Como alimentar um caracol da terra: 8 passos

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

Você sabe Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim? Acha que apenas lançando mão de produtos tóxicos fortes é possível acabar com esses invasores tão indesejados?

Enganou-se! Aqui, você verá que há formas de eliminar os caracóis com procedimentos simples e receitas caseiras, que não incluem agentes agressores para você e até mesmo para o seu jardim.

Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim – Dicas Naturais

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

E Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim é uma preocupação recorrente por quem cuida com todo o carinho e dedicação de plantas e flores. Isso porque esses moluscos podem simplesmente acabar com o seu jardim com o tempo. Isso mesmo!

Os caracóis costumam se alimentar de folhas suculentas e belas flores, que dão a tanta graça ao seu jardim. Além disso, podem parasitar as plantas, enfraquecendo-as e facilitando que elas contraiam doenças diversas.

Escolha Bem e Proteja a Terra

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

O tipo de terra que você tem em seu jardim pode ajudar ou não a combater os indesejados caracóis. Para impedir a presença desses moluscos e até mesmo exterminá-los, use, de preferência, terra do tipo diatomácea em seu jardim ou vasos.

Para quem não conhece, a terra
diatomácea se trata de um substrato que é produzido por meio de rochas
sedimentares decompostas através de séculos. Você encontra esse tipo de terra à
venda em lojas especializadas por preços acessíveis. Ainda, é possível
misturá-la na terra comum, se você já tem uma área sem esse tipo de substrato,
certo?

Essa terra torna a vegetação fortalecida e, assim, as plantas do jardim conseguem combater por si só os malefícios trazidos pelos caracóis e outras pragas. Além disso, também costuma espantar esses invasores devido a presença de minérios que não agradam os moluscos, como o silício.

Estopas Em Latinhas

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

Os caracóis são moluscos que se sentem atraídos por alguns alimentos e substâncias como: cerveja, berinjela, chuchu, leite, entre outros. Dessa forma, é possível preparar uma maneira simples de Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim usando um desses agentes de atração.

Para a confecção desse material você deverá providenciar estopas e molhá-las, por exemplo, em cerveja ou leite ou com seiva de berinjela ou de chuchu. Depois, coloque esse material em latinhas.

Distribua essas latinhas por todos o jardim. Os caracóis que estão nas plantas serão atraídos pelas substâncias e migrarão para as latinhas.

Então, você conseguirá juntar muitos desses moluscos que estão prejudicando
o seu jardim e exterminá-los. Faça esse procedimento, por exemplo 3 vezes na
semana.

A melhor época para caçar os caracóis são as fases úmidas. Mas, a receita também ajuda nas épocas de estiagem.

Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim Com Serragem

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Eis mais uma dica fácil de Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim muito simples de preparar. Se você tem muitos vasos e eles têm sido atacados por esses moluscos, uma receita fácil é colocar bastante serragem na borda dos vasos.

Os caracóis não conseguem se mover muito bem sobre a serragem e acabam caindo ao chão e migrando para outros locais ou mesmo falecendo por imobilização. Ainda, é possível usar palha de arroz ou algum material áspero no lugar da serragem.

Instalar Barreiras

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

Outra forma eficaz de Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim é providenciando barreiras caseiras. Parece complicado, não é mesmo? Mas nem tanto…

Você deve providenciar placas de metal (como de alumínio ou cobre) que
servirão para fazer as barreiras. Faça molduras no solo com essas placas.

As barreiras devem ter pelo menos 5 cm de comprimento a contar do ponto mais
próximo possível das raízes das plantas. Caso o jardim seja pequeno, você pode
emoldurar todo o espaço com essas barreiras.

Os metais são elementos que afastam caracóis e moluscos em geral e são, inclusive, tóxicos para eles. Assim, essa barreira manterá esses invasores longe das suas plantas.

Cascas de Ovos

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

As cascas de ovos também podem impedir a presença de caracóis em seu jardim.
A dica é colocar muitas cascas ao redor das plantas, flores, árvores. As cascas
de ovos irritam os caracóis, que evitam à área.   

