Hatch Renault Sandero em São Paulo com final da placa 9,0

Hatch Renault Sandero em São Paulo com final da placa 9,0 Dacia Sandero 2009 Crédito: Crédito: Dacia

Os carros franceses têm uma fama estranha no Brasil. Um passado de pós-venda atrapalhado, peças raras e caras e uma certa fragilidade causaram um dano que até hoje Peugeot e Citroën não conserguiram reverter, mesmo trabalhando muito e bem para isso.

Mas e se o carro francês for romeno ou indiano? Ahh, aí o brasileiro compra e não é pouco. A afirmação que parece não fazer sentido é o pilar comercial da Renault no Brasil. Sandero e Logan, da romena Dacia, e o Kwid, feito pela divisão indiana da marca, vão muito bem, conquistando números que a PSA não consegue com todos os seus carros juntos.

É muito estranho constatar, portanto, como houve essa incrível dissociação dos carros franceses de um lado e da francesa Renault da outra. Ter feito uma fábrica no Brasil no longínquo ano de 1999 pode ter ajudado a marca, mas na minha opinião, os fatores foram outros, muito mais estratégicos do que qualquer outras coisa.

Primeiro citarei os pontos positivos da Renault e depois os que acho que foram os vacilos da PSA. O Clio chegou ao País com a imagem de ser um carro robusto, bem equipado e barato. Mesmo não sendo um primor de design, fator decisivo de compra por aqui, o modelo conseguiu seu lugar por oferecer mais por quase o mesmo preço dos concorrentes.

Depois houve o grande acerto chamado Scenic, o carro da família brasileira fim dos anos noventa e início dos dois mil. A Scenic funcionava, para as mulheres, como os SUVs são hoje. Tinha posição de pilotagem mais altinha, era espaçosa, cheia de porta-objetos, um sonho.

No meio do caminho houve um certo período mais nebuloso, com Megane e cia, mas logo depois a marca voltou às origens de oferecer mais por quase o mesmo e lançou Sandero e Logan. Eles tinham espaço interno e porta-malas, em especial o sedã, que nenhum concorrente direto sequer sonhou.

Mais uma vez eles não tinham design, mas iam certeiros no desejo do brasileiro de comprar carro por metro. E agora há o Kwid, o carro mais barato do Brasil (tirando o Chery QQ que ninguém compra mesmo). O SUV dos compactos, uma corajosa inversão de valores, já que ele oferece design, mas não espaço.

Mas ele é barato. E barato sempre vende!

Agora vamos à PSA. Tanto Peugeot quanto Citroën tiveram seus momentos de brilho e desperdiçaram todos. A Peugeot possuiu uma joia rara nas mãos chamada 206. O carro era um primor de produto: bonito, com espaço adequado, desempenho bacana, preço bom… E vendeu, vendeu muito. Aí vai a marca e me lança o 207. Só que ele não era o 207.

Era uma reestilização leve do 206, que comparada ao 207 europeu parecia uma gambiarra. A imprensa especializada apelidou o carro de duzentos e seis e meio e o consumidor se sentiu enganado. Junta-se a isso o pós-venda ainda problemático citado no início e temos uma fórmula difícil de fazer sucesso e que afetou a fabricante até hoje.

No lado da Citroën, um Picasso. A monovolume era o sonho de consumo dos casais de classe média com mais de dois filhos. Era moderno, estiloso, bem equipado e dava para levar a casa toda nele. Mas ele foi ficando velho, foi perdendo o interesse junto ao consumidor ao lado de todo o segmento dos monovolumes e, por fim, foi extinto pelas leis de emissões em 2012.

Fica mais fácil falar hoje o que poderia ter sido feito? Claro que fica, ainda mais de fora dos meandros de custos e investimentos que só as fabricantes sabem.

Mas se a Citroën tivesse visto o sucesso do Ford EcoSport e transformado o Picasso por fora num SUV a história poderia ter sido bastante diferente. E só para esclarecer, não, eu não teria comprado um SUV do Picasso.

Mas adoro o novo C4 Picasso e amo o 208 e o 3008. Quem não conhece um destes carros, deveria.

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IPVA 2021: saiba como pagar com desconto nos principais estados

O Imposto sobre Propriedade dos Veículos Automotores, famoso IPVA, já está sendo cobrado na maioria dos estados brasileiros para o calendário 2021. No caso de São Paulo, por exemplo, os veículos com placa final 1 têm data limite para pagamento da primeira parcela, ou cota única, nesta quinta-feira (7).

