Como ajudar um alcoólico que não quer ajuda: 10 passos

A clínica de alcoolismo é uma unidade de tratamento que interna pacientes com vício em álcool — doença crônica de causas variadas, que vão desde fatores genéticos a questões ambientais ou psicológicas. O alcoolismo tem impacto extremo na vida da pessoa afetada, podendo, inclusive, levá-la à morte.

O alcoólatra costuma buscar a bebida para aliviar seu sofrimento emocional ou para disfarçar dores físicas causadas, às vezes, pela própria doença. As famílias dos afetados costumam se sentir confusas, desorientadas e impotentes frente a complexidade do cenário.

Para entender mais sobre a questão e saber como agir, continue com a gente e acompanhe o post de hoje!

Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos     Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos

Como detectar o alcoolismo?

Existe uma grande diferença entre ficar bêbado e ser alcoólatra: uma pessoa que bebe socialmente pode chegar a ficar bêbada sem que isso apresente grandes riscos para sua vida. O alcoólatra, por sua vez, ingere quantidades que vão além do que o organismo suporta em pequenos intervalos de tempo.

Esse consumo desenfreado traz graves danos para a saúde física, além de prejudicar o sujeito em seu trabalho, em suas relações e em suas emoções. Atitudes de risco também são indicadores, como dirigir bêbado descontroladamente.

Quais são os efeitos crônicos do álcool?

Os efeitos crônicos surgem em decorrência da ingestão excessiva e frequente de bebidas alcoólicas ao longo de meses ou anos. Como a molécula de etanol é pequena, ela atinge órgãos e tecidos facilmente.

Veja, abaixo, os principais efeitos do álcool no corpo humano:

Sistema cardiovascular:

  • lesões nas células cardíacas;
  • aumento do tamanho do coração;
  • arritmias cardíacas;
  • hipertensão;
  • risco de infarto.

Sistema gastrointestinal:

  • úlceras;
  • cânceres de esôfago, boca, laringe e faringe;
  • gastrite;
  • hepatite;
  • esteatose hepática;
  • pancreatite aguda;
  • cirrose hepática.

Sistema nervoso:

  • distúrbios neurológicos graves;
  • lesões no sistema nervoso central;
  • perda de estabilidade;
  • alterações de memória;
  • dificuldade em caminhar;
  • desregulagem da liberação de neurotransmissores;
  • síndrome de Wernicke-Korsakoff;
  • demência alcoólica;
  • miopatia;
  • polineuropatia periférica.

Sistema reprodutor:

  • impotência nos homens;
  • alterações menstruais nas mulheres;
  • infertilidade nas mulheres.

Existem grupos de apoio ou centros sociais para auxílio?

Diante dessa situação tão grave, é normal que os familiares atinjam um alto nível de sofrimento — principalmente por não saberem como ajudar a pessoa doente. No entanto, existem caminhos para auxiliar todos os envolvidos.

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Apesar de não ter uma cura permanente, o alcoolismo pode, sim, ser tratado. Os grupos de apoio, centros de reabilitação e clínicas existem exatamente para isso. Nesses locais, o alcoólatra encontra um suporte, mas sua família também recebe apoio.

De forma geral, os grupos de apoio são reuniões em que os alcoólatras e suas famílias conversam sobre os seus problemas com pessoas que estão em situações muito parecidas. Essa é uma chance de aprender com outras experiências e de se abrir em relação ao seu sofrimento.

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Existem também os centros sociais, em que são fornecidos tratamentos envolvendo o trabalho de médicos, psiquiatras e psicólogos. Esses centros não apenas trabalham para a internação: se necessário, podem também encaminhar os pacientes para clínicas.

Quais os grupos de apoio existentes no Brasil?

Existem, no Brasil, alguns grupos que auxiliam no processo de tratamento e recuperação dos dependentes de álcool. Veja alguns deles a seguir:

Alcoólicos anônimos (AA)

Esse é o principal grupo de apoio existente no Brasil. Seu objetivo é amparar e auxiliar os alcoólatras a largarem o vício. O AA é um grupo em que todos se ajudam e são ajudados. Ele funciona por meio de reuniões em que todos podem explicar suas dúvidas, incertezas, preocupações, aflições e ansiedades.

É costume que um convidado conte a sua história com a dependência e a recuperação. Geralmente, as reuniões duram de uma hora a uma hora e meia — e não há nenhum tipo de cobrança ou pagamento sobre elas. Também não é necessário falar o nome completo ou preencher ficha de inscrição alguma (daí vem o anonimato).

Grupo de apoio aos alcoólatras e narcóticos (GAAN)

Esse grupo é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos que tem por objetivo ajudar na recuperação de pessoas que fazem uso excessivo de álcool e/ou outras drogas.