No entanto, se essa técnica ajuda mais a evitar a invasão dos moluscos. Se o
ambiente já está sendo prejudicado por caracóis, recorra a outras receitas já
ensinadas anteriormente para combater os invasores indesejados.  

Outras formas de manter esses “visitantes” nada bem-vindos longe é fazer a mesma coisa, mas usando lascas finas de madeira, aveia, alecrim, cal, entre outras substâncias.

Outros Recursos Naturais

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Algumas ervas, raízes e tubérculos podem ser muito eficazes para eliminar os invasores, no caso de jardins pequenos e vasos. Esses ingredientes podem ser jogados próximo às raízes das plantas ou mesmo sobre as folhas ou as flores e galhos. O ideal é que sejam utilizados na forma seca.

São eles: alho, erva doce, gengibre, tomilho, casca de batata, sálvia, salsinha. Esses e outros ingredientes naturais atraem os caracóis e, assim, você consegue capturá-los e mantê-los bem longe de suas plantas de vez!

Atenção Com Produtos Industrializados

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Muitas pessoas podem achar que essas receitas de Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim não são tão eficazes como os produtos industrializados contra caracóis, insetos e outras pragas.

Essa ideia está equivocada, pois, além de soluções e preparações caseiras serem tão eficaz como muitos dos industrializados, esses produtos químicos podem conter substâncias que fazem mal a animais domésticos, as próprias plantas do jardim e até a quem os aplica.

Portanto, muita atenção ao cuidar do seu jardim usando produtos químicos industrializados. Siga à risca as instruções e sempre mantenha crianças e animais longe. Também proteja olhos, mãos e outras partes do corpo ao manusear esses produtos.

Evitando Caracóis No Seu Jardim

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

Além de conhecer as melhores receitas de Como Acabar Com Os Caracóis No Jardim é importante saber como evitar que esses moluscos se alojem e acabem tirando a vitalidade e a beleza de suas plantas e flores.

A melhor forma é sempre remover os detritos que se acumulam no solo ou mesmo entre galhos e folhas, como: pedaços de madeira, relva seca, ervas daninhas, etc. Isso evita que os caracóis e outros tipos de pragas encontrem nesses materiais, locais ideais para se esconderem.

Praga de caracóis impede entrada de carros da Mercedes-Benz na Austrália

AfroBrazilian / wikimedia

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

Caracóis da espécie Xerolenta obvia.

Uma praga de caracóis no interior de carros da marca Mercedes-Benz impediu a entrada dos veículos na Austrália. As 900 unidades foram devolvidas à Europa num caso insólito que representa um prejuízo de 45 milhões de euros para a marca alemã.

Alguns dos 900 carros da marca Mercedes-Benz, incluindo desportivos e limusinas, chegaram à Austrália com caracóis no seu interior. A praga foi detectada por profissionais de bio-segurança em “inspecções de rotina”, como avança o jornal australiano Illawarra Mercury.

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O Ministério da Agricultura da Austrália foi imediatamente alertado para a presença do molusco conhecido cientificamente como Xerolenta obvia.

Estes caracóis terrestres encontram-se, habitualmente, no sudeste europeu, em países como Itália, República Checa, Polónia, Eslováquia e Ucrânia, e são considerados pelo Governo australiano “uma praga de importância agrícola e ambiental” que pode afectar a flora e a fauna locais.

Deste modo, os carros ficaram retidos em quarentena, e a sua importação para a Austrália foi suspensa. Foram devolvidos ao porto de origem em Zeebrugge, Bruxelas, na Bélgica, dentro de contentores específicos e após fumigação, para evitar que contaminem outras mercadorias.

