Como ajudar sua filha a superar o fim de um namoro

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Quando duas pessoas iniciam um relacionamento sério, a última coisa em que pensam é que este chegará ao fim, ainda mais de maneira dolorosa. Mas, infelizmente, às vezes isso acontece…

Para a maioria das pessoas, terminar um relacionamento – seja um namoro, noivado, ou um casamento – é sinônimo de deixar para trás planos, mudar a rotina, inevitavelmente ter que se afastar de algumas amizades (que eram do casal)… E, num primeiro momento, isto, de fato, parece ser pesado.

Especialmente quando ainda há sentimento, por um período pode ser muito difícil seguir em frente. Mas é fato que a vida não para, por isso, é preciso aprender a lidar e superar esta fase.

Se existe uma regra para isso?! Com certeza não! Cada caso é único, assim como pessoas são únicas. Por isso, o que é tão difícil para alguns, pode ser mais fácil para outros… Porém, existem, sim, algumas dicas que podem tornar este processo menos doloroso. Confira:

1. Não se culpe

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Nunca fique se culpando pelo fim do relacionamento. Concentre-se sempre na premissa de que a responsabilidade de um relacionamento progredir e dar certo é sempre das duas pessoas envolvidas. Por isso, se terminou, é sinal também de que acabou a sintonia, de que não existe mais a vontade mútua de fazer dar certo.

2. Não se renda à ideia de rejeição

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Lizandra Arita, psicóloga especialista em clínica e institucional, destaca que uma dica muito importante é a pessoa reprogramar as sensações de rejeição no seu inconsciente.

“Isso porque a rejeição é a primeira coisa que é disparada quanto terminamos um relacionamento.

Com a ajuda de um terapeuta ou de um psicólogo, podemos abrandar essa sensação de termos sidos rejeitados pelo outro e aí dá pra levar com mais tranquilidade o fim de um namoro ou de um casamento”, diz.

3. Não tenha medo do futuro

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

“Normalmente, quando estamos em par, fazemos uma série de programações e metas em conjunto. Tudo está em ordem, planejado e sabemos o que vai acontecer. De repente, não sabemos mais o que será. Tudo o que antes foi planejado não existe mais”, comenta Lizandra.

São nestas horas que muitas pessoas podem acabar se rendendo à ideias e cobranças desnecessárias, como, por exemplo: “Todos meus amigos namoram e agora só eu estou solteira”, “Namorei por tantos anos e agora não tenho mais vontade de sair, conhecer novas pessoas, como vou me envolver com alguém novamente?”, “Tínhamos planos de casar, será que algum dia vou querer me casar novamente com outro alguém?”…

Se estes pensamentos vierem à tona, é muito importante se concentrar numa frase que, por mais banal que seja, faz todo sentido: “O que tiver que ser será”. Não adianta querer se antecipar, prever o futuro… Algumas coisas podem e devem, sim, ser planejadas; outras, não… É preciso viver tendo como base o momento atual.

4. Refaça e anote metas

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Você tinha uma série de planos com a pessoa e agora o relacionamento terminou?! A dica da psicóloga Lizandra é refazer essas metas e programações. “Escreva em um papel os objetivos que você quer atingir, relacionados ao seu particular, a você em seu status atual de solteira: seu trabalho, seus amigos, seus projetos pessoais, sua carreira, sua formação intelectual, sua família”, diz.

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro Veja também 10 coisas sobre relacionamentos que só se aprende sofrendo

Lembre-se sempre que nem só de relacionamentos amorosos uma pessoa vive. Com certeza você tem muita motivação para seguir em frente!

5. Tome decisões

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Um ponto muito importante, de acordo com Lizandra, é ter poder de decisão. “Não importa qual seja a decisão, se você escolhe por A ou escolhe por B… Desde que isso faça bem a você e tenha a ver com seus valores, pronto, está bom! O que não vale é ficar em cima do muro”, diz.

“Então, até mais que amor próprio, é preciso que a mulher esteja firme de suas convicções e verdades e escolha, decida, aja na direção daquilo que a faz feliz. Por exemplo: uma paciente vem relatar que o marido a deixou.

A pergunta que eu sempre faço é: ‘e qual é a sua decisão em relação à decisão dele?’. Ele já tomou a decisão dele. Agora, a mulher é quem precisa tomar uma decisão. Ela pode correr atrás dele e reconquistá-lo. Ela pode continuar assim e se focar em esquecê-lo.

Ela pode tentar arrumar um novo amor. Enfim, ela terá que decidir”, comenta a psicóloga.

“O que não dá é ficar sofrendo pela decisão do outro sem fazer nada, porque aí ficamos à mercê da opinião e da decisão alheia. Da mesma forma que o outro tem poder de escolha, nós também temos”, destaca Lizandra.

6. Cuide de você

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Por mais que o fim do relacionamento tenha te pegado de surpresa, não se esqueça do que é mais importante na sua vida: sua saúde, seu bem-estar, sua felicidade.

Sim, você provavelmente vai ficar triste, mas não deixe se abalar tanto a ponto de deixar de lado os cuidados com você mesma… Faça, por exemplo, alguma atividade física que te prazer, reencontre amigos, se divirta em família, continue se dedicando ao trabalho e/ou aos estudos, alimente-se bem… Enfim, cuide-se!

7. Não se cobre tanto

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Ainda que você esteja decidida a superar esta fase difícil da melhor maneira possível, poderão chegar dias em que você terá recaídas, pensará no passado e talvez até caia nas lágrimas novamente… Não se culpe, isto também é parte do processo! Tenha em mente apenas que “amanhã será um novo dia”.

8. Conte com a família e os amigos

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Foto: iStock

Lembre-se sempre que você não está sozinha e que os familiares e os amigos podem te ajudar e muito a superar esta fase. Façam programas legais juntos, se possível viajem, conheçam lugares diferentes, falem sobre coisas novas. Porém, faça tudo isso no seu ritmo, ou seja, não se force a fazer coisas que no momento não irão te fazer bem.

