Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

Levantamos os dez SUVs que mais valorizaram e desvalorizaram em um ano de pandemia do coronavírus no Brasil. Para calcular a desvalorização, consideramos o período de março de 2020 a março de 2021. 

O ranking dos dez SUVs mais valorizados é formado por apenas quatro marcas: Mercedes-Benz, Jeep, Lexus e Toyota. E assim como a fabricante japonesa dominou na lista geral de carros mais valorizados em 2020, o mesmo aconteceu na categoria de SUVs. Como se poderá notar, das quatro marcas, a mais acessível é a Toyota. 

O ranking de SUVs mais desvalorizados em um ano de pandemia é mais democrático, pois é formado por sete marcas distintas e modelos mais populares, com exceção do Volvo XC 90 T-8 Hybrid Excellence, que ocupa o terceiro lugar, com 15,39% de desvalorização. Em um ano, o modelo perdeu R$ 82.317 de valor.

O que é muito curioso, já que modelos híbridos e inclusive da Volvo apareceram no ranking geral de carros mais valorizados em 2020. Mas os pontos pitorescos não param por aqui, então só conferindo as listas completas para saber. Aprecie. 

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10 SUVs com maior valorização em um ano de pandemia

O Lexus UX-250h Luxury 2.0 Hybrid AT é o SUV com maior valorização em um ano de pandemia. O mais interessante é que a segunda e terceira posições do ranking são ocupadas por outras versões do modelo, F-Sport Hybrid e Dynimic Hybrid, respectivamente. 

Na lista de carros mais valorizados em 2020, o Lexus UX-250h F-Sport também ocupa o segundo lugar. Mesmo em um cenário adverso, devido aos efeitos dramáticos que a Covid-19 provocou em um ano no Brasil, cada versão do UX-250 teve quase 18% de valorização.

Assim, quem comprou um Lexus UX-250h Luxury está com um carro R$ 34 mil mais valorizado na garagem hoje do que se decidisse revendê-lo um ano atrás. 

Voltando para o ranking dos SUVs, mais um Lexus aparece na lista. Trata-se do NX-300h Luxury Hybrid, que o ocupa a quinta posição. Ou seja, dos cinco SUVs mais valorizados no último ano, quatro são híbridos e da marca de luxo da Toyota. 

Curioso para saber de quem é o quarto lugar? De Toyota e de ecologicamente correto ele não tem nada. É o aventureiro Jeep Wrangler Sahara Overland, que inclusive volta a aparecer no top 10, na oitava posição, com a versão Sahara. 

  • Leia também: Os carros que mais valorizaram e desvalorizaram em 2020
  • A Mercedes-Benz também se destacou com três representantes entre os SUVs mais valorizados: GLC 220 (sexto lugar, com 15,18%), GLC 300 Coupé (sétimo, com 14,31%) e GLC-63 S AMG (décimo, com 13,66%). 
  • Mas quem realmente dominou o ranking foi a família japonesa Toyota-Lexus, visto que o RAV4 ocupou o nono lugar e fez a fabricante japonesa alcançar participação de 50% na lista de SUVs mais valorizados em um ano de pandemia. 
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10º Mercedes-Benz GLC-63 S AMG 4MATIC Coupé 4.0 Bi-TB V8

  1. Valorização: 13,66%
  2. Preço 0km março de 2020: R$ 599.720
  3. Preço seminovo março de 2021: R$ 681.666 

Toyota RAV4 2.5 S 4×4 Hybrid AT

  • Valorização: 13,84%
  • Preço 0km março de 2020: R$ 176.962
  • Preço seminovo março de 2021: R$ 201.455

Jeep Wrangler Sahara 2.0 4×4 271 cv AT

Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

  1. Valorização: 14%
  2. Preço 0km março de 2020: R$ 269.100
  3. Preço seminovo março de 2021: R$ 306.781 
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Mercedes-Benz GLC 300 Coupé 4MATIC 2.0 TB AT

Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

  • Valorização: 14,31%
  • Preço 0km março de 2020: R$ 360.580
  • Preço seminovo março de 2021: R$ 412.189

