Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

A prática de furto e roubo de veículos no Brasil cresce a cada dia e deixa os motoristas em alerta. Segundo dados da Confederação Nacional de Seguros, em média, foram roubados 57 carros por hora nas capitais do Brasil em 2015.

Por isso, o gestor atento precisa prevenir sua frota desse perigo constante. Conheça 8 medidas preventivas contra furto e roubo de veículos que são bastante eficazes para minimizar essas ocorrências, garantir mais produtividade e menor sinistralidade para sua frota corporativa:

1) Equipe os veículos da sua frota com alarmes

Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Essa é uma medida muito simples, porém essencial para proteger os veículos da sua frota. Alguns sistemas de alarme, além de chamar a atenção de todos ao redor se houver algo de errado com o carro, também são capazes de cortar a ignição do motor ao ser violado, impedindo o furto do veículo.

Aproveite também para equipar os veículos com travas e vidros elétricos. Essas medidas são de baixo custo, principalmente quando comparadas com a segurança que elas proporcionam. Além disso, fazem o condutor gastar menos tempo dentro do carro desligado, um grande fator de risco que os deixa vulneráveis aos bandidos na espreita.

2) Aplique películas escuras nos vidros

A película escura, mais conhecida como “insulfilm”, diminui consideravelmente a visão do interior do veículo para quem está do lado de fora. Isso faz com que pessoas mal-intencionadas não vejam bens que estejam dentro do lado de dentro, como mochilas, aparelhos eletrônicos e outros.

  • Aliás, não é recomendado deixar nada de valor dentro do carro quando for deixá-lo na rua, por exemplo, mas voltaremos a esse assunto mais adiante.
  • O gestor de frotas precisa apenas ficar atento à legislação que controla o uso de películas automotivas, que é a resolução nº 254/2007 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito).
  • O texto desta resolução diz que a quantidade de luz que passa através das películas não pode ser inferior a 75% no para-brisa dianteiro, 70% nas janelas das portas da frente e 28% nas demais janelas do veículo, que sejam indispensáveis à dirigibilidade do veículo.

Leia também:  Como contratar motorista para frota: 6 dicas do que avaliarCarros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Há ainda opções que reforçam os vidros, como a chamada película antivandalismo, que tem a vantagem de aumentar a resistência do vidro contra impactos. Assim, fica muito mais difícil acessar o interior do veículo, frustrando a ação de um ladrão que tente quebrar as janelas.

3) Personalize os veículos da sua frota

Todos sabem que os carros chamativos não são os preferidos dos ladrões. Isso porque são muito mais fáceis de serem identificados no meio de outros veículos em uma busca policial, por exemplo.

Customizar os veículos da sua frota é uma medida positiva não só para a prevenção de furtos e roubos, mas também para a imagem da sua empresa! Assim, você poderá, ao mesmo tempo, proteger seu patrimônio e divulgar sua marca.

Então, personalizar a sua frota certamente será de grande ajuda para prevenir furto e roubo de veículos. Além de diminuir o interesse dos ladrões e aumentar a segurança de seus colaboradores, essa é uma grande oportunidade de dar mais visibilidade ao seu negócio.

4) Aposte em um sistema de rastreamento

Caso você tenha um veículo da sua frota roubado, poucos recursos poderão te ajudar tanto como um rastreador veicular. Esse sistema é capaz de informar em tempo real a localização do veículo, auxiliando na sua recuperação. Além disso, um veículo identificado como rastreado fará o criminoso pensar duas vezes antes de tentar roubá-lo.

Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Essa tecnologia vem de encontro com as medidas de segurança necessárias para melhorar o dia a dia de quem está no trânsito e também para as companhias. Com os recursos de rastreamento é possível, inclusive, ao saber onde se encontra o veículo, ter mais flexibilidade para mudar as rotas em caso de imprevistos.

Há sistemas que, além de rastrear, fornecem um gerenciamento completo dos seus veículos, ideal para controlar os gastos com combustível, manutenção, rotas, motoristas e muito mais. São os chamados sistemas de telemetria veicular, muito úteis na gestão de frotas corporativas.

5) Instrua seus colaboradores contra furto e roubo de veículos

Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Equipar os veículos com dispositivos contra roubos e furtos é muito importante. Porém, é essencial que os motoristas de sua frota e outros usuários dos veículos também tomem algumas medidas preventivas no dia a dia.