9. Não se renda à opiniões e comentários desnecessários

Foto: iStock

Lizandra comenta que, para algumas pessoas, a proximidade dos amigos e familiares é importante, já para outras, pode não ser… “Em alguns casos, os conhecidos podem ficar dando opiniões, forçando uma barra para que a pessoa saia, divirta-se, quando ela está vivendo o ‘luto’ e precisa passar por este período de mais reclusão. É preciso tomar cuidado com essas pessoas e ficar atento na sua real necessidade delas. Se elas fizerem bem e te ajudarem, ótimo, apoie-se nelas. Se não, mantenha uma distância segura até esse período inicial passar e você se sentir mais fortalecida”, diz.

10. Abra-se para o novo

Foto: iStock

Que tal iniciar um novo hobby, como, por exemplo, uma aula de violão ou até mesmo entrar num grupo de corrida?! Que tal fazer aquele curso que pode ser muito importante para sua carreira e/ou crescimento pessoal?!

Por que não aproveitar para fazer uma viagem com a qual você sempre sonhou?! Você pode ir com amigos ou sozinha mesmo, com a certeza de que fará novas amizades!

Esteja aberta para conhecer novas pessoas, não necessariamente com o intuito de encontrar um novo par, mas, sim, de fazer mais amizades, de se divertir, de conhecer novas opiniões e estilos de vida, novos lugares etc.

11. Não fique procurando por notícias do ex

Foto: iStock

Em tempos de redes sociais, é fácil até demais ter notícias das pessoas e, muitas vezes, ficar sabendo até do que você não gostaria de saber!

Então, se você faz parte de uma ou mais redes sociais e sente-se bem nelas, ótimo… Mas controle-se para não ficar buscando notícias do ex-namorado/noivo/marido. Use-as com outro intuito e nunca com a intenção de “fuçar a vida” do ex e de todas as pessoas que o cercam.

“A dica é não fuçar nas redes sociais, bloquear no whatsapp, não atender ao telefone e não ligar também, procurar não encontrar a pessoa nos locais onde se sabe que ela estará. Para esquecer é preciso ‘enterrar a pessoa’, e ficar olhando, relembrando, vai mexendo cada vez mais na ferida. E assim as sensações podem ficar exageradas”, comenta Lizandra.

Porém, “não fuçar a vida do ex” não significa necessariamente se fechar a notícias.

“Em algumas situações, saber do outro pode ajudar… Por exemplo, se ele terminou de uma forma surpresa e sem motivo e, de repente, aparece nas redes sociais em foto com outra pessoa, fica claro para você que acabou mesmo, que ele já está seguindo a vida e pronto, agora resta a você também seguir. Se isso fizer bem para a pessoa, ótimo! Agora, se, ao contrário, fizer mal, estimular ainda mais as rejeições, motivar a vingança… Aí, não é legal”, destaca a psicóloga.

12. Saiba que não é o fim do mundo

Foto: iStock

Por mais que o fim de um relacionamento seja difícil, sempre que você se ver mal, pare para pensar: “quantas pessoas já passaram por isso?”. Pense no seu grupo de amigos mesmo… Quantos superaram esta fase, conheceram outra pessoa ou estão bem sozinhos?!

Ter em mente que tudo passa e toda dificuldade deve ser encarada como aprendizado tornará esta fase mais leve.

Mas, vale destacar: “não existe necessariamente uma regra. Acho que cada pessoa precisa escutar profundamente seu coração e analisar o que sente. Agindo com sinceridade e amor próprio, será mais fácil passar por este período tão dolorido que é o ‘luto da separação’”, finaliza Lizandra.

Em muitos casos, a ajuda profissional de um psicólogo pode ser muito importante nesta fase. Afinal, se fechar para o mundo e para seus próprios sentimentos pode trazer consequências ruins! Então, não hesite em procurar ajuda se sentir que precisa de alguém para desabafar e para ajudar a encontrá-la novos caminhos.

Pesquisadores descobrem o que pode ajudar a superar fim de relacionamentos | Como as Pessoas Funcionam

Como Ajudar sua Filha a Superar o Fim de um Namoro

Já falamos disso por aqui: corações partidos são capazes de provocar uma dor tão grande que pode chegar a ser sentida fisicamente. Infelizmente, a ciência ainda não descobriu como curá-la (será que vai, algum dia?). Mas temos uma boa notícia a quem está num período forever alone da vida.

Uma pesquisa da Universidade do Arizona identificou algo que pode ajudar: a autocompaixão (já falamos dela também, lembra?). Mas ela não deve ser confundida com o ato de se fazer de vítima e ficar se sentindo o coitadinho injustiçado da situação.

Autocompaixão é uma combinação de bondade para consigo mesmo (na medida certa) e a compreensão de que perdas e rompimentos acontecem com todo mundo.

O estudo, que foi liderado pelo psicólogo David A. Sbarra e será publicado na revista Psychological Science, envolveu 105 pessoas (38 homens e 67 mulheres) com idade média de cerca de 40 anos.

Todos eles haviam terminado um casamento de 13 anos cerca de três ou quatro meses antes. No primeiro teste, os participantes tiveram que pensar em seus ex-companheiros durante 30 segundos.

Em seguida, falaram por quatro minutos sobre seus sentimentos e pensamentos sobre a separação, relatando sua adaptação e a frequência com que experimentaram emoções intensas sobre o ex.

Isso foi repetido outras duas vezes, três e seis ou nove meses depois do rompimento. Então especialistas analisaram seu nível de autocompaixão, bem como outros traços psicológicos, como depressão e “estilo de relacionamento”.

E o resultado surpreendeu: independente de qualquer outra característica, foi a autocompaixão que fez toda a diferença para que as pessoas superassem o coração partido.

