Como ajudar uma criança tímida a fazer amigos: 13 passos

Todos nós nos sentimos envergonhados de vez em quando, pelos mais diversos motivos, mas para algumas pessoas essa sensação permanece por mais tempo do que elas gostariam. Indivíduos tímidos geralmente não curtem grandes aglomerados de pessoas, assim como não gostam muito de falar em público e podem sentir dificuldade na hora de conhecer gente nova.

Não há problema em não gostar de grandes festas, por exemplo. A questão é que muitos tímidos acreditam que a timidez acaba os freando em diversos aspectos – na hora de começar um trabalho novo, de conversar com o crush ou de apresentar um projeto na faculdade, por exemplo.

Essas pessoas geralmente se sentem criticadas com mais frequência, justamente por se embolarem em termos de traquejo social e também por se criticarem demais.

Elas temem ser ridicularizadas e acabam evitando situações de risco, o que é uma pena.

Se você se identifica como uma pessoa tímida e se gostaria de mudar essa situação, confira as dicas a seguir, que são capazes de fazer sua timidez não se manifestar assim com tanta frequência:

1 – Veja as situações de um jeito diferente

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Pessoas tímidas não são necessariamente introvertidas. O introvertido é aquela pessoa mais reservada mesmo; o tímido, por sua vez, tem uma grande tendência de superestimar as possibilidades negativas – por isso ele tem receio de interações sociais, por ser ansioso e por acreditar que tudo pode dar errado e que ele vai ser julgado pelos demais.

Essa sensação de ansiedade pode ser reduzida com a prática de um exercício simples: antes de uma festa ou de um evento social que geralmente abre as portas para toda essa ansiedade, o ideal é pensar nas coisas que poderiam dar muito certo e transformar a coisa toda em um grande sucesso.

Ter em mente que se é uma pessoa corajosa por ter a força de encarar algo que geralmente causa medo é também uma boa forma de se sentir melhor e no controle.

2 – Demonstre curiosidade sobre as outras pessoas

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Uma forma realmente eficiente de fazer amigos é se mostrar genuinamente curioso sobre as histórias das outras pessoas. A lógica é bem simples: pessoas que não se interessam pelas outras não devem ser muito interessantes e costumam apresentar grandes dificuldades em termos de vida profissional, afetiva e social.

Então, quando estiver interagindo com os outros, tire o foco de si mesmo e busque conhecer mais sobre as outras pessoas – quem são e por que estão ali? Quais são seus maiores interesses e hobbies? Lembre-se sempre de que todo mundo tem uma história legal para contar e que as pessoas amam falar sobre si mesmas, então é só você dar o primeiro passo e fazer perguntas.

3 – Descubra qual é o seu papel

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Muitas pessoas tímidas são profissionais altamente bem-sucedidos, sabia? Médicos, advogados, empresários, professores, artistas… São pessoas confiantes quando o assunto tem a ver com o âmbito profissional, mas, quando precisam sair dessa esfera, se sentem altamente inseguras.

Isso nos mostra que ter um papel é algo que nos dá um senso de valor e de propósito, por isso um bom exercício para quem é tímido é, na tentativa de enxergar as situações ameaçadoras por outra perspectiva, dar a si mesmo o papel de, por exemplo, ser um bom anfitrião e conversar com diversas pessoas. Acredite você ou não, isso faz a diferença.

4 – Seja mais maleável com seus diálogos internos

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

O tímido é geralmente alguém que critica a si mesmo sem piedade, dizendo para si algumas coisas que jamais teria coragem de falar para outras pessoas. O problema é que essa autocrítica extrema nos faz acreditar que os outros estarão nos julgando da mesma maneira, o que prejudica profundamente a nossa autoestima.

Como mudar a situação? O melhor jeito é começar a pensar bem sobre si mesmo, ainda que isso pareça estranho em um primeiro momento. Treinar sua voz interna para que ela veja suas qualidades e conquistas é uma forma eficiente de melhorar sua autoestima e de diminuir as críticas excessivas – e muitas vezes infundadas.