Em Mato Grosso, o imposto teve o vencimento adiado para março, devido à pandemia de Covid-19. Ainda não sabe quando deve pagar o do seu veículo? A reportagem da Mobiauto reuniu as datas de vencimento do IPVA nos estados mais populosos do Brasil.

  • Vale lembrar que o imposto é obrigatório em todo o país, exceto para veículos que atingiram isenção por tempo de fabricação – deles é cobrada apenas a taxa de licenciamento, já que o seguro DPVAT não será pago em 2021. 
  • O pagamento do IPVA garante que os veículos possam ser licenciados. Confira as datas e as alíquotas cobradas:
  • Confira o valor do seu carro na Tabela Fipe 

São Paulo

No estado de São Paulo, os proprietários de veículos com placa final 1 deverão pagar a primeira parcela ou a cota toda do IPVA até esta quinta-feira (7) – como dito no início deste texto. 

A alíquota para carros a gasolina e flex e picapes cabine dupla é de 4% em relação ao valor do veículo, com base na Tabela Fipe. Para os veículos movidos somente a álcool, gás ou eletricidade, o percentual é de 3% – a partir de 15 de janeiro serão cobrados 4% desses veículos também.

Quem pagar a cota única até o prazo de vencimento da primeira parcela, garante desconto de 3%.

  • Final 1: primeira parcela – 07/01; segunda parcela – 09/02; terceira parcela – 09/03.
  • Final 2: primeira parcela – 08/01; segunda parcela – 10/02; terceira parcela – 10/03.
  • Final 3: primeira parcela – 11/01; segunda parcela – 11/02; terceira parcela – 11/03.
  • Final 4: primeira parcela – 12/01; segunda parcela – 12/02; terceira parcela – 12/03.
  • Final 5: primeira parcela – 13/01; segunda parcela – 18/02; terceira parcela – 15/03. 
  • Final 6: primeira parcela – 14/01; segunda parcela – 19/02; terceira parcela – 16/03.
  • Final 7: primeira parcela – 15/01; segunda parcela – 22/02; terceira parcela – 17/03.
  • Final 8: primeira parcela – 18/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 18/03.
  • Final 9: primeira parcela – 19/01; segunda parcela – 24/02; terceira parcela – 19/03.
  • Final 0: primeira parcela – 20/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 22/03.
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Minas Gerais

Minas Gerais também aplica a alíquota de 4% para automóveis, utilitários e picapes cabine estendida e dupla, independentemente de qual seja o combustível utilizado. Quem quitar em apenas uma parcela terá desconto de 3%.

  • Final 1: primeira parcela – 18/01; segunda parcela – 18/02; terceira parcela – 18/03.
  • Final 2: primeira parcela – 18/01; segunda parcela – 18/02; terceira parcela – 18/03.
  • Final 3: primeira parcela – 19/01; segunda parcela – 19/02; terceira parcela – 19/03.
  • Final 4: primeira parcela – 19/01; segunda parcela – 19/02; terceira parcela – 19/03.
  • Final 5: primeira parcela – 20/01; segunda parcela – 22/02; terceira parcela – 22/03.
  • Final 6: primeira parcela – 20/01; segunda parcela – 22/02; terceira parcela – 22/03. 
  • Final 7: primeira parcela – 21/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 23/03.
  • Final 8: primeira parcela – 21/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 23/03.
  • Final 9: primeira parcela – 22/01; segunda parcela – 24/02; terceira parcela – 24/03.
  • Final 0: primeira parcela – 22/01; segunda parcela – 24/02; terceira parcela – 24/03.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, assim como em São Paulo, há um desconto de 3% sobre o IPVA de quem realizar o pagamento até a data limite para vencimento da primeira parcela. O estado também adotou a taxa de 4% sobre o valor dos veículos para calcular o imposto.

