Como ajudar um paciente com alzheimer a se manter ativo

Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

As pesquisas têm progredido na compreensão dos mecanismos que causam a doença e no desenvolvimento das drogas para o tratamento.

Os objetivos dos tratamentos são aliviar os sintomas existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo que boa parte dos pacientes tenha uma progressão mais lenta da doença, conseguindo manter-se independentes nas atividades da vida diária por mais tempo. Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico e não farmacológico.

Tratamento farmacológico

Na Doença de Alzheimer, acredita-se que parte dos sintomas decorra de alterações em uma substância presente no cérebro chamada de acetilcolina, que se encontra reduzida em pacientes com a doença. Um modo possível de tratar a doença é utilizar medicações que inibam a degradação dessa substância.

A primeira medicação, testada há mais de 30 anos, foi a fisostigmina, que apesar de proporcionar melhora da memória foi inutilizada por provocar muitos efeitos colaterais.

A primeira droga utilizada em larga escala e aprovada pela agências reguladoras, em 1993, foi a tacrina. Porém, essa medicação caiu em desuso com o advento de novas medicações, pela dificuldade na administração e pelo risco de complicações e efeitos adversos.

As medicações que atuam na acetilcolina, e que estão aprovadas para uso no Brasil nos casos de demências leve e moderada, são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos).

As vantagens e as desvantagens de cada medicação e o modo de administração devem ser discutidos com o médico que acompanha o paciente.

Teoricamente, a resposta esperada com o uso dessas medicações é uma melhora inicial dos sintomas, que será perdida com a progressão da doença, mas há evidências de que essas drogas podem estabilizar parcialmente essa progressão, de modo que a evolução torne-se mais lenta.

Os efeitos positivos, que visam à melhoria ou à estabilização, foram demonstrados para a cognição, o comportamento e a funcionalidade. A resposta ao tratamento é individual e muito variada.

A memantina é outra medicação aprovada para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer. Ela atua reduzindo um mecanismo específico de toxicidade das células cerebrais.

É possível também que facilite a neurotransmissão e a neuroplasticidade.

O uso da memantina, isoladamente ou associada aos anticolinesterásicos, é indicado no tratamento das pessoas com Doença de Alzheimer nas fases moderada a grave.

Para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer nas fases leve a moderada, até o momento, a memantina tem demonstrado resultados conflitantes entre os estudos. Portanto, não há respaldo na literatura científica para o uso da memantina nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer.

Os sintomas comportamentais e psicológicos podem ser tratados com medicações específicas e controladas. Muitas medicações, com expectativa de bons resultados, podem ser indicadas para o tratamento e o controle de agitação, agressividade, alterações do sono, depressão, ansiedade, apatia, delírios e alucinações.

É importante que doses e horários das medicações prescritas sejam seguidas com rigor. Alterações ou reações não esperadas devem ser comunicadas ao médico responsável pelo tratamento, para possíveis ajustes. É terminantemente desaconselhável que pacientes ou familiares testem modificações, sob risco de efeitos indesejáveis e prejuízo no controle de sintomas.

Outras medicações e substâncias

Não são incomuns prescrições de outras substâncias e medicações para o tratamento da demência da Doença de Alzheimer.

As evidências, até o momento, são de ineficácia do tratamento com ginkgo biloba, selegilina, vitamina E, Ômega 3, redutores da homocisteína, estrogênio, anti-inflamatórios e estatina.

Sendo assim, o uso dessas substâncias e medicações, com fim específico de tratamento para a demência, não é recomendado.

  • Tratamento não farmacológico
  • Há evidências científicas que indicam que atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas e favorecem a funcionalidade.
  • O treinamento das funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, orientação e a utilização de estratégias compensatórias são muito úteis para investimento em qualidade de vida e para estimulação cognitiva.

Pacientes mais ativos utilizam o cérebro de maneira mais ampla e frequente e sentem-se mais seguros e confiantes quando submetidos a tarefas prazerosas e alcançáveis. A seleção, frequência e distribuição de tarefas deve ser criteriosa e, preferencialmente, orientada por profissionais.

Com o intuito de auxiliar os pacientes, algumas famílias ou cuidadores tendem a sobrecarregá-los com atividades que julgam poder ajudar no tratamento, desfavorecendo resultados e correndo o risco de criar resistência ou de tornar o ambiente tenso.

A qualidade e a quantidade de estímulos devem ser monitoradas e avaliadas a partir da resposta dos pacientes. É de fundamental importância para a adesão às propostas que essas atividades sejam agradáveis e compatíveis com as capacidades dos pacientes.

