Carros 2019 com Volante com regulagem de altura a Diesel Não blindado

Barras cromadas em zigue-zague são destaques da terceira reestilização do ASX Fernando Pires/Quatro Rodas

Houve um tempo em que a Mitsubishi era referência entre os SUVs, com amplo portfólio e ícones da história como a família Pajero. Novos rivais apareceram, e a concorrência que já disputava com ela no passado se modernizou. Os modelos da marca viram o tempo passar sem atualizações significantes – o ASX, por exemplo, é praticamente o mesmo há sete anos.

Reestilizado pela terceira vez desde que chegou ao Brasil, em 2010, é a porta de entrada para quem quer um utilitário com o símbolo dos diamantes. Mas será que compensa?

Avaliamos a versão topo de linha do modelo. O carro das fotos, equipado com faróis de xenônio e teto solar panorâmico, custa R$ 128.490. Mas há outras cinco configurações, que se alternam entre câmbio manual ou automático, tração 4×2 ou 4×4 e visual convencional ou aventureiro (versões Outdoor). Os preços começam em R$ 99.990 (câmbio manual e tração 4×2).

Traseira segue inalterada desde 2010, quando o modelo chegou ao Brasil Fernando Pires/Quatro Rodas

Por fora, o ASX dispensa delongas. A reestilização apresentada no Salão de São Paulo, em 2016, atinge apenas a dianteira do modelo com novos frisos cromados que fazem uma espécie de ziguezague entre os faróis principais e os de neblina. A traseira não muda desde 2010 e, na versão mais cara, as rodas são de 18 polegadas.

No papel, sua motorização fica na média do segmento: um 2.0 16V a gasolina de 160 cv e 20,1 mkgf, com opção de câmbio manual de cinco marchas ou automático CVT – este último, presente na configuração avaliada.

Painel tem materiais plásticos de toque rígido – os rivais de hoje apostam em superfícies forradas e acolchoadas Divulgação/Divulgação

Apesar dos bons números de potência e torque, o motor tem trabalho para carregar os 1.480 kg (mais pesado que um Jeep Renegade), em parte por responsabilidade do funcionamento anestesiado do câmbio de relação contínua. Pressionando o acelerador até o fundo, a rotação do motor sobe rápido – assim como o forte ruído que invade a cabine –, mas ainda falta fôlego.

Para ir de 0 a 100 km/h, o ASX levou 12,2 s – mais lento que um Honda HR-V (11,0 s), mas à frente de um Renegade flex (14,4 s). Nas retomadas de 80 a 120 km/h, foram 9,1 segundos, contra 7,4 s do HR-V e 10,4 s do Renegade flex.

Para embalar no trânsito ou na estrada, o motorista sente a necessidade de pisar mais forte e por mais vezes no acelerador. Daí surge mais um porém: o consumo bem elevado.

Nos testes de QUATRO RODAS, o ASX automático com tração nas quatro rodas registrou a média de 6,9 km/l em ciclo urbano e 9,8 no rodoviário (o HR-V faz 10,4 km/l e 13,1 km/l, e mesmo o Renegade é mais econômico, com 9,6 km/l e 12 km/l, respectivamente)

A suspensão firme, mesmo passando grande parte das imperfeições do solo para a cabine, proporciona um rodar com boas sensações de segurança e robustez.

Comandos dos vidros não têm iluminação. Apenas o do motorista tem função de um toque Fernando Pires/Quatro Rodas

Por dentro, o ASX também sente a idade. Dificilmente você encontrará um SUV compacto com acabamento tão simples na mesma faixa de preço. Todo o painel é composto por materiais de toque rígido e aparência condizente com hatches compactos de entrada – à noite, apenas o botão do vidro do motorista é iluminado.

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Os toques de requinte são poucos e austeros: comandos cromados do ar-condicionado e nos apliques em cinza no volante e no console central. O quadro de instrumentos apresenta quase tudo o que é necessário de forma prática, com computador de bordo no centro. Só faltou um mostrador digital de velocidade.

