Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8

O que era uma tendência se tornou realidade. Em 2021, os SUVs já aparecem em segundo lugar nas vendas do mercado brasileiro, muito à frente dos sedãs compactos, e atrás apenas dos hatches. Segundo dados da Fenabrave, a federação das concessionárias, os utilitários somam 36,5% dos emplacamentos, ante 40,9% dos hatches e 16% dos sedãs.

Isso explica porque os principais lançamentos de 2021 serão SUVs. Vários deles inclusive são inéditos em nosso mercado. A onda de novos utilitários terá início já no mês de abril, com a chegada do Caoa Chery Tiggo 3X, uma versão atualizada do atual Tiggo 2, porém com design diferente, um novo motor 1.0 turbo e câmbio automático CVT.

O 1º semestre terá também a chegada, em maio, do Ford Bronco, segundo produto da nova fase da marca norte-americana, agora como importadora.

E do Volkswagen Taos, SUV maior que o T-Cross que virá importado da Argentina.

Mas antes dele, no fim de abril, a Fiat vai revelar o inédito SUV do hatch Argo, chamado ainda de Progetto 363.

Mais da metade são SUVs inéditos

O utilitário da marca italiana está previsto para chegar às lojas no início do 2º semestre, mesma época em que a Hyundai vai lançar a nova geração do Creta.

E que a Volvo vai trazer o XC40 Recharge.

O fim do ano ainda terá as estreias de dois SUVs: o inédito Jeep de 7 lugares, e o Exeed LX, modelo da marca de luxo da Chery, que se chamará Caoa Exeed no Brasil.

Entre os SUVs nacionais já conhecidos, dois modelos terão atualizações importantes em breve.

A Jeep vai reestilizar o Compass, que ganhará motor turbo flex e até um painel novo, e a Renault vai renovar o Captur, que promoverá a estreia do motor 1.3 turbo flexível feito com a Mercedes-Benz. Confira os dez principais SUVs que estreiam em 2021.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Divulgação/Chery

Caoa Chery Tiggo 3X

A Caoa Chery vai lançar em abril o Tiggo 3X, um novo SUV compacto que será posicionado entre o atual Tiggo 2 e o maior Tiggo 5X. O utilitário é a versão atualizada do Tiggo 2, com design mais moderno e novo interior. O modelo também terá um conjunto mecânico inédito, formado por um motor 1.0 turbo flexível tricilíndrico e transmissão do tipo CVT.

Assim, o Tiggo 3X deverá ter preços entre R$ 75 mil e R$ 100 mil, concorrendo com aventureiros como Hyundai HB20X e Renault Stepway, até versões de entrada de SUVs como Chevrolet Tracker, Nissan Kicks e VW Nivus. Com duplo comando variável e injeção direta de combustível, o motor 1.0 turbo terá cerca de 120 cv e 19,2 mkgf de torque.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Jeep/Divulgação

Novo Jeep Compass

Após cinco anos de mercado, sendo líder geral dos SUVs em dois deles, o Jeep Compass está prestes a mudar.

O SUV feito em Goiana, Pernambuco, vai receber uma extensa reestilização em maio que vai alterar sutilmente o design externo, mas modificará o interior, com direito a Wi-Fi e uma grande multimídia.

E terá o inédito motor 1.3 GSE turbo flex da Stellantis.

Mas não é só. O novo Jeep Compass contará ainda com o motor 2.0 turbo diesel recalibrado para gerar cerca de 203 cv de potência e quase 40 mkgf de torque. Este motor permanecerá combinado à transmissão automática de nove marchas e disponível nas versões 4×4, enquanto o 1.3 turbo flex vai trabalhar com o câmbio automático de seis velocidades.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Renault/Divulgação

Novo Renault Captur

A Renault anunciou no início de março o investimento de R$ 1,1 bilhão na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, para renovar sua gama nacional de veículos. Pois o primeiro modelo da marca a mudar será o Captur. O SUV compacto receberá uma leve reestilização em maio que vai modernizar principalmente a dianteira, com adoção de faróis full LED.