O intuito dos tratamentos não farmacológicos não é fazer com que a pessoa com demência volte a funcionar como antes da instalação da doença, mas que funcione o melhor possível a partir de novos e evolutivos parâmetros.

Quando estimulados e submetidos a atividades que conseguem realizar, os pacientes apresentam ganho de autoestima e iniciativa, e assim tendem a otimizar o uso das funções ainda preservadas.

As intervenções oferecidas podem ser de três áreas diversas. Quando combinadas, podem obter melhores resultados. Embora sejam importantes, sugere-se cautela na oferta de tratamento com intervalo entre atividades.

1. Estimulação cognitiva

Consiste em atividades ou programas de intervenção que visam a potencializar as habilidades cognitivas mediante a estimulação sistemática e continuada em situações práticas que requerem o uso de pensamento, raciocínio lógico, atenção, memória, linguagem e planejamento.

O objetivo geral desse tipo de estimulação é minimizar as dificuldades dos pacientes a partir de estratégias compensatórias, para que possam fazer uso de recursos intelectuais presentes de maneira consistente.

Podem ser feitas atividades grupais ou individuais.

Em ambos os casos, deve-se atentar para as necessidades dos pacientes, para situações do dia a dia que promovam autonomia e capacidade decisória, a partir de novas estratégias, para o cumprimento de tarefas.

  1. Durante as atividades são utilizadas técnicas que resgatam memória antiga, exploram alternativas de aprendizado, promovem associação de ideias, exigem raciocínio e atenção dirigida, favorecem planejamento com sequenciamento em etapas e antecipação de resultados e consequências, proporcionam treino de funções motoras e oferecem controle comportamental relacionado aos impulsos e reações.
  2. Pode ser praticada em tarefas variadas como jogos, desafios mentais, treinos específicos, construções, reflexões, resgate de histórias e uso de materiais que compensem dificuldades específicas (por exemplo, calendário para problemas de orientação temporal).
  3. 2. Estimulação social

São iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto, promovendo integração e evitando a apatia e a inatividade diante de dificuldades. Além de intervenções em grupo para estimulação cognitiva e física, podem ser realizadas atividades de lazer, culturais, celebração de datas importantes e festivas.

É essencial que sejam organizadas a partir das experiências anteriores do paciente e que envolvam temas que despertem seu interesse e motivação. Lugares muito movimentados e com muitas pessoas podem dificultar o aproveitamento dos pacientes, pois estímulos simultâneos podem deixá-los confusos.

Sugere-se que a família observe o comportamento de pacientes em situações sociais e que verifique se estão à vontade e aproveitando. Caso o idoso com Alzheimer tenha dificuldade em acompanhar conversas paralelas ou fique agitado com a movimentação, a conduta deve ser a de tornar o ambiente mais propício para ele, com menos estímulos simultâneos.

Nesse caso, não há necessidade de cancelar compromissos, mas de proporcionar ambiente mais calmo e com menos pessoas a cada encontro.

Para o idoso, o contato com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação a partir de interação social. Diante das dificuldades dos idosos com Alzheimer, pode parecer que as alternativas de contato fiquem limitadas a ponto de inviabilizar o relacionamento. Isso não é verdade.

Há muitas maneiras de relacionamento de qualidade com alcance mútuo de satisfação: resgatar histórias antigas, especialmente envolvendo lembranças agradáveis e que tenham relevância familiar, contato físico e afetuoso bem como acompanhamento de rotina e atividades diárias.

São esses os tipos de tarefas que o paciente tende a ficar mais à vontade e aproveitar melhor o momento de encontro com familiares.

3. Estimulação física

A prática de atividade física e de fisioterapia oferece benefícios neurológicos e melhora na coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade.

Contribui para o ganho de independência, favorece a percepção sensorial, além de retardar o declínio funcional nas atividades de vida diária. Alguns estudos mostram que atividades regulares estão associadas a evolução mais lenta da Doença de Alzheimer.

Além de alongamentos, podem ser indicados exercícios para fortalecimento muscular e exercícios aeróbicos moderados, sob orientação e com acompanhamento dirigido.

4. Organização do ambiente

O ambiente da pessoa com Doença de Alzheimer influencia seu humor, sua relação com as pessoas e até sua capacidade cognitiva. Diante de situações agitadas ou desorganizadas, pode haver uma tendência à confusão mental que prejudica o funcionamento de modo geral. Por isso, oferecer ambiente adequado pode ser uma forma de minimizar sintomas, bem como favorecer a qualidade de vida.

