Hatch usados Automatizado com Ar condicionado

Se um dia os carros automáticos foram artigo de luxo para poucos, hoje já caminham para tomar a maior parte do mercado brasileiro.

Até mesmo modelo populares ganharam versões automáticas com preços “acessíveis” para entrar nesta briga.

Aqui listamos os 10 mais baratos automáticos tradicionais e CVT – descartamos os automatizados pelo sistema menos eficiente e pela ausência de modelos no mercado. 

1. Toyota Etios X 1.3 AT – R$ 56.890

Você pode até não gostar do visual, mas o Toyota Etios X é o automático mais barato do nosso mercado. O motor 1.3 tem duplo comando variável e 88/98 cv e 12,5/13,1 kgfm de torque ligado a uma caixa de 4 marchas e, apesar de ser uma versão de entrada, já traz os controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampas de série. Não tem um desempenho exemplar, mas o conforto ao rodar e espaço interno ainda são destaques no hatch. 

2. Chevrolet Onix 1.0 Turbo AT – R$ 56.990

O novo Onix poderia despontar como o automático mais barato do Brasil, mas seu recente reajuste de preços o deixou atrás do Etios. Porém, seu projeto mais moderno o destaca aqui, com o motor 1.0 turbo de 116 cv e 16,3/16,8 kgfm de torque ligado ao câmbio automático de 6 marchas. Traz também os controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampas, além dos 6 airbags e sistema de som com USB e Bluetooth. 

3. Volkswagen Gol 1.6 AT – R$ 58.120

O veterano Gol ganhou câmbio automático em 2018 para se posicionar como o mais barato Volkswagen automático. Aposentou uma caixa automatizada e adotou o conhecido Tiptronic com 6 marchas ligado ao motor 1.6 16v de 110/120 cv e 15,8/16,8 kgfm de torque, mesmo conjunto que está no Polo. Pela idade, fica devendo os equipamentos de segurança que Etios e Onix trazem de série, além de ter uma nova geração se aproximando.

4. Ford Ka SE 1.5 AT – R$ 59.480

O Ford Ka é o mais potente desta lista. O motor 1.5 Dragon, de 3 cilindros, tem 128/136 cv e 15,3 kgfm de torque e está ligado ao câmbio automático de 6 marchas. Destaque dele é a dirigibilidade, uma das melhores da categoria, que consegue ser de certa forma divertida sem prejudicar o conforto dos ocupantes. Na lista de equipamentos, apenas o necessário, como ar-condicionado, direção elétrica e sistema de som com USB e Bluetooth. 

5. Chevrolet Onix Plus 1.0 Turbo AT – R$ 60.090

O sedã automático mais barato do Brasil. O Onix Plus pode se gabar do título que seu irmão hatch não conseguiu pela existência do Etios. Usa o mesmo conjunto, motor 1.0 turbo com a caixa de 6 marchas, e os mesmos equipamentos. No porta-malas, capacidade para 469 litros e o entre-eixos mais alongado que do hatchback permite melhor acomodação dos ocupantes do banco traseiro. Pela diferença de preço, vale até a pena comprar o sedã no lugar do hatch.

6. Toyota Etios Sedã X 1.5 AT – R$ 61.990

Diferente do Etios hatch, o Etios Sedã tem sempre o motor 1.5 aspirado. São 102/107 cv e 14,3/14,7 kgfm de torque, mas ligado ao mesmo câmbio automático de 4 marchas. Tem um desempenho melhor que o hatchback e traz os mesmos equipamentos de segurança e conforto apesar de uma versão de entrada. No porta-malas, capacidade de 562 litros, consideravelmente maior que o do Onix Plus, listado logo acima. 

7. Nissan March SV 1.6 CVT – R$ 62.190

O primeiro (e único) da nossa lista com o câmbio CVT, o Nissan March traz a vantagem do conforto deste tipo de transmissão. Sem trocas de marchas, ganha pela linearidade de operação com o motor 1.6 de 111 cv e 15,1 kgfm de torque. Suas dimensões compactas o tornam uma opção para uso urbano, assim como sua leveza de condução e bom desempenho. Sua idade começa a pesar contra na hora da compra diante de concorrentes mais novos. 

