Carros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétrico

O conforto de se dirigir um automóvel com câmbio automático tem conquistado muitos motoristas. O mercado já percebeu essa tendência e tem lançado cada vez mais carros com esse tipo de transmissão.

Um estudo divulgado pela Bright Consulting prevê que, em 2019, pela primeira vez na história, o mercado brasileiro venderá mais carros zero-quilômetro equipados com esse tipo de transmissão que modelos com caixas manuais.

Porém, na mesma proporção em que vem aumentando a aquisição dos automóveis com o câmbio automático, as dúvidas sobre a maneira de usá-lo no dia-a-dia e os cuidados com a manutenção também cresceram. Por isso, reunimos aqui os principais questionamentos, dicas e curiosidades sobre esse assunto.

Afinal, é preciso trocar o óleo do câmbio automático? No trânsito pesado ou quando eu paro no sinal, coloco a alavanca no N (Neutro) ou deixo no D (Drive)? Como devo proceder na hora que eu terminar de estacionar um carro automático? São tantas perguntas que resolvemos fazer um guia para lhe orientar como proceder para que você prolongue a vida útil da transmissão e não tenha prejuízos. Além de não ser enganado na hora de comprar um automóvel com câmbio automatizado, acreditando ser um automático convencional.

Carros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétricoFoto Toyota | Divulgação

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Automáticos

Já o câmbio automático não tem embreagem. É um componente chamado conversor de torque que faz a ligação entre a caixa de transmissão e o motor. As marchas são definidas por engrenagens epicicloidais, popularmente chamadas de planetárias (diferentes daquelas presentes nos sistemas manuais). É por isso e o câmbio automático também é chamado de epicíclico.

As trocas das marchas são realizadas automaticamente, por uma central eletrônica, de acordo com a rotação do motor e a velocidade do veículo. Porém, não são tão rápidas quanto a dos câmbios automatizados de dupla embreagem. Por outro lado, o funcionamento é extremamente suave.

Os sistemas mais modernos já dispõem de oito ou até 10 marchas.

Mas praticamente todos os mecanismos atuais, independentemente do número de velocidades, permitem que o motorista assuma o controle e faça as trocas por contra própria, de modo sequencial, por meio de toques na alavanca ou de borboletas localizadas no volante (que têm o nome técnico de paddle-shifts). Os automatizados de dupla embreagem (chamados DSG ou DST) também oferecem a opção da troca de marchas em aletas sob o volante.

Câmbio automático do tipo CVT

E o CVT? O Continuosly Variable Transmission (Transmissão Continuamente Variável) é um tipo de câmbio automático, também acoplado ao motor por um conversor de torque. Todavia, seu princípio de funcionamento tem características muito específicas. Isso porque ele não conta com um número fixo de marchas: funciona como se tivesse uma infinidade delas.

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É que em vez de trazer diversas engrenagens epicicloidais, que determinam as marchas, ele tem apenas duas polias de diâmetro variável, ligadas a uma polia ou a uma corrente. A relação entre elas vai mudando de modo contínuo e progressivo, sem marchas definidas, de acordo com a condução.

O resultado é que a rotação do motor se mantém mais constante em acelerações. Consequentemente, o câmbio automático do tipo CVT é o mais suave entre seus pares. Também permite maior economia de combustível, embora, nesse caso, exista uma série de fatores envolvidos (como o peso do veículo e as características do propulsor, entre outros).

O câmbio automático CVT também tem algumas limitações. Ele não suporta, por exemplo, volumes muito grandes de torque. Por isso, geralmente não são utilizados em modelos esportivos ou em veículos com grande capacidade de carga.

Outra questão é que, devido ao funcionamento contínuo, alguns motoristas acham monótono dirigir veículos com esse tipo de transmissão.

Porém, alguns sistemas já trazem um recurso para driblar esse problema: marchas simuladas. Nesses casos, as polias se mantêm fixas em determinados pontos, formando as marchas.

Isso permite até que o motorista as troque de modo sequencial, como nos similares do tipo epicíclico.

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Assista ao vídeo abaixo e aprenda a fazer a troca sequencial usando os paddle-shifts:

Agora que você sabe mais sobre esses tipos de câmbio sem pedal da embreagem, confira as dicas abaixo para você usar melhor essa transmissão:

Descer na ”banguela”

Você deve estar se perguntando: “banguela em um carro automático? Como assim?” O negócio é que têm alguns motoristas que acreditam que colocar a alavanca no N (Neutro) durante uma ladeira é uma ótima maneira de economizar combustível. Só que eles se esquecem que essa atitude causa um esforço maior no sistema de freios. Pois, assim como em carro manual desengrenado, o câmbio não irá auxiliar o trabalho da frenagem.