Este é um tópico bem mais extenso, então vamos observá-lo aos poucos.

Veja, abaixo, as orientações que são mais importantes para agir contra furto e roubo de veículos:

Pertences no interior do veículo

Oriente seus colaboradores a nunca deixar pertences, documentos ou equipamentos à mostra no interior do veículo.

Frequentemente, quando um assaltante não leva o veículo, o que ele busca é algum pertence de valor, seja para venda imediata, como um celular, ou para cometer outros crimes, como um cartão de banco.

Semáforos e regiões perigosas

Atenção ao parar em semáforos, principalmente em regiões mais perigosas, também é uma prática necessária. Pequenas distrações podem servir de convite aos criminosos. O ideal é se manter a uma distância razoável do carro à frente e não parar totalmente. Isso permite que, em caso de emergência, o motorista possa arrancar e evitar o assalto.

Local onde estacionar

Estacionar em um local seguro também é importante. O ideal é evitar áreas muito distantes, desertas ou mal iluminadas. Caso não tenha local próprio para estacionar os seus veículos, procure negociar com um estacionamento privado a guarda e pernoite de sua frota.

Cuidados ao trancar o veículo

É importante manter o veículo trancado sempre que não estiver em uso. Mesmo que o motorista saia por apenas um minuto, já é o suficiente para que um ladrão se aproxime e consiga levá-lo.

Portanto, todo cuidado é pouco, seja em uma simples parada no posto de combustível ou para fazer alguma entrega em portarias, entre outras atividades que costumam ser bem rápidas.

Reações em casos de assalto

Caso não seja possível evitar o assalto, é importante instruir os funcionários para que os danos sejam minimizados. Saber como se portar diante desse tipo de ameaça ajuda a preservar a integridade física do motorista, além de, em alguns casos, facilitar a recuperação completa do veículo, sem danos.

Não reagir é o primeiro passo para quem, inevitavelmente, tem de passar por esse tipo de situação.

6) Busque rotas mais seguras

Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Uma das principais causas de furto e roubo de veículos é a utilização de rotas que não possuem a devida segurança. Falta de iluminação, pouco ou nenhum policiamento, sinal de internet ou telefone fraco, entre outros fatores, contribuem para a vulnerabilidade de certas ruas e estradas.

Locais assim costumam atrair bandidos justamente por oferecerem o tempo necessário para uma fuga. Por isso, é de extrema importância que haja cautela, ainda que seja preciso mais tempo para se chegar a um destino. Isso sempre deve ser conversado com o gestor, a fim de achar a melhor e mais segura solução em termos de rotas.

Leia também:  Picape Toyota Hilux Sw4 com Ar condicionado, Trio eletrico

Identificar esses locais e traçar rotas por ruas diferentes, certamente, vai proteger seus colaboradores e patrimônio. Caso não seja possível evitar a rota em si, escolha sempre os horários mais tranquilos e de menor trânsito, reduzindo o tempo de exposição.

Pode parecer uma atitude pequena, mas, muitas vezes, é a diferença entre uma viagem segura e um veículo perdido.

7) Não utilize chaves fáceis de copiar

Às vezes, o furto e roubo de veículos não se dá por meio de um assalto, mas sim de uma ação planejada e organizada. Um bandido pode fazer uma cópia da chave enquanto ela está com algum manobrista ou frentista, ou mesmo interceptar o sinal emitido pela chave eletrônica. No próximo momento em que o veículo estiver desprotegido, poderá ser levado.

Para se contrapor a essa tecnologia de roubo, muitas empresas já estão optando por chaves codificadas, que são mais difíceis de copiar do que os modelos antigos. É importante frisar que todas as chaves devem ser únicas.

Considere isso na hora de selecionar os veículos ideais para sua frota corporativa. Se todos vierem de fábrica com chaves codificadas, melhor para a segurança dos seus veículos.

8) Tenha seguro para todos os veículos

Infelizmente, não é possível evitar todo e qualquer furto e roubo de veículos. O melhor é sempre prevenir. É preciso se preparar e buscar formas de minimizar as chances desse tipo de evento acontecerem com a sua frota.

A contratação de um seguro é feita justamente para esse tipo de incidente. Assim, é possível contar com a reposição do veículo perdido, além de cobrir os danos causados ao motorista. Frequentemente, a perda financeira de não ter um veículo é maior do que o custo de um seguro.

