Como alimentar minhocas de um minhocário: 12 passos

Como Alimentar Minhocas de um Minhocário: 12 Passos

Você sabe o modo certo de alimentar minhocas na composteira? Dar muita comida para as minhocas, ou seja, introduzir muitos resíduos, é um erro muito comum entre as pessoas que aderem a este excelente método de reciclagem dos resíduos orgânicos, a compostagem doméstica.

Não é só ir colocando comida sem critério. As minhoquinhas têm preferências: elas comem menos no outono e no inverno e também quando são colocadas em novas caixas digestoras (precisam de período de adaptação). Mas na primavera e no verão, o apetite aumenta.

Outra dica de como quantificar o alimento a ser dado a elas é observar o quanto de resíduos sobrou desde a última vez que você as alimentou. É sempre bom verificar se o resíduo está sendo bem compostado. Ou seja, se existe um segredo de como alimentar bem as minhocas californianas (especialistas em compostagem), ele passa por uma palavra-chave: moderação.

Para alimentar as minhocas, não é necessário depositar alimentos frescos na composteira, pois elas não têm dentes. As minhocas apenas sugam a matéria orgânica quando ela começa a apodrecer.

Então não fique chateado se elas ignorarem sua folha fresca de alface.

Você pode alimentar suas minhocas com cascas de ovo, borra de café, folhas, cascas de frutas e vegetais e papelão umedecido em pequenos pedaços, por exemplo.

As cascas de cenoura são antifúngicas, as de cebola e alho são antibacterianas e antifúngicas, as cascas de frutas cítricas contêm terpenos cítricos, que só podem ser quebrados por um fungo de cor azul-esverdeada (o mesmo presente em queijos camembert e o roquefort.).

Por tudo isso, recomenda-se que as cascas ou pedaços de limão sejam usados em pequenas quantidades na composteira. As minhocas também se alimentam destes fungos, de modo que pequenas quantidades de frutas cítricas não irão prejudicar o processo, mas uma vez que os fungos e bactérias são a principal dieta das minhocas californianas, não sobrecarregue as caixas com cascas de frutas.

Como Alimentar Minhocas de um Minhocário: 12 Passos

As cascas de alguns tipos de batatas são boas para alimentar as minhocas, porém não em grandes quantidades. Essas cascas fermentam no sistema, liberando álcool, que pode matar as minhocas ali presentes.

Você já reparou que quando pegamos um punhado de minhocas elas se contorcem na palma de nossas mãos? É por causa do nosso suor, já que elas têm a pele muito sensível. Portanto, evite levar à sua composteira materiais salgados ou avinagrados. Além de irritarem as minhocas, também inibem as bactérias e fungos do sistema de compostagem

Materiais inorgânicos, como plásticos, vidros e metais, não devem ser levados a qualquer tipo de sistema de compostagem. Pedaços de carnes e produtos lácteos em excesso atraem moscas e também devem ser evitados (veja mais sobre o que deve ou não ir na composteira).

Picar ou não picar os alimentos?

O tamanho ideal das partículas a serem compostadas varia entre 1 cm a 5 cm. Uma trituração parcial seria o ideal, pois as partículas muito grandes levam mais tempo para se decomporem.

Há pessoas que trituram por completo seus restos de alimentos, a fim de acelerar o processo de decomposição na composteira, mas, desse modo, as partículas tendem a se compactar, impossibilitando o revolvimento e impedindo a oxigenação adequada no sistema, que é de suma importância para a decomposição eficiente dos resíduos orgânicos.

Se ficou interessado e quer saber mais sobre a compostagem acesse a matéria “O que é compostagem e como fazer”.

Fonte: Grow it organically

Veja também:

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‘Revolução das Minhocas’ ou como criar fertilizantes naturais para reduzir o lixo urbano

O projeto científico ‘Revolução das Minhocas’ está a ser desenvolvido por uma equipa de Celorico de Bastos, distrito de Braga que “acredita que um mundo sem lixo é possível”.

O ‘Revolução das Minhocas’ (‘Worm Revolution’) é um projeto para criação de fertilizantes naturais com recurso a minhocas, criado por uma equipa de Celorico de Bastos. O objetivo é produzir adubo de “alta qualidade” e reduzir o lixo urbano.