A central multimídia é completa: tem Bluetooth, GPS, rádio AM/FM, USB e streaming de áudio. No entanto, além da aparência espartana, tem manuseio complicado. Encontrar a entrada USB é praticamente um desafio – ela fica na extremidade direita do fundo do porta-luvas escondida por uma tampa (ufa!), onde a luz e as mãos (do motorista) não chegam.

Central multimídia, mesmo completa, tem aspecto simplório. Ar-condicionado é automático, mas não digital Fernando Pires/Quatro Rodas

Entre os equipamentos, a versão topo de linha traz ar-condicionado automático (mas não digital), bancos dianteiros com aquecimento, piloto automático, controles de estabilidade e tração, sensores de estacionamento traseiros (sem câmera de ré), faróis de xenônio com acendimento e regulagem de altura automáticos, sensores de chuva, rebatimento elétrico dos retrovisores, sete airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelho), chave presencial com partida do motor por botão, assistente de partida em rampas e Isofix.

Espaço é bom e teto panorâmico ajuda na paisagem, mas bancos são duros Fernando Pires/Quatro Rodas

Na convivência, o ASX oferece bom espaço para todos os ocupantes e uma ótima sensação proporcionada pelo teto de vidro (que pode ser “fechado” por uma persiana elétrica), mas os bancos de couro são duros e, o porta-malas, mesmo com 415 litros de capacidade (maior do que o de Renegade, 273, Tracker, 306, e Vitara, 375), é estreito verticalmente pela altura do compartimento.

Sem grandes atrativos capazes de seduzir o consumidor numa análise racional, o ASX acaba tendo como trunfo a força da marca, ainda bem vinculada à robustez e valentia no off-road. As versões com tração 4×4, como a avaliada, o sistema atua sob demanda, sem intervenção do motorista. Mesmo quando o sistema está acionado, a força do motor é enviada ao eixo dianteiro.

Dimensões são de SUV compacto, mas preço está acima da média. Rodas são de 18 polegadas Fernando Pires/Quatro Rodas

Conforme o tipo de piso e a incidência de deslizamento das rodas, o eixo traseiro entra em ação. Mas também é possível efetuar o bloqueio da distribuição de torque por meio de um botão, recurso que mantém a distribuição de tração em 50% entre os eixos.

Mesmo sem as capacidades do antigo TR4, o ASX mostra desenvoltura em trechos enlameados, poças e de pequenos atoleiros. A suspensão traseira do tipo multilink é eficaz, porém tem curso curto – e não tolera a mistura de pisos ruins com velocidade elevada. Mas garante segurança em curvas rápidas e fechadas.

MÚLTIPLA ESCOLHA

Na faixa acima dos R$ 100.000, o ASX tem fortes concorrentes mesmo entre os que fazem questão de tração integral. Recém-chegado ao Brasil, a nova geração do Suzuki Vitara é tabelada em R$ 107.

990 em sua configuração topo de linha, 4Sport, com motor 1.4 turbo de 146 cv e 23,5 mkgf, além de tração 4×4. O desempenho e o consumo são bem superiores, mas o espaço interno é o menor do segmento.

Teto solar panorâmico é exclusivo da versão topo de linha e garante sensação agradável à cabine Fernando Pires/Quatro Rodas

Se você quiser estar na moda, porém, há duas opções na Jeep. Segundo SUV mais vendido do país, o Compass tem a versão Limited (com motor 2.0 flex de até 166 cv, tração dianteira e câmbio automático de seis marchas) por R$ 136.990.

Com um pouco mais, por R$ 131.990, é possível levar para casa um Renegade Trailhawk, a versão mais cara do jipinho com motor 2.0 turbodiesel e câmbio automático de nove marchas. Mais equipado e refinado que o ASX, além do visual atraente, o Renegade também vence no desempenho e no consumo.

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VEREDICTO

Apesar da inegável qualidade do conjunto mecânico e do público ainda fiel, a defasagem e o desequilíbrio na relação custo-benefício tornam o ASX uma opção dificilmente justificada entre tantas outras alternativas mais modernas.