Vantagem para empresas que contratam frotas terceirizadas, pois o seguro frequentemente é item presente nos contratos deste tipo de serviço. Isso sem mencionar vários outros recursos muito eficientes na prevenção contra furto e roubo de veículos, como rastreadores e telemetria veicular, carro reserva e outros.

Ao equipar adequadamente os veículos de sua frota e treinar seus motoristas, você reduz os índices de roubos e furtos de veículos da sua frota e tem mais tempo para se preocupar com o que importa para o seu negócio crescer — ou seja, o seu core business. Esse é um ganho enorme tanto para a segurança da sua frota quanto para a operação da sua empresa como um todo.

Se você gostou das nossas dicas preventivas contra furto e roubo de veículos e não quer perder nenhum de nossos posts, siga nossos perfis nas redes sociais e fique sempre por dentro das novidades e das melhores práticas na gestão de frotas corporativas!

O que é e como funciona um aparelho corta combustível?

Tempo de leitura: 5 minutos

Para proteger os veículos, muitos proprietários e gestores de frota têm investido em bloqueadores veiculares com função de corta combustível, um dispositivo que aumenta as chances de recuperação do veículo em caso de roubo.

E por falar em roubo de veículos, nos últimos quatro anos, esta modalidade de delito aumentou bastante e ultrapassou a marca de 1 milhão, de acordo com levantamento do Governo Federal. Só em 2019, por exemplo, 79.848 casos foram registrados de janeiro a maio.

Se a sua empresa possui uma frota, a preocupação vai além do veículo. É importante preservar a integridade física do seu funcionário e minimizar prejuízos com roubo de carga. Neste caso, o bloqueador de combustível pode ser um importante aliado na hora de garantir a segurança da sua operação.

Quer saber como este dispositivo funciona? Confira a seguir!

O que é e como funciona o corta combustível?

O bloqueador é um sistema de segurança é instalado junto ao sistema de ignição ou à bomba de combustível. 

Através de um comando, originado de diferentes formas, o dispositivo corta combustível é capaz de inibir o veículo de andar basicamente de duas formas: impedindo o combustível de chegar ao motor – fazendo com que pare de funcionar – ou até mesmo inibindo a ignição de uma nova partida.

Em caso de bloqueio, o carro fica imobilizado, parando de funcionar imediatamente. Para voltar a transmissão é necessário o desbloqueio via sistema.

Quais são as vantagens desse sistema?

O bloqueador de combustível é uma alternativa muito inteligente para proteger seu veículo ou frota. Confira as vantagens de instalação desse mecanismo:

Segurança

Em uma situação de assalto, os motoristas de carros que possuem corta combustível podem abandonar o carro sem nenhum tipo de resistência. Com o acionamento do bloqueador instalado, o fornecimento de combustível será cortado, fazendo com que o bandido abandone o veículo.

Economia no seguro

Carros com rastreadores e bloqueadores podem garantir alguma economia de até 30% no seguro automotivo, dependendo da seguradora escolhida – Imagine esta economia multiplicada para todos os carros da sua frota?

Recuperação de carga

O bloqueio veicular é um parceiro importante na recuperação de caminhões de carga. Aliado a um sistema de rastreamento e monitoramento é possível identificar a localização do veículo em tempo real ao mesmo tempo em que o bloqueio impede que o assaltante se desloque para muito longe com o veículo roubado.

Quais são os tipos de bloqueador veicular?

Na prática o sistema de bloqueio é o mesmo, o que muda é o modo de acionamento da imobilização. Confira os cenários possíveis e as opções disponíveis:

Por afastamento

Nesta modalidade o condutor deve portar um sensor. O bloqueio acontece quando o veículo se afasta do motorista – entre 10 e 100 metros de afastamento.

Fora da área de cobertura, o veículo só volta a funcionar quando o botão corta combustível for acionado e a trava de segurança for desativada.

Via sinal de celular

Hoje em dia todo mundo tem um smartphone, não é mesmo? Esta é a grande conveniência deste tipo tipo de bloqueio.

Neste caso, a imobilização do veículo acontece por afastamento do condutor, mas ao contrário da opção acima, o “sensor” do motorista será o celular.

Com ele, é possível bloquear o carro através do aplicativo instalado no celular do condutor ou do gestor de frotas. Esta alternativa depende apenas do sinal da operadora. Já que é por ela que o comando será enviado.