8. Hyundai HB20 Vision 1.6 AT – R$ 62.790

O visual polêmico não tirou boas qualidades do Hyundai HB20 automático. Na versão 2020, traz o motor 1.6 revisado, agora com 123/130 cv e 16/16,5 kgfm de torque. A operação com o câmbio automático de 6 marchas é suave como já conhecido antes. Traz o sistema multimídia com tela de 8″ já de série, com espelhamento via Apple CarPlay e Android Auto, além dos controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampas. 

9. Volkswagen Polo 1.6 AT – R$ 63.350

Lembra que falamos do Gol? Agora o Polo entra na nossa lista com o mesmo motor 1.6 (mas com 110/117 cv e 15,8/16,5 kgfm pela posição da admissão) e o câmbio automático de 6 marchas. O Polo traz na linha 2020 os controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampas de série, assim como os 4 airbags desde o seu lançamento. Mas o sistema multimídia deve ser comprado a parte por R$ 1.750 se quiser algo além do Bluetooth e USB. 

10. Ford Ka Sedan SE 1.5 AT – R$ 63.550

Um sedã fecha nossa lista de automático mais baratos do país. O Ford Ka Sedan traz o mesmo motor 1.5 Dragon do hatch e a mesma lista de equipamentos, mas com a vantagem dos 445 litros no porta-malas para quem tem família maior ou simplesmente quer mais espaço para bagagens. Como o hatch, se destaca pela dirigibilidade, mas fica devendo na ficha de equipamentos diante dos concorrentes mais atuais. 

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Dez hatches automáticos para comprar por menos de R$ 70 mil

Além de ter uma motorização eficaz, Onix 1.4 Advantage mantém linha de design já conhecida do hatch Christian Castanho/Quatro Rodas

Para alguns, manter a tradição é essencial. Para outros, quanto mais soluções existirem para dar adeus ao pedal de embreagem, melhor.

E, se antes ter um carro automático parecia impossível pelo valor a ser desembolsado, hoje há várias possibilidades com preços menos salgados para garantir o conforto do seu dia a dia.

Por isso, fizemos uma lista dos 10 modelos automáticos mais baratos do Brasil. Mas aqui vale uma regra: estamos de automáticos de verdade, com conversor de torque ou tipo CVT. Automatizados não entraram na lista.

Quem sabe não surge uma oportunidade e você consegue, enfim, descansar seu pé esquerdo, não? Veja as opções:

10. Toyota Yaris 1.3 XL Plus Tech – R$ 67.090

Toyota Yaris possui câmbio CVT de sete marchas Christian Castanho/Quatro Rodas

O Toyota Yaris 1.3 XL Plus vem de série já com controle de estabilidade, auxílio à partida em rampa, piloto automático, retrovisor interno eletrocrômico, ar-condicionado digital, central multimídia, entre outros itens de série.

Além disso, na questão de segurança, possui sete airbags. Seu motor flex é um quatro-cilindros de 101 cv gerenciado por câmbio CVT Multidrive de sete marchas.

9. Volkswagen Polo 1.6 MSI – 64.850

VW Polo 1.6 MSI é bem equipado Christian Castanho/Quatro Rodas

Um exemplo de suavidade em arrancadas e trocas rápidas é o VW Polo MSI 1.6 Automático. Seu motor flex é o conhecido quatro-cilindros 1.6 de 16V e 117 cv, com câmbio automático de seis posições da Aisin.

Nesta versão, possui ar-condicionado analógico, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas, computador de bordo, suporte para smartphone no painel, rádio com USB e Bluetooth, regulagem de altura do banco do motorista, Isofix e quatro airbags.

8. Citroën C3 1.6 Attraction – R$ 60.490

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Citroën C3 não muda de visual desde 2012, mas câmbio é atual Christian Castanho/Quatro Rodas

O Citroën C3 Attraction 1.6 não tem um design externo inédito – pelo contrário, já que está no mercado desde 2012 sem passar por mudanças visuais -, mas o compacto da PSA soube se atualizar no quesito câmbio automático.

Desde 2017 o motor flex quatro-cilindros 1.6 de 118 cv passou a conversar com uma caixa automática de seis relações, também da Aisin, aposentando o antigo sistema de quatro marchas oferecido até então.