Existem grupos voltados para a família do alcoólatra?

Alguns grupos são voltados apenas para os familiares de alcoólatras, que também precisam de amparo e conforto. Eles são muito importantes para que os parentes do dependente consigam ajudá-lo a conquistar uma vida saudável. Veja abaixo:

Al-Anon

Esse grupo é formado por parentes e amigos de alcoólatras, e tem por finalidade o compartilhamento de experiências para posterior solução dos problemas em comum. O Al-Anon guia as famílias sobre como encarar o alcoolismo e auxiliar na recuperação dos entes queridos. A participação também é anônima e gratuita.

Alateen

Esse grupo está associado ao Al-Anon e é voltado especialmente para os jovens entre 13 e 19 anos que sofrem com as questões de alcoolismo de um familiar ou de um amigo. Mas, apesar de ser organizado de forma independente, o grupo necessita de dois padrinhos do Al-Anon.

Como saber o momento certo de internar o dependente em uma clínica de alcoolismo?

O dependente do álcool pode apresentar alguns sinais que indicam o momento certo de interná-lo. Confira alguns deles a seguir:

  • dificuldade de se manter no emprego ou na escola;
  • surtos de agressividade e paranóia;
  • rotina resumida a atividades que favorecem o acesso às bebidas alcoólicas;
  • atenuação do raciocínio e do nível de atenção;
  • pequenos roubos dentro de casa;
  • desaparecimento por alguns dias.

Na maioria das vezes, quando essas situações acontecem, resolver o problema de forma espontânea é quase impossível — por isso, a única saída pode ser a internação.

Quais as formas de convencer uma pessoa a se tratar voluntariamente?

Grande parte dos dependentes não aceita que está doente e que precisa se tratar. Assim, o primeiro passo para motivar alguém a buscar tratamento especializado é conversar.

Aproveite um momento de sobriedade e converse com calma e sem agressividade, de preferência em um local que haja privacidade e seja confortável. Fale sobre os problemas enfrentados por ele e pela família e mostre todas as consequências negativas que o alcoolismo provoca.

Incentive a pessoa a fazer atividades que lhe possibilitem uma sensação de bem-estar — como esportes, artesanato ou tocar um instrumento musical. Mostre a ela o quanto é possível ser feliz sem o consumo de bebidas alcoólicas.

Pesquise informações sobre clínicas de reabilitação e centros de apoio e motive o dependente a procurar ajuda para se recuperar. Ofereça a sua companhia para acompanhá-lo na primeira visita à clínica ou ao grupo.

Como funciona a internação?

O processo de internação em uma clínica de alcoolismo começa quando percebe-se a necessidade de buscar uma ajuda maior, em que o dependente possa receber mais cuidados. Esse momento pode ser notado pela própria pessoa, por sua família ou por outros com quem ela convive — como um médico, um psicólogo ou um psiquiátra.

Existem três tipos de internação:

Voluntária

A internação voluntária ocorre quando o próprio alcoólatra, consciente da gravidade de sua situação, busca ser internado para tratamento. Esse é um passo muito positivo, já que o envolvimento direto e a dedicação do paciente são grandes diferenciais no processo.

Involuntária

Ocorre quando o alcoólatra não assume que tem necessidade de se tratar ou não tem mais condições de saúde para buscar ajuda sozinho. Neste caso, seus familiares, ao notarem que uma intervenção maior se faz precisa, entram com um pedido judicial para a internação involuntária.

É importante ressaltar que, para que a internação seja efetuada, é necessário um laudo médico comprovando sua demanda.

Compulsória

O pedido de internação de um alcoólatra é feito pela justiça, ao se constatar que a pessoa está colocando em risco sua própria vida ou a vida de outros. Nesse caso, o laudo médico também se faz obrigatório.

Iniciado o processo de internação, o próximo passo é a busca pelo local mais adequado para prestação de tal serviço — e uma série de fatores deve ser levada em conta nesse momento.

Um deles é a abordagem ou o método empregados em cada instituição. É comum que cada uma tenha um foco — como a aprendizagem afetiva ou o atendimento psiquiátrico, por exemplo. Deve-se escolher aquela abordagem que melhor combina com o caso, com a pessoa e com as suas necessidades.

  • Vale lembrar que, seja qual for a especialização do local, é essencial que ele tenha uma equipe multidisciplinar, com profissionais de áreas diferentes e que proporcionem um atendimento mais completo.
  • Além disso, também é necessário definir qual modelo de internação é o mais indicado para o dependente naquele momento, e isso deve ser feito com o auxílio de um profissional de confiança.
  • É preciso definir, por exemplo, se será uma internação parcial — em que a pessoa frequenta a clínica somente durante o dia — ou integral — em que ela reside na instituição por um período determinado.
  • Na clínica, o alcoólatra e seus familiares devem encontrar um espaço para conhecer melhor a doença, aprender a lidar com ela e a conviver com outros em situações semelhantes.

