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Sarau do Vinil – Edição de Dezembro

Dez 11, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Publicações  //  No Comments

Sarau do Vinil

Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Fernando Pessoa

Especial não por ser o último sarau que vou participar nesse ano, soltando rojões por conta da densa trajetória percorrida com um livro tão recente, “Fim de Tarde”. Visceral… Assim descrevo o Sarau do Vinil.

Nem precisa de esforço para desenvolver escrita livre sobre algo que está na alma. Não apenas para te convidar. Mas porque, simplesmente, ser chamado para falar de metáforas dos meus dias, periféricas, centrais, quebradas ou inteiras, é a razão principal pela qual escolhi ser cronista poético.

Não mais com crônicas perdidas, foram achadas. Espalhando sementes, esperança. Aos poucos encontro parceiros, gente como eu, que dá asas às utopias comuns e incomuns.

Se planejei nesse ano publicar dois livros, sendo que um já está esgotado? Em partes… Um processo editorial pode ser bem elaborado, arquitetado, planejado. Agora, as reações das pessoas não. Mais que feliz… Apesar de todas as dificuldades já conhecidas encaradas por todos ativistas culturais. Claro, todo brasileiro.

Quero agradecer toda galera que organiza o sarau, especialmente a Alê.

Vou deixar cada leitor com as palavras ditas não por mim, mas pela equipe que faz o Sarau do Vinil acontecer.

Você vai colar com sua poesia?

Salve, família!!!

Nossa edição de dezembro vai dar samba… na vitrola, nossa homenagem aos 50 anos de carreira da diva Beth Carvalho, e os 40 anos da musa Leci Brandão.

A expo vai ficar por conta do cartunista, artista, poeta, figuraça: Nelson Catenee, que promete pincelar na hora e ao vivo as nossas emoções.

Jean Mello acabou de parir mais um livro e vai nos contar tudo sobre o seu “Fim de Tarde”. Escritor aqui da quebrada, nossa voz!

E pra fechar, nosso parceiro Márcio Rodrigues vai comandar a roda de samba que vai ser aberta, como os mics, as mentes e os corações. Traga seu instrumento, ou venha batucar os nossos… bora fazer barulho, dando cadência e sentido pro nosso samba!
Durante a nossa festa a galera da Deeanto Brasil vai montar uma loja bem massa com artigos de vestuário cheios de imponência e empoderamento preto!

Se vc não é ruim da cabeça, nem doente do pé, cola aí!

“Mas o meu nome vai ficando pela madrugada
Que eu tenho um samba e outro pra cada emoção
Poeta que é poeta não perde a parada
O que vem é festa pro meu coração”
(Paulo César Pinheiro)

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Formação Cidadã – “Fim de Tarde”

Nov 27, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Publicações  //  No Comments

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Ontem, dia 26 de novembro, foi especial. Falei do meu novo livro, Fim de Tarde, na Casa de Cultura Palhaço Carequinha. O evento foi em parceria com a Comunidade Cidadã e o Ponto de Cultura Nós da Comunicação.

Quando cheguei, muito antes de falar apenas um pouco de como é ser escritor no Brasil, pude contemplar as produções comunicativas, principalmente as de vídeo, de muitos jovens comunicadores que estão mergulhados no que as quebradas agregam de mais belo: riqueza cultural, criatividade educativa e técnica avançada em comunicação (fotos, vídeos, fanzines, rádio comunitária, poesias e crônicas).

Especial por ser comunitário. Jovens do Grajaú… Educomunicação… Quero que seja sempre assim. Falar das crônicas, educação para liberdade, Paulo Freire em meus caminhos, Nelson Mandela como mentor, Sabotage no que diz respeito à humildade. Claro que foi em comunidade, mas, sobretudo, para a formação cidadã.

