Como ajudar seu filho a lidar com o bullying

Quase metade das crianças e jovens brasileiros (ou 47%) já sofreram algum caso de bullying, segundo o IBGE. Os dados são de 2016 e indicam um aumento em relação ao estudo anterior, de 2012, quando cerca de 35% haviam tido esse tipo de problema.

O problema é considerado tão preocupante que, em 2017, especialistas do UNICEF, entidade da ONU ligada à proteção dos direitos da criança, promoveram uma campanha contra o abuso na escola, com o objetivo de acabar com ele de uma vez por todas.

O Incrível.club pesquisou sobre as melhores maneiras de lidar com o problema e traz a seguir 7 dicas para os pais, desenvolvidos para ajudar a criança a lidar com casos de bullying praticado por outros alunos da escola.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying© Home Alone / 20th Century Fox

Segundo pesquisas, apenas entre 20 e 30% das crianças que sofreram bullying contaram aos adultos sobre o problema. Isso acontece muitas vezes porque o aluno nutre um sentimento de culpa pelo abuso.

Na adolescência, a autoestima dos jovens é extremamente vulnerável. Os jovens acabam achando que há algo de errado neles mesmos que justifique a perseguição.

O segundo motivo para não contar sobre as agressões é uma sensação de que o bullying não é algo muito importante.

Quando os pais não ligam para os problemas da criança, considerando-os pouco relevantes, o pequeno não terá nenhum motivo para se abrir novamente.

O que fazer:

  • Pare de elogiar a criança pelas boas notícias e criticá-la pelas ruins. Do contrário, ela passará a contar apenas aquilo que provocar uma reação positiva.
  • Não faça nada pelas costas do seu filho, não interfira em seus assuntos sem o consentimento da criança. O maior temor dela é que a atuação dos pais piore tudo.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying© eastnews, © Balawa Pix / eastnews

Na infância, Angelina Jolie tinha problemas com os colegas de turma, não era boa aluna e era grossa com os professores.

Já rapper Eminem, aos 9 anos, foi agredido tão violentamente por um valentão da escola que perdeu parcialmente a visão, terminando num hospital. Lady Gaga, Jessica Alba, Megan Fox, Kurt Cobain, e até o galã Zac Efron.

Todos eles sofreram com abusos e incompreensões por parte de outros alunos da escola.

Mas todos eles conseguiram voltar as energias àquilo que realmente amavam, preenchendo o tempo livre e esquecendo dos problemas. Taylor Swift lembra que começou a compor músicas por se sentir solitária, e Kristen Stewart, aos 13 anos, parou de estudar para se dedicar à atuação.

O que fazer:

  • Ensine seu filho a responder corretamente às críticas, tanto as justas quanto as injustas. É importante que ele entenda que qualquer comentário não precisa ser encarado como uma ofensa pessoal, e sim como a simples opinião de uma pessoa.
  • Ajude a criança a encontrar algo que estimule a expressão própria. É menos provável que uma criança autoconfiante seja vítima de bullying. E o fato de se dar bem nas atividades de que gosta – seja nos estudos, nos esportes ou na música, por exemplo – fará com que o pequeno lide melhor com as consequências de possíveis perseguições.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying© depositphotos, © depositphotos

Hoje, as redes sociais e a Internet de forma geral são como uma área de liberdade absoluta para a maioria dos adolescentes, e para eles, a comunicação online não é menos importante do que aquilo que acontece na vida real. Especialistas em segurança na web advertem que o bullying cibernético continua sendo uma das principais ameaças à segurança infantil.

Mais de 50% das crianças e dos adolescentes, ao menos uma vez, enfrentaram ameaças na Internet, e apenas uma em cada 10 contou aos pais.

O que fazer:

  • Em vez de exigir todas as senhas dos perfis do seu filho, é melhor começar a participar nas redes sociais. Assim, você poderá acompanhar seu comportamento online, seu círculo de amigos e suas áreas de interesse.
  • Explique à criança que tipo de informação pode ser publicada. E informe que é possível denunciar comentários agressivos com um simples clique.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying© Pay It Forward / Warner Bros. Entertainment

O bullying não é um processo que envolve apenas agressor e vítima. Pais do agressor, colegas e professores muitas vezes fazem parte desse ambiente e podem ser cruciais na hora de ajudar seu filho a se livrar das agressões.

É importante entender que o abuso não se revela apenas em intimidações e humilhações, mas também representa uma forma de estabelecer uma espécie de hierarquia em grupo.

