Como ajudar um amigo suicida (com imagens)

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

O que são pensamentos suicidas?

Pensamentos suicidas, ou ideação suicida, significam pensar ou planejar o suicídio. Os pensamentos podem variar de um plano detalhado a uma consideração passageira. Não inclui o ato final do suicídio.

Pensamentos suicidas são comuns e muitas pessoas os experimentam quando estão sob estresse ou sofrem de depressão . Na maioria dos casos, eles são temporários e podem ser tratados, mas, em alguns casos, colocam o indivíduo em risco de tentar ou completar o suicídio.

A maioria das pessoas que experimenta ideação suicida não a realiza, embora algumas possam fazer tentativas de suicídio.

Qualquer pessoa que tenha pensamentos suicidas deve pedir ajuda. Se um ente querido está tendo esses pensamentos, medidas devem ser tomadas para ajudá-lo e protegê-lo.

Consulte a última seção deste artigo para obter informações sobre como obter ajuda para alguém que esteja passando por pensamentos suicidas. ( Nos USA)

Fatos rápidos sobre ideação suicida

  • A maioria das pessoas que tem pensamentos suicidas não as leva até a conclusão.
  • Causas de pensamentos suicidas podem incluir depressão, ansiedade , transtornos alimentares, como anorexia e abuso de substâncias.
  • Pessoas com histórico familiar de doença mental são mais propensas a ter pensamentos suicidas.
  • O National Lifeline Prevention Lifeline confidencial pode ser acessado gratuitamente pelo telefone 1-800-273-TALK (8255) , 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Sintomas
  • Conversar com alguém sobre pensamentos suicidas pode ajudar a encontrar uma solução.
  • Uma pessoa que está experimentando ou pode experimentar pensamentos suicidas pode apresentar os seguintes sinais ou sintomas:
  • sentindo ou parecendo sentir-se preso ou sem esperança
  • sentindo dor emocional intolerável
  • ter ou aparentar ter uma preocupação anormal com violência, morte ou morte
  • tendo humor, seja feliz ou triste
  • falando sobre vingança, culpa ou vergonha
  • ser agitado, ou em um estado elevado de ansiedade
  • experimentando mudanças na personalidade, rotina ou padrões de sono
  • consumir drogas ou mais álcool do que o habitual, ou começar a beber quando eles não o fizeram anteriormente
  • engajar-se em comportamentos de risco, como dirigir desleixadamente ou tomar drogas
  • recebendo seus assuntos em ordem e dando coisas
  • se apossar de uma arma, medicamentos ou substâncias que poderiam acabar com uma vida
  • experimentando depressão, ataques de pânico , dificuldade de concentração
  • maior isolamento
  • falando sobre ser um fardo para os outros
  • agitação psicomotora, como andar de um lado para o outro na sala, torcer as mãos e retirar peças de roupa e colocá-las de volta
  • dizendo adeus aos outros como se fosse a última vez
  • parecendo ser incapaz de experimentar emoções prazerosas de eventos de vida normalmente prazerosos, como comer, fazer exercícios, interagir socialmente ou fazer sexo
  • remorso severo e autocrítica
  • falando sobre suicídio ou morte, expressando pesar por estar vivo ou ter nascido

Um número significativo de pessoas com ideação suicida mantém seus pensamentos e sentimentos em segredo e não mostra sinais de que algo está errado.

Causas

Ideação suicida pode ocorrer quando uma pessoa sente que não é mais capaz de lidar com uma situação avassaladora. Isso pode resultar de problemas financeiros, morte de um ente querido, um relacionamento rompido ou uma doença devastadora ou debilitante.

As situações mais comuns ou eventos da vida que podem causar pensamentos suicidas são luto, abuso sexual, problemas financeiros, remorso, rejeição, rompimento de relacionamentos e desemprego.

