Browsing articles tagged with "Arquivo de Sabedoria - Página 7 de 14 - Jean Mello"

Palavras (single)

Fev 5, 2014   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  No Comments

Apenas meu desejo de ver um mundo melhor. Pode ser pra você, para os que estão perto ou longe, para cada ser humano. Isso resolvi expressar em uma canção que há tempos compus.

Um single… Você pode ouvir e baixar de graça, colocar em seu celular ou qualquer outro aparelho portátil. Pode ajudar a divulgar para que outras pessoas ouçam. Para acessar a música e baixar é só clicar na imagem abaixo.

Palavras (capa)

Composição: Jean Mello

Produção: Dan Godoy

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Palavras (Violão e Voz)

Mai 18, 2013   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas  //  3 Comments

Apenas meu desejo de ver um mundo melhor. Pode ser pra você, para os que estão perto ou longe de mim, para cada ser humano. Isso resolvi expressar em uma canção que há tempos compus. Mas, ao invés de esperar o processo de produção de meu primeiro disco, algo que caminha com o passar dos dias, sem a pressa ansiosa ou alienante, gravei, junto com minha esposa, um vídeo, violão e voz.

Confira a letra…

Quantas palavras em vão

Tanto mal sem razão me espera encontrar

Muitas vidas sem direção hoje em dia posso enxergar…

Só me resta gritar por ajuda

E torcer pra chegar

 

Quando o trauma passou

Pude os olhos abrir

Quanta vida se foi?

 

Eu só quero viver em paz

Em um novo tempo, um outro lugar…

Só preciso viver em paz

Ver um mundo melhor…

 

Quantos passos nas ruas,

Para romper com o vazio e a solidão

Teu olhar não me engana

E sei que há solução

Só queria abrir os olhos e ver um mundo melhor, diferente

Ter motivos para sorrir

Quanto tempo ainda terei de chorar?

Um mundo melhor…

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A ilusão da ostentação

Abr 27, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

O problema da ostentação é justamente a exaltação exagerada do consumo. Poder em que o que é caro pode calar vozes que antes tinham o que dizer. Irmãos e irmãs ajoelhados diante das ilusões enfiadas goela abaixo.

Calma, deixe-me explicar meu singelo ponto de vista. Demorou para chegar nas mãos dos mais pobres o direito capitalista de consumir – em quantas parcelas for necessário – aquilo que antes era impossível a população de baixa renda ter acesso. Os efeitos disso não são imediatos, as parcelas são longas e ainda sem entrada. Como tudo, vai demorar muito tempo para que percebam. Até lá inventam outra coisa.

Problema nenhum quem nada tinha ter o direito de ter, desde que o produto não se transforme no deus nosso de cada dia. Sim, parece que os carrões que vemos circulando nas quebradas, os celulares com mais músicas que as baladas, os computadores, as motos etc., serviram como algo paliativo para diminuir ainda mais a possibilidade de percepção de que ainda falta educação de qualidade, uma saúde que realmente atenda as necessidades das pessoas que mais precisam, a falta ou sucateamento de espaços para promoção da cultura das e nas periferias do Brasil.

Pode parecer demagogia, quem não quer ter o melhor? Quem não quer impressionar? A resposta é simples: o que mais vale não é o que queremos, e sim o que realmente precisamos. Quais coisas almejamos realmente? O que nos impulsionaria a ter ligação não apenas com os bens simbólicos, e sim com o poder de mudar a realidade? Não precisa se esconder e nem colocar debaixo do tapete a sua resposta. Se coloque para que possamos ouvir o que realmente pensa, sem máscaras, sem qualquer maquiagem. Cansei de falsos sorrisos quando o que realmente precisamos é de sinceridade.

Excesso de motos, carros, desejo, perdição, ostentação. Antes não tínhamos nada disso, agora temos. Legal, mas estão nos negando outra coisa maior.

Estão nos entretendo, não mais apenas com as histórias colossais novelísticas ou do amplo mercado cinematográfico. Não mais apenas com as drogas mais pesadas e com alto poder destrutivo. Multiplicou-se o foco ilusório aos quais estamos submetidos. Sim, duro admitir, mesmo com novidades que podem ser comemoradas sem nenhum tipo de culpa, arrogância ou exagero: nossas quebradas estão quebradas. Ainda estamos divididos na percepção ou não percepção. Ainda, infelizmente, iludidos.

