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Psicologia Comunitária

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  1 Comment

 

Nos últimos anos pude participar e mediar algumas sessões de Terapia Comunitária em escolas, parques, organizações não governamentais e até mesmo em igrejas evangélicas.

É bom perceber que tem jovens que estão questionando certos padrões que já não mais funcionam. Não apenas no sentido religioso, mas nas questões tradicionais.

A tradição que não contribui para a formação de pensadores, e sim de reprodutores de “verdades” que ninguém sabe em que lugar surgiu.

Tradição que reprime professores que ao invés de levar aulas prontas, escolhem aprender e ensinar ao mesmo tempo. Lógico que para isso a preparação tem que ser mais que a daquele que apenas é um papagaio, quem também apenas reproduz.

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Feliz dia das mães

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

 

Alguns filhos são abandonados pelos pais simplesmente porque os pais acham que não poderão dar uma boa formação, a famosa da insegurança, ou mesmo por questões financeiras. Não dá para negar que em algumas situações o egoísmo impera.

O abandono não é um problema novo. No Brasil no século XVIII e XIX o abandono de recém-nascidos já era presente em diversos lugares.

Filhos ficam chateados com seus pais por não entenderem que os pais querem apenas o bem. Uma vez Renato Russo disse que os pais são tão crianças quanto os filhos. Será?

Vidas despedaçadas de famílias que não se resolvem e que os integrantes apenas se culpam – gente que nem se fala ou que se prejudica, tudo em detrimento da falta de perdão.

Abrigos lotados e crianças que crescem sem esperança, tendo como referência alguns educadores. Agora, quando as referências são outras pessoas na rua, quase sempre também com o histórico de abandono, entregues ao mundo da venda de drogas ou à criminalidade, a preocupação é ainda maior. De fato, qualquer tipo de abandono gera consequências. Posso culpar indivíduos que querem a todo tempo dizer e ninguém os ouve? Já vi diversos jovens que sabem tocar algum instrumento musical, interpretam peças de teatro, escrevem e outras habilidades e que não estão procurando alguém para dar voz a eles. Não querem medidas exploratórias disfarçadas de educativas. Eles querem dizer com as palavras deles.

Por outro lado, tem algumas medidas desnecessárias que algumas empresas tomam – jovens não precisam mudar o cabelo ou o jeito que são para demonstrar a essência. Quando algo é completamente padronizado sobram apenas discursos prontos ou mesmo uma interpretação do real, jovens que imitam padrões dentro de um ambiente de trabalho, apenas para tentar garantir o emprego.  No final sobra a insatisfação de estar em um lugar que não aceita as pessoas como elas são. Competência não está no uso ou na falta de um brinco, tampouco no cabelo grande ou pequeno, às vezes nem em técnicas pré-estabelecidas. Quem sou eu para dizer? Não deixa de ser apenas uma sugestão para lidar com a diversidade de pensamentos, estilos e outras formas de se posicionar perante o mundo. Quem pode dizer o que um jovem pode ou não dizer ou fazer?

Quantas famílias ainda estão procurando o caminho ensinado nas novelas? Família perfeita não existe, o que existe é gente que almeja demonstrar uma família perfeita.

Agora, muitos nem podem dizer feliz dia das mães… Outros sonham em ter uma mãe, quem dirá um pai por perto. Não sei por qual motivo estou de um lado e não do outro. O que almejo dizer aqui é que sou feliz por poder olhar para minha mãe, que muito contribuiu e até hoje me ajuda a realizar sonhos, e poder dizer feliz dia das mães. Seria eu um completo egoísta se me esquecesse em dizer que outros não podem fazer a mesma coisa.

Como educador já vi muitos casos em que no dia das mães muitas crianças e adolescentes choravam ao invés de sorrir – alguém precisa ver isso e mostrar que algumas pessoas não podem dar presentes, elas não conhecem seus pais.  Quem é que pode ouvir?

Sim, fico feliz em poder dizer à minha mãe feliz dia das mães. Vou além, acho que todos que têm essa oportunidade, nesse tempo presente, deveria não se contentar apenas em alegrar alguém que está ao seu lado. Uma visita a um abrigo, para ver e conversar com crianças e adolescentes que não podem fazer o mesmo, seria viável.  Ou mesmo procurar em alguma esquina encontrar alguém que não pode dizer feliz dia das mães, até mesmo para dar algum respaldo. Tem voz que vem do coração e que não dá para apagar da memória – não sou ingênuo em dizer que os problemas sociais seriam resolvidos apenas dessa forma. Agora, não dá pra negar que uma mobilização pessoal, que desdobraria em algo maior, poderia ajudar. Você faria algo?

***

Esse é um escrito para as mulheres que assumiram a missão materna.

Esse é um documento para àquelas que não tiveram respaldo para cuidar de seus filhos, abandonadas por homens que não quiseram assumir sua responsabilidade, mas mesmo assim não abandonaram o barco e quiseram ser mães, enfrentando o mundo inteiro para dar boa educação para as crianças.

Escrevi até mesmo para mães que deixaram de lado seus filhos, por acreditarem que eles poderiam ser mais amparados em instituições especializadas, em alguns casos não deixa de ser uma prova de amor. Quem pode julgar?

São palavras de minha mente, sem citações de outros autores, que muito respeito, que podem até ter me inspirado para tentar dizer algo nesse dia tão singelo.

Dedico essas palavras às mães, mulheres, que mesmo com todos os preconceitos da sociedade não desistiram diante das adversidades.

