N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

Desempenho e espaço são os itens que devem ser avaliados pelos motoristas de aplicativos antes de escolher o seu meio de trabalho.

O primeiro influencia no lucro do motorista, por isso quanto mais econômico o carro for, melhor.

O segundo está diretamente ligado ao conforto dos passageiros, já que o motorista nunca está sozinho e muitas vezes tem todos os lugares do seu carro ocupados.  

Diante da quantidade de motoristas que não sabem quais são os carros mais apropriados para este setor e do número de motoristas de aplicativos que vem crescendo energeticamente nos últimos tempos e que já passam de meio milhão cadastrados só no Uber ficou evidente a necessidade de uma lista que apontasse não só os carros mais indicados, mas quais são os melhores entre eles.

Os critérios seguidos para selecionar os carros desta lista foram: espaço interno avantajado, por isso a escolha dos sedans, que apresentem uma boa economia com esta carroceria e atendam as regras para se cadastrar no aplicativo (4 portas, 5 lugares, ar-condicionado e modelos a partir de 2008). Veja os 10 carros mais indicados para motoristas de Uber,  99 e Cabify e não deixe de conferir o comparativo de todos os modelos por quesito no final da matéria. 

10 Carros para motoristas de Uber, 99 e Cabify

1. Chevrolet Prisma Joy 1.0 Manual

Valor da versão: R$ 49.990

Versões de: R$ 49.990 a R$ 49.990

N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

O Chevrolet Prisma Joy 1.0 é a versão mais econômica da linha Prisma. Mesmo sendo uma boa opção para motorista de aplicativos, o modelo da fabricante estadunidense não chegou perto de ocupar o topo da lista em nenhum dos 3 quesitos.

Em consumo, a autonomia do carro com etanol é de 8,7 km/litro na cidade e 10,9 km/litro na estrada, com gasolina passa para 12,9 km/litro na cidade e 15,6 km/litro na estrada. Em relação a potência, é um dos 3 sedans menos potentes, com motor 1.

0 de 80 cavalos e 9,7 kgfm de torque. 

Nas dimensões o automóvel ocupa uma posição intermediaria com entre eixos de 2,528 mm. Os itens de série do sedan da Chevrolet são bem básicos, entre os principais estão: ar-condicionado, indicador de troca de marcha e direção elétrica progressiva.

2. Fiat Grand Siena Attractive 1.0 Evo Manual

Valor da versão: R$ 49.990

Versões de: R$ 49.990 a R$ 54.990

N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

A versão Attractive 1.0 Evo é a mais econômica e a de menor custo do modelo Fiat Grand Siena.

O automóvel abastecido com etanol tem autonomia de 7,9 km/litro na cidade e 9,5 km/litro na estrada, já com gasolina passa para 11,2 km/litro na cidade e 13,6 km/litro na estrada, o que o torna o modelo menos econômico da lista. O sedan da marca italiana também é o menos potente, com motor 1.0 de 75 cavalos e 9,9 kgfm de torque. 

O modelo não é um dos mais espaçosos da lista, mas tem um porta-malas de 520 litros. Os principais itens de série desta versão são: central multimídia, ar condicionado, computador de bordo, alertas de limite de velocidade, controle eletrônico da aceleração e manutenção programada. Os últimos itens deixam o carro um pouco mais atraente que seus concorrentes do mesmo valor.

3. Renault Logan 1.0 Expression Manual

Valor da versão: R$ 50.340

Versões de: R$ 49.390 a R$ 52.590

N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

O Renault Logan 1.0 Expression é dos 3 modelos da lista que recebeu nota A do Inmetro na Classificação PBE por Categoria. O sedan com etanol faz 9,4 km/litro na cidade e 10,2 km/litro na estrada, com gasolina a autonomia passa para 14 km/litro na cidade e 14,9 km/litro na estrada. O carro tem motor 1.0 de 82 cavalos e 10,5 kgfm de torque. 

O Renault Logan também agrada no espaço, pois dos 10 sedans é o que tem maior entre eixos (2635 mm), largura (1733 mm) e altura (1529 mm), contando ainda com porta-malas de 510 litros. Já quando se trata de itens de série a versão deixa um pouco a desejar, entre os principais estão ar condicionado, rádio FM/AM e computador de bordo.

