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Palavras (Violão e Voz)

Mai 18, 2013   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas  //  3 Comments

Apenas meu desejo de ver um mundo melhor. Pode ser pra você, para os que estão perto ou longe de mim, para cada ser humano. Isso resolvi expressar em uma canção que há tempos compus. Mas, ao invés de esperar o processo de produção de meu primeiro disco, algo que caminha com o passar dos dias, sem a pressa ansiosa ou alienante, gravei, junto com minha esposa, um vídeo, violão e voz.

Confira a letra…

Quantas palavras em vão

Tanto mal sem razão me espera encontrar

Muitas vidas sem direção hoje em dia posso enxergar…

Só me resta gritar por ajuda

E torcer pra chegar

 

Quando o trauma passou

Pude os olhos abrir

Quanta vida se foi?

 

Eu só quero viver em paz

Em um novo tempo, um outro lugar…

Só preciso viver em paz

Ver um mundo melhor…

 

Quantos passos nas ruas,

Para romper com o vazio e a solidão

Teu olhar não me engana

E sei que há solução

Só queria abrir os olhos e ver um mundo melhor, diferente

Ter motivos para sorrir

Quanto tempo ainda terei de chorar?

Um mundo melhor…

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Só não quero correr o risco de desistir de lutar

Mar 17, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  No Comments

Risco de ganhar

Risco de perder

Risco de viver

Risco de morrer

Risco de não lembrar o nome dela

Risco de abraçar quem se ama

Risco de correr do afeto a todo tempo

Risco de não confiar mais em ninguém

Risco de deixar de lado oportunidades únicas

Risco de abraçar algo e ir até o fim

Riscos que não quero correr

Riscos que tenho a obrigação de correr

Risco de sonhar de modo exagerado

Riscos utópicos

Risco da falta de fé

Risco de contrair alguma fé alienante ou doentia

Risco de perder tudo

Risco de não entender as palavras mais importantes

Sei que todos nós corremos o risco de ir em direção ao nada

Risco de se perder nos labirintos da existência

Alguns riscos vale a pena correr

Outros, porém, é bem melhor deixar de lado

Só não quero correr o risco de desistir de lutar

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Coração livre do egoísmo

Mar 16, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Com amor nas mãos e o sentimento de um sujeito inacabado nesse miserável coração. Em busca do inalcançável. Em sinergia com o medo atual que invade cada sentimento impuro.

Multiplicando o que pode gerar vida. Com as mãos estendidas para dar vazão ao que brota em uma mente antes infértil. Agindo, repartindo, com a vontade plena de viver a comunhão genuína, amorosa. Desejoso em ver o que não pode ser visto sem os olhos da fé.

Confiança alienada não é confiança, consiste em ilusão. Doença dos nossos dias, cegueira extrema. Mantenha os olhos abertos e as atitudes em completa coerência. Não consigo pensar um ser humano agradável que não alinhe discurso com prática.

Dureza em não ouvir quando necessário. Quando será que assumiremos nossos escandalosos erros? Horripilante o terreno pavoroso que estamos pisando sem saber. Desejamos, alcançamos e depois jogamos fora, sem qualquer arrependimento.

Palavras, não as que são jogadas ao vento, em terra arenosa ou campo rochoso. Sem saber o que me espera e o que espera as pessoas que amo. Sabendo, sei que posso dizer que sei, que mesmo na tribulação existe paz.

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Kiriku e a Feiticeira

Out 12, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Vídeos  //  1 Comment

Ensinando desde cedo, para as crianças, que ir além sempre compensa, na busca pela verdade, na constante chance de desvendar o que está em oculto. Quando assistir esse desenho, não se contente em vê-lo apenas uma vez. Preste atenção nas metáforas, na sagacidade de Kirikou em não se contentar com aquilo que é encarado como verdade. Sim, dotado de coragem ele vai até as montanhas, para saber, de fato, o que se passa em seu povoado.

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Uma professora que ainda luta! Sobra esperança? Gaiolas e asas…

Abr 18, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

Conheci uma professora [1] que via de perto a psicose exacerbada na periferia. Tentava salvar meninos e meninas em sala de aula, nos dias bons e ruins, mas não era raro receber as notícias de que um deles já não estava mais nesse mundo, e sim debaixo da terra. Ao acompanhar parte do cotidiano dela percebi que faz muito tempo que sacou a crueldade do sistema que nos corrói.