  • Final 0: primeira parcela – 21/01; segunda parcela – 22/02; terceira parcela – 24/03.
  • Final 1: primeira parcela – 22/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 25/03.
  • Final 2: primeira parcela – 25/01; segunda parcela – 24/02; terceira parcela – 26/03.
  • Final 3: primeira parcela – 26/01; segunda parcela – 25/02; terceira parcela – 29/03.
  • Final 4: primeira parcela – 27/01; segunda parcela – 26/02; terceira parcela – 30/03.
  • Final 5: primeira parcela – 28/01; segunda parcela – 01/03; terceira parcela – 05/04.
  • Final 6: primeira parcela – 29/01; segunda parcela – 02/03; terceira parcela – 06/04. 
  • Final 7: primeira parcela – 01/02; segunda parcela – 03/03; terceira parcela – 07/04.
  • Final 8: primeira parcela – 02/02; segunda parcela – 04/03; terceira parcela – 08/04.
  • Final 9: primeira parcela – 03/02; segunda parcela – 05/03; terceira parcela – 09/04.

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Bahia

Na Bahia, o pagamento à vista do IPVA de forma antecipada até dia 8 de fevereiro terá um desconto de 10%. A alíquota para veículos movidos a gasolina e flex é de 2,5%, já para veículos diesel sobe para 3%

Os pagamentos feitos em cota única até o vencimento da primeira parcela terão desconto de 5%.

  • Final 1: primeira parcela – 30/03; segunda parcela – 29/04; terceira parcela – 28/05.
  • Final 2: primeira parcela – 31/03; segunda parcela – 30/04; terceira parcela – 31/05.
  • Final 3: primeira parcela – 29/04; segunda parcela – 27/05; terceira parcela – 29/06.
  • Final 4: primeira parcela – 30/04; segunda parcela – 28/05; terceira parcela – 30/06.
  • Final 5: primeira parcela – 27/05; segunda parcela – 29/06; terceira parcela – 29/07.
  • Final 6: primeira parcela – 28/05; segunda parcela – 30/06; terceira parcela – 30/07. 
  • Final 7: primeira parcela – 29/06; segunda parcela – 29/07; terceira parcela – 30/08.
  • Final 8: primeira parcela – 30/06; segunda parcela – 30/07; terceira parcela – 31/08.
  • Final 9: primeira parcela – 29/07; segunda parcela – 30/08; terceira parcela – 29/09.
  • Final 0: primeira parcela – 30/07; segunda parcela – 31/08; terceira parcela – 30/09.

Paraná

No Paraná, a alíquota é de 3,5% do valor venal do veículo. A taxa pode ser parcelada em até cinco vezes, mas caso seja pago à vista – e antecipado – há um desconto de 3%.

Placas com finais 1 e 2 têm vencimento em 18 de janeiro; 3 e 4, no dia 19; 5 e 6, dia 20; 7 e 8, dia 21; 9 e 0, dia 22.

  • Final 1: primeira parcela – 18/01; segunda parcela – 18/02; terceira parcela – 18/03; quarta parcela – 19/04; quinta parcela – 18/05.
  • Final 2: primeira parcela – 18/01; segunda parcela – 18/02; terceira parcela – 18/03; quarta parcela – 19/04; quinta parcela – 18/05.
  • Final 3: primeira parcela – 19/01; segunda parcela – 19/02; terceira parcela – 19/03; quarta parcela – 20/04; quinta parcela – 19/05.
  • Final 4: primeira parcela – 19/01; segunda parcela – 19/02; terceira parcela – 19/03; quarta parcela – 20/04; quinta parcela – 19/05.
  • Final 5: primeira parcela – 20/01; segunda parcela – 22/02; terceira parcela – 22/03; quarta parcela – 22/04; quinta parcela – 20/05. 
  • Final 6: primeira parcela – 20/01; segunda parcela – 22/02; terceira parcela – 22/03; quarta parcela – 22/04; quinta parcela – 20/05.
  • Final 7: primeira parcela – 20/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 23/03; quarta parcela – 23/04; quinta parcela – 21/05.
  • Final 8: primeira parcela – 21/01; segunda parcela – 23/02; terceira parcela – 23/03; quarta parcela – 23/04; quinta parcela – 21/05.
  • Final 9: primeira parcela – 22/01; segunda parcela – 24/02; terceira parcela – 24/03; quarta parcela – 26/04; quinta parcela – 24/05.
  • Final 0: primeira parcela – 22/01; segunda parcela – 24/02; terceira parcela – 24/03; quarta parcela – 26/04; quinta parcela – 24/05.

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Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul manteve sua alíquota de 3% para carros e picapes, independentemente de qual seja o combustível usado. Mas o desconto por pagamento antecipado foi válido apenas para quem pagou até 30 de dezembro.

Os proprietários dos veículos poderão aplicar o desconto Bom Motorista e Bom Cidadão no momento do pagamento, que pode reduzir o valor do IPVA em até 25,05%. 