Leia também:  Como aprender a ser um engenheiro de software de graça

Sim, esqueça aquelas listas enormes de atitudes para tomar: nesses casos não importou muito ter boa autoestima, resistência à depressão, otimismo ou a facilidade com relacionamentos.

Aqueles que se recuperaram mais rapidamente e ficaram ainda melhor depois de um período de até nove meses (e tiveram, inclusive, saúde melhor) foram os que demonstraram níveis mais altos de autompaixão. Só isso.

Continua após a publicidade

Essa simplicidade deixou os pesquisadores otimistas. “Não é fácil dizer para uma pessoa ser menos ansiosa. Você não pode mudar sua personalidade tão facilmente. Sabemos também que as mulheres superam perdas melhor do que os homens. Mas você não pode mudar o seu sexo.

O que você pode mudar é a sua postura com relação a sua experiência”, disse Sbarra ao MedicalXpress. “Compreender a sua perda como parte de uma experiência humana maior ajuda a amenizar os sentimentos de isolamento”.

Vai também ajudar você a sentir menos ciúme ou raiva, não ficar fazendo julgamentos ou ruminando o passado.

Primeiro amor dos filhos: como lidar com esse momento?

1 de 0 — Foto: Globo

— Foto: Globo

Por Renata Demôro

O primeiro amor costuma acontecer na pré-adolescência ou adolescência. Geralmente inocente, leva pais e mães a um estado de desconfiança, insegurança e até ciúme.

De acordo com a psicopedagoga Fabiana Menezes, o diálogo deve começar desde cedo para que esse momento seja compartilhado com os pais: “Quando existe um canal aberto para a conversa, é natural que os filhos se sintam mais confortáveis para falar, não só sobre o primeiro amor, mas sobre diferentes assuntos que eles consideram importantes”. A seguir, confira algumas respostas para dúvidas relacionadas ao primeiro amor dos filhos.

Para a psicopedagoga Fabiana Menezes, o melhor é aguardar o momento em que a filha terá vontade de contar. “Se existe espaço para a conversa franca com os pais, desde cedo, ela irá se aproximar no momento em que sentir que é hora para abordar esse assunto.

Forçar a barra pode afastá-la ainda mais”, explica. Fabiana explica que invadir a privacidade dos filhos está fora de cogitação. “Ler diários e abrir gavetas em busca de provas de um possível namoro vai fazer com que os pais ganhem uma inimiga.

É preciso respeitar o espaço dela”, orienta a psicopedagoga.

Na adolescência, o afastamento durante o namoro é normal.

No livro “Filhos adolescentes – Um jeito diferente de lidar” (Summus Editorial, 230 págs, R$51,90) o psicoterapeuta americano Michael Riera explica que “quando um adolescente experimenta o primeiro amor, faz sentido que ele organize sua vida em redor dele.

Junto com essa pessoa ele se sente apreciado, ouvido, desejado e admirado, e tudo isso num momento em que este tipo de retorno não está muito disponível. Não é de admirar que esse casal passe horas ao telefone e que se veja sempre que possível durante o dia”.

Fabiana Menezes não recomenda antecipar a curiosidade. “Aos 9 anos é bem capaz que o namoro se limite a cartinhas e bilhetinhos apaixonados.

Muito provavelmente, ela ainda não sabe o que são relações sexuais e não tem vontade de falar sobre o assunto. Mostrar livros e falar sobre sexo nesse momento deixará sua filha constrangida.

O melhor é esperar que ela tenha dúvidas reais sobre o assunto”, recomenda a psicopedagoga.

Em seu livro, o psicoterapeuta Michael Riera explica que “o fim do primeiro amor é um acontecimento traumático na vida de qualquer adolescente.

Para a maioria, o fim do relacionamento provoca uma crise de rápida duração que domina completamente a vida por um certo período”.

Para Fabiana Menezes, se essa fase durar muito tempo, o ideal é procurar a ajuda de um profissional especializado (psicólogo, psicoterapeuta ou psicopedagogo).

Para Fabiana Menezes, até mesmo o amor não correspondido é benéfico. “Essa é apenas mais uma etapa da vida e sua filha precisa aprender a lidar com esses sentimentos.

Todo ser humano ter estrutura emocional para suportar o sofrimento e a frustração de não ser correspondido”. Ela também recomenda não subjulgar o sentimento da filha, dizendo que ele não a merece, ou que isso vai passar.

“Conversar e confortá-la, sem julgamentos, são as melhores atitudes”, orienta a psicopedagoga.

Para a psicopedagoga Fabiana Menezes, não é saudável dizer esse tipo de coisa para os filhos. “Afinal, ela escolheu essa pessoa para namorar.

Se a mãe desaprova, está subjulgando sua capacidade de escolha. É preciso se mostrar uma aliada. Caso tenha um motivo concreto para não gostar, converse, mas não cobre o término do namoro.

Com o tempo ela vai perceber sobre o que você estava falando”.

Em seu livro, Michael Riera não recomenda intervir: “É claro que a maioria desses namoros não são duradouros, independentemente do que os filhos possam pensar.

Entretanto, se você fizer essa afirmação diretamente, ela será tida como depreciativa e provocará uma reação ruim.

Lembre-se, é o primeiro amor, não o terceiro ou quarto e, assim, ela não tem uma experiência passada em que se apoiar”.

Fabiana Menezes explica por que os pais se incomodam ao ver a filha suspirando pelo namorado. “Hoje as pessoas não costumam se casar com o primeiro amor, que tende a acontecer entre 9 e 12 anos de idade.

Os pais repreendem a filha que suspira pelo namorado com medo que ela sofra quando o relacionamento chegar ao fim. Mas é preciso entender que as experiências pessoais são únicas e não devem ser subestimadas ou julgadas.

O sofrimento faz parte da vida e, com o suporte da família, ela passará por mais essa fase sem problemas”, diz a psicopedagoga.

“Os pais precisam orientar os filhos com relação a demonstração de sentimento em cada idade. Ele precisa saber até onde pode ir. Se o diálogo franco existir desde que a criança é pequena não será difícil iniciar uma conversa sobre o assunto”, explica a psicopedagoga Fabiana Menezes.

