Como alimentar um bebê prematuro: 14 passos (com imagens)

Postado em 8 de agosto de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Descubra agora o que é realmente importante para uma amamentação correta

A amamentação é mais do que um gesto de amor – é uma atitude necessária e base para a sobrevivência e nutrição infantil, além de fazer bem à saúde da mãe.

Para se ter uma ideia, o leite materno é tão poderoso que pode até mesmo prevenir cólicas no bebê, por meio da alimentação da mãe.

Sem contar o tanto que o aleitamento materno fortalece o vínculo entre a mulher e seu filho que acaba de chegar. Por isso, a amamentação correta é fundamental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno exclusivo aconteça, pelo menos, nos primeiros 6 meses de vida do bebê, seguido de amamentação com alimentos complementares adequados por até 2 anos ou mais.

Além disso, a OMS também mantém um plano de implementação sobre nutrição materna e infantil, especificando metas globais de nutrição até 2025, sendo que uma delas é aumentar em 50% a taxa de aleitamento materno nos primeiros 6 meses do bebê, em todo o mundo.

Para isso, seguir alguns passos pode facilitar a amamentação correta tanto para as mães quanto para os recém-nascidos. Confira quais são eles a seguir.

10 recomendações para a amamentação de sucesso

Todas elas foram listadas pela OMS.

Como Alimentar Um Bebê Prematuro: 14 Passos (com Imagens)

Amamentar em um ambiente confortável também é muito importante | Imagem: Shutterstock

Fique próxima da criança

O contato pele a pele entre mães e bebês deve ser facilitado e encorajado assim que possível após o nascimento. Além disso, todas as mães devem receber apoio para iniciar a amamentação o mais cedo possível após o nascimento, dentro da primeira hora após o parto.

Procure apoio profissional para a amamentação correta

As mães precisam receber apoio prático para capacitá-las a iniciar e estabelecer a amamentação correta, além de enfrentar as dificuldades comuns desse período. As mulheres grávidas e suas famílias devem ser aconselhadas desde antes do parto sobre os benefícios e manejo da amamentação correta.

Mantenha o contato dia e noite

As instalações que prestam serviços de maternidade e de recém-nascidos devem permitir que as mães e seus bebês permaneçam juntos durante o dia e a noite.

Claro, isso pode não ser possível quando os bebês precisam de atendimento médico especializado.

 Segundo um estudo publicado no Midwifery Womens Health, o compartilhamento de cama pode ser feito com segurança, desde que as famílias sejam aconselhadas sobre como fazê-lo.

Tenha ajuda familiar

As mães podem precisar de apoio dos familiares também para praticar a alimentação responsiva como parte do cuidado materno.

Nunca ofereça alimentos ao bebê

Não dê qualquer alimento ou líquido que não seja o leite materno ao bebê, a menos que indicado por um profissional de saúde.

Alimente-se e hidrate-se bem

Confira se a alimentação da mãe também está em dia, seguindo os cuidados do profissional de saúde sobre o que comer e o que pode ajudar na hidratação.

Evite alimentos crus (se não confiar no lugar em que foi preparado)

O consumo desses alimentos pelas mulheres que amamentam não representa um sério problema para as crianças, porém, existe a possibilidade de a mãe sofrer intoxicações alimentares. Prefira por pratos que tenham fibras e nutrientes, como vitaminas caseiras.

Mantenha cuidado com os prematuros

Para bebês prematuros que não conseguem amamentar diretamente, há alternativas como a sucção não nutritiva e a estimulação oral até que a amamentação seja estabelecida. Converse com o médico para saber o que é melhor no seu caso.

Use utensílios apenas se o médico indicar

Apenas o profissional de saúde deve indicar o uso de utensílios como xícaras, colheres, mamadeiras e bicos.

Evite o uso de chupetas

A recomendação da OMS aponta que o uso delas para substituir a amamentação pode causar problemas posteriores.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referência bibliográfica:

Organização Mundial da Saúde (OMS). Protecting, promoting and supporting breastfeeding in facilities providing maternity and newborn services, 2017.

Bovbjerg ML, Hill JA, Uphoff AE, Rosenberg KD. Women Who Bedshare More Frequently at 14 Weeks Postpartum Subsequently Report Longer Durations of Breastfeeding. J Midwifery Womens Health. 2018 May 25.