Sempre tentando fazer sua parte e, ao certo, errando e acertando. Emoção e exaustão ao máximo. Desespero que se transforma no grito que insiste para que os quase cinquenta alunos em sala de aula desligue o celular alto com as músicas de funk e prestem atenção na aula. Só que o isolamento dela não permite que ela mesma saiba que também deve prestar mais atenção neles para que possa dar continuidade ao que pretende fazer para desconstruir aquilo que sempre percebeu, mas não sabe combater. Se bem que ninguém consegue nada sozinho. Pena que apenas alguns poucos professores e professoras sabem disso.

São muitos os meninos e meninas que passam nessa vida que é real, poucos se dão conta. As informações sensacionalistas que não nos ajuda a aguçar nossa percepção de que parte exatamente nasce o problema – garanto que o resultado final é a pistola na mão, só que antes tem vasto ciclo de violência generalizada, tudo por aqui é mais que estranho.

Um fato marcante foi ter visto um de seus alunos se despedir um dia antes de morrer. Ela não entendeu aquela palavra, ele já sabia que o que tinha feito ao tráfico de drogas não tinha perdão. “Caguetou” um integrante do crime. O curioso é que já fazia um tempo razoável que ele nem pisava na escola. Voltou apenas para falar que sua professora o ensinou muitas coisas, e que só naquele momento havia se dado conta.

No dia seguinte, o mesmo jovem que queria voltar atrás, mais ou menos oito horas da noite, final de 2011, teve um encontro com a morte após receber oito tiros em várias partes do corpo. Nem teve chance de reação. Todos na vila sabiam que aquilo ia acontecer exatamente naquela noite, inclusive sua mãe, mas não tinha nenhum lugar para ir e nem como fugir desse tipo de destino que ainda é determinado por muitas leis periféricas. É, mas não apenas as leis das quebradas, os ricos também têm suas leis contra quem dá com a língua nos dentes ou mesmo detonam quem apenas ameaça ocupar um lugar de destaque nesse sistema que apenas não vê quem não quer ou quem tem medo de encarar essa dolorosa realidade.

Ela não desiste de tentar. Cansada por encarar uma carga horária de trabalho que começa às 07:00 horas da manhã e vai quase até às 23:00 horas, apenas nesse horário consegue sair de uma das escolas que trabalha. Ela sente que precisa fazer tudo que pode, vai à escola aos finais de semana. Troca ideia com todos que chegam perto, mas nem tudo consegue perceber ou fazer.

Sentimento de impotência perante a realidade não falta. O sistema opera de modo que quem está certo acaba terminando como errado. Ela e alguns poucos companheiros de trabalho são classificados como os que querem apenas se aparecer. Como se nenhuma realidade estivesse aí para ser transformada.

Rancor! Tenta se explicar e não consegue obter êxito. Vidas que se vão e ela tem a impressão de que nada consegue fazer. Quantos não são os que voam sozinhos? Parece impossível alçar novos voos em um lugar (escola) que engaiola não apenas alunos, mas também professores.

Quem está engaiolado incomoda em partes. Reclama apenas às vezes… Ruim é essa situação em que os que estão presos nem sabem, em muitos casos, que estão impedidos de qualquer coisa fazer. Como demonstrar? Quais mecanismos usar para quando essa dolorosa realidade chegar à tona a um indivíduo qualquer?

Não é de se admirar ver muitos desacreditados por acreditar que esses problemas realmente não têm solução. Até existe, o que falta é reconhecer que não sabemos por qual questão começar e que para traçar qualquer caminho não depende de um ou outro, mas de todos.



[1] Em agosto de 2011 ouvi algumas histórias de uma professora que faz questão de assumir suas aulas em uma comunidade periférica na Zona Sul de São Paulo. Já encontrou coisas em sua carreira que ninguém gostaria de enfrentar. Em 2009 foi até ameaçada de morte por alguns traficantes, “trabalho desafiador e autêntico, nem todos concordam, ainda mais quando o que você contribui para abrir os olhos da juventude”. Não desiste… “Algo me move a continuar, não sei que fim vai dar, apenas quero deixar uma marca melhor nesse mundo tão sofrido”.

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Olhos Abertos (Música de Jean Mello, Jefferson Cassiano e Marcos Rocha)

Out 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  1 Comment

 

 

Abro as janelas do meu coração,

Pra tentar enxergar um Deus que conheci,

Há neblinas no tempo que querem me impedir, me cegar,

Mas não vou desistir, de buscar o amor, perceber resistir,

Não se entregar, mesmo com a opressão,

De palavras sem sentido, pra roubar minha fé…
Almejei buscar novos rumos, ver um Deus de amor

Desisti de entender os religiosos,

Que roubam minha fé com falsas doutrinas…
Fecho as portas da alma, para não me perder

Ouço a voz da esperança, a vitória da paz

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