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Utopia é apenas o amanhã que espera o utópico

Mai 25, 2013   //   by Jean Mello   //   Blog  //  No Comments

Um processo de escrita que nasce de modo inusitado, como quase sempre. São palavras não entendidas na plenitude, apenas por alguns poucos poetas e depressivos que enxergam esse mundo de um modo que muitos encaram como pessimista e que eu considero como algo próximo de uma interpretação daquilo que Freud descreveu com tanta densidade. Longe de mim achar que entendi as contribuições teóricas e práticas que ele, com brilhantismo, propôs ao mundo. Mas, qualquer leigo que entrar em contato com qualquer um de seus livros verá que, ainda hoje, fazem um sentido que parece que foram publicados ontem.

Isso vale para muitos clássicos filosóficos, até livros bíblicos, que ainda nos brindam com holofotes de sabedoria.

Eu infinitas vezes pensei em desistir de escrever. Não deu, tentativas não tão bem sucedidas, já que as frases chegam completamente prontas sem que eu mesmo queira. Chega uma hora que descobrimos algum pedaço da missão pessoal. Daí pra frente, não por egoísmo, apenas por amor ou por não ter como escolher, não se para, nem por um segundo, de tentar dar alguma contribuição existencial, ou que poderá ser imortalizada, para outros seres humanos.

Bem, pra mim escrever não é uma fuga doentia ou alguma saída desesperada diante dos problemas. Consiste apenas em uma das formas de expressar o que está na sangria da alma ou nas elucubrações daquilo que nasce depois de algumas análises, algumas superficiais e outras mais profundas, do que está a minha volta, do que ouço as pessoas dizerem.

Muitos dos meus escritos não nascem da dor, mas da saudade, inexplicável. Outros emergem em meio à fraqueza que eu mesmo gostaria que não existisse em meu interior. Outros, difícil admitir, nascem de traumas que me fizeram – aí digo com toda humildade do mundo – abrir os olhos para o hoje ou o amanhã. Resumi em meu post anterior, que chamei, singelamente, de Palavras.

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Uma criança sorriu pra mim

Mai 23, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

Estava lendo um livro técnico dentro do metrô, estação da Luz. Fui surpreendido por um sorriso genuíno, uma criança. Ela me olhava, não resisti, correspondi tentando devolver com a mesma empolgação.

Não tinha mais como continuar a leitura, aquele acontecimento era bem mais importante que qualquer início de pesquisa para melhorar a qualidade de meus textos em determinados assuntos que sou um tanto quanto limitado, sem conhecimento ou repertório para bancar a responsabilidade de comunicar, fazer de conteúdos utópicos, como os que construo, recheados de informações e conhecimentos.

É, mas minha missão teve que parar apenas nos planos momentâneos, alguém estava me olhando. Desceu do colo da mãe e veio brincar comigo, ainda com um sorriso no rosto, tentando verbalizar algumas palavras. Não tive como resistir… Acho que um dia – que tinha tudo para ser como outro qualquer – passou a ser especial naquele exato momento. No restante do meu percurso do não tão vazio metrô de Sampa, fui agraciado. Até a estação Jabaquara uma criança, batendo em minhas mãos, pegando na alça de minha mochila, ainda falando palavras que um adulto ignorante como eu não conseguia entender, era apenas a linguagem dela, mas, ao mesmo tempo, em meio a todas aquelas pessoas, ela queria se comunicar comigo. Não sou especial, ela que é. Porém me senti especial, por um momento esqueci-me de qualquer problema, parece que o tempo parou, sem exagero.

Nem tudo está perdido, ainda existe alguma faísca acesa de amor. Às vezes penso que em meio a tantas desmotivações existentes nesse mundo – principalmente as que são voltadas às criações delirantes dos adultos gananciosos – ser surpreendido por um olhar infantil, que trouxe, pelo menos naquele instante, o Reino dos Céus para bem perto, é uma das coisas que mantém alguma esperança viva, sentimento constante e forte. Não se trata de reducionismo acerca de questões complexas. Apenas uma maneira simples de ver algo que poucas pessoas percebem, um sorriso puro e que transmite algo inenarrável.

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A ilusão da ostentação

Abr 27, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

O problema da ostentação é justamente a exaltação exagerada do consumo. Poder em que o que é caro pode calar vozes que antes tinham o que dizer. Irmãos e irmãs ajoelhados diante das ilusões enfiadas goela abaixo.

Calma, deixe-me explicar meu singelo ponto de vista. Demorou para chegar nas mãos dos mais pobres o direito capitalista de consumir – em quantas parcelas for necessário – aquilo que antes era impossível a população de baixa renda ter acesso. Os efeitos disso não são imediatos, as parcelas são longas e ainda sem entrada. Como tudo, vai demorar muito tempo para que percebam. Até lá inventam outra coisa.