Bebê se torna o menor recém-nascido prematuro da história a receber alta

Um bebê nascido depois de apenas 24 semanas de gestação, com apenas 268 gramas, teve alta na semana passada em um hospital de Tóquio, no Japão, depois de cinco meses de internação na UTI neonatal. Segundo uma base de dados da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, se trata do menor recém-nascido prematuro menino a sobreviver com saúde e receber alta na história.

O menino nasceu em agosto, em uma cesariana de emergência. Hoje com mais de 3 quilos, ele cabia na palma de uma mão ao nascer. “Só posso dizer que estou feliz que ele tenha crescido tanto, porque sinceramente eu não tinha certeza que ele iria sobreviver”, disse a mãe do menino, de acordo com o Hospital Universitário Keio.

Prematuro nascido com 28 semanas recebe alta após 3 anos e 4 meses internado

O médico Takeshi Arimitsu, que cuidou do bebê, disse à BBC que quer mostrar que “existe a possibilidade de que bebês saiam do hospital com saúde apesar de terem nascido pequenos”. O Hospital Universitário Keio diz que a taxa de sobrevivência de bebês pesando menos de um 1 quilo ao nascer é de cerca de 90% no Japão, sendo que o índice cai para 50% para bebês com menos de 300 gramas.

Como Alimentar Um Bebê Prematuro: 14 Passos (com Imagens) O bebê logo antes de deixar o hospital. Foto: Keio University Hospital

Antes do bebê japonês, o recorde pertencia a um menino nascido na Alemanha com apenas 274 gramas. A menor menina a sobreviver também nasceu no país, em 2015, e pesava 252 gramas.

Entre os menores recém-nascidos, a taxa de sobrevivência é muito menor para meninos do que para meninas, embora os médicos não saibam dizer com certeza por que isso acontece.

Uma hipótese é que o desenvolvimento dos pulmões é mais lento em bebês do sexo masculino.

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Prematuridade

Todos sabemos da importância da amamentação, da importância do leite materno para os recém-nascidos, que o melhor alimento para qualquer bebê é o leite materno da própria mãe, principalmente se o leite materno for oferecido diretamente ao seio. Certo?

Porém, quando se tratam de bebês prematuros, nem tudo vai correr como planejamos. Em função da imaturidade do trato gastrointestinal dos prematurinhos e da falta de reflexos de sucção e deglutição, eles podem precisar receber suas primeiras calorias por via intravenosa.

Mas nada de desanimar, a amamentação do prematuro é possível sim!!!

Quando ainda não conseguem sugar, os prematuro muito extremos recebem água com glicose (soro), e com o passar do tempo, vai-se acrescentando proteínas, gorduras, vitaminas e minerais aos fluidos que recebem através da veia, o que chamamos de “Nutrição Parenteral Total (NPT)”.

Se eles já tiverem uma maior maturidade gastrointestinal, iniciam a alimentação através de uma sonda, um tubo flexível que é introduzido no nariz (nasogástrica) ou na boca (orogástrica) e chega ao estômago do bebê.

Dessa forma, o leite materno (da própria mãe ou de doadoras) ou mesmo fórmulas infantis, na falta do leite humano, são oferecidos para o prematuro na UTI. Não se assuste com o volume inicial da dieta dele, pois como os próprios, ele geralmente é muito pequeno e oferecido em intervalos de 2 ou 3 horas.

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À medida que desenvolve os reflexos naturais de sucção e de deglutição, o bebê provavelmente iniciará a via oral com o aleitamento ou receberá alimentação por mamadeira.

Geralmente os primeiros ml's de dieta que seu bebê irá receber pela sonda será o seu colostro, aquele primeiro leite super rico em anticorpos, proteínas e calorias secretado nos primeiros 7-10 dias após o parto. Por isso a importância de seguir confiante na amamentação do seu prematuro e manter a esgota do leite materno conforme descrito nos parágrafos abaixo.

O leite da mãe prematura

O leite materno da mãe prematura que teve um bebê com 29 semanas é diferente da que teve com 31 semanas e ainda distinto da mãe que teve um bebê a termo, porém todos esses leites são adequados às necessidades da criança.

O teor de proteína do leite prematuro, por exemplo, é menor porque o rim do bebê é imaturo e pode não conseguir excretar grande quantidade elevada desses nutrientes.