Outra novidade importante no novo Renault Captur será a mecânica. O SUV vai estrear o inédito 1.3 TCe turbo flexível. Este motor foi feito em parceria com a Mercedes-Benz e vai alçar o Captur a um novo patamar de desempenho, com potência de 163 cv e um torque de 25,5 mkgf. O 1.3 turbo virá acompanhado do novo câmbio CVT com simulação de oito marchas.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Ford/Divulgação

Ford Bronco

A Ford está reorganizando sua operação brasileira após anunciar, em janeiro, o fim da produção de veículos no país.

Sem os antigos carros nacionais (linha Ka e Ecosport), a marca vai apenas importar veículos para cá. E o Bronco Sport será o primeiro modelo da nova safra de utilitários premium da montadora.

A estreia está confirmada para o mês de maio.

Com preço inicial estimado em R$ 200 mil, o SUV médio virá importado do México em três configurações: Black Diamond, Big Bend e Wildtrak. Nos registros feitos no Brasil, o trio utiliza o mesmo motor 2.0 turbo de 248 cv e 38 mkgf de torque, além do câmbio automático de oito marchas. Voltado ao fora-de-estrada, o Bronco Sport terá tração nas quatro rodas.

Volkswagen Taos

Enfim está chegando a hora do lançamento oficial do Volkswagen Taos.

A montadora alemã anunciou o seu rival para o Jeep Compass em setembro de 2020, e, desde então, vem promovendo várias ações com o SUV.

Pois o Taos virá importado da Argentina entre maio e junho, com preço inicial próximo de R$ 140 mil, tal como o recém-lançado Toyota Corolla Cross.

Maior e mais refinado que o T-Cross, o Taos é menor do que o Tiguan Allspace, e um pouco mais comprido que o Compass. Um dos trunfos será o porta-malas de quase 500 litros. A mecânica terá o conhecido motor 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 mkgf de torque, e o câmbio automático de seis marchas. A tração será dianteira e o Taos vai apostar alto em tecnologias.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Hyundai/Divulgação

Novo Hyundai Creta

Após a pandemia da Covid-19 atrasar os planos, a Hyundai prepara para o início do 2º semestre o lançamento da nova geração do Creta.

O SUV foi revelado no fim de 2019, na China, e recentemente chegou ao México. Um dos destaques da renovação do utilitário é o design de forte personalidade, que talvez não agrade a todos.

Leia também:  5 carros mais baratos da Hyundai

Mas haverá outras boas novidades.

O Creta nacional vai adotar o motor 1.0 turbo flexível da linha HB20, com 120 cv de potência e 17,5 mkgf de torque com etanol. Os câmbios também serão os mesmos, ou seja, manual ou automático de seis marchas. É provável que ao menos uma das atuais opções de motor siga na linha 2022. Hoje, o SUV utiliza o 1.6 16V de 130 cv e o 2.0 16V de 166 cv.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Kleber Silva/K Design AG

Progetto Fiat 363 (SUV do Argo)

A Fiat está cada vez mais próxima de revelar o seu primeiro SUV nacional. Chamado por enquanto de “Progetto Fiat 363”, o utilitário será revelado em abril, na final do Big Brother Brasil 2021. O modelo inclusive será um dos prêmios do vencedor do reality show. Entretanto, o lançamento do inédito SUV da Fiat ocorrerá apenas no início do 2º semestre.

Feito sobre a plataforma do hatch Argo e do sedã Cronos, o SUV será o responsável por estrear o inédito 1.0 GSE turbo da Stellantis. Este motor será combinado ao novo câmbio do tipo CVT, que será outra novidade da marca italiana. A expectativa é de que o conjunto entregue potência de cerca de 130 cv, e um torque máximo entre 17 mkgf e 19 mkgf.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Volvo/Divulgação

Volvo XC40 Recharge

A Volvo anunciou recentemente que vai fabricar apenas carros elétricos a partir de 2030. Ou seja, daqui a menos de uma década a montadora sueca não fará mais veículos com motores a diesel ou gasolina. Esta realidade ainda parece distante do Brasil. Entretanto, a marca escandinava vai começar a transição por aqui em agosto com o XC40 Recharge.