Os seguintes fatores de risco podem ter um impacto na probabilidade de alguém experimentando ideação suicida:

  • uma história familiar de saúde mental questões
  • uma história familiar de abuso de substâncias
  • uma história familiar de violência
  • uma história familiar de suicídio
  • um sentimento de desesperança
  • um sentimento de reclusão ou solidão
  • ser gay sem apoio familiar ou domiciliar
  • estar em apuros com a lei
  • estar sob a influência de álcool ou drogas
  • para crianças, tendo problemas disciplinares, sociais ou escolares
  • ter um problema com abuso de substâncias
  • ter um distúrbio psiquiátrico ou doença mental
  • tendo tentado suicídio antes
  • ser propenso a comportamento imprudente ou impulsivo
  • possuindo uma arma
  • privação de sono
  • conhecer, identificar ou estar associado a alguém que cometeu suicídio

Condições que estão ligadas a um maior risco de ideação suicida incluem:

  • transtorno de adaptação
  • isso já está em português
  • transtorno bipolar
  • distúrbio dismórfico corporal
  • transtorno de personalidade limítrofe
  • transtorno dissociativo de identidade
  • disforia de gênero ou transtorno de identidade de gênero
  • transtorno depressivo maior
  • transtorno do pânico
  • transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)
  • esquizofrenia
  • transtorno de ansiedade social
  • distúrbio de ansiedade generalizada
  • abuso de substâncias
  • exposição ao comportamento suicida em outros

Fatores genéticos podem aumentar o risco de ideação suicida. Indivíduos com pensamentos suicidas tendem a ter uma história familiar de suicídio ou pensamentos suicidas.

  1. Prevenção
  2. A família e os amigos podem perceber, por meio da fala ou do comportamento de uma pessoa, que poderiam estar em risco.
  3. Eles podem ajudar conversando com a pessoa e buscando apoio adequado, por exemplo, de um médico.
  4. O Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) sugere as seguintes dicas para ajudar alguém que esteja passando por uma crise:
  • Perguntando se estão pensando em suicídio. Estudos mostram que pedir não aumenta o risco.
  • Mantendo-os seguros ficando por perto e removendo meios de cometer suicídio, como facas, sempre que possível
  • Ouvindo-os e estando lá para eles
  • Encorajá-los a ligar para uma linha de ajuda ou entrar em contato com alguém para o qual o indivíduo pode pedir ajuda, por exemplo, um amigo, membro da família ou mentor espiritual
  • Seguindo com eles depois que a crise passou, pois isso parece reduzir o risco de uma recorrência
  • Outras dicas incluem manter alguns números de telefone de emergência à mão, por exemplo, um amigo de confiança, uma linha de ajuda e o médico da pessoa.
  • Tratamento
  • A ideação de suicídio pode ser um sintoma de um problema de saúde mental, como depressão ou transtorno bipolar.
  • Um número significativo de problemas de saúde mental, incluindo depressão, pode ser tratado ou administrado com sucesso com medicamentos e terapias de fala, como terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou aconselhamento.
  • É importante procurar tratamento se você ou um ente querido estiver passando por problemas de saúde mental.
  • Uma vez iniciado o tratamento, é importante seguir o plano de tratamento, comparecer às consultas de acompanhamento, tomar os medicamentos de acordo com as instruções e assim por diante.
  • Reduzindo o risco
  • O que se segue pode ajudar a diminuir o risco de ideação suicida e tentativas de suicídio:
  • obter apoio da família, por exemplo, conversar com eles sobre como você se sente e pedir que eles encontrem seu provedor de serviços de saúde e, possivelmente, participem de sessões com você
  • evitando álcool e drogas ilegais
  • evitando o isolamento e permanecendo conectado ao mundo exterior, tanto quanto possível
  • Fazendo exercícios
  • comer uma dieta equilibrada e saudável
  • ficando pelo menos 7-8 horas de sono contínuo em cada período de 24 horas
  • remover quaisquer armas, facas e drogas perigosas, por exemplo, dando-os a um amigo de confiança para cuidar de
  • procurando coisas que lhe dão prazer, como estar com amigos ou familiares que você gosta, e se concentrar nas coisas boas que você tem
  • participar de um grupo de auto-ajuda ou de apoio, onde você pode discutir questões com pessoas que entendem, obter ajuda de outras pessoas e ajudar pessoas com problemas semelhantes a superar suas dificuldades.
  • buscando e seguindo o tratamento

Lembre-se de que muitas pessoas experimentam pensamentos suicidas em algum momento, e muitas delas encontram uma solução, por exemplo, compartilhando seu problema com alguém.

Isso não significa que haja algo de errado com você. Mesmo se você se sentir sozinho em um lugar e com medo de compartilhar o que você está passando, uma linha direta confidencial pode ajudar.