O modelo oferece ainda ar-condicionado analógico, rádio com USB e Bluetooth, direção elétrica, trio elétrico, freios ABS, airbag duplo, faróis de neblina, leds diurnos, vidros elétricos nas quatro portas e rodas de liga leve.

7. Caoa Chery Tiggo 2 1.5 – R$ 59.990

Caoa Chery Tiggo 2 1.5 possui visual e sem exageros Christian Castanho/Quatro Rodas

Posicionado entre o dos hatches aventureiros e os SUVs compactos, o Tiggo traz visual cheio de recortes e cromados (solução comum em carros chineses), além de uma oferta bem recheada de equipamentos.

Entre os itens estão freios a disco nas quatro rodas, monitoramento de pressão dos pneus, ajuste elétrico dos faróis, Isofix, piloto automático, controle de estabilidade, assistente de partida em rampas, câmera de ré, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay e teto solar.

O motor flex Acteco 1.5 é um quatro cilindros de 115 cv com câmbio automático de quatro marchas, não tão moderno quanto o de outros modelos nesta lista.

6. Hyundai HB20 1.6 – R$ 59.990

o HB20 1.6 tem câmbio automático da própria Hyundai Christian Castanho/Quatro Rodas

Embora esteja muito perto de passar por uma atualização profunda, o HB20 pode ser uma boa opção de hatch compacto automático. Seu motor flex 1.6 é um quatro-cilindros de 128 cv acoplado a caixa automática de seis marchas da própria Hyundai.

Sua principal desvantagem: o pacote de equipamentos é pouco generoso e dispõe apenas de isofix, ar-condicionado analógico e central multimídia com TV digital a bordo. A vantagem: é o único dos modelos desta lista com cinco anos de garantia.

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5. Nissan March 1.6 SV – R$ 58.790

Motor 1.6 do March dá respostas rápidas nas acelerações Christian Castanho/Quatro Rodas

O Nissan March já não chama atenção pelo seu visual há tempos, por ser simples demais e estar há quase cinco anos sem atualizações. Também não é referência em espaço interno.

Por outro lado, possui ar-condicionado digital, direção com assistência elétrica e volante com regulagem de altura. Além disso, o motor quatro-cilindros 1.6 flex de 111 cv deixa o compacto esperto nas acelerações e retomadas, e o câmbio CVT, embora “gritão”, opera em giros aceitáveis.

4. Ford Ka 1.5 SE – R$ 57.490

Ford Ka é praticamente o “ganha pão” da Ford nos dias atuaiscom câmbio automático de seis velocidades Divulgação/Ford

Que ele é o maior sucesso atual da Ford, não se pode negar. Na versão SE 1.5 o hatch traz ar-condicionado, computador de bordo, comandos de voz, piloto automático e Isofix, entre outros equipamentos.

Seu motor flex 1.5 é um três-cilindros de 136 cv, com câmbio automático de seis marchas herdado do irmão de plataforma EcoSport.

3. Volkswagen Gol 1.6 – R$ 57.260

Gol automático traz o mesmo conjunto mecânico do Polo Christian Castanho/Quatro Rodas

Para os amantes da Volkswagen e simpatizantes de comodidade, o Gol 1.6 automático é uma ótima opção. Externamente, o pequeno hatch conta com look atualizado trazido da Saveiro.

Na parte interna não há muito luxo, mas o mínimo de conforto é garantido pela presença de ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura para o banco do motorista, suporte de celular, banco traseiro rebatível, travas elétricas e vidros dianteiros elétricos.

Um dos melhores pontos deste modelo é o seu motor flex 1.6, o mesmo que equipa o Polo, porém recalibrado para entregar 120, e não 117 cv. A caixa de seis marchas também vem da Aisin.

2. Toyota Etios 1.3 – R$ 55.090

Etios 1.3 tem design simples, mas ganha em praticidade Acervo/Quatro Rodas

O Etios nasceu simples e com visual controverso, mas precisamos admitir: é um carro bem acertado e, apesar de contar com o velho câmbio de quatro posições do antigo Corolla aliado ao motor 1.3 flex de 98 cv, oferece desempenho bastante interessante.

