Como ajudar a curar sua paranoia (com imagens)

5 de Maio de 2019

  |  Tempo de leitura: 10 minutos

Esquizofrenia paranoide é o tipo mais comum de esquizofrenia.

A esquizofrenia é um distúrbio mental grave, que atinge cerca de 1% da população mundial. Afeta homens e mulheres, em igual proporção. A única distinção é quanto a faixa etária. Nos homens, os sintomas costumam aparecer a partir dos 15 anos de idade. Já nas mulheres, se manifestam na casa dos 30 anos, ou até mais tarde, coincidindo com a menopausa.

Sua principal característica é a perda do vínculo com a realidade, demonstrada pelo comportamento, percepção e pensamentos deturpados.

Como Ajudar a Curar sua Paranoia (com Imagens)

  • A esquizofrenia paranoide – também denominada esquizofrenia com paranoia – é o subtipo da doença mais comumente diagnosticado.
  • Os demais subtipos relatados são: esquizofrenia simples, esquizofrenia desorganizada, esquizofrenia catatônica, esquizofrenia residual e esquizofrenia indiferenciada.
  • Neste artigo, vamos nos centrar no entendimento da esquizofrenia paranoide, esclarecendo os questionamentos mais recorrentes sobre o transtorno.

Quais os principais sintomas da esquizofrenia paranoide?

Os sintomas mais evidentes, nos casos de esquizofrenia com paranoia, são as alucinações e delírios. Porém, não raro, esse quadro é uma evolução de um estado prévio, quando o alheamento da realidade e temperamento ansioso já poderiam ser observados.

Na fase inicial da doença, portanto, é possível notar que a pessoa apresenta indícios como:

  • desinteresse com a vida social e gradativo isolamento, afastando-se de amigos e convívios que faziam parte de sua rotina;
  • alterações no humor, sinalizada por uma certa apatia e/ou irritabilidade exacerbada;
  • concentração prejudicada e desmotivação, repercutindo em sua produtividade nas atividades profissionais ou do dia a dia;
  • desleixo com a aparência e higiene pessoal;
  • dificuldades para dormir;
  • fala e escrita confusas;
  • mudanças na personalidade.

É importante salientar que essa lista não esgota os sintomas preliminares da esquizofrenia paranoide. Apenas sugere comportamentos que não devemos negligenciar.

Importância da avaliação médica

Lógico que, não necessariamente, eles descrevem um esquizofrênico. Porém, quando aparecerem em conjunto, recomenda-se que a avaliação médica seja requisitada, pois tendem a revelar algum distúrbio – ainda que leve e de simples tratamento.

Quando a esquizofrenia chega ao estágio em que os delírios e alucinações ocorrem, a doença fica mais evidente. Ainda assim, pela falta de informação adequada, pessoas próximas podem relativizar as narrativas ou episódios que testemunham.

Uma inferência comum é interpretarem o comportamento estranho como sinal do uso de drogas ou abuso de álcool. Outros, atribuem conotações espirituais, religiosas – até porque as alucinações incluem relatos de conversas com espíritos, demônios ou divindades.

Já que pontuamos um primeiro exemplo, aproveitamos o ensejo para desenvolver melhor o tópico, apresentando outros padrões de alucinações recorrentes na esquizofrenia paranoide.

Alucinações como sintomas da esquizofrenia paranoide

Conceitualmente, alucinação é uma perturbação sensorial, que gera falsas impressões visuais, táteis, olfativas, auditivas e gustativas (ou seja, em qualquer um dos 5 sentidos).

No diagnóstico da esquizofrenia, a percepção de alucinações frequentes é um sintoma claro. Costumam ser mais de natureza auditiva e visual, embora os outros sentidos possam ser afetados.

Dentre os exemplos de alucinações comumente reportadas, os pacientes afirmam:

  • ouvir vozes de fontes externas, que conversam com ele e, geralmente, dizem coisas que deve fazer – ou o xingam, humilham e julgam;
  • ouvir, dentro da mente, vozes ou pensamentos alheios, que também impõem ordens e comandos, ou enfatizam ideias negativas de culpa, escárnio e degradação;
  • escutar músicas, assobios, risadas, zumbidos, chiados ou ruídos estranhos, que ninguém mais percebe;
  • sentir que seus pensamentos estão sendo escutados por todos;
  • ver personagens minúsculos surgirem entre objetos e pessoas reais;
  • ver imagens de pessoas, objetos, entidades, pontos de luz ou cores;
  • ver a si mesmo projetado fora do corpo ou ter capacidade de se enxergar por dentro;
  • ver cenas de acontecimentos (por vezes terríveis, como incêndios e assassinatos);
  • enxergar letras ou palavras onde não estão;
  • tocar em objetos ou ser tocado por pessoas que, na verdade, não existem;
  • sentir gostos ou cheiros estranhos na comida ou bebida (muitas vezes concluindo que há veneno nas mesmas).