O psicoterapeuta Michael Riera explica, em seu livro, que o primeiro amor ajuda a construir certos sentimentos: “Os relacionamentos românticos ampliam a vida social dos adolescentes. Agora ele também faz parte do grupo social em que a namorada está inserida, além do seu próprio grupo.

Ele possui uma amiga íntima, e isso supre suas necessidades de amizade e intimidade. Isso é crucial. Além disso, preocupam-se muito com o bem-estar um dos outros e isso é uma ótima sensação, já que costumam ser egocêntricos.

Confiança e compaixão são sentimentos construídos a partir desse relacionamento”.

Quando o primeiro amor acaba: os pais podem ajudar?

*artigo publicado originalmente em fevereiro de 2017

Quem primeiro sente o amor no ar (além dos adolescentes, como é óbvio) são os professores. “A partir de finais de fevereiro, sente-se logo a diferença: ouve-se mil vezes os professores dizer ‘pronto, já começou a primavera’”, ri Luísa Fortes da Cunha.

Escritora de livros para adolescentes – a colecção Teodora já vai no n.º14 – é também professora de educação física do terceiro ciclo, e nota que a época dos namoros é ‘cíclica’.

“Há mesmo um decréscimo nas notas, as hormonas andam todas aos saltos, e os miúdos enlouquecem na primavera.”

Com uma relação muito próxima dos alunos, não é raro ser escolhida como confidente, principalmente pelas meninas. “Sempre tive muitas jovens que me pediam apoio nos desgostos de amor. Muitas não conseguiam falar com os pais e viam em mim a mãe que não tinham.

E o desgosto do primeiro amor é geralmente muito sofrido já que foi vivido intensamente.” E o que é que se conta a uma confidente? Tudo. Por vezes, absolutamente tudo. “Contam-me muitas coisas, até mesmo a sua primeira relação sexual.

Houve mesmo uma situação em que isso correu bastante mal, e eu percebi que ela não estava bem. Aí perguntei o que tinha acontecido e ela contou-me tudo.

Muitas miúdas que me abordaram a pedir ajuda agradeceram-me no final da conversa desta forma: ‘muito obrigada, foi muito bom poder desabafar consigo’.”

Parece mesmo o fim

Estes desgostos são vividos cada vez mais cedo. Com a entrada cada vez mais precoce na adolescência, estas preocupações surgem em idades cada vez mais novas.

“Com apenas oito anos, as nossas crianças entretêm-se com séries que não são mais do que telenovelas e deliram com modelos que há uns anos só despertavam interesse em raparigas de 14 anos”, nota Inês Teotónio Pereira, no blog ‘A Um Metro do Chão’.

“Em vez de brincarem às bonecas, as nossas filhas mais pequeninas sonham agora com romances e com desgostos de amor.” Segundo a psicóloga Teresa Paula Marques, as novelas não têm grandes culpas no cartório.

“O que me parece que está a acontecer é uma entrada cada vez mais precoce na adolescência, devido a muitíssimos fatores, daí que surjam as preocupações amorosas, tal como as preocupações com o físico.”

Mas ‘acabar’ com alguém pode ser dramático em qualquer idade. “Não me chateia nada a minha filha ter namorados”, afirma José Sousa, informático, pai da Marta, de 18 anos. “Mas fico fora de mim quando as paixões acabam e ela fica de rastos. Isto para os pais é difícil porque depois não sabemos o que dizer. Finjo que não percebo, mas custa-me imenso vê-la sofrer.”

Pai ou mãe, muitas vezes não sabemos o que fazer perante um filho em sofrimento. Fingimos que não vemos? Minimizamos? Falamos com ele? Mas se falamos, dizemos o quê? “O apoio dos pais é fundamental para tentar desmontar o que lhes aconteceu e tentar aproximá-los da racionalidade – o que não é fácil”, nota Luísa Fortes da Cunha.

“Devemos ser pacientes e bons ouvintes. Contar as nossas vivências quando tínhamos a sua idade também ajuda muito. Há alturas em que tenho de desmontar a situação porque eles estão mesmo em sofrimento. E tenho de os fazer perceber que eles não são os primeiros, que nós também passámos pelo mesmo.

A primeira relação muitas vezes acaba mal, e para eles parece mesmo o fim, porque não têm experiências amorosas anteriores e portanto nada lhes garante que vão conseguir sobreviver. Mas quando conseguimos desmontar isso, é um alívio enorme. Ouvi-los é uma forma de os ajudar a ultrapassar a perda.

Mesmo que continuem a sofrer, vão sentir que o pesadelo é muito menor.”

Atenção à conversa

Ok, então eu tenho uma filha ou um filho a sofrer porque acabou tudo com o Manel ou com a Maria. Faço o quê? Tudo menos dizer-lhe “deixa lá, não ligues”. “Os pais devem levar a situação a sério, ouvi-los e acarinhá-los”, resume a psicóloga Teresa Paula Marques.

“De evitar: desvalorizar aquilo que o jovem diz e sente, porque, naquele momento, isso corresponde inteiramente à verdade. É preciso ouvirem com paciência e perguntarem em que é que os podem ajudar.

Frequentemente os pais não podem ajudar em nada que não seja estar ali e oferecer-lhes um ombro onde chorar.”

Imaginemos agora que a altura em que a minha filha acaba um namoro é a primeira vez que eu sei que a tal relação sequer existia. Como se reage a isto? “Proibir não funciona”, adianta Teresa Paula Marques.

“Ainda para mais, há muito a colagem ao ‘Romeu e Julieta’, que um pouco de drama só vai potenciar.

Posto isto, os namoros não devem ser proibidos porque o início da vida afetiva é absolutamente natural e saudável.”