Recursos

Se você ou um ente querido está tendo pensamentos de suicídio, é importante obter ajuda.

Linha de Vida Nacional de Prevenção do Suicídio : Disponível para um bate-papo confidencial 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ligação gratuita: 1-800-273-TALK (8255).

Befrienders Worldwide :  Inclusive no Brasil…Acesse Números de contato e informações de suporte para seu país em diferentes países e diferentes idiomas.

Childhelp : Linha Direta Nacional sobre Abuso Infantil para os EUA Ligue para 1-800-4-A-CHILD (1-800-422-4453). Todas as chamadas são anônimas e confidenciais. Use o tradutor de legendas em configurações do vídeo no Youtube

Leia também:  Como apagar mensagens no instagram: 11 passos

Linha de crise de veteranos : Suporte confidencial para veteranos ou aqueles que estão preocupados com um veterano.

  • Ligue para: 1-800-273-8255 e pressione 1
  • Texto 838255

Esses serviços oferecem ajuda confidencial.

Suicídio. Infelizmente aconteceu… E agora, como fica a família?

28 de setembro de 2016

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

O Setembro Amarelo chama a atenção para a prevenção ao suicídio. Infelizmente, em algumas situações a tragédia acontece. Entra em cena a posvenção, ou seja, os cuidados com os sobreviventes.

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

Sabemos das fases apresentadas pela Dra. Kübler-Ross, que se aplicam a diversos tipos de perda. Elas podem ocorrer em qualquer ordem ou mesmo não ocorrer:

  • Negação: “Isto não pode estar acontecendo.”
  • Raiva: “Por que comigo? Não é justo.”
  • Negociação: “Deixe-me viver apenas até ver.”
  • Depressão: “Estou tão triste.”
  • Aceitação: “Vai ficar tudo bem.”; “Eu não consigo lutar contra isto, é melhor preparar-me.”

São fases para a elaboração dos vínculos afetivos rompidos.

Trata-se de tema de difícil abordagem, pois o tabu social sobre suicídio afasta o assunto de nossos pensamentos e conversas, atuando inclusive sobre os profissionais de saúde.

Enfrentar a morte significa considerar o desconhecido e o medo provocado pelas incertezas. Um medo universal. Entretanto, o suicídio vai além. Fragmenta vidas, acarreta uma maior gama de sentimentos e apresenta situações distintas e delicadas para os sobreviventes.

A imagem

Se nos dias de hoje a morte é antisséptica, limpa, assistida, às vezes esperada, e acontece quase sempre no hospital, já no suicídio, o quadro é outro.

A família se depara com imagens trágicas, que maculam locais até então comuns. Aquele banheiro, aquela estação, aquele prédio, passam a ser marcados com tristeza e morte.

Algo que se preferiria privado, pois fala de nossa dor íntima, explode no domínio público. Não morreu conosco. Se jogou do prédio. Teve polícia, TV, curiosos.

A idade

Cada sobrevivente possui sua história, sua personalidade, suas visões de mundo. Dependendo de sua idade no momento do suicídio, poderá nem ter acesso ao que aconteceu. Poderá conseguir lidar melhor ou pior – o impacto será diferente em cada momento do desenvolvimento humano.

A raiva

Afloram diversos motivos para a raiva. Um sobrevivente comenta que seu pai foi vítima de um assassinato. E ele próprio foi o assassino.

Abandonou a família, será que nunca nos amou? Quem éramos para ele? Como num ataque cardíaco, não há adeus. É como se a pessoa nos tivesse deixado falando sozinhos, simplesmente virado o rosto para nós e ido embora.

E algumas pessoas ainda utilizam o suicídio como última retaliação, uma arma apontada para os sobreviventes. Acaba com o sofrimento de quem se matou, e quem fica?

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

A culpa

Por que não percebemos? Fizemos todo o possível? Naquele exato dia, tínhamos uma prova, um encontro, ou simplesmente, cansados, não fomos auxiliar. E agora? Fomos nós que causamos? O que faltou?

E quando surge a sensação de alívio, de que o sofrimento da família terminou? É correto, é justo?

A vergonha

Algumas religiões punem os suicidas na outra vida e até proíbem os ritos de passagem. São Tomás de Aquino sustenta que o homem não tem esse direito, vai contra o sexto mandamento (“Não matarás”). Um velório em que cochichos têm um tema constante… O que será que houve? Ou pior, cada um dizendo suas teorias. Ocultamento, distanciamento e fuga se tornam evidentes.