Teste de pista (com gasolina) – Mitsubishi ASX 2.0 16V CVT AWD

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,2 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 33,7 s – 156,8 km/h
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 5,5 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 6,8 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 9,1 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 16,6 / 29,4 / 68,2 m
  • Consumo urbano: 6,9 km/l
  • Consumo rodoviário: 9,8 km/l

Ficha técnica – Mitsubishi ASX 2.0 16V CVT AWD

  • Preço: R$ 128.490
  • Motor: gas., diant., transv., 4 cil., 16V, 1.998 cm3, 160 cv a 6.000 rpm, 25,5 mkgf a 4.200 rpm
  • Câmbio: automatico, 6 marchas, tração integral
  • Suspensão: McPherson(diant.) / multilink (tras.)
  • Freios: discos ventilados (diant.) / discos sólidos (tras.)
  • Direção: elétrica
  • Rodas e pneus: 225/55 R18
  • Dimensões: comp., 436 cm; largura, 178 cm; altura, 163,5 cm; entre-eixos, 267 cm; peso, 1.480 kg; tanque, 60 l; porta-malas, 415 l

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Teste: dirigimos o Lamborghini Urus, o SUV de R$ 2,5 milhões que faz a marca vender como nunca

Isso parece pouco, mas é uma façanha. E com gosto azedo para quem torce o nariz para os SUVs: o Urus compõe quase a totalidade das vendas. Desses 26 carros, 20 são Urus. A Lamborghini provou que é possível unir as capacidades de um superesportivo com as qualidades de um utilitário.

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A traseira têm lanternas estilosas e um extrator sem tamanho (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

A traseira têm lanternas estilosas e um extrator sem tamanho (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Aí você pensa: quem compra um Lambo quer fazer bonito na pista, certo? Não tem problema. O Urus está equipado para enfrentar um Porsche 911 mal encarado. Tem um V8 4.0 biturbo de 650 cv e incríveis 86,7 kgfm. É o suficiente para ir de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos.

Para comparar, um AMG GT 4 portas (aquele com espaço suficiente para uma família e toda a sua bagagem), faz o mesmo em 3,3 s. Um Huracán LP 580-2, que pesa 1,5 tonelada, faz o mesmo teste de aceleração em 3,4 segundos.

Até os bancos podem assumir uma cara mais esportiva: basta acessar a tela multimídia e transformá-los em bancos no estilo concha.

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Alguns comandos são semelhantes aos da Audi (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Alguns comandos são semelhantes aos da Audi (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Eu não estou na fila de clientes da Via Italia, única loja da marca italiana no país, mas fui a primeira jornalista a dirigir o Urus no Brasil. Foi tentando descobrir os motivos que fazem o SUV vender tanto que acabei atrás do volante.

Ligo o carro e não escuto aquele ronco alto tradicional dos carros da Lamborghini. Como todo Lambo, basta dar um toque na aleta direita, atrás do volante. Não é preciso colocar a alavanca do câmbio automático em D.

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O Drive é engatado ao se acionar a borboleta direita (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

O Drive é engatado ao se acionar a borboleta direita (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Em movimento, o que mais surpreende é a estabilidade. Sabe o papo de que SUV é ruim de curva? Esqueça. Fiz uma rotatória em velocidade muito maior do que o normal, passei em uma valeta em alta velocidade, e nenhum sinal de instabilidade ou excesso de movimentação lateral na carroceria. Mérito do sistema de estabilização eletromecânico adaptável com resposta contínua e imediata.

Como em todo esportivo, há modos de condução configuráveis eletronicamente. Na opção Strada, o SUV fica comportado — no desempenho, o carro também tem características de um familiar e de um superesportivo.

Basta selecionar um dos sete ajustes: Strada (para ir de casa para o trabalho), Sport (aumenta a performance e o giro), Corsa (desempenho máximo: o giro e o ronco aumentam consideravelmente e o ESC fica mais permissivo), Sabbia (o carro entra no modo off-road, o giro do motor diminui e o SUV fica 4 centímetros mais alto para enfrentar a areia), Terra e Neve.

O modo Corsa reduz a altura em 1,5 centímetro, enquanto o sistema de vetorização de torque pode enviar até 70% da força para o eixo dianteiro, ou 87% para o traseiro, além de frear individualmente cada roda para fechar a trajetória ou estabilizar o carro.