Mercedes-Benz GLC 220 Diesel 2.0 4Matic Off-Road

  1. Valorização: 15,18%
  2. Preço 0km março de 2020: R$ 299.580
  3. Preço seminovo março de 2021: R$ 345.049 

Lexus NX-300h Luxury Hybrid 2.5 AT 

  • Valorização: 15,51%
  • Preço 0km março de 2020: R$ 232.650
  • Preço seminovo março de 2021: R$ 268.745 
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Jeep Wrangler Sahara Overland 2.0 4×4 AT

  1. Valorização: 17,36%
  2. Preço 0km março de 2020: R$ 283.540
  3. Preço seminovo março de 2021: R$ 332.770

Lexus UX-250h Dynamic Hybrid 2.0 AT

Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

  • Valorização: 17,48%
  • Preço 0km março 2020: R$ 173.450
  • Preço seminovo março 2021: R$ 203.772 

Lexus UX-250h Hybrid F-Sport 2.0 AT

  1. Valorização: 17,54%
  2. Preço 0km março 2020: R$ 214.990
  3. Preço seminovo março 2021: R$ 252.698
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Lexus UX-250h Luxury 2.0 Hybrid AT

  • Valorização: 17,56% 
  • Preço 0km março 2020: R$ 193.990
  • Preço seminovo março 2021: R$ 228.057

10 SUVs com maior desvalorização em um ano de pandemia

Apesar de uma maior diversidade de marcas na lista de SUVs mais desvalorizados, cinco das dez primeiras colocações são ocupadas por SUVs de marcas francesas. Isso mostra que o estigma sobre modelos vinculados ao país do iluminismo continua alto no Brasil. 

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Outro ponto interessante é que, dos dez SUVs mais desvalorizados, seis passaram por atualização (facelift ou troca de geração) no período. Ou seja, a culpa não é apenas da marca ou do país dela, mas também da idade do projeto.

Por exemplo, as duas versões do Renault Duster e a única do Nissan Kicks são presentes na lista são das renovações pelas quais passaram. Já o Renault Captur aguarda uma reestilização visual com direito a motor turbo criado em parceria com a Mercedes-Benz nos próximos meses.

Há também o caso emblemático do Ford EcoSport, que saiu de linha no começo deste ano. Isso justifica as duas versões presentes na lista, ambas com uma desvalorização tão expressiva.

Em valores absolutos, o Peugeot 2008 Griffe (oitavo lugar) perdeu R$ 13.879 de valor em um ano, enquanto o Renault Captur Intense (sétimo) ficou R$ 12.593 mais barato e o Citroën C4 Cactus Feel (sexto lugar) teve R$ 11.387 de desvalorização.

Partindo para o top 5, encontramos o Jeep Renegade Longitude 1.8 AT, com quase 14% de desvalorização. Acima dele surgem as duas versões já citadas do EcoSport (-14,58% e -16,03%), mas as duas primeiras posições são ocupadas pelo Volvo XC90, como já foi citado acima, e pelo já extinto Renault Duster GoPro 4×4 2.0 Hi-Flex MT. 

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O SUV campeão de desvalorização no Brasil em um ano de pandemia teve queda de 16,65% em seu valor de março de 2020 para março de 2021, o que em espécie significa uma desvalorização de R$ 14.551. Vale lembrar que estamos falando da geração anterior do modelo e de uma motorização (2.0 manual) já extinta na gama.

Uma dica para não perder tanto dinheiro por conta de desvalorização é ficar atento aos carros que vão sair de linha ou trocar de geração, pois são os que mais desvalorizam e esta lista comprova isso. Para ajudar nossos leitores, levantamos quais são os carros que estão ameaçados de morte em 2021.

10º Renault Duster GoPro 1.6 Flex AT

  1. Desvalorização: -13,01%
  2. Preço 0km março de 2020: R$ 82.293
  3. Preço seminovo março de 2021: R$ 71.585

9º Nissan Kicks Special Ed. 1.6 16V Flex AT

  • Desvalorização: -13,07%
  • Preço 0km março de 2020: R$ 87.801
  • Preço seminovo março de 2021: R$ 76.326

8º Peugeot 2008 Griffe 1.6 Turbo Flex AT

Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

  1. Desvalorização: -13,51%
  2. Preço 0km março de 2020: R$ 102.707
  3. Preço seminovo março de 2021: R$ 88.828
  4. Leia também: 22 SUVs que serão lançados no Brasil em 2021