Quais as etapas do tratamento?

O tratamento do depentente é composto por diversas etapas, que podem variar de abordagem para abordagem e ter durações distintas. Veja algumas delas a seguir:

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Desintoxicação

É a fase em que se foca principalmente na redução dos danos causados pelo alcoolismo. Isto deve incluir os efeitos físicos, mentais e emocionais. Para tal, a pessoa deve passar pela abstinência — ou seja, ficar sem consumir a substância química.

Nessa etapa são utilizados métodos como medicamentos e atendimentos psicológicos constantes.

Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos     Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos

Psicoterapia e terapia ocupacional

É o momento de cuidar prioritariamente da saúde mental e do emocional. E, como todo indivíduo é único, esse processo deve ser específico para cada um. Algumas clínicas também oferecem a modalidade de terapia em grupo.

A terapia ocupacional é um momento em que a pessoa tem a oportunidade de dedicar sua energia às atividades benéficas de diversas maneiras. Nesse processo, são exercitadas habilidades cognitivas e sociais, além da abordagem de questões emocionais.

É válido relembrar que, para um tratamento ser mais completo, ele deve fornecer apoio e cuidados com a saúde física, mental e emocional. O acompanhamento com profissionais, como médicos e psicólogos, deve ocorrer ao longo de toda a internação, inclusive nas recaídas.

Por fim, vale ressaltar como a internação é essencial para o tratamento da dependência do álcool, principalmente quando o caso já estiver mais complicado. Trata-se de uma questão que merece o máximo de atenção e cuidado.

A internação na clínica de alcoolismo é só uma parte do processo: o tratamento deve ser constante, com um acompanhamento permanente para o alcoólatra e sua família, mesmo após a saída da clínica.

Como Ajudar um Alcoólatra a Parar de Beber (Parte 1)

Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos

  • Clinica de Dependência Química Álcool e Drogas

Ver a vida de um amigo ou familiar ser destruída pelo alcoolismo é profundamente angustiante e frustrante. Uma vez que alguém fica viciado em álcool, ele deve entrar em um programa de reabilitação para conseguir ajuda. Este artigo explica como saber se alguém é realmente um alcoólatra e como ajudá-lo a conseguir o tratamento necessário.

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Pedindo para a pessoa parar de beber

Procure por sinais de alcoolismo. Existe uma diferença entre alguém que bebe muito e um indivíduo que é alcoólatra. Pode ser que ele ainda não tenha chegado ao ponto de desenvolver uma dependência tão forte.

O hábito de exagerar na dose pode ser corrigido e superado por conta própria. Já o alcoolismo é uma doença que não pode ser curada e que exige a interferência de fora para ser controlada.

 [1] Fique atento aos seguintes sinais: [2]

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Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 PassosTratamento Contra o Álcool e Drogas

  • Problemas no trabalho e na escola como chegar atrasado ou não comparecer devido a ressacas.
  • Episódios de beber demais e não lembrar o que aconteceu depois passam a ser frequentes.
  • Encrencas com a lei causadas pela bebida, tais como multas por dirigir embriagado ou ter participado de brigas (resultantes em lesões corporais).
  • Incapacidade de deixar um copo com bebida pela metade ou de ficar perto do álcool sem consumi-lo.
  • Planejamento de compromissos de modo que acomodem o consumo de bebidas e as posteriores ressacas.
  • Relacionamentos prejudicados devido ao vício.
  • A pessoa mal acorda e já quer beber. Caso não o faça, ela apresenta sintomas de abstinência.
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Elabore com cuidado o que dizer.

Após decidir falar com a pessoa sobre o problema, escolha bem as palavras e o tom. A última coisa de que alguém nessa situação precisa é de um discurso interminável e de chantagem emocional. Procure ser breve e mencionar detalhes específicos, mas sem nunca ficar julgando. Desta forma, você evita que ele tente fugir do assunto.

  • Vale a pena ensaiar algumas frases-chave importantes para você. Assim você não vai se esquecer delas quando chegar a hora da conversa. Por exemplo, você poderia dizer: “Eu te amo e eu estou preocupado com o estrago que a bebedeira do fim de semana está causando à própria saúde. Eu quero muito te ajudar e que você conte comigo para o que for preciso.” [3]
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Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 PassosTratamento Contra o Álcool e Drogas

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Converse com a pessoa.