Para tal, os dinamizadores do projeto organizam oficinas e instalam sistemas sustentáveis de compostagem com minhocas, “adaptáveis, simples e sem cheiros, para ajudar aos cidadãos e organizações a reduzir a pegada ecológica do lixo orgânico e produzir fertilizantes naturais”, explicam.

Revelam que a investigação sobre o uso de minhocas para reduzir os resíduos urbanos partiu de duas questões: “Onde vai o meu lixo?” e “De onde vem a minha comida?”. “As minhocas podem transformar os nossos resíduos da cozinha em terra boa, em casa, de forma económica, higiénica e divertida.

Além de reduzir a pegada ecológica do lixo, produzem fertilizantes naturais para cultivar alimentos saudáveis”, defendem. A partir da investigação que realizou, a equipa passou a oferecer soluções. “Produzimos sistemas de vermicompostagem (compostagem com minhocas) com materiais naturais e reciclados.

Também disponibilizamos fertilizantes naturais de alta qualidade e minhocas”, revelam os responsáveis do projeto. O projeto projeto ‘Revolução das Minhocas’ chegou agora à final nacional da ‘ClimateLaunchpad’, uma competição da Comissão Europeia que apoia ideias inovadoras com vista à redução do impacto ambiental.

A competição nacional decorreu no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

Como Alimentar Minhocas de um Minhocário: 12 PassosCriar valor a partir dos resíduos

“A nossa sociedade perdeu a ligação à terra. Não sabemos de onde vêm os nossos alimentos, nem para onde vão os nossos desperdícios”, disse à agência Lusa o responsável pelo projeto.

Segundo Pierre Del Cos, 99% dos alimentos consumidos provêm da agricultura convencional, química ou não orgânica, sendo produzidos com fertilizantes criados a partir de recursos minerais limitados. Além disso, “99% das coisas compradas vão para o lixo em menos de seis meses”, acabando a “maior parte deles num aterro, sem reincorporar o ciclo”, referiu.

Neste projeto, iniciado em janeiro de 2018, Pierre Del Cos procura criar valor a partir dos resíduos, construindo, simultaneamente, “um futuro mais limpo”, através do desenvolvimento da vermicompostagem (compostagem com minhocas) em Portugal.

Os minhocários são fabricados com madeira não tratada, não necessitando de pregos e de parafusos, assegurando “que o produto tem um fim de vida sustentável, sem criar mais lixo”, e podem utilizados a nível doméstico ou por agricultores, referiu o empreendedor.

“Não tratamos a madeira com produtos químicos, assim, em fim de vida, o minhocário pode ser compostado, reincorporando o ciclo”, salientou. As minhocas contidas nos minhocários “ajudam a transformar a maior parte dos resíduos da cozinha em fertilizantes naturais, em casa, de maneira divertida e higiénica”, o que permite “reduzir a pegada ecológica do lixo orgânico, cultivar alimentos saudáveis e a promover a agricultura sustentável”.

Além disso, a compostagem com minhocas pode ser fazer no interior, tendo a vantagem de ser adaptável ao meio urbano, esclareceu.

Novo sistema de saneamento com minhocas

Peirre Del Cos contou que, embora já existam minhocários no mercado, a grande maioria é de plástico e nenhum é fabricado em Portugal, não existindo ainda, no Norte do país, produção de minhocas.

No âmbito deste projeto está também a ser desenvolvido um sistema de saneamento com minhocas para casas, para criar valor a partir dos resíduos provenientes dos banhos, de forma ” a reduzir o impacto negativo no ambiente, sem custo energético nenhum”.

A equipa responsável organiza igualmente oficinas e atividades de educação ambiental para divulgar a agricultura sustentável e a compostagem com minhocas em escolas, em mercados e festivais, defendendo que “a educação é fundamental para um futuro mais sustentável”.

A ideia para este projeto surgiu depois de Pierre Del Cos morar vários meses em quintas biológicas, “onde todos os recursos e resíduos são reaproveitados”. Ao retornar para a cidade para trabalhar, contou, sentiu-se “desiludido ao ver a quantidade de lixo que aí é produzida”, para além do facto de “ninguém conhecer bem as consequências” desses resíduos “nem para onde vão”.

“Sabia que se podia aproveitar a maior parte para agricultura, e já tinha visto um minhocário, então decidi começar a compostar os meus resíduos em casa, com minhocas”, conseguindo obter resultados “mesmo positivos”.