  • A situação representa um prejuízo da ordem dos 45 milhões de euros para a Mercedes-Benz que já anunciou que está a investigar como é que os caracóis se instalaram nos veículos.
  • Os carros chegaram a diferentes portos australianos, designadamente em Port Kembla, Fremantle, Melbourne e Brisbane, tendo sido transportados por navios diferentes.
  • Esta espécie de caracol “é conhecida por se alimentar de uma extensa variedade de culturas”, incluindo “alfafa, tremoço, trevo, trigo, cevada e árvores frutíferas”, explica o Departamento da Agricultura da Austrália.
  • “O seu estabelecimento na Austrália representa um risco de contaminação das culturas por infestações de caracóis e a transmissão de patogénicos vegetais que podem prejudicar o sector agrícola”, refere ainda a entidade.
  • A espécie pode também estar infectada por “parasitas que não estão presentes na Austrália”, nomeadamente larvas que podem contaminar cabras e ovelhas, representando assim um risco para o gado, como destaca o mesmo Departamento.

Não é a primeira vez que uma espécie animal acarreta problemas para marcas de carros. As marcas Mazda e Toyota já tiveram problemas com aranhas.

Em 2014 e em 2011, a Mazda teve que recolher mais de 90 mil carros devido à presença de aranhas no circuito de alimentação de vários carros. As suas teias podiam provocar fugas de gás.

Em 2013, também a Toyota recolheu 800 mil veículos devido à presença de aranhas nos motores.

SV

Qual a diferença entre lesma, caramujo e caracol?

Como Alimentar um Caracol da Terra: 8 Passos

Os três são moluscos, da classe dos gastrópodes. A principal diferença entre a lesma e os outros dois é que ela não tem uma concha externa – ou tem uma concha muito pequena. Já caracol e caramujo são sinônimos em várias regiões do Brasil, mas, na linguagem popular, caracol geralmente se refere aos gastrópodes terrestres, e caramujo, aos aquáticos. Já as lesmas podem viver tanto na terra como no mar. Juntos, esses três bichinhos somam cerca de 75 mil espécies. Além de numerosos, eles são antigos moradores da Terra: existem registros fósseis de gastrópodes de cerca de 500 milhões de anos atrás. Há entre 30 e 40 famílias de lesmas, contra 400 de caramujos e caracóis, de acordo com o biólogo Luiz Ricardo Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, autor do livro Land and Freshwater Molluscs of Brazil (“Moluscos Terrestres e de Água Doce do Brasil”). Você pode não gostar da gosma que eles deixam, mas sem eles, podem ocorrer desequilíbrios ambientais.

MINHA NADA MOLE VIDAApesar de hermafroditas e gosmentos, gastrópodes têm vida sem sal

BELEZA INTERIOR

O corpo das lesmas terrestres tem três partes principais: cabeça, pé e massa visceral, que é recoberta por uma espécie de pele, o manto. Da cabeça saem quatro tentáculos, todos retráteis: dois são a base dos olhos e dois são usados para o tato e o olfato. A parte de baixo do corpo dos caramujos é a mesma das lesmas

  • DEBAIXO DOS CARACÓIS
  • Os caracóis e caramujos nascem com uma protoconcha, que já contém todas as camadas da concha dos
  • adultos. À medida que cresce, uma glândula no manto vai secretando as três camadas que formam o material:

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  1. Perióstraco: Parte mais externa, rica em conchiolina, uma matéria orgânica. Protege a concha da corrosão do meio ambiente
  2. Óstraco: Camada intermediária, feita de carbonato de cálcio, que confere dureza à concha
  3. Hipóstraco: É a mais próxima do corpo. É responsável pela reparação de qualquer fratura sofrida pela concha
  4. CABEÇA FRESCA

Dependendo de onde vivem, os gastrópodes respiram de maneiras diferentes. Enquanto as formas marinhas usam brânquias (como os peixes), as terrestres têm pulmão e fazem a troca gasosa por um buraco existente na lateral da cabeça, chamado pneumóstoma. Como essas espécies têm a pele muito

fina, elas também absorvem o oxigênio diretamente por ela

VELOCIDADE MÍNIMA

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Para se mover, lesmas e caracóis contam com a ajuda de uma espéciede muco, secretado por uma glândula localizada na barriga. Essa substância gosmenta é importante porque ajuda no deslizamento do animal.

Eles se movem fazendo movimentos ondulatórios, como as cobras e as minhocas.

Os animais menores (de até 1 milímetro de comprimento) também contam com a ajuda dos milhares de cílios localizados na barriga, que funcionam como uma sucessão de pezinhos.