Organizar o ambiente tem como objetivo inibir ou controlar as manifestações de sintomas comportamentais como ansiedade e agitação, delírios e alucinações e inadequações sociais.

O ambiente deve ser tranquilo, com situações previsíveis, evitando características que possam ser interpretadas como ameaçadoras.

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Sugere-se utilizar tom de voz ameno e evitar confrontos e conflitos desnecessários, repetitivos e duradouros, diminuir e evitar barulhos e ruídos, amenizar estímulos luminosos muito intensos, deixar o ambiente claro, limpo e organizado, estabelecer uma rotina estável e simplificada.

5. Tratamentos específicos para problemas específicos

Nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer são esperadas reações emocionais negativas, assim como dificuldade de adaptação a mudanças, com prejuízos sociais progressivos.

Lidar com as perdas associadas ao processo de adoecimento envolve o confronto com déficits e, consequentemente, com frustrações. Nessa etapa da doença, é esperado que o paciente identifique, pelo menos parcialmente, os prejuízos e tente evitá-los.

Por isso, pode acontecer de ficar menos motivado para atividades e encontros sociais.

Em fases mais avançadas da doença, em que os sintomas passam a ser mais evidentes, o confronto com prejuízos que interferem na autonomia é mais presente. Alguns pacientes podem precisar de monitoramento constante, para evitar exposição a situações de risco. Em algumas famílias, pode ser necessário o auxílio de cuidadores profissionais ou de mais integrantes na equipe de cuidados.

Além de auxílio dos cuidadores, podem ser necessários tratamentos específicos, envolvendo a busca pela minimização de dificuldades que passam a interferir nas atividades diárias. Os tratamentos mais frequentes são os que requerem estímulo à locomoção e motricidade, deglutição, comunicação e nutrição.

A cada etapa da doença, profissionais especializados podem ser indicados para minimizar problemas e orientar a família, com o objetivo de favorecer a superação de perdas e enfrentar o processo de adoecimento, mantendo a qualidade de contato e relacionamento.

Muitos são os profissionais que cuidam de pessoas com Doença de Alzheimer.

Além de médicos (geralmente neurologistas, geriatras, psiquiatras ou clínicos gerais), há a atuação de outros profissionais de saúde: psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, educadores, educadores físicos, assistentes sociais e dentistas.

Lidando com o Alzheimer, a doença do esquecimento: Como zelar pela saúde de um paciente?

Tempo de leitura: 3 minutos

O Alzheimer é uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro.

Seus portadores infelizmente convivem com o esquecimento, fruto de uma doença que causa a degeneração das células neurais,tornando seus pacientes pessoas dependentes de cuidados diários, medicação para retardar o avanço da demência, além do acompanhamento, com idas regulares ao neurologista e até mesmo psicólogos. Esta doença é mais propensa em pessoas acima dos 65 anos, não tem cura, mas o tratamento auxilia muito, porém o mesmo necessita de muita atenção, paciência, carinho e, principalmente, ajuda. Mas como você, que enfrenta esta luta, ao lado do familiar ou é cuidador de um portador da doença, pode lidar melhor com a mesma? Continue a leitura e aprenda dicas importantes e conselhos valiosos, capazes de facilitar a rotina de ambos.

Como prevenir, Diagnosticar e  quais são tratamentos indicados?

O Alzheimer não tem uma forma específica de se prevenir, porém, acredita-se que, manter seu cérebro ativo e principalmente alimentar-se de forma saudável, ajudam a retardar ou inibir a manifestação da doença.

Diagnosticar o Alzheimer requer a realização de diversos exames, de sangue, neurológicos e até mesmo a avaliação, por um psiquiatra, para descartar a depressão. Os demais exames  (incluindo exames de tireóide), servem para se excluir outras doenças que podem ter o esquecimento como um dos sintomas.

Tomografias também devem ser realizadas para que o neurologista (Apenas neurologistas ou Psiquiatras geriatras podem realizar o tratamento e acompanhar os pacientes).

O tratamento é realizado com medicamentos capazes de diminuir os problemas causados pela doença, estabilizando o paciente que, terá um pouco mais de qualidade de vida, mediante a não ocorrência do comprometimento cognitivo e comportamental, pois os efeitos da doença serão os mínimos possíveis, auxiliando, inclusive, para que o paciente não desenvolva depressão, agravando assim seu quadro. Devem-se priorizar a utilização de remédios a base de compostos como Donepezila, Galantamina, Rivastigmina ou Memantina e o médico responsável pelo paciente indicará a quantidade diária a ser ingerida. Nas unidades de saúde públicas espalhadas pelo Brasil há ainda a oferta do adesivo de Rivastigmina transdérmico, para tratar a demência.

