Browsing articles tagged with "Arquivo de Sorriso - Página 4 de 6 - Jean Mello"

Sons inusitados que ouço no final da tarde…

Fev 22, 2013   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Às vezes dá na telha de compartilhar meu lado musical. Confesso que gosto de colocar disponível ao mundo o que outras pessoas falam, mais até que minhas próprias palavras ou poesias melodiosas. Sem nenhuma pretensão de que chegue até você alguma ideia organizada. Para além de gosto exacerbado. Apenas fique ligado na mensagem. Se fossemos mais atentos naquilo que ouvimos não sofreríamos tanto pelos erros. Todas elas que aqui divulgo tem ligação comigo. Contigo também?

Alguns outros posts em que essa tendência é presente…

Os loucos confundirão os sábios…

Apenas um pouco de som…

Longe das amarras do sistema… Perto do amor…

O Rock é Negro

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Transparências da Eternidade

Abr 19, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

 

Em um escrito qualquer de Rubem Alves, dentro do livro que carrega o título de Transparências da Eternidade, aparece a afirmação do quanto nas instituições religiosas – tanto evangélicas quanto católicas – os artistas deveriam ter mais voz.

Voz essa que não se assemelha com os exageros do mundo gospel.

Voz essa que não é afinada pelos truques de computador dos inúmeros estúdios de música.

Voz essa que não serve para lotar um prédio em que é dito ser a morada de Deus e nem para defender qualquer ideologia.

Essas vozes já estão muito em voga em nossos dias e não necessitamos da proliferação de mais outras, amplificadas nas dezenas de canais de televisão e estações de rádio nas mãos dos evangélicos e católicos.

Ir além é fundamental e necessário. A arte dentro das igrejas está servindo para reforçar a situação nojenta em que muitos representantes de denominações estão metidos.

Brigas e mais brigas, em rede nacional, reforçando o pensamento presente no imaginário de que religião é sinônimo de guerras, intrigas, disputa por territórios, busca constante de se reforçar como representante de Deus na terra – exemplos que podem ser visto nos discursos mais inflamados nos grandes eventos religiosos e nos templos suntuosos de qualquer capital brasileira. Aliás, disputando a tapas o centro de São Paulo, cada pedaço dele, as denominações montam lugares de destaque para mostrar uma para a outra quem está no comando – São Paulo é apenas exemplo, você pode ver o proselitismo em outros lugares, grandes metrópoles ou cidades escondidas.

Não dá para pegar um fato isolado para construção desse texto. São tantos acontecimentos que o máximo que faço é lembrar dos principais para discorrer nessas ideias. Artistas precisam se valer da arte – assim como aconteceu em uma época em que o Brasil vivia sob rígido regime ditatorial – para provocar os sistemas que mais estão engolindo a riqueza e diversidade cultural que nos pertence, e que a todo tempo é sucateada e demonizada.

Cinemas tradicionais transformando-se em templos da intolerância.

Coletivos de teatro buscando recursos e sobrevivendo apenas pela garra e talento de quem compõe o grupo.

Danças sendo tratadas como adoração ao demônio, enquanto grupos evangélicos são vistos – dentro dos templos da intolerância – como angelicais.

Grupos musicais de conteúdo válido para abrir os olhos de muita gente estão sendo jogados para escanteio em troca das vazias e desafinadas músicas do meio gospel.

Escritores que de alguma forma falam contra sistemas montados com teores fundamentais de crueldade, são tratados como profetas do mal. Quem pensa, sabendo que pensar não é pecado, em templos do medo, da culpa e das negações humanas, é visto como ameaça. Quem dirá então, quem, na verdade, cria coisas que fomenta a beleza do pensar?

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A ilusão do presente

Mar 12, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

Um bilhete e uma frase, mas, sobretudo seu e-mail [1], acusou-me de não responder as mensagens. Coisa de um amigo bobo, que vive imerso em utopias baratas relacionadas à educação e com um pouco de filosofia de esquina, que tem tomado conta da blogosfera. Risos.

Nada, resolvi responder em meu tempo, nesses corridos dias que, sobretudo, estão completamente sendo dedicados em coisas que acredito. Aliás, algo completamente em falta nos dias atuais, pessoas que vão atrás daquilo que realmente acreditam. Mas por um lado entendo, a pós-modernidade, esse absurdo século que não nos deixa perceber os detalhes das coisas, instaurou-se como um dos piores tempos da história.

Casamentos tornam-se sepultamentos, escuta, cada vez mais escassa, famílias que se falam via redes sociais morando na mesma casa, entrega quase que total aos bens de consumo. Impressionante é que, quase que sem sombra de dúvidas, mesmo os que percebem a velocidade das informações, mas não o pseuso-conhecimento predominante, ficam imersos no medo de não serem reconhecidos como loucos, puramente malucos em tentar dizer algo contra a suposta hegemonia.

Tente entender essas breves palavras, ainda que tenha de recorrer a algumas correntes filosóficas zombadas nos dias atuais, mas apenas enquanto confusos complementos dessa minha breve análise de questões complexas que envolve nossa maldosa sociedade anunciada com brilhantismo por Freud em O Futuro de uma Ilusão.



[1] Texto inspirado em um e-mail recebido de uma amiga, mas não parou apenas na mensagem, foi também fruto de uma conversa inspiradora após um almoço com amigos em um lugar bem simples, mas que supera qualquer restaurante com contas caras, não pelo território em si, mas, absolutamente, pelas pessoas que lá estiveram nesse dia.