Passo-a-passo para elaborar sua composteira

Segundo uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), realizada em 2012, 51% dos resíduos domiciliares geram mais de 90 mil toneladas de resíduos orgânicos todos os dias. E, na maioria das vezes, esses resíduos são destinados a aterros e lixões, gerando aumento nas emissões de gases de efeito estufa, além da poluição do ar, solo e água.

Por isso, com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, é indicado que a fração úmida dos resíduos orgânicos seja tratada por meio de compostagem para, assim, evitar custos e diminuir a poluição gerada pelo transporte até o local de tratamento do lixo. Mas, como vou fazer isso? Criamos um passo-a-passo simples que mostra como construir sua composteira caseira.

Uma das maneiras de compostar a matéria orgânica é utilizando as minhocas. Elas já fazem isso há milhões de anos dentro do solo e, no Brasil, é uma técnica cada vez mais difundida. O húmus da minhoca é um adubo orgânico com grande poder de fertilização para plantas, horta e para ser doado aos seus vizinhos.

É sempre bom lembrar que um minhocário bem cuidado diariamente não emite mau cheiro nem chorume. Ele é geralmente composto por três caixas plásticas conectadas e furadas, sendo que as duas de cima devem ser cheias de terra. Cada uma delas tem seu papel distinto.

Abaixo as dicas:

1 – Na caixa de cima, você colocará cerca de 200 minhocas que vão se alimentar e digerir a matéria orgânica. Em geral, são usadas minhocas californianas, que são “especialistas” em restos orgânicos.

2 – Separe todos os restos de comida, como cascas de legumes e pedaços de frutas e despeje-os nesta caixa com as minhocas. Mas, nem todo resto de alimento é permitido aqui, carnes, queijos – que podem apodrecer – e comidas salgadas ou muito ácidas devem ficar de fora.

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3 – Após misturar os alimentos com as minhocas, cubra tudo com serragem ou palha para manter a umidade e feche a tampa da caixa, para que as minhocas comecem a agir. Lembrando que quanto mais diversificado for o seu lixo, mais rico será o adubo.

4 – Assim que ficar cheia, esta caixa vai para a caixa de baixo, onde, por cerca de dois meses, as minhocas vão trabalhar na digestão. O recipiente que estava no segundo andar vai para o topo, onde receberá os novos restos de comida.

5 – Durante o processo de decomposição dos alimentos, um líquido rico em nutrientes, e livre de bactérias escorre para a caixa de base, onde fica armazenado. Esse chorume pode ser coletado e depois pulverizado nas plantas, servindo de adubo e pesticida.

6 – À medida que os alimentos são absorvidos, a maioria das minhocas vai para a caixa do topo em busca de mais comida. No recipiente intermediário, temos o adubo pronto para ser utilizado nos jardins e vasos.

É um fato comprovado que as composteiras caseiras fomentam uma alimentação mais saudável devido a origem de alimentos frescos e variados. Além disso, o planeta agradece a redução de resíduos sólidos, que prejudicam o meio ambiente.

Repense seus hábitos, aprenda a compostar! – Engenheiros Sem Fronteiras Brasil

A problemática dos resíduos sólidos no Brasil é algo cada vez mais preocupante, as políticas públicas para destinação estão caminhando a passos lentos e algumas atitudes já foram tomadas, como a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2012, e junto a ela a determinação da extinção dos lixões em todo país até 2021 (prazo já prorrogado duas vezes). Os lixões são uma forma inadequada de destinação final dos resíduos sólidos, esses não possuem qualquer controle ambiental para diminuição de odores, atração de vetores de doenças que ameaça a saúde pública, para impedir a contaminação do solo e de corpos d’água, assim como evitar emissões de gases estufa. A destinação mais adequada atualmente são os aterros sanitários, que devem ser regularizados e possuir uma estrutura adequada para diminuição de todos esses impactos citados anteriormente. Contudo, apesar de ser uma solução com menor geração de impactos, os aterros sanitários também possuem certos limites, cada vez mais a vida útil desses diminui devido à grande quantidade de resíduos gerados diariamente. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) em 2018 foram geradas cerca de 216.629 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia no país.

Isso somatizando os recicláveis, material orgânico e rejeitos, sendo que, ainda segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os recicláveis deveriam ser triados e enviados para reciclagem, os materiais orgânicos enviados para compostagem e somente os rejeitos enviados para os aterros sanitários.