Auxiliando os pacientes: Como cuidar de um portador de Alzheimer?

Você, cuidador ou familiar pode ajudar muito a fim de que a vida do paciente seja mais “fácil”. Por exemplo, treinar o cérebro do paciente, a partir da realização de jogos, ou tarefas que estimulem sua mente é uma ótima opção.

Realizar atividades físicas, principalmente esportes como hidroginástica ou caminhar por 30 minutos evita que o paciente tenha sua mobilidade reduzida, sinta muitas dores musculares, previne contra quedas, além de fortalecer seus músculos.

Fisioterapia é indicado para aqueles que estão em um estado mais avançado do Alzheimer. Situações de estresse e nervosismo também devem ser evitadas, pois são prejudiciais.

Por fim, procure manter o paciente sob uma alimentação rica em folhas verdes como couve, e exclua alimentos gordurosos. Consulte um nutricionista sobre a dieta Mind, cujo o foco é oferecer um cardápio ideal para pessoas com perda de memória e pacientes de alzheimer.

Já foi comprovado cientificamente que a mesma é capaz de retardar, em conjunto ao trabalho realizado pelos medicamentos, os avanços da doença. Adaptar a casa e os espaços comuns onde a pessoa com alzheimer pode circular, a fim de evitar quedas, esbarrões e outros problemas que podem ocorrer devido a mobilidade reduzida ao longo do tempo.

Lembre-se, o principal cuidado é o amor. Seja paciente e tenha muito amor pelo paciente. Isto será algo que ele jamais vai esquecer.

Alzheimer: O que fazer e o que não fazer!

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Por Maramélia Miranda ** (Atualizado em Junho de 2018).

Quem passa o maior estresse do mundo ao cuidar de uma pessoa com Alzheimer? Quem fica preocupada? Quem pode sofrer por causa dos dias agitados, noites mal-dormidas?

Pra falar a verdade, o estresse do cuidador e dos familiares é muit muito maior do que o estresse do próprio paciente, que está sem memória e crítica suficientes para perceber o que se passa a seu redor.

Neste tipo de doença, mais do que nunca, os neuros devem ter a atenção redobrada em quem cuida dos pacientes… Senão, quem adoece depois são eles, famílias e cuidadores. E tudo pode piorar.

Aos cuidadores, familiares, pessoas que moram ou convivem com pacientes que tem o diagnóstico de Demência por Doença de Alzheimer, ou outros tipos de demência menos comuns, abaixo relaciono uma listinha do que devemos e do que não devemos fazer no cuidado diário destas pessoas. Tudo isso para facilitar sua vida, e minimizar maiores estresses para ambos (paciente em quem cuida).

Tarefas da vida diária: Deixá-los dependentes, ou independentes?!

Nos estágios mais leves e iniciais, os cuidadores e familiares podem, e DEVEM!!! Devem tentar manter os portadores de demências o máximo independentes e autônomos possível, respeitando, é claro, o que poderão realizar de atividades de vida diária.

A reação inicial, por instinto protetor, e como forma de cuidar, proteger ou ajudar poderia ser, por exemplo, tentar sempre ajudar o doente, e em tudo!!! Está errado! O cuidar é mais complexo nestes casos. Às vezes, melhor cuidar significa tentar fazer a pessoa doente fazer aquela tarefa… Ajudando-a apenas quando é preciso. Portanto,a seguir relatamos algumas dicas super importantes:

No dia-a-dia…

* Crie uma rotina – Planejando o dia, os horários, de alimentar-se, almoçar, tomar os remédios, banhar-se, vestir-se, passear na rua, ou no jardim, etc, cria uma ordem, e menor confusão na mente dos idosos com Alzheimer, ou com outros tipos de demência.

* “Muita calma nessa hora” – Ter calma é uma das regras básicas para os cuidadores e famílias de idosos com demências. É óbvio que eles não irão se vestir no mesmo tempo que você se veste.

Se você ou o cuidador são impacientes, o que acontecerá? Você ou quem cuida tenderá a fazer a atividade pela pessoa, como, por exemplo, se vestir ou escovar os dentes, ou tomar o banho. Isso cria um ciclo vicioso, onde o doente perderá lentamente a capacidade de fazer ou ajudar a fazer aquela tarefa.

Você ou o cuidador pensará: “Ganho tempo vestindo-o mais rápido”. Doce ilusão. Você o acostumará a não fazer aquilo, e depois de algumas semanas, você terá mais trabalho, e ele (ou ela) não te ajudará em mais uma coisa, e a tendência é tudo piorar. É uma verdadeira bola de neve.