Além disso, o aplicativo pode ser instalado em mais de um aparelho, alternativa para levar em consideração ao gerenciar uma frota de veículos.

Via rastreador veicular

Vincular o bloqueador a um sistema de rastreamento é muito indicado para quem precisa gerenciar frotas e garantir a segurança da carga e dos motoristas.

O bloqueador tem a função de parar o carro ou caminhão, e o rastreador tem a missão de monitorar e localizar. Com isso as chances de sucesso na recuperação do veículo e da carga são muito maiores.

Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Como instalar um bloqueador veicular corta combustível?

É preciso da ajuda de um profissional especializado para realizar a instalação do bloqueador veicular!

Algumas oficinas oferecem esse tipo de serviço de instalação. No entanto, é preciso checar com a empresa contratada a melhor maneira de adicionar o dispositivo no seu veículo. 

Leia também:  Guzek na szyi – co oznacza zgrubienie na szyi? Czy guzek szyi to rak?

O botão de desbloqueio do corta combustível pode ser instalado em qualquer parte do carro. O ideal é que o aparelho fique escondido e apenas os condutores do carro saibam sua localização.

Bloqueador veicular da Cobli

Antes de instalar um sistema corta combustível é importante saber que existem bloqueadores mais eficientes e completos.

O bloqueador veicular da Cobli é uma  das alternativas mais eficientes para proteger a sua frota. Ao detectar um possível roubo ou furto, o gestor de frotas pode bloquear remotamente o funcionamento do automóvel, diretamente pelo sistema de monitoramento e rastreamento da Cobli. 

E para evitar acidentes, quando o veículo estiver em movimento, o bloqueador da Cobli realiza a parada aos poucos. Porém, se o seu veículo estiver parado ou estacionado também é possível fazer o bloqueio, impedindo qualquer pessoa de dar a partida no carro ou caminhão.

Ficou interessado? Acesse nosso site e combine a eficiência do rastreamento à segurança de um bloqueador veicular.

Carros 2019 com Alarme a Diesel Não blindadoCarros 2019 com Alarme a Diesel Não blindado

Apaixonada por carros e com vivência no setor automotivo. Formada em Letras pela FEPI-MG, possui experiência em marketing digital e, atualmente, uma das responsáveis pela criação e edição de conteúdo sobre gestão de frotas e PMEs no blog da Cobli.

Longa Duração: o desmonte do Jeep Renegade

Longa Duração – desmonte do Jeep Renegade Xico Bunny/Quatro Rodas

Difícil a situação do Jeep Renegade no Longa Duração. Além dos desafios impostos pelos 60.000 km, o Jeep teve que encarar um agravante: ser o primeiro carro da frota desmontado após a despedida do Honda HR-V, justamente seu arquirrival entre os SUVs compactos.

Acontece que o modelo japonês foi embora e deixou saudade: estava em estado de zero-quilômetro, íntegro, apenas com alguns itens da suspensão dianteira como alvo de leve crítica.

Essa proximidade dos desmontes fez a dúvida se instalar: conseguiria o primeiro Jeep analisado no Longa Duração sair de cena tão elogiado quanto seu adversário?

Entre membros da redação e colaboradores, 24 pessoas se revezaram ao volante do Renegade. E desde os primeiros relatos, alguns pontos ficaram muito claros.

Os positivos mais destacados: cabine completa, com multimídia, GPS, borboletas de câmbio no volante e caprichos como tapetinhos de borracha nos porta-objetos e painel agradável ao toque e de baixo brilho, não refletivo.

Entre as reclamações, três unanimidades: desempenho fraco, consumo elevado e porta-malas minúsculo.

Aos 9.000 km, o alarme passou a disparar logo após o travamento das portas via controle remoto da chave. Ficou assim até a primeira revisão, aos 12.000 km Xico Buny/Quatro Rodas

Ao nosso lado, o Renegade se comportou bem, mas deu suas deslizadas. Aos 9.000 km, o alarme passou a disparar inadvertidamente.

Na rede Jeep, recebeu uma atualização eletrônica que sanou o problema. Na segunda revisão, outra atualização de software foi feita para atenuar o volume dos bipes de confirmação, irritantemente altos.

O miolo da ignição, que por vezes retinha a chave após o desligamento do motor, também precisou de duas intervenções da rede autorizada, na metade e no fim da jornada.