Mesmo agora, que os pais têm uma relação mais próxima dos filhos, nem sempre é fácil que eles desabafem. Portanto, não deve esperar até à adolescência para se habituar a conversar com eles. Porque, se qualquer adolescente fecha a porta do quarto, se até aí não está habituado a conversar com os pais, não é agora que vai fazê-lo.

Leia também:  Como alterar seu número de telefone do telegram no android

“Uma relação de cumplicidade ergue-se desde o berço”, explica a psicóloga. A proximidade não significa que os pais sejam os melhores amigos dos filhos. “Implica que os filhos sintam que podem contar sempre com os pais. Se ao longo do crescimento, as crianças tiverem esta segurança, não irão hesitar em confidenciar amores e desamores.

LEVAR TAMPA POR SMS

Como lidar com a dor de amor dos filhos?

Desde que os filhos nascem, os pais se angustiam cada vez que tem uma cólica ou dor de garganta, afinal de contas ninguém quer vê-los com dor.

Mas e quando o que está doente é o coração, o que fazer? A angústia de ver o filho sofrendo por amor é tão grande que chega a doer nos pais também, mas vale interferir? E o que dizer num momento como esse?

Segundo a psicóloga Cybele Micai, o momento da dor de amor é muito individual e precisa ser respeitado, por mais difícil que seja, os pais não devem interferir, a não ser que ele próprio permita. “A melhor interferência é manter proximidade sem sufocar, estar sempre perto mostrando disponibilidade pra ouví-lo e dar colo, mas sempre respeitando a liberdade dele”, complementa a especialista.

Se for dar conselho, o ideal é explicar que a paixão acaba, que a dor vai passar e que logo estará pronto para conhecer novas pessoas, tão importantes ou até com maior afinidade do que tinha com a anterior. Porém, é preciso cautela, já que adolescentes ou jovens se sentem donos da verdade e se acham sempre cheios de razão.

A nutricionista Raquel Sena enfrentou a dor de amor do filho, mas não se envolveu. “O que fiz foi ajudá-lo a compreender o turbilhão de sentimentos e emoções em que estava e ouvir o que tinha para dizer, mas deixei que as decisões fossem tomadas por ele”, comenta.

Da mesma forma reagiu a jornalista Tatiana Giulietti ao acompanhar o sofrimento do filho aos 18 anos, quando sofreu pela primeira vez por amor. Por mais que estivesse doendo nela, não interferiu.

“É simplesmente horrível, pois não dá para fazer nada, você fica com as mãos atadas. Alguns conselhos não resolvem.

Ele chorava no quarto, em silêncio, e eu, mesmo com o coração na mão, não me envolvi”, relembra.

De acordo com a psicóloga, viver o sofrimento é bom para se fortalecer para a próxima relação, para que saiba como lidar com os imprevistos da paixão. “Com meus pacientes uso sempre a fábula da borboleta, que precisa sofrer a dor das asas ao sair do casulo para se tornar forte e poder voar.”

  • Dor de amor – explicações científicas

Os pais jamais devem tomar as dores dos filhos. “Se os pais tomam as dores, isso fragiliza mais ainda o filho, e em caso de reatar essa relação, quem fica com a fama de atrapalhar o namoro são os pais”, finaliza a psicóloga.

Por Carmem Sanches

Veja 10 maneiras de lidar com o fim de um relacionamento

Toda separação gera uma centena de conflitos internos, além de deixar os sentimentos à flor da pele e, muitas vezes, sem controle. Podem falar o que quiser, mas as dissoluções podem ser brutais.

No entanto, apesar das dificuldades inúmeras, dividir as tristezas pode ajudar as pessoas a reagirem melhor a situação.

O site Huffington Post lista dez maneiras saudáveis de lidar, com o fim de um relacionamento.

Não fuja da dor– “Não fuja de suas emoções. Sinta os seus sentimentos para poder processá-los”, ensina a psicoterapeuta e especialista em relacionamento Rachel Sussman.

A antropóloga Helen Fisher conduziu estudos examinando o cérebro em várias fases do amor usando imagens de ressonância magnética. Eles sugerem que no momento pós-separação, as pessoas têm atividade nas áreas de controle e obsessão. Durante o término, você pode se sentir louco.

Se você aceitar que por um tempo você vai ficar obcecada, aceitar a tristeza e a ansiedade isso pode ajudar a não piorar as coisas.

Evite o álcool– A revista Men's Health realizou uma pesquisa e descobriu que 26% dos homens acreditam que para superar o fim nada melhor do que se embebedar com os caras. As mulheres também usam a bebida como catalisador da tristeza.

Isso pode não ser a pior coisa do mundo para uma noite ou duas, mas beber não é uma maneira saudável de lidar com as emoções. O consumo de álcool como uma forma de lidar com o estresse e tristeza podem sinalizar o alcoolismo.

Além do que, estudos têm mostrado uma forte ligação entre uso de álcool e depressão.

Escolha alimentos reconfortantes– Muitas pessoas quando terminam relacionamentos perdem imediatamente o apetite. “Sopas e ensopados são alimentos reconfortantes e uma boa escolha”, disse a nutricionista Marissa Lippert.

Cuidado com a alimentação– “Você tem que ter muito cuidado com o que você come”, disse Sussman.”Não entre na 'dieta do divórcio'.

Você precisa der nutrientes em seu corpo para que ele possa curar a dor.

” Quando você considerar uma mudança em sua dieta, você deve sempre se perguntar se está recebendo alimentos suficiente dos principais grupos, incluindo vegetais, proteínas magras, nozes e sementes.

Ligue para os amigos– Numerosos estudos têm destacado os benefícios da amizade para a saúde. Uma pesquisa recente sugere que o tempo gasto com seu melhor amigo diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Agora que o seu relacionamento amoroso está terminado, considere rever os amigos que você tem encontrado tão frequentemente como gostaria.