4. Nissan New Versa Conforto 1.0 Manual

Valor da versão: R$ 52.090

Versões de: R$ 52.090 a R$ 72.190

N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

A vantagem do Nissan New Versa Conforto 1.0 está no tamanho, com entre eixos de 2,600 mm oferece um bom espaço para todos os ocupantes, só faltou uns mm a mais de largura para dar ainda mais conforto para os passageiros traseiros. O porta-malas tem 460 litros, no mundo ideal poderia ter 500. 

Outro ponto interessante do carro é o consumo, apesar de não ser um dos modelos mais econômicos da lista, ainda assim tem uma boa autonomia, com etanol o sedan faz 8,8 km/litro na cidade e 10,5 na estrada, com gasolina passa para 12,9 km/litro na cidade e 15,3 km/litro na estrada.

Porém na potência o sedan não satisfaz, o motor 1.0 tem apenas 77 cavalos e 10 kgfm de torque, comprometendo a dirigibilidade, ao pisar no acelerador a resposta não é imediata, demorando mais do que os outros modelos desta lista.

Dentre os principais itens de série estão: ar-condicionado, computador de bordo, sistema Flex Start e direção elétrica progressiva.

5. Ford Ka Sedan SE Plus 1.0 Manual

Valor da versão: R$ 53.980

Versões de: R$ 50.480 a R$ 73.290

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O Ford Ka Sedan SE Plus 1.0 é o modelo mais econômico da lista. A autonomia do sedan popular com etanol é de 9,2 km/litro na cidade e 10,7 km/litro na estrada, com gasolina passa para 13,4 km na cidade e 15,5 km/litro na estrada. O desempenho do modelo é mediano quando comparado aos outros, o motor 1.0 tem apenas 85 cavalos e 10, kgfm de torque. 

Em relação as dimensões é o segundo com menor espaço, com entre eixos de 2,490 mm, enquanto os concorrentes chagam a passar de 2,600 mm. Dentre os principais itens de série do carro estão: ar condicionado, computador de bordo, central multimídia, rádio AM/FM e sensor de estacionamento traseiro.

6. Volkswagen Voyage 1.0

Valor da versão: R$ 54.370

Versões de: R$ 54.370 a R$ 62.900

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O Volkswagen Voyage 1.0 é o 3º modelo mais econômico da lista, o que o separou do 2º lugar foi o fato de sua autonomia na cidade ser menor que a do Renault Logan Expression 1.0.

O sedan da VW com etanol faz 8,9 km/litro na cidade e 10, 6 km/litro na estrada, já com gasolina passa para 13,4 km/litro na cidade e 15,6 km/litro na estrada. O modelo é munido por motor 1.

0 de 84 cavalos e 10,4 kgfm de torque.

A desvantagem do modelo fica por conta do tamanho, pois tem o menor entre eixos (2,467 mm) e a menor altura (1464 mm). Mas pelo menos tem a maior largura (1.656 mm) e um porta-malas 480 litros.

Esta versão não conta com muitos itens de série, além dos obrigatórios, tem ar-condicionado, alerta de frenagem de emergência e suporte para celular para o motorista não levar uma multa porque está com o celular na mão. 

7. Toyota Etios Sedan X 1.5 Manual 

Valor da versão: R$ 55.990

Versões de: R$ 55.990 a R$ 66.390,00

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O Toyota Etios Sedan X 1.5 é o 3º modelo mais potente dos 10 indicados, já que 7 modelos contam com motor 1.0. Porém, o motor 1.

5 de 107 cavalos e 14,7 kgfm de torque ainda fica em desvantagem diante do Honda City DX 1.5 e do Fiat Cronos 1.3. A autonomia do carro é boa se levado em consideração que é um motor 1.5 comparado a motores 1.0.

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Mas se for avaliado apenas a economia em si, existem outros mais econômicos. 

O sedan da fabricante japonesa tem o maior porta-malas, são 562 litros de capacidade. O espaço interno também é satisfatório, são 2,550 mm de entre eixos, 1,695 mm de largura e 1,510 mm de altura. O modelo conta com ar-condicionado, direção elétrica assistida, controle de estabilidade e assistência de subida em rampa como principais itens de série. 

8. Hyundai HB20S Comfort Plus com blueMedia 1.0 Turbo Manual 

Valor da versão: R$ 58.190,00

Versões de: R$ 48.990,00 a R$ 72.990,00

N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

A versão Comfort Plus 1.0 Turbo é uma das mais econômicas do modelo. Esta versão do Hyundai HB20 se abastecida com etanol faz 8,4 km/litro na cidade e 10,5 km/litro na estrada, com gasolina a autonomia é de 11,9  km/litro na cidade e 15,2 km/litro na estrada. O veículo conta com câmbio manual de 5 velocidades e motor 1.0 Turbo de 105 cavalos e 15 kgfm de torque. 