Se percebeu sinais da doença, tenha um diálogo com a pessoa e diga que você está preocupado. [4] Explique que o comportamento dela está afetando outras pessoas e que é hora de parar com o vício em consideração à família e para o bem dela mesma. Explique os problemas que estão sendo causados pela bebida. [5]

  • Escolha um momento em que a pessoa ainda não tenha bebido. A parte da manhã pode ser a melhor pedida. Mas, mesmo que ela já esteja de ressaca, não há problema em abordá-la. Aliás, se ela estiver mal por causa da bebedeira, fica ainda mais fácil ressaltar o fato de que ela está prejudicando a própria saúde ao manter o corpo em uma montanha-russa constante.
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Não discuta e muito menos julgue.

Nada de fazer acusações ou de ficar pegando no pé toda hora por causa do vício. Isso só vai piorar a situação, pois ele vai se fechar cada vez mais e nunca vai se sentir à vontade para revelar os motivos que o levam a beber.[6]

  • Esteja disposto a aceitar críticas. Você pode não gostar do que vai ouvir, principalmente se a pessoa disser que você é uma das causas do alcoolismo dela. Faça um esforço para ouvir com sinceridade e reaja com uma atitude aberta e moderada. [7]
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Procure entendê-lo.

Durante o diálogo, não se esqueça de perguntar se há problemas ou coisas que o estressam, motivando a dependência ao álcool.

Confira se ele pode contar com a família ou amigos para apoiá-lo.

Se esse não é o caso, uma alternativa é buscar ajuda de um grupo como o Alcoólicos Anônimos ou uma comunidade de apoio da igreja. [8]

  • Existe também a chance de que o indivíduo se recuse a tocar no assunto (a razão pela qual ele bebe) ou até mesmo negue o fato de que há um problema. [9]
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Não force a pessoa a parar de beber.

O alcoolismo é uma doença complexa. Por isso, obrigá-la a deixar o vício ou fazer com que ela sinta vergonha são abordagens que não funcionam. Na verdade, elas podem fazer com que ele passe a beber ainda mais. [10]

  • É preciso entender que não é impossível fazer com que um alcoólatra largue a dependência. O que pode ser feito é incentivá-lo a buscar apoio e ajudá-lo a encontrar assistência. [11]
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Continua…….

Clinica de Dependente Químico em São José do Rio preto
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Fazemos o atendimento pelo nosso Chat que está no site,nossos especialistas estão sempre de plantão para tirar todas as suas dúvidas sem qualquer custo,para nós da Clinica Luz da Vida o bem estar da família e do dependente deve vir em primeiro lugar,sabemos da dor e da luta das famílias brasileiras sendo assim fazemos parte desta luta,em prol de um mundo melhor,conte com nossa ajuda sempre…

Estamos juntos na luta!!!!

Tratamento contra o Alcoolismo

Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos

De acordo com os especialistas, a internação involuntária é necessária em alguns casos e tem ajudado na recuperação dos dependentes químicos. Segundo alguns ex-usuários, o caminho para não usar mais drogas está, muitas vezes, em ajudar os outros usuários a também superarem o vício.

Quando uma pessoa não quer se internar voluntariamente, pode-se recorrer à internação involuntária ou à internação compulsória. São dois tipos diferentes de internação. Portanto, não usamos os termos involuntário, compulsório ou forçado indistintamente.

O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, defendeu a internação involuntária de viciados, desde que sob indicação de médico especialista.

Lei 10.216/2001 define três modalidades de internação psiquiátrica:

  • internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;
  • internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro;
  • internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

Uma modalidade de tratamento que tem conquistado espaço entre as pessoas e que a sociedade está buscando abraçar é o tratamento Intensivo (curta duração) para dependentes químicos e alcoólatras, que tem apresentado bons resultados.

Isso porque ele possui algumas características peculiares que o diferenciam e o tornam uma opção viável para diversos públicos, sendo esses os que estão inseridos em grupos de baixa e média complexidade.

O tratamento intensivo é destinado aos dependentes que não podem se afastar por longos períodos de suas atividades, sendo profissionais ou pessoais.

Compreenda como isso funciona e quais benefícios são proporcionados às pessoas que se submetem a ele, contate-nos.

Não são ainda totalmente compreendidos todos os mecanismos biológicos que causam o alcoolismo. O risco é influenciado pelo ambiente social, estresse, saúde mental, histórico familiar, idade, grupo étnico e género.

 O consumo significativo de álcool ao longo do tempo provoca alterações fisiológicas na estrutura e composição química do cérebro, como dependência física e aumento da tolerância, o que faz com que o indivíduo necessite de consumir doses cada vez maiores de álcool para atingir o efeito desejado.