Problema nenhum quem nada tinha ter o direito de ter, desde que o produto não se transforme no deus nosso de cada dia. Sim, parece que os carrões que vemos circulando nas quebradas, os celulares com mais músicas que as baladas, os computadores, as motos etc., serviram como algo paliativo para diminuir ainda mais a possibilidade de percepção de que ainda falta educação de qualidade, uma saúde que realmente atenda as necessidades das pessoas que mais precisam, a falta ou sucateamento de espaços para promoção da cultura das e nas periferias do Brasil.

Pode parecer demagogia, quem não quer ter o melhor? Quem não quer impressionar? A resposta é simples: o que mais vale não é o que queremos, e sim o que realmente precisamos. Quais coisas almejamos realmente? O que nos impulsionaria a ter ligação não apenas com os bens simbólicos, e sim com o poder de mudar a realidade? Não precisa se esconder e nem colocar debaixo do tapete a sua resposta. Se coloque para que possamos ouvir o que realmente pensa, sem máscaras, sem qualquer maquiagem. Cansei de falsos sorrisos quando o que realmente precisamos é de sinceridade.

Excesso de motos, carros, desejo, perdição, ostentação. Antes não tínhamos nada disso, agora temos. Legal, mas estão nos negando outra coisa maior.

Estão nos entretendo, não mais apenas com as histórias colossais novelísticas ou do amplo mercado cinematográfico. Não mais apenas com as drogas mais pesadas e com alto poder destrutivo. Multiplicou-se o foco ilusório aos quais estamos submetidos. Sim, duro admitir, mesmo com novidades que podem ser comemoradas sem nenhum tipo de culpa, arrogância ou exagero: nossas quebradas estão quebradas. Ainda estamos divididos na percepção ou não percepção. Ainda, infelizmente, iludidos.

Retratos alienados, mentes vazias ou ocupadas apenas pelo desejo de ter mais. No meu entendimento estamos cercados de artifícios que não permitem que realmente tenhamos a chance de saber o que está a nossa volta. Nossos sonhos estão quebrados, em detrimento do exacerbado consumo. “Pobre é o diabo, eu odeio ostentação”, diz Mano Brown. Não odeio quem ostenta, apenas não gosto do que tentam imprimir na multidão enquanto prioridade, acima de tudo e de todos. Quem não quer ter? Isso vale mais que os seres humanos?

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Só não quero correr o risco de desistir de lutar

Mar 17, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  No Comments

Risco de ganhar

Risco de perder

Risco de viver

Risco de morrer

Risco de não lembrar o nome dela

Risco de abraçar quem se ama

Risco de correr do afeto a todo tempo

Risco de não confiar mais em ninguém

Risco de deixar de lado oportunidades únicas

Risco de abraçar algo e ir até o fim

Riscos que não quero correr

Riscos que tenho a obrigação de correr

Risco de sonhar de modo exagerado

Riscos utópicos

Risco da falta de fé

Risco de contrair alguma fé alienante ou doentia

Risco de perder tudo

Risco de não entender as palavras mais importantes

Sei que todos nós corremos o risco de ir em direção ao nada

Risco de se perder nos labirintos da existência

Alguns riscos vale a pena correr

Outros, porém, é bem melhor deixar de lado

Só não quero correr o risco de desistir de lutar

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Coração livre do egoísmo

Mar 16, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Com amor nas mãos e o sentimento de um sujeito inacabado nesse miserável coração. Em busca do inalcançável. Em sinergia com o medo atual que invade cada sentimento impuro.

Multiplicando o que pode gerar vida. Com as mãos estendidas para dar vazão ao que brota em uma mente antes infértil. Agindo, repartindo, com a vontade plena de viver a comunhão genuína, amorosa. Desejoso em ver o que não pode ser visto sem os olhos da fé.

Confiança alienada não é confiança, consiste em ilusão. Doença dos nossos dias, cegueira extrema. Mantenha os olhos abertos e as atitudes em completa coerência. Não consigo pensar um ser humano agradável que não alinhe discurso com prática.

Dureza em não ouvir quando necessário. Quando será que assumiremos nossos escandalosos erros? Horripilante o terreno pavoroso que estamos pisando sem saber. Desejamos, alcançamos e depois jogamos fora, sem qualquer arrependimento.

Palavras, não as que são jogadas ao vento, em terra arenosa ou campo rochoso. Sem saber o que me espera e o que espera as pessoas que amo. Sabendo, sei que posso dizer que sei, que mesmo na tribulação existe paz.

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Palavras – Podcast

Dez 1, 2012   //   by Jean Mello   //   Blog, Podcast  //  1 Comment

Tantas palavras em vão… Mal sem razão espera encontrar os que de alguma falam algumas verdades que se vierem a tona o mundo desaba. Só nos resta gritar e dizer o que podemos mostrar…

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Utopia – Podcast

Nov 16, 2012   //   by Jean Mello   //   Blog, Podcast  //  No Comments

Primeiro Podcast… Aos poucos você vai conferir crônicas e poemas – registrados nesse site ou apenas em meus arquivos – na versão audio. Inauguro com Utopia… Escute – muito mais de uma vez – o compartilhar desse pensamento!

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