7º Renault Captur Intense 2.0 16V Flex AT

  • Desvalorização: -13,51%
  • Preço março de 2020: R$ 93.240
  • Preço março de 2021: R$ 80.647

6º Citroën C4 Cactus Feel 1.6 Flex AT

  1. Desvalorização: -13,56%
  2. Preço março de 2020: R$ 83.948
  3. Preço março de 2021: R$ 72.561

5º Jeep Renegade Longitude 1.8 4×2 Flex AT 

  • Desvalorização: -13,93%
  • Preço março de 2020: R$ 103.690
  • Preço março de 2021: R$ 89.251 
  • Leia também: Cinco razões para pensar bem antes de comprar um SUV

4º Ford EcoSport 100 Anos 1.5 Flex AT

Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

  1. Desvalorização: -14,58%
  2. Preço março de 2020: R$ 82.432
  3. Preço março de 2021: R$ 70.412 

3º Volvo XC 90 T-8 Hybrid Excellence 2.0

  • Desvalorização: -15,39%
  • Preço março 2020: R$ 534.950
  • Preço março de 2021: R$ 452.633 

2º Ford EcoSport STORM 2.0 4WD 16V Flex AT

  1. Desvalorização: -16,03%
  2. Preço março de 2020: R$ 101.619
  3. Preço março de 2021: R$ 85.329 
  4. Leia também: Qual versão do novo Renault Duster 2021 vale mais a pena?

1º Renault Duster GoPro 4×4 2.0 Hi-Flex Mec.

Carros Citroen 2020 a Flex Não blindado

  • Valorização: -16,65%
  • Preço março de 2020: R$ 87.405
  • Preço março de 2021: R$ 72.854

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Calibragem: qual é a pressão correta para o pneu?

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Existem muitos palpiteiros que se acham verdadeiros “técnicos em automóvel” e só dão dicas furadas. Qual pressão usar no pneu é uma delas

Por Boris Feldman 27/05/19 às 20h30

É surpreendente a quantidade de “técnicos em automóveis” no Brasil. É inacreditável a quantidade de palpites e um dos temas preferidos é o pneu.

E é curioso como esses palpiteiros de plantão na internet desprezam solenemente as pesquisas e os projetos dos engenheiros e tem a cara de pau de sugerir aumentar a calibragem do manual, porque vai ajudar no consumo, nisso e naquilo; e outros recomendam o contrário: “ande com a calibragem abaixo, porque vai ser melhor assim, assado“.

  • Pneu remold: o componente remoldado afeta a segurança?

Então anote: o pneu com a pressão abaixo da recomendada tem maior atrito com asfalto aumentando o consumo e o seu próprio desgaste. Calibrado acima, também aumenta o seu próprio desgaste e reduz o conforto, pois faz o carro pular como um cabrito. Então entre os curiosos que sugerem calibrar acima e os outros que recomendam exatamente o contrário, fique com a pressão recomendada no manual.

  • Assista a testes, dicas e muito mais no nosso canal no YouTube!
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Carros Citroen 2020 a Flex Não blindadoPressão do pneu – Foto Shutterstock

Case com um destes carros e tenha problemas para se divorciar

Câmbio Powershift do Ford Focus causa arrepio em muitos compradores Christian Castanho/Quatro Rodas

É comum que o amor entre um casal acabe após algum tempo de casamento. Quando isso ocorre, o normal é que seja realizado o divórcio e cada um siga sua vida.

A lógica é similar para motoristas e automóveis: o dono ou dona se apaixona, compra o veículo desejado e vive tempos de amor. Quando a relação se desgasta, vem a venda e possível troca por outro modelo.

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Entretanto – assim como ocorre entre os humanos – às vezes a separação envolvendo um ser humano e seu carro pode ser conturbada, dolorosa e muito demorada.

Isso porque muitos veículos causam arrepios em concessionárias e revendedores. Os motivos vão desde problemas mecânicos crônicos até alto custo de manutenção, má fama e pouca aceitação do mercado de usados.

Pensando nisso, QUATRO RODAS separou uma lista com dez carros que podem render um casamento mais duradouro que o esperado com seus donos.

Lembrou de algum que não está aqui listado? Deixe nos comentários.