O SUV apresentado em 2019 é o primeiro Volvo totalmente elétrico. Sua mecânica reúne dois motores instalados um em cada eixo e capazes de produzir 408 cv, mesma potência das versões T8 híbridas do XC60 e do XC90. As baterias permitem rodar mais de 400 quilômetros com uma carga, e levam 40 minutos para recarregar 80% em estações de carga rápida.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Kleber Silva/K Design AG/Jornal do Carro

Jeep de 7 lugares

No último trimestre deste ano, a Jeep vai lançar no Brasil um inédito SUV médio de sete lugares. Atualmente em fase de testes de rua, o utilitário ainda não tem nome definido.

Sabe-se apenas que será produzido na fábrica de Goiana, em Pernambuco.

E que nascerá da plataforma Small Wide, arquitetura dos SUVs Renegade e Compass, e da Fiat Toro.

O Jeep de 7 lugares, portanto, será maior que o Compass, mas, ainda assim, ambos vão compartilhar componentes. As portas dianteiras, por exemplo, serão as mesmas, assim como o capô e as caixas de rodas da frente. Por dentro, o painel será quase igual, com acabamento mais chique. O SUV maior também herdará o motor 2.0 turbo diesel atualizado com 203 cv.

Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8Exeed/Divulgação

Caoa Exeed LX

A Caoa vai lançar no fim deste ano a marca Exeed no mercado brasileiro. Trata-se da divisão de luxo da Chery na China. A montadora pretende inclusive fabricar um modelo da Exeed na unidade de Anápolis, em Goiás. E o mais cotado é o SUV LX, que utiliza a mesma plataforma dos modelos Tiggos 5X e 7, atualmente montados na fábrica do interior goiano.

A despeito do parentesco, o Caoa Exeed LX vai se diferenciar bem dos Chery. O design exterior é mais sofisticado, enquanto a cabine apresenta padrão de acabamento comparável ao de marcas premium. Já a mecânica terá o conjunto do Tiggo 8, com motor 1.6 turbo de injeção direta, 187 cv e 28 mkgf de torque, e câmbio de dupla embreagem e sete marchas.

*Veja abaixo o nosso primeiro teste com o novato Toyota Corolla Cross.

Veja vídeos de testes de carros e motos, lançamentos, panoramas, análises, entrevistas e o que acontece no mundo automotivo em outros países!

Inscrever-se
Carros Renault usados a Flex com final da placa 7,8

IPVA para veículos com placa final 1 vence dia 11/01 — GARAGEM 360

Pagamento pode ser feito nos terminais de autoatendimento, no guichê de caixa, pela internet ou outros canais oferecidos pela instituição bancária

Na próxima segunda-feira, dia 11 de janeiro, vence o prazo para o pagamento integral, com desconto de 3%, do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2016 para os veículos com final de placa 1. Para os proprietários que preferirem parcelar o tributo em três vezes, a data limite para o pagamento da primeira parcela também é na segunda-feira.

O calendário continua na terça-feira, (12/1), com veículos de placa final 2 e assim sucessivamente até o dia 22 de janeiro, para os veículos com placa final 0, desconsiderando os finais de semana.

Automóveis, caminhonetes, ônibus, micro-ônibus, motos e similares
Mês Janeiro Fevereiro Março
Parcela 1ª Parcela ou Cota Única Com Desconto 2ª Parcela ou Cota Única Sem Desconto 3ª Parcela
Placa Dia do Vencimento Dia do Vencimento Dia do Vencimento
Final 1 11/1 11/2 11/3
Final 2 12/1 12/2 14/3
Final 3 13/1 15/2 15/3
Final 4 14/1 16/2 16/3
Final 5 15/1 17/2 17/3
Final 6 18/1 18/2 18/3
Final 7 19/1 19/2 21/3
Final 8 20/1 22/2 22/3
Final 9 21/1 23/2 23/3
Final 0 22/1 24/2 24/3

Pagamento

O imposto pode ser quitado de três maneiras: à vista com desconto (janeiro); à vista sem desconto (fevereiro) ou em três parcelas, de janeiro a março. Para efetuar o pagamento do imposto, basta o contribuinte se dirigir a uma agência bancária credenciada, com o número do Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor), e efetuar o recolhimento.