Não sobrecarregue apenas um amigo– É muito importante você retomar as amizades, mas não sobrecarregue apenas um amigo com as suas dores. A chave é construir um sistema amplo de apoio para si mesmo, a fim de proteger e promover a boa saúde emocional. Esse sistema pode incluir amigos, familiares e até um terapeuta.

Lembre-se do seu valor – “Lembre-se de as suas realizações. Lembre-se que você não é definida pelo rompimento.” Especialistas recomendam conversar com vários amigos e membros da família e pedir para eles lhe dizerem o que eles gostam mais em você, por escrito.

Prove coisas novas – “Há tempo e lugar para experimentar coisas novas”, disse Sussman. “Nos estágios iniciais após a separação, vá com calma. Quando você estiver firmemente no caminho da recuperação, então você pode tentar coisas novas para ter mais confiança.” Ela diz também que é um erro quando as pessoas não têm tempo para se adaptarem às suas novas circunstâncias.

Coma gorduras saudáveis – “As gorduras saudáveis, que são encontradas em alimentos como o salmão, abacate, nozes e azeite e podem contribuir para impulsionar o seu humor”, disse Lippert, apontando para a pesquisa sobre os benefícios de ácidos graxos ômega 3. Lippert alertou que a curto prazo, você provavelmente não verá uma diferença enorme. Mesmo assim, basta saber que você está alimentando bem o seu corpo pode ajudá-lo a se sentir melhor.

Faça exercícios – “O exercício é muito bom e saudável,” afirma Sussman.

Ela explica que inúmeros estudos têm demonstrado que a atividade física pode ajudar a liberar substâncias químicas ligadas ao bem-estar.

Se você sente que você tem raiva e precisa liberar, tente algo como boxe ou kickboxing. Se você está procurando algo positivo, experimente uma aula de dança. Para algo mais suave e relaxante, opte pela ioga.

Psicólogos orientam pais sobre como agir quando adolescente sofre decepção amorosa

Enfrentar o término de uma relação amorosa é doloroso em qualquer idade, mas para os adolescentes que vivem o primeiro romance pode ser ainda mais difícil. Nessa hora, muitos pais também ficam perdidos, sem saber como agir para ajudá-los. A recomendação é, antes de qualquer atitude, respeitar o momento e as emoções do filho.

A artesã Maria (nome fictício), 59 anos, passou por essa situação recentemente, quando a filha de 13 anos enfrentou uma decepção aos três meses de namoro. “O rapaz começou a evitá-la do nada e, por fim, terminou sem um motivo claro. Ela ficou muito mal e eu também, porque não sabia o que fazer”, diz a mãe, que preferiu preservar o seu nome por receio de expor a filha.

  • Especialistas recomendam que os pais compreendam, em primeiro lugar, que o sentimento dos filhos é genuíno e que menosprezar a dor que eles sentem só demonstra incompreensão.
  • “É preciso se mostrar disponível a ouvi-los sem emitir velhas opiniões e comentários desnecessários, como dizer que não é nada sério ou que outras muitas decepções assim virão”, exemplifica a psicóloga Simone Miranda Rosa.
  • ACOLHER

Da mesma forma, não é recomendado desqualificar os ex deles. “O ideal é acolher os filhos. É entender o vazio que estão sentindo e que isso faz parte da vida. A situação não deve ser negada nem disfarçada, afinal, são essas experiências que vão fortalecê-los”, reforça a neuropsicóloga Deborah Moss.

Segundo ela, uma forma de apoio é ajudar o filho a encontrar maneiras saudáveis de enfrentar e superar a perda. “Pode ser, por exemplo, estimulando a saída dele com os amigos ou resgatando atividades de que ele gostava.”

A psicóloga Rayanne Campos também orienta que os pais devem estar abertos à conversa, mas sem pressionar os filhos nem invadir a privacidade deles. “É natural, no início de uma desilusão, que o adolescente queira se isolar para chorar a sua dor e relembrar os bons momentos.”

A reportagem foi publicada na “Revista da Hora”, do jornal “Agora”.

25 dicas para superar o fim de um relacionamento

Noites em claro, memórias boas e ruins em looping infinito, evoluções e recaídas, emoções à flor da pele, raiva e descrença, choros e lamentos. Todos já passamos por isso ao menos uma vez na vida quando um namoro que proporcionou momentos memoráveis termina.

Recentemente, passei pelo fim de um relacionamento muito intenso e sabemos que, quanto mais alto você voa, maior é a queda. Parece que nos nossos momentos mais felizes ela já havia profetizado esse dia quando dizia: “está tudo lindo agora que estamos bem, mas vamos ver como será quando formos colocados à prova”. E tudo aconteceu antes do imaginado.

Ao longo dos últimos 10 anos, dei cursos, consultorias e treinamentos sobre inteligência emocional. Devo dizer que conheço bem a teoria a respeito.

Vi amigos e colegas superarem traumas na profissão e na família, mas jogarem a toalha quando o assunto é coração partido. Mas recentemente, me vi no lugar deles. Fui colocado à prova.

Tive que aplicar tudo aquilo na prática para comprovar que as minhas dicas/métodos realmente funcionam! E que não é fácil.

Existem muitos caminhos para superar de forma madura e construtiva aquela fase que parecer que não vai passar nunca. Aproveitei esse período para listar abaixo um arsenal de ferramentas que ensino e que, na medida que tive que aplicá-las, pude reformular e aprimorar. No fim, espero que elas sejam úteis pra você ou para um amigo, hoje ou amanhã, tanto quanto foi pra mim.

1. Precisa mesmo se separar?

Nenhum homem nunca pisará nas águas de um mesmo rio, porque o rio está em constante transformação, e o ser humano também. Se cada membro do casal está em evolução contínua (ou às vezes involução), seria uma ilusão manter o relacionamento nos mesmos moldes de quando iniciaram.

Imagine se um casal que vive junto há 10 anos mantiver o mesmo comportamento um com o outro durante todo esse tempo? Assim como cada um evolui individualmente, o “indivíduo casal” também deve evoluir.