Além do mais, nos motores equipados com injeção eletrônica (item presente em todos os automóveis vendidos no Brasil há pelo menos 20 anos), a economia de combustível é maior se o motorista mantiver uma marcha engatada sem acelerar que se ele colocar a transmissão em ponto morto. E isso vale tanto para carros equipados com o câmbio automático quanto com o manual.

A prática de colocar a alavanca em N ainda pode trazer um problema adicional: desgaste acelerado. É que o mecanismo dos câmbios automáticos trabalham sob grande pressão de óleo.

Na “banguela”, essa pressão é bem menor, o que pode prejudicar a lubrificação, principalmente se o veículo estiver em movimento.

Por tudo isso, o ideal é você deixá-lo sempre na posição D (Drive) ou, se a sua caixa tiver a opção de trocas sequenciais, colocar uma marcha mais forte.

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Ao estacionar em uma ladeira, primeiro puxo o freio de mão ou engato o P?

Vira e mexe leitores enviam e-mails para o AutoPapo relatando que a alavanca travou no P (Parking).

A pergunta determinante é: na hora em que isso ocorreu, você imobilizou completamente o veículo antes de engatar o P? Em 90% dos casos, a ação do motorista foi contrária: após estacionar, o motorista posicionou a alavanca no P sem freá-lo, ou até mesmo quando ele ainda estava em movimento.

Se você é um motorista ansioso ou distraído, que fatalmente vai engatar o P sem imobilizar o veículo, é interessante criar um hábito. Ao estacionar, acione o freio de mão primeiro e só depois mova a alavanca para o P.

Desse modo, a ação sempre será feita com o veículo completamente parado. Agora, na hora de sair com o automóvel, o procedimento é inverso: primeiro dê a partida e coloque o câmbio em D, para depois baixar o freio de mão.

Quando usar o “L” ou “1,2,3”

Em alguns automóveis com câmbio automático, além das letras P, N e D no câmbio, a também a letra L (Low). Esse função aciona uma marcha mais forte, como a primeira ou a segunda.

Então, ao subir uma ladeira mais pesada, ao colocar a alavanca no L, isso irá impedir que a transmissão, em rotações mais elevadas, troque de marcha no meio do morro e o seu carro perca torque.

Evitando, assim, que o sistema retorne para uma marcha abaixo logo em seguida.

1, 2, 3…

Em determinadas transmissões automáticas, em vez da letra L (ou adicionalmente à ela), há os números 1, 2 e 3. Eles equivalem à primeira, à segunda e à terceira marcha.

Ao colocar a alavanca nas posições determinadas por esses algarismos, o motorista vai limitar o funcionamento do câmbio. Então, ele vai utilizar, no máximo, aquela marcha específica.

No 2, por exemplo, o sistema vai manter sempre a segunda marcha, mesmo se o motor já tiver alcançado altas rotações. No 3, do mesmo modo, a quarta jamais será engatada.

Esse recurso serve para evitar mudanças para marchas seguinte em situações nas quais o carro não pode perder força. Por exemplo, ao subir uma ladeira íngreme em um veículo sem grande reserva de potência. Ou ao transitar em pisos de baixa aderência, como estradas enlameadas ou cobertas de neve. Mas sua maior utilidade é possibilitar que o motorista utilize freio-motor em descidas.

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Para que serve o botão “S”

Câmbios automáticos podem também oferecer a opção “S” , de “sport”, na alavanca. Em quase todos, a ideia é tornar a condução mais esportiva,“esticando” mais a rotação de motor em cada marcha antes de cambiar para a seguinte.

Em alguns carros mais antigos, entretanto, o “S” significava “Snow”,de neve, em inglês. Neste caso, a caixa eliminava a primeira marcha e arrancava de segunda, para evitar que as rodas patinassem. Podia ser usado também para sair da imobilidade na lama. Atualmente, essa função é cumprida pelo Controle de Tração, um dispositivo eletrônico que evita o deslizamento das rodas.

Carros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétrico

Quando trocar o óleo?

A resposta para essa pergunta é: depende. Alguns veículos automáticos já dispensam a necessidade de se fazer a troca do óleo do câmbio, assim como no câmbio manual.

Mas é bom  sempre lembrar de checar periodicamente no nível do fluido, já que é possível que surja um vazamento.

O importante é sempre consultar o manual do proprietário para saber se o modelo em questão tem essa exigência e em qual quilometragem esse serviço deve ser feito.