Além disso, conta com direção elétrica, ar-condicionado, trio elétrico, banco de motorista com ajuste de altura, Isofix, controle de estabilidade e assistente de partida em rampa.

1. Chevrolet Onix 1.4 Advantage – R$ 54.990

Compacto da Chevrolet mostrou fôlego do Gol em seus tempos áureos Christian Castanho/Quatro Rodas

É, ele também está aqui e não é coincidência: além de líder de vendas, o Onix é o carro mais barato do Brasil a contar com câmbio automático com conversor de torque.

Estamos falando da versão Advantage 1.4, que sustenta um design conhecido desde 2016 – e que está prestes a mudar, com a troca de geração, além de lista de itens de série comum para o segmento: direção elétrica, ar-condicionado, Isofix, áudio com Bluetooth, trio elétrico (com vidros apenas dianteiros) e banco do motorista com regulagem de altura.

Por fim, o motor flex 1.4 é um quatro-cilindros de 106/98 cv com câmbio automático de seis relações fabricado pela própria GM.

  • Automatizados também são possibilidades
  • Vale lembrar que o mercado de modelos automatizados monoembreagem, embora cada vez mais reduzido, ainda existe e permite comprar modelos sem pedal de embreagem a preços ainda mais acessíveis.
  • Se você não liga para os trancos, aqui vão cinco opções:
  • 5. Renault Stepway 1.6 – R$ 67.490
  • 4. Fiat Argo 1.3 Drive – R$ 63.590
  • 3. VW Up! 1.0 MPI – R$ 55.680
  • 2. VW Fox 1.6 Connect – R$ 54.490
  • 1. Fiat Mobi 1.0 – R$ 47.590

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  • Câmbio de carro
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Carro automático usado: cinco opções de hatchbacks que custam menos de R$ 60 mil

Vale lembrar que qualquer carro automático usado exige alguns cuidados na compra. Lembre-se de verificar qual é a manutenção programada no manual do carro, se há necessidade de trocar o óleo e outros detalhes. E fique atento a sinais como as marchas não entrarem, trepidação, barulhinhos esquisito, vazamentos e afins.

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A primeira geração do Onix recebeu uma reestilização no meio de seu ciclo de vida — Foto: Divulgação

A primeira geração do Onix recebeu uma reestilização no meio de seu ciclo de vida — Foto: Divulgação

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O Chevrolet Onix de primeira geração tem um dos câmbios mais eficientes da sua categoria. O motor 1.4 entrega 106/98 cv (etanol e gasolina, respectivamente) e 13,9/13 kgfm de torque a elevados 4.800 rpm, então não espere um desempenho de fritar os pneus.

A arrancada de zero a 100 km/h leva 12,9 segundos — aferidos em nossos testes, sempre com etanol. Porém isso não desabona o hatch no dia a dia. Mesmo com um regime elevado de rotações, as trocas da caixa de seis marchas são suficientemente suaves, com reduções rápidas.

O consumo médio fica em 9,8 km/l.

A convivência com o Onix é tranquila. O conjunto de rodagem se equilibra bem em conforto e estabilidade. A ergonomia é prejudicada pelo banco do motorista muito elevado. E o espaço é bom para quatro adultos, com porta-malas de 280 litros. Ao contrário da segunda geração, há opção de trocas sequenciais, por um pouco prático comando na manopla do câmbio.

Busque pela versão LTZ, a mais completa. Entre os itens de série, a central multimídia MyLink é um diferencial. Dá para encontrar exemplares 2013 a 2015 por preços entre R$ 35 mil e R$ 41 mil.

O facelift de 2016 modernizou o estilo e também melhorou o projeto em vários pontos. Embora o câmbio automático tenha permanecido o mesmo (o manual passou a ser de seis marchas), a dinâmica melhorou muito, mérito da suspensão mais baixa e outros ajustes.

Mas você terá que gastar mais: o preço fica em torno de R$ 45 mil.

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A Fiat lançou o Argo em 2018 e não é difícil encontrar a versão Precison — Foto: Divulgação

A Fiat lançou o Argo em 2018 e não é difícil encontrar a versão Precison — Foto: Divulgação

Relativamente novo no mercado e bem vendido, o Fiat Argo tem câmbio automático convencional apenas quando equipado com o 1.8 E.torQ.