Estas alterações potenciam a incapacidade do alcoólico em deixar de beber e provocam síndrome de abstinência quando o consumo é interrompido. .

O alcoolismo pode ser difícil de ser identificado devido ao estigma social associado à doença, o que faz com que o alcoólico evite o diagnóstico e tratamento com receio das consequências sociais.

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Um dos métodos de diagnóstico mais comuns é a resposta a um grupo de questionários normalizados, os quais podem ser utilizados para identificar diversos padrões de consumo nocivos, incluindo alcoolismo.

No geral, o abuso de álcool é considerado alcoolismo quando a pessoa continua a beber apesar dos problemas sociais e de saúde que isso lhe provoca.

O tratamento de alcoolismo dá-se ao longo de vários passos. Uma vez que a abstinência pode provocar vários problemas de saúde, a desintoxicação deve ser cuidadosamente acompanhada e pode ser necessário o uso de medicação, como os benzodiazepínicos.

As pessoas com alcoolismo têm, por vezes, outras dependências, entre as quais a dependência de benzodiazepínicos, o que pode complicar este passo. Após a desintoxicação, é frequente recorrer-se a terapia de grupo ou grupos de autoajuda que auxiliam a pessoa a manter-se sóbria.

Em comparação com os homens, as mulheres são mais sensíveis aos efeitos físicos, cerebrais e psicológicos do álcool.

Em 1979, um painel de especialistas da OMS desencorajou o uso do termo “alcoolismo” em medicina, dando preferência à categoria “síndrome de dependência do álcool” No século XIX e início do século XX, a dependência do álcool era geralmente designada dipsomania, embora esse termo tenha agora um significado muito mais específico. A OMS estima que haja em todo o mundo 140 milhões de pessoas com alcoolismo

Características

Além dos prejuízos na vida académica, profissional, social e familiar, o abuso de álcool por tempo prolongado pode causar cancro na cavidade oral, esófago, faringe, fígado e/ou vesícula biliar; hepatite, cirrose, gastrite, úlcera, danos cerebrais, desnutrição, problemas cardíacos, problemas de pressão arterial, além de transtornos psicológicos. Durante a gestação, causa má-formação fetal.

Apesar de o abuso do álcool ser um pré-requisito para o que é definido como alcoolismo, o seu mecanismo biológico ainda é incerto.

Para a maioria das pessoas, o consumo de álcool gera pouco ou nenhum risco de se tornar um vício. Outros fatores geralmente contribuem para que o uso de álcool se transforme em alcoolismo.

Esses fatores podem incluir o ambiente social e cultural, a saúde psicológica e a predisposição genética.

Terminologia

O álcool reforça positivamente ao dar prazer físico e ajudar na socialização e reforça negativamente quando diminui a percepção de dor e angústia.

Muitos termos são aplicados para se referir a uma pessoa alcoólica e ao alcoolismo. Existe muita controvérsia a esse respeito, entretanto é consenso que: O alcoolismo pode levar à morte.

O alcoolismo é uma doença, um transtorno psicológico sério, que precisa de tratamento multiprofissional.

O alcoólico pode apresentar prejuízos relacionados com o uso de álcool em todas as áreas da vida (prejuízos físicos, mentais, morais, profissionais, sociais, entre outros).

O alcoólico perde a capacidade de controlar uma quantidade de bebida que ingere, uma vez que vence uma ingestão.

Abuso, uso pesado, vício e dependência são todos rótulos comuns usados para descrever os hábitos de consumo, mas o real significado dessas palavras podem variar, dependendo do contexto em que são usadas.

Mesmo dentro da área de saúde especializada, uma definição pode variar entre as áreas de especialização. Muitas vezes, a política e a religião ainda confundem o problema e agravam uma ambiguidade.

“Uso” refere-se ao simples uso de uma substância. Uma pessoa que bebe qualquer bebida alcoólica está usando álcool.

“Desvio”, “problemas com uso” e “uso pesado” são termos que sugerem que o consumo de álcool tem causado problemas psicológicos, físicos, sociais, ou seja, prejuízos ao bebedor.

Os danos sociais e morais são altamente subjetivos e, portanto, diferem de indivíduo para indivíduo, o que dificulta a identificação desses usuários.

A expressão “abuso de substâncias” tem uma variedade de significados possíveis. No campo da saúde mental, o uso do DSM-IV por psicólogos e psiquiatras traz uma definição específica, que envolvem um conjunto de circunstâncias da vida que acontecem por causa do uso da substância. No direito, o abuso é frequentemente usado para se referir ao uso ilegal de qualquer substância.