  • Entenda como lesmas e caracóis se movimentam:
  • 1. Para se movimentar, o primeiro passo é levantar a cabeça em um ângulo de 20 a 30 graus do chão
  • 2. Em seguida, o bicho estica o resto do corpo, e as partes que se desprendem do chão vão se alternando ao longo do corpo da lesma, até começar tudo de novo
  • SEXO CRUZADO

A maioria dos gastrópodes terrestres é hermafrodita: o mesmo animal possui um pênis e uma vagina, mas precisa de um parceiro para procriar. Durante o acasalamento, rola uma fecundação cruzada, em que um transfere espermatozóides para o outro, e vice-versa. Veja como é a transa radical das lesmas-leopardo (Limax maximus):

1. A lesma que quer acasalar solta um muco com um “sabor especial”, que anuncia aos companheiros de espécie que ela está a fim

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  1. 2. As duas lesmas sobem, então, em um galho e se enroscam uma na outra, soltando um fio de muco
  2. de até 40 centímetros
  3. 3. Enroladas, as duas descem pelo fio e cada uma coloca o pênis (que estava “escondido” sob o
  4. manto) para fora
  5. COM A LÍNGUA NOS DENTES

Para comer, os gastrópodes usam a rádula, órgão parecido com a língua, com milhares de protuberâncias que lembram dentes humanos. A ponta da rádula raspa o alimento, e os “dentes” na superfície o cortam. Os gastrópodes encaram de tudo na hora de comer: alguns só comem plantinhas, outros preferem matéria

orgânica podre e há ainda as carnívoras, que comem insetos, outros moluscos e até pequenos peixes

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AI, MEUS SAIS

Muita criança já fez a maldade: jogou sal na lesma para vê-la derreter. Isso acontece porque a pele dela é muito fina e permeável. Por um processo químico conhecido como osmose, o sal “suga” a água existente no corpo do bicho, fazendo com que ele perca muito líquido e morra de desidratação

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AS APARÊNCIAS ENGANAM Entre as 400 famílias de caracóis e caramujos, há desde iguarias a bichos perigosos

DO BEM…

Ele é um caracol terrestre da família Helicidae, e, como todo molusco, é bem nojento.

Mas, como é herbívoro e se alimenta apenas de frutas e verduras, o escargot se tornou uma das iguarias mais refinadas do mundo.

Alguns criadores deixam o bicho em jejum e depois os alimentam com água, ervas aromáticas e até vinho branco! Um quilo de sua carne – que tem entre 120 e 150 animais – custa quase 100 reais

…E DO MAL

Alguns caramujos da família Planorbidae são hospedeiros do verme responsável pela esquistossomose. Outro gastrópode mal-encarado é um caramujo africano (Achatina fulica), espécie introduzida nos anos 80 como uma alternativa ao escargot. O contato com seu muco pode causar distúrbios no sistema nervoso, perfuração do intestino, hemorragia abdominal e até a morte do paciente

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  • Qual é a diferença entre polvo e lula?
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Grilagem financiada pela Universidade de Harvard afeta vida de comunidades locais

Grandes operações agrícolas realizadas pela Universidade de Harvard há mais de uma década impactam diretamente comunidades rurais no Brasil, principalmente em regiões da Bahia e do Piauí. É o que denuncia um novo relatório lançado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, em parceria com a Grain e outras organizações internacionais nesta terça-feira (12). 

O documento expõe como a Universidade utilizou empresas no agronegócio para se apropriar de mais de 400 mil hectares no Cerrado brasileiro, exercendo um papel fundamental na corrida global por terras agricultáveis que aconteceu entre empresas financeiras após a grave crise econômica de 2008. 

Somente nos oito anos primeiros anos após a crise, Harvard investiu mais de US$ 1 bilhão na aquisição de terras agrícolas e passou a ter controle sobre 1 milhão de hectares ao redor do mundo. Os terrenos estão localizados nos Estados Unidos, no leste europeu, na África do Sul, Nova Zelândia, Austrália e, principalmente, no Brasil, onde Harvard adquiriu 40 fazendas.