Dentre os principais itens de série estão: ar condicionado, computador de bordo e central multimídia. Dos modelos listados, o sedan da fabricante coreana apresenta um resultado mediano em relação aos outros, tanto em consumo e potência, como em dimensões, não se destacando nem positivamente, nem negativamente. 

9. Fiat Cronos 1.3

Valor da versão: R$ 58.990

Versões de: R$ 58.990 a R$ 75.490

N/d Volkswagen em São Paulo com Computador de bordo a Gasolina

O Fiat Cronos 1.3 tem 3 pontos de destaque, primeiro porque é um dos modelos mais potentes da lista, também não é para menos, já que a maioria tem motor 1.0, o segundo é que mesmo não sendo o sedan mais econômico, justamente por ter motor 1.3, apresenta autonomia melhor do que a de alguns carros com motor 1.

0 e o terceiro é que com este modelo o motorista pode se cadastrar no Uber Select e faturar até 20% a mais por corrido que no UberX. O motor do Fiat Cronos tem 109 cavalos e 14,2 kgfm de torque.

O modelo se abastecido com etanol faz 8,5 km/litro na cidade e 10,3 km/litro na estrada, com gasolina passa para 12,4 km/litro na cidade e 14,8 km/litro na estrada. 

O sedan não tem o maior entre eixos, mas compensa na largura com 1,724 mm e principalmente no porta-malas de 525 litros, perdendo apenas para o bagageiro do Toyota Etios Sedan (562 L) e do Honda City (562 L).

Os principais itens de série do Fiat Cronos são: ar-condicionado, computador de bordo, direção elétrica progressiva, controle eletrônico de aceleração e sinalização de frenagem de emergência.

10. Honda City DX 1.5

Valor: R$ 62.800

Versões a partir de: R$ 62.800 a R$ 85.800

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O Honda City DX 1.5 assim como o Fiat Cronos é aceito na Uber Select, além de ser o sedan mais potente da lista, com motor de 116 cavalos e 15,3 kgfm de torque. A autonomia do modelo com etanol é de 8,6 km/litro na cidade e 10,3 km/litro na estrada, com gasolina é de 12,4 km/litro na cidade e 14,6 km/litro na estrada.

O sedan da fabricante japonesa conta com espaço interno suficiente para proporcionar uma viagem confortável para os 5 passageiros, com entre eixos de 2,600 mm e largura de 1,695 mm.

O espaço para as bagagens também é generoso, são 536 litros de capacidade.

Dentre os principais itens de série do Honda City estão: ar-condicionado, vidros elétricos nas 4 portas, computador de bordo e direção com assistência elétrica progressiva. 

Compare os modelos por dimensões, consumo e potência

Os 10 modelos são boas opções para motoristas de aplicativo, mas teve um que se destacou mais que seus concorrentes. O mais indicado dos indicados é o Renault Logan Expression 1.0 M, que além de ser o mais espaçoso, é o segundo mais econômico da lista. Como não existe carro perfeito, o modelo peca na manutenção, mas, este é um tema para outra lista.

* Imagens meramente ilustrativas

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Viagem-teste: VW T-Cross 1.0 TSI mostra equilíbrio em mais de 1.000 km

A Volkswagen começou a apresentação do T-Cross por cima. Mostrou primeiro o modelo Highline 250 TSI, com motor 1.4 turbo de 150 cv e preço a partir dos R$ 109.990 – que chega aos R$ 126.730 quando completo.

Até já o comparamos contra o Honda HR-V EXL e o Hyundai Creta Prestige. Agora é a hora de mostrar as versões 200 TSI, com o mesmo motor da dupla Polo e Virtus, o 1.

0 TSI de três cilindros de até 128 cv e 20,4 kgfm de torque. 

As três versões “mil” responderão pela maior parte das vendas. Com preços que vão de R$ 84.900 (com câmbio manual) até R$ 99.

990 (Comfortline), afora opcionais, brigarão diretamente com dois dos mais vendidos do segmento, Nissan Kicks e Jeep Renegade.

O lançamento foi no Rio de Janeiro e, além de uma volta rápida pela cidade maravilhosa, voltamos para São Paulo com o T-Cross Comfortline 200 TSI.