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Lançamento duplo no Espaço Cultural Kazuá

Nov 5, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments
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O lançamento do romance juvenil “Cadu e as histórias de Bantu” de Alexandra Barcellos será realizado em conjunto com o lançamento do livro de crônicas “Fim de tarde” de Jean Mello. O evento contará com a presença de Neres José Geraldo, autor do livro “Um pedaço de chuva no bolso”, publicado pela Editora Kazuá em 2013. Os autores comentarão os processos literários de suas obras, as temáticas e opções estilísticas e autografarão livros.Sinopses:

A autora Alexandra Barcellos na obra “Cadu e as histórias de Bantu” apresenta ao público juvenil as raízes afro-brasileiras, pouco exploradas na literatura específica para esta faixa etária, situando a narrativa no vilarejo mítico e sugestivo de africanidade Bantu, onde o protagonista Cadu, dotado pelas asas da imaginação, vivencia peripécias repletas de aprendizagem por entre o ondular de coqueiros e a presença do mar.

Jean Mello concebe a coletânea de crônicas “Fim de tarde” tendo como método de construção a observância e reflexão dos fatos que circunscrevem a realidade das minorias. Respaldando-se no frescor de teores despercebidos, ou mesmo desdenhados nos eventos do cotidiano, resgata-os a partir de uma análise crítica própria daquele que vivencia plenamente seus relatos. Com uma voz ousada, o autor confronta o lado obscuro do real, sem declinar do humor, da nostalgia e do sentimentalismo, que agregam abrangência à obra, tendo em comum o discurso inclusivo à serviço das reivindicações sociais.

O encontro acontecerá no dia 21 de novembro, 16 às 22h, no Espaço Cultural Kazuá, localizado na Rua Ana Cintra, 26 – Santa Cecília – SP, próximo ao metrô Sta. Cecília.

Confirme sua presença via Facebook.

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FLINKSAMPA – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra

Out 9, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments
Luciano Ogura

Luciano Ogura

O lançamento do meu novo livro, Exalando Esperança, aconteceu de maneira inesperada na Casa das Rosas em um evento simplesmente mágico, a Feira de Publicações Independentes.

Agora, novo passo. Em novembro, mês da Consciência Negra, exatamente nos dias 13 e 14, farei duas palestras na FLINKSAMPAFesta do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, no Memorial da América Latina.

Quem acompanha meu trabalho sabe que finalizarei 2015 com duas publicações. Uma delas, ainda não citada por aqui, Fim de Tarde, estará disponível para venda na primeira semana de novembro.

Falarei sobre o processo de produção de ambas, o quanto estão ligadas à educação de crianças, jovens e adultos, inspiração e pesquisa para conceber os contos e crônicas que grafo no papel e nas mídias sociais desde 2008, tudo em forma de diálogo e não apenas de modo expositivo. Finalizarei com a tarde de autógrafos.

Inspirador participar de um evento em que o homenageado será o cantor, compositor e escritor, Martinho da Vila.

Ficarei ainda mais feliz se puder contar com sua presença.

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP.

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Exalando Esperança (Novo Livro)

Set 8, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Poesias  //  1 Comment

Capa Frente

Exalando Esperança não é um projeto novo. Jean Mello, autor do livro, pensou essa ideia em diferentes formas, musical e literária.

Mas, antes do desenvolvimento, como algo óbvio, teve de acontecer o primeiro passo. Qual foi ele? Um texto postado em seu site, em março de 2013. No conteúdo o cronista anunciou – mesmo que os leitores não soubessem – que aquele material se tratava exatamente do início da edição de seu segundo livro.

O primeiro livro do autor, Crônicas Perdidas, esgotou em menos de dois anos após a impressão da primeira edição. Totalizou até o momento três edições da obra. Em breve ele será novamente disponibilizado, mas agora pela editora Kazuá, antes pela Scortecci.

Doses grandes de utopia e vida. Acreditando ainda que as quebradas não transmitem apenas violência e o que dizem as notícias sensacionalistas insistentes em relatar apenas fragmentos dos fatos, potencializando o que é ruim nas comunidades. Leia mais >>

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Resenha do livro de autoria de Jean Mello, Crônicas Perdidas

Abr 16, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

PERDIDAS, PORÉM ACHÁVEL.
Por: Germano Gonçalves.

Capa

Conheço Jean Mello e sua obra, procurarei aqui não falar do amigo que é, e toda minha consideração a sua pessoa…

Vou aqui apresentar os fundamentos de sua obra e toda sua maneira de entender ou interpretar as coisas, com integridade. Serei breve como manda uma boa resenha.