Segundo o relatório, para burlar a legislação brasileira que restringe a propriedade estrangeira sobre a terra, a exploração se deu por meio do financiamento direto de três empresas do agronegócio: a Insolo Agroindustrial S/A, a Gordian Bioenergy (GBE) e sua subsidiária Terracal, e a Caracol Agropecuária. 

Futuro sombrio

A iminente aprovação da MP 910 cairá como uma luva para essas e outras empresas interessadas em se apropriar de terras no Brasil. O projeto apoiado pela bancada ruralista pretende legalizar, até 2022, cerca de 600 mil imóveis rurais e permitir que o novo proprietário venda a terra após três anos.

A medida tornará privados mais de 65 milhões de hectares, uma área maior do que o estado da Bahia, legalizando terrenos ocupados até dezembro de 2018 na Amazônia Legal e até maio de 2014 para o resto do Brasil, incluindo o Cerrado.

Segundo Larissa Packer, da Gran America Latina, a MP fomenta a execução de estratégias para bular o limite de aquisição de terras por estrangeiros, incentivando mecanismos usados por fundos internacionais, a exemplo de Harvard, para controlar as terras brasileiras por meio de empresas nacionais laranjas. 

“A MP acaba institucionalizando crimes de invasão e desmatamento ilegal no Brasil. Processos que vêm sendo conduzidos por um negócio internacional de compra e venda de terras.

O Estado vai subsidiar esse negócio, barateando o primeiro ciclo da grilagem com dinheiro público, e depois autoriza revenda dessas terras em apenas três anos.

Então, se regulariza uma área pública em favor de uma pessoa jurídica que pode ter um capital estrangeiro por trás, e depois essa área pode ser revendida para qualquer pessoa, física ou jurídica”, explica a pesquisadora. 

  • :: Campeões de desmatamento e queimadas na Amazônia são dominados pelo gado e pela soja ::
  • Impactos sociais
  • Entre as comunidades tradicionais mais atingidas pela atuação das empresas financiadas por Harvard no Cerrado brasileiro, a savana com maior biodiversidade no mundo, está a comunidade rural de Arthur Passos, no Piauí. 
  • Descendentes de populações africanas e reconhecidos oficialmente como quilombola, o que lhes garantiriam o direito à terra, os moradores da comunidade viram o processo de titulação oficial do território ser drasticamente interrompido em 2013, quando a Terracal reivindicou toda a área ao redor das casas da população local. 
  • A Gordian Bioenergy instalou uma cerca de 17 km na área e contratou seguranças privados para impedir a entrada dos quilombolas, aniquilando as possibilidades de manutenção do modo de vida tradicional dessa população.

As informações indicam ainda que as operações estão conectadas com níveis alarmantes de desmatamento e incêndios florestais, gerando graves efeitos para a crise climática global.

 Em 2015, por exemplo, a Terracal destruiu grandes áreas de florestas com o objetivo de iniciar um projeto massivo de monocultivo irrigado em 45 mil hectares.

O recurso previsto de 350 milhões de dólares, porém, foi retirado pela Harvard, que orientou os gestores brasileiros a venderem a propriedade o mais rápido possível. 

Contudo, as terras estão ociosas há cinco anos e as violações dos direitos humanos dos quilombolas também continuam. Conforme a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos constatou no segundo semestre do ano passado, no local ainda se observa a presença de seguranças privados para impedir que os moradores retornem às terras. 

Altamiran Ribeiro, da coordenação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Piauí, reforça a gravidade dos impactos sociais decorrentes da expulsão das comunidades e da atuação predatória das frentes do agronegócio. Ele acompanhou de perto as consequências que a atuação da Insolo Agroindustrial trouxe para as comunidades no sul do estado.

“Eles usavam as chapadas para criar animais e colher frutos. Hoje não existe mais esse espaço. [A ofensiva] Vai direto contra a segurança alimentar dessas pessoas.

As empresas destroem 100% das fazendas, tiram toda a mata, e muitas pragas que tem em cima das serras descem e devoram as lavouras das famílias.