Provavelmente, a dinâmica da família já se caracterizava como disfuncional e, nesse momento, tudo é exposto a todos. Os problemas, antes restritos ao lar, se tornam públicos. Querendo ou não, a família é obrigada a ter consciência de seus relacionamentos inadequados.

O estigma

O sobrevivente passa, num processo dolorido e que não foi causado por ele, de pessoa normal, a “parente de louco”. Muitas vezes, relacionamentos são desfeitos, estereótipos se formam no trabalho, as amizades se alteram.

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)O tema suicídio aparece no filme “Como eu era antes de você”, mexendo com toda a família do personagem Will

As referências

Quanto conheci de quem se foi? O que faço, quais hábitos, quais posturas aprendi? Irei me matar também? Serei um bom pai? Ou uma boa mãe? São bons ou maus exemplos? O modelo de vida do suicida se desqualifica. Acusações e comparações que serão uma provável constante na vida dos sobreviventes.

Os papéis

A família se reestrutura, se reconfigura. Tios viram pais, avós viram pai e mãe. Quem comprava o pão, quem ia ao supermercado, quem buscava crianças na escola, quem trabalhava – os papéis na família se transformam profundamente. Muitas vezes, maiores responsabilidades são impostas a cada um.

O medo

A retirada abrupta do suicida de nosso convívio pode ficar marcada em nossas memórias e nos levar a perguntar sempre quem mais irá nos abandonar. Fica difícil deixar o filho ir sozinho para a escola, o cônjuge viajar a negócios, até mesmo nós ficarmos sozinhos.

O segredo que ronda o suicídio

Surge um silêncio na família e nos amigos sobre o assunto. Fotos são perdidas, a existência do suicida é praticamente negada, seu suicídio é escondido. Sua história e o que representava, se perdem no tempo. Mas antes era importante na família. Como excluí-lo?

Muitas perguntas, o que fazer?

O suicídio não decorre de uma única causa. É um acontecer, que concretiza e finaliza um processo de sofrimento individual e coletivo. Poderíamos até dizer que é uma soberania do homem em relação a sua existência.

O luto exige muito respeito pela dor e situação. Ocorre um lento processo de cicatrização, com a percepção e responsabilização sobre o controle da vida, redimensionamento dos papéis, criação de nova identidade, reconhecimento da dor, dos riscos envolvidos em viver. Meu nascimento é um fato, a minha morte também o será.

Aqui, a partilha de sentimentos com um psicólogo será bem útil. Perceber os “e se?” que permaneceram, falar das consequências da morte, enfrentar as perguntas sem respostas, as explicações sem comprovações, as ausências de familiares e amigos, lidar com especulações sobre a vida do que se matou e o que se poderia ter feito…

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

O auxílio de um profissional tem papel importante durante essa fase. Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas!

PARA SABER MAIS

Suicídio e Luto: Histórias de Filhos Sobreviventes, entre outros trabalhos da Dra. Karina Okajima Fukumitsu, apresenta diversas reflexões confortantes. Também Crise Suicida, do Dr. Neury José Botega, amplia as condições de avaliação e manejo, sendo uma importante referência para os profissionais de saúde.

Artigo revisado em: 05/12/ 2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness.

Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Alerta suicídio: 5 formas de prevenção, como identificar e onde buscar ajuda

O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.

Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). No Brasil, uma pessoa morre por suicídio a cada hora, enquanto outras três tentaram se matar sem sucesso no mesmo período.

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

Crédito: IStock/@noipornpanFique atento aos sinais! Um dos falsos mitos sociais em torno do suicídio é que a pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa, não fala sobre isso

O assunto é tão complexo que muitas pessoas evitam falar a respeito, o que nem sempre é a melhor decisão. Um problema dessa magnitude não pode ser negligenciado, pois sabe-se que o suicídio pode ser prevenido.

Uma comunicação correta, responsável e ética é uma ferramenta importante para evitar o efeito contágio.

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Qual seria essa forma? Vamos listar alguns sinais de alerta de pessoas em risco e onde procurar ajuda nesses casos.