São cerca de 450 km que separam as duas principais cidades do país por uma estrada que já foi mais desafiadora no passado.

Também aproveitamos para rodar em ciclo urbano e levá-lo para nossa pista de testes para observar, nos números, quais as diferenças para seus irmãos de plataforma (MQB-A0), Polo e Virtus. No total, rodamos mais de 1.000 km com o novo SUV.

E a escolha da versão Comfortline não foi à toa. Boa parte das vendas dos SUVs compactos está na faixa dos R$ 100 mil, justamente onde a VW posicionou este modelo. 

Praia com chuva

O Rio de Janeiro estava bem diferente do que normalmente se espera encontrar. Com clima típico de São Paulo, o tempo estava fechado e a chuva caía desde a noite anterior.

O resultado foi um trânsito caótico para ir do Parque Olímpico (local onde nos hospedamos) até a Via Dutra.

Com o celular espelhado na central multimídia de 8″ (opcional, a de série tem 6,5″) e o aplicativo de trânsito indicou um caminho diferente para fugir de um acidente ainda na área urbana. 

Diferentemente de Polo e Virtus, o T-Cross traz um seletor de modo de condução (Eco, Normal, Sport e Individual). Como a ideia era ir o mais longe possível com o meio tanque de gasolina que o T-Cross estava quando saímos do hotel, começamos no modo econômico. Isso deixa as respostas do acelerador, trocas de marchas e até mesmo a eficiência do ar-condicionado focados em economia. 

Lógico que o “Eco” torna o SUV bem mais lento, principalmente nas saídas e retomadas. Privilegiando as baixas rotações, parece até ignorar a existência do turbo em alguns momentos, só o acordando quando se realmente acelera mais fundo.

Pelo menos o tranco que Polo e Virtus 200 TSI dão na passagem de primeira para segunda marcha em baixa velocidade não se manifestou no T-Cross.

No entanto, esse conjunto insiste em ficar “acelerado” em marcha lenta, o que exige pé firme no freio ou o engate do Neutro no trânsito. 

Como o trajeto inicial foi feito por vias e estradas secundárias planas, o modo Eco foi suficiente. Ponto positivo também para o sistema de som que, mesmo não equipado com o kit da Beats (um opcional de R$ 6.

050 que adiciona também os faróis full-LED e o assistente de estacionamento automático), tem boa qualidade e definição. Quando se está sozinho no carro em uma viagem longa, músicas e nosso podcast são boas companhias.

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Adentramos na Dutra já na altura de Seropédica (RJ), e logo apareceu a Serra das Araras.

Aos que não conhecem, é um dos trechos mais desafiadores da viagem e, para completar o pacote, a chuva deixava os muitos caminhões ainda mais lentos.

Pensando em continuar a poupar combustível, mudei para o modo Normal (tinha ainda a opção do Sport, que também muda o peso da direção elétrica) e passei o câmbio para o modo manual para fazer as trocas pelas aletas no volante. 

A sequencia de curvas é uma ótima oportunidade para testar o que a VW chama de XDS (bloqueio eletrônico do diferencial) e o vetorizador de torque, que atua nos freios das rodas internas para ajudar a contorná-las. Os aparatos eletrônicos compensam a suspensão voltada ao conforto e mantêm o T-Cross na linha certa mesmo quando provocamos o acelerador.

O motor 1.0 TSI mostra que os 20,4 kgfm de torque em baixas rotações (com pico em uma mesa de 2.000 a 3.500 rpm) são mais importantes que números altos de potência nesta situação, mas exige atenção na troca das marchas. Não adianta passar das 5.

000 rpm, pois o fôlego do tricilíndrico já acabou acima disso e só vai servir para gastar mais combustível e fazer barulho. 

Na parte mais divertida do trajeto, o T-Cross mostrou que carrega aqueles 10% de divertimento em um SUV.

Entro na curva e é perceptível que as rodas dianteiras tracionam juntas (bloqueio do diferencial) e em momentos extremos o vetorizador de torque puxa o carro para dentro da curva. O torque em baixa do 1.

0 TSI ajuda a subir as ladeiras e a ultrapassar os caminhões. Ao lado do Jeep Renegade, foi um dos SUVs que mais me agradou dinamicamente – só faltou mais comunicação na direção elétrica. 