Às vezes, o relacionamento precisa apenas de uma repaginação, então pense: é preciso mesmo se separar ou dá pra fazer ajustes na rota?

2. Por que é que tudo tem que terminar?

Um engano muito comum é de que terminar um relacionamento amoroso é o mesmo que terminar todo o relacionamento, mas se você e ela compartilharam tanto tempo juntos, tão próximos, será que tudo isso precisa morrer mesmo? Que tal transmutar a relação em algo melhor, como uma amizade?

Leia também:  Como ajudar sua chihuahua durante o parto (com imagens)

Se como casal a relação não funciona mais, talvez como amigos vocês redescubram o porquê gostaram tanto um do outro por tanto tempo. Lembre-se: namorado tem prazo de validade, mas ex é para sempre.

3. Abrace o sofrimento

Por mais forte que você seja, é uma ilusão tentar não sofrer com o término de um relacionamento. Toda separação representa uma grande perda e um golpe na autoestima para uma espécie como a nossa que odeia mudança.

Casais toleram verdadeiras atrocidades de seu parceiro para evitar a dor da separação (mudança) e o medo da solidão, que muitas vezes parecem maiores que a dor de conviver com alguém que já não te satisfaz mais.

O término do relacionamento pode doer, mas pode ser exatamente o que você estava precisando para sair da sua zona de conforto e ser muito mais feliz. Na pior das hipóteses, você sairá mais forte e resistente à dor!

4. Tenha um mantra para as horas difíceis

Em momentos de crise, quando a dor apertava bastante – o que geralmente acontece à noite – a única coisa que me confortava era repetir para mim mesmo: “isso vai passar”, até conseguir dormir.

Existem duas certezas na vida: uma é a morte e a outra é que tudo muda.

Na hora do aperto, temos a impressão que aquela situação lastimável vai durar para sempre, mas pode ter certeza de que, mais cedo ou mais tarde, vai passar!

5. Assuma a responsabilidade pelos seus sentimentos

É normal querermos culpar o/a ex pela nossa miséria, mas, se deixarmos de lado a neurose de atribuir culpa ao outro, sobramos com o fato de que agora estamos por conta própria e só nós mesmos que poderemos lidar com as nossas emoções e superar a situação. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos sentimentos, adquirimos o poder de superá-los. É o início de qualquer processo de recuperação e evolução.

6. Abandone a ilusão da alma gêmea

Essa ideia romântica já está muito ultrapassada. Podia fazer sentindo numa época na qual o ser humano vivia em pequenas vilas e conhecia menos pretendentes na vida inteira do que hoje encontra no Tinder em um único dia. Vivemos numa era de abundância e liberdade. Desapegue da ilusão do “feitos um para o outro” e chame o próximo da fila.

7. Felizes para sempre?

Por falar em ilusão, nos Estados Unidos, 1 em cada 5 casamentos acabam em menos de 5 anos. E eventualmente, cerca de 50% dos casamentos estão fadados a terminarem em divórcio, segundo pesquisa da CDC.

Portanto, adote a filosofia do seja eterno enquanto dure, pois namoro tem prazo de validade.

Veja na natureza: raros são os animais que têm apenas um parceiro ao longo da vida, a maioria das espécies têm vários em um único ano.

8. O sucesso é uma sucessão de fracassos

No seu best seller Pense e Enriqueça, Napoleon Hill cita que mais de 500 homens entre os mais bem sucedidos dos Estados Unidos afirmam que o seu maior sucesso chegou logo depois de uma derrota. Também cita que os empresários mais bem sucedidos fracassaram mais de 10 vezes.

Enquanto a maioria teria desistido, eles seguiram em frente e colocaram em prática no empreendimento seguinte aquilo que aprenderam nos anteriores para se tornarem multimilionários.

Veja o que você aprendeu nesse relacionamento e poderá fazer melhor no próximo aumentando as chances de uma parceria mais saudável e duradoura.

9. Siga a sua rotina

Não se dê o luxo de mudar a sua agenda para curtir a fossa! Você não precisa da piedade dos outros. Siga a sua rotina e vai perceber que a vida continua e que existem formas mais úteis de lidar com a perda do que sofrer sozinho em casa comendo chocolate e escutando Coldplay.

10. Transforme emoção em realização

As emoções são um tipo de energia bem volátil. Você pode utilizá-las de forma destrutiva ou construtiva e a escolha é toda sua. Essa fase em que as emoções ficam à flor da pele pode ser a mais produtiva da sua vida! Dedique-se mais ao trabalho, a compor músicas, a escrever ou outro projeto qualquer.

Você vai perceber que terá mais inspiração e disposição para realizar, como Vinícius de Moares, que concebeu grandes obras primas da poesia e da música justamente nesse momento tão infeliz.

 Inclusive, foi assim que esse artigo foi criado e, quem sabe, poderá ser útil para muita gente que está passando por essa situação.

11. Exercite-se

Outra forma de canalizar a emoção de forma produtiva é praticando algum esporte ou exercício físico. Além de encher o corpo de endorfinas e ter aquele alívio imediato, você pode entrar em forma e melhorar a sua autoestima.

12. Quando a dor apertar, mude o foco na hora

Imagine uma grande rocha em cima de um precipício inclinando-se lentamente para rolar. Se você segurá-la logo no início do seu movimento, consegue impedir sua queda.

Mas depois que ela já estiver rolando precipício abaixo, não tem quem consiga pará-la até que ela chegue lá no fundo! Assim são as nossas emoções.

Na hora que perceber que vai entrar numa bad vibe, respire profundamente para ficar mais consciente e mude o foco, vá fazer algo que gosta, saia de casa, converse com alguém, não deixe o pedregulho te esmagar.

13. Mude de ambiente

Sabe aquele dia em que você teve compromissos em muitos lugares diferentes e sente que viveu uma semana em um dia só? Você consegue hackear sua mente se simplesmente mudar de lugar, criando a sensação de viver muito tempo em um único dia. Caso esteja em algum lugar no qual não esteja se sentindo bem, não tente mudar de vibe ali mesmo, mude o local e deixe que a mente se distraia.