Ainda há a possibilidade de pagar parcelado e com desconto, sendo: 3% para quem pagar a primeira parcela até 29 de janeiro; 2% para pagamento da segunda até 26 de fevereiro; 1% para quem pagar a terceira até 31 de março.

A tabela abaixo mostra a data limite para pagamento da cota única. Em caso de parcelamento, deve ser considerado o último dia útil de cada mês.

  • Final 1: vencimento cota única – 01/04
  • Final 2: vencimento cota única – 05/04
  • Final 3: vencimento cota única – 07/04
  • Final 4: vencimento cota única – 09/04
  • Final 5: vencimento cota única – 12/04
  • Final 6: vencimento cota única – 14/04
  • Final 7: vencimento cota única – 16/04
  • Final 8: vencimento cota única – 19/04
  • Final 9: vencimento cota única – 23/04
  • Final 0: vencimento cota única – 26/04
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Pernambuco

O pagamento à vista do IPVA no estado de Pernambuco vai gerar um desconto de 7% ao proprietário, caso seja pago em fevereiro. Também pode ser feito o parcelamento em três vezes, sendo que a primeira delas é cobrada no segundo mês do ano.

Os carnês para pagamento chegam aos proprietários neste mês e a alíquota varia entre 3% e 4%, de acordo com a potência do veículo.

  • Final 1: primeira parcela – 09/02; segunda parcela – 09/03; terceira parcela – 06/04.
  • Final 2: primeira parcela – 09/02; segunda parcela – 09/03; terceira parcela – 06/04
  • Final 3: primeira parcela – 12/02; segunda parcela – 12/03; terceira parcela – 09/04.
  • Final 4: primeira parcela – 12/02; segunda parcela – 12/03; terceira parcela – 09/04.
  • Final 5: primeira parcela – 19/02; segunda parcela – 17/03; terceira parcela – 14/04.
  • Final 6: primeira parcela – 19/02; segunda parcela – 17/03; terceira parcela – 14/04. 
  • Final 7: primeira parcela – 23/02; segunda parcela – 24/03; terceira parcela – 20/04.
  • Final 8: primeira parcela – 23/02; segunda parcela – 24/03; terceira parcela – 20/04.
  • Final 9: primeira parcela – 26/02; segunda parcela – 31/03; terceira parcela – 28/04.
  • Final 0: primeira parcela – 26/02; segunda parcela – 31/03; terceira parcela – 28/04.

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Ceará

Para conseguir o desconto de 5% no IPVA, os donos de veículos no Ceará terão de pagar o valor cheio do imposto até 29 de janeiro. O pagamento pode ser feito também de forma parcelada, em até cinco vezes – as datas limites de cada parcela estão na tabela abaixo.

A taxa para cobrança do imposto varia entre 0,5% e 3,5%, sendo a maioria dos veículos com alíquota aplicada em 3,5%.

  • 1ª parcela: 10/02
  • 2ª parcela: 10/03
  • 3ª parcela: 12/04
  • 4ª parcela: 10/05
  • 5ª parcela: 10/06

Pará

Assim como na Bahia, o estado do Pará vai cobrar 2,5% de taxa do valor venal do veículo como IPVA. Vale lembrar que os veículos com mais de 15 anos de fabricação já possuem isenção no estado.

Quem antecipar o pagamento e não tiver multas de trânsito nos últimos dois anos terá um desconto de 15% no imposto. Caso o pagamento seja feito integralmente até a data limite da primeira parcela e não tenha multas, o abatimento é de 10%.

Caso haja infração registrada em 2020, mas o pagamento integral seja antecipado, o desconto é de 5%. Além do formato à vista, o proprietário poderá realizar o pagamento em três parcelas, mensais e sucessivas, sem desconto. As datas ainda não foram liberadas pelo governo estadual.

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Goiás

Em Goiás, os carros 1.0 têm alíquota de 2,5%. Acima disso, a taxa é de 3,75%. Já picapes e utilitários têm percentual de 3,45% sobre o preço do veículo na Tabela Fipe.

Os proprietários de veículos 1.0 com IPVA dos anos anteriores em dia e sem infrações de trânsito podem atingir até 50% de desconto. Também são aplicados abatimentos de 5% e 10% para os inscritos na Nota Fiscal Goiana.