Para que essa separação ocorra é necessário um esforço conjunto do poder público, setor privado e da própria população, que é responsável pela primeira separação, na origem da geração dos resíduos domésticos.

Analisando sob uma perspectiva global, de acordo com Programa Ambiental das Nações Unidas e a Associação Internacional de Resíduos Sólidos, 2015 a geração de resíduos sólidos em 2015 foi entre 7 e 10 bilhões de toneladas, sendo que aproximadamente 2 bilhões de toneladas foram os resíduos sólidos urbanos (24%).

Segundo o mesmo relatório, apesar de avanços na área, cerca de 2 a 3 bilhões de pessoas no mundo, geralmente em países em desenvolvimento, não possuem acesso a um serviço regular de coleta e/ou disposição controlada dos resíduos sólidos.

Isso reflete a magnitude do problema, que deixa de ser apenas ambiental e passa a ser prioritariamente uma questão de saúde pública, necessitando de múltiplos esforços e ações coordenadas para sua resolução.

Além disso as empresas e indústrias que têm a obrigação de recolher os resíduos gerados com o consumo dos seus produtos, como embalagens de vidro, plástico e etc, e retorná-los para sua cadeia produtiva para serem reutilizados, implementando assim a logística reversa.

Contudo o que poucos sabem é que o material orgânico destinado para o aterro sanitário junto aos rejeitos (material que não pode ser aproveitado de forma alguma) são na verdade um tipo de resíduo que pode ser aproveitado para geração de adubo e composto orgânico através da compostagem.

Os resíduos orgânicos são constituídos basicamente por restos de animais ou vegetais descartados de atividades humanas. Podem ter diversas origens, como doméstica ou urbana, agrícola ou industrial , de saneamento básico (lodos de estações de tratamento de esgotos), entre outras.

São materiais que, em ambientes naturais equilibrados, se degradam espontaneamente e reciclam os nutrientes nos processos da natureza.

Assim, faz-se necessária a adoção de métodos adequados de gestão e tratamento destes grandes volumes de resíduos, para que a matéria orgânica presente seja estabilizada e possa cumprir seu papel natural de fertilizar os solos.

Segundo a caracterização nacional de resíduos publicada na versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, os resíduos orgânicos correspondem a mais de 50% do total de resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil.

Somados aos resíduos orgânicos provenientes de atividades agrossilvopastoris e industriais, os dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos indicam que há uma geração anual de 800 milhões de toneladas de resíduos orgânicos.

Apesar disso, atualmente, menos de 2% dos resíduos sólidos urbanos são destinados para compostagem. Aproveitar este enorme potencial de nutrientes para devolver fertilidade para os solos brasileiros está entre os maiores desafios para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A correção orgânica dos solos com dejetos de animais e resíduos vegetais é praticada desde que os solos começaram a ser mobilizados para a produção vegetal, e foi, tradicionalmente, o principal meio de restaurar o balanço de nutrientes no solo. É provável que a prática da compostagem, tenha surgido com os primeiros cultivos agrícolas feitos pelo homem, existem registros que indicam que na China já haviam pilhas de compostagem há mais de dois mil anos. 

Ao longo das décadas seguintes, a compostagem foi sendo estudada e aperfeiçoada e de forma científica se tornando uma tecnologia capaz de solucionar problemas agrícolas, como a recuperação de solos degradados, controle de doenças assim como solucionar questões ambientais relacionadas ao tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Até fins da década de 1960, a compostagem foi considerada como um processo atrativo para a gestão de resíduos sólidos urbanos. O interesse na compostagem resultava na esperança de vender o produto acabado, como insumo agrícola e obter algum lucro. Todavia, na década de 1970 e 1980, a compostagem, nos países desenvolvidos, perdeu a sua popularidade como método de gestão dos resíduos urbanos, principalmente porque a qualidade dos resíduos se tornou cada vez mais inadequada para o processo de compostagem e, também, devido à inexistência de mercado para o produto acabado.

