Como aliviar a dor da síndrome do intestino irritável

Como Aliviar a Dor da Síndrome do Intestino Irritável

A Síndrome do Intestino Irritável é caracterizada por um grupo de sintomas comuns, incluindo alterações nos movimentos intestinais e dor abdominal. O problema afeta mais de 10% da população mundial e, embora possa afetar qualquer pessoa, é mais comum entre mulheres jovens e de meia-idade.

Causas

As paredes dos intestinos são formadas por músculos que se contraem e relaxam no decurso do processo digestivo. Na síndrome do intestino irritável, as contrações podem ser mais fortes e podem durar mais tempo do que o normal, fazendo com que surjam dor e desconforto, distúrbio da evacuação, com fezes pastosas, finas, sensação de evacuação incompleta.

 Poder ser, ainda, que aconteça o oposto, com contrações intestinais mais fracas que o normal, levando a constipação. Em pessoas com Síndrome do Intestino Irritável a atividade intestinal produz dor, ao contrário de pessoas normais nas quais os movimentos do tubo digestivos se tornam praticamente imperceptíveis.

Esta percepção aumentada é chamada de hipersensibilidade visceral.

  • Sintomas
  • Pacientes  com essa síndrome relatam dor abdominal ou desconforto recorrente juntamente com um ou mais dos seguintes sintomas:
  • – mudança no hábito intestinal, tal como constipação ou diarréia;
  • – melhora total ou parcial da dor abdominal após evacuação;
  • – inchaço abdominal e flatulência.

Os sintomas podem se apresentar por vários meses consecutivos. Infelizmente os sintomas relatados por pacientes com Síndrome do Intestino Irritável são similares aos sintomas de muitos outros problemas gastrointestinais, o que dificulta o diagnóstico.

Muitas vezes, os sintomas desta síndrome podem ser agravados por estresse. Certos alimentos também tendem a desencadear sintomas mais do que outros, como alguns carboidratos que, sendo mal absorvidos, fermentam e contribuem para o aumento do desconforto.

Como Aliviar a Dor da Síndrome do Intestino Irritável

Complicações 

A Síndrome do Intestino Irritável é uma condição que não coloca a vida em risco e não provoca câncer. Complicações resultantes de diarréia grave podem incluir desidratação e dor na área anal.

Raras vezes resulta em perda de peso.

Se há uma constipação grave, complicações poderão incluir hemorróidas, fissura anal (rompimento na abertura anal) e formação de fecaloma (acúmulo de fezes endurecidas no reto).

Diagnóstico 

Não há um exame específico para diagnosticar esta síndrome. Outras doenças apresentam os mesmos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável. Assim, o médico poderá recomendar alguns exames baseado em sintomas, idade e fatores de risco para outras condições que causam sintomas similares.

Algumas características que podem sugerir a necessidade de mais exames incluem a presença de anemia, sangramento retal, perda de peso não intencional, histórico de câncer colorretal na família, doença inflamatória do intestino, doença celíaca ou, ainda, dor que ocorre durante o sono.

  1. Caso o paciente apresente diarréia, o médico pode pedir exames de fezes, exames de sangue, testes respiratórios para diagnóstico de intolerância alimentar ou para o diagnóstico de alteração da flora intestinal, endoscopia, colonoscopia ou tomografia computadorizada.
  2. Caso o paciente apresente quadro de constipação, o médico poderá pedir um tempo de trânsito colônico, colonoscopia, exames de sangue ou exames especiais para estudar a função da musculatura anorretal.
  3. Se gases (inchaço abdominal e flatulência excessiva) forem características proeminentes, o médico poderá pedir um exame para avaliar a presença de intolerância alimentar (lactose e frutose), supercrescimento bacteriano no intestino delgado e doença celíaca (alergia ao glúten).
  4. Tratamento 

O tratamento da síndrome do intestino irritável pode ser desafiador em função da variedade de sintomas. Não há um único remédio que ajude a todos os pacientes.

Assim, o tratamento envolve mudanças na dieta,  como incorporar suplementos de fibras encontradas em frutas, vegetais e farelos; ingerir mais água e eliminar bebidas gaseificadas, alimentos gordurosos e glúten da alimentação diária.

Alguns medicamentos aliviam espasmos intestinais e podem ser usados no controle da dor. O controle da constipação pode aliviar a dor em muitos pacientes. Alguns laxantes podem ser úteis, mas devem ser usados com orientação médica.

O controle da diarréia pode ser feito com o uso de medicamentos. Alguns anti-espasmódicos e antidepressivos em baixas doses podem ajudar no controle da Síndrome do Intestino Irritável com diarréia predominante.

Somente médico poderá prescrever antidepressivos para diminuir a dor, a ansiedade e a diarréia.

  • Além dos remédios recomendados pelo médico e das alterações na dieta, algumas terapias alternativas podem ajudar a completar o tratamento, principalmente como forma de reduzir o estresse, que é um grande desencadeador dos sintomas da doença.
  • Caso você apresente os principais sintomas da síndrome do intestino irritável, procure orientação médica para ter o tratamento adequado.
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Síndrome do intestino irritável

Como Aliviar a Dor da Síndrome do Intestino Irritável

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio que se caracteriza por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre. Mudanças na alimentação ajudam a prevenir as crises. 