A despeito do motor ter fama de beberrão, o quatro cilindros tem potência 139/135 cv e torque de 19,3/18,8 kgfm a razoáveis 3.750 giros. O hatch vai de zero a 100 km/h em 10,7 segundos. As retomadas também são ágeis, 5,9 s de 60 a 100 km/h.

E o consumo médio fica em 8,3 km/l, número que não é de sentir saudade do frentista, mas que não fica muito distante do Polo.

A direção com assistência elétrica é leve como uma nuvem e o ajuste dinâmico é equilibrado.

O Argo aponta com segurança e tem suspensão elástica suficiente para dar uma folga para a coluna vertebral.

As trocas do câmbio são relativamente suaves, talvez seja a aspereza do motor que jogue contra. O espaço interno também é bom. Já o porta-malas segue a média do segmento e tem 300 litros.

Ficaríamos com a versão Precision 2017/2018 — que ainda pode estar dentro da garantia, uma benção. Ela pode ser encontrada entre R$ 48 mil e R$ 58 mil.

A lista de itens de série tem itens como ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, central multimídia e controle de estabilidade com assistente de partida em rampa, mas deve alguns equipamentos que são cobrados como opcionais, caso dos airbags laterais, sensor de estacionamento, bancos de couro e partida sem chave, os dois primeiros fundamentais. Procure por carros que tenham um pacote mais completo.

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O Honda Fit tem câmbio CVT e ainda é parecido com o zero quilômetro — Foto: Divulgação

O Honda Fit tem câmbio CVT e ainda é parecido com o zero quilômetro — Foto: Divulgação

Com três gerações lançadas no Brasil, o Honda Fit é uma ótima opção de carro automático usado. Entre todas, indicamos a atual. O câmbio CVT é mais eficiente do que o antigo de cinco marchas. A transmissão é a grande responsável por extrair o máximo de desempenho do 1.

5 de 116/115 cv e 15,3/15,2 kgfm a 4.800 rpm. A prova de zero a 100 km/h é cumprida em 10,9 segundos. São as retomadas que prejudicam um pouco a sensação de agilidade: 6,4 s de 60 a 100 km/h.

O consumo médio de 11,2 km/l de etanol compensa quase tudo, uma vez que é o melhor dos carros automáticos usados reunidos aqui.

O rodar é bem ajustado, embora a suspensão esteja mais para o lado durinho. E o conforto da direção elétrica faz parecer que a vaga de estacionamento é maior do que é. O espaço interno é o melhor de todos os carros comparados. Por sua vez, o porta-malas foge da média do segmento e chega a 363 litros de volume.

Os preços ficam entre R$ 45 mil e R$ 55 mil para os Hondas Fit do ano 2015 em diante. O top EXL fica na fatia superior e vale a pena por trazer airbags laterais. Mas você pode encontrar a geração anterior de R$ 31 mil a R$ 40 mil, o que não é mau negócio. O lado ruim é a ausência do controle de estabilidade, oferecido só a partir de 2018.

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O Hyundai HB20 Premium ainda pode estar na garantia — Foto: Divulgação

O Hyundai HB20 Premium ainda pode estar na garantia — Foto: Divulgação

O Hyundai HB20 foi um dos responsáveis por popularizar os hatches compactos automáticos. O motor 1.6 de 128/122 cv e 16,5/16 kgfm de torque a 5.

000 rpm não mudou ao longo da vida do primeiro HB20, contudo dê preferência aos pós-facelift, pois somente os carros de 2015 para frente vêm equipados com o câmbio de seis marchas. Ir de zero a 100 km/h toma 10,4 s.

Mais animador que a retomada de 60 a 100 km/h, cujos 6,6 s são um pouco demorados. O consumo é o grande porém: média de 8,2 km/l de etanol. Sim, bebe mais do que o Fiat Argo.

O interior também é mais restrito em espaço em relação aos rivais, e somente o porta-malas de 300 litros fica na média. O resto agrada. O comportamento dinâmico melhorou muito com as mudanças da reestilização, em especial o conjunto traseiro. Foram-se as batidas secas que caracterizavam o original. A direção ainda tem assistência hidráulica, mas agrada na maciez.