Como a Dutra depois da serra até São Paulo é plana, voltei o T-Cross para o modo Eco. A fome bateu e, quase no estado de SP, paramos para o almoço. Se eu estava delirando por uma coxinha e um refrigerante, o VW estava sossegado.

Até ali foram 16,6 km/litro de média, incluindo o trânsito carioca e a serra mais “animada” no caminho. Em todo o tempo, o ar-condicionado estava ligado. Considerando ainda que o T-Cross pesa 1.

252 kg nesta configuração, temos uma ótima média. 

Além da suspensão macia e da direção elétrica leve, o T-Cross ganha pontos na ergonomia. Os bancos são confortáveis e a posição de dirigir clássica da base MQB não cansa, mesmo sendo mais alta neste caso por se tratar de um SUV. Os principais comandos estão ao alcance das mãos e são de fácil operação, então não demandam perigosos desvios de atenção.

Home sweet home

Por precaução, parei para abastecer na região de São José dos Campos (cerca de 90 km de São Paulo) com o computador de bordo mostrando 80 km de autonomia – além da vergonha, ficar sem combustível rende multa e pontos na CNH. Como já estava “perto” de casa, aproveitei para abusar um pouco mais do T-Cross na estrada sem ligar muito para o consumo. Considerando o trânsito na capital paulista, cheguei em casa com 15,9 km/litro de média. 

Com o tanque praticamente zerado, passei o SUV para o etanol, nosso combustível padrão de testes.

Como Polo e Virtus, o T-Cross parece gostar mais da cidade que da estrada, já que seu fôlego limitado pelo motor e turbo pequenos não comprometem no uso urbano.

Ele acorda rápido nas saídas e mantém rotações bem baixas em vias rápidas por conta da relação longa do câmbio automático de 6 marchas. Chegamos a 8,2 km/litro de média (Polo e Virtus marcaram 8,5 km/l). 

Na pista de testes, o T-Cross mostrou que mesmo mais pesado anda quase na mesma toada dos irmãos de plataforma. Veja a tabela abaixo inclusive o comparando com a versão 250 TSI.

Medições Motor1.com T-Cross 200 TSI Polo 200 TSI Virtus 200 TSI T-Cross 250 TSI
0 a 60 km/h 4,7 s 4,3 s 4,5 s 4,1 s
0 a 80 km/h 7,3 s 6,6 s 7,1 s 6,1 s
0 a 100 km/h 10,7 s 9,7 s 10,3 s 9,1 s
40 a 100 km/h 8,0 s 7,3 s 8,2 s 6,9 s
80 a 120 km/h 7,4 s 6,9 s 7,5 s 6,4 s

Curiosamente, o SUV retomou mais rápido que o Virtus na prova de 40 a 100 km/h e quase empatou na de 80 a 120 km/h. Até a relação de marchas é a mesma entre eles, o que ajuda a explicar o desempenho parecido.

Aqui vale um parágrafo para destacar os freios do T-Cross 200 TSI. Com disco nas quatro rodas em todas as versões, cravou excelentes 35,6 metros para ir dos 100 km/h até a parada total. Mais leve, foi melhor até que o T-Cross com motor 1.4 TSI (1.292 kg), que parou em 36,7 metros. 

Menos é mais?

Se você leu o comparativo do T-Cross Highline contra o Creta e o HR-V (se não, clica aqui), viu que o SUV da VW teve ressalvas na parte da suspensão. Na versão 1.

4, há um evidente fim de curso na extensão da suspensão em buracos mais fundos, causando impacto na cabine. Já o 1.0 TSI não teve este comportamento, talvez pelo menor peso do motor na dianteira e calibração específica de molas e amortecedores.

Em resumo, é mais gostoso de tocar pelo equilíbrio do conjunto (o menor peso na dianteira diminui as saídas de frente numa condução esportiva). Ainda há algumas pancadas secas vindas do piso, mas bem menos que no modelo 1.4.

Apesar de o acerto macio da suspensão aumentar a inclinação da carroceria, o T-Cross mantém a trajetória nas curvas, como já dito, com o auxilio de eletrônica. 

O espaço interno também vale uma observação. Apesar do mesmo entre-eixos do Virtus (2.651 mm), o T-Cross é mais acanhado do que os principais oponentes, principalmente na medida para os ombros.

Apesar de levar três ocupantes no banco traseiro, o do meio sofrerá com um túnel alto e irá brigar com os outros dois para encostar.