Síndrome do cólon irritável é um distúrbio na motilidade intestinal não associado a alterações estruturais ou bioquímicas e que se caracteriza por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre (constipação) presentes pelo menos durante 12 semanas (consecutivas ou não).

Causas da síndrome do intestino irritável

  • Motilidade anormal do intestino delgado durante o jejum, contrações exageradas depois da ingestão de alimentos gordurosos ou em resposta ao estresse;
  • Hipersensibilidade dos receptores nervosos da parede intestinal à falta de oxigênio, distensão, conteúdo fecal, infecção e às alterações psicológicas;
  • Níveis elevados de neurotransmissores (como a serotonina, por exemplo) no sangue e no intestino grosso;
  • Infecções e processos inflamatórios;
  • Depressão e ansiedade.

Veja também: Recomendações para evitar a formação de gases

Diagnóstico de síndrome do intestino irritável

O diagnóstico é baseado nos sintomas, na ausência de sinais relevantes verificados no exame físico e na visualização direta do intestino através da colonoscopia. Ele deve ser bastante cuidadoso, porque algumas doenças mais graves podem ser confundidas com a síndrome do cólon irritável.

Sintomas de síndrome do intestino irritável

Os sintomas principais são:

  • Desconforto abdominal;
  • Dor;
  • Cólicas;
  • Alternância entre períodos de diarreia e prisão de ventre;
  • Flatulência exagerada;
  • Sensação de esvaziamento incompleto do intestino.

Os sintomas podem piorar depois da ingestão de certos alimentos, como cafeína, álcool e comidas gordurosas (veja abaixo, nas perguntas frequentes, outros alimentos que devem ser evitados).

Tratamento da síndrome do intestino irritável

Para a dor:

  • O tratamento da síndrome do intestino irritável é feito com antiespasmódicos. Alguns pacientes reagem bem ao uso de antidepressivos tricíclicos; outros, aos anti-inflamatórios e, nos casos mais rebeldes, à morfina e derivados.

Para a diarreia:

  • Medicamentos que aumentam a consistência do bolo alimentar e reduzem a frequência dos movimentos intestinais costumam apresentar bons resultados. Casos mais refratários podem ser tratados com antibióticos por tempo curto.

Para a prisão de ventre:

  • Dieta rica em fibras e laxativos osmóticos, como o leite de magnésia e a lactulose, ajudam a aliviar os sintomas. Além desses, drogas capazes de acelerar o trânsito intestinal e diminuir a consistência das fezes também são úteis.

Recomendações para lidar com a síndrome do intestino irritável

  • Faça uma lista dos alimentos que possam estar associados ao aparecimento das crises e evite-os;
  • Adote dieta com baixo teor de gordura e rica em fibras, mas cuidado com os vegetais que aumentam a produção de gases, como repolho, couve-flor, batata doce, feijão, entre outros;
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas e as que contêm cafeína;
  • Procure não mascar chicletes nem chupar balas que contenham sorbitol;
  • Mantenha um programa diário de exercícios físicos;
  • Não fume;
  • Não despreze o benefício que a psicoterapia e outras técnicas terapêuticas (relaxamento, por exemplo) podem trazer aos portadores da síndrome.

Perguntas frequentes sobre síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável pode causar câncer colorretal?

Não. A síndrome do intestino irritável não é maligna, não provoca nenhum tipo de lesão no intestino e não evolui para câncer colorretal ou outras patologias mais graves relacionadas ao intestino.

Que alimentos devem ser evitados?

Pacientes com essa síndrome devem apostar em produtos com pouca gordura e muitas fibras e evitar:

  • Comidas gordurosas;
  • Álcool;
  • Cafeína;
  • Açúcar;
  • Produtos com sorbitol (como balas sem açúcar e chicletes);
  • Vegetais que aumentam a produção de gases (como feijão, repolho e batata doce);
  • Leite e derivados;
  • Alimentos picantes ou com muitos conservantes.

A síndrome do intestino irritável tem cura?

Não. O tratamento da síndrome visa a administrar os sintomas.

Normalmente, pacientes precisam fazer mudanças na alimentação e no estilo de vida, além de fazer uso de medicamentos em fases mais intensas, que provoquem muito desconforto.

O paciente pode passar longos períodos sem manifestações clínicas, mas o problema sempre pode retornar, tanto por distúrbios intestinais quanto por fatores emocionais.

Como Aliviar a Dor da Síndrome do Intestino Irritável

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    Ajuste a alimentação. Siga uma dieta com poucos FODMAPs, sigla em inglês para Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis Fermentáveis. Esses alimentos ou ingredientes estão relacionados com a piora dos sintomas da síndrome.

    Evite-os ou limite as porções para no máximo três ao dia. Em geral, é preciso seguir uma dieta com poucas gorduras e com carboidratos complexos.