Os pagamentos podem ser feitos nos terminais de autoatendimento, no guichê de caixa, pela internet ou débito agendado, ou outros canais oferecidos pela instituição bancária. O IPVA também pode ser pago em casas lotéricas, no entanto ,essa opção não é válida para a quitação do licenciamento.

Leia também:  Carros 2020 em São Paulo com final da placa 7,8 Não blindado

Aviso de vencimento

No caso de São Paulo, o aviso de vencimento que os contribuintes receberam em suas residências é um simples lembrete, isso significa que ele não é boleto nem guia de recolhimento.

Quem receber pelos Correios uma cobrança com códigos de barras deve desconsiderar, pois é golpe.

Nos estados nos quais são enviados boletos para cobrança, o cidadão precisa certificar-se de que o documento é verdadeiro.

Além disso, o Fisco foi informado sobre a existência de sites que simulam a aparência da página da Secretaria da Fazenda com o objetivo de colher as informações do proprietário para outra finalidade. A prática, conhecida como pishing, é uma tentativa de fraude eletrônica caracterizada para adquirir senhas, dados financeiros, número de cartões de crédito e outros dados pessoais.

Mesmo que o proprietário ainda não tenha recebido o aviso de 2016, o imposto deverá ser recolhido observadas as datas de vencimento, de acordo com o dígito final da placa do veiculo.

Seguro DPVAT 2016

Donos de motocicletas, vans, ônibus e micro-ônibus poderão pagar o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) de 2016 em três parcelas. Administrado pela Seguradora Líder, o pagamento do prêmio somente poderá ser parcelado com a utilização de boletos bancários – devem ser gerados exclusivamente pelo site.

  • O vencimento da primeira parcela coincide com a data da primeira parcela do IPVA em janeiro, sendo que as duas seguintes serão iguais, mensais, consecutivas e os respectivos vencimentos coincidirão com as datas para o pagamento do imposto nos meses de fevereiro e março.
  • No caso de veículos zero quilômetro de qualquer tipo e automóveis, caminhões, caminhonetes e camionetas usados, o DPVAT deverá ser recolhido de forma integral junto com o vencimento da primeira parcela do imposto ou junto com a cota única.
  • Licenciamento antecipado

Para antecipar o licenciamento anual, deverão ser quitados integralmente todos os débitos que recaiam sobre o veículo, compreendendo o IPVA, a taxa de licenciamento, o prêmio do Seguro DPVAT e, se for o caso, multas de trânsito. O valor para o envio do documento pelo correio é de R$ 11,00.

Teste: Renault Duster 2021 evolui muito, mas é fraco sem motor “Mercedes”

Faróis de milha, quebra-mato e borrachões formam o pacote Outsider Fernando Pires/Quatro Rodas

Para driblar o envelhecimento, eliminar rugas e empinar o nariz, vale tudo. A nova moda nos centros estéticos é a harmonização facial, que usa uma série de procedimentos para equilibrar as proporções do rosto.

Vai desde a aplicação de botox, de preenchedores como ácido hialurônico até o uso de lasers, ondas de rádio e tratamentos de pele. Tudo isso, sem cirurgia.

Vidro de trás ficou menor e a régua da placa dividiu a tampa traseira Fernando Pires/Quatro Rodas

O Renault Duster 2021 experimentou esses tratamentos. Arrebitaram seus faróis, que agora estão integrados à grade e têm luzes diurnas de leds, e modificaram bastante o para-choque, que ganhou luzes de neblina e tomada de ar maiores. O capô está levemente mais alto e recebeu vincos marcantes.

Faróis de milha do pacote Outsider acendem com o facho alto Fernando Pires/Quatro Rodas

É que nos carros algumas “rugas” são bem-vindas – e necessárias – para deixar o design mais equilibrado. Mas exageros, como o vinco arqueado nas portas e o grande volume das caixas de roda, foram corrigidos para deixar o visual mais leve.

Protótipo feito de argila comparar os volumes do antigo (esqueda) com o novo (direita) Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

Isso não quer dizer que o Duster conseguiu escapar da faca. A base do para-brisa foi deslocada para a frente a fim de melhorar a aerodinâmica e tirar a impressão de “testudo” do SUV compacto, o que implicou em colunas A mais inclinadas e em novos arcos para as portas dianteiras.