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O padrão geométrico rebuscado se repete no interior (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

O padrão geométrico rebuscado se repete no interior (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Na cabine, o que mais me chamou atenção foi a manopla do câmbio. O Urus tem interior com inspiração na aviação. O botão de partida fica dentro de uma tampa, como o sistema de armas de um avião-caça. Para deixar o interior ainda mais tecnológico, há uma terceira tela no console central para controlar funções como ar-condicionado, aquecimento, ventilação e massagem nos bancos.

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O acabamento é perfeito e utiliza materiais ultraluxuosos (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

O acabamento é perfeito e utiliza materiais ultraluxuosos (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

No banco de trás, o Urus tem a mesma tela que configura o ar-condicionado do Audi Q8. Não é uma coincidência, a marca alemã é a “dona” da Lamborghini — ambas pertencem ao grupo Volkswagen. A diferença, claro, fica para o acabamento. O Lamborghini mistura várias texturas, sem que pareça exagerado. Quase tudo o que eu encosto tem toque suave, até o teto é forrado com Alcantara.

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Espaço interno sobra para levar três pessoas atrás (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Espaço interno sobra para levar três pessoas atrás (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Do lado de fora, também impressionantes são os discos de freio — têm 440 milímetros (com 40 milímetros de espessura). Para ter uma ideia, no Aventador SVJ são 400 milímetros. Ou seja: o Urus tem o maior disco de freio da Lamborghini. São dez pistões hidráulicos para as rodas dianteiras atuando em rotores feitos de carbono-cerâmica, mais resistentes à fadiga.

As rodas são de 23 polegadas e os pneus são de uso misto nas medidas 285/35 na frente e 325/30 atrás, projetados especialmente para o SUV. De acordo com a Pirelli, foram cinco anos de desenvolvimento. Para se ter uma ideia, o preço de cada pneu pode chegar a R$ 5 mil. No ato da compra, o cliente pode optar pelo Urus com rodas de 22 polegadas e aproveitar o “desconto” de R$ 100 mil.

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Os discos dianteiros do Urus são os maiores da Lamborghini (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Os discos dianteiros do Urus são os maiores da Lamborghini (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

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Além do desempenho e do visual, outro motivo para tantas unidades vendidas está na tecnologia. O Urus tem o básico: leitor de faixa, câmera 360 graus, três telas, contando com o head up display digital, carregador wireless para celular, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros com câmera de ré e controle de cruzeiro adaptativo.

Mas também o que surpreende: uma plataforma eletrônica com barra estabilizadora adaptativa para grudar nas curvas como se o carro não tivesse suspensão alta. O eixo traseiro esterçante ajuda tanto na hora de estacionar quanto na tangência de curva em alta velocidade.

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Há um recurso que permite ver o carro em 3D para manobrar melhor (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Há um recurso que permite ver o carro em 3D para manobrar melhor (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Uma função que mostra o 3D do carro para você conferir se estacionou direito e há som da grife Bang & Olufsen com 21 alto-falantes e absurdos 1700 watts. Um detalhe curioso: no motor, tem uma placa com a ordem de explosão dos pistões.

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A capa do V8 traz a ordem de ignição dos cilindros (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

A capa do V8 traz a ordem de ignição dos cilindros (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Além de ser um superesportivo com espaço para famílias (porta-malas de 616 litros), o Urus também encara um off-road. Tem tração integral e suspensão adaptativa capaz de elevar a altura do vão livre em quatro centímetros.

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O porta-malas não foi prejudicado pela forma de cupê da carroceria (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

O porta-malas não foi prejudicado pela forma de cupê da carroceria (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

De volta à pista, não dá para negar que o modo de direção mais divertido é o Ego. A começar pelo nome, é possível ajustar separadamente suspensão, direção e tração, em três níveis: suave, médio e esportivo.

Dá para deixar a resposta do volante mais direta (modo esportivo), a suspensão menos rígida para priorizar o conforto (modo suave) e o desempenho intermediário (modo médio), por exemplo.

Uma alavanca fica no console central para que essas mudanças sejam feitas de maneira mais rápida.

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O painel digital tem grafismos estilizados (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

O painel digital tem grafismos estilizados (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Na configuração mais forte, é possível atingir 305 km/h, isso apesar de todo esse tamanho e peso. A altura varia entre 1,62 m e 1,71 metro. Tudo no Lamborghini é superlativo, inclusive o comprimento de 5,1 metros e os 2,2 metros de largura.