O pessoal não consegue colher os alimentos da roça, plantados todo ano”, lamenta Altamiran.

Ele conta ainda que, em períodos de chuvas, os agrotóxicos usados pelas empresas nas lavouras são carregados pelo vento, contaminando plantações de pequenos produtores, assim como nascentes de água utilizadas pelas famílias. Com a saúde ameaçada, os moradores são obrigados a deixar os territórios, que logo são apropriadas pelos grileiros.

O esquema de Harvard

De acordo com o relatório, entre junho de 2008 e junho de 2016, Harvard injetou mais de US$ 138,7 milhões apenas na Insolo. A Universidade detém 95,8% da empresa, que adquiriu pelo menos seis fazendas com um total de 115 mil hectares no Piauí. 

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Já a Gordian Bioenergy/Terracal, dona de terras agrícolas na cidade e nos arredores de Guadalupe, também no Piauí, recebeu 246 milhões de dólares transferidos de Harvard entre 2008 e 2015. O investimento foi destinado à construção operações de cana-de-açúcar e de produção de tomate em larga escala.

No total, foram mais de 30 fazendas para Harvard em cinco estados do nordeste brasileiro, totalizando 168 mil hectares que até hoje permanecem ociosos.

Antes da agricultura, a instituição também investiu no setor madeireiro. Foram mais de 10 milhões de dólares entregues a Caracol Agropecuária, criada em parceria com empresários brasileiros da Granflor Agroflorestal. 

A Universidade detém 100% da empresa por meio de um grupo de subsidiárias registradas no estado norte-americano de Delaware. O negócio também recebeu mais de 60 milhões de dólares da administradora de fundos da Universidade Blue Marble Holdings entre junho de 2008 e junho de 2016 para a aquisição de terras, principalmente no estado da Bahia.

No entanto, conforme alertam as organizações, a aposta de Harvard se transformou em um desastre financeiro para seu fundo patrimonial. A universidade teve que reduzir o valor de sua carteira de recursos naturais em 1,1 bilhão de dólares em 2017 e tentam encontrar compradores para suas propriedades rurais desde então – um imenso sinal de alerta para especuladores. 

  1. Indenização
  2. Em tom crítico, o relatório endossa que “o fundo patrimonial de Harvard se descreve como um ‘investidor de longo prazo’ e afirma ter o compromisso de ser ‘um bom gestor das terras que detém e administra’”, mas não cumpre suas próprias diretrizes. 
  3. :: Especial | Matopiba: o capital acima da vida :: 

“A instituição pode corrigir a situação, mas para isso precisa interromper a venda de suas terras no Brasil, devolvê-las às comunidades afetadas e pagar indenizações a essas comunidades. Essas são demandas de estudantes de Harvard e das comunidades brasileiras impactadas”, defendem as organizações.

Entre elas, a Fossil Fuel Divest Harvard, formada por estudantes, ex-alunos e professores da instituição. Em entrevista ao Brasil de Fato, o jovem Caleb Schwartz , integrante do grupo, condena a atuação da Universidade. 

“Quando sentam em um escritório de Boston e fazem a escolha de pegar terras do Brasil, não estão fazendo isso a partir dos interesses das pessoas que moram lá ou estão preocupados com a saúde da terra. Está fazendo isso para obter lucros e fazer Harvard ainda mais rica. O relatório da Grain mostra o quão pouco eles se importam com as pessoas afetadas por seus investimentos”, diz o representante. 

“Harvard não precisa desse dinheiro – e como seus alunos, não queremos que nossa educação seja financiada pela exploração global”, ressalta Caleb, defendendo que os fundos de pensão da Universidade responsáveis pelos investimentos devem ser responsabilizados. “Caso contrário, eles continuarão a brincar com a vida das pessoas e com a saúde do nosso planeta”.

Edição: Rodrigo Chagas

O que comem os caracóis?

Muitas pessoas desconhecem a alimentação dos caracóis; neste post poderás averiguar todas as verduras, frutas e alimentos que podem comer estes pequenos e divertidos moluscos.