No porta-malas, duas malas médias são quase suficientes para lotar os 373 litros de capacidade (que chegam aos 420 litros se colocarmos o encosto traseiro quase em posição reta). 

Agora vamos aos preços. O T-Cross Comfortline como o testado (com a cor metálica Azul Norway (R$ 1.400), pacote Design View (R$ 1.950), teto-solar panorâmico (R$ 4.800) e o pacote Exclusive e Interative (R$ 3.

950), sai por R$ 112.090. Já fica acima do HR-V EXL e Creta Prestige, mostrando que a VW criou o Highline 250 TSI para ser uma opção com foco em tecnologias e status.

Ficará com o Comfortline a missão de realmente brigar pelos compradores. 

Não foi à toa que a Volkswagen dedicou um evento exclusivo ao T-Cross 200 TSI. É o melhor custo/benefício da linha, com boa relação entre desempenho x consumo, e ainda pode ter quase todos os equipamentos do Highline.

Quando comparado aos seus principais oponentes, tem a limitação de espaço interno e porta-malas, mas parece que a VW quer seguir a mesma tática da Jeep com Renegade e Compass. Quer mais espaço? Suba um degrau rumo aos SUVs médios.

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No caso, o Tiguan de entrada e, a partir de 2020, o inédito Tarek.  

Faixa bônus: T-Cross 200 TSI MT

Aproveitamos o evento para dirigir o T-Cross 1.0 TSI com câmbio manual de 6 marchas. Versão de entrada, deve responder por cerca de 10% das vendas e tem como maior destaque os itens de segurança: freio a disco nas quatro rodas, seis airbags, controles de tração e estabilidade e o bloqueio eletrônico do diferencial são itens de série. 

Galeria: Volkswagen T-Cross 200 TSI MT

11 Fotos

Se as observações sobre o acabamento do T-Cross nas versões mais caras chamaram a sua atenção, aqui essa falha é fica ainda mais evidente. É simples, com plásticos rígidos e brilhantes, e a cor clara destaca isso ainda mais.

Por outro lado, é o mais prazeroso de dirigir. Com 1.215 kg e uma transmissão de engates curtos e precisos, responde rápido e o turbo lag é pequeno.

Não traz luxos, mas poderia ser mais barato – rivais como Kicks MT e Cactus MT custam cerca de R$ 10 mil a menos, embora tenham motores 1.6 aspirados. 

Versão de entrada decepciona no acabamento, mas agrada pelo câmbio (fotos: Renato Maia/Falando de Carro)

Com as rodas de 16″ e pneus 205/60, absorve melhor os impactos e é ainda mais confortável que as versões Comfortline e Highline. Por R$ 84.

990, seu único opcional é o pacote de central multimídia de 6,5″, câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, por R$ 1.720 (que vale a pena).

Segundo a VW, ele acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e chega aos 10,1 km/litro na estrada com etanol. Iremos testá-lo em breve. 

Fotos: divulgação e Leo Fortunatti (Motor1.com)

Ficha técnica – VW T-Cross 200 TSI AT Comfortline

MOTOR dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, injeção direta de combustível, duplo comando com variador na admissão e escape, turbo, flex
POTÊNCIA/TORQUE 116/128 cv a 5.500 rpm / 20,4 kgfm de 2.000 a 3.500 rpm
TRANSMISSÃO automática de 6 marchas; tração dianteira
SUSPENSÃO independente McPherson dianteira e eixo de torção na traseira
RODAS E PNEUS liga leve de aro 17″ com pneus 205/55 R17
FREIOS discos ventilados na dianteira e sólido na traseira com ABS e EBD
PESO 1.252 kg em ordem de marcha
DIMENSÕES comprimento 4.199 mm, largura 1.760 mm, altura 1.568 mm, entre-eixos 2.651 mm
CAPACIDADES tanque 52 litros, porta-malas 373 a 420 litros
PREÇO  R$ 99.990 (R$ 112.090 como testado)
MEDIÇÕES MOTOR1 BR (etanol)
T-Cross 1.0 TSI
Aceleração
0 a 60 km/h 4,7 s
0 a 80 km/h 7,3 s
0 a 100 km/h 10,7 s
Retomada
40 a 100 km/h em S 8,0 s
80 a 120 km/h em S 7,4 s
Frenagem
100 km/h a 0 35,6 m
80 km/h a 0 22,5 m
60 km/h a 0 12,6 m
Consumo
Ciclo cidade 8,2 km/l
Ciclo estrada 11,7 km/l

Conheça as versões do VW up!