Como Ajudar a Curar sua Paranoia (com Imagens)

Delírios como sintomas da esquizofrenia paranoide

O delírio pode ser definido como uma crença inabalável, uma convicção, que não encontra correspondência com a realidade. Ou seja, o paciente delirante assume como verdade um juízo próprio da realidade, que não pode ser removido com argumentações ou raciocínios lógicos, apresentados por outra pessoa.

Exemplos clássicos de delírios experimentados por pacientes com esquizofrenia paranoide são:

  • percepção de que algo está sendo tramado contra ele;
  • sentir que é alvo de espionagem, conspiração, envenenamento ou perseguição;
  • interpretar trechos de livros, jornais, revistas ou comentários televisivos como recados dirigidos especialmente a ele;
  • acreditar ser outra pessoa (como Napoleão, para citar uma referência emblemática) ou algum deus;
  • crer que é amado por uma pessoa que nem o conhece, como um artista, um ídolo, uma personalidade famosa ou mesmo um estranho que vê na rua;
  • afirmar ser muito próximo de figuras notórias;
  • contar que possui uma grande fortuna ou talentos especiais, superpoderes e dons sobrenaturais;
  • convicção da infidelidade do cônjuge, agindo de forma possessiva e com ciúmes exacerbados;
  • acreditar que existem insetos ou parasitas infectando seus órgãos, bem como perceber deformações em parte de seu corpo;
  • crer que seus pensamentos estão sendo controlados por agentes externos (como o governo ou alienígenas).
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Esquizofrenia paranoide: causas

As pesquisas sobre as causas da esquizofrenia ainda são inconclusivas. A hipótese mais aceita é de que a doença seja multifatorial, sugerindo que os sintomas se desenvolvem em pessoas com alguma vulnerabilidade biológica, somada a agentes estressores psicológicos, ambientais ou físicos.

Desse modo, apresentaremos uma lista com fatores que podem contribuir para a explicação do desenvolvimento da esquizofrenia paranoide. Mas, tenha em mente que nenhum deles é uma resposta definitiva para compreensão dos casos.

As possíveis causas de vulnerabilidade ao transtorno são:

  • predisposição genética e hereditariedade;
  • desequilíbrio bioquímico;
  • infecções ao longo da gestação;
  • falta de oxigênio ou traumas no momento do parto ;
  • desnutrição durante a gestação ou baixo peso ao nascer;
  • pais com idade avançada na ocasião da concepção;
  • infecções virais;
  • uso de drogas na adolescência.

Como diagnosticar?

A imprecisão quanto às causas acaba dificultando o diagnóstico do transtorno. E os sintomas, especialmente nas fases iniciais, podem passar despercebidos. Como, no caso do sexo masculino, o distúrbio começa a se manifestar em idade compatível com os anos finais da adolescência, não é incomum que os sintomas sejam confundidos com comportamentos normais da idade.

Infelizmente, o atraso no diagnóstico – a média é uma demora de 7 anos entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença – impede o tratamento precoce, que traria resultados mais efetivos.

Como não existe uma base biológica clara, que possa ser assumida como causa da esquizofrenia, também não é possível detectá-la através de exames laboratoriais.

No entanto, existem duas medidas elementares para o diagnóstico do transtorno. E, uma delas é, precisamente, a solicitação de exames de sangue, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Isso porque é fundamental investigar outras possíveis causas dos sintomas, tais como tumores cerebrais, esclerose múltipla, epilepsia e Alzheimer, por exemplo. Assim, se trabalha por exclusão.

A outra medida é a avaliação psiquiátrica, que se respalda por critérios do Manual de Diagnóstico e Estatística (DSM-5) e da Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

O psiquiatra realizará entrevistas, tanto com o paciente quanto seus familiares, investigará seu histórico, observará a descrição dos sintomas e há quanto tempo ocorrem, dentre outros aspectos.

Essa etapa do diagnóstico também precisa trabalhar com o princípio de exclusão.

Como as doenças mentais podem apresentar sintomas semelhantes, é preciso que psiquiatra descarte as possibilidades do paciente apresentar, por exemplo, depressão ou bipolaridade.

Esquizofrenia paranoide tem cura?