    [18] Por exemplo, coma grãos integrais, laticínios sem lactose, alimentos sem glúten, peixes, frango, carne bovina e algumas frutas e legumes (como repolho-chinês, cenoura, banana, pepino, uva e tomate).[19]

    • Experimente essa dieta por seis semanas no mínimo. Você pode ter alívio imediato da dor abdominal ou o alívio pode demorar mais para aparecer.
    • Fale com o médico sobre o que se deve ou não comer nessa dieta.
    • Acredita-se que os carboidratos simples não são bem absorvidos pelo intestino e são fermentados com muita rapidez pelas bactérias. A produção de gases nesse processo é o que causaria os sintomas.
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    Diminua a ingestão de açúcar (frutose). A frutose não é bem absorvida pelo intestino, o que pode causar cólicas e diarreia.[20] Evite frutas que tenham açúcares simples, como maçã, damasco, amora, cereja, frutas em calda, tâmara, figo, pera, pêssego e melancia. Também é preciso evitar qualquer alimento com xarope de milho e frutose, o que pode incluir confeitos e bebidas.

    • Não se esqueça de eliminar adoçantes artificiais como o xilitol, sorbitol, maltitol e manitol (todos contêm polióis que irritam o sistema digestivo).
    • Também é preciso evitar os seguintes legumes, pois eles prejudicam a digestão: alcachofra, aspargo, brócolis, beterraba, couve-de-Bruxelas, repolho, couve-flor, alho, erva-doce, alho-poró, cogumelos, quiabo, cebola e ervilha. ]
    • Alguns desses alimentos, como o alho e o alho-poró, podem trazer benefícios para seu sistema imunológico e digestivo, e podem ser consumidos moderadamente. Experimente incluí-los em sua dieta em pequenas doses e vá aumentando em conformidade com as reações do seu organismo.
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    Consuma menos laticínios. Os laticínios contêm lactose, um carboidrato que é digerido e vira açúcar. A lactose pode irritar o seu sistema digestivo sensível.

    Caso você acredite ter sensibilidade à lactose, pode ser que na verdade você tenha intolerância, o que causa problemas digestivos parecidos com os da SII.

    [21] Tente diminuir a quantidade de leite, sorvete, iogurte, creme azedo e queijo que você come.

    • Ainda é possível comer iogurtes de soja, pois eles não têm lactose. Porém, é preciso evitar a soja em grãos.
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    Observe o consumo de grãos e leguminosas. Muitos grãos contêm frutanos que podem irritar o sistema digestivo. Tente diminuir o consumo de grãos que contêm glúten, como o trigo, trigo vermelho, centeio e cevada.

    Repare porém que alguns desses alimentos, como feijão e lentilhas, ajudam no tratamento se consumidos em moderação. Também é preciso diminuir o consumo de leguminosas, pois elas contêm galactanos que também podem irritar o sistema digestivo.

    Os galactanos e frutanos podem causar gases e estufamento no caso de SII. Evite os seguintes itens:[22]

    • Feijão.
    • Grão-de-bico.
    • Lentilha.
    • Feijão roxo.
    • Feijão branco.
    • Soja.
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    Coma frutas e legumes. Muitas frutas e legumes são permitidos na dieta com poucos oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Esses não contêm quantias altas dos carboidratos que o corpo tem dificuldade de digerir.

    No caso de frutas, coma banana, frutas vermelhas, melão, frutas cítricas, uva, kiwi e maracujá. Também há vários legumes que podem ser consumidos sem irritar o sistema digestivo. Tente preencher metade do prato somente com legumes em todas as refeições.

    Coma:[23]

    • Pimentão.
    • Pepino.
    • Berinjela.
    • Vagem.
    • Cebolinha.
    • Azeitona.
    • Abóbora.
    • Tomate.
    • Tubérculos: cenoura, cherovia, batata, rabanete, batata doce, nabo, inhame, gengibre.
    • Verduras: couve, alface, espinafre, repolho.
    • Castanha-d'água.
    • Abobrinha.
  6. 6

    Inclua carnes e grãos. Obtenha proteínas de fontes diversas como carne de boi, peixe, ovo, nozes e sementes (exceto pistache). Você não deve ter a sensação de que não pode comer nada.

    Basta verificar se essas carnes e grãos não têm açúcar ou trigo, o que pode irritar o sistema digestivo. Prefira carne de bois que não tenham sido alimentados com grãos ou xarope de milho e frutose.

    Os grãos que você pode comer incluem:[24]

    • Milho.
    • Aveia.
    • Arroz.
    • Quinoa.
    • Sorgo.
    • Tapioca.
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Hipnoterapia pode aliviar sintomas da síndrome do intestino irritável

A hipnoterapia pode ser uma nova opção de tratamento para a síndrome do intestino irritável, de acordo com um novo estudo publicado no periódico The Lancet Gastroenterology & Hepatology, na quinta-feira (22).