Quando sua voz interna disser que nunca ninguém vai gostar de você, por exemplo, lembre-se das pessoas que realmente estão ao seu lado: de parentes e amigos até você mesmo. Seja mais gentil consigo mesmo – dessa forma, as situações sociais começarão, aos poucos, a ser mais aceitáveis e, inclusive, agradáveis. Você não é uma pessoa horrível que mereça ser castigada.

Todo evento social é uma forma de você treinar suas habilidades sociais; então, quanto mais você aceitar se colocar em situações desse tipo, mais confortável vai se sentir conforme o tempo for passando. Agora, se você já tentou mudar e percebeu que sua timidez é mais grave, não pense duas vezes antes de procurar ajuda psicológica – não há absolutamente nada de errado com isso.

*Publicado em 19/1/2017

Uma idade desafiadora: como ajudar as crianças e seus pais a enfrentar a adolescência?

Está sempre na defensiva, sente-se facilmente ofendido, frágil, impetuoso; todos esses adjetivos descrevem a maioria dos adolescentes que estão passando por essa complicada fase. Eles estão caminhando para se tornarem adultos e têm dificuldades em compreender e aceitar o que está acontecendo com eles.

Este artigo abordará o tema da adolescência. Nele, você aprenderá o conceito de adolescência, quais perigos podem surgir para as crianças e seus pais e o que estes podem fazer para ajudar seus filhos a enfrentar esse momento conturbado.

Conteúdos:

  • O que precisamos saber sobre essa idade?
  • Características específicas da puberdade em meninos e meninas
  • Características gerais da puberdade
  • Quais perigos aguardam as crianças e seus pais?
  • Como ajudar a criança a passar pela adolescência?
  • Dicas para os pais de um psicólogo especialista

O que precisamos saber sobre essa idade?

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Já há algum tempo, psicólogos vêm identificando um padrão de «antecipação» da adolescência. As crianças agora entram na adolescência bem mais jovens do que seus pais entraram, por volta dos 10 ou 11 anos de idade. Também é possível notar um «alongamento» desta fase que agora atinge os 18 ou 19 anos de idade, que é a idade em que a criança alcança a idade adulta e começa a ser tornar mais independente dos pais não apenas psicológica, mas também financeiramente.

De acordo com Steve Mueller, fundador da comunidade motivacional «Planeta do Sucesso», conforme crescemos, passamos de um estágio a outro.

Os primeiros estágios da vida são nascimento, infância e adolescência, este último que se aproxima da idade adulta.

O início da adolescência é um momento decisivo na vida do jovem, pois a puberdade causa diversas alterações hormonais no corpo. É uma época marcada por fortes emoções e uma maior disposição para correr riscos.

A fase da adolescência pode ser dividida em dois estágios principais: a pré-adolescência (10 a 12 anos) e a adolescência (a partir dos 13 anos e até a idade adulta).

  1. Na pré-adolescência, a criança já começa a se sentir adulta, passa a ter uma maior necessidade de interação social com os colegas e o corpo já começa a se preparar para as próximas mudanças.
  2. Aos 13 e 14 anos, o pico hormonal no adolescente atinge seu máximo. A criança fica irritada e facilmente ofendida e começa a ter frequentes mudanças de humor.
  3. A adolescência se encerra quando a criança entra na idade adulta. Meninos e meninas passam a tomar decisões mais maduras e ponderadas, seu estado emocional em geral se estabiliza. É nesse momento também que eles começam a se distanciar dos pais e da família e caminham para ter uma vida independente.

Não é possível afirmar com precisão quanto tempo durará a adolescência em seu filho. Isso se deve ao fato de que, embora se tornem fisicamente maduros, os jovens adultos podem permanecer psicologicamente despreparados para organizar sua vida de forma autônoma.

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Por que esse estágio costuma ser chamado de «estágio de transição»? Durante esta fase, há a mudança no estágio de desenvolvimento de uma criança da infância para a idade adulta. E, neste momento, a prioridade absoluta para um adolescente é compreender a si mesmo e se separar dos pais.