O que fazer:

  • Esqueça dos conselhos do tipo “não ligue para ele” ou “bata de volta”. Talvez a criança seja capaz de lidar com um abusador, mas não poderá fazer nada num grupo em que insultos e intimidações são formas comuns de expressar as emoções.
  • Acione os profissionais da escola e leve o problema para outros pais: ninguém quer que o próprio filho seja perseguido.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying© The Karate Kid / Columbia Pictures Industries

Nos Estados Unidos, mais de 5% dos estudantes do ensino médio já faltaram a aulas por sentirem que corriam perigo na escola ou a caminho dela.

Em situações assim, a criança não apenas ficará com faltas, mas também terá seu desempenho acadêmico comprometido. Ela pode querer ficar só com os amigos, afastando-se de casa por muito tempo.

Essas são tentativas da psique humana de se preservar do efeito traumático dos fatores externos.

A principal tarefa dos pais é não apenas interromper o ciclo de abuso escolar, mas também ensinar o filho a reagir corretamente em situações de agressão, controlando as próprias emoções.

O que fazer:

  • Converse com a criança sobre casos de bullying e mostre que é possível reagir adequadamente diante das provocações. Explique porque a calma evita que o agressor tenha o que considera mais importante: o resultado visível de sua intimidação.
  • Matricule a criança numa aula de esportes ou de artes marciais. Nem tanto pela capacidade de se defender, e sim porque, em ambientes assim, ela aprenderá a lutar contra o medo de falar sobre os conflitos e a resistir à dor física.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying© Harry Potter and the Philosopher's Stone / Warner Bros. Entertainment

Geralmente, as crianças tímidas e inseguras se convertem em vítimas do abuso na escola. Afinal, elas tendem a ser solitárias, medrosas, deprimidas e a ter dificuldade em encontrar uma linguagem em comum com os colegas. Com a idade, o ambiente em que está a pessoa se torna mais tolerante. Mas nem por isso é preciso esperar que a formatura chegue para resolver o problema.

Um estudo que levou 20 anos sendo desenvolvido comprovou que crianças sociáveis que conseguiam se organizar com os colegas sem a ajuda dos adultos e resolver os próprios problemas têm mais chance de se formar e encontrar um bom emprego antes dos 25 anos em comparação com aquelas que possuem habilidades sociais menos desenvolvidas.

O que fazer:

  • Convide os colegas de turma do seu filho (principalmente aqueles com quem ele simpatiza) para visitar sua casa mais vezes. Se a criança tiver um hobby incomum, tente incluir nele os colegas.
  • Mantenha-se em contato com os pais dos colegas do seu filho. Muitas vezes, a amizade entre os adultos vira um motivo para que as crianças se comuniquem. Para tanto, basta sugerir um happy hour ou uma tarde no cinema com os filhos junto.

Acredita-se que mudar a criança de turma ou de escola não é uma boa opção, pois a situação tende a se repetir no novo ambiente.

É melhor ensinar seus filhos a se comportar corretamente em situações de conflito, para que eles possam aprender a se defender das agressões. Mas, como já falamos, nem tudo depende do pequeno.

O abuso ocorre em ambientes nos quais não existe uma comunidade de interesses, os profissionais não se envolvem adequadamente no processo educativo, e onde a diferença social é muito marcada.

Portanto, se houver uma boa alternativa na forma de uma escola mais adequada ao perfil de seu filho, onde os professores se mostrem dispostos a ter uma boa comunicação com os pais, mudar de ambiente pode ser uma ótima ideia.

O que fazer:

  • Permita que a criança participe da escolha da escola. Afinal, como ela poderá ganhar segurança e confiança nas próprias habilidades se os pais decidem tudo por ela?
  • O novo lugar de estudo deve ser escolhido de forma responsável. E é preciso entrar em contato com os pais e os alunos da futura turma onde seu filho estudará. Não avalie o local com base nas palavras de outras pessoas: crie sua própria impressão tanto da sala da aula quanto da escola.

Você passou por situações difíceis na sua época de escola? Conseguia chegar a soluções pacíficas para os problemas? Como aborda esse assunto com seus filhos? Deixe seu comentário!

Imagem de capa eastnews, Balawa Pix / eastnews

Ensinando seu filho a lidar com um "Bully" | Familia

Filhos preparados e com boa autoestima enfrentam melhor os problemas desagradáveis da vida. O bullying é um deles. Como evitar? O que fazer caso aconteça? Aqui a resposta.

Como Ajudar seu Filho a Lidar com o Bullying

O bullying vem em muitas formas.

Dizer a uma criança que ela não pode brincar, fere seus sentimentos, afeta sua autoestima e faz com que ela sinta-se rejeitada. Xingamentos são tão prejudiciais quanto os atos de agressão física por um colega de classe. Há maneiras de se preparar e agir antes que o bullying ocorra e existem medidas a serem tomadas caso aconteça.