As coisas devem ser encontradas e, entre pessoas ou coisas, no meio em que vivemos é preciso recriar o mundo. Em “Crônicas Perdidas”, Mello quer nos direcionar, ou melhor, nos atentar a ver e examinar cuidadosamente as coisas do mundo, os afetos das pessoas, o grau de formalidade ou de intimidade entre os transeuntes de uma cidade, uma vez que o autor nos revela a sua capacidade de notar um vazio nas pessoas  ̶ o desinteresse por uma cultura digna; as pessoas se mostrando apressadas; o orgulho de quem anda de carrão e passa do nada para o nada, como o autor menciona em sua primeira crônica “O pouco que vejo em minha cidade…” (p.15), de onde extraio essa parte do texto: “Foi angustiante ver os carros passando, no trânsito da vida, com pressa, ou nem tanto assim, em direção ao nada que os esperam”. Podemos notar que a humanidade está cada vez mais em um pensamento próprio, diria egoísta, pensando em seu próprio umbigo, porém, vale lembrar, nas palavras do autor, que todos nós vamos para o mesmo lugar, e que desta vida nada se leva.

Esta obra muito espetacular, tanto na qualidade como no conteúdo onde Mello nos relata fatos sociais com firmeza e coerência de atitudes, e com um grande domínio de si mesmo, podemos perceber, caro leitor, a grandeza e a qualidade ou estado de proeminência que as palavras ali escritas junto com os relatos reais do dia-a-dia, vão te impressionar e fazer com que se tenha outra visão de mundo, apresentada pelo autor.

Ele nos mostra, em seus relatos, um processo ligado essencialmente à ação, à consciência e à situação dos homens, pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que apareça o processo (e seus produtos) como indiferente, independente ou superior aos homens, seus criadores. É no decorrer das descrições que podemos notar um estado de espírito, em que encontramos um Marx (ver marxismo), nas situações resultantes dos fatores materiais dominantes da sociedade, sobretudo no sistema capitalista, em que o trabalho do homem se processa de modo que produza coisas que imediatamente são separadas dos interesses e do alcance de quem as produziu, para se transformarem, indistintamente, em mercadorias. Ou até mesmo um Hegel (ver hegelianismo), no processo essencial à consciência, em que para o observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas independentes umas das outras, e indiferentes à consciência. Ao valorizar essas teorias, posso afirmar que tudo isso foi pensado por Mello, o que nos remete a rever educadores, que fazem a diferença em um ensino mais qualificado para o lado social, sem repressão e com mais humanidade, dando toda importância para a escola, um lugar que o autor destaca no capítulo: “A importância da comunidade escolar…” (p.24), colocando os professores como verdadeiros heróis e aborda o papel das instituições não governamentais, os terceiros setores, mas não se esquece da criança que vai para a escola por causa da merenda…

Esse escritor está me saindo um belo educador, e é só você, leitor, que ao ler essa obra vai concordar comigo. Leva-nos a retomar a escola de gaiola, muito comentada pelos professores do ensino universitário, em referência ao grande Rubem Alves! E Mello nos torna grandes também porque é entendedor de uma educação mais humanitária, com a participação da família, escola, estado todos em comum acordo para termos um ensino de qualidade.

As “Crônicas Perdidas”, caro leitor, deixo-as para você ler, e afirmo será de grande importância, não apenas por mencionar Mello como educador, que suas crônicas servem só para professores, mas entendamos que o autor é um ser humano, que sabe muito bem como escritor colocar as dificuldades de uma sociedade e de quem as pertence, pois menciona em seus relatos, a juventude, os problemas sociais, tendências do pensamento, ou modos de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas. Em se tratando do racismo, encontramos em seu texto: “Racismo ao contrário: pura hipocrisia” (p. 39), o racismo como uma impostura, fingimento, simulação, falsidade e, entre as funções de exprimir a falta de informação sobre determinado fato, a inversão da ordem de valores de uma sociedade. Conseguiremos nos salvar ou estamos mesmo perdidos à nossa própria sorte ou às crônicas da vida real?