O Urus compartilha componentes reconhecíveis em outros modelos (mais baratos) do grupo Volkswagen, como as telas e chave, que vieram do A8 — até os botões têm a mesma ilustração dos modelos da Audi. Motor e câmbio são compartilhados com o Porsche Cayenne e RS6. Tem mais: o eixo traseiro e a suspensão são os mesmos do Bentley Bentayga.

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Botão de partida fica protegido por capinha como em um caça (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Botão de partida fica protegido por capinha como em um caça (Foto: Christian Castanho / Autoesporte) — Foto: Auto Esporte

Feita de alumínio, a carroceria tem sua semelhança com outro alemão, o Audi Q8, já que ambos usam a mesma plataforma. A diferença é que o Lamborghini aposta em linhas mais recortadas. A inspiração veio dos aviões invisíveis a radar.

A frente lembra muito os Lamborghinis Aventador e Huracán. O caimento do teto é muito inclinado para garantir o estilo cupê, sem molduras nas portas. As quatro saídas de escapamento são envolvidas por um extrator de ar sem tamanho. No geral, o carro lembra um conceito, parece ter vindo do futuro — e isso é bom.

Não dá para negar que quem compra um Lamborghini quer destaque. E aí está a receita do sucesso do Urus. Oferecer visibilidade e status sem abrir mão das capacidades dinâmicas da marca, nem da praticidade de um SUV familiar. Mesmo nos bairro dos Jardins, em São Paulo, uma das regiões mais luxuosas da cidade, os olhares são garantidos.

MotorDianteiro, longitudinal, 8 cil. em V, 4.0, 32V, biturbo, injeção direta de gasolina

Potência650 cv a 6.000 rpm

Torque86,7 kgfm entre 2.250 e 4.500 rpm

CâmbioAutomático de oito marchas, tração integral

SuspensãoIndep. do tipo multilink (diant. e tras.)

FreiosDiscos ventilados de carbono e cerâmica (diant. e tras.)

Rodas e pneus285/35 (dianteira) e 325/30 na traseira, aro 23

  • DimensõesCompr.: 5,11 mLargura: 2,2 m (com retrovisor) ou 2,01 m (sem retrovisor)Altura: 1,63 m
  • Entre-eixos: 3 m

Avaliação do Ix35: manutenção, revenda e consumo

O ix35 é um modelo da marca Hyundai, categoria SUV. Flex desde a sua nacionalização, em 2013, possui motor 2.0 que rende de 169 cv de potência e 20,4 kgfm de torque com gasolina ou 178 cv e 21,8 kgfm com etanol.

O câmbio é automático de seis velocidades, com tração dianteira. Leva cinco pessoas e seu porta-malas tem capacidade para 591 litros.

  • Tanto a aceleração inicial, quanto as retomadas, são excelentes, fato que proporciona uma ultrapassagem tranquila e segura ao condutor e passageiros.
  • Sua suspensão firme e silenciosa proporciona um perfeito desempenho em qualquer terreno.
  • Possui assentos confortáveis e de excepcional acabamento: sólido e com materiais de primeira qualidade, que o colocam na frente da concorrência.
  • O IX35 é um utilitário esportivo médio da Hyundai lançado em 2009, na Coreia do Sul, para substituir o Tucson.
  • Em alguns países ele ainda é conhecido como “New Tucson”, mas no Brasil, como o Tucson continua sendo produzido, o modelo ganhou o nome de iX35 que é o mesmo utilizado na Europa.

No Brasil, o utilitário esportivo só chegou no segundo semestre de 2010, na versão com o motor NU 2.0 e com uma faixa de preço mais elevada.

Inicialmente ele era importado da Coreia, mas desde o final de 2013, o SUV é produzido na fábrica do Grupo CAOArepresentante oficial da Hyundai no País – em Anápolis (GO). Sua primeira reestilização aconteceu em 2015.

Hyundai Ix35 2016

  1. O ix35 versão 2016 traz mudanças estéticas para se adequar à nova identidade visual da marca, conforme seus modelos disponíveis em outros países.
  2. Por fora, são novos os faróis, a grade dianteira, os faróis de neblina e as lanternas traseiras.