Dentro do vasto campo da medicina, o abuso, por vezes, refere-se ao uso de medicamentos prescritos em excesso da dose prescrita ou a utilização de um medicamento que exige prescrição médica sem receita. Dentro da religião, o abuso pode se referir a qualquer uso de uma substância considerada inadequada.

O termo algumas vezes é evitado por profissionais pela variabilidade em sua definição.

A dependência é simultânea à tolerância, ou seja, necessidade de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool.

O diagnóstico de dependência de álcool não necessariamente indica uma presença de dependência física, ela pode ser apenas psicológica e estar associada com influência de amigos e família ou com poucas habilidades sociais.

Dependência está associada a dificuldade em resistir a uma substância.

A definição precisa de vício é debatida, mas em geral se refere a qualquer condição que faz uma pessoa continuar a demonstrar comportamentos nocivos mesmo sofrendo prejuízos sociais, profissionais e pessoais. Pode ser causado por dependência física e psicológica.

Remissão é, segundo a Associação Psiquiátrica Americana, uma condição em que os sintomas físicos e mentais do alcoolismo não estão mais evidentes. A remissão pode ser parcial, quando breve, ou persistente, quando dura mais de um ano. Outros (principalmente Alcoólicos Anônimos) usam o termo “recuperação” para descrever aqueles que cessaram completamente o consumo de álcool.

Diagnóstico

Problemas familiares, sociais, profissionais, acadêmicos ou legais são os principais sintomas usados no diagnóstico de abuso de substância segundo o DSM-IV.

Um diagnóstico de dependência pelo CID-10 pode ser feito somente se três ou mais dos seguintes requisitos tenham sido experimentados ou exibidos em algum momento durante um período de 12 meses:

  • Um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;
  • Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu início, término ou níveis de consumo;
  • Um estado de abstinência fisiológico quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado pela síndrome de abstinência característica para a substância ou o uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência;
  • Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
  • Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor da substância psicoativa, aumento da quantidade de tempo necessário para obter ou tomar a substância ou para se recuperar de seus efeitos;
  • Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos consequentes a períodos de consumo excessivo da substância ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado à droga; deve-se fazer esforços para determinar se o usuário estava realmente (ou se poderia esperar que estivesse) consciente da natureza e extensão do dano.

Efeitos fisiológicos do alcoolismo

O consumo excessivo de álcool leva a uma degradação do etanol em etanal pelo fígado, fato que consome NAD+ formando NADH.

Na segunda reação para a formação de acetato também há consumo de NAD+ e formação de NADH, dessa forma o ciclo de Krebs (dependente de NAD+) é diminuído pela falta de NAD+, aumentando portanto o metabolismo anaeróbico das células, o que irá produzir mais ácido lático no organismo.

Esse excesso de ácido lático no organismo compete com a excreção de urato contribuindo para o aumento de ácido úrico no sangue, o qual irá precipitar em articulações gerando uma doença conhecida como gota.

O conjunto de efeitos fisiológicos sentidos após excessivo consumo de álcool é conhecido como veisalgia, popularmente chamada de “ressaca”.

Tratamentos

Arrumar outras atividades prazerosas mais saudáveis, como esportes e artes, pode ajudar a diminuir o hábito de beber.

Os tratamentos para o alcoolismo são bastante variados porque existem múltiplas perspectivas para essa condição.

Aqueles que possuem um alcoolismo que se aproxima de uma condição médica ou doença são recomendados a se tratar de modo diferentes dos que se aproximam desta condição como uma escolha social.

Não se deve confundir o tratamento do alcoolismo com o tratamento apenas da síndrome de abstinência. O tratamento do alcoolismo é complexo, multiprofissional e longo dependendo da persistência do paciente e sua rede social de apoio para o processo de cura.

A maioria dos tratamentos busca ajudar as pessoas a diminuir o consumo de álcool, seguido por um treinamento de vida ou suporte social de modo que ajude a pessoa a resistir ao retorno do uso de álcool.

Como o alcoolismo envolve múltiplos fatores que incentivam a pessoa a continuar a beber, todos estes fatores devem ser suprimidos para que se previnam com sucesso os casos de recaídas. Um exemplo para este tipo de tratamento é a desintoxicação seguida por uma combinação de terapia de suporte, atendimento em grupos de autoajuda, etc.

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A maioria dos tratamentos geralmente preferem uma abstinência de tolerância zero; entretanto, alguns preferem uma abordagem de redução de consumo progressiva.

A efetividade dos tratamentos para o alcoolismo varia amplamente. Quando considerada a eficácia das opções de tratamento, deve-se considerar a taxa de sucesso daquelas pessoas que entraram no programa, não somente aqueles que o completaram.