1. Fiat Linea 1.9 Dualogic

Motor 1.9 ultrapassado é o principal problema do Fiat Linea Divulgação/Fiat

O sedã médio da Fiat foi lançado no Brasil em 2008 e viveu até 2016. Seu acabamento interior e itens de série, como airbags laterais e de cortina e GPS integrado ao painel, até renderam elogios no lançamento.

Mas o conjunto câmbio-motor escolhido pela Fiat à época do lançamento é o grande responsável por colocar o Linea nesta lista.

Sob o capô, o fabricante optou por um 1.9 flex de 130 cv e 18,1 kgfm, que na verdade era uma versão, com deslocamento aumentado, do antigo 1.6 de origem argentina usado nas famílias Palio e Strada.

A combinação deste propulsor com o câmbio automatizado Dualogic não deixou o Linea emplacar.

Tanto que, apenas um ano após o lançamento, a Fiat aposentou o 1.9 e passou a utilizar o 1.8 Etorq, que equipa ainda hoje modelos como Strada, Grand Siena, Argo, Toro, Renegade…

2. Ford Focus com câmbio Powershift

Motor, tecnologia e design são pontos positivos do Focus Divulgação/Ford

Descontinuado no Brasil na metade do ano passado, o Ford Focus é uma boa opção de usado para quem preza por conforto, desempenho e tecnologia.

As versões topo de linha vêm equipadas com um motor 2.0, capaz de render até 178 cv e 22,1 kgfm, e tem até sistema de frenagem autônoma (versão Titanium Plus).

Ford admitiu as falhas e estendeu a garantia para 10 anos ou 240.000 km Christian Castanho/Quatro Rodas

O problema está no câmbio automatizado de dupla embreagem Powershift. A peça apresentou problemas crônicos que vão desde superaquecimento, trepidação e ruídos até desgaste precoce da embreagem dupla.

A própria Ford admitiu as falhas e estendeu a garantia do câmbio para dez anos ou 240.000 km. Mesmo assim, há concessionárias que nem aceitam o Focus na troca.

3. Hyundai Elantra 1.8

Elantra chegou ao país com este visual e opções de motor 1.8 e 2.0 Divulgação/Hyundai

O sedã médio chegou ao Brasil importado da Coreia do Sul em 2011 com a missão de competir com Honda Civic, Toyota Corolla e VW Jetta.

No entanto, não empolgou tanto os brasileiros nos primeiros anos. Além do pouco apelo comercial, as versões equipadas com o motor 1.8 a gasolina de 150 cv geraram resistência, já que o desempenho era somente “normal” e não podia usar álcool.

No design, as rodas aro 17, que deixavam os freios a tambor à mostra, também pesavam contra o Elantra entre 2011 e 2013.

E quando o sedã médio ganhou o motor 2.0 flex de 167 cv e freios a disco na traseira  já havia ficado para trás. As vendas do modelo foram minguando, até que a Caoa encerrou suas importações em janeiro deste ano. 

4. Peugeot 408 com câmbio de quatro marchas

Câmbio automático de 4 marchas é o que espanta os compradores Christian Castanho/Quatro Rodas

O sedã médio francês chegou ao Brasil em 2011 trazendo uma boa cesta de equipamentos, design elogiável e os motores 2.0 aspirado de 143 cv.

O calo do modelo, no entanto, também é o câmbio. Até 2013, o 408 era vendido com uma caixa automática de apenas quatro marchas na versão 2.0, que afetava não só o consumo como também o desempenho do motor 2.0.

Para tentar alavancar as vendas, a partir de 2014 o sedã passou a ser vendido com o câmbio de seis marchas que era usado nas versões com motor e 1.6 THP de 165 cv desde 2013. O rendimento melhorou consideravelmente, mas os emplacamentos continuaram baixos e o modelo saiu de linha no ano passado. Alta mesmo, só a desvalorização do usado.

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5. Chevrolet Captiva V6

Atenção deve ser redobrada com o câmbio automático das primeiras unidades com motor V6 Marco de Bari/Quatro Rodas

Assim como o Ford Fusion V6, o Chevrolet Captiva tem câmbio automático de seis marchas que recorrentemente apresenta problemas.

As falhas são mais frequentes nas unidades equipadas com o motor V6 de 261 cv, que foi substituído por outro mais potente em 2011.

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Os defeitos variam desde rompimento no disco de mola até a quebra total da transmissão, passando por falhas no módulo eletrônico.