  3. Oferecido em três versões de acabamento, o SUV vem equipado de série na versão de entrada com: ar-condicionado com saída para o banco traseiro, chave canivete, computador de bordo, rádio com Bluetooth, entrada USB e comandos no volante, sensor de estacionamento traseiro, rodas de liga leve aro 18, acendimento automático dos faróis e retrovisores com rebatimento elétrico.
  4. A versão intermediária equivale à versão já oferecida anteriormente no mercado brasileiro, com: central multimídia com tela de 7″ com GPS integrado, controlador de velocidade, câmera de ré, rack de teto, partida por botão e airbags laterais e de cortina.
  5. Já a versão top de linha, inclui: ar-condicionado com duas zonas de temperatura, travamento automático das portas a 20 km/h, volante e bancos revestidos de couro, banco do motorista com ajuste lombar e regulagem elétrica, lanterna traseira com luzes de LED, teto solar elétrico duplo, controle de tração e de estabilidade e assistente de partida em rampa.
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Outra grande novidade de 2016 para marcar de vez a chegada da reestilização, o modelo agora contará com uma série especial que foi batizada de Launching Edition. Serão 300 unidades das versões intermediária e completa que virão na cor laranja.

Valor do Hyundai Ix35 para cada versão

  • Versão de entrada – R$ 99.990
  • Segunda versão – R$ 109.990
  • Versão top de linha – R$ 122.900

No entanto, se por um lado houveram diversas mudanças na estética do modelo, o motor não passou por alterações, pelo menos não aqui no Brasil.

O motor continua sendo 2 litros flex, que desenvolve até 167 cavalos quando é abastecido com etanol, e a transmissão automática de 6 marchas. 

Ficha técnica doHyundai Ix35

•  Motor 2.0 16V flex de 157 cv com gasolina e 168 com etanol. Torque 21,8 / 20,4 (álcool / gasolina). Sempre associado ao câmbio automático de seis marchas e tração dianteira.• Comprimento (mm) – 4410• Largura (mm) – 1820• Altura (mm) – 1655• Entre-eixos (mm) – 2640• Peso (kg) – 1492• Capacidade do tanque – 58 litros

• Capacidade do porta-malas – 591 litros

Foto Autoesporte

Itens de série do Hyundai Ix35

• Garantia Motor e Câmbio – OEM 60, ilimitada e ilimitada.• Garantia total do veículo – OEM 60, ilimitada e ilimitada.• Airbags 2.• Luzes tipo LED brake light e luzes laterais.• Tela com multi-funções 7,0 e sensível ao toque.• Botão de partida do veículo.

• Conexão externa para entretenimento inclui tomada com entrada auxiliar e conexão USB.• Porta traseira com abertura vertical.• Bluetooth inclui telefone e transmissão de música.• Portas motorista, atrás do motorista, passageiro, atrás do passageiro e abertura à frente.

• Chave ou cartão inteligente automático, inclui entrada sem chave e partida sem chave.• Consumo de combustível secundário: 8,8 e 10,5.• Rede de segurança para carga.• Freios assistidos (BAS).• Distribuição eletrônica de frenagem EBD.• Console parcial do suspenso.

• Sistema de navegação com mapa completo e voz.• Estepe em ferro e de tamanho reduzido.

• Rodas dianteiras e traseiras em liga leve 18 com 6,5pol de largura.

• Vidros elétricos na dianteira com acionamento em um só toque e vidros elétricos na traseira.
• Limpador do para-brisa com intermitência variável.
• Vidros verdes.
• Vidro traseiro fixo com anti-embaçante e limpadores do para-brisa de ciclo intermitente.
• Retrovisores dobráveis com acionamento elétrico.

• Retrovisores das portas do motorista e passageiro com ajuste elétrico na pintado e luzes indicadoras.
• Retrovisor interno.
• Ar condicionado.
• Transmissão automática com seis velocidades e modo manual no assoalho, i348 e automática com modo manual.

• Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidais, suspensão tipo multibraço e traseira com barra estabilizadora.
• Direção Assistida proporcional à velocidade e tipo.
• Volante de direção com ajuste de altura e ajuste na distância multifuncional.