Formas de prevenção

Um dos falsos mitos sociais em torno do suicídio é que a pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa, não dá pistas. Isso não é verdade e devemos considerar seriamente todos os sinais de alerta que podem indicar que a pessoa está pensando em suicidar-se.

Saber reconhecê-los em você ou em alguém próximo é o primeiro e o mais importante passo. Por isso, sempre fique de olho no seguinte:

Se alguém está, pelo menos, há duas semanas com conduta ou manifestações verbais referentes à suicídio, fique de olho! Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.

As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

Crédito: IStock/@tadamichiAtenção: não há uma “receita” para detectar seguramente uma crise suicida em uma pessoa próxima, mas a sua ajuda é fundamental!

Fique atento para comentários do tipo “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz”, “eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, “é inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar” e outros relacionados. Às vezes esse tipo de fala passa desapercebido por membros da família e amigos.

As pessoas com pensamentos suicidas podem muitas vezes se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de socializar.

Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação homofóbica ou transfóbica, ataques racistas, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio.

Lembre-se também que não há “receita” que detecte seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Mas é sempre bom ficar atento, conversar e procurar ajuda!

O que fazer sob risco de suicídio

Se você identificou em alguém próximo sinais de comportamento suicida, encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Faça a perceber que você está ali para ouvir e ofereça seu apoio.

É importante também que você a incentive a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. É legal você se oferecer para para acompanhá-la a um atendimento. Assim ela ficará mais confortável e terá menos receio.

Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa.

Se a pessoa com quem você está preocupado vive com você, assegure-se de que ela não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.

Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

Crédito: IStock/@PeopleImagesConversar abertamente com a pessoa sobre seus pensamentos suicidas não a influenciará a completá-lo

Pensar em acabar com a própria vida pode ser insuportável e muito difícil, e você pode não conseguir enxergar uma saída. Mas existe ajuda disponível!

Primeiramente, é muito importante conversar com alguém que você confie. Não hesite em pedir ajuda! Você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte.

Lembre-se que quando pede ajuda, você tem o direito de ser respeitado e levado a sério, ter o seu sofrimento levado em consideração, falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação, ser escutado e ser encorajado a se recuperar.

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

Há algumas possibilidades de auxílio nesse momento:

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, em sua área territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial e são substitutivos ao modelo asilar.

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. É instalada perto de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem e, com isso, desempenha um papel central na garantia de acesso à população a uma atenção à saúde de qualidade.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) faz parte da Rede de Atenção às Urgências. O objetivo é concentrar os atendimentos de saúde de complexidade intermediária, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica, atenção hospitalar, atenção domiciliar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192.

  • O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email, chat e voip 24 horas todos os dias.
  • A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.
  • Também é possível acessar o site do CVV para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita, ou conferir aqui os postos de atendimento.

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens)

Crédito: Divulgação/Arte Catraca LivreLigue 188 – CVV

Universidades públicas e particulares no Brasil que possuem em sua grade o curso de Psicologia normalmente possuem atendimento psicológico gratuito para a comunidade. Há profissionais particulares que oferecem cotas de atendimento psicológico social para pessoas em situações financeiras vulneráveis.

Como conversar com alguém que está pensando em suicídio

Como Ajudar um Amigo Suicida (com Imagens) Direito de imagem Getty Images Image caption Talvez seja necessário mais de uma conversa para que a pessoa se abra

  • A cada 40 segundos, alguém, em algum lugar do mundo, tira sua própria vida.
  • Quase 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e essa é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas de acidentes de trânsito.
  • São estatísticas alarmantes – no entanto, é um assunto pouco discutido, segundo a própria OMS.
  • Por mais solitário que esse ato extremo possa parecer, ele afeta filhos, pais, maridos e mulheres, amigos e colegas.
  • Um estudo americano publicado no ano passado diz que, para cada pessoa que se mata, o efeito pode chegar a impactar 135 outras.
  • A professora Julie Cerel, da Universidade do Kentucky, também percebeu que impacto não depende só de laços familiares, mas da proximidade com a pessoa que se matou.

Falar sobre o assunto é sempre um desafio. No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – e neste Setembro Amarelo – a BBC fala sobre as melhores formas de conversar com alguém que está pensando em suicídio.