E ainda passamos por um recall: nova atualização de software, desta vez para impedir o desligamento do motor ao se utilizar o piloto automático – tal problema nunca se manifestou com a gente.

O problema começou discreto, mas foi se agravando: do nada, a chave ficava presa no contato após o desligamento do motor Xico Buny/Quatro Rodas

Se colar, colou

Com paradas previstas a cada 12.000 km, fizemos quatro revisões, todas em São Paulo. Decepção em duas delas: na Europamotors (primeira revisão) e na Autostar (quarta), houve tentativa de cobrar um valor bem maior do que o sugerido no site da Jeep.

Apesar de poderem desrespeitar a sugestão de preços da fábrica, as concessionárias, em geral, seguem o valor à risca. Tanto que, em ambos os casos, voltaram atrás assim que, como consumidores comuns, perguntamos o motivo da cobrança maior do que há no site da Jeep.

Na Autostar ainda pagamos R$ 361 pelos serviços de alinhamento e balanceamento, um dos valores mais altos já cobrados na história do Longa Duração. Na média, com o HR-V, tivemos um gasto 13,1% menor com os mesmos serviços.

Entre os longos passeios por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o Renegade encarou caminhos de terra com habilidade mediana Xico Buny/Quatro Rodas

O desmonte

Após uma inspeção visual da carroceria, nosso consultor técnico, Fabio Fukuda, saiu para um test-drive. “Motor já aquecido, últimas impressões anotadas.

Vamos aferir a pressão, levar para o centro cirúrgico e abrir o paciente”, disse Fukuda, já pegando alguns manômetros e encaminhando o SUV para o elevador.

Pressão de óleo em marcha lenta, 1,0 bar – exatamente a mínima tolerada pela Jeep. A 4.500 rpm, situação um pouco melhor: aferida 4,3 bar, mínima admitida, 4,0 bar. Na linha de combustível, tudo certo: aferição de 4,5 bar, ante 4,2 bar admitido.

No exame de pressão de compressão dos cilindros, a Jeep não forneceu o valor mínimo, apenas o nominal, que se refere a um motor novo.

Por padrão, são feitas três medições em cada cilindro. Média de 16,32, 16,32, 16,78 e 16,09 bar, respectivamente nos cilindros 1, 2, 3 e 4.

Mais tarde, o desmonte do motor explicou não só os bons números de pressão de compressão, mas também a melhora dos números de desempenho e consumo entre o primeiro e o segundo testes (veja quadro comparativo mais abaixo).

Uma pedra levantada pelo carro que ia à frente condenou o para-brisa. Com seguro de vidros, pagamos só a franquia, R$ 110, mas na autorizada ele custaria até R$ 4.538 SIlvio Gioia/Quatro Rodas

Com os principais itens internos do cabeçote (válvulas de admissão e escape) e do bloco (pistões, bielas e virabrequim) aprovados tanto na inspeção visual como nas análises dimensionais, tudo estava bem com o motor 1.8, herdado da Fiat, com seu bloco de ferro fundido: “A robustez dos elementos internos está comprovada. O problema é o seu elevado peso. Aliás, faz tempo que não vejo um bloco tão pesado”, diz Fukuda.

O sobrepeso atinge outras partes. Reforços estruturais permitem o acoplamento do motor, mas tornam a dianteira do Jeep ainda mais pesada.

“Não por acaso, encontramos os coxins dos dois amortecedores dianteiros danificados, especialmente o do lado direito. Com folga axial, ele permitia uma variação excessiva da geometria da suspensão nas arrancadas. Isso explica o volante puxando para a direita, tendência notada durante a tomada de impressões finais”, diz Fukuda.

Robusto por dentro, por fora o motor vazava óleo: “Falência do retentor da polia”, disse. Havia um outro vazamento, na colmeia do radiador. “Os dois são pequenos, mas inadmissíveis. Hoje em dia, quase não se vê mais esse tipo de problema.”

Pastilhas de freio dianteiras chegaram aos 60.000 km com espessura abaixo do mínimo aceito. Os pneus foram vítimas de um serviço ruim de alinhamento, balanceamento e rodízio.

Efetuados em todas as revisões, não impediram que todos chegassem ao fim do teste com desgaste mais acentuado na borda interna da banda de rodagem.

