrimento branco grumoso. Confira quais são os sintomas e como tratar a candidíase.

Outras formas de infecção podem ser a vaginose bacteriana, que causa corrimento amarelado, cheiro fétido e queimação na vagina, a tricomoníase, que causa corrimento abundante, coceira e dor na região vaginal, além de outras doenças sexualmente transmissíveis, como gonorreia, herpes genital e clamídia.

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O que fazer: é necessário procurar atendimento do ginecologista, que irá prescrever medicamentos de acordo com o microrganismo causador da infecção, que podem incluir antifúngicos, no caso da candidíase, ou antibióticos no caso da vaginose bacteriana, gonorreia ou infecção por clamídia. Quando há infecção pelo herpes genital, o médico poderá prescrever antivirais, como o aciclovir.

3. Alterações hormonais

Alterações hormonais costumam surgir na menopausa, mas também podem acontecer após retirada dos ovários, realização de radioterapia ou uso de certos remédios, que podem tornar a parede da vagina mais fina e sensível, situação conhecida como vaginite atrófica.

Estas alterações nos hormônios femininos também podem contribuir para a diminuição do desejo sexual e da lubrificação da vagina durante o contato íntimo, também contribuindo para causar dor e ardência na região.

O que fazer: o ginecologista poderá orientar formas de permitir um contato íntimo mais confortável, através do uso de reposição hormonal, lubrificantes e substituição de medicamentos que podem atrapalhar o desejo sexual. Confira algumas dicas para aumentar o desejo sexual na mulher.

4. Vulvodínia

A vulvodínia é uma importante causa de ardência vaginal durante o contato íntimo, pois provoca sintomas desconfortáveis como dor, irritação, vermelhidão ou sensação de picada na região genital, que é crônica e recorrente. Apesar de suas causas ainda não estarem totalmente esclarecidas, esta doença parece ser provocada por disfunções do assoalho pélvico, hormonais ou das vias nervosas.  

O que fazer: após avaliação, o ginecologista irá adequar o tratamento de acordo com os sintomas de cada pessoa, uma vez que não existe um tratamento definitivo.

Algumas opções incluem a aplicação de medicamentos tópicos como lidocaína, o uso de remédios orais como comprimidos com estrogênio, antidepressivos ou antiepilépticos que relaxem a musculatura, além de ser indicada a realização de psicoterapia ou o aconselhamento sexual. Veja o que é e como tratar a vulvodínia.

5. Verminoses

A infecção pelo verme oxiúros pode causar intensa coceira na região anal, e se não for tratada corretamente e se tornar intensa, pode se estender para a região vaginal e causar dor e ardência nesta região. Também conhecida como enterobiose, esta verminose é transmissível de uma pessoa para a outra e é mais comum em crianças. Saiba quais são os sintomas e como acontece a transmissão da oxiuríase.

O que fazer: o tratamento para oxiuríase é feito com medicamentos vermífugos como o pamoato de pirantel, albendazol ou mebendazol, usados em dose única para eliminar os vermes e os ovos que infectam o organismo.

6. Doenças da pele

Existem doenças dermatológicas que podem afetar as mucosas do corpo, como boca e vagina, causando ferimentos e ardência. Algumas destas doenças incluem o líquen plano ou líquen simples, pênfigo ou eritema multiforme, por exemplo.

O que fazer: o tratamento destas doenças dermatológicas deve ser orientado pelo dermatologista, o que inclui o uso de medicamentos para aliviar a coceira, pomadas de corticoesteroides e anti-inflamatórias ou fototerapia, que é consiste no uso de luz pulsada para reduzir a inflamação da pele. Veja mais como funciona a fototerapia.

Como Aliviar a Dor Vaginal

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    Use uma bolsa de gelo para anestesiar a região. O gelo é uma ótima medida para reduzir a dor, pois a temperatura baixa deixa as terminações nervosas dormentes, aliviando o desconforto.[1] To use the ice pack:

    • Coloque alguns cubos de gelo dentro de uma bolsa térmica e embrulhe-a em um pano de prato. Não coloque o gelo em contato direto com a pele, para evitar queimaduras.
    • Deixe-o agir por 15 a 30 minutos.
    • Use uma sacola plástica comum ou um saco de legumes congelados se não tiver uma bolsa térmica. Eles também devem ser embrulhados em um pano de prato.
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    Faça uma banho de assento. O banho de assento é uma prática antiga, que consiste em sentar em uma bacia com água e outros produtos para limpar e reduzir a inflamação dos genitais.