A primeira encarnação é a única encontrada facilmente por menos de R$ 60 mil, com preços médios entre R$ 45 mil e R$ 52 mil. A escolha vai para o top HB20 Premium, pois a configuração traz bancos de couro e airbags laterais – nada de controle de estabilidade, uma ausência daquelas de baixar a cabeça e suspirar. Por outro lado, carros 2016/2017 ainda podem estar na garantia de cinco anos.

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O Volkswagen Polo Comfortline tem motor 1.0 TSI — Foto: Divulgação

O Volkswagen Polo Comfortline tem motor 1.0 TSI — Foto: Divulgação

Sim, dá para encontrar o Volkswagen Polo 1.0 TSI por menos de R$ 60 mil. Uma parte dos primeiros modelos já pode ser achada facilmente por valores a partir de R$ 54 mil. É a chance de ter um carro atualizado em relação ao zero quilômetro. O desempenho é o melhor da lista. O 1.

0 turbo tem 128/122 cv e 20,4 kgfm a 2.000 rpm. O câmbio automático de seis marchas o ajuda a arrancar do zero e chegar a 100 km/h em 9,8 s e retomar de 60 a 100 km/h em bons 5,4 s.

Já o consumo fica em 8,9 km/l de média, menos do que se esperaria de um hatch equipado com um propulsor moderno de três cilindros e injeção direta.

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O espaço interno é bom para quatro adultos. O porta-malas de 300 litros bate com o oferecido pela maioria dos rivais da classe. A direção elétrica e a suspensão optam pela esportividade comum aos Volkswagen. Há o bloqueio eletrônico de diferencial XDS, recurso responsável por passar o torque para a roda com mais aderência. Nenhum deles faz curvas como o Polo.

A versão que se encaixa na faixa de preço estipulada é a Comfortline. São de série ar-condicionado, central multimídia, controle de estabilidade e airbags laterais. No entanto, apenas o Highline tem o cobiçado painel digital. Se você achar a versão top por menos de R$ 60 mil, não saia do lado do vendedor até fechar o negócio.

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Caçador de Carros – De Onix a Corolla, veja 6 bons carros automáticos na faixa dos R$ 40 mil

Preço e valor são conceitos diferentes para o custo de um produto ou serviço. Você pode se deparar com dois carros diferentes pela mesma quantia, mas valorizar apenas aquele que atenda suas necessidades.

Para ilustrar, imagine um Toyota Corolla de R$ 100 mil e um Audi A3 sedã com o mesmo preço. Quem valoriza menor custo de manutenção e liquidez, certamente vai escolher o Corolla. Quem valoriza tecnologia e status, pode preferir o A3.

Na coluna desta semana, vou listar alguns carros usados com transmissões automáticas, que entregam um valor apreciado por muitos, que é a menor desvalorização possível.

Se você é daqueles que compram um carro já se planejando para o dia que for vendê-lo, não deixe de conferir os carros abaixo. Melhor ainda se o seu orçamento estiver na casa dos R$ 40 mil, que é justamente o filtro de preço utilizado aqui.

Os escolhidos perderam bem pouco nos últimos dois anos. Quem os comprou em março de 2018, hoje consegue vender por um valor bem próximo daquilo que pagou. Claro que não estou considerando a inflação, é apenas uma conta simples de valores brutos.

Chevrolet Onix

Imagem: Divulgação

O líder de vendas dos últimos anos não poderia ficar fora dessa lista. Afinal de contas, para ser campeão, precisa ser bom em praticamente tudo. Quando o assunto é desvalorização, o Onix consegue ser amigo do bolso do motorista.

A Tabela Fipe de um LTZ 2015 é R$ 40.500, sendo em 2018 era apenas R$ 4.300 acima disso. Essa era a versão mais completa do Onix em 2015, portanto é um carro bem completo, inclusive com multimídia e controlador de velocidade. O motor é o conhecido 1.4 com 8 válvulas, com câmbio automático de 6 marchas que permite trocas manuais.

Honda City

Imagem: Divulgação

O modelo deve ganhar nova geração e está um pouco esquecido no mercado de novos. Mas, no de usados, segue firme e forte, mantendo a mesma faixa de preço nos últimos anos. Como exemplo, a versão EX 2013, que hoje tem Tabela Fipe de R$ 40.400, custava apenas R$ 3.900 a mais em 2018.