  • Explique o que significa ser intimidado para que a criança possa identificar essa situação.
  • Discuta com amor que a culpa é do agressor e não da criança que foi intimidada. Ensinar como trabalhar com esses sentimentos ajuda a vítima de bullying a superar a raiva ou tristeza que podem vir a sentir.
  • Ajude a criança a construir a autoestima. Um valentão é mais propenso a incomodar uma pessoa que não tem autoconfiança, que abaixa a cabeça. O valentão eleva a si mesmo ferindo outros. Ele, também, não tem autoestima.
  • Elogie seu filho para ajudá-lo a se sentir bem sobre si mesmo. Exalte suas qualidades, dons e talentos.
  • O estudante deve lidar com o bullying por si mesmo, falando diretamente e mostrando ao valentão que ele não gosta da situação e não tem que passar por isso.
  • Diga-lhe para não dar ao agressor o que ele quer: pode ser dinheiro, ver o outro chorar ou se lamentar, doces, etc. Se você colocar dinheiro em uma máquina de refrigerante, a latinha vai cair sempre. O valentão continuará a se divertir se o aluno continua a dar o que ele quer, se ele sempre reage da mesma forma.
  • Os pais podem dizer à criança para ignorá-lo, levar na brincadeira e seguir em frente, se possível.
  • O aluno deve pedir aos amigos (se os tiver) para se unirem em apoio a ele.
  • Instrua-os a permanecerem com muitas pessoas.
  • Até uma criança no pré-escolar pode ser uma vítima de bullying. Um garotinho pegou o brinquedo de outra criança provocando raiva e agressão. O professor interveio dizendo: “Os brinquedos são meus e eu quero compartilhar com todos.”
  • Certifique-se de que a criança sabe a quem se dirigir para pedir ajuda: pai, irmão mais velho, professor, amigo adulto, outros líderes. A vítima deve ser específica ao descrever o abuso, “Aquele menino me bateu, falou mal de mim ou não me deixa jogar, etc.”
  • Se o adulto responsável não ouve, encontre um que o faça. Tranquilize a criança de que alguém irá ouvi-la.
  • Diga a seus filhos: “Você sempre pode me procurar, caso tenha algum problema.”
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Muitas vezes uma criança é provocada porque parece triste ou não parece gostar de si mesma. Os pais devem ensinar a criança a tratar os colegas de maneira gentil e cortês. E podem ajudar a alcançar esse objetivo através de seu exemplo de cortesia.

Traduzido e adaptado por Stael Metzger do original How to deal with a bully.

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O que NÃO dizer quando seus filhos são vítimas de bullying

Quando pais descobrem que seus filhos são vítimas de bullying, até mesmo os mais bem-intencionados podem cometer erros.

É claro que todos querem criar seus filhos para que eles sejam fortes, independentes e resilientes, mas tenha cuidado com as palavras que usar na hora de conversar sobre bullying. Talvez sua primeira reação seja repetir o conselho que ouviu de seus pais ou professores. Infelizmente, alguns deles – “ignore” ou “seja mais durão” ― não somente são ineficazes, mas podem piorar a situação.

O bullying está por toda parte – uma entre cada cinco crianças americanas afirma sofrer bullying, segundo o National Center for Educational Statistics. E muitas vezes ele é associado a problemas de saúde mental como depressão, ansiedade e baixa autoestima, bem como a problemas físicos como dores de cabeça e de estômago, problemas para dormir e alterações do apetite.

Estudantes vítimas de bullying também podem ter dificuldades acadêmicas e têm maior propensão a matar aulas.

Um sistema de apoio sólido composto por família, amigos e professores pode ajudar seu filho a lidar com o bullying. Pedimos a opinião de especialistas para saber quais são as coisas que os pais NÃO devem dizer para os filhos caso eles sejam vítimas de bullying.

“Ignore.”

Se tentar esquecer o problema fosse suficiente, você provavelmente nem sequer estaria tendo essa conversa com seu filho. Achar que o problema vai se resolver sozinho não valida o sofrimento da criança.

“Esse conselho é dado há gerações e provavelmente é algo que os pais ouviram na infância”, diz Katie Hurley, assistente social e autora de No More Mean Girls: The Secret to Raising Strong, Confident, and Compassionate Girls. “Quando os pais dizem algo do gênero, as crianças se sentem ignoradas e isoladas. É excepcionalmente difícil ignorar um bully, e pedir isso aos filhos só faz que eles se sintam mais sozinhos no mundo.”

Dito isso, não há problemas em sugerir que seu filho evite contato com os bullies. Mas isso tampouco é uma solução de longo prazo, diz a especialista Barbara Coloroso.

“Evitar é difícil; ignorar é quase impossível”, afirma Coloroso, autora de The Bully, The Bullied and the Bystander.

“Ao tentar ignorar as provocações e ataques, o risco é que a criança internalize a mensagem dos bullies: ‘sou burro, sou um idiota’.”