Comece a conversa

Direito de imagem Getty Images Image caption Em primeiro lugar é preciso reconhecer que é uma conversa difícil

Não há certo ou errado ao conversar sobre pensamentos suicidas, o importante é começar a conversa, diz à BBC Emma Carrington, porta-voz da entidade de combate à doenças mentais Rethink UK.

“Em primeiro lugar é preciso reconhecer que é uma conversa difícil. Não é uma conversa que temos todos os dias. Então, você vai ficar nervoso e isso é normal.”

“O importante é ouvir e não julgar.”

Conselhos para conversar com alguém com pensamentos suicidas:

  • Escolha um lugar calmo onde a pessoa sinta-se confortável
  • Garanta que vocês dois terão tempo suficiente para conversar
  • Se você disser a coisa errada, não entre em pânico; não seja duro demais consigo mesmo
  • Foque na outra pessoa, faça contato visual, ponha o telefone de lado – dê sua atenção total à outra pessoa
  • Seja paciente, podem ser necessárias várias tentativas até a pessoa estar pronta para se abrir
  • Use perguntas abertas que precisam de respostas que sejam mais do que um sim ou um não
  • Não sinta que precisa preencher todos os silêncios com conselhos e com palavras: às vezes a pessoa está tomando coragem para falar e precisa de um tempo
  • Não interrompa ou ofereça uma solução para todos os problemas, o importante é ouvir
  • Não empurre suas próprias ideias sobre como a pessoa deve estar se sentindo
  • Verifique se a pessoa sabe onde e como obter ajuda profissional
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Fontes: Samaritans, entidade britânica de apoio à saúde mental

Quem está em risco?

O suicídio afeta pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, mas globalmente o índice de suicídio entre homens é mais alto.

Em 2016, a taxa e suicídio entre homens era de 13,5 a cada 100 mil, enquanto entre mulheres era de 7,7 por 100 mil.

  1. A proporção entre homens e mulheres, no entanto, varia de país para país.
  2. A Rússia tem o índice mais alto de suicídio entre homens (48 a cada 100 mil em 2016), seis vezes maior do que a taxa entre as mulheres.
  3. A ligação entre o suicídio e doenças mentais (principalmente depressão e alcoolismo) é bem documentada.
  4. Mas muitos casos acontecem impulsivamente em momentos de crise, quando as pessoas têm surtos diante de estresses, problemas financeiros, separações, dores ou doenças.
  5. Os indíces são altos entre populações rurais e entre grupos que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes, indígenas, pessoas LGBT e presidiários.
  6. De acordo com a OMS, pessoas que passaram por conflitos armados, desastres, sofreram abusos, perdas, violências ou sentem isolamento também estão em risco.

Direito de imagem Getty Images Image caption O importante é ouvir sem julgar

“Uma pessoa pode se sentir isolada mesmo que esteja cercada de pessoas. A pessoa pode estar passando por dificuldades financeiras. Todas essas coisas podem se acumular”, diz Carrington, da Rethink UK.

“A não ser que tenhamos o apoio das pessoas ao nosso redor, pode se tornar opressivo”

O que a sociedade pode fazer?

A OMS diz que os governos podem tomar diversas medidas para prevenir o suicídio, incluindo:

  • Quebrar o tabu e falar sobre o assunto
  • Ajudar jovens a desenolver habilidades úteis para lidar com as pressões da vida, especialmente nas escolas
  • Treinar profissionais de saúde para lidar com comportamento suicida
  • Identificar e apoiar pessoar em risco e manter contato com elas no longo prazo
  • Restringir o acesso a instrumentos letais

Destruindo mitos

Organizações de saúde mental tentam acabar com o que dizem ser um mito comum: o de que conversar com as pessoas sobre suicídio vai incentivá-las a tirar suas próprias vidas.

De acordo com a organização australiana Beyond Blue, da ex-primeira-ministra Julia Gillard, ter a liberdade de conversar sobre o assunto pode ajudar a restaurar a esperança das pessoas que estão tendo pensamentos suicidas.

Direito de imagem Getty Images Image caption Grupos sociais vulneráveis têm maior risco de suicídio

“Você não precisa ser um profissional de saúde para apoiar alguém que está em risco. Só precisa ser alguém que está preparado para ter a conversa”, diz Gillard.

Embora a ajuda profissional seja essencial, e o único método seguro para que a pessoa faça terapia e consiga remédios, Carrington diz que conversar sobre a morte e sobre os pensamentos suicidas com alguém próximo pode ajudar a pessoa a se sentir segura no curto prazo.