Retratos alienados, mentes vazias ou ocupadas apenas pelo desejo de ter mais. No meu entendimento estamos cercados de artifícios que não permitem que realmente tenhamos a chance de saber o que está a nossa volta. Nossos sonhos estão quebrados, em detrimento do exacerbado consumo. “Pobre é o diabo, eu odeio ostentação”, diz Mano Brown. Não odeio quem ostenta, apenas não gosto do que tentam imprimir na multidão enquanto prioridade, acima de tudo e de todos. Quem não quer ter? Isso vale mais que os seres humanos?

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Coração livre do egoísmo

Mar 16, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Com amor nas mãos e o sentimento de um sujeito inacabado nesse miserável coração. Em busca do inalcançável. Em sinergia com o medo atual que invade cada sentimento impuro.

Multiplicando o que pode gerar vida. Com as mãos estendidas para dar vazão ao que brota em uma mente antes infértil. Agindo, repartindo, com a vontade plena de viver a comunhão genuína, amorosa. Desejoso em ver o que não pode ser visto sem os olhos da fé.

Confiança alienada não é confiança, consiste em ilusão. Doença dos nossos dias, cegueira extrema. Mantenha os olhos abertos e as atitudes em completa coerência. Não consigo pensar um ser humano agradável que não alinhe discurso com prática.

Dureza em não ouvir quando necessário. Quando será que assumiremos nossos escandalosos erros? Horripilante o terreno pavoroso que estamos pisando sem saber. Desejamos, alcançamos e depois jogamos fora, sem qualquer arrependimento.

Palavras, não as que são jogadas ao vento, em terra arenosa ou campo rochoso. Sem saber o que me espera e o que espera as pessoas que amo. Sabendo, sei que posso dizer que sei, que mesmo na tribulação existe paz.

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Exalando Esperança

Mar 13, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

Exalando esperança e ainda me livrando da dor de ver o que poucos enxergam ou assumem que veem.

Experimentando disparidades de vida. Valorizando quase que ao extremo a supremacia do existir desse lado – ao menos sei que dar importância a cada dia, cada segundo, como se fosse o último, é no mínimo prudente.

Sabendo da beleza e do perigo das palavras, principalmente as que têm o poder hipnotizante de enganar, para não cair no erro de dizer muito antes de escutar mais ainda.

Com um sorriso horripilante e deixando de lado os passos errados, perniciosos, do tempo que se vai sem que se possa perceber.

Tentando falar de coisas pesadas de um modo mais leve. Tenho mais perguntas que respostas. Um menor número de afirmações equivocadas. Muito ainda tenho de aprender nessa inesperada caminhada. Tenho em mim a certeza de que nada sei.

Transposições de outro amanhecer.  O romper da miserabilidade da alma perdida nos encantos mundanos da falta de poesia. Plenamente satisfeito e ao mesmo tempo em busca de satisfação. Fonte inesgotável de utopia.

Mergulhando… Pensando… Refletindo no espelho dos desencantos dos dias do passado. Nos sonhos, na expectativa do amanhã que não me pertence, em direção ao nada.

Aceitando o que antes não queria ver a cor. Negociando com o inegociável nos dias de puro radicalismo. Aprendendo, sem saber se aprendo de modo correto, perceber e lidar com a inveja de quem está a minha volta.

Educando, sendo educado em comunhão com quem quer comungar ao meu lado, para não me perder na solidão que me seduz.

Firme para não deixar de lado a oportunidade ímpar de aprender com Milton Santos, Caio Fábio, Ricardo Gondim, Ed René Kivitz, Emicida, Marcelo Nery, Nelson Mandela, Chico Buarque, Mano Brown, MV Bill, Chorão, Renato Russo, Paulo Freire, Emilia Ferreiro, Cássia Eller, Martin Luther King Jr., Bianca Mello, Marilene de Mello e uma infinidade de pessoas, gente que não cabe em nenhuma lista.

Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.

