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O lixo invade sua casa

Sep 15, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Vídeos  //  No Comments

Fui apenas buscar alguma conta para pagar em minha caixa de correio. Quando chego, vejo que o chão de meu quintal está infestado de folhetos de propagandas de políticos, dos mais diversos. Nem foram eleitos, mas já chegam invadindo nossa casa com todo esse lixo.

Não é em todos os lugares que passa pela cabeça deles em fazer boca de urna, comícios, estimular o voto de cajado, entrar na mente das pessoas com as mentiras mais deslavadas. 

Sentimento que perdura depois que um deles ocupa o poder, sabendo que nunca estão sozinhos, que chegam lá, também, por conta de alianças, compromissos, conchavos dos mais deslavados.

Revolucionários históricos se travestem daquilo que seus discursos mais condenam. E continua o lixo, o fingimento, as peças de teatro em tempo real.

Na verdade, sistema mais que montado. Democracia fingida, promessas que não podem ser cumpridas, palanque que só é feito para esconder os combinados de bastidores. E nós, eu e você, usados para legitimar o que é fingido com maestria.

Quem mais sofre é quem nada sabe. Geralmente, quem descobre arruma uma forma de se aproveitar daquilo que desvenda. Se não arruma um modo qualquer é tratado como maluco, pessimista, ‘conspiracionista’ e outros mais adjetivos que não merecem ser colocados nessa página.

Enquanto isso, nas telas não apenas televisivas, os sorrisos vão dizendo o que muitas pessoas acreditam ser verdade. Não apenas quem assiste crê. Muitas vezes quem transmite também se entrega às fantasias. “Iludidos com aplausos e elogios, com um pedestal”, como bem diz o Fruto Sagrado.

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Olhos Abertos (Música de Jean Mello, Jefferson Cassiano e Marcos Rocha)

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  1 Comment

 

 

Abro as janelas do meu coração,

Pra tentar enxergar um Deus que conheci,

Há neblinas no tempo que querem me impedir, me cegar,

Mas não vou desistir, de buscar o amor, perceber resistir,

Não se entregar, mesmo com a opressão,

De palavras sem sentido, pra roubar minha fé…
Almejei buscar novos rumos, ver um Deus de amor

Desisti de entender os religiosos,

Que roubam minha fé com falsas doutrinas…
Fecho as portas da alma, para não me perder

Ouço a voz da esperança, a vitória da paz

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Eu e você no divã da existência…

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  2 Comments

 

 

É na mesa do escritor e também em seu escritório que se pode ver um pouco de sua personalidade. Apenas resquícios de sua história se manifesta através dos livros jogados. Um pouco de café também fica ao lado do computador. Algumas fotos para inspirar. Uma música de fundo para dar gosto ao que se ouve. Qualquer intromissão, mesmo que seja a mais sutil, ou mesmo a mais inesperada, a que mais grita na alma, serve apenas para acabar com as ideias ou para ver surgir outras ainda com mais poder.

Quem é que pode responder as perguntas que não têm resposta?

É para essas questões difíceis que o escritor instaura sua eterna busca, se debruça em direção ao nada que ao mesmo tempo se transforma em tudo, para alguém que contempla ou para o próprio sujeito que escreve.

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Aos diversos cronistas…

Oct 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  2 Comments

Um amigo meu, pessoa que me ajudou a enxergar de forma diferente o conteúdo do livro que estou escrevendo, me disse que minhas crônicas mudam de assunto repentinamente e não aprofundo algumas coisas sérias que abordo. Dentre outras contribuições, das quais, todas elas, sem exceção, apreciei com muito carinho, a que mais chamou atenção foi essa que aponta quanto a forma que levanto os aspectos da sociedade que falo em meus escritos.

De modo algum discordei, mas, pensando durante vários dias e pesquisando outras pessoas que também considero cronistas [quem se entrega a esse “ofício” de descrever a realidade de modo mais livre e às vezes até “descompromissado”, através da escrita ou de outros tipos de arte que envolve uma maneira mais poética de se dizer aquilo que se vê, é cronista, essa é minha forma de ver], pessoas pelas quais aprendi a ter muito respeito, cheguei a conclusão de que muitas manifestações artísticas têm seu tema central e depois disso o discorrer em cima do tema ou de vários temas. Sim, eu sei que na origem etimológica e prática as crônicas tinham outro objetivo e sentido. Usando a definição de Konder, uma das que considero que mais faz sentido, a palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. Com o passar do tempo isso mudou. Mas, mesmo que não tivesse mudado, sem desvalorizar a origem das coisas, que sentido teria algo que não pudéssemos atribuir outros sentidos?

Um artista que não atribui “seu próprio sentido às coisas” não é artista. Naturalmente pode se entregar e entregar aos outros, a quem lhe acessa ou é acessado por sua arte, essa riqueza originada daquilo que vem de dentro, transformando pensamento e sentimento em livro, quadro ou música. Na música brasileira, por exemplo, temos vários cronistas, gente que fala o que vê sem se preocupar com os ditos métodos. Nem falei logo de cara da literatura, porque está mais que explícito que as crônicas, poesias ou romances, são praticamente a porta de entrada para quem se apaixona pelo ato de ler e depois o de escrever, se expressar pela veia poética.

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