    É possível encontrar bacias específicas em farmácias, mas você pode usar uma comum. Procure uma que seja grande o suficiente para sentar confortavelmente com os pés para fora.

    Encha-a com água morna e sente-se por 15 a 20 minutos.[2][3]

    • Um banho gelado pode ser útil.
    • Antes de adicionar outras substâncias à água, como sal, bicarbonato de sódio ou vinagre, converse com seu médico para saber se é seguro e se é o melhor para seu caso.
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    Não use produtos aromatizados. Os químicos utilizados para aromatizar sabonetes, hidratantes e absorventes internos e externos podem irritar mais o tecido vaginal. Evite esses produtos enquanto apresentar sintomas.[4]

    • O papel higiênico também deve ser neutro.
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    Evite tocar sua vagina ou fazer sexo. Qualquer tipo de atrito pode piorar a dor. Resista à tentação de se examinar fisicamente, o ideal é que o médico faça essa avaliação.[5]

    • Agende uma consulta com um ginecologista se estiver preocupada com a causa da dor.
    • Caso seja sexualmente ativa, não faça sexo até que os sintomas passem e informe seu parceiro sobre o que está acontecendo, caso tenha um.
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    Use calcinhas confortáveis. Prefira as que são 100% algodão, pois esse tecido permite que a pele respire e a vagina se recupere – nesse momento, o melhor é mantê-la arejada.[6][7]

    • Não use calcinhas apertadas à noite, ou durma sem calcinha, para não bloquear o fluxo de ar.
    • Use roupas folgadas. Calças e shorts apertados podem ser muito desconfortáveis. Não use meias-calças, opte por saias ou vestidos compridos, calças largas e dê preferência às peças de algodão.
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    Faça exercícios Kegel. Esse exercício fortalece os músculos pélvicos, o que pode amenizar a dor. É simples descobrir quais músculos são esses: basta interromper o fluxo urinário quando estiver fazendo xixi; os músculos usados para isso são os pélvicos.[8][9]

    • Contraia-os e segure por cinco segundos, relaxe por cinco segundos e repita esses passos quatro vezes, em três sessões por dia.
    • Depois de algumas semanas, aumente as contrações para 10 segundos.
    • Concentre-se durante o exercício. Os músculos pélvicos são discretos e é fácil confundi-los com os músculos do abdômen, das coxas ou das nádegas.
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    Saiba quando deve procurar um médico. Na maioria das vezes é fácil reconhecer a razão da dor – como passar por um parto, ou fazer sexo sem lubrificação; entretanto, se a causa da dor não for clara, ou se um ou mais dos sintomas descritos abaixo surgirem, é necessário consultar um especialista:[10]

    • Corrimento com coloração diferente da normal ou malcheiroso.
    • Vermelhidão, irritação, coceira.
    • Sangramento fora do período menstrual, durante ou depois do sexo, ou depois da menopausa.
    • Inchaços e outros aspectos foram do comum.
    • Quaisquer bolhas na parte interna ou externa da vagina.
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    Informe-se sobre os medicamentos certos. Converse com o médico sobre quais medicamentos tomar, pois os analgésicos comuns não servem para a dor vaginal.[11]

    • Alguns antidepressivos, como a amitriptilina e a nortriptilina, são úteis para aliviar a dor vaginal e é possível que o médico os recomente. No entanto, esses remédios causam efeitos colaterais, como tontura, boca seca e ganho de peso.
    • Anticonvulsivantes também podem ser usados para resolver a dor vaginal e causam os mesmos efeitos que os antidepressivos.
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    Faça exames para detectar se tem alguma DST. Diversas doenças sexualmente transmissíveis podem causar dor vaginal e é importante detectá-las precocemente. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor.[12]