O distúrbio intestinal é uma condição persistente e difícil de tratar, com sintomas que podem afetar seriamente a qualidade de vida, incluindo dor abdominal, inchaço, diarreia e constipação.

O tratamento é feito por meio de cuidados individuais e paliativos, mas podem não ser bem-sucedidos.

O estudo atual, o maior já feito sobre o tema até então, mostrou que intervenções psicológicas, especialmente a hipnoterapia, podem ser eficazes.

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A pesquisa recrutou 354 adultos com idade entre 18 e 65 anos. Todos tinham a síndrome. Eles receberam cuidados primários por médicos e especialistas entre 2011 e 2016. Depois, foram divididos em grupos que receberam cuidado e suporte tradicional ou fizeram sessões de 45 minutos (individuais ou em grupo) de hipnoterapia duas vezes por semana durante seis semanas.

A hipnoterapia foi realizada por psicólogos que foram treinados a desenvolver uma técnica de visualização positiva durante a qual os pacientes receberam sugestões sobre como eles poderiam ganhar controle sobre o sistema digestivo para reduzir as sensações de dor e desconforto. Os pacientes também receberam um CD para que pudessem praticar exercícios de auto-hipnose em casa por 15-20 minutos todos os dias.

  • Os voluntários foram avaliados sobre o nível de gravidade dos sintomas, qualidade de vida, sintomas psicológicos, os custos de cuidados de saúde e ausência de trabalho no início do e imediatamente após o tratamento (três meses) e, novamente, nove meses mais tarde, bem como o alívio dos sintomas imediatamente após o tratamento e nove meses depois.
  • Os resultados mostraram que, imediatamente após o tratamento, os participantes dos grupos de hipnoterapia relataram alívio positivo em taxas substancialmente mais altas do que aqueles que receberam cuidados de suporte educacional, e esses benefícios persistiram por nove meses após o término do tratamento.
  • Melhorias na qualidade de vida, queixas psicológicas, cognitivas e reduções nos custos médicos foram semelhantes entre os grupos.

No geral, a hipnoterapia foi bem tolerada. Oito reações adversas sérias e inesperadas (seis no grupo de hipnoterapia individual e duas no grupo de hipnoterapia do grupo) foram relatadas, principalmente câncer e doença inflamatória intestinal, mas não foram relacionadas à hipnoterapia.

Embora os resultados sejam promissores, os autores afirmam que mais pesquisas serão necessárias para testar o número ideal de sessões de hipnoterapia, o efeito que as expectativas de pacientes podem ter sobre o resultado do tratamento e a medida em que os resultados são influenciados pelo psicológico do paciente.

“Nosso estudo indica que a hipnoterapia poderia ser considerada uma opção de tratamento para pacientes com a síndrome, independentemente da gravidade dos sintomas e o subtipo do distúrbio“, diz Carla Flik, que liderou a pesquisa. “Também é promissor ver que as sessões em grupo são tão eficazes quanto as individuais, o que pode significar que mais pessoas poderiam ser tratadas a um custo menor, caso isso seja confirmado em estudos posteriores”.

De acordo com Flik, os cientistas ainda não sabem exatamente como a hipnoterapia específica para problemas no intestino funciona, mas que ela pode mudar a mentalidade dos pacientes e os mecanismos de enfrentamento interno, permitindo-lhes aumentar o controle sobre os processos do corpo, assim como eles processam a dor e atividades do sistema digestivo.

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Síndrome do intestino irritável « Ada

A síndrome do intestino irritável é uma doença de longa duração que afecta o cólon (intestino grosso). Essa síndrome do intestino irritável é comum, e especialmente diagnosticada em jovens e mulheres. As suas causas não são completamente compreendidos, mas parece que contribuem o estresse e sensibilidade a certos alimentos.

Os principais sintomas são dor de barriga, inchaço e diarreia ou intestino preso. É importante uma avaliação médica para excluir outras possíveis causas para os sintomas antes de dar o diagnóstico da síndrome do intestino irritável.

Embora essa síndrome não possa ser tratada ou curada, muita gente acha que pode evitar coisas que fazem seus sintomas piorarem, e que estes melhoram ao longo do tempo.

Riscos

A síndrome do intestino irritável tende a afetar mais frequentemente as mulheres do que homens. Esta condição tende a ser mais diagnosticada em pessoas jovens, embora possa afetar pessoas de todas as idades. As causas da síndrome do intestino irritável não são totalmente compreendidas, mas supõe-se que o estresse e sensibilidade a certos alimentos contribuam.

Sintomas

Os sintomas da síndrome do intestino irritável podem variar muito de pessoa para pessoa. Os sintomas mais comuns são dor abdominal, cólicas, inchaço, gases, diarreia ou prisão de ventre e muco nas fezes. Os sintomas podem melhorar após a evacuação. Os sintomas podem ser desencadeados por estresse ou alimentos, e estes podem variar de uma pessoa para outra.

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Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um médico que avalia os sintomas e faz um exame físico. É importante que o médico exclua outras causas possíveis para os sintomas antes de fazer um diagnóstico da síndrome do intestino irritável, e isso pode envolver alguns exames.