Como o término do programa é a qualificação para o sucesso, o sucesso entre as pessoas que completam um programa é geralmente perto de 100%. Também é importante se considerar não somente a taxa daqueles que atingiram os objetivos do tratamento, mas também a taxa daqueles que tiveram recaídas.

Os resultados também devem ser comparados com a taxa aproximada de 5% de pessoas que abandonam os programas por conta própria.

A desintoxicação trata os efeitos físicos do uso prolongado do álcool, mas na verdade não trata o alcoolismo. Após a desintoxicação estiver completa, as recaídas são propensas de ocorrer se não houver um tratamento subsequente.

A desintoxicação pode ou não ser necessária dependendo da idade, estado de saúde e histórico de ingestão de álcool da pessoa.

Por exemplo, um homem jovem que quando consome álcool o faz em quantidades excessivas em um curto período de tempo, e busca tratamento uma semana após seu último uso de álcool, pode não precisar de desintoxicação antes de iniciar o tratamento para o alcoolismo.

Psicoterapia

  • Pessoas que perdem o emprego e não conseguem arrumar outro por causa do álcool acabam entrando em um ciclo vicioso autodestrutivo.
  • Após a desintoxicação, diversas formas de terapia em grupo ou psicoterapia podem ser usadas para lidar com os aspectos psicológicos subconscientes que são relacionados à doença do alcoolismo, assim como proporcionar a aquisição de habilidades de prevenção às recaídas como assertividade e técnicas de relaxamento mais saudáveis.
  • A terapia cognitivo comportamental é feita individualmente, mas pode convidar familiares e amigos para participar caso o paciente aceite, e tem como objetivos:
  • Desenvolver aprendizagem e prática de novos comportamentos substitutos para o comportamento de beber através de treinamento de habilidades intrapessoais (auto-identificação) e interpessoais (sociais);
  • Ensinar estratégias de enfrentamento que podem ser usadas para lidar com situações de alto risco (internas e externas) que poderiam levar ao vício;
  • Estabelecer estratégias gerais de mudanças no estilo de vida que ajudem o paciente a atingir seus objetivos acadêmicos, profissionais, sociais e familiares de forma mais eficiente;
  • Desenvolver estratégias que favoreçam a manutenção do processo de mudança nos hábitos produzidos pelo tratamento.

Psicólogos cognitivos comportamentais também fazem planos emergenciais para uma variedade de situações de estresse que podem surgir de maneira inesperada e planejam com o paciente estratégias para resolvê-las. Durante a terapia, é comum que outros transtornos, como fobia social, depressão maior, transtorno bipolar, hiperatividade, transtorno de personalidade limítrofe, transtorno de ansiedade generalizada, anorexia nervosa ou outro transtorno de humor, ansiedade ou alimentar sejam identificados como a causa do alcoolismo.

Grupos de ajuda mútua

O aconselhamento em grupo através de ajuda mútua é um dos meios mais comuns de ajudar os alcoólicos a manter a sobriedades. Muitas organizações já foram formadas para proporcionar esse serviço, sendo a mais conhecida delas os Alcoólicos Anônimos. Estes grupos costumam atuar com base no Programa de 12 passos.

Racionamento e moderação

Os programas de racionamento e moderação do uso do álcool não forçam uma abstinência completa. Apesar de a maioria dos alcoólicos serem incapazes de limitar o seu consumo através destes programas, alguns passam a beber moderadamente.

Muitas pessoas se recuperam do alcoolismo.

Um estudo realizado em 2002 nos Estados Unidos mostrou que 17,7% das pessoas que tinham sido diagnosticadas como dependentes do álcool a mais de um ano (anteriormente à pesquisa) retornaram ao consumo de baixo risco de álcool.

Prognóstico

Sem acompanhamento profissional, aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a beber nos 4 anos seguintes à interrupção.

A principal causa de recaída apontada pelos usuários são emoções negativas (35%), pressão social (20%), brigas (16%), incapacidade de resistir ao desejo (11%) e teste de autocontrole (9%).

Esses dados ressaltam a importância de acompanhamento psicológico prolongado e persistente em qualquer abuso de substâncias.

O fato de serem diagnosticados outros transtornos psicológicos associados ao uso do álcool nesse caso é sinal de bom prognóstico, pois o tratamento desses transtornos costuma resolver a raiz do alcoolismo e fatores que manteriam o consumo.

Outro fator de bom prognóstico é quando amigos e familiares também param de beber e oferecer bebidas ou já não tinham o hábito de beber. Quanto maior o apoio de amigos e familiares, melhores as chances de cura definitiva.