 No entanto, alguns estudos mostram que os prematuros tem, durante algum tempo, uma maior necessidade de proteínas, cálcio e sais minerais, e devem, portanto, receber algum tipo de aditivo, que é adiconado ao leite humano, e que fornece os nutrientes citados anteriormente, além de calorias extras ao bebê.

Nos casos em que a produção do leite materno se torna insuficiente e não é possível oferecer leite humano de bancos de leite, é necessário recorrer a leites artificiais.

Existem atualmente fórmulas lácteas especialmente concebidas para prematuros.

Estes leites especiais são reforçados com calorias e nutrientes para que correspondam às exigências nutricionais no período de crescimento rápido dos prematuros.

Outras fórmulas infantis utilizadas em UTI Neonatal são as anti-regurgitação (nos casos de refluxo exacerbado), hipoalergênicas (utilizadas preventivamente, na suspeita do risco de alergia alimentar), hidrolisadas e à base de aminoácidos livres (utilizadas no tratamento da alergia à proteína do leite de vaca) e fórmulas de partida (de 1o semestre).

Mantendo a produção de leite materno enquanto o bebê ainda não suga

O bebê nasceu prematuro! E agora?

Se a equipe do hospital indicar que você já pode amamentar seu filho, maravilha! “Peitos” à obra!

Mas se ele for muito prematuro ou ainda não estiver estável do ponto de vista de saúde, então pode levar um tempo até ele sugar o seu seio. Mas não desanime!

  • Muitas dúvidas podem surgir:
  • – Qual a melhor forma de amamentar meu prematuro?
  • – Como tirar leite materno e como armazenar meu leite?
  • – Como amamentar corretamente meu bebê?
  • – Estou amamentando meu prematuro, é normal sentir dor ao amamentar?
  • – Ainda terei leite materno quando o bebê puder sugar?
  • – Existe uma dieta para a amamentação?
  • Bem, mesmo que o bebê não esteja com você no quarto da maternidade, e não haja perspectivas dele sugar o seio tão cedo, é preciso pensar logo de cara na amamentação, que vai ser essencial para que ele se desenvolva forte e protegido de doenças.

Seguindo a orientação da equipe de profissionais do hospital, o primeiro passo é ordenhar o colostro, aquele primeiro leite mais amarelado (pela presença de vitamina A) e rico em proteínas e anticorpos, que é excretado pelo seio nos primeiros dias após o parto. O ideal é que isso seja feito nas primeiras 24 horas apóso parto.

A ordenha pode facilmente ser feita com as mãos (peça orientação profissional) ou com uma bombinha (manual ou elétrica). Não tenha vergonha de procurar ajuda. Pode ser que você só “pegue” o movimento olhando alguém fazer.

Faça a extração do leite com uma frequência aproximada de 3/3 horas, de 6 a 8 vezes por dia. No começo, a quantidade de leite que sai é mínima, mas não desista. Olhar para uma foto do seu filho no momento da esgota pode ajudar na produção.

Tente não ficar mais de 6 horas sem tirar leite, há risco dele empedrar. E sempre que sentir que suas mamas estão ingurgitadas (bem cheias), realize a ordenha. Quanto mais regulares forem as ordenhas, maior será a produção.

Você verá que logo estará craque na operação e será frequentadora assídua do lactário ou banco de leite do hospital. Não se esqueça de beber muita água, no mínimo 2 litros por dia!

Já é possível encontrar bombinhas elétricas para comprar ou alugar, para facilitar a retirada do leite em casa, quando você já tiver tido alta. Informe-se no próprio hospital.

Com o passar dos dias, à medida em que desenvolve os reflexos naturais de sucção e de deglutição, o bebê fica apto a alimentar-se por via oral. Daí cabe à equipe da UTI Neonatal avaliar a viabilidade da amamentação começar.

Mas uma coisa é certa: desde o nascimento do bebê, mantenha a ordenha do leite – quanto mais você ordenhar, mais leite vai produzir!

Importante! Uma vez em casa e amamentando exclusivamente, evite ao máximo o uso de mamadeiras e chupetas (a não ser por recomendação médica). Se precisar sair de casa, peça para alguém oferecer seu leite ao bebê utlizando um copinho (veja o vídeo de como fazer).