“Seja mais durão.”

Esse conselho costuma ser dado aos meninos, perpetuando uma cultura de masculinidade tóxica segundo a qual os garotos são incentivados a reprimir seus medos e outros sentimentos complicados.

“Esse tipo de linguagem não só promove a violência como também ignora a vida emocional dos meninos”, afirma Hurley. “Esse conselho ensina os meninos a esconder seus sentimentos, o que pode causar ansiedade e/ou depressão.”

“Pare de fazer drama.”

FatCamera via Getty Images

Embora se aplique aos dois sexos, as meninas é que costumam ouvir esse tipo de coisa. Não é fácil para as crianças se abrirem com os pais quando o assunto é bullying. Quando você as trata como “dramáticas” ou exageradas, elas deixarão de procurar ajuda no futuro.

“Acho que muitas meninas não pedem ajuda porque têm medo de serem consideradas fracas ou incapazes de lidar com problemas. Ou então serão rotuladas de complicadas e dramáticas”, diz Hurley. “Isso atinge diretamente a autoestima das crianças.”

“Resolva sozinho.”

É compreensível que você queira criar seus filhos para que eles sejam autossuficientes e independentes. Mas os bullies geralmente se concentram nos colegas que eles sabem que não vão conseguir se defender sozinhos. Seu filho precisa da sua ajuda, não de pais durões.

“Crianças vítimas de bullying precisam de ajuda para superar a característica central do bullying – estar em situação de menos poder”, diz o psicólogo e professor Tony Volk, especializado em desenvolvimento.

“Se eles pudessem resolver as coisas sozinhos, já o teriam feito.

Você acha que seu filho quer ser vítima? Que eles são preguiçosos e se deixam abusar? Eles precisam de ajuda porque não conseguem se defender por conta própria.”

“As crianças são assim mesmo.”

Essa resposta ― e similares, como “É um rito de passagem”, “Meninos são assim” ou “As meninas são malvadas nessa idade” ― não ajuda em nada, pois deslegitima o sofrimento do seu filho. O fato de o bullying ser comum não significa que devamos simplesmente aceitá-lo e dar de ombros.

“Bullying dói muito. Não, o bully não está apenas provocando, flertando ou criando conflito. E, sim, o agressor quer fazer mal”, diz Coloroso. “Se você minimizar, racionalizar ou tentar explicar o comportamento do bully, não vai demorar para que seu filho ache que é melhor sofrer em silêncio.”

“Defenda-se.”

A assertividade é uma habilidade poderosa, que muitos pais gostariam de incutir nos filhos, sejam eles vítimas de bullying ou não. Mas mesmo crianças assertivas têm dificuldade para fazer frente aos valentões, diz Hurley, então esse conselho por si só não é suficiente.

“Os bullies tendem a ter seus aliados, o que torna ainda mais difícil enfrentá-los”, diz ela.

Dizer ao seu filho que ele tem de se defender, apesar de bem-intencionado, implica que a responsabilidade de lidar com o problema é somente dele, afirma Bailey Huston, do PACER National Bullying Prevention Center.

“Embora exista um fundo de verdade nessa afirmação ― ser assertivo em geral é uma boa resposta ―, dizer somente isso para seu filho provavelmente causará mais danos”, afirma ela.

“Reaja.”

Uma coisa é seu filho precisar se proteger ou se defender de um enfrentamento físico. Outra bem diferente é incentivar a violência.

“O bully provavelmente o pegou para vítima porque acha que seu filho não será um adversário que oferecerá muita resistência”, diz Coloroso. “Isso quer dizer que sempre haverá outros bullies maiores e mais fortes esperando por ele.”

O que você deve dizer

skynesher via Getty Images

Os especialistas compartilham o que os pais devem dizer aos filhos que são vítimas de bullying.

Quando você descobre que seu filho está sendo intimidado, o primeiro passo é responder demonstrando apoio e incentivo, diz Coloroso.

“Eles têm de saber que não existe assunto bobo demais ou sério demais para uma conversa. E você tem de estar presente para apoiá-los e empoderá-los”, afirma ela.

Leia abaixo algumas respostas sugeridas pelos especialistas. Elas farão que seu filho se sinta visto, seguro e amado.

“Não é culpa sua.”

“Ninguém tem culpa por ser vítima de bullies”, afirma Huston. “Certifique-se de que as crianças não se sintam culpadas pelo que está acontecendo.”

“Conte para algum adulto na escola.”

“As escolas têm obrigação legal de lidar com o bullying”, diz Volk. “Sim, isso vai de encontro ao código infantil de não dedurar, mas alguém está começando uma briga injusta. A vítima está apenas nivelando as coisas.”