Automatizados

Carros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétricoPedal de freio e acelerador em carro automático

Para início de conversa, é preciso deixar bem claro que câmbio automático não é a mesma coisa que automatizado. A única semelhança entre os dois é a ausência do pedal de embreagem e as letras P (Parking), N (Neutro), R (Reverse ou ré) e D (Drive). Entretanto, mecanicamente, eles são completamente diferentes.

O câmbio automatizado tem embreagem, como nas caixas manuais. Porém, ele é todo operado por computador e comandos elétricos ou hidráulicos atuam como se fossem um “pezinho” oculto para acionar a embreagem e uma “mãozinha” para passar as marchas. Resumindo, seu funcionamento é bastante parecido com o de um sistema manual, com a diferença de que ele é operado eletronicamente.

Existem diversas denominações comerciais para sistemas automatizados de uma embreagem. Entre os quais, Dualogic/ GSR na Fiat, i-Motion na Volkswagen, Easy’R na Renault e Easytronic na Chevrolet. Apesar dos nomes distintos, são sistemas semelhantes do ponto de vista técnico.

Automatizado de dupla embreagem

Existem ainda os câmbios automatizados de dupla embreagem, que são bem mais avançados. O funcionamento é parecido com os similares de apenas uma embreagem.

Mas há uma diferença crucial: a presença de duas embreagens, uma para as marchas pares (e para a ré) e outra para as ímpares. Por causa disso, uma das marchas fora de uso está sempre pré-engatada.

Quando está trafegando em segunda, por exemplo, o mecanismo mantém a terceira prestes a ser utilizada.

Isso traz vantagens em diferentes aspectos. Primeiramente, as trocas são muitíssimo rápidas: duram, em média, milissegundos. É por esse motivo que esse tipo de transmissão é muito usada em carros esportivos.

Outra vantagem é que o funcionamento é bastante suave, tal como nas caixas automáticas.

Muito diferente dos dispositivos de apenas uma embreagem (automatizados) que costumam “dar trancos” nas passagens de marchas e por isso já estão deixando de ser fabricados.

Pé esquerdo no freio? Sim, não o deixe “descansando”

Tá achando que o pezinho vai ficar “numa boa” em carros automáticos ou automatizados? Nada disso!

Agora no caso da alavanca do câmbio travar por causa de uma pane elétrica, já que você não vai conseguir ligar o carro, a solução é bem simples: tire uma tampinha (vide foto abaixo) que fica próximo ao câmbio e use a própria chave do carro para empurrar um botãozinho que fica embutido lá para desbloquear a alavanca e colocá-la na posição N. Assim, você poderá soltar o carro para colocá-lo em um reboque ou empurrá-lo para um outro local.

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Carros automáticos para PcD

Em 2018, as vendas de carros com câmbio automático para PcD ultrapassaram as 180 mil unidades. Aliás, muitas montadoras já perceberam o crescimento desse mercado e estão se esforçando para atender a esses consumidores.

Por outro lado, o governo já sinalizou que poderá endurecer as regras para conceder benefícios fiscais ao público PcD.

Confira abaixo a galeria dos modelos mais baratos baratos com transmissão automática vendidos em 2018:

Carros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétricoCarros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétricoFord Ka 1.5 Freestyle (Foto Alexandre Carneiro | AutoPapo)Carros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétricoToyota Etios também é equipado com câmbio automáticoCarros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétricoAssim como o Gol, Voyage também ganhou câmbio automáticoCarros Automatizado Quilometragem 40,474 km a 65,068 km com Direção hidráulica, Vidro elétrico

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Câmbio automático dura bem mais que automatizado, mas reparo dói no bolso

O automatizado era o padrão nos VW, Fiat e Ford mais baratos Christian Castanho

Os câmbios automatizados em modelos compactos rumam no mesmo caminho da extinção que as peruas e minivans. Opção mais barata que o automático convencional, as caixas robotizadas caem em desuso nos segmentos de entrada.

Defeitos e problemas de adaptação por parte dos motoristas estão entre as causas. O apelo do custo, porém, ainda é forte na questão do pós-venda. Só que as visitas ao mecânico são bem mais frequentes do que se deseja.

Em carros abaixo dos R$ 60.000, só a Fiat mantém o GSR, ex-Dualogic.

  • A GM foi a primeira a trocar o Easytronic por um automático com conversor de torque, de seis marchas, mesma estratégia adotada pela VW com o Gol e Voyage 2019, que deram adeus ao I-Motion.
  • Na Ford, o PowerShift, de dupla embreagem, também sumiu junto do Fiesta, e o Easy’R, da Renault, durou bem pouco no mercado.
  • Segundo mecânicos independentes, os constantes problemas nesses câmbios automatizados são uma das razões para a descontinuidade do equipamento em prol das caixas convencionais.