  1.  
  2. Dicas para extrair o leite materno em casa:
  3. * Lave bem as mãos e mamas, prenda os cabelos, retire adornos, utilize roupas limpas e, se possível, use máscara.
  4. * Massageie a mama no sentido aréola-tórax para liberar os ductos, e em seguida, no sentido da saída do leite.

* Para esterilizar os frascos onde o leite será armazenado é necessário fervê-los por no mínimo 15 minutos. Despreze os primeiros jatos de leite esgotados.

* Pode-se acumular o leite extraído dentro de 12h no mesmo frasco, ou seja: esgota-se a 1a vez, anotando o horário, e coloca-se o frasco no congelador. Na próxima coleta, acrescenta-se o leite ordenhado por cima do volume já congelado e assim por diante, por um período máximo de 12h.

  • Validade do leite materno armazenado:
  • * Freezer ou congelador: 15 dias
  • * Geladeira: 12 horas
  • * Pós-pasteurizado e congelado: 6 meses
  • * Em temperatura ambiente: máximo 2 horas (ideal não passar de 30 minutos)
  • Amamentando o prematuro

Amamentar pode não ser a tarefa mais fácil do mundo, ainda mais tratando-se de um prematurinho. Mas SIM, é possível amamentar seu bebê que nasceu antes da hora! Aliás, os prematuros são os que mais se beneficiam do leite materno, pois ajuda a protegê-los contra infecções.

Quanto mais prematuro o bebê, maior é a chance de você não conseguir produzir leite logo de cara para suprir todas as necessidades dele. Isso já é esperado, portanto a culpa não é sua, e sim dos hormônios. Para a maioria desses pequenos, mamar no seio é um aprendizado lento e gradual: tudo vai depender da idade gestacional com que ele nasceu, do tamanho do bebê e de seu estado de saúde.

Mas todo esforço será recompensado; conheça as principais vantagens da amamentação:

Para a mãe:

    • O sangramento pós-parto diminui.
    • Reduzem as chances de desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto cardíaco.
    • A mulher que amamenta perde mais rápido o peso que ganhou na gravidez.
    • Favorece a relação afetiva com o bebê
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Para o bebê:

    • Na amamentação, o bebê recebe os anticorpos da mãe para proteção contra diarreia e diversos tipos de infecções, principalmente as respiratórias.
    • O leite materno diminui as chances de o bebê desenvolver alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade.
    • O aleitamento materno também ajuda a criança a desenvolver-se bem, fisicamente e emocionalmente.
    • É um excelente exercício para o desenvolvimento da face e da fala.
    • É importante para que a criança tenha dentes fortes e bonitos.
    • Contribui também para que o bebê tenha uma boa respiração.

Dicas para amamentar o prematuro

Pega correta: para evitar dor ao amamentar e fissuras nos seios, o bebê deve fazer a pega corretamente. Ele deve abocanhar boa parte da auréola, e não somente o bico do seio.

A boquinha deve estar bem aberta, com o lábio inferior voltado para fora e o queixo encostado na sua pele. Monitore então a efetividade da sucção: covinhas e barulhos não são bons sinais.

Quando a pega está correta, o leite sai em quantidade suficiente, o bebê engole tranqüilamente e a mãe não sente dor alguma. Peça ajuda à equipe da UTI.

Descanso: para que a produção de leite materno seja satisfatória e seja possível tirar leite frequentemente, a mãe precisa estar descansada, isso é comprovado cientificamente! Peça à equipe da UTI para avisá-la nos horários da alimentação do bebê e aproveite os intervalos para descansar.

Evite o empedramento: quando há produção excessiva de leite, pode ocorrer enrijecimento da mama (ingurgitamento mamário) que provoca dor e atrapalha a sucção do bebê. Para evitar, massageie as mamas com movimentos circulares e se necessário faça a ordenha manual para facilitar a pega do bebê.

Apoio da família: cerque-se de pessoas solícitas que não façam cobranças ou comparações e entendam que nesse momento você deve ficar disponível aos horários e exigências da alimentação do seu filho que está na UTI.

Cuidados com os seios: para evitar fissuras, passe um pouco do leite materno nos bicos após o aleitamento ou coleta de leite. Troque o sutiã quando estiver molhado e só lave a região dos mamilos com água, sem usar hidratantes, cremes ou outros produtos.