“Você não está sozinho.”

“Muitas crianças acham que são as únicos a sofrer bullying e que ninguém se importa”, diz Huston. “Deixe claro que, sim, existem pessoas que se importam ― incluindo você ― e que elas estão ali para oferecer apoio.”

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“Converse com seus amigos.”

“Ter apoio dos colegas é a melhor proteção contra o bullying e seus efeitos”, afirma Volk. “Se seus filhos não têm amigos próximos, faça o possível para ajudá-los a encontrar esse tipo de amigos.

Porque, por mais que você se importe com eles, os filhos sabem que os pais não são imparciais.

As crianças dão muito valor à opinião dos colegas, especialmente nos primeiros anos da adolescência, quando o bullying tende a ser muito predominante.”

“Isso parece doloroso. Você quer me contar mais sobre o que está acontecendo?”

“Ao demonstrar empatia e fazer perguntas abertas, você comunica confiança e compreensão, dando ao seu filho um lugar seguro para que ele verbalize as emoções”, afirma Hurley.

“Como posso ajudar?”

“O primeiro passo da ajuda é ouvir seu filho para ajudá-lo a se sentir seguro e protegido”, diz Hurley. “Perguntar como você pode ajudar e sugerir possíveis estratégias para lidar com o problema ― ler juntos, caminhar juntos, jogar um jogo juntos ― é uma boa maneira de ajudar seu filho a lidar com os sentimentos antes de passar para a solução prática do problema.”

“Você não tem de resolver o problema sozinho.”

“Muitas vezes as crianças acham que têm de resolver o problema do bullying sozinhas”, afirma Huston. “Diga para seu filho que vocês podem bolar um plano juntos para acabar com o bullying e ele tem um time para apoiá-lo.”

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.

Meu filho sofre bullying, e agora!?

Especialistas ajudam você a identificar os sinais do bullying e enfrentar o problema da melhor forma junto ao seu filho

Silencioso, prejudicial, doloroso: o bullying, prática que se caracteriza por agressões físicas e/ou psicológicas entre crianças, tem sido cada vez mais comum nas escolas brasileiras.

Segundo dados da última Pesquisa Nacional de Saúde Escola (PeNSE), cerca de 30% dos estudantes brasileiros já sofreram ou praticaram bullying com seus colegas, número que, por si só, demonstra a gravidade do problema.

Mas, afinal, como a família deve proceder para identificar e ajudar o jovem a superar essa dificuldade?

Em primeiro lugar, é essencial ter sensibilidade para identificar mudanças no comportamento do seu filho: estima-se que 90% das crianças não contam aos pais que estão sofrendo bullying na escola por sentirem vergonha, medo de os adultos piorarem a situação ou até mesmo por já terem presenciado omissões familiares perante embates parecidos.

Sendo assim, o melhor a se fazer é observar: “Os pais devem ficar atentos quando a criança não quer mais ir ao colégio, começar a ficar triste ou com comportamento agressivo, isola-se, destrói objetos pessoais ou desenvolve sintomas físicos frequentes, como dores de cabeça e de barriga”, explica a psicopedagoga Ana Paula Cavaggioni, da Clia Psicologia e Educação (SP).

  • A facilidade em perceber a angústia dos filhos depende, ainda, do sexo da criança, como explica a psicóloga Gláucia Faria da Silva, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Infantil Sabará: “Meninas que ainda não chegaram a adolescência costumam ser mais abertas a falar, enquanto os meninos, sobretudo os mais velhos, geralmente sentem vergonha porque consideram que conversar sobre o assunto seria como admitir uma ‘fragilidade”.
  • Seu filho está envolvido com bullying na escola? As psicólogas dão dicas para que você possa ajudá-lo da melhor forma:
  • – Converse com a criança e a instituição de ensino
  • – Mudar de escola nem sempre é a solução ideal

O diálogo é imprescindível para tratar a questão. ”Abra um espaço de acolhimento, livre de críticas ou julgamentos, onde seu filho se sinta à vontade para falar o que está acontecendo. Se mesmo assim ele não conseguir, vá à escola, fale de sua suspeita, verifique com outras mães e fique atenta às conversas das outras crianças. Seja como você descobrir, o importante é que você garanta que vai ajudar a criança a resolver essa situação, além de reforçar o quanto a ama”, aconselha Ana Paula.Muitos pais se desesperam com o bullying e acreditam que mudar a criança de colégio é a solução, mas, nem sempre isso é o ideal: mais uma vez, essa é uma decisão que exigirá uma conversa franca entre você e seu filho. “Muitas vezes a criança que é vítima de bullying numa escola pode sofrer do mesmo mal em outra. Por isso, os pais devem fazer contato com a coordenação da instituição imediatamente após desconfiar do ocorrido, e em conjunto com ela, pensar e acompanhar a implementação de estratégias que garantam a segurança e o bem-estar do seu filho. Mudar de escola é uma opção quando a instituição não se mobilizar para resolver a questão ou quando a criança realmente não tiver mais condições de frequentá-la”, explica Ana Paula. “Conversar, entender, pensar e decidir juntos é fundamental. Tirar o aluno da instituição de ensino seria a última opção, válida somente após se tentar todos os tipos de conversa”, completa a psicóloga Gláucia.