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Cronista de um tempo tormentoso

Jan 19, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

 

 

Não é possível falar de Literatura Marginal sem mencionar Ferréz, sua obra que salta para novas mídias, seu compromisso duradouro com a periferia

@jeanmello12

“A conclusão que eu tive é que achei muito ridículo o discurso oficial [midiático e político] que defende que ‘podem voltar todos ao normal’. São Paulo está vivendo um novo período e ainda não descobriram. Muitas vezes me perguntam se caminhamos para uma guerra. Eu acho que isso já é uma guerra”. Neste trecho, de Ninguém é Inocente em São Paulo, Ferréz expõe sua visão sobre os conflitos que marcam a cidade — para usar a expressão de Mano Brown, outro desbravador das culturas periféricas – “a garoa rasga a carne”.

Não dá para pensar na ascensão da Literatura Marginal, e em sua visibilidade no cenário nacional e internacional, sem relação direta com os livros de Ferréz (no cartório, Reginaldo Ferreria da Silva). Ele estreou em 1997, com a Fortaleza da Ilusão, e permanece ativo e provocador desde entãoSerá mera coincidência ter surgido no mesmo ano do Sobrevivendo no Inferno, disco dos Racionais de mensagem contundente e um milhão e meio de cópias vendidas?

No livro Capão Pecado, seu primeiro romance (primeira edição, de 2000, esgotada em apenas dois meses), a relação entre o escritor e o rap fica ainda mais evidente. Poetas, cantores, escritores e articuladores do movimento hip-hop intercalam suas contribuições, registradas no livro, com a história, de tirar o fôlego e prender a atenção até o momento em que o enredo finalmente se resolve. Leia mais >>

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Esse dom (som) quase perfeito (um pouco de vinho tinto na Vila Madalena)…

Dez 26, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

 

Ouvi a música que vinha de longe. Os acordes da guitarra eram bem definidos.

A banda estava bem sincronizada. Um som quase perfeito, apenas não era completamente, por conta da minha imperfeição. Não posso dizer que não chorei ao ouvir que o som se aproximava, mas logo após, num piscar de olhos, sorri. Confesso: o som tinha o poder de alterar minhas emoções, era inenarrável. Podia sentir que estava sendo levado para um lugar que nunca tinha ouvido falar. Ou melhor, até já tinha, só que não acreditava que existisse. Imaginei que viesse apenas de meus sonhos, de minhas visões, porém era realidade.

Nossas escolas deveriam ter o poder de mexer com o estado de espírito dos jovens. Poderia ser importante para levá-los a refletir a noite ou durante o dia.

Sou a favor de professores que olham para o passado, que amam os clássicos da filosofia. Se bem trabalhada, as indagações levantadas há séculos atrás, podem favorecer no nascimento de frutos reflexivos, jovens mais críticos dentro e fora do ambiente escolar. Em minha modesta opinião, isso faria os jovens caírem no choro ou na gargalhada, ficar com raiva ou alegres a ponto de contagiar outras pessoas até mesmo dentro de casa, encontrar a felicidade. Leia mais >>

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Livres do racismo…

Dez 12, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  7 Comments


Tempestade de ideias sobre o que penso acerca de uma questão tão esquecida e ao mesmo tempo tão lembrada em nossa sociedade – o racismo. Qual é o papel de cada cidadão para combater esse atraso que é prejudicial à todos, não apenas aos negros? 


Um dia terei a oportunidade de ajudar a fazer com que muitos se orgulhem de ter descendentes africanos, talvez as escolas também possam fazer isso – teve que virar lei para que as pessoas, pelo menos grande parte delas dentro das escolas, começassem a se mobilizar. Mesmo assim, de certa forma, vejo que ainda tem muito trabalho a ser feito. Os livros de Maria Aparecida Bento cumprem este papel em minha vida, especialmente Cidadania em Preto e Branco. Todo mundo deveria ler este livro, sinto orgulho de saber de onde vim. 

A resolução adotada pelo Conselho Nacional de Educação em 22 de março de 2004, um ano depois de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter promulgado a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da História da África na Educação Básica, diz: O sucesso das políticas públicas do Estado brasileiro, institucionais e pedagógicas, visando reparações, reconhecimento e valorização da identidade, da cultura e da história dos negros brasileiros, depende necessariamente de condições (…) favoráveis para o ensino e para as aprendizagens; em outras palavras, todos os alunos negros e não negros, bem como os seus professores, precisam sentir-se valorizados e apoiados. Depende também, de maneira decisiva, da reeducação das relações entre negros e brancos, o que aqui estamos designando como relações étnico-raciais. Depende, ainda, de trabalho conjunto, (…) visto que as mudanças éticas, culturais, pedagógicas e políticas nessas relações não se limitam à escolaDiretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Leia mais >>

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Por uma infância sem racismo

Out 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  3 Comments

 

Escola da Zona Norte de São Paulo é pichada com a frase “vamos cuidar do futuro das nossas crianças brancas”, acompanhada pela suástica. Por que isso ainda acontece?

No último dia 20 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou em São Paulo a campanha contra o racismo: “Por uma infância sem racismo”. A cerimônia aconteceu no CEU Jambeiro, em Guaianases, na Zona Leste da cidade. A iniciativa tem como objetivo fazer um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

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