Ela afirma que é importa mostrar que você não está julgando e conversar sobre o presente.

Fale sobre hoje

“Se você está preocupado com alguém, pergunte sobre como a pessoa está se sentindo hoje, insista nisso. Ajuda usar a palavra 'hoje', porque se a pessoa está se sentindo muito sobrecarregada por suas emoções, não parece uma pergunta muito assustadora”, diz Carrington.

“Com frequência leva mais de uma conversa para alguém se abrir sobre suicídio. Você precisa construir construir confiança com a pessoa, para que ela sinta que você não vai julgar.”

Ajuda e rede de apoio

Se ao fim da conversa você sentir que a pessoa ainda está muito mal, tendo dificuldade para lidar com sua situação, provavelmente é uma boa ideia checar se a pessoa sabe como conseguir ajuda, quer seja através de uma conversa com outra pessoa ou com um profissional.

Algumas perguntas perguntas úteis podem ser:

  • Você já conversou com mais alguém sobre isso?
  • Você gostaria de procurar ajuda?
  • Gostaria que eu fosse com você?
  • Há alguém em quem você confia que possa procurar?
  • Se ajudar, você pode falar comigo quando precisar.

É importante que, se você também estiver se sentindo sobrecarregado com a situação de estar oferecendo apoio para alguém com pensamentos suicidas, que também procure ajuda e apoio. E se, algo por acaso acontecer com a pessoa, lembre de que não é culpa sua.

Você pode indicar para a pessoa que ligue para o Centro de Valorização da Vida (188) quando precisar de mais apoio – e também pode ligar caso precise.

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Como ajudar alguém com pensamentos suicidas?

Numa sociedade cada vez mais frenética, como perceber ou ajudar quem tenha este tipo de pensamentos? A Linha Nacional de Prevenção do Suicídio dos EUA criou um guia que ajuda a identificar alguns sinais e a agir em conformidade. A 10 de setembro assinala-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Muitas são as pessoas que morrem diariamente por ter cometido suicídio, vítimas de doenças mentais não tratadas ou não acompanhadas devidamente por um médico. A saúde mental e o suicídio não têm impacto apenas na pessoa mentalmente perturbada, mas sim em todos os que o rodeiam e que fazem parte da sua vida, como a família, os amigos e os colegas de trabalho.

Em Portugal, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa média de suicídios está acima da média global, nomeadamente 13,7 por cem mil habitantes, face a uma taxa mundial de 10,7.

 Ainda segundo a OMS, suicidam-se diariamente em todo o mundo cerca de 3000 pessoas, uma a cada 40 segundos.  E por cada pessoa que se suicida, 20 ou mais cometem tentativas de suicídio.

O número anual de suicídios representa cerca de metade de todas as mortes violentas registadas no mundo, estimando-se que, em 2020, esse número atinja 1,5 milhões, revela a OMS.

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Este ato de desespero está comumente associado a depressões, alcoolismo, desordens bipolares, esquizofrenia e ansiedade extrema. Estima-se que cada tentativa de por termo à vida afeta pelo menos seis pessoas circundantes e, portanto, milhões sofrem com este problema todos os anos.

Contudo, nem sempre é fácil ajudar as pessoas que estão desesperadas e que querem por termo à vida. Nesse sentido, a Linha Nacional de Prevenção ao Suicídio dos EUA apresenta um guia onde dá cinco dicas para ajudar quem se defronta com esta situação. Veja de seguida.

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1 – Não ter receio de perguntar

Em primeiro lugar, não deve ter receio de perguntar se a pessoa está bem e se tem pensado na morte como resolução dos problemas. Um dos mitos mais comuns relativos ao tema afirma que falar ou perguntar se o indivíduo em questão tem tendências suicidas põe essa ideia na  sua cabeça, aumentando assim a probabilidade de esse individuo tentar cometer suicídio.

Alguns estudos já realizados sobre a matéria concluíram precisamente o oposto – perguntar se essa pessoa está bem e se tem pensamentos suicidas pode diminuir a probabilidade de vir a concretizar o ato. Para além disso, proporciona uma boa oportunidade de começar uma conversa e identificar a melhor forma de ajudar a combater os pensamentos negativos.

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