Feliz dia das mães, para minha própria mãe e para todas, independente da situação familiar que se encontram.

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Não Tive Medo (Música de Jean Mello)

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas, Poesias, Vídeos  //  1 Comment

 



 

Hoje eu acordei pensando em você
De um jeito tão feliz, num momento especial
Meu olhar então mudou, o coração pode sentir
Não tive medo da entrega, minha vontade foi te ver
E olhar em teus olhos…
E no final da tarde, quando o sol se pôs
Não pude ver nenhum resquício de rancor
Pude então sorrir, pensar num novo amanhecer
Na vida eterna, num outro alvorecer
Uma flor então se abriu, eu tive um sonho especial
De ver teu sorriso e desejar não ter final
A história não acabou, eu fui tomado pelo amor
Minha vida é outra, a Tua luz então chegou

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Utopia

Oct 18, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Poesias  //  5 Comments

A utopia é apenas o amanhã que espera o utópico

Não importa o que chega para acabar com os sonhos de quem insiste em sonhar

E no final da tarde o sol vai se escondendo…

Só que junto com ele não se vai a esperança, a pura espera…

Apenas renasce o que eu e você precisamos para continuar, sempre…

E com essa busca, de quase encontrar alguma razão para ainda acreditar, continuamos

Sem pressa e sem medo de errar… Sem querer saber do amanhã, apenas do hoje

E pela graça e de graça vamos vivendo, com o dinamismo de abafar os males da ansiedade

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Refletindo sobre a palestra na Escola Estadual Hadla Feres: uma forma de mobilização

Oct 12, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog  //  2 Comments

Em 14 de setembro de 2011, como um dos participantes do ciclo de palestras sobre empregabilidade, contando com profissionais dos mais diversos, falei sobre minha atuação enquanto educador social, blogueiro e escritor para dois grupos de jovens de primeiro ano de ensino médio da Escola Estadual Hadla Feres.

Em Carapicuíba, que hoje em dia tem por volta de 400.000 habitantes, a escola fica a mais ou menos meia hora do centro da cidade em um bairro chamado Vila Dirce. Não dá para repetir o jargão que envolve questões estruturais ou problemas de vulnerabilidade social que atinge também esse bairro e por consequência a escola. Trocar aqui algumas informações tem que me fazer colocar em evidência o que a comunidade escolar feito resolver o que aparece pelo caminho. Pelo menos essa é a visão que tenho e que é respaldada por alguns educadores que admiro.

É bom ressaltar que essa foi uma iniciativa da própria escola e que pode se desdobrar em outras mobilizações. Uma das coisas que me chamou atenção foi o envolvimento de parte do corpo docente, representado pela professora e mediadora de conflitos, Raquel Bertolai e da direção, que promoveu toda articulação através do diretor e também escritor José João de Alencar – Psicanálise e Educação: A escuta e a fala na escola pública e o fortalecimento dos laços sociais, esse é o nome do livro que ele escreveu e que esses dias terminei de ler, recomendo para quem quer fazer algo para que o ambiente escolar seja mais humanizado e humanizante. Será que nas escolas, de um modo geral, as pessoas enxergam o outro como legítimo outro?

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EMICIDA: a revolução silenciosa

Oct 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  1 Comment

Muita gente tem falado do trampo do Emicida. Acompanho uma coisa ou outra que vem pipocando por aí. Ele está com certa visibilidade na mídia. Quando falo isso não estou tendo nenhuma conotação irônica. Isso muito me agrada [não apenas pelos posicionamentos de simplicidade que ele tem], é a representatividade de uma “maneira nova” de militar em prol de uma causa, aproveitando as “lacunas do sistema”. Essa característica não é apenas do Emicida – outros artistas entram nos lugares com sutileza, mas ao mesmo tempo com a força da mensagem. Na entrevista que inaugura a série Sangue Latino, criada pelo jornalista Eric Nepomuceno, Chico Buarque cita esse instigante fato de alguns artistas preservarem esse “dom” de estar à contramão da hegemonia dominante.

Na página do Emicida no Twitter, podemos ver diversas mensagens que motiva a galera a encarar a vida valorizando a realidade – trampo, cultura, organização, infância, trechos de letras de músicas, enfim, uma infinidade de possibilidades, repertório vasto de ideias. Em uma época que ouvimos tantas bobagens que vem das ditas celebridades, dá certa felicidade quando vemos gente conhecida falando coisas que vale a pena ouvir e que motiva a galera a pensar em um presente de muita correria para, depois de plantar muitas sementes, ter um futuro melhor. Aliás, apenas um adendo, em um país de riqueza cultural de dar inveja, me pergunto quase todos os dias, a respeito das coisas e das pessoas que tomam o lugar de destaque. Futilidade… Ainda bem que sobrou alguns espaços com um pouco mais de liberdade para que as informações circulem, como a Internet, por exemplo.

Não podemos esquecer que o Emicida colhe o que outros plantaram. Se não fosse, por exemplo, a posição que muitas vezes é até acusada de radicalismo, de outros grupos de Rap, jamais veríamos isso que estou chamando de um novo tempo. Isso não anula o talento do Emicida. Baixei o novo CD dele, não paro de ouvir. Espero que você faça o mesmo… A faixa que mais gostei compartilho por aqui.

EMICIDA (Doozicabraba) – 1989

PS – Enquanto escrevia esse material saiu a primeira parte do documentário de ascensão do Emicida.

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Um poema nosso… A força de uma palavra qualquer…

Oct 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Poesias  //  2 Comments

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel
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