    • A maioria delas pode ser curada com antibióticos e esse será o tratamento receitado pelo médico se for o seu caso. Siga as instruções dele corretamente.
    • Algumas doenças não têm cura, como a herpes e o HIV. Se o diagnóstico apontar uma delas, o médico a informará sobre quais são os tratamentos disponíveis para controlar os sintomas e evitar complicações.
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    Faça uma bateria completa de exames. Alguns tipos de câncer, cistos e outros problemas médicos também causam dor vaginal e o médico pedirá mais exames de acordo com os sintomas apresentados. Converse sobre isso e seu histórico de saúde com ele para saber se são necessários e quais deverão ser feitos.[13]

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    Use lubrificantes quando fizer sexo. Eles agem como a lubrificação natural da vagina e podem ajudar bastante. Se você costuma sentir dor durante e depois do sexo, passe a utilizá-lo e veja se isso resolve o problema.[14]

    • Passe um pouco do gel na vagina 10 minutos antes da penetração. Caso sinta dores durante o dia, ele use-o regularmente.
    • Lave o local imediatamente se o gel causar irritação.
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    Converse com o médico sobre tratamentos para a menopausa. As mudanças hormonais da menopausa podem gerar ressecamento e dor vaginal. O médico pode recomendar o uso de um anel vaginal, estrogênio em cápsulas e outros tratamentos hormonais para aliviar esses e outros sintomas.[15]:

    • Existem várias opções de tratamento. Conversem a respeito e, baseados nos seus sintomas e histórico médico, cheguem a uma conclusão juntos.
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    Faça sexo seguro. Prevenir DST's é uma das melhores formas de evitar a dor vaginal. É importante usar camisinha, principalmente se você não conhece o histórico de seu parceiro. Além disso, faça exames para detectar DST's e trate-se imediatamente se o resultado for positivo.[16]

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    Não use duchas higiênicas. A vagina se mantém limpa e saudável através de bactérias naturais. Usar duchas higiênicas e outros produtos pode tirar essas bactérias do ambiente vaginal e deixá-lo vulnerável a infecções e dores.[17]

    • A secreção vaginal é eficiente em mantê-la limpa. Lave somente a vulva (parte externa da vagina) com água morna e sabão neutro diariamente, nenhum outro produto é necessário.[18]
  • Caso esteja fazendo tratamento com antibióticos, informe o médico antes de tomar remédios para a infecção.
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Vulvovaginite

A descarga vaginal é causada por uma ampla variedade de distúrbios, incluindo vaginites, cervicites e doença inflamatória pélvica.

A vaginite é o termo utilizado para quadros inflamatórios vaginais e pode ser causada por um espectro de etiologias como infecção, inflamação e alterações na flora vaginal normal e evoluindo como sintomas como descarga vaginal, irritação, prurido e alteração de odor.

As causas infecciosas mais comuns de vaginite em mulheres pré-menopausa incluem vaginose bacteriana (40 a 45%), candidíase vulvovaginal (20 a 25%) e tricomoníase (15 a 20%).

A candidíase vaginal, a vaginite de contato e a vaginite atrófica podem ocorrer em mulheres virgens e em mulheres na pós-menopausa; no entanto, outras formas de vulvovaginite infecciosas são encontradas em mulheres sexualmente ativas.

Em, aproximadamente, 30% das mulheres com queixas vaginais, o transtorno permanece sem diagnóstico mesmo após múltiplos testes diagnósticos. A vaginite infecciosa pode causar sequelas potencialmente graves.

Tanto a vaginose bacteriana como a tricomoníase têm sido associadas a ruptura prematura de membranas, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascimento.

A tricomoníase, por sua vez, está associada à doença inflamatória pélvica em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV).

Fisiopatologia

Nas mulheres em idade fértil, o estrogênio causa o desenvolvimento de um epitélio vaginal espesso com um grande número de células superficiais desempenhando uma função protetora.

O glicogênio é usado pela flora normal, como lactobacilos e corinebactérias acidogênicas, para formar ácido lático e ácido acético. O ambiente ácido resultante favorece a flora normal e desencoraja o crescimento de bactérias patogênicas.

A falta de estrogênio ou uma dominância da progesterona resulta em uma condição atrófica, com perda das células superficiais protetoras e seu glicogênio contido, e subsequente perda do ambiente ácido.