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O gatilho da puberdade está localizado em uma pequena parte do cérebro chamada hipotálamo, uma glândula que ordena a hipófise a secretar dois hormônios. Esses hormônios, por sua vez, sinalizam os órgãos sexuais femininos e masculinos para iniciar a liberação dos hormônios sexuais que dão os primeiros sinais de puberdade no corpo,

A adolescência é uma fase experimental, não apenas para as crianças, mas também para os pais.

Duas principais tendências podem ser comumente identificadas:

  1. Uma falta de vontade de crescer, pois «é assustador experimentar o que não lhe é familiar», segundo o psicólogo Carl Pickhardt. A constante associação de que mais liberdade é também mais responsabilidade e o fato do jovem não se sentir preparado para ser totalmente independente financeiramente tornam-se aparentes quando o adolescente não está disposto a crescer.
  2. O segundo é a vontade de se encontrar na vida. Os adolescentes geralmente se sentem pressionados a estabelecer metas e decidir os próximos passos em sua educação ou carreira, além de enfrentar um mercado de trabalho em constante mudança, grandes expectativas acadêmicas e uma enorme pressão advinda das redes sociais, conforme aponta Shannon Traurig do Centro de Comunicação para Pais e Adolescentes. No entanto, muitos jovens sentem a necessidade de encontrar seu objetivo na vida o mais rápido possível. Eles sabem onde querem chegar e seu cérebro é tomado por fortes ambições ao longo da vida, desde cedo.

Por que isso é complicado para as crianças?

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

  • Elas estão passando por mudanças tanto por dentro quanto por fora. E, às vezes, pode ser difícil aceitar e controlar essas mudanças.
  • Elas se esforçam para serem socialmente aceitas e se sentirem importantes. Porém, podem se ver diante de zombarias e agressões por parte dos colegas ou até se tornarem vítimas de bullying.
  • Elas esperam que os pais entendam e aceitem as especificidades dessa fase. No entanto, em vez disso, muitas vezes se vêem diante de uma atitude controladora, cheia de críticas e restrições.
  • Buscam mais autonomia e independência, mas ainda não podem tê-las, pois não possuem total responsabilidade por suas ações.

6 dicas para ajudar seu filho a fazer amigos! – A Barata Diz Q Tem

Algumas crianças são tímidas e, apesar de ser mais comum, essa característica não se limita apenas a filhos únicos. Os pais percebem quando o filho tem mais dificuldades para se soltar e interagir com outras pessoas. A princípio, essa timidez não parece um problema, mas, no fundo, essa dificuldade de interação acaba sendo prejudicial.

Se você está passando por essa situação com seu filho, então continue a leitura, pois, no artigo de hoje, daremos 6 dicas para você ajudar seu filho a fazer amigos.

1. Ofereça oportunidades para que ele faça amigos

Oferecer oportunidades em que a interação é indispensável é um dos primeiros passos. Uma boa opção é matricular a criança em aulas de atividades esportivas e em grupo. Entretanto, há algumas atitudes mais simples a serem tomados com o mesmo intuito:

  • Convide os amigos do seu filho a passarem algumas tardes em casa. Seu filho pode se sentir mais seguro em um ambiente familiar.
  • Convide amigos seus que tenham filhos. Além de vocês terem um dia agradável, seja passeando ou em casa, seu filho terá o exemplo de interação vindo dos pais.
  • Visite familiares para as crianças possam brincar e, se possível, deixe seu filho passar a noite na casa de alguém (o apoio de toda a família é essencial nesse processo).

2. Sirva como exemplo

As crianças aprendem observando. Por isso, faça um esforço para se tornar mais sociável. Promova mais reuniões de amigos e familiares na sua casa e aceite mais convites similares — para ir à casa de outras pessoas. Esses encontros são simples e com poucas pessoas, mas fundamentais para que seu filho aprenda a importância de ter amigos e de socializar.

3. Seja um bom ouvinte

É comum notar certo incômodo da parte da criança tímida quando perguntamos como foi o dia na escola ou coisas corriqueiras. Apesar de tirar o seu filho da zona de conforto, insistir nesses diálogos é necessário.