Como ajudar um alcoólatra que não quer ajuda? Grupo Recomeço

Como Ajudar um Alcoólico que Não Quer Ajuda: 10 Passos

Se você não possui alguma pessoa em sua família que seja alcoólatra, provavelmente deve conhecer alguém que seja. E talvez saiba o quão difícil é ajudar um alcoólatra que não quer ajuda.

Uma pessoa dependente do álcool dificilmente reconhece sua situação como tal. Isso porque a aceitação social de pessoas que consomem bebidas alcoólicas é muito grande. 

Nesse post vamos falar como ajudar um alcoólatra que não quer ajuda. Qual deve ser o tratamento e a relação com pessoas que se encontram nessa situação. Continue a leitura para saber mais!

Beber socialmente x dependência alcoólica

A prática de consumir bebidas alcoólicas é muito comum entre a maioria das pessoas, tanto no Brasil quanto no restante do mundo. Muitas vezes é vista como um meio de socializar e confraternizar com familiares, amigos, colegas de trabalho ou da faculdade. E não há nada de errado nisso.

  • O problema está quando o consumo de bebida ultrapassa os limites e a pessoa começa a beber cada vez mais até se tornar um dependente alcoólico, ou alcoólatra, como você preferir chamar.
  • E o problema maior ainda é quando essa mesma pessoa não admite que se tornou dependente do álcool e pior, não aceita ajuda.
  • Para isso separamos algumas dicas de como ajudar um alcoólatra que não quer ajuda. Veja quais a são a seguir:
  • Dialogue: procure conversar com a pessoa em um momento em que ela esteja sóbria, onde ambos estejam tranquilos. Escolha um local reservado, onde haja privacidade. Inicie a conversa dizendo o quanto você se preocupa com ela e quer sempre seu bem. Entre no assunto de forma gradativa, procure deixar a pessoa o mais à vontade possível.
  • Respeite: Não somente durante o diálogo, mas em qualquer momento, sempre demonstre respeito pelo dependente alcoólico. Nunca faça julgamentos ou xingamentos, por mais que a pessoa possa te irritar. Lembre-se que o alcoolismo é uma doença e que o alcoólatra diz ou faz coisas que normalmente não faria caso não estivesse sobre efeito do álcool.
  • Repreenda: respeitar o alcoólatra não significa concordar com tudo que ele faça e o proteger de seus erros. De maneira respeitosa e paciente, mostre de maneira bem clara as consequências de seus atos.
  • Inclua-o em suas atividades: Se vai praticar um esporte, fazer uma caminhada, um passeio no shopping ou no parque, enfim, qualquer atividade que possa ser realizada em grupo ou em dupla pelo menos, convide a pessoa para ir com você. Normalmente um alcoólatra é rejeitado ou até mesmo se isola de atividades em grupo.
  • Estude sobre o assunto: além de conversar com o alcoólatra sobre as razões que o levaram a se tornar um dependente, estude sobre o assunto e procure o máximo de informações. Isso contribuirá para que você possa ser mais útil no auxílio do dependente alcoólico. Aqui mesmo no nosso site você pode encontrar bastante conteúdo sobre alcoolismo.
  • Incentive: Normalmente o alcoolista tem algum hobbie que pratica menos ou abandona totalmente quando se torna dependente do álcool. Incentive-o para continuar praticando algum hobbie que seja do seu agrado. Pois quanto mais se manter ocupado, menos tempo sobrará para a bebida.
  • Não se culpe: é comum que pais, filhos, cônjuges e outros familiares próximos ao alcoólatra se culpem por ele se tornar dependente do álcool. Em alguns casos estes familiares ficam doentes emocionalmente, desenvolvendo a chamada codependência. Lembre-se que você precisa estar bem emocionalmente e fisicamente para ajudar seu ente querido a livrar-se do alcoolismo.
  • Não desanime: quando você se propõe a ajudar um alcoólatra que não quer ajuda, é muito comum presenciar recaídas. Mas não desista da pessoa que você ama. Elogie os avanços, e ajude a pessoa a se reerguer quando ela tropeçar.

É claro que colocar tudo isso em prática não é fácil. Mas procure sempre demonstrar seu amor e preocupação quando for ajudar um alcoólatra que não quer ajuda. Seja perseverante, paciente e as chances dele ou dela aceitar ajuda aumentarão.

Caso precise de uma ajuda extra, entre em contato com o Grupo Recomeço e nós iremos te auxiliar a dar o próximo passo no que diz respeito a ajudar um alcoólatra que não quer ajuda.

O Grupo Recomeço é uma clínica terapêutica particular, especializada na prevenção, combate e tratamento da dependência química, alcoolismo, transtornos psiquiátricos e depressão.

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