– Não menospreze as situações vividas pela criança

Em muitas situações o bullying poderia ser combatido logo que começa a aparecer, porém por vezes os pais não prestam atenção aos relatos dos seus filhos ou menosprezam situações, dizendo coisas do tipo “é besteira” ou “isso não é nada, vai passar”. Alguns, ainda, incitam a violência e estimulam seus filhos a devolverem as agressões. Todas essas situações são exemplos do que NÃO se deve dizer a uma criança que está sofrendo bullying. Compreenda o universo do seu filho e tente entender o realidade em que ele vive.

Lembre-se também que não importa se o seu filho sofre ou pratica o bullying, o fato é que ele precisa de ajuda psicológica.

“O bullying ocorre quando crianças tentam se afirmar perante as outras, por isso tanto o ‘valentão’ quanto a vítima precisam encontrar novos caminhos para conseguirem se auto afirmar, o que se consegue por meio de auxílio médico e familiar”, afirma Gláucia.

Quando não tratado corretamente, o bullying pode acarretar em sérios problemas no desenvolvimento psicológico e emocional do jovem, como transtornos psicossomáticos, de personalidade, depressão, desânimo, falta de confiança e autoestima, retraimento no desenvolvimento de potencialidades e, em casos extremos, até mesmo o suicídio.

Pais x bullying: como lidar com essa realidade?

Quando os pais descobrem que seus filhos sofrem bullying, é comum que se sintam impotentes perante a situação, angustiados e até mesmo com raiva.

No entanto, é essencial que ambos se acalmem e organizem seus pensamentos antes de tomar qualquer atitude. “Esses sentimentos precisam ser digeridos antes de decidir o que será feito dali em diante.

Uma realidade como esta se constrói em um longo período e levará bastante tempo para as coisas se reorganizarem”, explica Gláucia.

Depois disso será hora de questionar várias outras faces do cotidiano familiar, como a relação com seu filho, o modo como a sua família trata das diferenças sociais, étnicas e afins, se a escola realmente segue a linha de ensino que você quer transmitir à criança e, assim, chegar à conclusão sobre o que precisa ser mudado na interação em casa. “Aprender e crescer com o que quer que nos enfrentamos na vida é sempre o maior desafio”, conclui a psicóloga.

Alguns sinais demonstram que seu filho pode estar praticando bullying, mas, atenção: não tire conclusões precipitadas. Caso você desconfie do comportamento dele, entre em contato com o colégio e observe atentamente suas atitudes.

“Desprezo e preconceito acentuados frente a qualquer assunto podem ser um sinal vermelho e merecem a atenção dos pais”, diz Gláucia.

Ana Paula completa: “Sarcasmo, críticas, atitudes desafiadoras e porte de objetos e dinheiro que não são seus também são características comuns em agressores”.

Tão difícil quanto ajudar uma criança que sofre bullying é fazer o mesmo com um jovem que o pratica, mas ambos os casos merecem atenção e compreensão.

“Ambas as situações são muito tristes e precisam ser tratadas sem julgamentos, afinal demonstram que os dois indivíduos precisam de cuidados psicológicos especiais para não terem seu desenvolvimento afetado”, afirma Ana Paula.

Relembre alguns casos famosos de bullying:

• Durante toda a infância, a cantora e atriz Demi Lovato sofreu bullying no colégio onde estudava e era chamada de feia e gorda. As agressões fizeram com que ela desenvolvesse transtornos alimentares, como a bulimia, e passasse a se automutilar. Após um período internada, a jovem de 22 anos atualmente passa bem.

• Em 2010, um aluno da 7ª série de um colégio de Belo Horizonte (MG), foi condenado a indenizar no valor de R$ 8 mil uma colega de classe. A garota era chamada de feia e eram feitas insinuações sobre a sua sexualidade.

• Também em 2010, a atriz Barbara Evans, filha de Monique Evans, entrou na justiça contra alunos da Universidade Anhembi Morumbi, onde estudava, devido a uma pichação no muro do estacionamento do campus onde constavam ofensas a ela e sua mãe.