Procure incentivá-lo a falar sobre seu dia. Não há necessidade de ser invasivo, apenas deixe claro que você está disposto a escutá-lo e, mais que isso, mostre que você quer escutá-lo. Se ele estiver muito resistente, tente falar um pouco do seu dia primeiro, para quebrar o gelo.

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

4. Fique atento às pistas

Ouvir o que o seu filho tem a dizer é essencial para que você perceba algumas pistas sobre o seu comportamento solitário:

  • Ele pode comentar mais sobre as atividades solitárias na hora do recreio, como ler um livro.
  • Quando ele é convidado para festas, normalmente ele dá desculpas para não ir.
  • Nas aulas de educação física, ele prefere ser assistente, para evitar jogos em equipe.

Essas podem parecer ações pequenas, mas, em conjunto, elas apontam para um isolamento social, e isso sim é danoso. Essas conversas servem para avaliar o quão solitário seu filho pode estar se tornando.

5. Conheça e respeite os limites do seu filho

Em todos os momentos, evite forçar a barra com seu filho. Aos poucos, desenvolva o canal de comunicação entre vocês para reforçar alguns pontos. Indiretamente, ressalte os pontos positivos das aulas de educação física e das atividades em grupo e conte um pouco sobre sua época na escola, por exemplo.

Isso é importante para você entender o que é traço da personalidade dele e o que é limitação. É claro que a timidez do seu pequeno não vai evaporar da noite para o dia. As coisas vão mudando aos poucos, no ritmo de cada criança.

6. Torne a escola uma parceira

Frequente sempre as reuniões da escola e, se possível, tente conversar mais com os professores e explicar a situação.

É provável que, desse ponto em diante, você obtenha retornos mais profundos, que não se restrinjam à nota do seu filho.

Ao compartilhar suas preocupações, os professores se tornarão parceiros, oportunizando trabalhos em grupo e apoiando seu filho no processo de interação com os colegas.

Ao ensinar seu filho a fazer amigos, você está ajudando-o a entender o que é cooperação e solidariedade. Além disso, contribui para que ele se torne um adulto mais fortalecido como pessoa.

Você acha que essas dicas podem ajudar seu filho a fazer amigos? Então compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude outros pais que passam por essa mesma situação!

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Timidez: 15 Dicas para ser tornar uma pessoa mais confiante

  • A timidez representa um entrave na vida de muitas pessoas tanto na área pessoal quanto na área profissional.
  • A competição acirrada em que vivemos no mercado de trabalho, onde aquele que possui uma boa comunicação, que é cativante, criativo e desenvolve bons relacionamentos, têm mais chances de crescer em relação às pessoas que não apresentam tais qualidades.
  • Dependendo do grau de timidez, muitas vezes o que ocorre é a grande dificuldade de se destacar dentro do trabalho, porque para quem é tímido torna-se mais difícil competir com pessoas que apresentam maior facilidade de comunicação.

Mas se você é uma pessoa tímida, assim como eu, calma. Nem tudo está perdido!

  1.  A timidez tem solução e ser tímido não é sinônimo de não ser bem-sucedido na carreira profissional.
  2. Temos vários exemplos de empresários de sucesso que afirmam terem sido pessoas tímidas na infância e que se consideram tímidos até hoje.
  3. Por exemplo, o Bill Gates, afirma que foi uma criança tímida que vivia só rodeado de livros, e pelo que se sabem as características dele não mudaram ao longo do tempo, mas também não o impediram de construir o grande império da Microsoft.

Entendendo a timidez

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Do latim timidus que significa “aquele que tem medo. ’’ Timidez é uma dificuldade de se relacionar com outras pessoas, por medo de julgamentos e por rejeição.