Pode-se pedir à pessoa que mantenha um diário alimentar para ver quais alimentos pioram sistematicamente os sintomas. Pode-se fazer um endoscopia gastrointestinal (uma longa câmera introduzida através da boca ou ânus para olhar o estômago e intestinos).

Outros testes podem incluir testes de sangue, testes de respiração para a intolerância à lactose, raios-X ou uma tomografia computorizada (CT).

Tratamento

Não existe um tratamento que vise especificamente a síndrome do intestino irritável, mas existem várias formas de aliviar os sintomas. Para muita gente, é útil evitar alimentos que desencadeiam os sintomas.

Estes incluem (entre muitos outros) alimentos que causam gases (brócolis, couve, feijão), alimentos gordurosos e alimentos com cafeína. Muitas pessoas acham que ajuda fazer exercício regularmente. O estresse pode ser um gatilho importante de sintomas.

Aprender a gerir o estresse pode ser benéfico. Medicação pode ajudar no alívio da obstipação ou da diarreia.

Prognóstico

Embora a síndrome do intestino irritável seja uma condição que não pode ser curada, muitas pessoas aprendem a controlar seus sintomas e descobrem que estes melhoram ao longo do tempo. A maioria das pessoas não desenvolve quaisquer complicações a longo prazo, como resultado desta condição.

Como identificar a Síndrome do Intestino Irritável

Dor e distensão abdominal, gases, constipação e diarreia². Falar de desconfortos gastrointestinais ainda pode soar desconfortável, não é mesmo? Mas chegou a hora de tornar o assunto popular, já que esses sintomas, tão comuns, podem ocorrer devido a uma condição muito específica: a Síndrome do Intestino Irritável¹ (SII).

A doença surge quando há uma falha na movimentação intestinal, que afeta o intestino grosso e o trato digestivo³ ou ainda pelo aumento da sensibilidade intestinal. Ficou complicado? Imagine que organismo se movimenta de forma independente para manter o trato intestinal trabalhando e, quando algo dá errado, o intestino para de funcionar corretamente, podendo desencadear doenças.

De modo geral, a Síndrome do Intestino Irritável não tem uma causa exata⁴. Estudos mostram, porém, que fatores emocionais, hormonais ou relacionados a dietas¹ e medicamentos podem ter influência sobre o quadro¹,².

Como saber se tenho SII?

  • ● Diarreia (ou fezes menos consistentes)³
  • ● Três ou mais evacuações por dia³
  • ● Menos de três evacuações por semana³
  • ● Distensão abdominal³
  • ● Dores abdominais³
  • ● Gases³
  • ● Fezes anormais⁴

Outros sintomas da SII que não estão, necessariamente, relacionados a desconfortos gastrointestinais incluem fadiga, enxaqueca, distúrbios do sono¹, ansiedade e dores musculares². Estes sinais nem sempre aparecem, mas tendem a piorar com hábitos alimentares inadequados e uso de alguns tipos de medicamentos².

Esta síndrome não costuma fazer com que o paciente desperte no meio da noite¹ com dores, porém, pode persistir durante o dia, tendo melhora só após a evacuação⁴.

Como aliviar os desconfortos da SII?

Além do tratamento com medicamentos para diarreia, laxantes e antidepressivos², você sabia que os probióticos⁴ podem ajudar quem convive na Síndrome do Intestino Irritável? Para começar essa conversa, é importante saber que os probióticos são micro-organismos⁵ que existem naturalmente em nosso corpo e, quando administrados em boa quantidade, trazem benefícios para saúde, principalmente para o intestino.

Esses micro-organismos⁵ podem ser encontrados em suplementos⁵ ou alimentos lácteos e ajudam a combater as bactérias “ruins”, preservando a saúde do intestino⁶. Dessa forma, os probióticos ajudam a aliviar diarreia, estufamento ou distensão abdominal e flatulência⁴, sintomas típicos da SII.

No caso da diarreia, por exemplo, vale lembrar que ela é um sinal de desequilíbrio na microbiota (variedade de micro-organismos vivos, principalmente bactérias, que colonizam o intestino logo após o nascimento), mesmo no caso de quem convive com a síndrome. Os probióticos podem ajudar porque ajudam a corrigir esse desequilíbrio da flora intestinal, aliviando os sintomas⁷.

  1. Para uma melhora do quadro, também é importante adaptar o consumo de determinados alimentos, principalmente dos FODMAPs² (oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis), que são carboidratos que demoram para serem absorvidos e acabam sendo fermentados pelas bactérias do intestino, o que pode gerar gases e desconforto abdominal².
  2. Já os alimentos com alto teor de gordura² podem aumentar a permeabilidade intestinal e causar hipersensibilidade. Sendo assim, os pacientes que têm SII devem evitar o consumo de:
  3. ● Adoçantes artificiais³
  4. ● Alimentos gordurosos²
  5. ● Trigo²
  6. ● Leguminosas, como o feijão²
  7. ● Alimentos lactéos²
  8. ● Carboidratos²
  9. ● Vegetais, como repolho e brocólis²

Já na categoria de alimentos que devem ser incluídos no cardápio, lembrem-se das fibras³, que melhoram o trânsito intestinal. Lembre-se ainda que a mastigação³ correta é fundamental para garantir uma boa digestão, bem como a prática de atividades físicas².