Moral da história? Tenha calma, e deixe que o doente faça o MÁXIMO de coisas que possa fazer, mesmo que com sua pequena supervisão… Confie em mim… Isso fará com que o declínio para fazer estas tarefas seja mais lento.

* Limite as escolhas possíveis – Se for o caso de uma escolha de roupas, por exemplo, não mostre o armário todo, e prefira dar duas opções de camisa ou calça, ou vestimenta, por exemplo. O idoso, que já está meio confuso por causa da doença, irá te agradecer por você facilitar a mente dele.

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Para mulheres, por exemplo, não transforme a escolha de um acessório num transtorno; elimine escolhas como brincos ou colares, cintos ou correntes, etc.

Quanto menores as opções, mais fáceis as escolhas e o trabalho mental dos doentes, e menor a possibilidade de se criar irritação e confusão mental, ou agitação nestas horas…

* Oriente instruções simples – Ao orientar como fazer uma tarefa, não instrua tudo de uma vez. Um passo de cada vez facilitará o seu trabalho como cuidador, e o entendimento do paciente. E poderá evitar, inclusive, que este fique nervoso, irritado em não conseguir fazer o que no passado conseguia mais facilmente.

* Reduza distrações durante uma tarefa – Ao comer, se possível, desligue a TV; ao vestir o doente, por exemplo, evite conversar sobre outro assunto; tentar fazer uma tarefa de cada vez, sem arrumar outras distrações durante aquela ação, facilita o fazer para o paciente, e agiliza o terminar da tarefa para o cuidador.

* Seja flexível quando precisar mudar algo – Se o doente não gosta mais daquela comida, ajuste o cardápio; se só quer agora usar a mesma roupa todos os dias, tente comprar outras roupas semelhantes, até mesmo iguais, e durante o banho dele, troque a roupa suja pela nova igualzinha… Esqueça de tentar convencê-lo do contrário, quando o doente insistir fixamente naquela ideia. Não se desgaste, nem desgaste a pessoa doente.

Sobre segurança…

* Previna quedas – Evite ter tapetes pela casa, muitos móveis atrapalhando o caminho, espaços pequenos e apertados, caminhos muito sinuosos. Se puder, instale barras para ajudar a pessoa a se equilibrar e evitar quedas, em locais mais críticos (como banheiros, escadas, corredores longos, ou nos boxes dos banheiros, por exemplo).

* “Armas” domésticas – Não deixe medicamentos, álcool, fogo, armas de fogo (revólveres, por exemplo), ferramentas pesadas ou utensílios domésticos mais perigosos, como facas e garfos afiados, ao alcance de pessoas com demência. Ou você deve arrumar uma fechadura para os armários e gavetas contendo isso, ou deixe-os em local inacessível ou desconhecido da casa.

* Queimaduras com água – Mantenha a temperatura do aquecimento da água em nível ameno. Isso previne queimadura em alguma situação imprevisível (por exemplo, o doente ir banhar-se sem sua ajuda).

Agitação e agressividade

Esta é uma das principais queixas de quem cuida de pessoas com demências ou muito idosos, em casas ou hospitais.

Os sintomas de agitação, gemência, tremores, inquetação, chegando até mesmo a casos com gritos ou agressividade, são muito, muito frequentes… E vocês, família ou cuidadores, podem evitá-los consultando, inicialmente, o médico que assiste aquele doente, que poderá dar alguma medicação para este controle. Mas além disso, existem algumas medidas tão simples, que podem ajudar imensamente a reduzir que isso ocorra.

E se houver muita agitação e confusão mental…?

* Observe se há algum padrão de agitação no seu paciente / familiar – É frequente um horário mais comum quando estes pacientes ficam mais inquietos e agitados.

Isso é comum no final do dia, no entardecer, ou começo da noite.

Fique atento aos horários mais comuns em que isso ocorre no seu familiar, ou paciente, para informar isso ao médico, e para que possa fazer algumas estratégias de como reduzir isso.

* Medidas simples para reduzir delirium / agitação – Delirium é como médicos e neuros chamam estas agitações frequentes em Alzheimer.

Ocorre pela própria doença, e este problema pode ser minimizado com medidas simples, como, por exemplo, deixar a pessoa em local iluminado, arejado, abrindo bem as janelas durante o dia, para que a pessoa perceba que o dia está acabando e a noite irá chegar.

Deixar a pessoa fechada, reclusa, sem noção do tempo, piora este sintoma frequente em portadores de demências.