  • O tímido tem sua percepção exteriorizada, ou seja, sempre está pensando sob a ótica dos outros, acredita que as pessoas estão sempre lhe julgando negativamente e por isso procura manter-se afastado, contido em seu universo particular, nem sempre realizando o que gostaria de fazer e não expondo sua maneira de pensar.
  • São pessoas retraídas, de poucas palavras e muitas vezes até são tachadas de antipáticas ou metidas.
  • A timidez não é um defeito, é uma característica pessoal, ou seja, um traço da personalidade, mas que pode atrapalhar em alguns contextos, como empresarial, por exemplo, na hora de argumentar, defender ou expor uma ideia, a pessoa normalmente apresenta sintomas de nervosismo, tremor e trava em sua fala, o que dificulta bastante seu desempenho.
  • Se isso te incomoda eu separei algumas dicas para você refletir e quem sabe possa ajudar a diminuir o grau de sua timidez.
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15 dicas para vencer a timidez e se tornar uma pessoa confiante

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

1 . Autoconhecimento

O primeiro passo é se conhecer e verificar até que ponto a timidez está impedindo de conquistar seus objetivos, em que área de sua vida está sendo mais afetada é no trabalho? Com os amigos? E se pergunte como você agiria se não fosse uma pessoa inibida?

2. Seja honesto com você mesmo

Não crie desculpas para tentar se enganar, seja honesto, não finja que está tudo bem que esse é seu jeito e não tem porque mudar.

  Por exemplo, se te convidam para fazer um happy hour depois do expediente você sempre aceita? Você costuma dar sua opinião quando está em uma reunião de trabalho? Costuma almoçar com seus colegas de trabalho? Se sua resposta é não, tente descobrir porque recusa sempre os convites e reflita sobre algumas maneiras de ser mais sociável, a dica é comece devagar, mas comece imediatamente.

3. Não fuja dos compromissos

Uma atitude muito comum de quem é tímido é assumir compromissos com receio de dizer não e depois não comparecer, dando uma desculpa qualquer.

Evite isso, se você assumiu um compromisso ou uma responsabilidade, faça o possível para cumprir, mesmo que você não esteja motivado na hora, apenas vá.

 4. Programe seu cérebro

Diariamente diga a você mesmo que és capaz de enfrentar qualquer tipo de situação e siga firme.

5. Tenha uma postura firme

Ande sempre com a coluna ereta e nada de olhar para baixo. Manter uma postura firme transmite credibilidade que consequentemente aumentará sua autoconfiança.

 6. Faça exercícios para praticar a fala em público

Exercite enfrente ao espelho ou faça gravações de sua fala, analise o tom de sua voz e pratique a exposição de suas ideias.

 7. Seja positivo

Tenha bons pensamentos, seja otimista com sua vida e procure falar sobre coisas boas, elogie e mostre-se interessado por seus colegas e seus amigos. As pessoas gostam de receber atenção e costumam sempre retribuir.

 8. Vença o medo da rejeição

Pense em você, em seu ponto de vista e não tema os julgamentos das outras pessoas. Dialogue, seja sorridente e exponha sua opinião sem culpa, nem sempre teremos a concordância todo mundo, mas lembre de que é apenas questão de opinião.

Nem todas as pessoas agradam a todo mundo.

9. Controle sua ansiedade

Se você já consegue reconhecer as situações que lhe causam ansiedade, antes de agir procure relaxar. Um simples exercício que todos conhecem, mas nem todos praticam é da respiração: inspire pelo nariz e expire lentamente pela boca, certamente irá proporcionar uma sensação de relaxamento e ajudará a controlar sua ansiedade.

10. Se desafie

Se proponha a realizar coisas que você mais tem temor. Se for falar em público, se force lentamente a falar mais, se o seu maior problema é o convívio social, tente se aproximar aos poucos das pessoas.

 11. Potencialize seus pontos fortes

Foque em seus pontos fortes e use-os como aliados seja para se relacionar dentro da empresa ou para seu convívio social.

 12. Não se afaste das pessoas

Procure sempre estar em contato com seus amigos, não rejeite convites para conversar e procure as pessoas que você deixou de ter contato.

 13. Mantenha persistência

Seja persistente, não esqueça que você conviveu anos com a timidez e não será da noite para o dia que irá deixar de tímido.

14. Procure ajuda terapêutica

A ajuda é sempre bem vinda, não tenha receio de consultar um especialista ou um psicólogo para te ajudar a diminuir sua timidez.