Não deixem de ler esta obra, pois não pode ficar no anonimato os ideais deste autor, que nos leva à reflexão da vida, das causas sociais, que afligem com a afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem, e que para tanto como ele afirma em: “Continue a escrever o livro da vida” (p. 50), para que não vivamos à deriva. Nesse texto, vamos dizer assim, ele traz menções bíblicas, para nos alertar perante a qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro: viver todos os dias como o último e, ao mesmo tempo, o primeiro, porque a vida é só uma, não se tem segunda chance, então, façamos o melhor (p.51).

Diferente de muitos jovens, pois o autor é jovem, mas possui a consciência de que o tempo passa, e esse atributo não é só para com ele, pois quer chegar à velhice e poder dizer, o racismo acabou, não existe mais injustiças, mas que fique bem claro em forma de reflexão, como ele mesmo afirma: “Estou propondo, aqui, apenas uma reflexão, uma junção de realidade… para diminuir as discrepâncias” (p. 64), e ele se preocupa também com o que irá dizer aos seus filhos!

Chegando ao fim dessas maravilhosas páginas, tenho que mencionar: “Feliz dia das Mães” (p.68), em que o autor agradece por ainda poder dar feliz dia das mães e nos atenta para que todos tentem compreender a situação das crianças que são abandonadas, e respeitem todas as mães, independente das situações familiares em que se encontram. Eu gostei muito deste texto, Mello está de parabéns!

E por falar em terminar esses relatos, no começo disse que não iria falar do amigo escritor, e não vou falar. Não que não mereça, pois teria que lhe direcionar uma biografia, para falar desse grande ser humano, que diz não ao sistema, e quer estar fora dele, e não quer contribuir para construir um… Pois bem, só quero caro leitor, dizer que este autor, que eu digo não querer falar dele… Ele falou de minha pessoa, me fez uma homenagem nessa obra, com um conto que escrevi “O homem que queria todas as coisas” (p. 80). Aqui, quero agradecer por mencionar em sua obra minhas palavras!

E assim termino esse relato, mas não sem antes dizer que Mello também é um escritor periférico, gente da gente, sente em seu coração que tem por obrigação fazer algo pelo social e, como se pode notar aqui nesses escritos, mais ainda pela educação, que ele tanto clama por justiça, as “Crônicas Perdidas”. Mas que fique a dica, tudo pode se encontrar como diz um provérbio português: “Até as pedras se encontram”. Estaremos perdidos entre as crônicas de Mello, mas porém acháveis.

 

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É lícito ostentar esperança?

Abr 1, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Poesias  //  No Comments

 

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Realmente, muito esforço na obra. Força, de sobra. Na pista, a mil. Ao som dos Racionais. Não mais passeando no parque, mas de Preto e Amarelo.

Na medida do possível louvo ao Deus que creio. Depois de uns dias fora do ar, refletindo e estruturando pensamentos no papel, volto. Contrariando as estatísticas, ainda insistindo no impossível.

‘Neguim’ na estrada, não da ostentação, a não ser que seja esperança. Batida nervosa, juntando com essa pancada no inconsciente, encontro motivação para meus irmãos, sabendo que sou o primeiro a me achar nas palavras.

Gosto de escrever ao som de rap ou de músicas que me remetem para a plenitude do amor. Rap, simples, parece que são duas crônicas ao mesmo tempo, uma que ouço e a outra que escrevo. Sons que falam de amor? Mais simples ainda… Combustível, em toda e qualquer situação, para sempre continuar e acreditar no hoje e no amanhã.

Pode ser a engrenagem para minha inspiração pessoal. Uma situação, um som ou o inesperado em dias tão monótonos. Dias de lutas e glórias. Momentos que você também vive. Vamos juntos?

Caminhamos na Babilônia do novo milênio. Cidade de Luz. Brilha, ofusca os cantos escuros. Caminhamos para regeneração?

Vaidade humana que dá mais valor para o que visa atrasar a felicidade do próximo. Falta poesia em nossas veias, transbordamos de maldade e não nos damos conta de que nosso egoísmo e a falta de vontade em desfrutar da singeleza da existência é nosso retrocesso. Não devemos temer a entrega.

Visto Preto e Amarelo, prosperidade. Forte identificação. Longe dos parasitas, quem tenta extrair a esperança. Meu lema. Espero que seja também o seu. Distante – quase tão longe quanto o horizonte que tanto busco – das amarras do sistema, bem perto do amor.

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