Leia também:  Hatch Ford usados em Rio Grande Do Norte

Quer mais? No desmonte, descobrimos que uma das concessionárias que atenderam nosso Renegade calçou um dos coxins da linha de escapamento. “Em vez de reposicionar o suporte ou mesmo sugerir a troca, optaram por uma gambiarra”, diz Fukuda.

Câmbio, carroceria, acabamento e sistema elétrico foram bem ao longo do teste e no desmonte final. Merecem elogios, mas não isentam o Renegade da necessidade de melhora urgente, com um motor mais moderno – que por sinal acaba de ser atualizado – e uma rede mais Jeep e menos Fiat. Por ora, o Renegade sai aprovado, mas com pesadas ressalvas.

Peças aprovadas

Peso-pesado

Xico Buny/Quatro Rodas Xico Buny/Quatro Rodas

Mesmo sendo o provável algoz dos amortecedores dianteiros, o pesado bloco de ferro fundido foi bem, assim como os componentes que nele vão: pistões, bielas e virabrequim chegaram aos 60.000 km em perfeito estado de conservação e com todas as medidas dentro da faixa de tolerância da Jeep.

Sistema digestivo

Xico Buny/Quatro Rodas

Os conjuntos de admissão e ignição estão de parabéns: no desmonte, todos os seus principais componentes (bicos injetores, corpo de borboleta e velas) foram encontrados com grau de impregnação compatível com a alta quilometragem.

Tudo em cima

Xico Buny/Quatro Rodas Xico Buny/Quatro Rodas

No cabeçote, tudo na mais perfeita ordem, com válvulas de admissão com acúmulo de carvão moderado, adequado à quilometragem – as de escape estavam bem limpas.

Continua após a publicidade

DNA blindado

Xico Bunny/Quatro Rodas

No que diz respeito ao isolamento da carroceria, o Renegade é um legítimo Jeep. Mesmo com alguns passeios em estradas de terra (molhadas e poeirentas), não vimos sinal de invasão de água ou pó, comprovando a eficácia da vedação das portas.

Alimentação e ignição

Xico Buny/Quatro Rodas

Substituído a cada 12.000 km, ou seja, durante as revisões programadas, o filtro de ar do motor foi encontrado relativamente limpo, indicando que o intervalo de troca é adequado.

Tudo em seu lugar

Xico Buny/Quatro Rodas

Justiça seja feita: para um veículo que utiliza o motor com um pesado bloco de ferro, os coxins cumpriram muito bem o seu papel. Sem sinal algum de ruptura nem ruídos ao longo do teste, os três coxins (do motor, do câmbio e torcional) foram encontrados em bom estado de conservação.

Peças que demandam atenção

Troca na suspensão

Xico Buny/Quatro Rodas

Assim como o Honda HR-V, as bieletas do Renegade foram fonte de ruídos na suspensão dianteira ao longo dos 60.000 km. Reapertadas na primeira, terceira e quarta revisões, chegou a ser substituída na segunda, em garantia.

Lamela de freio

Xico Buny/Quatro Rodas

Deslize da rede que poderia ter comprometido a segurança: no desmonte, encontramos as quatro pastilhas dianteiras com espessura abaixo (na média, 3,85 mm) do mínimo recomendado pela fábrica (4 mm). Na traseira, tudo certo: em média, 9,03 mm de espessura – distante, portanto, dos mesmos 4 mm tolerados.

Gambiarra

Xico Buny/Quatro Rodas

Em alguma das visitas à rede Jeep, calçaram um dos coxins da linha de escapamento com um pedaço de outro coxim. Típico reparo que se espera ver em qualquer lugar, menos dentro de uma concessionária autorizada.

Peças reprovadas

Colmeia

Xico Buny/Quatro Rodas

Fato inédito no Longa Duração, radiador chegou aos 60.000 km com vazamento no canto superior direito. Ainda discreto, não deixava sequer acúmulo de água no chão, ao estacionar. Com o tempo, a tendência era o agravamento do problema.

Rangido nas curvas

Xico Buny/Quatro Rodas

Rompido, o coxim do amortecedor dianteiro direito rangia quando o SUV era movimentado com o volante esterçado. Ainda que em nível menos grave, o lado esquerdo apresentou o mesmo problema. Os demais itens da suspensão estavam bons.

Veredicto QUATRO RODAS

Mais do que a inferioridade (em termos de robustez) diante do HR-V, o Renegade se despede deixando claro que a marca Jeep precisa cuidar do produto (modernizando-o) e da rede.