Não há cura para a esquizofrenia, mas há tratamento. O psiquiatra indicará os medicamentos mais apropriados, sendo os antipsicóticos a base da prescrição. É um tratamento contínuo, que não pode ser interrompido.

A internação (hospitalização), presente no imaginário como medida usual, só ocorre em casos excepcionais: durante um período de crise ou quando os sintomas estão muito acentuados, colocando o paciente em risco.

Por vezes, quando a medicação não atinge resultados satisfatórios, a terapia eletroconvulsiva pode ser considerada uma alternativa. É importante esclarecer que ela é indolor e não se assemelha ao estereótipo com o qual nos habituamos, por conhecê-la em sua versão arcaica, retratada no cinema.

Como lidar com o transtorno?

A psicoterapia é outra etapa importante do tratamento, pois auxilia o paciente a lidar com o transtorno. Uma das técnicas de melhor eficácia nos casos de esquizofrenia paranoide é a terapia cognitivo comportamental, cujos resultados se fazem notar:

  • na melhor compreensão da doença;
  • na identificação de fatores estressores e desencadeantes das crises, reduzindo os índices de recaídas;
  • na diminuição da severidade de alucinações e delírios, visto que a terapia propicia a instrumentalização de estratégias para reconhecê-las;
  • na conquista de maior autonomia e autoestima;
  • no convívio e adaptação social.

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Como ajudar uma pessoa com esquizofrenia?

Caso você tenha algum amigo ou familiar diagnosticado com a doença, é importante saber lidar com ele de forma adequada. Para esclarecer essa dúvida, selecionamos 6 orientações básicas. Confira:

  1. Busque o máximo de informações sobre a doença. Conhecer a esquizofrenia paranóide, em sua complexidade, é a melhor forma de entender seu ente querido.
  2. Ajude a pessoa a evitar fatores estressores, bem como uso de álcool ou drogas.
  3. Diante de uma crise, aja com calma e não tente convencê-lo de que seus delírios ou alucinações não são reais. O melhor é oferecer apoio e disposição para ajudá-lo a passar pela situação.
  4. Auxilie no controle dos medicamentos e incentive o tratamento psicoterapêutico.
  5. Colabore para que o paciente tenha um estilo de vida saudável. Seja um parceiro para caminhadas ou atividades físicas.
  6. Procure por um grupo de apoio.

As doenças mentais são um desafio. Tanto para quem sofre com elas quanto para quem convive com pessoas que apresentam transtornos. Buscar informação é o primeiro passo para tratamentos bem-sucedidos.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

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Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness.

Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Não perca tempo com paranoias

Não perca tempo, não gaste energia mirabolando coisas e situações em sua mente. Não se perca. Não permita que as paranoias que implantam em você se tornem ideias fixas e passem a ser vistas como reais. Simplesmente não aceite viver sem de fato ter visto o que imaginas.

Paranoias servem apenas para nos bloquear de evoluir, de prosseguir em constante harmonia com o mundo. Não permita que essas, despertadas pelo ciúme, inveja, saudade, obsessão ou qualquer outro sentimento dominem você e o faça perder tempo com o banal.

Toda paranoia por ti criada terá uma consequência, da qual somente você será o responsável e sofrerá com o resultado que, sem sombra de dúvidas, será negativo e doloroso.

A paranoia não acaba só com o tempo útil de uma pessoa, mas com sua sobriedade, com sua mente e despedaça o coração, pois ouve onde não tem ruído, vê onde há escuridão e imagina coisas onde nada aconteceu.

Não permita que um ciúme bobo evolua para uma paranoia, pois ela pode acabar com uma relação e adoecer uma mente que é sã, além de desiludir muitas almas que são envolvidas em suas criações.

Quem permite que a paranoia viva em sua vida, permite também que a razão desapareça e a ilusão seja como guia, sempre apontando a direção errada a seguir, mostrando dor, engano, sofrimento e solidão.

Olhos fulminantes, ansiedade à flor da pele, ódio no coração. O rancor, a raiva instalada, e todos os sintomas de quem se sente traído mais uma vez, só que dessa vez pela própria paranoia que preparou uma armadilha fatal e pegou como peça chave o coração.

Os seus erros devem servir de aprendizado e não motivo para criar uma paranoia, acreditar nela e viver em um mundo paralelo, do qual somente a sua verdade imaginativa é capaz de sobreviver.

Não dê asas a sua imaginação para voar tão alto e te derrubar com a queda brusca da paranoia. Foque no que vê e não no que sente. Não caia nas armadilhas da fragilidade da mente e faça que suas invenções sejam mais concretas do que a própria verdade.