  • Final 1: primeira parcela – 28/01; segunda parcela – 25/02; terceira parcela – 25/03.
  • Final 2: primeira parcela – 04/02; segunda parcela – 04/03; terceira parcela – 06/04
  • Final 3: primeira parcela – 04/03; segunda parcela – 06/04; terceira parcela – 06/05.
  • Final 4: primeira parcela – 06/04; segunda parcela – 06/05; terceira parcela – 07/06.
  • Final 5: primeira parcela – 06/05; segunda parcela – 07/06; terceira parcela – 06/07.
  • Final 6: primeira parcela – 07/06; segunda parcela – 06/07; terceira parcela – 05/08. 
  • Final 7: primeira parcela – 06/07; segunda parcela – 05/08; terceira parcela – 09/09.
  • Final 8: primeira parcela – 05/08; segunda parcela – 09/09; terceira parcela – 07/10.
  • Final 9: primeira parcela – 09/09; segunda parcela – 07/10; terceira parcela – 04/11.
  • Final 0: primeira parcela – 30/09; segunda parcela – 28/10; terceira parcela – 30/11.

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Polo GTS vs Sandero RS: o duelo dos últimos hatches esportivos nacionais

Os dois fazem questão de ter o nome da versão na grade Fernando Pires/Quatro Rodas

O Polo GTS já chega precisando provar a que veio. E logo diante do Renault Sandero, um carro que não representa uma ameaça às versões convencionais do Polo, mas sempre se defendeu muito bem de carros literalmente fortes na versão RS – levou o Melhor Compra na categoria de esportivos até 350 cv nas últimas três edições do prêmio.

Triste é ver que são os únicos compactos esportivos que restam hoje no Brasil. O Peugeot 208 GT, com motor 1.6 turbo de 173 cv, saiu de linha em 2019 e o Fiat Punto T-Jet (1.4 turbo de 152 cv) acabou substituído pelo Argo HGT, que tem toque esportivo, mas mantém o motor 1.8 aspirado de 139 cv das versões convencionais.

O Sandero RS é mais assentado e isso o favorece na pista Fernando Pires/Quatro Rodas

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Polo e Sandero se saem bem na caracterização. Se o GTS tem muito do Polo GTI europeu, o Sandero RS tem para-choques exclusivos, rodas aro 17, adesivos da Renault Sport e da bandeira da França nas portas e saias laterais.

Já as lanternas traseiras com leds vieram na reestilização sofrida na linha 2020.

Polo GTS tem quadro de instrumentos digital e monitores esportivos na central Fernando Pires/Quatro Rodas

Mas os faróis não mudaram: como o RS já tinha leds diurnos na base do para-choque dianteiro, não precisaria de outros integrados aos faróis. Mas os quatro airbags que se tornaram equipamentos de série nos outros Sandero também foram adotados no esportivo.

Bancos têm encosto de cabeça fixos Fernando Pires/Quatro Rodas

O interior dos dois recebe tratamento especial parecido. Apliques vermelhos, costuras vermelhas, pedaleiras de alumínio e o nome das respectivas versões na base do volante estão presentes.

Os bancos do Sandero têm abas laterais maiores, mas o assento é curto e se torna desconfortável com o passar das horas. Já o do Polo é maior e não cansa.

Volante é o mesmo de um Gol, mas tem plaquetinha “GTS” e costuras vermelhas Fernando Pires/Quatro Rodas

A divisão Renault Sport se esforçou bastante na mecânica. O motor 2.0 16V F4R compartilhado com Duster e Captur não é dos mais modernos, mas foi recalibrado e ganhou coletor de admissão exclusivo para render 150/145 cv, um ganho de 2cv com álcool e gasolina às mesmas 5.750 rpm.

Já o câmbio é manual de seis marchas e tem relações curtinhas, o que evita que as rotações do motor caiam muito entre as trocas.

Automático, o câmbio do GTS fica mais rápido em modo Sport Fernando Pires/Quatro Rodas

É aí que as diferenças para a receita usada no Polo GTS começam a ficar mais gritantes. No Volkswagen, há turbo e injeção para ajudar o motor 1.4 16V a alcançar os 150 cv e 25,5 mkgf de torque sem sofrimento.

Além de ter mais força, o Polo consegue aproveitá-la mais cedo, desde as 1.500 rotações, e isso facilita bastante a vida do câmbio automático de seis marchas.