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Sons inusitados que ouço no final da tarde…

Fev 22, 2013   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Às vezes dá na telha de compartilhar meu lado musical. Confesso que gosto de colocar disponível ao mundo o que outras pessoas falam, mais até que minhas próprias palavras ou poesias melodiosas. Sem nenhuma pretensão de que chegue até você alguma ideia organizada. Para além de gosto exacerbado. Apenas fique ligado na mensagem. Se fossemos mais atentos naquilo que ouvimos não sofreríamos tanto pelos erros. Todas elas que aqui divulgo tem ligação comigo. Contigo também?

Alguns outros posts em que essa tendência é presente…

Os loucos confundirão os sábios…

Apenas um pouco de som…

Longe das amarras do sistema… Perto do amor…

O Rock é Negro

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É época de pipa

Fev 4, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Hoje acordei cedo pra ver, sentir a brisa da manhã e o sol nascer
É época de pipa, o céu tá cheio, 15 anos atrás eu tava ali no meio
Lembrei de quando era pequeno, eu e os “cara”… faz tempo!
O tempo não para

Racionais MC’s – Fórmula Mágica da Paz

 
Pés descalços ou calçados com um par de chinelos. Olhares repletos de atenção, sem perder de vista as pipas que dão mais cor ao céu de qualquer extremo da cidade. Não é apenas brincadeira de criança, os grandes, chamados barbados, brincam de cortar – pelo menos nas laças – a miséria que insiste em invadir os guetos periféricos.

Quando uma pipa, de qualquer cor, feia ou bonita, rasgada ou inteira, é cortada, a correria é geral. Sincronia, todos indo para a mesma direção. Parece que os pés ganham olhos, correm enquanto os donos não olham para o chão, mas para o alto. Não seria uma metáfora do quanto as pessoas, que moram em lugares em que as casas ainda são de pau e algumas ruas de terra, vão em direção à esperança?

Ela pode ser um sinal de que existe algum tipo de invasão policial, um grupo de meninos incumbidos da missão avisa que a galera inserida no tráfico de drogas tem de vazar. Mesmo assim, em nada perde sua força simbólica. Sim, essa brincadeira, bem como outras, carrega consigo suas virtudes em plenitude. Nos morros, os que empinam suas pipas conseguem chegar num lugar ainda mais longínquo, olhar para longe, serem observados por uma diversidade de pessoas através daquilo que no alto está. Seria um mistério assim como Gilberto Dimenstein descreveu em seu livro O Mistério das Bolas de Gude? Nesse caso, seria o quanto o brincar esconde por si só grande enigma, sua forma contínua de expressão, comunicação, arte, desenvolvimento humano e por que não dizer social? É como se o céu estivesse cheio de pessoas pares e ímpares, gostos de cores das mais diversas, vida e um portar periférico artístico que encontra respaldo na tradição chamada de “época de pipa”.

Sérgio Vaz diz, em seu livro O Colecionador de Pedras, que “a pipa é o pássaro de papel. Está longe da gaiola, mas tem sua liberdade vigiada pelo carretel”. Dá para entender que ele diz o quanto temos nas mãos uma pseudo-liberdade. Como o laço do passarinheiro, a ave pode ir até certos lugares, mas depois é forçada a voltar para sua realidade prisioneira.

A frase também tem outro sentido. Seria um recado, um anúncio de que mesmo os donos do poder são vigiados? Falo isso por alguns questionarem a ordem vigente, a maneira injusta que as pessoas são tratadas, ainda com o agravante de levarem a culpa por não fazerem parte de uma classe abastada da sociedade. Simplesmente um absurdo…

Nem todos estão com o olhar apenas em direção ao horizonte distante, alguém, ou mesmo um grupo de pessoas, não aceita as condições em que foram colocados. Aos poucos as poesias dos saraus corroem o sistema com sua acidez de realidade acumulada com o vasto tempo em que a população mais pobre é oprimida.

E voam bem alto os sonhos… Quem viaja junto pode até ter o risco de perder, por um tempo, de vista seu papagaio na neblina do medo das invasões da polícia pela madrugada. Parece que mesmo quando o vento não está muito forte elas sabem a direção do céu.

PS – Texto meu publicado no site Viva Favela. Revista eletrônica sobre Jogos, brincadeiras e diversão. Incluo um vídeo que resume outros conteúdos da publicação, como um todo.

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