Outra coisa legal de se fazer é sempre deixar a pessoa portadora de demência com objetos conhecidos seus, um rádio, um souvenir, seu próprio óculos, ou, por exemplo, quando está fora de sua casa, com seu travesseiro, seu cobertor. Manter a pessoa próximo de sua rotina e de seus pertences dá uma segurança para o portador de demência, e pode reduzir a ocorrência destas agitações.

* Agitação à noite e durante madrugada – É beeeeemmmm frequente.

Principalmente se você deixar o vovô ou a vovó dormir um monte durante o dia!!!! É óbvio que o paciente tenderá a trocar o dia pela noite, e a situação pode ficar literalmente infernal para ambas as partes… Nestes casos, sempre lembrar que o dia é para ficar desperto, e a noite é para dormir. Pode dar cochilos? Pode.

Mas em horários curtos, no máximo 1-2 horinhas à tarde. Apenas. Se a agitação, gemência, e confusão mental ficarem muito intensas mesmo fazendo estas medidas de não deixar dormir de dia, tem que falar com o médico, para que se prescreva algum remédio sedativo para ajudar na insônia e delirium noturno.

Medidas simples para melhorar o sono…

Medidas de higiene do sono, o básico do básico para evitar qualquer tipo de insônia, também se aplica para os pacientes com Alzheimer e outras demências:

— Evitar grandes refeições em horários muito tarde da noite; Evitar alimentos e bebidas psicoestimulantes (açucar, chocolates, cafeína, chás fortes, etc). Evitar ter TV dentro do quarto de dormir.

Evitar contato com celulares e computadores; Evitar locais barulhentos.

Instalar janelas anti-ruídos, se o local da casa ou apartamento for muito barulhento; Se possível e o paciente gostar, usar músicas relaxantes no horário do sono…

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** Dra. Maramélia Miranda é neurologista com formação pela UNIFESP-EPM, editora do blog iNeuro.com.br.

A Doença de Alzheimer e os Cuidados de Enfermagem

Alzheimer é uma doença caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais. As suas principais consequências são: perda de memória, desorientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, dificuldade no aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. O Alzheimer é o principal motivo de demência entre os idosos.

De acordo com o IBGE, o número de idosos no Brasil cresce todos os anos. Para se ter uma ideia, atualmente, no país, para cada duas pessoas com menos de 15 anos, existe uma com idade acima de 60.

Porém, na mesma proporção em que a população idosa aumenta, ocorre um crescimento significativo da incidência de doenças crônicas e incapacitantes, inclusive o Alzheimer.

A partir dos 65 anos, o risco de desenvolvimento da doença duplica a cada cinco anos; sendo assim, uma pessoa de 70 anos tem o dobro de chances de desenvolver Alzheimer em relação a uma de 65.

No Brasil, o número de pessoas com a doença já atinge cerca de 1,2 milhão. Apenas metade delas se trata, e, a cada ano, surgem 100 mil novos casos.

A estimativa é a de que esse número dobre até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. Além disso, a cada duas pessoas com a doença, apenas uma sabe que a tem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número de casos aumente em até 500% em toda América Latina.

CURIOSIDADES:

Quais são as áreas afetadas?

Uma das áreas cerebrais que a doença altera é o hipocampo, que responde pela memória. Também atinge outras regiões e compromete funções como fala, capacidade de atenção e coordenação motora.

É mais comum em que idade?

É uma doença característica dos idosos e há casos de pessoas entre 50 e 60 anos que já apresentam indícios.

Pode ser confundida com outra doença?

Várias patologias podem ser confundidas inicialmente com Alzheimer. Uma delas é a demência vascular, que costuma ter um início abrupto e um curso integral, ou seja, o paciente tem quadros alternados de piora e estabilização. No caso do Alzheimer, os problemas são mais lentos, pioram com o tempo.

Quais são os sintomas?

Entre os sintomas estão dificuldade de se lembrar, nomear objetos, dizer nomes de pessoas próximas, desenvolver uma conversa, além de desorganização geral para realização de tarefas, como, por exemplo, não conseguir fazer café porque não se lembra da ordem dos ingredientes. A lista também conta com alterações de comportamento, como apatia e desinteresse.

Esquecimentos podem ser sinais de Alzheimer?

Esquecimento leve, que não prejudica a rotina, não é sinônimo de Alzheimer. Deve-se ficar atento a alterações maiores, que atrapalham o dia a dia. Mas vale dizer que podem ser indício até de depressão.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado na história clínica e nos exames físicos e neurológicos. Assim, outras doenças vão sendo descartadas, como derrames.