“Já tive de consertar Dualogic com 13.000 km, Easytronic com 20.000 km. A manutenção não é tão barata e 90% deles têm problemas na embreagem”, alerta Edson de Carvalho, dono da Rio Auto Center, na zona central carioca.

Fiat Argo 1.3 GSR é um dos poucos compactos a insistirem no uso de caixa automatizada Christian Castanho/Quatro Rodas

Consertar a transmissão robotizada realmente não é algo barato, porém nem se compara ao custo de manutenção das automáticas.

Até porque a automatizada tem componentes na maioria nacionalizados e iguais aos do câmbio manual. Embreagem, platô e lubrificante geralmente se assemelham e são os itens mais trocados nas lojas.

O atuador da embreagem, porém, costuma ser diferente. E caro. Pesquisa com oficinas especializadas em São Paulo e no Rio mostra que o item custa entre R$ 1.000 e R$ 1.500. A peça similar que serve ao câmbio manual fica abaixo de R$ 500.

No geral, o custo do reparo do Easytronic tem preço médio de R$ 3.000, enquanto o do Dualogic/GSR é de R$ 3.500 e o I-Motion, entre R$ 4.000 e R$ 5.000.

E não são raros os casos de estabelecimentos que já negam serviços em certos equipamentos. Isso devido às peças que começam a ficar escassas e caras no mercado, como é o caso do Easytronic.

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Tem oficina que também não mexe em Dualogic ou no PowerShift, o câmbio que fez a Ford tomar uma dura do Procon-SP e realizar reparos gratuitos, além de estender sua garantia para 160.000 km.

DURÁVEL, MAS CARO

Agora, investem em um automático mais convencional Christian Castanho/Quatro Rodas

Em relação aos câmbios automáticos, o abismo é grande. Até porque os modelos de caixa em oferta no Brasil são todos importados.

Os novos de seis marchas da GM e da VW, por exemplo, podem apresentar uma conta de conserto acima dos R$ 10.000, segundo informações de revendedores de ambas as marcas.

Na Fiat, profissionais de concessionárias dizem que a orientação é fazer a troca de qualquer câmbio automático que der defeito dentro da garantia. “A ordem é nem abrir a caixa”, diz um funcionário que pediu anonimato.

Além disso, tem mecânico que cobra R$ 5.000 só para abrir a transmissão com conversor de torque.

“O automático tem mais peças e custo alto. Esse câmbio não é fácil de mexer, tem que ter um bom técnico e um bom equipamento de diagnóstico”, observa Diego Oliveira dos Santos, gerente da Foca Rio, outra oficina especializada do Rio de Janeiro.

Contudo, enquanto os dispositivos robotizados têm intervalos de manutenção a cada 60.000 ou 70.000 km, os conjuntos automáticos já são projetados para durar mais de 200.000 km.

Mesmo os itens mais caros do equipamento, como o módulo, raramente dão problemas, segundo os próprios donos de oficinas. Ou seja: o valor de compra é maior, mas as visitas aos técnicos podem nem existir.

E sempre tem aquela dica para preservar a caixa robotizada. Ricardo Silva, chefe de oficina da concessionária Recreio, da Volkswagen, aconselha colocar o câmbio em Neutro quando parar em algum semáforo ou mesmo no trânsito.

Afinal, o equipamento funciona quase como a caixa manual. “Em Drive, a todo o momento o disco da embreagem fica acionado, gerando desgaste e aquecimento, mesmo com o carro parado”, diz.

Com o câmbio automático, algumas dicas também são úteis em prol da durabilidade do conjunto. Ao estacionar, primeiro acionar o freio de estacionamento para depois colocar a alavanca gradativamente em Parking.

E mesmo nos casos em que a montadora não recomenda, a partir do momento que não se tem mais a garantia, vale fazer uma checagem na transmissão – as oficinas fazem o diagnóstico do sistema por custos entre R$ 300 e R$ 500.

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Câmbio automatizado: o que é, como funciona e quais os principais problemas

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Câmbio Easy-R da Renault é um automatizado de operação diferente do Dualogic e família (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Câmbio Easy-R da Renault é um automatizado de operação diferente do Dualogic e família (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A busca por maior conforto no intenso trânsito urbano das cidades, associado a maior disponibilidade de produtos e custo mais acessível tem levado o consumidor à compra de veículos com transmissões que dispensam o pedal de embreagem. E, se há alguns anos a opção era única, hoje existe um variado cardápio a escolha.