Referências:

1 – Manual MSD: Versão para Profissionais de Saúde. Síndrome do intestino irritável (SII). Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/s%C3%ADndrome-do-intestino-irrit%C3%A1vel-sii/s%C3%ADndrome-do-intestino-irrit%C3%A1vel-sii.

2 – Manual MSD: Versão Saúde para a Família. Síndrome do intestino irritável (SII). Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/s%C3%ADndrome-do-intestino-irrit%C3%A1vel-sii/s%C3%ADndrome-do-intestino-irrit%C3%A1vel-siiquery=S%C3%ADndrome%20do%20intestino%20irrit%C3%A1vel%20(SII).

3 – CATAPANI, Wilson R. Conceitos atuais em síndrome do intestino irritável. Faculdade de Medicina do ABC. Disponível em: https://nepas.emnuvens.com.br/amabc/article/view/314/295.

4 – World Gastroenterology Organisation Practice Guidelines. Síndrome do intestino irritável: uma Perspectiva Mundial. Disponível em: https://www.worldgastroenterology.org/UserFiles/WGO_2015_IrritablebowelsyndromeIBS_Portuguese_Final.pdf.

5 – International Life Sciences Institute. Probióticos, Prebióticos e a Microbiota Intestinal. Disponível em: http://ilsi.org/wp-content/uploads/2016/06/Probi%C3%B3ticos.pdf.

6 – Raizel R et al. Efeitos do consumo de probióticos, prebióticos e simbióticos para o organismo humano. Revista Ciência & Saúde, Porto Alegre, v. 4, n. 2, p. 66-74, jul./dez. 2011. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Adilson_Reis_Filho/publication/277119663_Effects_of_probiotics_prebiotics_and_synbiotics_consumption_on_the_human_organism/links/5bcf4dc14585152b144fa2dd/Effects-of-probiotics-prebiotics-and-synbiotics-consumption-on-the-human-organism.pdf.

7 – TEOPHILO, Isabela de Paula Pessoa; GUIMARÃES, Norma Gonzaga. Tratamento com probióticos na síndrome do intestino irritável. Com. Ciências Saúde. 2008;19(3):271-281.

Síndrome do cólon irritável | CUF

Trata-se de uma perturbação motora do tubo digestivo que origina uma grande diversidade de sintomas digestivos crónicos ou recorrentes (dor abdominal, obstipação, diarreia, sensação de gás e distensão abdominal) na ausência de uma causa orgânica detetável.

A sua designação deve-se ao facto de, nestes doentes, o tecido muscular do intestino ser mais sensível e reagir mais intensamente a estímulos habituais, como a alimentação e o stress. Essa disfunção pode ocasionar atraso ou aceleração no movimento intestinal e, consequentemente, alteração na frequência, forma ou consistência das fezes.

Trata-se, portanto, de uma alteração funcional e não orgânica, ou seja, existem manifestações na ausência de uma lesão do intestino. Como tal, a síndrome do cólon irritável não é uma doença mas antes um conjunto de sintomas que ocorrem em conjunto. 

Considera-se a existência de quatro subtipos desta disfunção, com base na consistência das fezes: cólon irritável com obstipação, cólon irritável com diarreia, formas mistas e formas não classificáveis.

O síndrome do intestino irritável é, vulgarmente, conhecida como “colite nervosa”, “colite espástica, “cólon irritável” ou “doença funcional do intestino”. Nos países desenvolvidos, estima-se que, aproximadamente, 10% a 20% da população sofra desta doença. As mulheres são duas vezes mais afetadas do que os homens e pode ocorrer antes dos 45 anos.

As manifestações mais comuns são a dor ou desconforto abdominal, associada a diarreia, obstipação ou ambas.

Como regra, a dor ou desconforto abdominal devem estar associados a dois dos três seguintes sintomas: começarem com movimentos intestinais que ocorrem mais ou menos frequentemente do que o habitual; começarem com a presença de fezes menos consistentes e mais aquosas ou, pelo contrário, fezes mais duras do que o habitual; e melhorarem com a evacuação.

A síndrome do cólon irritável pode também causar diarreia três ou mais vezes por dia, com uma sensação de urgência; obstipação com três ou menos evacuações por semana; sensação de evacuação incompleta; presença de muco nas fezes e flatulência (eliminação de gases).

Os sintomas podem manifestar-se após uma refeição e devem ocorrer pelo menos três vezes por mês. A dor abdominal é frequentemente desencadeada pela ingestão de alimentos e alivia após a defecação ou emissão de gases. A dor localiza-se, geralmente, na parte inferior do abdómen. Pode ocorrer também distensão e sensação de gás abdominal.