 15. Acredite em você e veja a diferença em sua vida

Acredite em você e siga enfrente, você tem plenas condições de seguir enfrente e vencer todo e qualquer obstáculo em sua vida.

Não desanime.

Se Você quer Você Pode.  Certamente pode!

Dica do site: Se você tem dificuldades de falar na frente de várias pessoas, experimente fazer o curso Aprenda a Fala em Público, do site Cursos 24 horas.

Como ajudar um filho tímido?

Atimidez é vista por muitos como um charme, porém, este “charme” pode ser um tormento para quem vive com ela. As principais características são:

  • Dificuldade em estar perto de outras pessoas
  • Medo de críticas
  • Não conseguir falar sobre seus sentimentos
  • Ansiedade, suor frio, fala atrapalhada antes de apresentações escolares e entrevistas de emprego
  • Dificuldade em olhar para quem está perto

O que é timidez?

Antes de tudo, é preciso esclarecer que timidez não é o mesmo que introversão. A timidez é uma dificuldade de expressão vinda do medo da reação alheia.

A introversão, conceito desenvolvido pelo psicólogo e psiquiatra suíço Carl Gustav Jung é a qualidade de afastar-se um pouco do mundo exterior para conectar-se ao seu mundo interior.

Uma pessoa introvertida e até mesmo um extrovertido podem ter momentos de timidez.  Veja as características da introversão:

  • Gostar de ficar sozinho
  • Não expor ideias sem pensar
  • Interagir após analisar o grupo
  • Falar somente o indispensável

A palavra timidez tem duas origens, a primeira vem do verbo latino timidus, que significa medo, a segunda é a palavra grega thumos que origina a palavra tino, glândula perto do coração importante para o sistema imunológico.

Origens

Críticas constantes, repressão, humilhações e rejeição dos pais e colegas de escola são algumas explicações para a timidez.

É hereditário?

O comportamento não passa dos pais para os filhos, mas pai e mãe com essa característica podem sim influenciar a criança, pois, não conseguirão ensinar algo que está fora do alcance. A timidez dos pais é uma influência ambiental.

Mitos e verdades

Há quem ache lindo uma pessoa tímida. Os tímidos preferem ficar sozinhos? Será que tudo isso é verdade? Confira nossa sessão de mitos e verdades para tirar suas dúvidas.

Mitos

Timidez é doença? Não, como já dissemos, ela é provocada por críticas, repressão e rejeição, ou então influência do ambiente em que a pessoa vive.

Ser tímido é um charme? Um dos maiores mitos sobre a timidez. Na conquista, confiança e comunicação são elementos muito apreciados. Existem pessoas que se encantam, mas são poucas.

O tímido prefere ficar sozinho? Na verdade, um tímido evita interagir porque não tem autoestima e acredita que todo mundo vai criticá-lo.

Verdades

A timidez começa na infância? Em alguns casos sim, pais tímidos ou repressores, ou então, ser muito magro, gordinho ou gago podem ser o gatilho desse comportamento.

Deficiência torna alguém tímido? Pode ser, mas, além da deficiência física, mental, visual ou auditiva, uma cicatriz no rosto pode levar a pessoa a evitar fazer amizades, não querer namorar e se isolar.

Precisa fazer terapia para se livrar? Depende da pessoa, alguns conseguem mudar sua percepção sobre si e reverter o quadro, entretanto, a timidez crônica (ou fobia social) precisa de tratamento psicológico.

O Shyness Research Institute, centro de pesquisa fundado em 1994 que investiga a timidez, fobia social e transtornos de ansiedade, desenvolveu esse teste para medir a timidez. Cada alternativa tem um ponto, alternativa A: 1 ponto, B: 2 pontos e C:3 pontos. Você deverá somar os pontos para identificar o perfil. Responda as perguntas sinceramente e confira o resultado:

  • 1 – Com que frequência você experimenta momentos de timidez:
  • a) Uma vez por mês
    b) Quase todos os dias
    c) Constantemente, várias vezes ao dia
  • 2 – Comparado com seus conhecidos, você é:
  • a) Menos tímido que eles
    b)Tão tímido quanto eles
    c) Mais tímido que eles
  •  3 – “Minhas mãos suam e o coração bate acelerado quando fico tímido.” Esta descrição:
  • a) Não se parece comigo
    b) Às vezes, me sinto assim
    c) Tenho esses sintomas sempre
  • 4 – “A timidez me faz pensar que as pessoas reagem negativamente ao que penso e falo”. Esta descrição:
  • a) Não se parece comigo
    b) Às vezes, me sinto assim
    c) Tenho esses sintomas sempre
  • 5 – “Sinto dificuldade de me apresentar socialmente ou começar uma conversa.” Esta descrição:
  • a) Não se parece comigo
    b) Às vezes, me sinto assim
    c) Tenho esses sintomas sempre
  • 6 – “Fico tímido na frente de alguém a quem admiro ou que me atrai.” Esta descrição:
  • a) Não se parece comigo
    b) Às vezes, me sinto assim
    c) Tenho esses sintomas sempre
  • 7 – “Fico tímido quando converso com pessoas em posição de autoridade – chefe, professor, especialistas no meu ramo.” Esta descrição:
  • a) Não se parece comigo
    b) Às vezes, me sinto assim
    c) Tenho esses sintomas sempre
  • Resultado
  • 7 a 11 pontos: você não tem problema nenhum com timidez.

12 a 16 pontos: você é um pouco tímido, comportamento que, frequentemente, atrapalha seu dia a dia. Tente mudar suas atitudes, enfrente o problema.
17 a 21 pontos: a timidez é um traço marcante, que lhe impede de aproveitar a vida em todos os sentidos. É melhor procurar ajuda.

Terapia para timidez

Psicoterapia Cognitiva Comportamental. Veja detalhes sobre essa terapia.

Dica de livro

Manual de Sobrevivência dos Tímidos é o primeiro livro do ilustrador, designer e quadrinista Bruno Maron. A obra tem sete capítulos que abordam o tema com muito bom humor.

O prefácio da jornalista Alexandra Moraes, autora da tirinha e livro homônimo O Pintinho, faz uma analogia a aviação: “O terror dos tímidos, neste livro e na vida real, não difere tanto assim do pânico de uma aterrissagem forçada, de um pouso na água, da inflação de um colete salva-vidas na hora da desgraça.”

Fobia social

Muitas vezes, a timidez passa da conta.

O psiquiatra Nei Nadvorny explica o que é fobia social, transtorno reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que atinge aproximadamente 5% da população mundial: O fóbico social vive em um mundo de fantasia, na medida em que acredita que há um holofote sobre sua cabeça em qualquer lugar frequentado por ele.” Usar banheiros públicos, comer na frente de outras pessoas e entrar em uma sala cheia são coisas impossíveis para quem sofre com a doença. Náuseas, tontura, tensão muscular, diarreia e batimento cardíaco acelerado são sintomas das crises.

  1. Causas
  2. Hereditariedade
  3. Para o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, a fobia social é uma doença hereditária.
  4. Estrutura do cérebro

Pessoas cuja amídala cerebelosa é hiperativa são mais propensas a ter a fobia. A estrutura forma e regula comportamentos sociais e reações emocionais, como o medo.

  • Traumas
  • Bullying, rejeições, conflitos familiares e abuso sexual estão relacionados ao transtorno.
  • Diagnóstico
  • A confirmação vem quando os sintomas abaixo começaram há seis meses ou mais:
  • Sensação de que é constantemente observado e analisado
  • Medo de fazer algo ridículo, constrangedor ou humilhante
  • Ansiedade que vai além das situações do cotidiano
  • Evitar interações sociais ou vivê-las com medo e ansiedade ao extremo
  • Medo e ansiedade sem explicação

Tratamento

Psicoterapia Cognitiva Comportamental.

Timidez infantil

Como Ajudar uma Criança Tímida a Fazer Amigos: 13 Passos

Ela é problema quando a criança tem extrema dificuldade para se expressar, não quer sair de casa, se esconde quando tem visitas e demonstra sofrimento por não conseguir interagir. Criticar a timidez, fazer piadas e comparações agravam ainda mais a situação.