Esta, em grande parte oriunda de tradicionais concessionárias Fiat. Jeitinho na manutenção e tentativa de cobrança de valores mais altos do que o justo destoam da imagem de excelência que o nome Jeep(ainda) tem entre os brasileiros.

FOLHA CORRIDA

Tabela de preços

  • Em junho de 2015: R$ 80.900
  • Atual (modelo usado): R$ 80.522
  • Atual (modelo novo): R$ 90.490

Quilometragem

  • Urbana: 17.925 km (29,8%)
  • Rodoviária: 42.340 km (70,2%)
  • Total: 60.292 km

Combustível (etanol)

  • Em litros: 8.630,84
  • Em reais: R$ 21.363,33
  • Consumo médio: 7 km/l

Manutenção (revisão / alinhamento)

  • 12.000 km – Europamotors: R$ 327 / R$ 250
  • 24.000 km – Sinal: R$ 723 / R$ 240
  • 36.000 km – Caltabiano: R$ 810 / R$ 260
  • 48.000 km – Autostar: R$ 693 / R$ 361

Extras

  • Grade frontal: R$ 120
  • Franquia de vidro (troca do para-brisa): R$ 110

Custo por 1.000 km

  • Combustível: R$ 354,33
  • Revisões: R$ 42.34
  • Alinhamento: R$ 18,43
  • Extras: R$ 3,81
  • Total: R$ 418,92

Ocorrências

  • 3.062 km: ruído na suspensão dianteira
  • 3.236 km: travamento da chave no miolo da ignição
  • 9.366 km: disparo do alarme ao travar as portas
  • 28.625 km: ruído de vibração no escapamento
  • 20.351 km: travamento da chave no miolo da ignição
  • 44.992 km: perda da grade do para-choque dianteiro
  • 50.313 km: pedra atinge e trinca o para-brisa
  • 58.245 km: ventilador do ar-condicionado fraco
  • 58.812 km: suspensão dianteira ruidosa

Testes de pista (com etanol)

1.000 km 60.001 km Diferença
Aceleração de 0 a 100 km/h 13,7 s 13,5 s 1,46%
Aceleração de 0 a 1.000 m 34,9 s / 150 km/h 34,7 s / 151,3 km/h 0,57% / 0,87%
Retomada de 40 a 80 km/h (em D) 6,2 s 6,0 s 3,23%
Retomada de 60 a 100 km/h (em D) 7,7 s 7,6 s 1,3%
Retomada de 80 a 120 km/h (em D) 10,8 s 10,1 s 6,48%
Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0 17,6 / 31,3 / 71,2 m 17,4 / 30,2 / 67,2 m 1,14% / 2,89% / 5,62%
Consumo urbano 6,9 km/l 7,9 km/l 14,49%
Consumo rodoviário 8,1 km/l 9,8 km/l 20,99%
Ruído interno PM / RPM máximo 44,7 / 69,2 dBA 42,2 / 70,1 dBA 5,59% / 1,3%
Ruído interno a 80 / 120 km/h 59,7 / 67,4 dBA 61,9 / 67,7 dBA 3,69% / 0,45%

Ficha Técnica – Jeep Renegade Longitude 1.8 flex AT

Motor flex, dianteiro, transversal, 4 cil., 1.747 cm³, 16V, 80,5 x 85,6 mm, 12,5:1, 132/130 cv a 5.250 rpm, 19,1/18,6 mkgf a 3.750 rpm
Câmbio automático, 6 marchas, tração dianteira
Direção elétrica, 10,8 m (diâmetro de giro)
Suspensão independente, McPherson (diant.), independente, McPherson (tras.)
Freios disco vent. (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus 225/55 R18
Peso 1.440 kg
Peso/potência 10,9/11,1 kg/cv
Peso/torque 75,4/77,4 kg/mkgf
Dimensões comprimento, 423,3 cm; largura, 179,8 cm; altura, 168,8 cm; entre-eixos, 257 cm; porta-malas, 273 l; tanque de combustível, 60 litros
Equipamentos de série ar-condicionado digital, direção elétrica, trio elétrico, multimídia, volante multifuncional com borboletas do câmbio, controle de estabilidade e tração, câmera de ré.

Continua após a publicidade

  • Longa Duração
  • LONGA DURAÇÃO – JEEP RENEGADE
  • suvs compactos

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*