  1. • Em 2014, o jovem Joshua Davis, portador de uma forma funcional de autismo, ficou paraplégico após sofrer uma queda de 15 metros enquanto fugia de seus perseguidores.
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Como ajudar a criança alvo de bullying na escola? – OMO

Ser alvo de críticas maldosas, brincadeiras humilhantes e violentas são alguns dos problemas enfrentados por crianças que sofrem com o bullying na escola. Tomar providencias contra esses atos de agressão verbal e física é o melhor caminho para evitar traumas psicológicos no futuro. Saiba como identificar e como lidar com o bullying infantil na escola.

O bullying no ambiente escolar acontece quando um aluno é vítima de hostilidades causadas por visões preconceituosas de um grupo ou indivíduo que o consideram diferente da maioria.

Uma criança que se destaca nos estudos ou está acima do peso, por exemplo, pode ser hostilizada e discriminada socialmente pelos seus colegas de classe. Com a popularização das redes sociais, os casos de bullying infantil na escola se potencializaram.

Não mais confinado à sala de aula, o bullying com crianças também acontece através de mensagens e conteúdo agressivo publicado na internet para desmoralizar o aluno discriminado.

Segundo um estudo da American Psychological Association, as crianças e os adolescentes vítimas de bullying estão mais suscetíveis a problemas de depressão e ansiedade.

Identificar os casos de bullying infantil na escola é essencial para evitar danos psicológicos.

Alguns comportamentos podem sem indicativos de bullying, e os pais e professores devem ficar atentos se a criança mostrar os seguintes sinais:

  • Não querer mais frequentar as aulas
  • Pedir para mudar de turma ou escola
  • Dificuldade de atenção
  • Queda no rendimento escolar
  • Apresentar sintomas como dor de cabeça ou de estômago, suor frio

Os pais e professores precisam demonstrar apoio e acolher a criança que sofre bullying na escola. É importante que os adultos reafirmem a vítima de bullying, valorizando suas qualidades e demonstrando que ela não é culpada pelas agressões que sofre. Conversar com a criança vai permitir que ela expresse seus sentimentos em relação às agressões e ameaças que sofre.

Evite fazer críticas e não minimize o problema. A criança precisa ser ouvida. Os pais devem relatar o bullying com crianças a um responsável na escola para tomar providências contra os agressores.

Nos casos mais graves, quando há perseguição na internet, é necessário reunir provas do conteúdo abusivo. Imprima páginas e mensagens ofensivas à criança para fazer um boletim de ocorrência.

Entre em contato com o provedor para retirar do ar essas publicações.

Há ações e iniciativas que ajudam a evitar o bullying com crianças. O trabalho preventivo, em conjunto com os pais e a escola, é um bom caminho para conscientizar sobre atitudes discriminatórias no ambiente escolar e na internet. Organizar programas antibullying na escola e na comunidade traz benefícios.

Essas campanhas podem promover ações como palestras com psicólogos e capacitação dos pais e funcionários para lidar melhor com o bullying no ambiente escolar. Discutir o tema em casa e na sala de aula também é um meio de conscientizar os agressores e criar políticas de não tolerância ao bullying com crianças.

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12 passos para lidar com um filho que pratica bullying

A criança ou adolescente que comete bullying nem sempre é um vilão. O comportamento agressivo pode ser um pedido de ajuda, um sinal de baixa autoestima, desejo de ser escutado e, principalmente, reflexo das atitudes da própria família. Se você descobriu ou chegou à conclusão que o seu filho é o valentão da escola, reflita através dessas orientações:

Sinais entregam um “valentão”

Observar sempre os filhos ajuda a perceber mais rapidamente mudanças de comportamento.

Apesar de, na maioria dos casos, o bullying acontecer entre os muros da escola –e ser informada à família pelos professores ou pela direção, há algumas atitudes que “entregam”.

Crianças e adolescentes do tipo “valentões” agem com pouca empatia com os outros, não se preocupam em agradar a ninguém, têm um modo de falar sarcástico, não obedecem figuras de autoridade e querem impor suas vontades.

Face brincalhona e sarrista

Por outro lado, os que praticam bullying podem ser sedutores, engraçados, divertidos… E ainda mentirosos e dissimulados. Outras ações recorrentes: costumam se mostrar corajosos, desqualificam atitudes corretas, fazem julgamentos ridicularizando ações de respeito ao próximo e desmerecem quem mostra sensibilidade com o sofrimento alheio.

Veja se um irmão pode ser um fator detonador

A agressão com o outro pode surgir a partir de uma humilhação sofrida em casa, imposta por um irmão –uma maneira meio torta de se “vingar” desse mau trato seria passá-lo adiante.

Porém, o irmão também pode ser uma vítima e alvo de agressões, ciúme, inveja.

É preciso prestar atenção se há rivalidade fraterna e numa possível linguagem de violência que pode predominar na relação entre os irmãos.