A loucura não cura a mente do ser que envaidece na sua própria imaginação, ela faz doer mais, faz a paranoia aparecer. A loucura de quem crê onde nada vê é fulminante e mata aos poucos a carne de quem ousa com ela viver.

Espalhe a felicidade pelos quatro cantos do mundo.

No final de tudo as feridas cicatrizam e a dor se transforma

Não viva uma vida em busca de controlar a vida de outra pessoa. Se faça presente, apenas. Seja cortês, somente. Mas não deixe sua sensatez de lado por erros do passado, não permita que a paranoia o deprima nem faça parte da sua vida e cultive sempre sua autoestima.

Controle sua paranoia, os seus desejos insanos, sua ânsia de vingança e mania de perseguição. Se preciso, procure ajuda, busque cura, mas não deixe de se cuidar e de priorizar o seu tempo, que deve focar as energias na busca de sentimentos bons.

A fissura de controle que carregas no dia a dia, o medo da perda, o fracasso como pior inimigo. A briga, palavras ásperas, imaginação fértil. Tudo isso em constante harmonia traz para sua mente um novo e aterrorizante morador: a paranoia.

Enquanto focar nos erros do passado, nas feridas que mal foram cicatrizadas, no rancor, ciúme e ódio, estará diariamente trazendo para o seu presente e futuro uma eterna paranoia, que como consequência o enlouquecerá.

A mente de uma pessoa insegura tem a capacidade de criar ilusões muito bem elaboradas, das quais só faltam sair de dentro da inconsciência e tomar forma no dia a dia. Mas elas são o maior motivo para travar o caminho da felicidade, pois o fecham e colocam a paranoia como principal bloqueio.

Neurose e paranóia podem ser causados por situações mal resolvidas no cotidiano

Quem nunca chamou alguém de neurótico? Ou então de paranóico? Estes são termos bem usuais no dia-a-dia, principalmente quando alguém faz alguma coisa estranha ou quando fica nervoso. Mesmo sendo palavras tão utilizadas, quase ninguém parou para pensar o que realmente elas significam.

O psicanalista Sigmund Freud entendia a neurose como o resultado de um conflito entre o Ego e o Id, ou seja, entre aquilo que o indivíduo é ou foi de fato, com aquilo que ele desejaria prazerosamente ser ou ter sido. E a psicose seria um distúrbio entre o Ego e o Mundo.

“A neurose se refere a algum conflito psicossocial de ordem grave e traumática, gerando um exagero com efeito sobre um fato qualquer.

A reação do indivíduo será muito maior do que o real valor do acontecimento”, explica o psiquiatra Mahab El-Aowar.

Em outros termos, podemos dizer que a pessoa tem uma reação extremamente exagerada diante de um simples fato que aconteceu, faz com que aquilo pareça o fim do mundo. “Esse indivíduo que se conduz de maneira exacerbada é neurótico”, afirma.

Esta exacerbação pode ocorrer de diversas maneiras, com agressividade, nervosismo, compulsão, obsessão, medo, etc. “O neurótico é refém de um conflito. Isso se torna algo inconsciente. Ele não sabe nem qual é este tal conflito”, observa.

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Podemos citar algumas neuroses: os Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOCs), bulimia, anorexia, fobias sociais, ansiedade, estresse, possessividade, compulsões, vícios, fanatismo por religião, dentre outras.

Tudo sempre girando em torno de um provável fato onde a pessoa não conseguiu alcançar o seu desejo. Para ficar mais claro, é possível citar o exemplo da bulimia, doença onde o indivíduo força-se a vomitar tudo o que come.

Isso pode ocorrer devido à vontade de ter um corpo perfeito.

Já a paranóia é um tipo de psicose. “A pessoa sofre uma dissociação. Ela vive em dois mundos. Existe a realidade em que todos vivem e a “realidade” que ela própria cria para si”, diz Mahab. “Esse indivíduo não consegue lidar com a realidade geral e vai se afastando dela. A mente fica dividida em duas”, complementa.

A paranóia caracteriza-se pelo desenvolvimento de um sistema delirante duradouro e inabalável. Mesmo assim, há uma curiosa manutenção da clareza e da ordem do pensamento, da vontade e da ação.

Ao contrário dos esquizofrênicos e doentes cerebrais, onde as idéias delirantes são um tanto desconexas, na psicose as idéias se unem num certo contexto lógico para formar um sistema delirante rigidamente estruturado e organizado.