A vulvovaginite é o distúrbio ginecológico mais comum em meninas pré-púberes e inclui tanto causas infecciosas quanto não infecciosas (por exemplo, contato/irritativo, líquen escleroso, corpo estranho).

Os fatores que podem contribuir para a vaginite em mulheres pré-púberes incluem menor cobertura protetora pelos pequenos lábios, baixa concentração de estrogênio resultando em epitélio mais fino, exposição a agentes irritantes químicos como banho de espuma, falta de higiene, curta distância entre a vagina e o ânus, corpos estranhos, condições médicas crônicas (eczema, seborreia e outras doenças crônicas) e abuso sexual.

As etiologias infecciosas incluem organismos bacterianos respiratórios e entéricos, tais como Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus, estreptococos do grupo A e Streptococcus pneumoniae, Escherichia coli, Shigella flexneri, Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia, bem como cândida e vermes. As causas infecciosas podem ser mais comuns em adolescentes, especialmente naquelas sexualmente ativas.

Abordagem Inicial

A avaliação inclui os seguintes passos:

               Exame ginecológico: observar se o paciente apresenta edema ou eritema vulvar, corrimento vaginal, inflamação cervical e sensibilidade ao movimento abdominal e cervical.

               Exame das secreções e avaliação do pH vaginal: Ferramentas úteis, porém não disponíveis em todos os departamentos de emergência (DE). A avaliação microscópica das secreções vaginais frescas utilizando solução salina normal e preparo com escorregamento de hidróxido de potássio a 10% e odor da secreção auxilia o diagnóstico.

  • Serão discutidas, a seguir, as diferentes etiologias das vulvovaginites.
  • Vaginose Bacteriana
  • A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de vaginite e é responsável por até 50% dos casos em mulheres agudamente sintomáticas. São fatores associados à vulvovaginite aguda:
  •                Resposta local a corpo estranho vaginal
  •                Alterações pós-irradiação

Até 50% das mulheres que preenchem os critérios clínicos para esse diagnóstico são assintomáticas.

A VB é uma infecção polimicrobiana que ocorre quando os lactobacilos normais produtores de peróxido de hidrogênio são substituídos por outras espécies, incluindo Gardnerella vaginalis, Ureaplasma, Mycoplasma e vários anaeróbios.

Os fatores de risco incluem múltiplos parceiros sexuais, coito vaginal imediatamente após o intercurso anal receptivo, falta de uso de preservativo, duchas. Mulheres não sexualmente ativas são menos comumente afetadas.

A VB não é classificada como uma infecção sexualmente transmissível, mas a atividade sexual desempenha um papel na transmissão e pode promover a infecção. A apresentação clínica mais comum de mulheres com VB é o corrimento vaginal branco-acinzentado e o odor de peixe. A ausência de descarga vaginal ou a presença de apenas uma descarga leve torna o diagnóstico menos provável.

O diagnóstico é feito com base na história, no exame vaginal por espéculo, na avaliação microscópica das secreções vaginais e nos testes no local de atendimento.

Para verificar se há odor de peixe ou amina, pode-se adicionar uma gota de hidróxido de potássio a 10% e avaliar os vapores para cheiro de peixe (amina).

Para verificar o pH, aplicar uma pequena quantidade de secreções diretamente no papel de pH.

  1. A presença de três dos quatro critérios a seguir faz o diagnóstico:
  2.                Mais de 20% de clue cells em uma amostra úmida.
  3.                pH vaginal >4.5.

    O critério com a sensibilidade mais alta (89%) é o pH vaginal, enquanto que o com maior especificidade (93%) é o odor de amina ou resultado positivo no teste de odor.

    Se o pH vaginal for >4,5 e houver um odor de amina, o diagnóstico de VB pode ser considerado confirmado.

    Culturas de corrimento vaginal não são benéficas, pois os organismos como a Gardnerella são parte da flora vaginal normal.

    • Os esquemas de tratamento recomendados incluem:
    •                Secnidazol ou tinidazol, 2g, em dose única.
    •                Clindamicina, 300mg, VO, 2x/dia, por 7 dias.