O tratamento tem base na redução do progresso da patologia, já que não tem cura. Aposta-se em remédios que atuam sobre a acetilcolina (envolvida nos processos da memória).

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Exercícios de lógica, por exemplo, também estimulam a área cerebral afetada.

Como os familiares devem lidar com a doença?

Os familiares não devem negar a situação e cobrar o paciente, perguntando “como você não lembra?”. Também não podem superproteger e impedir que ele faça qualquer tipo de atividade. A melhor medida é estimular, incluir nas festas, designar tarefas que possam cumprir e incentivar atividade física regular.

Como evitar?

Estilo de vida saudável pode ajudar a diminuir a chance de desenvolver a enfermidade, mas não há números concretos sobre a prevenção.

Diagnóstico por exame de sangue

Exame de sangue pode prever com precisão o aparecimento da doença de Alzheimer, de acordo com pesquisa da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.

Os cientistas mostraram que testes de nível de 10 gorduras no sangue permitiria detectar, com 90% de precisão, o risco de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos três anos.

Os resultados, publicados na revista Nature Medicine, passarão por testes clínicos maiores.

Solidão aumenta risco de Alzheimer

Solidão pode dobrar risco de Alzheimer.

A pesquisa feita na Holanda, pela Sociedade de Alzheimer, investigou o assunto em mais de 2 mil pacientes e verificou que um em 10 solitários apresentou algum sinal de debilidade mental após três anos.

Entre os mais ativos socialmente, a ocorrência foi de um em cada 20. E os riscos são maiores mesmo entre as pessoas que têm amigos, mas ainda assim se sentem solitárias.

Falar ao celular melhora a memória

Falar ao celular poderia melhorar memória e combater Alzheimer, segundo pesquisa da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos.

O estudo envolveu 96 ratos de laboratório, alguns deles geneticamente alterados para apresentar distúrbios parecidos com Alzheimer.

O resultado verificou que a exposição às ondas eletromagnéticas dos celulares ajudou a impedir que alguns roedores desenvolvessem a doença e reverteu a perda de memória de outros. Também foi apontado um aumento na memória dos ratos sadios.

Andar lentamente pode ser sinal da doença

A velocidade com que a pessoa caminha pode dar pistas sobre a probabilidade do aparecimento de demência em um período mais avançado da vida. Segundo pesquisa coordenada pela especialista Erica Camargo, do Boston Medical Center, nos Estados Unidos, andar lento pode prever Alzheimer.

Alzheimer é mais comum que câncer de mama em mulheres com mais de 60

Mulheres com 60 anos ou mais têm uma em seis chances de ter Alzheimer e são duas vezes mais propensas a desenvolver a doença do que ter câncer de mama, segundo relatório da Associação de Alzheimer. Homens, em comparação, têm uma em 11 chances de apresentar a demência.

Comer brócolis retarda progressão da doença

Brócolis pode ser aliado na luta contra o Alzheimer, segundo cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia.

O sulforafano presente no vegetal e também encontrado na rúcula, couve e repolhos, foi definido como um importante agente de defesa do corpo e de células vitais do cérebro contra os radicais livres.

Pílulas baseadas nesse composto podem ser ainda mais eficazes do que ingerir o próprio alimento. Espera-se que o produto possa retardar ou até mesmo parar a progressão da doença de Alzheimer.

Azeite previne Alzheimer

Azeite extravirgem pode ajudar a prevenir o mal de Alzheimer, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Luisiana, nos Estados Unidos. O benefício vem do composto oleocantal, que parece aumentar a produção de proteínas e enzimas necessárias para remover beta-amiloide, cujo acúmulo no cérebro é um indício da doença.

Insuficiência em vitamina D aumenta risco de Alzheimer

Mulheres devem tomar suplementos de vitamina D, segundo dois novos estudos. É que as que não têm níveis suficientes da vitamina ao atingir a meia-idade apresentam maiores chances de desenvolver Alzheimer. A conclusão é do Hospital da Universidade de Angers, na França, e do Centro Médico VA, nos Estados Unidos.

Controlar a pressão diminui riscos da doença

Controlar doenças vasculares, como hipertensão, aterosclerose e diabetes tipo 2, pode ser uma aposta para reduzir a prevalência da doença de Alzheimer. A conclusão é de especialistas internacionais que analisaram pesquisas recentes. O texto dos profissionais aborda a questão de que uma enfermidade vascular pode afetar o fluxo sanguíneo cerebral e contribuir para a demência.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA DA:

Cuidar de uma pessoa portadora de DA pode ser difícil em alguns momentos.