  • A compostagem, então, é um modo de reciclagem dos resíduos orgânicos, um processo aeróbio e totalmente controlado de biodegradação da matéria orgânica, ou seja, é a decomposição dos resíduos orgânicos por microrganismos ou minhocas californianas, e como resultado tem-se o adubo orgânico, ou composto orgânico, rico em nutrientes.
  • O Ministério do Meio Ambiente define a compostagem como:
  •  “A compostagem é uma forma de recuperar os nutrientes dos resíduos orgânicos e levá-los de volta ao ciclo natural, enriquecendo osolo para agricultura ou jardinagem. Além disso, é uma maneira de reduzir o volume de lixo produzido pela sociedade, destinandocorretamente um resíduo que se acumularia nos lixões e aterros gerando mau-cheiro e a liberação de gás metano e chorume
  • (líquido que contamina o solo e as águas).”
  • De acordo com a Eclo, o composto orgânico, imagem 1, é o produto da compostagem que concede uma boa fertilidade aos solos, já que enriquece os solos carentes de nutrientes; auxilia na aeração do solo, na retenção água e auxilia na contenção da erosão provocada pelas chuvas; além disso, o composto orgânico aumenta a capacidade das plantas na absorção de nutrientes.

Lista com todos os itens que podem ir para a compostagem

A compostagem é um processo que transforma resíduos orgânicos em adubo através da ação de microrganismos. Dessa forma, você pode compostar aproximadamente 60% dos seus resíduos, a fração orgânica deles.

Os exemplos mais comuns desses resíduos costumam ser restos de frutas, legumes e verduras, mas além destes você ainda pode compostar cascas, grãos e sementes em geral, a borra e o filtro do café e até mesmo o saquinho do chá, o hashi da comida japonesa e a forminha do cupcake. São muitas possibilidades!

Embalagens de papelão, caixas de ovos, rolos de papel higiênico e inclusive a caixa da pizza, podem, por exemplo, ser tranquilamente compostados juntos com os restos dos alimentos. Tente rasgá-los em pedaços pequenos pra ajudar a acelerar o processo da decomposição. Nossos baldinhos ficarão felizes em recebê-los ????

Já sobre o que não deve ir pro baldinho do Ciclo, as maiores dúvidas costumam ser sobre os alimentos cozidos, massas, carnes e ossos.

Apesar de compostáveis, esses alimentos acabam gerando mau cheiro após alguns dias no baldinho.

Mas pra você não deixar de compostá-los e nem ter problemas com odores em sua casa, nossa sugestão é congelá-los e só passar para o baldinho no dia da coleta ou no dia anterior.

Outra dúvida bastante comum é sobre o alho, a cebola e os alimentos cítricos. Quando a compostagem é realizada utilizando minhocas, eles realmente devem ser evitados devido à sua acidez. Mas como utilizamos microrganismos, esses alimentos podem ir pro baldinho sem problemas!

E ainda assim, alguns resíduos, apesar de inicialmente compostáveis, não devem ir pro nosso baldinho. Isso acontece porque eles possuem plásticos e polímeros na sua composição, ou porque podem contaminar o composto que produzimos ou ainda porque demoram muito tempo pra se decompor. Nesse caso, aconselhamos fortemente a reciclagem do que for possível.

Abaixo, segue uma lista bastante extensa e detalhada sobre o que pode e o que não pode ser compostado, mas caso tenha alguma dúvida ou queira sugerir alguma adição à lista é só entrar em contato pelo [email protected]

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é compostável!

  • Frutas, legumes e verduras
  • Cascas de ovos
  • Aveia
  • Casca de amendoim
  • Casca de nozes e amêndoas
  • Alho e cebola
  • Ervas e especiarias
  • Grãos de milho
  • Grãos de soja
  • Frutas e legumes congelados
  • Tofu
  • Algas e nori (alga para comida japonesa)
  • Leite e derivados (desde que congelados)
  • Farinhas
  • Massas cruas (as cozidas, apenas congeladas)
  • Doces, bolos e barras de cereais
  • Geleias e goiabada
  • Cereais matinais
  • Biscoitos
  • Migalhas de pão
  • Cerveja e vinho (apenas o líquido)
  • Batata frita e salgadinhos
  • Bagaço de cana
  • Sementes de girassol, gergelim e abóbora
  • Borra de café
  • Folhas de chá
  • Sementes de frutas e legumes
  • Polpa de frutas
  • Sobras de comida
  • Peixes
  • Carnes e ossos (desde que congelados)
  • Insetos mortos
  • Resto de ração para animais
  • Pelos de animais
  • Comida para peixes
  • Penas (não sintéticas)
  • Grama cortada
  • Restos de plantas
  • Flores
  • Plantas normais ou secas
  • Restos de arranjos florais
  • Plantas de aquário
  • Pedaços de madeira
  • Cascas de frutas ou árvores
  • Folhas verdes ou secas
  • Raízes e capim seco
  • Palhas
  • Aparas de lápis
  • Giz de cera
  • Serragem
  • Cinzas de fogueira ou lareira
  • Fósforos
  • Espetos de madeira
  • Espetos de bambu
  • Palitos de dente
  • Hashi (palitos de comida japonesa)
  • Sachês de chá
  • Rolhas de vinho (apenas de cortiça)
  • Papel toalha
  • Filtros de café
  • Rolos de papel higiênico e de papel toalha
  • Cartões (exceto modelos plastificados)
  • Forminhas de cupcake
  • Caixas de pizza (rasgada em pequenos pedaços)
  • Guardanapos
  • Pratos e sacolas de papel
  • Embalagens de papelão (rasgada em pequenos pedaços)
  • Caixas de ovos (apenas de papelão)
  • Lenços de papel
  • Poeira de limpeza doméstica
  • Sujeira do aspirador de pó
  • Algodão (inutilizado ou utilizado sem nenhum contato com produtos químicos)