    Tratar os parceiros sexuais masculinos não é benéfico para prevenir a recorrência, mas é recomendado tratar as parceiras, particularmente com recidivas frequentes, porque a VB pode se espalhar entre parceiros femininos. Em pacientes em uso de metronidazol, deve-se aconselhar evitar o consumo de bebidas alcoólicas durante o período de tratamento e as próximas 24 horas para evitar uma reação tipo dissulfiram.

    A recorrência dos sintomas é observada em 3 meses em 30% das pacientes tratados que inicialmente mostram uma resposta.

    Mulheres grávidas com alto risco de parto prematuro devem ser consideradas para o tratamento, a fim de evitar trabalho de parto prematuro e outros resultados adversos da gravidez.

    No entanto, estudos não foram capazes de demonstrar benefícios claros na prevenção de desfechos adversos da gravidez.

    Candidíase Vaginal

    Representa a segunda causa mais comum de vaginite infecciosa. Os dados de prevalência da candidíase vulvovaginal variam porque a doença não é notificável; muitas mulheres se automedicam com preparações de venda livre, e mais da metade das mulheres diagnosticadas também apresentam outras condições.

    O CDC estima que 75% das mulheres terão, pelo menos, um episódio de candidíase vulvovaginal durante a vida. O organismo é isolado em até 20% dos casos assintomáticos. Algumas mulheres permanecem totalmente assintomáticas, apesar de serem fortemente colonizadas por espécies de cândida.

    A candidíase vulvovaginal é rara na pré-menarca, mas é comum em crianças menores de 2 anos de idade. Deve-se considerar a hipótese de diabetes melito juvenil não diagnosticada ou outras formas de imunossupressão se a candidíase for diagnosticada em uma criança que já utiliza o banheiro sozinha. A incidência diminui após a menopausa, a menos que a reposição hormonal seja realizada.

    Aproximadamente, 10 a 20% das mulheres têm doença complicada e recorrente. Candidíase vulvovaginal recorrente ocorre em                Cetoconazol, 400mg, VO, por 5 dias.

               Itraconazol, 100mg, 12/12 horas, 2 doses.

  •                Miconazol, 2%, creme, 5g, um aplicador intravaginal ao dormir por 7 dias.

  •                Clotrimazol, 1%, creme 2%, creme 100mg, supositório 200mg, supositório 500mg, um aplicador intravaginal ao dormir por 3 dias.
  •                Terconazol, 0,4%, creme 0,8%, creme 80mg, supositório, um aplicador intravaginal, 4x/dia, por 7 dias.

  • O tratamento da candidíase vulvovaginal complicada (casos graves e recorrentes) requer uma duração mais longa da terapia com azólicos tópicos ou orais ou terapias alternativas. Em casos graves, considere tratar com um azol tópico por 7 a 14 dias ou tratamento com fluconazol oral, 150mg, nos dias 1 e 3 em um total de 2 doses.

    Em casos de recorrência, considerar tratar com um azol tópico por 7 a 14 dias ou fluconazol, 100, 150 ou 200mg, nos dias 1, 4 e 7 em um total de 3 doses.

    A maioria das mulheres com recidivas não tem causas precipitantes óbvias. Culturas vaginais devem ser obtidas para confirmar o diagnóstico clínico, mas também para identificar qualquer espécie incomum, como C. glabrata. Os azóis não são muito eficazes no tratamento da vaginite causada por C. glabrata.

    Tricomoníase

    A tricomoníase é uma infecção parasitária protovaginal unicelular. A infecção pode produzir inflamação local quando o organismo se liga à mucosa vaginal. Cerca de 50% das mulheres são assintomáticas.

    Mulheres sintomáticas com vaginite por Trichomonas apresentam descarga vaginal, prurido e irritação. A descarga clássica é amarelada, espumosa e malcheirosa.

    Os sintomas, geralmente, se desenvolvem dentro de 5 a 28 dias; no entanto, infecções não tratadas podem durar de meses a anos e produzir sintomas a qualquer momento.

    O diagnóstico baseia-se no exame microscópico das secreções vaginais e na visualização de Trichomonas móveis. A microscopia deve ser realizada imediatamente após a coleta da amostra ou o organismo perderá a mobilidade. A sensibilidade da identificação microscópica de Trichomonas é de 60 a 70% A cultura é 95% sensível.