Os doentes apresentam, geralmente, vários destes sintomas durante longos períodos de tempo. E que podem associar-se a outras manifestações do aparelho digestivo, como digestão difícil, bem como de outros órgãos (urinário, genital, músculo-esquelético). Os sintomas são agravados pelo stress e ansiedade. Geralmente, não se verifica a presença de sangue nas fezes, emagrecimento ou febre.

Não se conhece bem a sua origem. Admite-se que pode resultar de uma combinação de problemas físicos e psicológicos.

Algumas das causas possíveis são alterações a nível da sinalização entre o cérebro e intestino, determinando mudanças nos hábitos intestinais, dor e desconforto; alterações da mobilidade gastrintestinal, causando diarreia, obstipação ou espasmos intestinais; hipersensibilidade intestinal, com maior reatividade à distensão causada por gases ou fezes; problemas psicológicos como ansiedade, depressão, ataques de pânico, stress pós-traumático, antecedentes de abuso sexual; gastrenterite bacteriana; proliferação bacteriana excessiva no intestino delgado que produzem gases, diarreia e perda de peso; alterações nos níveis de neurotransmissores; fatores genéticos; sensibilidade a alguns alimentos, como aqueles que são ricos em hidratos de carbono, picantes, café e álcool.

Baseia-se na presença de dor ou desconforto abdominal pelo menos três vezes por mês nos últimos três meses, na ausência de outra doença ou lesão que possa explicar essa dor. O estudo das fezes, as análises ao sangue, a colonoscopia, são alguns dos exames que podem ser necessários. A colonoscopia é importante depois dos 50 anos para rastreio do cancro do cólon.

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Não existe cura mas os sintomas podem ser aliviados mediante uma combinação de alterações na dieta, medicamentos, uso de probióticos e tratamento dos problemas psicológicos associados.

É importante fazer refeições mais pequenas e mais frequentes, de modo a se reduzir a incidência de cãibras ou diarreia.

Devem-se privilegiar os alimentos pobres em gordura e ricos em hidratos de carbono, como pastas, arroz, cereais, frutas e vegetais.

E evitar os que tendem a acentuar os sintomas, como os ricos em gordura, derivados do leite, café, álcool, adoçantes artificiais, feijão e couves.

A fibra pode reduzir a obstipação mas aumentar a formação de gás, pelo que deve ser introduzida de um modo acompanhado.

Dentro dos medicamentos, as alternativas dependem dos sintomas e podem ser suplementos de fibra, laxantes, antidiarreicos (loperamida), antiespasmódicos ou antidepressivos. A lubiprostona é usada nas formas associadas a obstipação e parece melhorá-la, além de ter efeitos benéficos na dor abdominal e na consistência das fezes.

Por vezes, os antibióticos podem ser úteis, sobretudo nos casos em que se demonstra a presença de crescimento excessivo da flora bacteriana no intestino delgado.

Os probióticos são microrganismos vivos, de um modo geral bactérias, semelhantes aos que existem em condições normais no intestino. A sua administração em grandes quantidades tende a melhorar os sintomas do cólon irritável.

A abordagem dos problemas psicológicos é um aspeto essencial do controlo desta síndrome. A diminuição do stress, o repouso e o exercício físico podem contribuir para a redução da frequência e gravidade dos sintomas, influenciando positivamente a doença.

A melhoria ou resolução das suas manifestações é um processo demorado, que pode durar seis meses ou mais. Assim, a paciência é essencial e o papel da relação médico-doente revela-se fundamental de modo a não permitir que ocorra frustração ou desistência do tratamento.

A prevenção passa pelo controlo dietético, pela adoção de práticas de vida saudáveis e por evitar todos os fatores que podem desencadear as crises. Conhecer bem a doença e saber identificar o que a agrava é o melhor caminho para prevenir os seus sintomas. O exercício físico e o controlo do stress são dois aspetos igualmente muito importantes.

  • Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, 2013
  • The National Digestive Diseases Information Clearinghouse, Julho de 2012
  • The IBS Treatment Center, 2012
  • eMedicineHealth, 2013

Yoon SL e col., Management of irritable bowel syndrome (IBS) in adults: conventional and complementary/alternative approaches, Altern Med Rev. 2011 Jun;16(2):134-51.

Síndrome do intestino irritável – a:care Abbott

O que é SII?​

Síndrome do Intestino Irritável (SII), também conhecida como doença de cólon irritável, é uma enfermidade funcional crônica do intestino. Como nas doenças funcionais do intestino não é possível detectar problemas orgânicos, o intestino parece totalmente normal. Apesar disso, pacientes com SII apresentam alterações do movimento, da sensibilidade e das secreções do intestino.

As causas da doença ainda não estão bem-definidas. A hipótese mais aceita por especialistas é que seja multideterminada: varia de pessoa para pessoa, é influenciada por aspectos psicossociais, estilo de vida, alimentação e, possivelmente, fatores genéticos.