não é compostável

  • Vidro
  • Metal
  • Óleos, gorduras ou graxa
  • Tintas
  • Couro
  • Plásticos
  • Madeira tratada com pesticida ou verniz
  • Produtos químicos em geral
  • Papel colorido
  • Papel-alumínio
  • Pilhas e baterias
  • Remédios
  • Comida cozida (não congelada)
  • Carnes vermelhas e brancas (não congelada)
  • Fezes e urina humana e de animais domésticos
  • Unhas cortadas
  • Cabelo
  • Absorventes e fraldas
  • Bitucas de cigarro
  • Chicletes
  • Fio-dental
  • Velas
  • Balões de plástico
  • Esponjas
  • Conchas
  • Tecido de algodão
  • Pano de chão
  • Jornal velho
  • Cola branca

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(PDF) Vermicompostagem: potencializando as funções das minhocas

Agriculturas • v. 12 – n. 1 • março 2015 26

nado à construção de instalações caras e complexas e ao

acesso às matrizes de minhocas de qualidade (SCHIEDECK

et al., 2007). Essa era a percepção inicial dos agricultores

  • que participam do projeto de pesquisa-extensão Animais
  • para a Agroecologia, realizado em parceria por vários De-
  • partamentos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em
  • especial os Departamentos de Solos e Veterinária, pelo
  • Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA)
  • e por organizações dos agricultores, entre elas, sindicatos
  • da agricultura familiar de alguns municípios. O projeto tem
  • por objetivo aprimorar a integração ecológica da criação
  • animal nos agroecossistemas familiares, incrementando a
  • produção animal e melhorando a quantidade e a qualidade

dos estercos nas propriedades (FREITAS et al., 2009). A

  1. vermicompostagem foi uma das estratégias adotadas para
  2. o aprimoramento dessa integração.
  3. O DESPERTAR PARA A PRÁTICA
  4. Os agricultores participantes do projeto visitaram a propriedade
  5. de um agricultor com o objetivo de vivenciar a sua experiência
  6. de vermicompostagem a partir das práticas de uso e manejo do
  7. minhocário. Para alguns, esse foi o primeiro contato com a técni-
  8. ca. Esses mesmos agricultores participam de outros intercâmbios
  9. promovidos pelo CTA em alguns municípios da Zona da Mata
  10. mineira, como forma de estimular a troca de conhecimentos e
  11. criar ambientes propícios para a articulação horizontal entre os
  12. conhecimentos populares e conhecimentos técnico-cientícos.
  13. Durante alguns intercâmbios, são realizadas ocinas sobre temas
  14. denidos em conjunto com os agricultores. Diante do interesse
  15. despertado, a produção de vermicomposto foi um dos temas
  16. priorizados para a realização das ocinas do projeto.
  17. Em cada uma das 15 ocinas realizadas, os participantes foram
  18. organizados em grupos para responder às seguintes pergun-
  19. tas: i) Por que quero aprender mais sobre minhocas? ii) O
  20. que quero aprender sobre minhocas? iii) Onde já ouvi falar de