    1. O tratamento para dosagem tricomoníase inclui:
    2.                Tinidazol, 2g, VO, em dose única.

    Endometriose

    • O QUE É?
    • Sintomas
    • Diagnóstico
    • Exames
    • Prevenção
    • Tratamentos e Cuidados
    • Convivendo

    Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade, e 20% apenas infertilidade.

    • Existem mulheres que sofrem dores incapacitantes e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. Entre os sintomas mais comuns estão:
    • • Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;
      • Dor pré-menstrual;
      • Dor durante as relações sexuais;
      • Dor difusa ou crônica na região pélvica;
      • Fadiga crônica e exaustão;
      • Sangramento menstrual intenso ou irregular;
      • Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;
    • • Dificuldade para engravidar e infertilidade.
    • A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
    • Fontes:

    Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

    Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Endometriose. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.165-173. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

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    • O QUE É?
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    • Convivendo

    O diagnóstico em casos de suspeita da endometriose é feito por meio de exame físico, ultrassom (ultrassonografia) endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório.

    Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. Em alguns casos, o médico ginecologista solicitará uma ressonância nuclear magnética e a ecocoloposcpia.

    Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

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    A endometriose ainda é uma doença difícil de diagnosticar por meio do exame físico, ou seja, realizado durante a consulta ginecológica de rotina. Dessa forma, os exames de imagem são mais adequados para indicar a possível existência do problema, que será confirmado posteriormente por meio de exames laboratoriais específicos.

    1. Entre os exames de imagem que podem sinalizar a endometriose, destacam-se:
    2. Ultrassonografia transvaginal – Procedimento de menor custo, que permite a identificação de endometriomas, aderências pélvicas e endometriose profunda.
    3. Ressonância magnética – Exame mais caro, a ressonância magnética apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda.

    Para identificar a existência da endometriose, outros exames complementares ainda podem ser solicitados pelo médico, como a ultrassonografia transretal, a ecoendoscopia retal e a tomografia computadorizada.

    Após a identificação de alguma alteração, o médico poderá optar por realizar uma biópsia da lesão encontrada, de modo a confirmar o diagnóstico.

    Essa avaliação será realizada por meio de exames chamados laparoscopia e laparopotomia.

    Laparoscopia – Permite tanto o diagnóstico como o tratamento da paciente. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga, e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, e se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação histológica e o tratamento cirúrgico das lesões.

    O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos métodos de imagem, permitindo que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada – e evitando, assim, múltiplos procedimentos.

    A Laparoscopia é mais vantajosa que a Laparotomia, porque envolve um menor tempo de hospitalização, anestesia e recuperação, além de permitir uma melhor visualização dos focos da doença.

    Laparotomia – É o procedimento tradicional e considerado mais invasivo em comparação à Laparoscopia.  Envolve uma incisão abdominal maior para acessar os órgãos internos, e pode ser indicada pelo médico dependendo das necessidades da paciente.

    Hoje em dia, no entanto, existem diversos tipos de tratamentos não invasivos, que podem reduzir o número total de procedimentos a que a paciente é submetida. Vale ressaltar que a endometriose é uma doença crônica, e por isso o acompanhamento médico contínuo é fundamental.

    Fonte:

    PASSOS, Eduardo Pandolfi. et al. Videolaparoscopia. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 302-322.

    SOUZA, Carlos Augusto B. et al. Endometriose. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 144-158.

    UENO, Jogi. Laparoscopia x Laparotomia. Disponível em: . Acesso em 18 jul. 2013.

    L.BR.03.2014.1648

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    A endometriose é uma doença benigna, que se caracteriza pela proliferação do tecido chamado endométrio para fora da cavidade uterina, local em que ele normalmente se desenvolve. O crescimento do endométrio faz parte do ciclo reprodutivo da mulher.

    Ao longo desse período, o tecido cresce, e quando não ocorre gravidez ele é eliminado em forma de menstruação.

    Entretanto, em algumas mulheres algumas células desse tecido migram no sentido oposto, podendo subir pelas tubas e chegar à cavidade abdominal, multiplicando-se e provocando a endometriose.

    Não há consenso médico sobre as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose, de modo que ainda é difícil falar diretamente em prevenção. Entretanto, diversos estudos sobre as características das mulheres que têm a doença ajudam a medicina a se aproximar de maiores respostas.

