Browsing articles tagged with "Arquivo de Poesia - Página 7 de 10 - Jean Mello"

Sons inusitados que ouço no final da tarde…

Fev 22, 2013   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Às vezes dá na telha de compartilhar meu lado musical. Confesso que gosto de colocar disponível ao mundo o que outras pessoas falam, mais até que minhas próprias palavras ou poesias melodiosas. Sem nenhuma pretensão de que chegue até você alguma ideia organizada. Para além de gosto exacerbado. Apenas fique ligado na mensagem. Se fossemos mais atentos naquilo que ouvimos não sofreríamos tanto pelos erros. Todas elas que aqui divulgo tem ligação comigo. Contigo também?

Alguns outros posts em que essa tendência é presente…

Os loucos confundirão os sábios…

Apenas um pouco de som…

Longe das amarras do sistema… Perto do amor…

O Rock é Negro

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É época de pipa

Fev 4, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Hoje acordei cedo pra ver, sentir a brisa da manhã e o sol nascer
É época de pipa, o céu tá cheio, 15 anos atrás eu tava ali no meio
Lembrei de quando era pequeno, eu e os “cara”… faz tempo!
O tempo não para

Racionais MC’s – Fórmula Mágica da Paz

 
Pés descalços ou calçados com um par de chinelos. Olhares repletos de atenção, sem perder de vista as pipas que dão mais cor ao céu de qualquer extremo da cidade. Não é apenas brincadeira de criança, os grandes, chamados barbados, brincam de cortar – pelo menos nas laças – a miséria que insiste em invadir os guetos periféricos.

Quando uma pipa, de qualquer cor, feia ou bonita, rasgada ou inteira, é cortada, a correria é geral. Sincronia, todos indo para a mesma direção. Parece que os pés ganham olhos, correm enquanto os donos não olham para o chão, mas para o alto. Não seria uma metáfora do quanto as pessoas, que moram em lugares em que as casas ainda são de pau e algumas ruas de terra, vão em direção à esperança?

Ela pode ser um sinal de que existe algum tipo de invasão policial, um grupo de meninos incumbidos da missão avisa que a galera inserida no tráfico de drogas tem de vazar. Mesmo assim, em nada perde sua força simbólica. Sim, essa brincadeira, bem como outras, carrega consigo suas virtudes em plenitude. Nos morros, os que empinam suas pipas conseguem chegar num lugar ainda mais longínquo, olhar para longe, serem observados por uma diversidade de pessoas através daquilo que no alto está. Seria um mistério assim como Gilberto Dimenstein descreveu em seu livro O Mistério das Bolas de Gude? Nesse caso, seria o quanto o brincar esconde por si só grande enigma, sua forma contínua de expressão, comunicação, arte, desenvolvimento humano e por que não dizer social? É como se o céu estivesse cheio de pessoas pares e ímpares, gostos de cores das mais diversas, vida e um portar periférico artístico que encontra respaldo na tradição chamada de “época de pipa”.

Sérgio Vaz diz, em seu livro O Colecionador de Pedras, que “a pipa é o pássaro de papel. Está longe da gaiola, mas tem sua liberdade vigiada pelo carretel”. Dá para entender que ele diz o quanto temos nas mãos uma pseudo-liberdade. Como o laço do passarinheiro, a ave pode ir até certos lugares, mas depois é forçada a voltar para sua realidade prisioneira.

A frase também tem outro sentido. Seria um recado, um anúncio de que mesmo os donos do poder são vigiados? Falo isso por alguns questionarem a ordem vigente, a maneira injusta que as pessoas são tratadas, ainda com o agravante de levarem a culpa por não fazerem parte de uma classe abastada da sociedade. Simplesmente um absurdo…

Nem todos estão com o olhar apenas em direção ao horizonte distante, alguém, ou mesmo um grupo de pessoas, não aceita as condições em que foram colocados. Aos poucos as poesias dos saraus corroem o sistema com sua acidez de realidade acumulada com o vasto tempo em que a população mais pobre é oprimida.

E voam bem alto os sonhos… Quem viaja junto pode até ter o risco de perder, por um tempo, de vista seu papagaio na neblina do medo das invasões da polícia pela madrugada. Parece que mesmo quando o vento não está muito forte elas sabem a direção do céu.

PS – Texto meu publicado no site Viva Favela. Revista eletrônica sobre Jogos, brincadeiras e diversão. Incluo um vídeo que resume outros conteúdos da publicação, como um todo.

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O que eles falam sobre os jovens não é sério

Mar 14, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

Texto originalmente publicado em minha coluna de crônicas no Baoobaa

Depois de férias não avisadas – pelo menos das crônicas por aqui – volto mais viajante que nunca.