14. Conviva com os opostos

Um sábio hindu do século III a.C. chamado Pátañjali revelou um grande segredo para lidar com as emoções: “quando surgem pensamentos indesejáveis, estes podem ser vencidos convivendo-se com os seus opostos”. Ou seja, quando se sentir solitário, encontre um amigo. Quando estiver triste, assista a uma comédia. Quando estiver com preguiça, faça algum exercício.

15. Converse bastante com seus amigos

Quando você fala em voz alta sobre tudo o que aconteceu e o que está sentindo, consegue enxergar a situação com mais clareza. Além disso, quem não está emocionalmente envolvido, percebe elementos que você não vê por estar influenciado pelas emoções.

Mas também não fale só disso, ninguém aguenta muito tempo um amigo que só chora suas mazelas, aproveite o tempo com os amigos para se divertir um pouco e pensar em outras coisas.

Aliás, lembre-se de cultivar suas amizades enquanto estiver namorando, senão não terá com quem conversar nesse momento.

16. Faça uma lista do que você quer acreditar

É comum, sob a influência das emoções, criar uma visão distorcida sobre si mesmo. Pensamentos como “nunca vou encontrar alguém”, “eu sempre estrago meus relacionamentos” ou “eu não sou bom o bastante” podem nublar a sua mente nesses momentos.

Sente-se com papel e caneta na mão e escreva aquilo que você realmente pensa sobre si mesmo e até mesmo aquilo que gostaria de pensar, por exemplo “eu sou um excelente namorado e quem estiver comigo tem muita sorte”, “eu sou confiante e interessante, sou um ótimo partido”, e assim por diante.

17. Leia e releia a sua lista diariamente

Faça-o ao acordar e antes de dormir. Leia em voz alta de frente para o espelho. Assim você vai conseguir substituir os pensamentos negativos pelos positivos, e as emoções pesadas por sentimentos mais leves e de confiança. Pode parecer inútil e bastante estranho no começo, mas funciona. Eu te garanto.

18. Liste tudo na sua vida pelo qual você é grato

Inclusive do relacionamento que teve. “Você não pode ser deprimido e grato ao mesmo tempo”, afirma a psicóloga novaiorquina Brenda Shoshanna, autora do livro 365 ways to give thanks.

O sentimento de gratidão é tão poderoso e tão nobre, que é considerado hoje um dos principais fatores para a felicidade.

Quando você foca no sentimento de gratidão por tudo que tem e pelas experiências incríveis que teve, a dor da perda e a tristeza dão lugar à felicidade e satisfação. Pode não resolver, mas com certeza vai te ajudar a dormir melhor.

19. Relembre-se dos seus propósitos e objetivos na vida

Quando levar o foco a tudo que quer realizar, vai perceber que não tem tempo para perder se lamentando com o passado e que mais vale focar no futuro.

20. Respire profundamente e com ritmo

Esse é um excelente exercício para administrar as emoções de uma forma geral.

Nossas emoções estão muito associadas à respiração e, portanto, estabilizando o ritmo respiratório, você também consegue estabilizar o seu emocional e se manter mais racional.

Experimente o ritmo 1-1-1: inspire contando 5 segundos para preencher os pulmões, depois segure por 5 segundos e exale por 5 segundos. Repita esse procedimento por 2 minutos e, quando já estiver mais lúcido, repasse os itens 9 a 19.

21. Liberte-se do peso do passado

Sente-se e visualize uma chama de cor violeta rodear o seu corpo e incinerar os vínculos com o passado e com o relacionamento que acabou, como se estivesse rompendo os fios de uma marionete e sentindo-se mais leve, livre e independente para viver o presente e construir um novo futuro.

22. Permita-se ficar com outras pessoas

Você não deve se apoiar totalmente nisso, afinal, é importante assumir a responsabilidade por lidar com os seus problemas e sentimentos sozinho. Porém, se oportunidades aparecerem, permita-se. Pelo menos você estará suprindo parte da falta do contato físico que a separação deixou e terá sua autoestima reconfortada.

23. Ocupe-se!

“Quem se ocupa, não se preocupa” diz o Professor DeRose, especialista na área de transformar situações potencialmente negativas em realização, como conta em sua autobiografia Quando é Preciso Ser Forte. O fato é que se você estiver ocioso, a mente será atraída para o problema e o sofrimento. Encha a sua agenda de compromissos sociais e profissionais enquanto o tempo se ocupa em cicatrizar a ferida.

24. Dê tempo ao tempo

Tem coisas que só o tempo resolve e outras que se resolvem sozinhas com o passar do tempo. Nossas emoções são como o nosso corpo, sempre que nos machucamos fisicamente, o corpo precisa de um período de cicatrização. Quanto mais profunda for a ferida, mais tempo e cuidado serão necessários.

25. Sempre que tiver uma recaída, releia essa lista

Acabei de fazer isso. Funciona!

***

Tenho certeza que você que já passou pela mesma situação também colecionou muitas estratégias para sair vencedor desse desafio.

Se tiver alguma dica que não foi listada acima, compartilhe aqui comigo e com os leitores na área de comentários.

Também quero saber caso tenha aplicado um ou mais dos itens acima e conseguido se sentir um pouco mais forte para lidar com essa fase! Quais deles foram mais úteis pra você?

Mecenas: Natura Homem

Natura Homem celebra todas as maneiras de ser homem. Quando um relacionamento chega ao fim, há espaço tanto para dor e reflexão quanto para a fortalecimento de amizades quanto para uma reaproximação e cuidado consigo mesmo.

Podemos e devemos nos dar o direito de viver tudo isso.

Seja homem? Seja você. Por inteiro.

Natura Homem celebra todas as maneiras de ser homem.

publicado em 21 de Outubro de 2017, 00:05

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*