    Enquanto alguns fatores de risco para a endometriose são bem conhecidos, ainda não é claro como determinados comportamentos, tais como o uso de determinados medicamentos, compostos químicos, entre outros fatores, poderiam aumentar ou diminuir as chances de desenvolver a doença.

    Alguns estudos associam o padrão menstrual à ocorrência de endometriose: pacientes com fluxo mais intenso e mais frequente teriam mais risco de apresentar a doença.

    A relação entre o uso de pílula anticoncepcional e a endometriose ainda é polêmica: há pesquisadores que encontraram aumento de risco, e outros que indicaram a redução ou ausência de efeito.

    Como alguns anticoncepcionais orais são utilizados por mulheres que apresentam cólicas menstruais (dismenorreia primaria), e a endometriose causa dor pélvica (dismenorreia e dispareunia), a pílula é muitas vezes prescrita para mulheres que têm a doença, sem que se tenha descoberto alguma relação de causa e efeito entre elas.

    Filhas e irmãs de pacientes com endometriose têm maior risco de também desenvolver o problema. A identificação genética poderia ajudar a entender melhor a doença, mas é ainda difícil saber o quanto os genes realmente são relevantes em relação a outros fatores, como etnia e fatores ambientais.

    Consumir muito álcool e cafeína são hábitos que têm sido associados ao aumento do risco de endometriose, enquanto fazer atividades físicas parece diminuir as chances da doença.

    Com um debate científico ainda bastante acalorado sobre as causas da endometriose, o melhor que as pacientes podem fazer para manter a saúde em dia é consultar regularmente o ginecologista. Observar os sintomas e conhecer seu corpo também são atitudes que ajudam a perceber alterações, indicando a necessidade de voltar mais cedo ao consultório.

    Fontes:

    SOUZA, Carlos Augusto B. et al. Endometriose. In: FREITAS, Fernando. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 144-158.

    VARELLA, Drauzio. Endometriose: entrevista. Disponível em: < http://drauziovarella.com.br/mulher-2/endometriose-3/>. Acesso em 19 jul. 2013.

    L.BR.03.2014.1648

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    Existem dois tipos principais de tratamento para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. Vale lembrar que, dependendo da situação, ambos os procedimentos são feitos de maneira integrada.

    Nesse procedimento, a endometriose é removida por meio de uma cirurgia chamada laparoscopia. Em alguns casos, é possível eliminar apenas os focos da doença ou as complicações que ela traz – como cistos, por exemplo.

    No entanto, em situações mais sérias, o procedimento precisará até remover os órgãos pélvicos afetados pela enfermidade. Dependendo das condições da doença, é possível recorrer a tratamento por laparoscopia, com laser.

    Também é possível a realização da videolaparoscopia, que diagnosticará o número de lesões, aderências, a obstrução tubária permitirá tratar a doença.

    • Tratamento com medicamentos:

    Existem diversos medicamentos disponíveis no mercado para a endometriose, como: analgésicos, anti-inflamatórios, análogos de GNRh, danazol e dienogeste.

    Antes de começar o tratamento, caso a paciente deseje engravidar, poderá ser indicado o encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana, pois a melhor alternativa para a mulher que possui endometriose e deseja ter filhos é a fertilização in vitro. Isso porque a presença da endometriose não afeta as taxas de gravidez quando escolhido esse método.

    É importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.

    Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

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    Se a doença for detectada logo no início, o tratamento poderá ser instituído precocemente, aumentando a efetividade de alívio dos sintomas. Para isso, a mulher deverá relatar ao médico as situações atípicas e quaisquer outros problemas que possam ser sintoma da endometriose.

    Uma dica para ajudar a monitorar informações de dor relacionadas à endometriose é o aplicativo da Bayer gratuito para iPhone e iPad, chamado Meu diário mensal.

    O objetivo é auxiliar as mulheres com endometriose ou suspeita da doença, além de seus médicos, na coleta e organização de informações relacionadas ao ciclo menstrual, como dor, impactos nas rotinas diárias e padrão de sangramento. Dessa forma, a conversa com o especialista fica mais fácil.

    Fonte: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

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