Motor 1.4 turbo com injeção direta tem força a todo momento Fernando Pires/Quatro Rodas

Na falta de relações curtas, retarda as trocas quando em modo Sport, que também interfere no acelerador e no peso da direção. E é melhor não falar do ronco gerado artificialmente para dentro da cabine.

Polo GTS tem presença, mas é sóbrio perto do Sandero RS Fernando Pires/Quatro Rodas

No Sandero, o modo Sport eleva a rotação do motor, torna o ronco mais grave e as reações ao pedal do acelerador ficam tão imediatas quanto as de um velho acelerador por cabo.

O ronco não desaparece mudando o modo de condução, mas tampando pequenos buracos na tubulação da admissão com uma placa de borracha. E não pense que isso é fácil.

Os instrumentos do Sandero RS são iguais aos das demais versões, mudando apenas o aplique vermelho Fernando Pires/Quatro Rodas

Ainda entra em ação um apito indicando o momento ideal para a troca de marcha, não para economizar combustível, mas para andar rápido. Apertando o “Sport” por mais tempo, ativa-se o modo Sport+, que desliga totalmente os controles de estabilidade e tração.

Bancos abraçam o motorista, mas são curtos que os de um Sandero convencional Fernando Pires/Quatro Rodas

Em vez de elétrica, a direção do Sandero é eletro-hidráulica. Não há variação no peso: ela é sempre pesada, a ponto de ser desconfortável em manobras. Mas tem o mérito de ter respostas mais rápidas que as do Polo.

Sua suspensão não só tem molas e amortecedores com acerto exclusivo e barra estabilizadora dianteira mais rígida como é rebaixada em 2,6 cm, para 11,4 cm. Perto dele o Polo, do alto dos seus 14,9 cm, parece um aventureiro.

Mas o Volkswagen também tem mudanças na suspensão para rodar mais firme, inclusive um eixo de torção exclusivo, mais rígido.

Volante do Sandero tem raio menor e identificação da versão Fernando Pires/Quatro Rodas

Apesar das mudanças, a física que atua sobre os dois carros é a mesma, e o centro de gravidade mais baixo é apenas um dos pontos que favorecem o Sandero RS em um circuito.

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Isso e a suspensão com menos curso passam mais segurança para atacar as curvas mais rápido do que quando ao volante do GTS, que balança mais com as ondulações da pista.

Câmbio manual de seis marchas tem relações curtas Fernando Pires/Quatro Rodas

Mas o bloqueio eletrônico do diferencial, presente apenas no Polo, mostra seu valor, trazendo o carro para dentro da curva.
Os pneus do Sandero também ajudam.

São os Michelin Pilot Sport4, que eram exclusivos da série Racing Spirit, feitos para suportar uma tocada mais forte sem reclamar. Já os Pirelli Cinturato P7, convencionais, esperneiam rapidinho.

Embora você se divirta muito mais no Sandero, com todas as suas imperfeições e soluções rústicas, o Polo é sensivelmente mais rápido.

Se o 0 a 100 km/h no Volks leva 8,9 s, no Sandero são 10,1 s (testes com gasolina). O câmbio automático acaba favorecendo as retomadas do Polo, mas os dois carros têm números de frenagem próximos.

O motor 2.0 é antigo, mas girador e emite ronco empolgante Fernando Pires/Quatro Rodas

A Renault cobra R$ 69.690 por um Sandero que tem toda a tradicional simplicidade no acabamento e no pacote de equipamentos, cujos mimos se limitam ao ar-condicionado automático e à central compatível com Android Auto e CarPlay.

Em compensação, entrega sensações puras.

O Polo GTS custa quase R$ 30.000 a mais. São R$ 99.470, mas entram na conta equipamentos de segmentos superiores, como os faróis full-led, partida sem chave e quadro de instrumentos digital.

E o motorista escolhe facilmente o temperamento ideal para o momento. É esportivo quando o motorista quer, mas rápido em qualquer condição. Na prática, é um esportivo que você pode usar no dia a dia sem cansar.

Fernando Pires/Quatro Rodas

Veredicto

O Sandero é um esportivo orgânico. Mas o Polo GTS é mais completo, versátil e, principalmente, mais rápido. Vence pelo conjunto.

Teste – Renault Sandero RS

Aceleração
0 a 100 km/h: 10,1 s
0 a 1.000 m:
31,8 s – 163,7 km/h
Velocidade máxima
202 km/h*

* Dado de fábrica

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