“A pessoa cria histórias fabulosas, como imaginar que tudo está perseguindo ela, se entrega ao imaginário e à fantasia”, exemplifica. São delírios normalmente são interpretativos, egocêntricos, sistematizados e coerentes.

As causas destas doenças segundo os especialistas, ocorrem devido a um fator estressante que a pessoa vivenciou e não foi capaz de suportar, de resolver e de superar. Assim, acaba desenvolvendo meios psicológicos que possam justificar esta falta de resolução pela qual passou.

Os sintomas quase sempre são claros, com um comportamento que pode ser bizarro, com posturas peculiares, trejeitos esquisitos, gritos ou mutismo completo. São freqüentes as modificações rápidas de um afeto intenso para outro.

“A psicose acaba afastando o sujeito da realidade. A neurose não. Pelo contrário, a pessoa exacerba os fatos reais”, compara Mahab. O tratamento é feito com o acompanhamento rigoroso de um psiquiatra e com antidepressivos. Isso gera a suspeita do evidente envolvimento afetivo em tais transtornos.

Serviço – O psiquiatra Mahab El-Aowar se dispôs a esclarecer demais dúvidas: (65) 3322-4651.

Paranoia – tipos de Paranoia – Psicologia

  • A paranoia, também denominada pensamento paranóico (ou paranóide), consiste em uma psicose caracterizada pelo desenvolvimento de um pensamento delirante crônico, lúcido e sistemático, provido de uma lógica interna própria, sem apresentar alucinações.
  • Nesta patologia, o indivíduo desenvolve uma desconfiança ou suspeita exacerbada ou injustificada de que está sendo perseguido, acreditando que algo ruim está para acontecer ou que o perseguidor deseja lhe causar mal.
  • Acredita-se que a etiologia dos pensamentos paranóicos resida em certos fatores, como:
  • Fatores genéticos;
  • Fatores bioquímicos;
  • Estresse.

A paranóia pode ser discreta, com o indivíduo ajustando-se socialmente, ou pode ser tão severa que o indivíduo torna-se incapacitado. As paranóias podem ser divididas em três categorias principais. São elas:

  • Distúrbio paranóide de personalidade;
  • Distúrbio delirante paranóide;
  • Esquizofrenia paranóide.

Distúrbio Paranóide de Personalidade

Indivíduos com este tipo de paranóia tornam-se desconfiadas sem motivo, em tal intensidade que seus pensamentos paranóicos podem destruir sua vida profissional e pessoal. Dentre as características presentes nestes indivíduos estão:

  • Desconfiança;
  • Hipersensibilidade;
  • Frias e distantes.

Distúrbio Delirante Paranóide

O fator que caracteriza este tipo de paranóia é a presença de um tipo de delírio persistente e não bizarro, com ausência de qualquer outro tipo de sintomatologia de distúrbio mental.

Cinco tipos distintos de delírio podem ser observados neste distúrbio paranóico:

  • Delírio da grandeza ou megalomania;
  • Delírio persecutório (perseguição);
  • Delírio do ciúme;
  • Delírio erótico;
  • Delírio hipocondríaco.

Esquizofrenia Paranóide

Comportamentos e pensamentos paranóides compõem uma forma de esquizofrenia denominada esquizofrenia paranóide.

Pessoas afetadas por este tipo de paranóia comumente são acometidas por delírios altamente bizarros ou alucinações, quase sempre sobre um determinado assunto.

Costumam ouvir vozes que os outros não ouvem ou acham que seus pensamentos estão sendo controlados ou propagados em voz alta. Além disso, a relação com a família e no ambiente de trabalho vai se deteriorando, e em muitos casos, sem expressão emocional.

Tratamento

Os pensamentos paranóides que um indivíduo portador desta patologia apresenta, dificultam a realização do procedimento terapêutico.

Desconfiam da forma de investigação que muitos profissionais utilizam para conhecer o histórico do paciente, além de não aceitarem medicamentos ou uma internação, acreditando que, deste modo, podem perder o controle de seus atos, ou até mesmo, podem estar presentes outros perigos, reais ou ilusórios.

O tratamento com fármacos podem auxiliar o paciente paranóide a eliminar alguns sintomas. Apesar de haver melhora em certos comportamentos, os sintomas paranóides comumente não são alterados.

A psicoterapia também é outra opção de tratamento, uma vez que a possibilidade de relatar seus temores e desconfianças regularmente auxilia o paciente paranóide a se encaixar socialmente.

Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/paranoia.html
http://www.psiquiatriageral.com.br/tema/paranoia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranoia

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/psicologia/paranoia/

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