Sem muitos conselhos: prepare-se para ouvir dicas de todo mundo. “Seu leite é fraco”, “Ele está com fome”, “Passe logo para a mamadeira”, “Faça essa dieta, é boa para a amentação!”. Diante desse bombardeio, a dica é não dar ouvidos aos conselhos sem embasamentos de amigos e famiiares. Palpites errados são uns dos principais responsáveis pelo desmame precoce.

E mesmo que os obstáculos sejam muitos, e àrduos, toda iniciativa e esforços para que a amamentação do prematuro seja bem sucedida são extremamente válidos.

Toda mãe e todo bebê têm o direito de ter a chance de vivenciar juntos esse milagre da natureza que é a amamentação.

Sem pressa, sem pressão, sem medo, e sem culpa caso não dê certo (e às vezes não dá mesmo, o que não é o fim do mundo!).

Faço aqui o download do livrinho “Aleitamento e UTI Neonatal” do Dr Luis Tavares.

Se o bebê for para casa utilizando fórmulas lácteas artificiais, aí vão algumas dicas:

    • Siga rigorosamente as instruções da lata, sempre fervendo por 5 minutos a água mineral para preparar as mamadeiras. Não esqueça de esterilizar as mamadeiras, bicos, arroelas e tampas fervendo-os por no mínimo 5 minutos.
    • Utilize uma peneira de malha fina para coar o leite já preparado, evitando assim que se acumulem grumos que possam entupir o bico da mamadeira ou até mesmo fazer com que o bebê se engasgue.
    • O ideal é que a mamadeira seja preparada imediatamente antes de ser oferecida. Se isto não for possível, deve-se deixar o leite preparado pronto por no máximo 12h na geladeira.
    • Evite oferecer a mamadeira muito quente, o ideal é temperatura corporal (aproximadamente 36ºC).
    • A evolução do volume e da freqüência das mamadas será orientada pelo pediatra.

Clique aqui para ler e assistir nossas matérias sobre Nutrição no prematuro.

Prematuros: 16 respostas sobre os cuidados necessários com o bebê

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Entre as muitas siglas que um casal à espera de um bebê passa a escutar com frequência, existe uma que representa o dia mais esperado da gestação: DPP ou Data Prevista de parto. Como diz o nome, trata-se de uma previsão, calculada considerando que a criança nasça ao completar 40 semanas. Em uma gravidez normal, essa data pode variar de 38 a 42 semanas. E por mais que a ansiedade para ter o filho nos braços seja grande, ninguém deseja que ele chegue antes disso, já que esse é o tempo necessário para o seu desenvolvimento completo dentro do útero. Mas o nascimento antecipado é mais comum do que se imagina. Segundo um estudo coordenado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a cada hora, nascem no Brasil 40 crianças prematuras, com menos de 37 semanas. São mais de 12% dos nascimentos no país.

Diversos estudos, de áreas diferentes, mostram que é mesmo preciso direcionar um cuidado mais atento a essas crianças. Uma pesquisa recente da Washington University School of Medicine, para dar um exemplo, sugere que as conexões cerebrais nos bebês prematuros podem ser enfraquecidas, o que aumenta o risco de problemas neurológicos e psiquiátricos.

Tudo depende do peso e da idade gestacional ao nascer – uma criança que veio ao mundo na 28ª semana é bem diferente de uma que nasceu na 36ª, embora ambas sejam prematuras. A seguir, respondemos algumas perguntas relacionadas ao dia a dia com filhos que chegaram antes da hora e colocaram a família em um cenário totalmente inesperado.

Gravidez gemelar e problemas como pressão alta, encurtamento do colo e malformaçãofetal aumentam o risco de prematuridade. E, às vezes, é necessário induzir o parto por problemas de saúde da mãe ou da criança.

No entanto, na maioria dos casos, isso acontece de forma espontânea: mesmo com uma gestação tranquila, a bolsa se rompe sem que a mulher perceba ou ela entra em trabalho de parto antes da hora.

Aí, claro, os pais são pegos totalmente desprevenidos e se sentem inseguros.

2) Todo prematuro deve passar pela UTI neonatal?