Requer principalmente amor, solidariedade e tudo que estas duas palavras englobam: paciência, dedicação e, sobretudo, uma assistência que merece a divisão de tarefas entre os familiares, visto que os cuidados exigem atenção diuturna, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o portador.

Cuidar de uma pessoa portadora de DA pode ser difícil em alguns momentos. Requer principalmente amor, solidariedade e tudo que estas duas palavras englobam: paciência, dedicação e, sobretudo, uma assistência que merece a divisão de tarefas entre os familiares, visto que os cuidados exigem atenção diuturna, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o portador.

Para facilitar no cuidado de enfermagem é necessário estabelecer algumas rotinas para o portador da DA, tais como:

Estabeleça rotinas, mas mantenha a normalidade: uma rotina pode facilitar as atividades que você deverá fazer e, ao mesmo tempo, estruturar um novo sistema de vida. A rotina pode representar segurança para o portador; porém, embora ela possa ajudar, é importante manter a normalidade da vida familiar; procure tratar o portador da mesma forma como o tratava antes da doença;

Incentive a independência: é necessário que o portador receba estímulos à sua independência. Faça com ele e não por ele, respeite e preserve sua capacidade atual de realizar atividades de vida diária.

Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando não houver nenhuma capacidade para execução de determinada tarefa.

Isto o ajudará a manter a auto-estima, o respeito próprio e, conseqüentemente, diminuirá a ansiedade do familiar;

Ajude o portador a manter sua dignidade: lembre-se que a pessoa de quem você cuida é ainda um indivíduo com sentimentos. O que você ou outros familiares fazem ou falam em sua presença pode perturbá-lo. Evite discutir sobre as condições do portador na sua presença;

Evite confrontos: qualquer tipo de conflito pode causar estresse desnecessário em você e/ou no portador. Evite chamar atenção e mantenha a calma de maneira que a situação não piore.

Lembre-se que por mais que pareça proposital, é a doença que ocasiona momentos de agitação, agressividade, etc. NÃO é culpa do portador.

Tente identificar qual ou quais fatores podem ser responsáveis pela alteração apresentada e, a partir daí, trabalhe para eliminá-los;

Faça perguntas simples: mantenha uma conversa simples, sem incluir vários pensamentos, idéias ou escolhas; as perguntas devem possibilitar respostas como “sim” ou “não”; perguntar “você quer laranja?” é melhor do que “que fruta você gostaria de comer?”.

Mantenha seu senso de humor: procure rir com (e não rir do) o portador de DA. Algumas situações podem parecer engraçadas para você, mas não são para ele. Mantenha um humor saudável e respeitoso, ele ajuda a diminuir o estresse.

Torne a casa segura: a dificuldade motora e a perda de memória podem aumentar a possibilidade de quedas. Por isso, você deve trazer o máximo de segurança para sua casa: verifique tapetes, mesas de centro, móveis com quina, objetos de decoração, escadas, banheiras, janelas, piscinas.

Encoraje o exercício e a saúde física: em alguns casos, o exercício físico pode colaborar para que o portador mantenha suas habilidades físicas e mentais por um tempo maior. O exercício apropriado depende da condição de cada pessoa. Consulte o médico para melhores informações.

Ajude a manter as habilidades pessoais: algumas atividades podem incentivar a dignidade e o respeito próprio, dando propósito e significado à vida. Uma pessoa que antes foi uma dona de casa, um motorista, um professor ou um executivo pode ter maior satisfação usando algumas das habilidades relacionadas ao seu serviço anterior.

Lembre-se, entretanto, que a DA é progressiva e os gostos ou habilidades das pessoas acometidas pela doença fatalmente mudarão com o tempo. Conhecer estes detalhes exigirá de você, familiar/cuidador, maior observação para que, dessa forma, seja possível um planejamento de atividades compatíveis com o grau de dependência apresentado pelo portador.

  • Mantenha a comunicação: com o avanço da doença, a comunicação entre você e o portador pode tornar-se mais difícil. As seguintes dicas poderão ajudá-lo:
  • – tenha certeza de que a atenção do portador não está sendo prejudicada por outrosfatores;
    – fale clara e pausadamente, frente a frente e olhando nos seus olhos;
    – demonstre amor através do contato físico;
    – preste atenção na linguagem corporal – pessoas que perdem a comunicação verbal, comunicam-se muito com os gestos;
  • – procure identificar as lembranças ou palavras-chave que podem ajudá-lo a comunicar-se efetivamente com o portador.

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