É muito comum ter caracóis como primeiro animal de estimação em casas com crianças. Podem ser encontrado facilmente no parque e jardins e o seu aspecto simpático e divertido faz com que muitas vezes o apanhemos e levemos para a nossa casa. A alimentação costuma ser um problema já que não lhes oferecemos variedade e limitamo-nos a dar-lhes apenas folhas de alface.

Alimentação dos caracóis

Os caracóis são animais herbívoros e alimentam-se unicamente de vegetais. Os alimentos que comem os caracóis vão desde folhas e plantas em decomposição que encontrem no seu caminho, até verduras, frutas e algas. Como qualquer animal, não pode alimentar-se unicamente de alface, por tanto se apenas lhe proporcionares este vegetal não estará saudável nem forte.

Estes pequenos moluscos são famosos por viver na sua carapaça dura e deslocar-se lentamente deixando um “muco” por onde passa.

 Mesmo que não seja visível, além dos seus tentáculos têm milhares de dentículos na sua boca que lhes serve para despedaçar a comida e raspar o bolor das rochas para alimentar-se.

A sua mucosidade lhes permite manter-se nas paredes e afastar insetos perigosos para proteger-se de agressões.

Os alimentos preferidos que comem os caracóis são aqueles ricos em cálcio.

Isto deve-se ao facto da sua concha precisar grandes quantidades de cálcio para estar forte e grossa, evitando assim que se rompa e fiquem desprotegidos.

Se o animal sentir a necessidade de ingerir cálcio pode chegar a comer até mesmo pedras ou terra. Por tanto, uma carapaça quebradiça pode ser sinal de uma má alimentação ou déficit deste componente.

Os caracóis não têm o sentido da vista muito desenvolvido, mas o olfato sim, por tanto são capazes de localizar a comida que precisam.

Vegetais que comem os caracóis

Os melhores alimentos para o teu caracol são os vegetais verdes como a alface, o repolho, a acelga, o trevo e o cardo. Mesmo que seja um bom alimento e eles adoram, oferecer alface em grandes quantidades e de forma contínua pode causar-lhes problemas digestivos e diarreia. A sua dieta deve ser vegetal e quanto mais variada melhor.

Além de plantas frescas e folhas, verduras como a cenoura, o tomate, os brócolos e o pepino são ideais. No caso das frutas: maçã, banana, uvas, peras ou morangos.

Qualquer vegetal que utilizares habitualmente para a salada como os canônigos ou a escarola eles vão adorar. Outros alimentos que comem os caracóis são as algas e o queijo. Evita os cítricos, o milhete, as massas e os alimentos com amido.

Nunca deves dar-lhes alimentos com sal ou açúcar, já que são perigosos para a sua saúde.

Para proteger a sua carapaça, fortalecê-la e evitar que se rompa podemos oferecer-lhes alguns produtos em forma de pó moído. Os mais ricos em cálcio são o gesso natural, o calcário natural, a casca de ovo, farinha de ossos e as conchas de ostras ou de caracóis mortos.

Quando nos perguntamos o que comem os caracóis temos a dúvida de se precisam ou não de água. Podemos colocar-lhes um pequeno recipiente com água, mas não precisam bebê-la. Isto não quer dizer que não precisam água para viver, acontece que a ingerem diretamente através da sua pele ou de vegetais frescos.

Alimentos seguros para os caracóis:

  •         Frutas: maçã, banana, damasco, pera, morango, bagas pretas, bagas verdes, kiwi, uvas, framboesa, ameixa, papaia, melão, manga.
  •         Verduras: abóbora, tomate, alface, brócolos, folhas de planta de tomate, espinafre, couve, pepino, ervilhas, couve-de-bruxelas, milho doce, nabo, agrião, folhas de dente-de-leão.
  •         Outros: sementes de girassol, sementes de abóbora, aveia, ovos crus, pão integral, leite em pó, conchas de caracol moídas.
  • Agora já sabes todo o que comem os caracóis, deixa a alface de lado e começa a oferecer-lhes uma dieta muito mais variada!
  • Miriam Zazo
  • Veterinária Tiendanimal

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