Crianças excessivamente tímidas que não recebem apoio da família e tratamentos psicológicos serão adultos com problemas sérios, conforme explica a especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial, Maria Irene Maluf: “Seja na profissão ou nos relacionamentos amorosos, a participação da pessoa muito tímida será inibida e, do ponto de vista psicológico, pode até se tornar uma neurose.”

Como ajudar seu filho?

  • Superproteger sufoca, portanto, deixe seu filho interagir com outras crianças
  • Respeite o jeito de ser dele, não critique, nem compare com ninguém
  • Não interrompa a criança, tampouco responda por ela. Agindo dessa forma, ela fica ainda mais insegura
  • Não crie situações constrangedoras. Nem pense em fazer uma festa de aniversário surpresa cheia de gente. Faça algo menor com pessoas mais próximas, convide mais gente apenas quando seu filho pedir
  • Nada de forçar a criança a fazer alguma coisa. Saiba quais são os interesses dela e convide seu filho para atividades que ele gosta. Nas palavras do psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Antônio Benedito Lombardi: “Os interesses em comum sempre aproximam as pessoas, nos dão um motivo para chegar perto do outro.”

Dica de livro

Vencendo a Timidez, do autor Bernardo J. Carducci aborda a influência familiar e traz um guia para ajudar o tímido nas seguintes situações:

  • O primeiro dia em uma nova escola
  • O encontro com parentes em reuniões de família
  • Passar a noite na casa de amigos
  • Ser chamado em sala de aula
  • Práticas esportivas, aulas de música…

Mutismo seletivo

Pouca gente conhece esse problema. Os primeiros relatos são do século IX, mas não existem muitas pesquisas sobre o assunto. Sabe-se que atinge crianças a partir dos 3 anos, que as meninas são mais atingidas e que a cada 1000 crianças, de 3 a 8 são afetadas. O transtorno pode ter origem genética ou surgir após algum trauma (início da vida escolar e violência).

Crianças muito tímidas podem ter mutismo seletivo. Elas têm dificuldades para expressar seus sentimentos e, nas poucas vezes que sorriem, é para demonstrar ansiedade. A comunicação torna-se mais difícil em alguns lugares e situações. Crianças afetadas pelo mutismo tendem a ser comunicar com olhares ou sinais.

O DSM-IV – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), classifica o mutismo seletivo da seguinte maneira:

A. Não falar em situações sociais específicas (onde há expectativa para que fale, ex: escola), apesar de falar em outras situações.

B. Interfere no desempenho escolar, ocupacional ou na comunicação social.

C. Duração mínima de 1 mês (não limitado ao 1º mês de escola).

D. O fato de não falar não é devido à falta de conhecimento ou de não se sentir à vontade com a língua falada na situação social (ex: criança que mora em um país e se muda para outro com cultura totalmente diferente).

E. Não é devido a um Transtorno de Comunicação (ex: gagueira) e não ocorre durante uma psicose.

O termo mutismo seletivo não é bem visto, porque, na visão de especialistas, passa a impressão de que a criança decide por conta própria não falar. Na literatura médica, o mutismo seletivo é tratado como “problemas de comunicação” ou “estados de ansiedade”.

Esse trecho do livro Os gatos nunca mentem sobre o amor, escrito por Jayne Dillon explica o transtorno de maneira bem objetiva, confira:

“Mutismo seletivo é um transtorno de ansiedade infantil. As crianças afetadas por ele falam fluentemente em algumas situações, mas permanecem caladas em outras. Sabe-se que a condição manifesta-se precocemente e pode ser transitória – mas em casos raros, pode persistir durante toda a vida escolar da criança.

Ainda que se comuniquem de maneira não verbal, essas crianças não falam com seus professores e podem até permanecer caladas com seus colegas. (…) Com frequência, a criança não tem qualquer outro problema identificável e conversa livremente em casa e com amigos próximos.

Ela também pode ter progressos adequados à idade na escola em áreas que não exigem a fala.”

A psicóloga Elisa Neiva, que mantém a página Mutismo Seletivo – quebrando o silêncio

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