• Banco traseiro com capacidade para três lugares, encosto assimétrico, com assento inteiriço e voltado para frente.

• Bancos dianteiros individuais, sem ajustes para motorista e passageiro, modo manual.

• Descansa braço traseiro central e dianteiro central.
• Revestimento dos bancos em couro.
• Cintos de segurança traseiros, no assento do motorista, no assento do passageiro e traseiros tipo abdominal no assento central estático.
• Cintos de segurança no assento do motorista e do passageiro com pré-tensionador e ajuste na altura.

• Com ajuste na altura ativo nos bancos dianteiros, três apoios de cabeça com ajuste na altura nos bancos traseiros.
• Airbag dianteiro para motorista e passageiro.
• Bagageiro.
• Pintura normal.
• Alarme.
• Travamento central por chave tipo cartão e sensível à velocidade.
• Cobertura do porta-malas flexível.

• Pneus: dianteiros, traseiros, 225 x 55 H e 98.
• Faróis de neblina dianteiros.
• Controle dos faróis com sensor de luminosidade.
• Faróis de superfície complexa e lâmpada halógena.
• Acabamento de luxo com imitação de alumínio no console central, couro nas portas e imitação de alumínio no painel.

• Computador de bordo com velocidade média, consumo médio de combustível, consumo instantâneo e autonomia.
• Indicador de temperatura externa.
• Conta-giros.
• Dois hodômetros parciais.
• Painel de instrumentos.
• Vidro degradê.
• Tração dianteira.

• Capacidade de carga: banco traseiro normal até altura dos vidros (591 litros), banco traseiro rebatido até o teto (1.436 litros).
• Sensor de estacionamento traseiro e tipo radar e câmera.
• Espelho de cortesia iluminado para motorista e passageiro.
• Luz no porta malas e de leitura dianteira.
• Cinzeiro na dianteira.

• Especificações de SUV: ângulo de entrada 28,1 ° e ângulo de saída 26,9°.
• Piloto automático.
• Imobilizador.
• Para-choques na pintado, dianteiros e traseiros.
• ABS.
• Quatro freios à disco com dois discos ventilados.
• Aerofólio na cor do veículo e no teto.
• Tomada com saída 12v na área de carga e dianteira.

• Controle de áudio montado no volante.
• Equipamento de som AM / FM com CD no painel CD Player com leitor de MP3, inclui DVD no painel, tela sensível ao toque e tela colorida.
• Seis alto-falantes.
• 5 assentos com configuração 2+3.

  • • Carroceria com cinco portas tipo SUV entre eixos curto e Hyundai XD.
  • O Inmetro testou o consumo de combustível do Hyundai ix35 e, segundo a avaliação, foi considerado o utilitário esportivo mais econômico do Brasil.
  • Rodando na cidade e na estrada obteve os seguintes dados de consumo:

• Consumo na cidade – 6.1 Km/l com álcool e 8.8 Km/l com gasolina.

• Consumo na estrada – 7.3 Km/l com álcool e 10.5 Km/l com gasolina.

A manutenção do ix35 acompanha o porte do SUV. A cesta de peças fica em torno de R$ 9.387.

A vantagem fica para o seguro do usado, que, embora não seja barato (R$ 3.792), fica mais em conta do que na versão zero-km, que acompanha a etiqueta elevada pela tabela Fipe.

Para veículos faturados a partir de 15 de Setembro de 2014, é preciso verificar as condições de revisões gratuitas no certificado de garantia que acompanha o veículo.

Qualquer dúvida sobre os preços da tabela, o consumidor deverá entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Hyundai pelo telefone 0800-7703355. 

Com base em pesquisas de mercado, tendo como principais fontes lojistas independentes, revendedores e classificados, tem-se uma média mínima de valor de revenda de R$ 53.700,00 para modelos de 2010, R$ 75.600,00 para modelos flex com fabricação em 2013, R$ 81.800,00 para flex fabricados em 2015 e R$ 88.900,00 para os modelos mais recentes, produzidos em 2016.

Continue com a gente e encontre em todo o Brasil as melhores oportunidades do carro Hyundai Ix35.

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