A SII é considerada, por muitos especialistas, um dos motivos mais comuns de consulta aos gastroenterologistas. É mais frequente em mulheres (2 mulheres para 1 homem), nos indivíduos abaixo dos 45 anos e atinge de 3% a 20% da população.

Quais são os Sintomas?​

Os principais sintomas da SII são: dor abdominal, cólicas, acúmulo de gases, abdome estufado, constipação e diarréia.

Em geral, esses sintomas persistem por pelo menos seis meses e, no mínimo, três dias por mês nos últimos três meses. Normalmente, a dor ou o desconforto abdominal são aliviados após evacuação ou a eliminação de gases.

A dor pode ocorrer em todo o abdome, ou localizar-se na metade inferior do órgão, ou, ainda, atingir seu lado inferior esquerdo.

Para confirmar o diagnóstico da SII, a dor e o desconforto devem estar acompanhados por uma mudança do hábito intestinal ou das caracaterísticas das fezes, inicialmente ocasionais e, progressivamente, mais frequentes.

Como saber se tenho SII​

Na SII, o exame clínico do paciente costuma ser normal, algumas vezes pode-se observar dor durante a palpação profunda do abdome. A distensão pode ser observada e a investigação complementar é desnecessária, desde que o diagnóstico tenha sido bem-fundamentado dentro de critérios clínicos e na ausência de sinais ou sintomas de alarme.

É importante saber que a SII não altera exames complementares. No entato, sintomas ocorrerão, pois trata-se de uma disfunção para a qual não há, até o momento, qualquer expectativa de cura. Existem recursos para aliviar os sintomas e ampliar a qualidade de vida do paciente.

Quais os tipos de SII​

Existem três predominâncias de SII:

  • Tipo diarreico Caracterizado por evacuações múltiplas, que começam no período da manhã, após o desjejum. Têm volume pequeno, com fezes amolecidas ou líquidas, podendo conter muco, mas sem sangue. São precedidas de dor abdominal, aliviada momentaneamente após a evacuação. O intervalo entre as evacuações é curto, com caráter de urgência. São explosivas, deixando o paciente inseguro para iniciar suas atividades rotineiras.
  • Tipo constipativa É acompanhada de evacuações difíceis, mesmo que diárias, com fezes afinadas, endurecidas e em pequena quantidade, persistindo a sensação de eliminação incompleta. As evacuações requerem esforço,e, mesmo que ocorram repetidamente, não se observa sensação de esvaziamento intestinal. Esses sintomas deixam o paciente desconfortável, com dor abdominal constante, distensão abdominal e sensação de acúmulo de gases.
  • Tipo alternante ou misto Engloba os dois tipos anteriormente descritos: ora diarreico, ora constipado.
  • Quais os tratamentos
  • Há várias opções de tratamento para a SII, incluindo medicamentos, alimentação adequada e, algumas vezes, aompanhamento psicológico.
  • Medicamentos

Há medicamentos específicos para o tratamento da SII, que devem ser utilizados nos períodos em que os sintomas ficam mais intenstos. Na maioria das vezes, seu uso é crônico, considerando tipo, frequência, intensidade dos sintomas e qualidade de vida do paciente. O objetivo do tratamento com medicamentos é aliviar a dor e restabelecer o hábito intestinal.

Dieta

Diversos pacientes identificam alimentos ou bebidas que pioram seus sintomas e que devem ser evitados. Sabemos que alimentos gordurosos têm efeito laxativo, podendo exacerbar a diarreia de quem já tende a esse tipo de ritmo intestinal.

A utilização de certos cerais, verduras e leguminosas (brócolis, beterraba, couve-flor, repolho, couve e todos os grãos), frutas (maçã, pera, pêssego), produtos dietéticos e líquidos gaseificados (propensos à produção natural de gases) pode intensificar a queixa de distensão abdominal.

Acompanhamento psicológico

O componente emocional, em alguns pacientes, é um importante fator de agravamento da SII. Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ser bastante útil, e, em determinadas situações, há necessidade de prescrição de medicamentos por um psiquiatra.

Em grande parte dos pacientes com SII, esses tratamentos são realizados em conjunto. Por exemplo: na SII com predomínio de diarreia, ou até mesmo na constipativa, a associação de medicamentos específicos para a doença com a dieta rica em fribras é uma boa combinação, pois são retentores de água, auxiliando o bom funcionamento do intestino.

Lembre-se: É sempre importante consultar seu médico para uma melhor orientação sobre diagnóstico e tratamento mais adequado para seu caso.

Consultora médica Dra. Maira Andrade Nacimbem Marzinotto – CRM-SP 124.994
Inauen, W; Halter, F. Clinical efficacy, safety and tolerance of Mebeverine slow release (200mg) vs Mebeverine tablets in patients with irritable bowel syndrome. Drug Invest 1994;8(4):234-240.

Washington N, Ridley P, Thomas C et al. Mebeverine decreases mass movements and stool frequency in lactulose-induced diarrhoea. Aliment Pharmacol Ther 1998;12:583Ð8.

Material destinado ao público em geral.
Out./2017

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