Nesse site me descobri cronista e por aí dizem que o bom filho a casa torna. Pode parecer um pouco de exagero usar uma expressão assim. Com essas poucas palavras no começo desse escrito posso dar a entender que estou evocando aquela famosa parábola do Filho Pródigo, que andou pelos caminhos do mundo e depois, ao voltar tem direito a uma festa e um anel de ouro no dedo.

Não, nada disso! Quem está fazendo festa por conseguir parar e escrever algo que vem do coração, ao site que aceitou publicar textos que para muitos soam até como produções carregadas prolixidade, sou eu mesmo.

Alegria por discorrer sobre discriminação racial na blogosfera e ter a honra de também percorrer rotas rebeldes como quem está à margem dos cânones editoriais vigentes e pautados pela mídia tradicional. As escritoras e escritores da literatura afro-brasileira que leio sempre, até hoje não estão nos holofotes midiáticos. Denunciar o racismo estrutural tem seu preço, quem entra nessa tem de estar disposto a ser colocado no lado B.

Ainda bem, porque em alguns casos, e a história não me deixa mentir, os revolucionários aos poucos são esquecidos pela multidão e lembrado por alguns poucos que dão continuidade às transformações. Leia mais >>

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A ilusão do presente

Mar 12, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

Um bilhete e uma frase, mas, sobretudo seu e-mail [1], acusou-me de não responder as mensagens. Coisa de um amigo bobo, que vive imerso em utopias baratas relacionadas à educação e com um pouco de filosofia de esquina, que tem tomado conta da blogosfera. Risos.

Nada, resolvi responder em meu tempo, nesses corridos dias que, sobretudo, estão completamente sendo dedicados em coisas que acredito. Aliás, algo completamente em falta nos dias atuais, pessoas que vão atrás daquilo que realmente acreditam. Mas por um lado entendo, a pós-modernidade, esse absurdo século que não nos deixa perceber os detalhes das coisas, instaurou-se como um dos piores tempos da história.

Casamentos tornam-se sepultamentos, escuta, cada vez mais escassa, famílias que se falam via redes sociais morando na mesma casa, entrega quase que total aos bens de consumo. Impressionante é que, quase que sem sombra de dúvidas, mesmo os que percebem a velocidade das informações, mas não o pseuso-conhecimento predominante, ficam imersos no medo de não serem reconhecidos como loucos, puramente malucos em tentar dizer algo contra a suposta hegemonia.

Tente entender essas breves palavras, ainda que tenha de recorrer a algumas correntes filosóficas zombadas nos dias atuais, mas apenas enquanto confusos complementos dessa minha breve análise de questões complexas que envolve nossa maldosa sociedade anunciada com brilhantismo por Freud em O Futuro de uma Ilusão.



[1] Texto inspirado em um e-mail recebido de uma amiga, mas não parou apenas na mensagem, foi também fruto de uma conversa inspiradora após um almoço com amigos em um lugar bem simples, mas que supera qualquer restaurante com contas caras, não pelo território em si, mas, absolutamente, pelas pessoas que lá estiveram nesse dia.

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Caminhos do Passado…

Dez 31, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

 

Relacionei no post Caminhos Cruzados… O que 2011 foi pra mim? alguns dos meus artigos que foram publicados na blogosfera. Algumas pessoas que entraram em contato com o conteúdo pediram pra que eu relacionasse outros textos do meu próprio blog, separando-os por temáticas. Como aprecio a ideia de comunicação compartilhada, mesmo em seu modo mais simples, acato a sugestão e farei o máximo para nortear àqueles que desejam ler alguns dos textos. Boa leitura! Leia mais >>

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“Por uma educação informal”

Dez 30, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

 

Muitos escritores que escrevem de maneira mais livre e aparentemente descompromissada, por não seguir certas regras acadêmicas, não por desconsiderá-las, mas por achar que existe outro espaço que seja ideal para fazer isso, são tratados como não capacitados para se dedicar ao “ofício” da escrita. É assim que consigo escrever, de modo opinativo e convidativo.

Quando criei esse site pensei em fazer desse ambiente um lugar “informal”. Assim posso revelar através de qualquer coisa aqui escrita opiniões, às vezes até carregadas de obviedades e certezas coletivas, mas, mesmo assim, são coisas que alguém está dizendo com toda sinceridade e espera que o leitor possa permear esses escritos com seriedade. Só que a seriedade não consiste em uma cara fechada, sem a presença do sorriso que dá formosura ao rosto. Seriedade significa compromisso com o que está se comprometendo. É com comprometimento que o educador conquista o respeito dos educandos.

Geralmente quem se compromete com um modo mais “informal” de produzir conhecimentos, também faz isso na prática. Ou seja, na execução das ideias. Isso também não vale para todos. Seria leviano da minha parte afirmar com todas as letras algo que padronizasse os seres humanos. Leia mais >>

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