O up! (grafado desta maneira, como letras minúsculas e ponto de exclamação no final) é a principal cartada da Volkswagen para 2014. Quem afirma isso é a própria montadora, afirmando que o carro “marca o início de uma nova era para a Volkswagen no Brasil”. Fabricado em Taubaté (SP), o up! é uma espécie de “Fusca do século XXI”, ou seja, um carro simples e robusto, feito para as massas.

>> Veja galeria de fotos e impressões ao dirigir do up! na Europa

Seja como for, o up! chega ao Brasil em quatro versões de acabamento – a VW anuncia seis, mas três delas são variações de uma mesma configuração, mudando apenas a cor do veículo. São elas: takeup!, moveup!, highup! e whiteup!/ redup!/ blackup!. Conheça cada uma delas melhor a seguir.

Take up!

Itens de série: a versão mais barata da linha traz os obrigatórios airbag duplo e freios com sistema anti-travamento (ABS), este acrescido de distribuição de frenagem (EBD). Cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador, rodas aro 13 com calotas, banco do motorista com regulagem de altura e fixação das cadeirinhas com Isofix são oferecidos entre os itens de série.

Opcionais: ar quente, ar-condicionado, direção elétrica, sistema de som, rodas de liga leve aro 14, vidros elétricos dianteiros, trava elétrica, prateleira divisória no porta-malas.

Move up!

Itens de série: acrescenta ao conteúdo do take up! computador de bordo com dez funções, prateleira divisória no porta-malas, preparação para som, relógio digital, marcador de temperatura externa, abertura elétrica do porta-malas e rodas de aço aro 14.

  • Opcionais: ar quente, ar-condicionado, direção elétrica, sensor de estacionamento traseiro; faróis de neblina, bancos em couro sintético, kit para o navegador multimídia Maps & more.
  • High up!

Itens de série: acrescenta ao move up! direção elétrica, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros, faróis com máscara negra, painel frontal colorido, faróis de neblina; painel frontal colorido, chave do tipo canivete e rodas de liga leve aro 15.

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Opcionais: ar quente, ar-condicionado, bancos em couro sintético, sistema de som, alto-falantes e sistema multimídia Maps & more

White up!/ Black up! / Red up!

Embora sejam oferecidas como três versões distintas, tem uma configuração única; somente a cor é que muda – branca, preta ou vermelha, todos sólidos. O interior traz apliques na mesma cor do exterior.

Itens de série: somado ao conteúdo do high up!, traz volante revestido em couro sintético, rodas de liga leve aro 15 com calota central na cor do carro, sistema de som com Bluetooth e entradas auxiliar e USB, coluna de direção com ajuste de altura, alarme e soleiras das portas dianteiras em alumínio.

Opcionais: bancos em couro sintético e sistema multimídia Maps & more.

Todas as versões são equipadas com o motor 1.0 de três cilindros em linha e 12 válvulas já empregado no Fox Bluemotion. Com 82 cv se abastecido com etanol e 75 cv com gasolina, o up! obteve a nota máxima no Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, que analisa os números de consumo urbano e rodoviário dos veículos à venda no Brasil.

Além da carroceria de quatro portas, o up! virá com opção de duas portas, que chega ainda neste ano. A transmissão automatizada I-Motion e a versão aventureira Cross up! também serão lançadas em breve. No futuro, a VW também lançará um utilitário esportivo compacto, baseado no conceito Taigun, apresentado mundialmente no último Salão do Automóvel de São Paulo.

Gol ou Fox: quem sofre com a novidade?

Se na Europa (e ao redor do mundo) as vendas do compacto não são tão altas quanto a expectativa (a VW anuncia 250 mil unidades comercializadas em 50 países), no Brasil o up! terá papel de destaque no portfólio da marca alemã.

Nosso país é visto com potencial para ser o principal mercado do modelo no mundo. Mas e o Gol, como fica nesta história? A expectativa da VW é que o carro mais vendido do país continue no posto em que ocupa há 27 anos – o primeiro lugar.

Sendo assim, pode sobrar para o Fox, que está no mercado há quase uma década e com o mesmo visual desde 2009.

Os preços sugeridos do up! não foram divulgados pela marca, o que acontecerá somente entre os dias 4 e 5 de fevereiro, quando o carro será apresentado oficialmente à imprensa.

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