Não necessariamente. Isso varia de acordo com a idade gestacional, o peso e as complicações ao nascer – bebês com menos de 30 semanas ou peso inferior a dois quilos, por exemplo, sempre serão internados. O pediatra é que vai indicar a necessidade, mas, em geral, eles ficam na UTI para ganhar peso, desenvolver o sistema pulmonar e aprender a sugar.

3) Enquanto internado, ele pode receber visitas?

Sim, mas vale o bom senso. Como a maioria dos anticorpos é passada da mãe para o bebê no último trimestre de gestação, o prematuro nasce menos protegido. Oriente os amigos e familiares para higienizarem bem as mãos, não beijar o bebê no rosto e esperar para conhecê-lo caso estejam doentes. Também é bom não reunir muita gente, pois a maior parte das doenças é transmitida pelo contato.

É um sinal de que não teve problemas mais sérios. Os cuidados serão parecidos aos de um bebê a termo, embora sempre haja uma atenção maior com o peso. Siga as recomendações do médico. Alguns recursos como massagem terapêutica e banhos de ofurô podem confortar e auxiliar o prematuro durante a internação.

Diversos estudos já comprovaram também que o método canguru, no qual o bebê tem contato pele a pele com a mãe, pode ajudar na recuperação de bebês de baixo peso e prematuros.

Além de manter os pequenos aquecidos e facilitar a amamentação, estudos comprovam que a técnica comprovou, mais uma vez, que o método promove o crescimento e o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças prematuras.

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5) Quais cuidados devo ter em casa após a alta?

Quando os médicos liberam o bebê, ele já está mais amadurecido e pronto para uma vida normal – a menos que existam sequelas graves. Em casa, casos mais complicados podem exigir atenção semi-intensiva com home care. É importante saber que o prematuro precisa descansar.

Ele permaneceu em um local com barulho e luzes ligadas 24 horas, além de um berço ou incubadora com ruído de motor. Por isso, o silêncio é fundamental. Como há mais dificuldade de manter a temperatura corporal, vale agasalhar bem a criança.

Certifique-se também de que ela esteja com os exames e as vacinas em dia de acordo como tempo que permaneceu na UTI. Talvez seja necessário voltar algumas vezes mais ao pediatra para acompanhar o peso.

No mais, as condutas são semelhantes às de um bebê a termo: ele já pode dormir no berço, sem almofadas, travesseiros ou mantas, o quarto e a casa devem ser bem ventilados e livres de umidade e o melhor é dar o banho em um local sem correntes de ar, com sabonete neutro.

Cada prematuro receberá recomendações específicas. O mais comum, no entanto, é que, após ter atingido 2,5 quilos, ele possa passear ao ar livre, se o clima permitir. Antes das primeiras vacinas, evite saídas para ambientes aglomerados e fechados, como shoppings, supermercados ou festas de aniversário em buffets.

7) O calendário de vacinação é o mesmo?

A Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria  recomendam um calendário com algumas adaptações para bebês nascidos antes de 37 semanas, já que estão mais suscetíveis a infecções. O tipo, as datas e o número de doses dependem basicamente do peso ao nascimento e de quão prematuro ele for.

Os pais devem ficar atentos às recomendações do pediatra e seguir o calendário à risca. Familiares próximos, funcionários de casa e irmãos também precisam manter as vacinas em dia, para evitar transmissão de doenças contagiosas. Vale lembrar que, na UTI, o bebê não pode receber vacina de vírus vivo, como a rotavírus e a pólio oral.

A BCG também deverá ser aplicada quando ele tiver no mínimo dois quilos.

8) Existem exames específicos para os prematuros?

Ainda no hospital, o bebê prematuro deve fazer alguns exames bem conhecidos e de grande importância para todo recém-nascido, como os testes do pezinho, do olhinho e da orelhinha.

Muitas vezes, o pediatra recomenda as versões mais abrangentes e completas, como o teste do pezinho máster ou super. O teste do olhinho, por exemplo, pode detectar catarata e glaucoma congênitos ou retinoblastoma, mas não a retinopatia da prematuridade, uma das principais causas de cegueira infantil.

No caso dos prematuros, um exame mais específico, o mapeamento da retina, deve ser realizado.

Quanto menor a idade gestacional e o peso, e quanto maior o tempo de permanência na UTI neonatal, provavelmente mais profissionais estarão envolvidos no cuidado pós-alta.