O alto custo do reparo, que pode chegar a R$ 25.000, faz o SUV não ser tão querido no mercado de usados. As versões V6, inclusive, são mais baratas que as com motor 2.4 de quatro cilindros.

6. Mitsubishi Pajero Sport V6 flex

Consumo do motor flex joga contra a Pajero Sport da geração anterior Divulgação/Mitsubishi

O SUV japonês foi o primeiro a ter um motor V6 movido a etanol e gasolina. E pode-se dizer que a estreia não foi boa.

Segundo dados do próprio fabricante, a Pajero chegava a marcar 3,5 km/l na cidade e não mais que 7 km/l no trecho rodoviário com etanol no tanque.

A fama merecida de carro beberrão faz os compradores muitas vezes virarem a cara e nem quererem se sentar à mesa para negociar as versões flex. Quem há de julgá-los?

7. Nissan Tiida Sedan

Nissan Tiida sedan não oferece rodas de liga leve e os airbags eram apenas opcionais Divulgação/Nissan

O sedã compacto chegou ao Brasil em 2011 importado do México e teve vida curta, saindo de linha em 2013 para dar lugar ao Versa.

O modelo tinha preços atrativos (faixa dos R$ 44.000 quando zero), mas pecava por ser, já naquela época, pouco recheado na comparação com a versão hatch. Era vendido apenas com rodas de aço e airbags frontais eram itens opcionais.

O motor 1.8 flex de 126 cv, acoplado a câmbio manual ou automático de seis marchas, também não era dos melhores: atingia os 100 km/h em 11 segundos e fazia apenas 6,9 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada, quando movido a etanol.

Por todas essas razões, o Tiida Sedan pode dar trabalho para o dono na hora da venda.

8. Fiat Freemont

Dizem as más línguas que a Fórmula 1 vai adotar um pneu que desgasta ainda mais rápido que os hipermacios. Eles seriam chamados de “tipo Freemont” Divulgação/Fiat

  • O SUV de cinco ou sete lugares chegou ao Brasil em 2011, mas não foi exatamente uma novidade em nosso mercado.
  • Isso porque desde 2008 (e até hoje) a Dodge já comercializava por aqui o Journey, irmão gêmeo do Freemont no design, mas com motor V6 e equipamentos mais sofisticados.
  • Pode-se dizer que a estratégia da marca (controladora de Fiat e Dodge) não funcionou.

Mesmo custando até R$ 20.000 a menos, o desempenho e consumo do motor 2.4 a gasolina – utilizado até pouco tempo atrás em versão flex pela Fiat Toro – não deixaram o Freemont decolar.

A cesta de equipamentos de série, bem menos recheada que a do Dodge, também pesa contra o modelo da Fiat, que saiu de linha em 2015.

9. Citroën C4 Picasso

Segmento das minivans perdeu muito espaço no mercado com a chegada em bando dos SUVs Cleber Bonato/Quatro Rodas

Os carros franceses, em si, já não têm uma boa fama quando o assunto é revenda. Em muitos casos, no entanto, isso pode ser considerado lenda. Mas não para o Citroën C4 Picasso.

Primeiro porque a grande maioria dos compradores de minivans foi seduzida pelo tsunami de SUVs que inundou nosso mercado nos últimos seis anos.

Além disso, o custo de reposição de peças do carro não é dos mais baratos, já que o modelo vinha importado da Espanha até meados do ano passado, quando saiu de linha.

Por outro lado, o motor 1.6 THP, espaço interno e itens de série são pontos positivos do Citroën.

10. Volkswagen Touareg

Luxuoso, VW Touareg batia de frente com Porsche Cayenne divulgação/Volkswagen

O SUV de luxo da VW saiu de linha por aqui em janeiro de 2019, após emplacar somente seis unidades ao longo de 2018.

Por aqui, era vendido com duas opções de motorização: V6 de 280 cv e V8 de 380 cv, com etiquetas de R$ 337.630 e R$ 402.744, respectivamente.

Era relativamente barato para um SUV grande, mas o fato de ser, na prática, um Porsche Cayenne da Volkswagen, torna suas peças e manutenção muito caras. Tudo isso pode (e vai) trazer problemas na hora da revenda. Mais ainda se for blindado.

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