minhocas? iv) O que ouvi falar de minhocas? Esse momento da

  • ocina é importante para que sejam identicadas as motiva-
  • ções e resgatados os conhecimentos prévios dos agricultores
  • sobre o uso de estercos e o manejo das minhocas.
  • A maioria dos agricultores já conhecia a importância das mi-
  • nhocas para a qualidade do solo, mas demonstraram interesse
  • em aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto. Relata-
  • ram ainda que esse conhecimento prévio havia sido adquirido
  • em contato com familiares, amigos, vizinhos, bem como pela
  • televisão e pela universidade. Os intercâmbios agroecológicos
  • foram também identicados como importante canal de apren-
  • dizagem. Foi nos intercâmbios que muitos agricultores tive-
  • ram o primeiro contato com a técnica da vermicompostagem.
  • APRENDENDO E ENSINANDO SOBRE O
  • PROCESSO DE VERMICOMPOSTAGEM
  • A reprodução das minhocas foi um dos aspectos que desper-
  • tou a curiosidade nos agricultores. Elas colocam casulos que
  • contêm em média três minhocas. Essa alta capacidade de pro-
  • liferação e o rápido crescimento da espécie vermelha-da-ca-
  • lifórnia permitem que os agricultores repassem para vizinhos
  • parte das minhocas após a conclusão da vermicompostagem.
  • Quando comparam a outros processos de compostagem, os
  • agricultores identicam duas vantagens da vermicomposta-
  • gem: a) não precisa revolver o material, exigindo menos tra-
  • balho no seu preparo; b) é mais leve, facilitando o transporte
  • (EDWARDS; ARANCON, 2004). Dessa forma, com pouco
  • trabalho adicional, os agricultores melhoram seus solos com o
  • aproveitamento de materiais orgânicos já disponíveis em suas

propriedades (NGO et al., 2012).

  1. IMPLANTAÇÃO DOS MINHOCÁRIOS
  2. Após os debates iniciais sobre a biologia das minhocas, pro-
  3. pôs-se a discussão relacionada às infraestruturas e ao manejo
  4. “MUITOS AGRICULTORES RECONHECEM AS
  5. VANTAGENS DO VERMICOMPOSTO QUANDO
  6. COMPARADO COM A UTILIZAÇÃO DOS
  7. RESÍDUOS ORGÂNICOS SEM O PROCESSO DE
  8. COMPOSTAGEM. RECONHECEM, PORTANTO, SUA
  9. SUPERIORIDADE COM RELAÇÃO AO ESTERCO.

Aprenda a fazer um minhocário e produza adubo em sua casa

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(Foto: Ilustração – Guilherme Henrique)” src=”https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/03/como-fazer-um-minhocario-em-casa.html”>

Minhocário é um dos elementos para uma casa mais autossuficiente. (Foto: Ilustração – Guilherme Henrique)

Compostar o lixo orgânico costuma ser o início da busca por uma vida mais equilibrada. Afinal, basta um par de baldes e meia dúzia de minhocas para transformar os restos de comida em adubo.

Pode parecer muito pouco, mas cada brasileiro produz em média 383 quilos de lixo todos os anos, sendo metade resíduos orgânicos. Uma redução poderia, inclusive, aliviar os cofres públicos. A cidade de São Paulo, por exemplo, gasta R$ 1,5 bilhão todos os anos somente na coleta e transporte.

“Lixo é o que as pessoas não decidiram o que fazer com ele”, diz o arquiteto Tomaz Lotufo. Se os restos de comida vão virar recurso, nem chamar de lixo faz sentido. “Crianças que nascem em uma casa com composteira, crescem sem relacionar o resíduo orgânico ao lixo. Culturalmente é muito poderoso.”

Se não tiver onde colocar o adubo e chorume depois, é só dar para alguém ou para as plantas de praça pública. Em uma tacada você cuida da terra, das pessoas e compartilha excedentes. Um belo início na permacultura.

Minhocário (Foto: Ilustração – Guilherme Henrique)

Saiba como fazer a sua:É preciso deixar claro: composteira, quando bem cuidada, não tem cheiro, não é nojenta. As minhocas ficam tranquilas dentro da caixa e o composto fica parecendo uma terra escura e fofa.

Para quem mora em apartamentos ou em casas sem quintal, a melhor opção é o minhocário com caixas empilhadas. Na internet é fácil encontrar modelos que já vem prontos para começar a usar.

Para os adeptos do faça você mesmo, no entanto, não é difícil montar a sua.