Repare na diferença da inclinação do parabrisas, que diminuiu 3,4º Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

As alterações seguem para o teto, que teve sua curvatura corrigida, aumentando levemente o caimento da traseira. Agora há um aerofólio integrado à tampa traseira, que teve como efeito colateral a redução da área envidraçada. Mas, em compensação, as vigias laterais ficarão bem maiores.

Lanternas têm elementos iluminados por leds Fernando Pires/Quatro Rodas

Sim, as novas lanternas traseiras chamam atenção. Não é por causa dos leds, que o Duster já tinha desde 2015.

É pelo próprio conjunto com aro de led e elementos em forma de cruz, que despertam comparações com o Jeep Renegade ou, para os mais vividos, com o Ford Galaxie 500 (lançado no Brasil em 1967).

Protótipo deixa claro a redução do vidro traseiro Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

Um novo vinco, que interliga as lanternas e acaba por definir o local da placa, divide a tampa traseira, que ganha volumes e algum destaque extra. As luzes de ré desceram para o para- -choque, que passa agora a esconder o gancho de reboque.

Interior mudou por completo tanto no visual como na ergonomia Fernando Pires/Quatro Rodas

Por dentro, parece um carro novo. Aquele painel com estrutura compartilhada com o Sandero e central multimídia inclinada para baixo já estava indefensável. O novo é mais alto e se vale das linhas horizontais para deixar tudo nos lugares certos.

Destravamento por proximidade e partida por botão dão requinte ao Duster Fernando Pires/Quatro Rodas

Graças a isso conseguiram colocar a nova central multimídia Easylink com tela de 8” em posição ergonômica. Com interface semelhante à usada na Europa, o substituto do MediaNav permite a seleção entre perfis de usuários (com direito a personalização da tela principal).

Ela também tem integração com as configurações do carro, sem perder a compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, e é mais rápida. Os pecados são dois: ter que dar múltiplos toques na tela para mudar o volume e ter continuado com apenas uma porta USB – há rivais com três!

A novíssima central com tela de 8 polegadas permite ter perfis independentes para cada usuário Fernando Pires/Quatro Rodas

Leia também:  Carros usados 2011 em Rio Grande Do Sul com final da placa 1,2

O volante é compartilhado com Sandero e Logan, mas o ar-condicionado automático inédito tem os mesmos comandos e visores dos Renault vendidos na Europa. A direção passa a ser elétrica como no Kwid, abandonando o pesado sistema eletro-hidráulico – e, claro, o barulho agudo da bomba elétrica.

O ar-condicionado automático é inédito no Duster e já estreia com mostradores digitais dos Renault europeus Fernando Pires/Quatro Rodas

Mas o Duster se torna o único Renault vendido no Brasil com regulagem de profundidade na coluna de direção. O ajuste de altura para os cintos dianteiros não veio dessa vez, ficou para a próxima geração.

Novo computador de bordo tem velocímetro digital Fernando Pires/Quatro Rodas

Os bancos mudaram. Na frente, os encostos estão mais confortáveis e têm melhor sustentação lateral, mas os assentos continuam duros e inclinados para baixo. No que diz respeito ao conforto o Captur ainda leva a melhor.

Atrás, onde o espaço para cabeça e pernas não mudou (ou seja, continua muito bom), agora há encosto de cabeça e cinto de três pontos (fixado no teto) para o ocupante do meio, além de Isofix.

Ajuste dos espelhos saiu de posição desconfortável na porta para o painel e coluna de direção tem ajuste de profundidade. Novos bancos têm apoios laterais melhores Fernando Pires/Quatro Rodas

Tudo parece novo por dentro, assim como todas as peças de lataria são novas. A Renault aproveitou e fez reforços estruturais que tornaram o monobloco 12,5% mais rígido. Isso e a necessidade de usar rodas aro 17 pela primeira vez levaram a um novo acerto de suspensão, com cargas de amortecedores e molas revistas.

Atrás, cintos de três pontos e encosto de cabeça para todos Fernando Pires/Quatro Rodas

Agora o conjunto filtra melhor as pequenas imperfeições do asfalto e controla a rolagem da carroceria (que está a 23,7 cm do solo), mas ainda passa aquela sensação de valentia e robustez de antes.