O mais barato é o automatizado.

Os componentes da embreagem e câmbio são idênticos à transmissão manual, porém ao invés do pedal da embreagem há um sistema auxiliar para desacoplar o motor da transmissão e outro para engatar as marchas, que podem ser eletrohidráulicos ou 100% eletrônicos. Por isso mesmo, não se deve segurar os automatizados no acelerador em subidas, uma prática que vai superaquecer a embreagem e travar a transmissão no neutro.

O tipo de automatizado mais utilizado pelo mercado é o eletrohidráulico FreeChoice produzido pela Magneti Marelli e presente em modelos da Fiat (com o nome de GSR ou Dualogic) e Volkswagen (iMotion).

O sistema é gerenciado por uma central eletrônica de transmissão (TCU – Transmition Central Unit) que conversa com a central eletrônica do motor e, dependendo da velocidade e pressão do pedal do acelerador, determina qual marcha utilizar.

Já a transmissão automatizada 100% eletrônica é composta por três motores elétricos de corrente contínua que realizam as operações de acionamento da embreagem, seleção e engate de marchas.

A alavanca de câmbio deixa de ter contato mecânico com a caixa da transmissão, e passa a emitir apenas um sinal elétrico para o módulo de controle, que conversa com o módulo do motor e determina qual marcha engatar de acordo com a velocidade do carro e a posição do pedal do acelerador.

Entre os veículos que utilizam este tipo de transmissão, produzida pela ZF Sachs, estão os compactos da Renault, Sandero e Logan, batizados de Easy-R.

  • Segundo o especialista em transmissão automática, Maurício Carreiro, instrutor da TTR Treinamentos, de São Bernardo do Campo (SP), o nível de dificuldade de manutenção dos câmbios robotizados é baixo, quase similar ao de uma transmissão manual, porém por conter elementos eletrônicos demanda um conhecimento adicional do profissional de reparação automotiva, além do investimento em equipamentos específicos.
  • “Após realizada a troca da embreagem é preciso reiniciar o sistema, e isso só é possível com a utilização de um scanner automotivo”, afirma Carreiro ao lembrar que nem todos os equipamentos existentes no mercado possuem esta função.

Com relação ao custo de manutenção, Carreiro comenta que o valor da troca da embreagem chega a ser até três vezes mais caro do que uma convencional, dependendo do modelo do veículo.

“Isso é movimento de mercado, pois não há tantas diferenças entre as duas peças que justifiquem o preço mais alto, porém o custo de mão de obra para a troca será maior pois o profissional precisa investir em capacitação e ferramentas”, diz ao estimar em R$ 1.

200 o valor da troca de uma embreagem de câmbio robotizado ante R$ 350 de um carro mecânico convencional.

Entre as falhas mais comuns que podem surgir nos câmbios robotizados eletrohidráulicos, Carreiro lista dois: vazamento de óleo do sistema hidráulico e queima da bomba de pressão do óleo do sistema hidráulico. Em ambos, as marchas param de engatar e o carro fica imobilizado.

“O primeiro é muito difícil de diagnosticar, pois o fluido hidráulico simplesmente desaparece e não se vê vazamentos”, afirma o especialista ao explicar que o vazamento é interno, no pistão de seleção, e vai para dentro da transmissão. “Quando isso acontece, não basta apenas completar o óleo, é preciso utilizar um kit de reparo e trocar as vedações, que custa cerca de R$ 500”, diz.

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Câmbio GSR-Comfort é acionado por botões (à la Alfa Romeo) e tem função Sport (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Câmbio GSR-Comfort é acionado por botões (à la Alfa Romeo) e tem função Sport (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Já a queima da bomba é consequência da não substituição do fluido hidráulico, que apesar de o fabricante do sistema informar ser para a vida toda do carro, precisa ser substituído de tempos em tempos.

“O ideal é verificar a condição do fluido a cada revisão do carro”, alerta Carreiro.

“Se o filtro estiver com muita impureza, aconselho a troca”, diz ao comentar que o fluido é higroscópico, e com isso absorve umidade do ar e perde as propriedades.

Carreiro comenta que os discos de embreagem dos câmbios robotizados devem durar em média 100 mil km, porém a grande maioria apresenta desgaste prematuro com metade da quilometragem, por conta da forma de utilização do veículo. “Uma dica é fazer a redução manualmente em subidas ao invés de esperar ao sistema fazer automaticamente, pois isso evita o deslizamento desnecessário do disco da embreagem”, afirma.

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