Em 2013, essa era a versão mais completa, portanto vinha com bancos em couro, ar-condicionado automático e controlador de velocidade. O motor é o mesmo utilizado ainda hoje, um 1.5 com 16 válvulas. Já o câmbio é diferente do atual CVT. Até 2014, o City vinha com câmbio automático de 5 marchas com paddle shifts no volante para trocas manuais.

Toyota Etios

Imagem: Divulgação

O patinho feio da Toyota é incrivelmente bom. Recentemente, viralizou o caso de um taxista que passou da marca de um milhão de quilômetros rodados com um Etios sedã.

Eu mesmo, quando tive a oportunidade de ficar uma semana com um hatch na versão X – a de entrada – com câmbio automático, revi todos os conceitos que tinha sobre o carro. Mesmo com um pequeno motor 1.3 e câmbio de apenas 4 marchas, o desempenho e consumo são muito bons.

Fora o inesperado conforto de rodagem, que faz dele um ótimo carro para o dia a dia. Tirando o fato de não vir com nenhum sistema de som, entrega o mínimo que se espera de um carro, que é a direção com assistência, ar-condicionado e controles elétricos para vidros e travas.

Essa versão X é valorizada no mercado de usados por ser barata. Hoje, a Tabela Fipe de um 2017 é de R$ 41.100, e em 2018 era apenas R$ 3.800 acima disso.

Honda Fit

Imagem: Divulgação

O queridinho do mercado de usados também não poderia ficar fora dessa lista. Na minha opinião, é sempre muito caro pelo que entrega, mas basta lembrar a questão do valor para entender que não sou dono da verdade. Muitos optam pelo Fit pela reconhecida robustez, baixo consumo de combustível e a excelente liquidez no mercado.

Sendo assim, desvaloriza pouco e agrada muitos motoristas, que não ligam pelo fato de ser simples. A versão LX 2014 tem Tabela Fipe de R$ 39.400. Em 2018, a tabela era apenas R$ 3.600 acima disso. É uma versão intermediária, com motor 1.4 com 16 válvulas e câmbio automático de 5 marchas.

Toyota Corolla

Imagem: Divulgação

Outro queridinho do mercado de usados, mas na categoria dos sedãs, o Corolla é fenômeno mundial de vendas, e isso só poderia repercutir em baixa desvalorização no mercado de usados.

O maior problema de ser tão valorizado é que, para entrar nessa lista de carros na faixa dos R$ 40 mil, precisa ser um modelo mais antigo, no caso um 2009 na versão XEI. Esse foi o primeiro ano da 10ª geração, que passou a vir com airbags laterais nessa versão.

O motor é 1.8 com 16 válvulas e o câmbio tem apenas 4 marchas, sem opção de trocas manuais. Hoje, a Tabela Fipe, é R$ 38.500. Levando em conta que em 2018 era apenas R$ 2.300 acima disso, alguém dúvida que vai continuar nessa faixa de preço nos próximos anos?

Honda Civic

Imagem: Divulgação

Mas o campeão desse comparativo não foi nenhum dos queridinhos Corolla ou Fit, tampouco o líder Onix. O usado que menos desvalorizou nos últimos dois anos, segundo a Tabela Fipe, foi o Civic – mais especificamente na versão LXL SE 2011. Esse foi o último ano da famosa geração conhecida como “New Civic”.

Nessa versão intermediária, a Honda colocou alguns itens a mais no último ano, por isso o “SE” no fim, que indica ser uma Série Especial. Com isso, ganhou ar-condicionado automático e bancos em couro, além de vários outros itens de comodidade. O motor é 1.8 com 16 válvulas e o câmbio tem 5 marchas com opção de trocas manuais pelos paddle shifts no volante.

Hoje, a Tabela Fipe desse LXL SE 2011 é de R$ 40.000, e em 2018 era apenas R$ 900 acima disso. Quem comprou esse carro há dois anos se deu muito bem, pois quase empatou o valor que investiu no carro. Nada mal para um bem de uso, com forte tendência de desvalorização, como é o automóvel.

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