Reveja a dinâmica familiar

Em boa parte dos casos, a criança ou o adolescente que pratica o bullying não tem em casa, na mesma proporção, o amor e o limite. Uma das hipóteses é que trata-se de um ambiente onde há omissão, desvalorização e/ou excesso de autoridade com base em maus tratos.

A criança percebe que não há justiça, respeito, amor e repete esse comportamento fora do lar. Por outro lado, pais muito permissivos acham que estão transmitindo amor, mas na verdade a impressão que passam é que pouco se importam.

Ao se darem conta de que o filho é um bully, o ideal é que revejam a conduta como pais.

Você estimula esse comportamento sem perceber?

Há meninos que são incentivados pela própria família a serem “machos”, no sentido de depreciar as meninas e a serem o “valentão” da turma. É preciso que entrem em sintonia com a carência afetiva do filho.

Reflita sobre as próprias insuficiências e deficiências e se mostre aberto ao diálogo. Às vezes, o bullying é praticado por questões internas do filho que vão além da conduta dos pais.

Nem sempre os pais são responsáveis por tudo.

Ouça o que a escola tem a dizer

Evite justificar o comportamento da criança ou do adolescente, culpar os colegas ou insinuar que os professores estão “de marcação” com seu filho. Muitos pais se surpreendem porque não observam condutas agressivas do filho em casa. Embora alguns sinais sejam bem evidentes, não é raro que crianças e adolescentes apresentem comportamentos diferentes em diversos contextos de convivência.

Nem tudo é brincadeira, não

Muitos autores de bullying se justificam dizendo que estão apenas brincando e que os amigos não sabem brincar. No entanto, brincadeiras que ofendem, humilham ou intimidam os outros não são brincadeiras, são padrões de agressão. Para romper esse padrão, é fundamental seguir as orientações e a política da escola.

Encare o comportamento do seu filho como um pedido de ajuda

Agredir colegas nada mais é do que meninos e meninas que estão chamando a atenção para si de forma bem desequilibrada e negativa. O bullying, via de regra, está intimamente ligado à autoestima.

Por trás de toda violência há carências e necessidades afetivas que não foram atendidas. São garotos cheios de raiva e mágoa.

A força, a perspicácia da maldade e a negatividade são as ferramentas que arrumam para ganharem o reconhecimento e a aceitação do grupo.

Converse de cabeça fria

Coloque-se sempre ao lado de seu filho, dizendo que quer e vai ajudá-lo. Deixe as frases moralistas de lado, pois elas só prejudicam. Humilhar, xingar, castigar e/ou intimidar não favorecem o diálogo nem a expressão de pensamentos.

Porém, mantenha a firmeza e explique a gravidade da situação.

A criança ou o adolescente tem de saber as consequências dos atos que vem praticando, pois, caso contrário, pode se tornar alguém que bate, espanca ou comete atrocidades piores na idade adulta só por não suportar as diferenças.

Saiba escutar

Outro ponto importante: escute seu filho. A raiva e a revolta que motivam condutas agressivas costumam encobrir a sensação de não conseguir se destacar ou obter atenção de outra forma a não ser com comportamentos inaceitáveis. Quando são escutados, os filhos podem refletir melhor sobre o que fizeram e descobrir o que poderiam ter feito em vez de ações de humilhar ou maltratar alguém. 

Perdoe, de verdade, a atitude da criança ou do adolescente

Isso não significa “passar a mão na cabeça” nem negar o que aconteceu. Mas é bom exercitar a compreensão e dar um voto de confiança. Onde não há perdão, não há amor nem a possibilidade de acontecer a construção de uma boa autoestima.

Avalie a necessidade de medidas mais efetivas

Em parceria com a escola, cheque se é preciso o apoio de um psicólogo para ajudar seu filho a lidar melhor com os próprios sentimentos. Em algumas circunstâncias, a prática do trabalho voluntário e/ou com a comunidade ajudam a exercitar a empatia e a compaixão, principalmente se a criança ou o adolescente contar com a companhia dos pais nessas situações.

FONTES: Ana Cássia Maturano, psicóloga clínica e psicopedagoga, de São Paulo (SP); Luciana Barros de Almeida, presidente do Conselho Nacional da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia); Maria Tereza Maldonado, psicóloga, palestrante e autora dos livros “Bullying e cyberbullying – O que fazemos com o que fazem conosco? (Ed.

Moderna) e “A face oculta – Uma história de bullying e cyberbullying” (Ed.

Saraiva); Rosa Bertholini, pedagoga e diretora da escola Teia de Aprendizagens, em São Paulo (SP), e Sheila Maria da Rocha Antony, professora fundadora do Instituto de Gestalt Terapia de Brasília (DF) e autora do livro “A clínica gestáltica com crianças: caminhos de crescimento” (Ed. Summus)

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