Normalmente, essa equipe multidisciplinar é composta por fisioterapeuta, neurologista, oftalmologista, fonoaudiólogo, cardiologista e pneumologista.

Mas é o pediatra do bebê que vai orientar sobre a necessidade de acompanhamento com esses especialistas.

10) Como fica a amamentação?

Na UTI, o bebê muito pequeno não é alimentado via oral. Usa-se sonda pela boca ou nariz e, dependendo de suas condições, pode demorar para que ele aprenda a sugar – esse reflexo costuma se firmar com 34 semanas.

É essencial que a mulher seja orientada a tirar o leite para alimentar seu filho, mesmo enquanto ele está com a sonda. À medida que o bebê cresce, pode começar a tentar sugar no seio. Não é fácil, mas extremamente importante.

Não se esqueça que eles costumam ser mais sonolentos e precisam de estímulo para acordar e mamar. E não desista!

11) Por que há tanta preocupação com peso?

Ele é um indicador de que a alimentação está adequada e o crescimento permanece dentro do esperado. Para quem nasceu antes da hora, engordar pode ser desafiador.

Além de o sistema gastrointestinal ter menor capacidade de absorção e ser mais vulnerável à ação de agentes infecciosos, alguns prematuros não conseguem sugar. Isso atrapalha o aleitamento e, consequentemente, o ganho de peso.

Mas outros fatores também podem ser avaliados, como estatura, qualidade do sono e desenvolvimento motor.

A idade contada a partir da data de nascimento, a cronológica, é a usada para o calendário vacinal. Já a corrigida, que é calculada descontando a quantidade de semanas que faltavam para completar 40, é a que vale para a avaliação do peso, do desenvolvimento neuropsicomotor e do perímetro cefálico (isso até mais ou menos 2 anos, de acordo com o caso).

13) Quando ele deve se equiparar a um bebê nascido a termo?

Não há como prever. Geralmente, há um atraso no crescimento nas primeiras semanas e as medidas podem se igualar às de um bebê nascido a termo nos primeiros meses de vida.

Mas, quanto antes e menor a criança tiver nascido, mais difícil tende a ser a recuperação.

A maioria dos prematuros de muito baixo peso, ou seja, menos de 1,5 quilo, ainda terá atraso de crescimento quando atingir as 40 semanas de idade corrigida, e só vai recuperar por volta dos 3 anos.

14) Se ele ficar doente ou pegar um resfriado, é mais preocupante do que com bebês nascidos a termo?

Somente nos primeiros meses, quando ainda está em fase de recuperação nutricional. E, mais uma vez, isso vai depender das condições de nascimento e de como passou o período de internamento na UTI.

15) Precisa esperar mais tempo que as outras crianças para entrar na escola?

Na grande maioria das vezes, não. Claro que há mais riscos de contato com vírus, por isso, é importante uma alimentação e uma higiene adequadas.

Se a criança apresenta atrasos significativos, pode haver necessidade de avaliar o desenvolvimento neurocognitivo antes de decidir sobre o ingresso na escola.

O papel dos pais, do pediatra e do psicopedagogo é fundamental no processo de adaptação.

Durante o tempo de internação, eles vivem em um ambiente de muito estresse e estímulo: luz e barulho, além de pessoas mexendo neles o tempo todo. Isso pode causar uma sensibilidade maior e até mesmo hiperatividade.

Para minimizar os impactos, as UTIs neonatais procuram orientar os funcionários a falarem mais baixo e a fazerem horários de silêncio. As crianças ficam alguns períodos na penumbra somente com a presença dos pais. Em casa, a adaptação costuma ser mais difícil.

Elas pode se assustar e demorar um pouco mais para começar a diferenciar dia e noite. Com o tempo, isso vai melhorando.

Fontes consultadas: Jofre Cabral, diretor clínico da UTI Neonatal da Perinatal Laranjeiras, no Rio de Janeiro (RJ); Renato Soibelmann Procianoy, presidente do Departamento de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); Renato Souza, obstetra de Alto Risco e doutorando em Tocoginecologia pela Unicamp (área de Prematuridade); Rosângela Garbers, chefe da UTI Neonatal da Maternidade Nossa Senhora de Fátima, emCuritiba (PR).

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