Continua após a publicidade

A direção elétrica também cumpre bem o seu papel: não dá rebote ao passar por elevações, é mais leve e precisa em manobras. E transmite mais segurança em movimento.

Cintos dianteiros seguem sem ajuste de altura Fernando Pires/Quatro Rodas

Tratamentos estéticos da moda costumam ser mais caros. Mas o Duster com visual renovado manteve o mesmo preço inicial de antes: R$ 71.790 para a versão Zen manual, que por sinal é a única com pedal de embreagem e cinco marchas. Antes este posto era da versão Expression 1.6.

Volante é o mesmo de Sandero e Logan Fernando Pires/Quatro Rodas

Esta versão de acesso tem rádio simples, rodas de aço estampado aro 16, vidros elétricos e computador de bordo de série, mas central multimídia, rodas de liga e faróis de neblina são opcionais.

Há aplique de tecido cinza nas portas Fernando Pires/Quatro Rodas

Já a versão intermediária Intense (equivalente à antiga Dynamique, de R$ 83.890) soma central multimídia, ar digital, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, piloto automático, rodas de liga leve aro 16 e faróis de neblina  ao pacote. Na prática, o novo preço de R$ 83.490 representa uma redução de R$ 400 – que você pode guardar para os primeiros abastecimentos.

É a primeira vez que o Duster tem rodas aro 17 Fernando Pires/Quatro Rodas

O Duster testado é da versão topo de linha Iconic, que concentra quase todos os itens inéditos para o modelo, como alerta de ponto cego, câmeras na frente, atrás e nos retrovisores (que não dão visão 360° como no Nissan Kicks), travas das portas por aproximação, partida por botão, acendimento automático dos faróis e as rodas aro 17 diamantadas. Só esqueceram do sensor de chuva, que Sandero e Logan têm.

Você pode conferir o conteúdo de cada versão aqui.

Isso, claro, leva o Duster a um patamar de equipamentos inédito. Não é à toa que custa R$ 87.490, preço que está no mesmo patamar das versões 2.0 4×4 – que deixam de existir.

Para-brisa teve base deslocada, aumentando sua inclinação Fernando Pires/Quatro Rodas

Pelo menos o continuará mais barato que o Captur (que parte dos R$ 93.990), ainda que o Duster esteja mais refinado. Mas enquanto todos os outros Renault têm quatro airbags de série, nenhuma versão do Duster tem mais que os dois airbags.

Agora o capô é erguido por dois amortecedores, quando o normal no segmento é não ter nenhum Fernando Pires/Quatro Rodas

O detalhe é que o Duster 2021 só tem o conhecido motor 1.6 16V SCe de 120 cv e 16,2 mkgf, cuja única novidade é o sistema start-stop. Até o prosaico tanquinho de partida a frio foi mantido.

Saída de ar falsa recebeu o repetidor das setas Fernando Pires/Quatro Rodas

E mesmo com o sistema que desativa o motor em paradas, registramos números de consumo desanimadores em nossos testes: 9,9 km/l urbano (contra 10,5 km/l no modelo antigo) e 12,5 km/l rodoviário (contra 12,7 km/l), sempre com gasolina.

Porta-malas mantém os 475 litros de antes Fernando Pires/Quatro Rodas

No 0 a 100 registrou 14,2 s, apenas 0,1 s mais lento que o Duster que saiu de linha. Uma opção mais potente, com o motor 1.3 turbo turbo flex (unica diferença em relação ao que equipa hoje o novo Mercedes Classe A) que pode superar os 170 cv estreia no início do ano que vem.

Apesar das muitas mudanças que saltam aos olhos e dão novos ares ao Duster, no fundo ele realmente ainda é o mesmo carro.

Veredicto

O Duster 2021 está mais agradável de ver e dirigir. Agora só falta ter um motor à altura do carro no qual ele se transformou.

Teste – Renault Duster Iconic 1.6 CVT

Aceleração
0 a 100 km/h: 14,2 s
0 a 1.000 m: 36,1 s – 142 km/h

Velocidade máxima: n/d

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*