Dimensione sua composteira:Tamanho e número de caixas dependem muito do número de pessoas. O resíduo da cozinha leva, em média, 45 dias para ser todo transformado em composto. Assim, você deve calcular ciclos de compostagem que compreenda não só a quantidade de restos de comida como a matéria seca.

É importante manter um equilíbrio. Em ambientes mais úmidos, a decomposição acontece mais rápido, porém há o risco de ocorrer mal cheiro. Em lugares muito secos, a decomposição demora muito mais. As minhocas sofrem com os dois extremos. O padrão é entre 20 e 30 partes de matéria seca, para uma de material úmido. Ao final, o volume diminui, com 10 para 1 de proporção no húmus.

São, no mínimo, três caixas. Uma, inferior, para coletar o chorume líquido, e outras duas para fazer o rodízio. Enquanto enche uma, as minhocas comem a outra.

Quando a segunda encher, você esvazia a primeira. Use duas caixas de 45 litros para produção de 2 quilos de resíduos vegetais por dia, que é a média de uma família de quatro pessoas.

Adeque a proporção para o tamanho de suas caixas e quantidade de lixo.

O que eu posso colocar ou não na composteira:Tudo que você colocar na sua composteira e for orgânico, cedo ou tarde, vai acabar decompondo. Não há nada proibido. Mas lembre-se, equilíbrio é fundamental.

Minhocas não gostam de viver em um ambiente muito ácido, então é bom colocar com moderação compostos cítricos, como cascas de laranja e limão,

O mesmo serve para carnes, laticínios e comidas cozidas. Com decomposição muito lenta, podem originar mau cheiro e atrair insetos indesejáveis. Evite ao máximo.

Papel e papelão são bem vindos, mas que não tenham qualquer tipo de tinta ou verniz.

O que você vai precisar para montar sua composteira:1- Caixas plásticas com tampa e que, quando empilhadas, encaixem de forma segura. Servem aquelas de organização, encontradas em lojas de artigos para a casa, ou baldes de conserva ou margarina, que podem ser encontrados em pizzarias e padarias.

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2 – Torneira para filtro.

3 – Húmus de minhoca.

4 – Minhocas californianas. Se não encontrar minhocas vivas para comprar, o húmus é cheio de ovinhos de minhoca. Demora um pouco mais, mas logo elas começam a surgir na sua composteira.

5 – Material orgânico seco. Pode ser aparas de grama, folhas secas que coleta na praça perto da sua casa, serragem que pode ser adquirida em qualquer marcenaria (é importante que não contenham qualquer produto químico, como tinta ou verniz).

Como fazer:1 – Faças furos diversos pequenos furos nas duas caixas destinadas à receber os resíduos. Eles tem que ser pequenos o bastante para que o húmus não escorra todo para as caixas abaixo, mas grandes o suficiente para que as minhocas transitem por lá. De 1 milímetro a 1,5 mm.

2 – Na caixa inferior, destinada à coleta do chorume, faça um furo na lateral de modo que comporte a torneira e a instale. É dali que vai sair seu fertilizante líquido. Para evitar entupimentos, pode colocar uma tela na parte interior.

3 – Faça uma cama com húmus de minhoca na primeira caixa digestora após a destinada ao chorume. Será a primeira a receber alimentos, dando um início no sistema. Caso tenha minhocas, você pode colocar elas ali também.

Pronto! Agora é só começar a compostar seus resíduos orgânicos. Acompanhe sempre a situação da composteira, adicionando matéria seca quando perceber que algo não anda bem por ali. Sempre que possível, misture o composto para que entre ar e estimule a decomposição aeróbia, realizada por bactérias que vão fazer boa parte do serviço para você..

Quando o material formado estiver uniforme e praticamente sem cheiro, ele estará pronto para servir suas plantas.

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Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta

Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico.

As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica.

Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.

Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.

Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.

No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito.

O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos.

Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.

Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).

Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica

Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.

Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.

Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.

Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.

Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.

Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.

” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água.

No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.

Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas.

“Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.

Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica

Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados.

“Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”

Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas.

O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade.

“O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas”  – ressalta Maxwel.

Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica

Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”.

Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado.

Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.

As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.

A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a Eisenia foetida, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae (Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).

Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica

Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg,  e armazenados em local fresco e a sombra.

O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.

Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica

A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade.

No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção.

Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.

A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e  de forma sustentável.

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